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Descobri um mioma… Preciso operar? A verdade que quase ninguém explica

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Descobri um mioma… Preciso operar? A verdade que quase ninguém explica

# Resumo: Descobri um mioma… Preciso operar? A ginecologista Dra. Juliana Mato aborda um dos maiores medos das mulheres ao receberem o diagnóstico de mioma: a

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Perguntas respondidas neste vídeo

Você recebeu o diagnóstico de mioma e a primeira coisa que você pensou foi será que eu tenho que operar?

Essa é uma das associações mais comuns quando a mulher ouve essa palavra e também uma das que mais assustam. Mas a verdade é que na maioria dos casos o mioma não significa cirurgia. Eu sou a doutora Juliana Mato, ginecologista, e hoje eu quero te explicar exatamente isso, porque muitas mulheres descobrem o mioma em um exame de rotina e se preocupam imediatamente, já imaginando que vão precisar de uma cirurgia.

E passa a ser esse mioma está causando um problema que realmente precisa de intervenção?

Essa é a pergunta certa. Outro ponto essencial é entender que nem todo mioma se comporta da mesma forma. Eles podem estar em locais diferentes do útero.

Ou está apenas presente, sem repercussão importante?

Quando a mulher entende isso, a decisão deixa de ser baseada no medo e passa a ser baseada em informação. Isso traz muito mais tranquilidade. Então gente, mioma não significa automaticamente cirurgia.

Transcrição completa do vídeo

Você recebeu o diagnóstico de mioma e a primeira coisa que você pensou foi será que eu tenho que operar? Essa é uma das associações mais comuns quando a mulher ouve essa palavra e também uma das que mais assustam. Mas a verdade é que na maioria dos casos o mioma não significa cirurgia. Eu sou a doutora Juliana Mato, ginecologista, e hoje eu quero te explicar exatamente isso, porque muitas mulheres descobrem o mioma em um exame de rotina e se preocupam imediatamente, já imaginando que vão precisar de uma cirurgia.

Só que nem todo mioma ele precisa ser tratado e mesmo quando precisa de tratamento, a cirurgia não é sempre a primeira opção. O mais importante é entender como esse mioma está se comportando, se ele está causando sintomas e qual é o impacto real dele na sua vida. Nesse vídeo eu vou te mostrar quando o mioma pode ser apenas acompanhado, quando ele começa a merecer mais atenção e em quais situações a cirurgia realmente entra em cena.

Antes de tudo, vale esclarecer uma coisa muito importante. O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, ele não é câncer. Ele surge a partir da musculatura do útero e é extremamente comum.

Na verdade, muitas mulheres vão ter mioma em algum momento da sua vida e nem sempre vão perceber. Isso porque em muitos casos ele não causa sintoma algum e esse ponto ele é fundamental. Ter mioma não significa automaticamente ter um problema grave, nem significa automaticamente que precisa tratar.

Muitas vezes a mulher descobre o mioma por acaso, durante um ultrassom de rotina, sem nunca nem ter sentido nada e é justamente aí que começa a sua angústia. E por quê? Porque o diagnóstico assusta mais do que o mioma em muitos casos. Mas o que define a conduta não é só o fato de ele existir, é o que ele está causando.

Na prática clínica, muitos miomas são apenas observados. Isso costuma acontecer quando eles são pequenininhos, quando eles não causam sintomas e eles não interferem na fertilidade, além do mais quando eles não apresentam um crescimento importante. Nessas situações, o acompanhamento periódico costuma ser suficiente e isso é muito importante de entender, porque existe uma ideia muito difundida de que descobrir o mioma precisa tirar, mas não é assim.

Em muitos casos, o mioma pode ficar ali por anos e anos sem trazer prejuízo real para o paciente. Eu costumo explicar de forma simples. Às vezes, o mioma está presente, mas ele não está incomodando, não está alterando a rotina e não está causando dano.

E quando isso acontece, observar com segurança pode ser a melhor decisão. Ou seja, nem sempre tratar é o caminho mais inteligente. Às vezes, acompanhar é o mais adequado.

Agora, entra a parte mais importante. O mioma passa a merecer mais atenção quando começa a causar impacto na qualidade de vida, porque na maioria das vezes, o problema não é simplesmente ter o mioma. O problema é o efeito que ele causa.

Entre os sintomas mais comuns estão a menstruação muito intensa, cólicas muito fortes, sensação de peso na pelve, aumento, às vezes, até do volume abdominal e necessidade de urinar com mais frequência. Em alguns casos, até dificuldade para engravidar. E aqui, existe um detalhe importante.

Nem sempre o maior mioma é o que incomoda. Às vezes, o mioma pequenininho, mas localizado em uma região mais sensível do útero, pode causar mais sintomas do que o outro maior. Por isso, olhar só para o tamanho não basta.

O que realmente importa é a combinação dos sintomas, da localização desse mioma e do seu crescimento e os objetivos da paciente. Essa é uma das falas que eu mais escuto no consultório. Muitas mulheres recebem o diagnóstico e já entram em sofrimento antecipado.

Pensam em cirurgia, pensam em internação, pensam em retirada do útero e pensam em algo grave. Isso gera muita ansiedade. Mas hoje, a gente tem uma visão muito mais individualizada do tratamento do mioma.

Nem toda mulher com mioma vai operar e nem toda mulher que precisa tratar vai necessariamente começar pela cirurgia. Dependendo do caso, existem outras estratégias que podem ser consideradas antes. Por exemplo, o controle hormonal, medicamentos para reduzir o sangramento, até o acompanhamento clínico e monitoramento por exames de imagem.

Além disso, em muitos casos, principalmente após a menopausa, o mioma pode até reduzir de tamanho naturalmente por causa da queda hormonal. Então, o diagnóstico por si só não deve ser encarado como sentença de cirurgia. Ele precisa ser interpretado dentro do contexto de cada mulher.

A cirurgia passa a ser considerada quando o mioma começa a trazer prejuízo importante. Por exemplo, quando o sangramento é intenso a ponto de afetar a rotina, quando existe anemia recorrente também e quando há dor importante. Também quando o mioma cresce de forma preocupante ou quando ele está relacionado à dificuldade para engravidar.

Nessas situações, a cirurgia pode sim fazer muita diferença. Pode melhorar os sintomas, devolver a qualidade de vida e trazer mais segurança no tratamento. Mas esse é o ponto chave.

A cirurgia deve ser sempre indicada por necessidade real e não apenas pela presença do mioma. Isso muda completamente a forma de olhar para o diagnóstico. Porque a pergunta deixa de ser eu tenho mioma, vou operar? E passa a ser esse mioma está causando um problema que realmente precisa de intervenção? Essa é a pergunta certa.

Outro ponto essencial é entender que nem todo mioma se comporta da mesma forma. Eles podem estar em locais diferentes do útero. Alguns ficam mais para dentro da cavidade uterina, outros ficam na parede muscular do músculo e outros crescem mais para a parte externa do útero.

E essa localização muda muita coisa. Muda os sintomas, muda o impacto sobre o sangramento, muda a interferência sobre a fertilidade e muda também o tipo de tratamento que pode ser indicado. É por isso que duas mulheres com mioma podem ter experiências completamente diferentes.

Uma pode ter um mioma grande e quase nenhum sintoma e outra pode ter um mioma menor mas com sangramento intenso e muito desconforto. Por isso a avaliação individual ela é indispensável. Não existe uma resposta única para todas.

Existe a melhor conduta para cada caso. O que mais assusta às vezes é a palavra tumor. Esse é o ponto importante porque muita mulher ouve tumor benigno e grava na palavra tumor.

E isso é compreensível, mas no caso do mioma é importante reforçar. Mioma ele é benigno e na maioria das mulheres ele pode ser acompanhado com tranquilidade. O mais importante não é apenas saber que ele existe, é entender como ele está se comportando.

Ele está crescendo? Ele está causando sangramento? Ele está atrapalhando a sua fertilidade? Ele está causando dor ou pressão abdominal? Ou está apenas presente, sem repercussão importante? Quando a mulher entende isso, a decisão deixa de ser baseada no medo e passa a ser baseada em informação. Isso traz muito mais tranquilidade. Então gente, mioma não significa automaticamente cirurgia.

Na maioria das vezes a decisão de tratar ou apenas acompanhar depende muito de alguns pontos claros como sintomas, tamanho, localização, crescimento e os objetivos de cada paciente. Por isso o mais importante não é só descobrir que existe o mioma, é entender o impacto real dele no seu corpo e na sua qualidade de vida. E se você gostou desse vídeo e conhece alguém que tem mioma, já encaminha para a amiga.

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Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.