O episódio aborda a saúde da mulher de forma integral, enfatizando a importância do acompanhamento ginecológico regular desde a adolescência até a menopausa. A
Isso sempre precisa do acompanhamento e acaba sendo diferente em cada etapa da vida, tem cada processo específico da idade que a pessoa está passando. Sim, na adolescência, né, quando a menina menstrua pela primeira vez, lá pelos 12, 13 anos, o enfoque é bem diferente.
Câncer de mama é uma delas, câncer de colo de útero, né, é muito frequente também aí pelas infecções pelo vírus HPV, endometriose, assim, parado também, mulheres que têm dor e que não sabem o que é, vem ao ginecologista, às vezes é uma endometriose muito inicial, às vezes não faz o diagnóstico, quando vem já está numa endometriose mais avançada, síndrome dos ovários policísticos também é muito comum, além dos corrimentos, né, das doenças sexualmente transmissíveis.
Isso causa irregularidade menstrual, então, às vezes, essa mulher, essa menina, não menstrua regularmente, às vezes, fica meses e meses sem menstruar, tem irsutismo, que é aumento de pelo, principalmente, aqui nessa região de queixo, de rosto, de bulso e acne, e ela também tá muito associada com resistência à insulina, e essa resistência à insulina, se não tratada a síndrome dos ovários policísticos, pode levar a uma diabetes tipo 2, então, é bem importante.
Essa é a preocupação dos ovários policísticos, impacta também na fertilidade da mulher, porque se ela não está ovulando e ela quer engravidar, ela não vai engravidar, porque não tá ovulando, né, não tem essa liberação do óvulo aí, do ovário.
O tratamento, ele é hormonal, ou seja, a gente melhora os hormônios, dá hormônio pra essa mulher, pra que o organismo comece a entender que ele precisa produzir os hormônios por conta própria, diminuindo esses cistos e diminuindo o hormônio masculino circulante.
Olá, eu sou a Letícia Miyamoto e está no ar mais um Amatocast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos aqui com a doutora Juliana Mato, ginecologista, para falar sobre menopausa e os impactos deste processo na saúde da mulher. Antes nós estivemos aqui com o doutor Fernando Amato, cirurgião plástico, e conversamos, tratamos sobre um assunto bastante interessante, o projeto Mamaminha, que trata deformidades mamárias em mulheres principalmente que estão nas filas do SUS e que não conseguem o tratamento.
O doutor Fernando presta todo esse auxílio e a gente também deixa o link para vocês acompanharem. Hoje nós estamos aqui novamente com a doutora Juliana Mato, médica ginecologista, e mais uma vez um assunto muito interessante que levanta muitas dúvidas e hoje mais interessante ainda porque a gente vai falar de uma forma geral principais dúvidas sobre a saúde da mulher. Então a gente vai passar sobre vários temas que provavelmente alguns tópicos você já escutou falar, mas às vezes não sabe o que significa, realmente como que funciona o tratamento, diagnóstico, então a gente vai passar por todo esse panorama.
A doutora Juliana Mato tem título de especialista pela FEBRASGO e pela Associação Médica Brasileira, pós-graduada em Infertilidade e Reprodução Humana pela USP, a Universidade de São Paulo, e residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela UNISA. Mais uma vez, bem-vinda, doutora. Obrigada.
Também um tema que eu tenho certeza que a gente vai poder esclarecer. Ah sim, é um tema muito amplo, vai ter muita coisa para a gente conversar. Legal.
Também já faço um destaque aqui, uma novidade do Amatocast, que agora a gente tem um patrocínio, que é do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco da origem é qualidade de vida e prevenção. Ao longo dos nossos episódios, a gente inclusive vai trazer, contextualizando aqui nos nossos assuntos, hoje também durante a nossa programação, a doutora Juliana vai poder trazer alguns temas mais específicos que podem relacionar a esse diagnóstico por imagem, que a gente tem trazido agora para vocês pelo patrocínio, e como que isso pode auxiliar no tema que a gente está trazendo hoje.
Doutora, então para a gente iniciar, um spoiler de tudo que a gente vai poder trazer, nada muito sem revelar muito, mas que a gente vai conseguir um panorama. Como o tema é muito abrangente, a gente vai conversar da saúde da mulher desde a primeira menstruação, principais doenças, até a fase reprodutiva e menopausa. Então vai ter muita coisa para a gente conversar, muita dica legal.
Vamos conversar. Legal. Inclusive para a gente iniciar, eu também trouxe um dado aqui da própria Febrásico, é um trabalhinho, se eu me falasse não, mas que em 2022 eles fizeram uma pesquisa, doutora, que cerca, não sei se você chegou a ter acesso, cerca de 20% das mulheres não tem o hábito de se consultar com o ginecologista regularmente.
É um número que chama atenção. Imagino que isso no consultório seja mais alarmante ainda pelo número das mulheres que não vão e que depois acabam descobrindo algo mais grave, algo mais difícil de ser tratado, alguma situação que já chegou ali no limite. E também da falta de conhecimento, eu imagino, que apesar de que a internet hoje em dia tem muito material que as pessoas conseguem ter acesso ainda mais, mais novas, cada vez mais novas, no consultório eu imagino que você tem esse panorama de uma forma mais nítida, você vai conseguir falar melhor sobre como que as mulheres chegam no seu consultório para conversar com você.
Muitas chegam anualmente, pontualmente, vim para fazer os meus exames anuais. Outras, doutora, estou até com vergonha, faz uns quatro anos que eu não faço exame ginecológico. Outras falam, doutora, tive meu filho e nunca mais fiz.
Então, é uma realidade e às vezes a gente faz um diagnóstico de uma doença que se tivesse feito o diagnóstico lá atrás, essa doença não teria piorado. Exatamente. Agora, a gente pode falar também das fases, né, porque isso chama, acaba sendo mais, falar chama atenção, mas é que não é nem que chama atenção, acaba sendo mais fácil para as pessoas entenderem que esse cuidado acaba desde a fase da infância da mulher até a fase que a mulher já é uma mulher idosa, né, doutora? Isso sempre precisa do acompanhamento e acaba sendo diferente em cada etapa da vida, tem cada processo específico da idade que a pessoa está passando.
Sim, na adolescência, né, quando a menina menstrua pela primeira vez, lá pelos 12, 13 anos, o enfoque é bem diferente. A gente está mais preocupado nessa fase nova hormonal que ela está passando, se os ciclos menstruais eles estão vindo direitinho, se é uma coisa regular, né, e a gente dá mais ênfase para essa saúde inicial aí, de saúde hormonal da menina. E a gente vai caminhando junto com essa menina, chega na fase de anticoncepção, na orientação quanto à relação sexual e vai passando as fases, a fase que a mulher ela já está numa fase que ela já quer engravidar, para a gente ver como que está essa fertilidade dela, gravidez, as doenças que ela pode estar exposta, doença sexualmente ativa, até a fase que ela já está numa fase mais madura que está próximo da menopausa, que a gente vai ter que ter um enfoque mais para a saúde, prevenção de doenças, né, do envelhecimento, como das doenças cardiovasculares, da osteoporose, para melhorar a qualidade de vida e para melhorar a expectativa de vida dessa mulher.
Todo momento ali o acompanhamento, né? Exato. Doutora, agora quais as doenças que atingem mais as mulheres nesse sentido em toda a vida, né? Câncer de mama é uma delas, câncer de colo de útero, né, é muito frequente também aí pelas infecções pelo vírus HPV, endometriose, assim, parado também, mulheres que têm dor e que não sabem o que é, vem ao ginecologista, às vezes é uma endometriose muito inicial, às vezes não faz o diagnóstico, quando vem já está numa endometriose mais avançada, síndrome dos ovários policísticos também é muito comum, além dos corrimentos, né, das doenças sexualmente transmissíveis. É, esse que é um tema legal que a gente vai trazer também, já vou, inclusive, para o próximo, que é a síndrome dos ovários policísticos, porque a gente escuta muito o nome, né, e às vezes não sabe o que significa na prática, muita gente fala, ah, eu tenho os ovários policísticos, e às vezes não sabe nem o que isso significa, né, doutora, quando que isso acontece, o que significa de fato? A síndrome do ovário policístico, ela é uma síndrome que tem uma característica bem específica, ela tem um aumento do hormônio masculino circulante na mulher, com isso ela forma mais cistos no ovário, mas não são cistos que a mulher tem que se preocupar de que, ah, é um cisto muito grande, que eu vou ter que tratar, não, são pequenos cistos que alteram a produção hormonal, e o que que isso causa? Isso causa irregularidade menstrual, então, às vezes, essa mulher, essa menina, não menstrua regularmente, às vezes, fica meses e meses sem menstruar, tem irsutismo, que é aumento de pelo, principalmente, aqui nessa região de queixo, de rosto, de bulso e acne, e ela também tá muito associada com resistência à insulina, e essa resistência à insulina, se não tratada a síndrome dos ovários policísticos, pode levar a uma diabetes tipo 2, então, é bem importante.
Essa é a preocupação dos ovários policísticos, então? Essa é a preocupação dos ovários policísticos, impacta também na fertilidade da mulher, porque se ela não está ovulando e ela quer engravidar, ela não vai engravidar, porque não tá ovulando, né, não tem essa liberação do óvulo aí, do ovário. Como que funciona esse tratamento? O tratamento, ele é hormonal, ou seja, a gente melhora os hormônios, dá hormônio pra essa mulher, pra que o organismo comece a entender que ele precisa produzir os hormônios por conta própria, diminuindo esses cistos e diminuindo o hormônio masculino circulante. Além disso, é usado também algumas medicações hipoglicemiantes, que a gente usa pra tratar essa insulinemia, essa resistência à insulina, e uma alimentação balanceada, com pouco carboidrato, adequada pro tratamento do ovário policístico.
Nos exames periódicos, a mulher consegue saber se tem a infecção? É aquele transvaginal? O transvaginal e os exames hormonais, né, um FSH, um LH, um estradiol, a dosagem de androgênios, que são os hormônios masculinos da mulher. Além dos sintomas que a gente usa? Sim, dos sintomas. O que mais chama a atenção é a irregularidade menstrual.
É, o que acaba sendo bem comum, né, aí a pessoa precisa fazer essa associação? Sim, porque às vezes se tem aumento de pelo, ah, fez um laser, tá diminuindo, não acha que é tão importante, se tem acne, exato. Câncer de mama agora, doutora, eu tenho também um dado aqui que mostra que segundo o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, a estimativa de câncer de mama em 2020 era de 66 mil, cerca de 66 mil novos casos. É a segunda maior causa de morte de mulheres no Brasil.
Então, isso também se dá a falta desse diagnóstico, da falta da procura pelos especialistas? Na verdade, o câncer de mama, o que a gente tem reparado, é que ele tem uma incidência em mulheres a partir de uma determinada idade, então a partir dos 55 anos pra frente. O que a gente tem reparado é que esse câncer de mama tá aparecendo mais precoce. Então, em mulheres com 30, 30 e poucos anos.
Em alguns estudos, eles dão a entender que pode estar associado com estilo de vida, com alimentação, com falta de atividade física. O que a gente sabe é que a mulher, ela pode desenvolver o câncer de mama, mas que depende muito do cuidado que ela tem com a saúde dela. Se ela vai ao ginecologista todos os anos, o ginecologista vai examinar a mama, vai pedir os exames adequados pra idade.
Então, é importante que ela tenha essa regularidade nas consultas. E também que faça o autoexame das mamas em casa, porque a gente sente quando a gente tem alguma coisa diferente nas mamas, né? Se é muito pequenininho, talvez você palpa e não sinta. Mas muitas vezes é palpável e dá pra fazer um diagnóstico em casa.
Você palpa, sentiu alguma coisa, poxa, vou procurar meu médico. É isso que eu ia perguntar, né? O autoexame, muitas pessoas falam do autoexame, tem campanha também falando do autoexame, mas às vezes existe essa dúvida. Então, é simples, né? É só realmente ali mexer, ver se tem algum carocinho, algo que chama atenção e procurar o médico se tiver.
Sim, e é importante lembrar que o autoexame, ele tem um tempo específico pra você fazer, um período específico. Não pode fazer próximo da menstruação. Quando a gente vai ficar menstruada, a mama incha, as glândulas incham.
Então, quando você palpa, você vai achar um monte de bolinha, que são as glândulas inchadas. Então, o tempo ideal pra fazer esse teste é uma semana depois da menstruação. No banho, vai lá no banho, palpa a mama, dedilhando de cima pra baixo.
Se sentir alguma coisa nessa fase, é que realmente precisa procurar o médico. Pras mulheres que não menstruam, pode ser em qualquer etapa? Em qualquer etapa. E agora, também, o que eu ia perguntar, causa.
Tem relação sempre com algum caso na família? Isso dá um alerta maior? Ou acaba excluindo? Não tive nenhum caso na família, então eu não preciso me preocupar com isso? Tem muitas mulheres que não tem histórico familiar de câncer de mama, mas tem um fator genético no câncer de mama também. Então, sempre precisa ficar de olho, lógico, se tem algum caso na família, mas, na maioria das vezes, não vai ter nenhum. São outros fatores que propiciaram que aquele câncer se desenvolvesse.
Ou seja, não é porque a pessoa não tem um caso na família que não deve... Que ela não vai ter. Sim. Agora, cistite ou infecção urinária? Primeiro, qual que é a diferença das duas? Pelo que eu me lembro, cistite tem até um apelido que é a infecção da lua de mel, que o pessoal chama.
Qual que é a diferença das duas? A cistite é uma infecção urinária. Só que ela é uma infecção urinária mais baixa, porque aqui em cima a gente tem a bexiga, e da bexiga sai a uretra, que exterioriza na vagina. A cistite é quando a gente tem a inflamação aqui na uretra, já na saídinha ali para o canalzinho da vagina.
E a infecção urinária é quando já ocorreu a cistite, mas tem a infecção na bexiga também. Os sintomas são muito parecidos. Por que é chamado de infecção da lua de mel? Porque é comum as mulheres, quando têm muitas relações sexuais, elas, pelo atrito ali da relação, na entradinha da uretra, as bactérias já entrarem ali pela uretra e ocorre a infecção.
Tem o trauma, pode dar microfissuras. O que deixa mais fácil de inflamar. Agora, diferente da infecção urinária, que aí já é uma infecção mais alta, da bexiga mesmo.
E da lua de mel, porque é quando a mulher tem mais relações sexuais. É só um apelido que o pessoal deu para caracterizar. E já posso até dar uma dica aqui.
Quando tem relação sexual, o que é interessante fazer? Você ir ao banheiro e esvaziar a bexiga. Por que? Quando você esvazia a bexiga, você lava a uretra. Então, não vai ter a presença de bactérias na entradinha da uretra.
E uma dúvida também que é muito comum em relação a isso, é até a questão do banho, pós-relação. Muita gente fala, esvaziando a bexiga, acaba sendo até mais fácil, melhor para quem não tem essa opção. Ou não que não tenha opção, às vezes a pessoa até tem opção, mas às vezes não, dependendo do lugar, de tomar o banho depois.
Então, isso acaba sendo mais essencial do que o banho depois. Sim, mais essencial do que o banho. E aqui também um alerta, ducha vaginal não.
Por que? A ducha vaginal, você vai colocar uma quantidade de líquido muito grande dentro da vagina, com uma pressão muito forte. Então, isso se pegar aqui na entradinha da uretra, só vai colocar a bactéria lá para dentro. Porque como é um fluxo muito alto, não é legal.
Dá o efeito ao contrário. Dá o efeito ao contrário. Para quem está sentindo esses efeitos, os sintomas da cistite, acha que é algo mais simples, isso precisa de um diagnóstico, um remédio que é receitado pelo próprio especialista? Ou a cistite, por ser considerada mais fraca, ali no sentido comparado com a infecção urinária, a mulher consegue esperar um tempo e curar sozinha, por exemplo? Às vezes a cistite ela cura sozinha, né? Então, se em dois dias não melhorar, o ideal é passar no médico para acolher um exame de urina, para ver se já não virou uma infecção urinária.
Porque se virou uma infecção urinária, aí o tratamento é antibiótico. E para cistite o tratamento não é antibiótico, né? Então, outra dica, tomar muito líquido. Começou com sintomas de cistite, já enche a garrafinha, toma de um litro e meio a dois litros de água por dia.
Água, não suco, não refrigerante, água. Porque se tiver que melhorar, vai melhorar. Doutora, eu não posso deixar de perguntar, tem um remédio, eu não vou nem citar o nome, porque vai ser propaganda também para a marca, e às vezes acho que é chato, né? Também citar o nome específico.
Mas ficou muito famoso, acho que você vai vir na sua memória assim que eu citar, por aliviar esses sintomas da cistite, né? Inclusive nas redes sociais todo mundo fala desse remédio, ele muda a cor da urina, o pessoal pode estar também reconhecendo o que eu estou falando, e acaba aliviando esses sintomas, tanto da cistite, como até de infecção urinária. Todo mundo que tem um desconforto, vai procurar, não procurou o médico ainda, e procura algo que alivie, até na farmácia eles indicam esse remédio. Esse remédio pode ser utilizado mesmo, ou tem um risco? Esse remédio pode ser utilizado, mas assim, se for uma infecção urinária que já subiu para a bexiga, não vai resolver em nada.
Tá, então tem essa... Os sintomas vão continuar. E não é uma medicação que você pode ficar usando também direto. Pra uma cistite ali poderia ajudar... Dois dias, não melhorou, vai no médico, porque tem coisa a mais.
Agora, corrimentos vaginais, eu acho que isso também tem muito... Muita dúvida em relação a isso, cor, cheiro, enfim... Eu já vejo até nas redes sociais, o pessoal costuma colocar uma tabelinha ali pra você diferenciar se tá tudo bem, se tem algum problema, né? O que a gente pode dizer em relação ao alerta? Corrimento é um sintoma muito comum das mulheres. Quando que você tem que se preocupar com o corrimento? Quando o corrimento tem cor e tem cheiro. Quando o corrimento, ele é transparente e não tem cheiro, pode ser a lubrificação normal da vagina.
E interessante é que quando a gente tá próximo do período menstrual, a gente tem um aumento da lubrificação dessa região. Então, a maioria das mulheres, quando tá próximo da época de menstruar ou no meio do ciclo, quando tem ovulação, ela tem uma secreção bem característica, que é uma secreção líquida, parece uma aguinha, e próximo da ovulação, parece uma secreção que parece clara de ovo, né? Que você pega no dedo assim, ela até fica meio pegajosa. Isso é normal.
Agora, se tem coloração esbranquiçada, esverdeada, às vezes amarelada, aquela que gruda na calcinha, pode ser que tenha algum tipo de infecção. Aquela branca com grumos que coça muito, pode ser uma candidíase. A amarela ou a esverdeada, até um pouco acinzentada, pode ser tricomonas vaginalis, um outro tipo de infecção, uma gardinerela, que aí realmente precisa de tratamento médico, que não vai se resolver sozinha.
É, o cheiro também tem uma dúvida muito comum em relação a isso, porque normalmente as mulheres nunca sabem até que ponto é algo normal ali, da rotina da pessoa, enfim, ou realmente tem algo que chama a atenção. E isso é mais fácil ver pela cor do que pelo cheiro. Então, você entende, né? Tem um cheiro bem característico de uma infecção, que é um cheiro de peixe podre.
Esse cheiro de peixe podre é de uma infecção específica, que é o tricomonas, e é até uma doença sexualmente transmissível. Então, quando tem esse cheiro, já tem que ficar em alerta. Vou precisar tomar antibiótico e vou precisar que meu companheiro também tome.
Então, eu preciso ir ao médico pra ele avaliar se realmente é isso. E também, às vezes, as pessoas acabam deixando isso passar pra ver se vai melhorar, pra ver se vai sumir, e às vezes essa situação pode se tornar mais preocupante. Pode, porque esse tipo de infecção pode acender pelo útero ali, pela entradinha do útero, pode pegar as trompas, acometer as trompas, e aí tem a doença inflamatória pélvica, que é uma outra entidade, que é muito comum, se não tratada, pode estar até obstrução tubária, porque ela causa aderência e infertilidade.
E na consulta ali, na consulta normal, a mulher já consegue saber? Já consegue saber, já consegue saber. Outra coisa que eu vejo muito, muitas mulheres com corrimento, elas vão na farmácia e compram o creme vaginal sem saber ao certo o que é. E tem uma pequena melhora, e acha que tá tudo bem. Só que fica com um corrimentozinho residual por muito tempo, e aí quando ela fala, não, acho que eu tô com 2, 3 meses com esse corrimento, não deve ser normal, e vai no médico, aí o médico prescreve outra coisa, ela deu essa chance de ter uma infecção, uma doença inflamatória pélvica, e ter algum acometimento na sua fertilidade.
Então, o ideal é, não siga essas receitinhas de que um fala que essa pomada é boa, outra pomada é boa, não, porque às vezes não é o tratamento pro seu tipo de infecção. É, muitas vezes a gente vai falar também específico da candidíase, é o nosso segundo próximo assunto, mas às vezes acaba acontecendo de uma forma muito comum, né? As pessoas acabam, toda hora volta aquilo, faz o tratamento e volta, faz o tratamento e volta, e tem algumas formas de melhorar essa situação quando é recorrente também. Sim, sim.
O próximo que a gente pode falar é endometriose, também que é um nome bastante conhecido, mas muitas vezes as pessoas não sabem o que significa. O que é endometriose? A endometriose é uma doença inflamatória que aonde o tecido de dentro do útero, que é o endométrio, ele inflama e ele sai da cavidade uterina e ele vai se aderir dentro da nossa cavidade abdominal. Então, ele pode aderir no intestino, ele pode aderir no útero, no ovário, na bexiga, e esse tecido, que é o endométrio, como ele inflama, na época que a gente tá menstruada, ele vai crescer.
A gente não tem cólica menstrual, a gente vai sentir dor aonde esse tecido tá em outras regiões do abdômen. Então, por que que mulher que tem endometriose tem dor a evacuar? Porque se tiver ali grudadinho no intestino, próximo ao ânus, ela vai sentir a dor porque aquele tecido tá lá. Por que que a mulher com endometriose tem mais chance de ter alteração de hábito intestinal? Por quê? Porque o tecido endometrial pode estar ali no tecido do intestino dela, causando uma inflamação.
Então, a endometriose é uma doença silenciosa muitas vezes, por mais que as pessoas escutem, ai, mas eu não tenho dor, e todo mundo fala que a endometriose tem uma dor muito grande, a endometriose, ela tem a fase inicial da doença que é assintomática. E aí, a pessoa só descobre nos exames periódicos? Exatamente. Então, é muito importante a gente conversar sobre a endometriose, e as pessoas terem uma ideia de que não ter dor, também pode ter endometriose.
E a importância da sua consulta regular no ginecologista, porque se não tem dor, você não vai falar pro médico que você não tem dor, você vai falar, não tenho dor, não tenho nada. Mas nos seus exames que ele vai pedir, ele vai ter uma ideia do que você pode estar tendo. Ah, eu tô tendo muita alteração de hábito intestinal estranho.
Ah, é perto da menstruação? Será que não pode ser uma endometriose inicial? Então, é muito importante esse acompanhamento, porque a endometriose, quando tá bem no início, às vezes a gente leva muito tempo pra descobrir, porque a mulher mesmo, ela não sentiu isso. Como que funciona o tratamento? Depende muito da fase da doença que tá. Se for inicial, nem precisa de cirurgia.
Aí é suspender a menstruação pra esse endométrio não continuar crescendo. Agora, se for casos em que essa endometriose já tá no vário, já tá no intestino, aí é caso cirúrgico de fazer uma laparoscopia pra realmente tirar esses focos de endometriose. E por isso é importante cada vez mais cedo ter o diagnóstico, né? Quanto mais cedo, mais fácil.
Exato, mais cedo, mais fácil o tratamento, e por isso que é importante sempre ir ao ginecologista. Agora, então, vamos passar pra candidíase, que é um bem também comentado, quem começa a ter, costuma ter direto. Doutora, por que que acontece isso? Como se livrar dessa recorrência? Então, a candidíase, ela é um pouquinho complicada.
Por quê? Porque ela pode ser causada quando a gente tem uma baixa imunidade, que a gente fica mais propícia a ter inflamações, infecções, e a candida, ela é um fungo que existe na nossa flora vaginal comum. Só que quando a nossa imunidade abaixa, ela tem uma chance de proliferar na vagina e dar a candidíase. Mas ela também pode ter outra causa, como alimentar.
Mulheres que comem muito carboidrato, elas podem ter candidíase, porque o carboidrato, quando é metabolizado no nosso organismo, ele se transforma em glicose. Aumenta a glicose no sangue, a candida adora uma glicose, aí ela pode proliferar também na vagina. E a diferença que é da candidíase, não tem cheiro ou tem? A candidíase não tem cheiro, ela é um corrimento esbranquiçado, que muitas vezes parece grumos, parece um queijo cottage, ou um jornal molhado, e a característica principal é que coça.
Então, essa região de vagina, ela pode coçar bastante. Quando ela tá muito atacada, quando não tá mais na fase inicial, pode até ter um inchaço dessa região, a vagina fica mais inchadinha. Porque normalmente aí é bom pra diferenciar, né? Porque as meninas costumam associar, as mulheres também associam sempre qualquer tipo de incômodo, seja corrimento, seja um cheiro diferente, à candidíase, que é o mais famoso ali dos nomes, né? É, mas não necessariamente a candidíase.
Tem paciente que às vezes manda WhatsApp na clínica e fala ai, eu tô com uma coceira, tenho certeza que é candidíase. Dá pra doutora passar uma pomada antes de eu ir na consulta? Às vezes nem é candidíase, então tem que tomar cuidado com isso também, porque às vezes a mulher acha que é muito comum, né? Fazer esse tipo de tratamento, e na verdade pode nem ser uma candidíase. E você mascarar usando outro tipo de medicação.
E no próprio exame clínico ali, a olho nu? A olho nu já dá pra ver. O médico, ele já consegue... Já, não precisa de nenhum exame específico. Os corrimentos, normalmente, a gente faz o diagnóstico do tipo de corrimento pelo exame clínico mesmo.
A gente olhando, examinando ali, colocando o espéculo, examinando essa região vaginal, examinando a característica do corrimento. E existe de fato essa preocupação com pessoas que têm recorrente? Existe, existe sim. Porque ou ela tá com uma baixa imunidade, ou o erro tá na alimentação.
Que são aqueles dois fatores. Exato. Mas existem mulheres diabéticas que têm mais risco de ter a candidíase.
Por quê? Porque ela tem uma glicemia mais alta. Então, mulheres diabéticas é muito comum ter candidíase de repetição também. E aí precisa desse acompanhamento.
Sim. Agora, depressão pós-parto e depressão do climatério e pós-menopausa. Já adianto também dar uma observação que no nosso último episódio foi só sobre menopausa.
Então, pra quem tem essa dúvida pode acompanhar também. Mas agora mais a questão da depressão ligada ao pós-parto ou ao climatério, né? Sim, essa depressão ligada ao pós-parto tem muito a ver com as alterações hormonais no corpo da mulher. Ela tá saindo de uma gestação onde os hormônios dela, os níveis hormonais eram totalmente diferentes.
E de repente nasce o nenenzinho lá e todos os hormônios caem. Essa alteração hormonal, além da mudança de vida, né? Que ela vai começar a ter que cuidar do nenenzinho, tem a privação do sono. Tudo ajuda pra mulher que tá mais propensa à ansiedade ter uma depressão pós-parto.
Mas é por alteração hormonal mesmo e tem tratamento. É isso que eu ia perguntar. Você costuma resolver naturalmente ou você precisa também? A maioria das vezes resolve naturalmente.
Poucas pacientes precisam de tratamento medicamentoso. Porque realmente é uma fase hormonal. E a mesma coisa do climatério, da menopausa.
São essas alterações hormonais. Quando a gente não tá de TPM, a gente também não fica mais estressada, mais triste. Às vezes mais triste, depressiva mesmo.
E tem como prever essa situação, doutora, em algum tipo de exame durante a gravidez? Se a mulher pode, de alguma forma, tentar evitar esse período de depressão pós-parto? Porque às vezes tem tanta ideia que a mulher, às vezes o primeiro filho também, que a gravidez vai ser aquela coisa perfeita. E às vezes acontece isso e acaba frustrando muito a pessoa, né? Acaba esperando tanto esse momento. Então tem como se preparar pra isso, de alguma forma? É orientação.
Orientação, conversar muito. O médico conversar com a paciente, alinhar as expectativas. E pacientes que já são ansiosas de base, ou já fazem algum tipo de tratamento pra depressão, a gente fica mais atento, né? Já tem um histórico.
Exato. Mioma uterino. Também uma palavra bastante conhecida, mas falo por experiência.
Não sei explicar o que é isso, né? Não tenho ideia, então queria primeiro a definição pra quem tá acompanhando aqui a gente. O mioma são nódulos que crescem no útero, na parede uterina. E eles são nódulos benignos.
Uma dúvida muito comum da maioria das pessoas é se todo mioma vira câncer. Não. Uma parcela muito pequenininha de mioma pode virar um câncer, mas a grande maioria não vira.
Então eu prefiro até dizer, que é tão raro, tão raro, eu prefiro dizer que fiquem tranquilas. Porque o mioma é muito comum, tá? E esse mioma, o que pode acontecer? Ele não tem uma causa específica, né? Não tem uma causa, ah, eu posso ter mioma se eu fizer alguma coisa, ou tá associado com genética. Não tem uma causa específica.
Qualquer mulher, ela tá propensa a ter um mioma, que é um nódulo que cresce lá. Qual que é o perigo do mioma? O perigo do mioma é quando ele cresce muito. Quando ele cresce muito, ele pode causar hemorragia.
E aí aquele fluxo menstrual da mulher durante a menstruação ser muito intenso, a ponto de dar anemia. Nesses casos, quando a mulher tem muitas hemorragias durante o ciclo menstrual, a gente opta por fazer a retirada desse mioma. Ou por embolização, ou a retirada em cirurgia aberta mesmo.
Agora, quando ele é pequenininho, só precisa observar. Não vai trazer maiores consequências. O nome assusta, né, às vezes, pra quem sabe que tem, ou é diagnosticada.
Papiloma vírus humano, que é o HPV, o nome mais comum, né, que todo mundo vê. Agora já tem vacina pra isso, né, doutora? Sim. Homens e mulheres, ou só mulheres? Homens e mulheres.
O HPV é esse vírus, né, papiloma vírus humano. Tá muito associado ao câncer de colo de útero. Então, ele pode dar desde lesões verrucosas na parte de fora de vagina, às vezes, de anos.
E esse tipo de HPV, ah, é bom falar que existem mais de 100 tipos de HPV. Então, os subtipos que dão câncer, que são cancerígenos, são menos subtipos. Os que dão essas verruguinhas, essas verruguinhas, elas não são cancerígenas.
São por HPV que não causam câncer. Já o HPV que causa a lesão dentro ali do colo do útero, que forma a feridinha no colo do útero, esse é um subtipo cancerígeno, que é o 16 e o 18. E pra esse tipo é que existe a vacina.
E hoje a gente tem essa vacina no SUS pra meninas de 9 a 14 anos e pra meninos de 11 a 14 anos. Fora isso, a gente pode indicar a vacina do HPV pra adultos quando a gente sentir necessidade. Ou seja, ah, tá com o HPV, já fez o tratamento, tá tudo bem, mas vamos dar a vacina pra aumentar a imunidade contra o HPV pra não ter recidivas dessas lesões.
Quem tem uma vez, tem pra sempre. Não é algo curável isso. A pessoa fica com o vírus.
O vírus, ele fica ainda circulante, mas ele pode não dar a lesão. Então, por isso que é importante sempre fazer o papanicolau, quando tem o diagnóstico, pra ver se ele tá dando lesão. Se ele não tá dando lesão, ok.
Agora, se ele começa a dar lesão, é sinal que tem que tratar novamente. Então, alguns estudos mostram que a longo prazo ele pode não ativar novamente. Mas isso ainda é muito... precisam mais estudos ainda sobre isso.
A principal forma de prevenção, a vacina e também os métodos contra receptivo. A vacina e método contra receptivo, camisinha. Sim, que aí não tem o contato.
Ah, e uma dúvida em relação ao HPV. Muita gente fala sobre isso. Contato mais superficial, uma toalha que passa uma pessoa e passa em outra.
É possível também ter a transmissão de uma pessoa pra outra? Pra esse HPV de verruga, sim. Se tem essa verruguinha e essa verruguinha, por exemplo, ela deu uma fissurinha ali, saiu um pouquinho de sangue ou tá saindo alguma secreção dessa verruguinha e a outra pessoa também tem algum raladinho, alguma coisa, alguma porta de entrada na pele, sim. Então, bom ficar atento de todas as formas.
Sim. Ciclo menstrual e período fértil. Eu acho que a maior dúvida, na verdade, é mais em relação ao período fértil, quando que funciona, porque apesar de muito... nossa, já tá mais do que esclarecido, né, do que o método ali.
A gente vai falar também de métodos contra receptivos, mas que o método da tabelinha é o menos eficaz, né, que tem gente que ainda faz a conta ali no... tem aqueles aplicativos de celular e fala, ah, hoje não tem problema, então não vou usar camisinha ou não tomo anticoncepcional e acho que tá tudo bem. Mas isso não é uma garantia 100%, doutora? Como funciona o de fato que precisa estar nos dias ali? Não é uma garantia 100%. O que que ocorre? Pra mulher que é regulada, que tem os ciclos naquele intervalo pré-definido direitinho, ela pode até tentar colocar no aplicativo os dias que ela tá menstruando, que o aplicativo vai fazer uma conta simples ali e vai mostrar o dia que ela tá ovulando.
Mas são poucas mulheres que têm isso, né, a maioria das mulheres é um fluxo que às vezes varia de 28 a 30 dias e pra gente fazer esse cálculo da época que ela vai estar ovulando é muito difícil, né. Algumas mulheres têm a... conseguem saber porque elas têm a secreção que a gente conversou, que é aquela secreção que parece clara de ovo, mas nem todas têm. Então, o ideal é que você pode ter uma noção do seu período fértil, concordo, mas nesse período você tem que usar algum tipo de proteção pra não engravidar, porque senão corre-se o risco de engravidar.
Tá. E quem toma anticoncepcional também eu sei que é uma dúvida comum. Aquela... quando a pessoa faz a pausa.
Alguns não têm, né? Outros têm. Quem faz a pausa, na verdade, aquilo não é uma menstruação de fato? Não, não é uma menstruação de fato. Aquele é um sangramento pela privação do hormônio.
Você tá tomando ali o anticoncepcional todos os dias. Seu corpo tá acostumado ali que você tá tomando todos os dias. Quando você dá aquela pausa, você tem uma queda dos níveis hormonais e aí você tem um sangramento porque teve uma queda dos níveis hormonais.
Não é uma menstruação de fato. Então, tem até mulheres que querem saber, ah, eu tô ovulando, eu quero saber como que estão os meus hormônios pra engravidar. E tá usando anticoncepcional, a gente nunca mede os hormônios na menstruação depois que acaba o anticoncepcional.
A gente espera a segunda menstruação, porque aí de fato vai ser a menstruação realmente dela. Interessante isso. Às vezes, acho até que tem o sintoma de TPM, e na verdade não tem nada, nenhuma relação.
Agora, esse daqui é um dos assuntos também mais comentados. A eficácia dos métodos contraceptivos. Qual que é hoje considerado mais eficaz? Imagino que muita gente ainda opta pela pílula anticoncepcional, mas tem muitos nomes hoje no mercado, as pessoas têm muitas dúvidas em relação a isso.
O DIU também acabou sendo muito discutido se realmente é válido, se tem aquelas consequências, sintomas, não é nem sintoma a palavra que eu ia falar. Como se fosse sintomas, mas que a pessoa tem por conta de um remédio, né? E as pessoas ficam em dúvida de qual que é realmente, qual método que deve ser utilizado. Vai de pessoa pra pessoa, ou a gente pode já classificar um como mais eficaz? Vai de pessoa pra pessoa, mas eu já adianto.
Anticoncepcional oral ainda é usado, ainda é usado, muita gente usa, a gente ainda prescreve bastante. Mas existem alguns estudos muito interessantes relacionando o uso de anticoncepcional com alterações intestinais na mulher e alteração na flora bacteriana boa do intestino, que a gente chama de estroboloma, tem algumas alterações hormonais. Então a gente usa menos, em dosagens menores.
Ele é eficaz? Ele é eficaz. Tem 1% de risco, aí 0,1% de risco de falha se tomado adequadamente. Porque a gente sabe que anticoncepcional você tem que tomar sempre no mesmo horário.
Você não pode atrasar mais que uma hora, uma hora e meia, porque você pode diminuir a eficácia dele, da tomada. E se esquecer, aquele mês que você está tomando anticoncepcional, a eficácia dele diminuiu bastante. Mesmo que você já esqueceu por um dia? Esqueceu por um dia.
Tem algumas pessoas que ainda falam, ah, eu esqueci um dia, vou tomar dois juntos. Não adianta. É melhor não tomar os dois juntos? É melhor não tomar os dois juntos, é melhor você continuar a sua cartela e descartar aquele que você esqueceu, porque não vai fazer diferença nenhuma.
Porque, às vezes, na própria bula, eu falo pelo meu, na bula fala que se esqueceu um dia, no dia seguinte lembrou só... Isso aí é para diminuir a chance de ter um spot, um sangramento no meio da cartela. Mas de eficácia, a eficácia já... Mas pro sangramento não vai causar nenhum mal tomar os dois juntos ali no... Não, pro sangramento não. Agora, pra eficácia anticoncepcional, já diminuiu essa eficácia.
É bom lembrar também que o uso de antibiótico, muita gente esquece disso. Quando você tá tomando pílula, tem alguns antibióticos que cortam o efeito do anticoncepcional. Sim, e outra coisa que isso mudou, assim, eu vi que muitas pessoas perguntavam sobre isso, era uma dúvida minha e é importante a gente destacar.
Quem toma o anticoncepcional sem a pausa, que é o meu caso também, acontece de reclamar muito de escape. Muito comum, eu vejo amigas, parentes, todo mundo comentando sobre isso. E às vezes acha que o anticoncepcional parou, não tá mais fazendo efeito, porque já tá tomando muito tempo aquela mesma marca, né? Algo assim, acha que precisa mudar, fica preocupado se tá fazendo efeito ou não.
Mas é importante ter, apesar de que toma aquele contínuo, ter uma pausa de um período. É, de um período. Esse spotting, ele pode acontecer quando você usa por muito tempo a pílula.
Então, quando acontece isso, o ideal é você fazer a pausa. Três cartelas, faz pausa na quarta cartela. Aí você vai usando de três em três, dando pausa de vez em quando, pra diminuir a chance de ter spotting.
Sim, e agora TPM e como evitá-la também é um assunto importante, né? Sim, TPM, muitas mulheres têm, faz parte das alterações hormonais do ciclo menstrual, não que a alteração que eu esteja falando é alguma coisa que tá errada, mas é da flutuação hormonal do ciclo menstrual, onde a gente tem lá o aumento do estrogênio, depois da progesterona, lá nas aulas de biologia, que a gente aprendia sobre ciclo menstrual, que descia a progesterona, subia o LH pra ovular. Então, essas flutuações normais que estão associadas à TPM. Tem mulheres que têm mais e tem mulheres que têm menos.
Algumas mulheres, elas têm mais como sintoma enxaqueca, outras mulheres ficam mais irritadas, cada mulher tem um sintoma diferente pra essa TPM. E o que que você faz pra evitar a TPM, já que ela acontece em graus variados, dependendo de mulher pra mulher? Manter uma alimentação boa, rica em alimentos do complexo B é bem interessante, Vitamina B12, alimentos ricos em Vitamina B12, em Vitamina B6, ovo, tem bastante Vitamina B6, frango, peixe, que mais? Deixa eu pensar, oleaginosas também ajudam bastante nessa fase, e praticar atividade física também, pro bem-estar mesmo. Legal, cólica, que também está associada a essa questão aí da menstruação.
É, o que que é a cólica? A cólica é a contração do nosso útero, pra que aquele sangue ali, o endométrio, ele descame, é isso que é a cólica. Então, a cólica vai acontecer, tem mulheres que têm menos e tem mulheres que têm mais, depende muito do limiar de dor de cada pessoa. O que que a gente orienta pra cólica? Bolsinha de água quente, que a bolsa de água quente, esse calor local, ele vai fazer com que o músculo, ele relaxe, pare de contrair tantas vezes.
Algumas medicações analgésicas, se a dor estiver muito forte, e repouso. Agora, a pílula engorda? As pessoas também, é uma das dúvidas. Todo mundo pergunta isso, a pílula engorda? Eu quero uma pílula que não engorde, tem uma que é melhor do que a outra.
Na verdade, a pílula anticoncepcional, ela pode reter líquido. Então, essa retenção de líquido, é que pode dar alguma alteração na balança. Mas que ela aumente de peso, que ela engorde, não.
É essa retenção de líquido mesmo. Eu já tô na parte das dúvidas, porque eu acho que das dúvidas a gente consegue puxar alguns ganchos também dos assuntos que a gente ainda pode falar. Se tive uma relação sexual sem usar método, como posso evitar a gravidez? Pílula do dia seguinte.
A gente acabou falando da pílula normal, mas pílula do dia seguinte, acho que também tem gente que toma, tem até uma brincadeira na internet que fala toma tanta pílula do dia seguinte que já tá lá em 2025. Nossa! Doutora, isso é uma exceção mesmo. Isso é a exceção da exceção.
Por quê? A pílula do dia seguinte, o que que ela faz? Ela vai atuar em até 48 horas. Passou dessas 48 horas, ela não atua mais. E ela é uma dosagem hormonal muito alta.
Que você vai tá dando pro seu corpo um hormônio numa dosagem alta, pense que você vai desregular um monte de coisa. Então, em último caso, camisinha estourou? Tudo bem. Pode usar a pílula do dia seguinte.
Mas camisinha tá estourando direto, eu tô tendo relação sem proteção. Melhor procurar um médico e tomar um anticoncepcional, algum método anticoncepcional, ou a pílula, ou colocar um Dio, ou colocar um implante, não posso falar o nome, colocar um implante, porque do jeito que tá não pode ficar, senão ela vai prejudicar a saúde dela. Além de aumento de risco de trombose em pessoas que já tem alguma predisposição a isso, é perigoso.
E falar também que não é 100% garantido, né? Não, não é 100% garantido. Se teve algum tipo de, se a pessoa engravidou, não é 100%, na verdade a palavra é diferente, não é 100% certeza que a pessoa não vai engravidar usando a pílula do dia seguinte. Exatamente.
Não é 100%. Aproveitando agora, antes da gente ir para os nossos mitos e verdades mais específicos, eu preciso destacar aqui o nosso patrocínio. Também a gente pode fazer uma relação com esses assuntos, né? Porque a gente tá dando um panorama da saúde da mulher, claro que tem muitos assuntos específicos que a gente poderia ficar um episódio inteiro falando, né? Só sobre métodos contraceptivos, inclusive se vocês tiverem sugestões, aqui pra gente trazer a doutora Juliana de novo pra esclarecer, nossa, são tantos temas, né? Mas algum mais específico que vocês gostaram mais ou que vocês querem ver aqui também, podem comentar tanto aqui no nosso vídeo como também nas redes sociais da doutora Juliana.
Antes, então, a gente já vai voltar para os assuntos que a gente está destacando, mas eu preciso destacar o patrocínio do Amatocast do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. A gente vai rodar um vídeo agora de como funciona o laboratório e daqui a pouco uma explicação também da doutora Juliana como isso ajuda e impacta na saúde feminina.
Doutora, então esse tipo de diagnóstico também consegue auxiliar, principalmente nesse panorama geral da saúde da mulher? Porque são tantos pontos que a gente está falando. Inclusive, esse tipo de exame é importante nesse assunto que a gente acabou de conversar da pílula anticoncepcional. Às vezes a gente tem essa entidade estroboloma muito associada, essa desbiose intestinal e esse tipo de exame mostra exatamente que tipo de desbiose, que bactéria que é boa, que bactéria que é ruim e dá até uma ideia das bactérias que a gente tem que dar para essa paciente em forma de probiótico para melhorar essa saúde intestinal.
E eu ainda friso, o intestino é nosso segundo cérebro. Se o intestino não está funcionando direito, o resto do corpo não vai estar funcionando direito. Perfeito.
Doutora, agora sete, eu até tinha separado aqui, os sete principais cuidados da saúde da mulher. Mas eu acho que é o que a gente sempre fala, que a gente não precisa também gastar tanto tempo, porque ainda tem tantos assuntos legais aqui dos mitos e verdades, mas vou dar um panorama e você comenta o que você acha mais importante em relação a esses sete pontos, porque é aquilo da alimentação saudável que a gente sempre comenta, das atividades físicas, dos exames periódicos que a gente também citou agora, a cada um ano ali pelo menos, a mulher ter esse acompanhamento, o médico com frequência que entra nessa mesma questão, a saúde mental também é importante, a gente destacar nisso, e o cuidado da higiene íntima, porque a saúde mental às vezes acaba ficando de lado, as pessoas acham que não tem relação com aquilo físico que está vendo e pode influenciar muito em tudo isso que a gente está dizendo aqui. Sim, com certeza.
Não podemos esquecer do cuidado, da higiene também, você comentou da higiene. Da higiene foi o último ponto. É muito importante essa higiene íntima da mulher, desde cedo, aprender como fazer essa higiene corretamente, como usar um papel higiênico, por exemplo, sempre de frente para trás, nunca de trás para frente, sempre se lavar quando vai ao banheiro, para prevenir esse tipo de algum tipo de infecção, corrimento que ela possa ter no futuro, e assim, atividade física e alimentação, estilo de vida são a base da saúde de todo mundo, não só da mulher.
Então é extremamente importante. E se cuidar, o autocuidado é muito importante. O recado que a gente passa sempre e tem mitos e verdades, perguntas que as pessoas fazem, inclusive o pessoal mandou algumas perguntas aqui para a gente, não sei se vai dar tempo de passar por todas, mas pelo menos acho que a maioria vai ser respondida nos mitos e verdades.
E eu trouxe uma listinha que a gente está passando rápido nos assuntos porque são muitos, e não tem como ficar muito tempo falando de uma coisa só. Mas aqui tem muitas frases que a gente escuta muito ao longo da vida, desde criança, e que vale a pena a gente ver se é verdade, se procede ou não. O sabonete íntimo feminino é a melhor opção para a higiene diária da mulher? Não.
O sabonete íntimo pode ser usado? Pode ser usado. Mas não precisa ser aquele específico que você compra na farmácia, próprio para a região íntima. O interessante do sabonete íntimo é que ele tem um pH próximo ao pH vaginal, que é ácido, ou no máximo um pH neutro, para ele evitar os desequilíbrios de flora vaginal que possam existir.
Mas não precisa ser uma marca específica. O que não é orientado é sabonete em barra, porque o sabonete em barra tem um pH diferenciado e se você usa todos os dias de forma contínua, isso sim pode alterar o pH vaginal e, por exemplo, você ter uma candidíase com mais frequência. Então até o em barra, aquele que é de glicerina? É, não pode.
O de glicerina não é o ideal para essa região. O neutro líquido? Neutro líquido. Bom, agora calcinhas que não sejam de algodão devem ser evitadas? Na verdade não é a calcinha de algodão.
É que toda calcinha, independente da que for, o ideal é que tenha aquele forrinho embaixo de algodão que a maioria tem. Para essa região ela conseguir respirar, ter uma troca ali de ar naquela região para não ficar muito abafado, não ficar úmido e não proliferar a candida. Dormir sem calcinha é bom, verdade.
Ajuda de fato nessa falada em respirar. Tem que respirar, essa região ela realmente tem que respirar, você evita o abafamento. Mas também não é para todo mundo dormir sem calcinha, tem gente que vai achar que vou ficar incomodada de dormir sem calcinha.
Aí dorme com uma calcinha mais folgada, não tem problema. O absorvente diário ajuda a manter a higiene? Não, o absorvente diário é ao contrário, porque pensa que se você usar o absorvente todos os dias, você vai estar abafando mais a região vaginal e aí você pode suar mais nessa região. Então não é o ideal.
Fora que o plástico, para pessoas que são propensas à alergia, esse plástico pode ser irritativo. Absorventes plásticos são prejudiciais. Para quem tem uma predisposição à irritação, sim.
Se não, se a pessoa consegue usar... Tudo bem, aquele que o plastiquinho é embaixo, né? Absorventes internos não podem ser usados por mulheres virgens? Tem um específico que pode, sim. Os menorzinhos, porque o imen ele é complacente, ele tem uma elasticidade. Então não é que se você colocar um absorvente interno, lógico que o grande sim, que você vai tirar esse imen, né? Tem um pequenininho que pode, sim.
É preciso lavar a região íntima toda vez que se vai ao banheiro? O ideal, sim. Em vez de ficar passando muito papel, dá uma jogadinha de água. Se não for possível e a pessoa está fora de casa, alguma coisa, aí usa o papel.
Aqueles lencinhos, não está nas dúvidas, mas... Eu estava pensando nesse lencinho agora. Todo mundo tem dúvida quanto a esse lencinho, né? Assim, pode usar quando você estiver viajando, pode deixar na bolsa se você vai em algum lugar, um banheiro público que não tenha papel, que não seja totalmente limpo, você pode usar. Mas assim, diariamente, como alguma coisa fixa, uma rotina, não.
Porque ele tem um químico ali, né? Aquele úmidozinho que pode alterar a pH vaginal. Usar calças muito apertadas prejudica a saúde da região íntima. Prejudica.
A calça apertada prejudica porque se pegar bem aqui no cós, pode apertar a região da vagina, causar microfissuras e não é legal. O ideal é manter, pode usar na perna, a calça apertada na perna, mas não pode estar entrando lá, né? Não se deve depilar a região íntima por completo. Não tem problema depilar a região íntima por completo.
Não tem nenhuma contraindicação, não causa problema nenhum. Nada relacionado, pode depilar o quanto quiser. Agora eu vou ver, na verdade a gente tem cinco minutos, mas acho que dá tempo de pelo menos ver se alguma dúvida aqui ficou diferente do que a gente já falou porque normalmente acaba sendo nossa logomarca.
Doutora Juliana, aqui na Bahia o pessoal fala muito de chá pra saúde. Tem algum chá que realmente ajuda a regular o ciclo menstrual? Maria José de Salvador. Não, chá específico pra regular ciclo, não.
Tem chá pra tudo que a gente tava falando. Esse caso não tem. Tá.
Oi doutora, na nossa região, muitas mulheres têm filhos cedo. Isso pode influenciar na saúde a longo prazo, como na menopausa ou na saúde do coração? Tânia Ribeiro de Manaus. Não, não.
Não altera. Não é que teve filho cedo que vai entrar na menopausa mais cedo, não. Isso tem a ver com a reserva ovariana que a mulher vai decaindo ao longo do tempo.
Então ela vai entrar na menopausa quando ela tiver que entrar mesmo. Não ligar da menopausa, mas aí tem toda outra questão, né? Cedo quanto? E não ligar da questão da menopausa, mas nossa, tem que ver com cedo também. Com cedo tá saindo, né? Doutora, o clima mais frio aqui no Sul tem algum impacto na saúde óssea das mulheres, especialmente depois da menopausa? A osteoporose é mais comum? Dona Elvira de Curitiba.
Não, não tem relação o frio com a osteoporose. Não. A menopausa sim, né? Mas o frio não.
Inclusive aqui tinha, fazia parte do nosso roteiro, osteoporose pra quem ficou achando que faltou e menopausa. Mas é que a gente fez um episódio só falando sobre isso, então a gente acabou passando. Exato.
Um próximo a gente faz já. Osteoporose. Doutora Juliana, sempre ouço falar que o anticoncepcional pode fazer a mulher engordar.
Isso é verdade? E se a mulher já tiver tendência a ganhar peso, isso piora? Rosalina Mendes é isso que a gente conversou, né? Que tem um pouco de acúmulo de líquido e ela pode sentir um pouquinho na balança mas um, dois quilos, não mais que isso. Oi doutora, aqui em Minas as mulheres gostam de comer um trem bão, mas dizem que gordura pode atrapalhar a fertilidade. Qual a verdade nisso? Fátima Martins, Belo Horizonte.
A gordura, ela é inflamatória, né? Então, ela pode alterar a fertilidade, sim. Principalmente se essa mulher já tiver alguma doença de base inflamatória, por exemplo, a endometriose. Se ela comer muita gordura, ela vai aumentar a inflamação do corpo e aí a gente sabe que a endometriose ela tem aí uma alteração que dá no endometrio, que deixa mais difícil a implantação do embriãozinho dentro do útero.
Doutora, o estresse da vida moderna pode afetar a saúde da mulher de que maneira? Aqui no Sul o pessoal está sempre na correria e sinto que isso mexe com a minha saúde. Neuza Barbosa, Porto Alegre. O estresse mexe com tudo na nossa saúde, né? Em qualquer órgão do nosso corpo, não tanto no útero, ovário, coração, pressão alta, em tudo.
Tem que ter um episódio só falando de estresse, né? É. Doutora, sempre ouço que a mulher deve fazer exames preventivos todo ano, mas quais são os mais importantes? O calor do Ceará pode influenciar nos cuidados com a saúde? Francisco Alima, Fortaleza. Na verdade, isso depende da idade da mulher, né? Mas se a gente comentar aqui dos exames mais importantes pra uma mulher adulta, é Papa Nicolau, anualmente, mamografia, se ela já tiver a idade, acima de 40 anos, já começa a fazer mamografia, se não, ultrassom das mamas, ultrassom de pé ouvi, ultrassom de abdômen, deve ser realizado, além de todas as dosagens que a gente conseguir fazer pelos exames de sangue pra saber como tá a saúde como um todo. A vida aqui em São Paulo é muito corrida e estressante.
O estresse pode afetar o ciclo menstrual ou causar problemas hormonais da mulher? Ana Lúcia, de São Paulo. Sim, pode alterar o ciclo menstrual, né? Já conversou sobre isso, altera mesmo. Às vezes, a mente cuida do corpo, então se a mente não tiver boa, o corpo também não vai tá bom e vice-versa.
O estresse aparece de novo, né? É. Doutora Juliana, aqui no Norte, a gente ouve falar muito sobre infecções por causa do clima quente e úmido. Quais os cuidados que a gente deve ter com a saúde íntima para evitar isso? Marina Alva Santos, Belém. Principalmente nessa região do Norte é interessante usar roupas leves, né? Pra evitar esse pra evitar essa umidade o suor na região mais íntima.
Então, roupas leves calcinha com forrinho de algodão ter mais higiene nessa fase ou vai no banheiro, dá uma lavadinha sempre, uma secadinha é importante. Ah, e importante, se tiver com a roupa úmida, seja a roupa do dia-a-dia ou roupa de academia, sempre trocar. Ah, da praia que o pessoal fala o dia inteiro ali com a... Agora o último, doutora.
Menopausa pode piorar o cansaço? Aqui em Goiás eu trabalho na rocha e ultimamente só o trabalho pesado me deixa muito cansada. Sebastiana Rocha, de Goiânia. Sim, pode.
Pode sim. Acabou. Eu ia colocar de volta ali no nosso telão, mas tudo bem, né? O último é que pra finalizar, pra ficar mais bonito, né? O assunto do dia.
Mas tudo bem. Vai voltar aqui rapidinho. Pronto, voltou.
Apareceu. Agora eu vou pedir pra, se vocês ficaram com alguma dúvida, como a gente comentou desses assuntos que a gente trouxe, que a gente deu um panorama sobre a saúde da mulher, vocês podem comentar aqui nos próprios comentários do nosso vídeo ou também nas redes sociais da doutora Juliana. Doutora, passa as suas redes pro pessoal.
Instagram, doutora Juliana Mato e inscreva-se aqui no nosso canal. Exatamente. Ajuda muito no engajamento e destacando o nosso patrocínio aqui, que vai para o laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa.
O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Obrigada pela sua participação aqui conosco e a gente conta também com a sua participação no próximo episódio. Doutora, muito obrigada pela sua participação.
Obrigada e até a próxima.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.