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Estresse e os danos vasculares

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Estresse e os danos vasculares

O estresse é um problema clínico que desencadeia repercussões na circulação, afetando não apenas o coração, mas também a circulação periférica. Não há um padrão

Perguntas respondidas neste vídeo

Doutor, são vários os sintomas do estresse, é isso, doutor?

Bom, o estresse é um problema clínico que desencadeia várias repercussões na circulação. Muitas delas mais no coração. O coração é um órgão que reflete muito o nosso estresse.

Não há um padrão, doutor?

Não, não há, não tem, não existe um padrão. É interessante, eu fiquei curioso por terem chamado o cirurgião vascular pra comentar e não o cardiologista, porque sempre se fala dos problemas cardíacos, o que vai acontecer com o coração em decorrência do estresse.

Às vezes é inerente à pessoa, né, doutor?

Com certeza. Eu acho que um dos problemas maiores que leva a tudo isso da vida moderna é o sedentarismo. Então faz menos exercício, lida pior com toda essa situação de estresse e, consequentemente, acaba tendo problemas circulatórios.

Se não cuidar, pode até levar a óbito, né?

Por isso que um check-up, uma avaliação clínica periódica é sempre muito bom. E com relação ao estresse, uma coisa interessante, a gente tem que aprender a lidar com o estresse, porque tirar o estresse da nossa vida é impossível.

É sonho de uma noite de verão, né, doutor?

Com certeza, com certeza. Essa maneira da gente lidar com o problema é que tem que ser trabalhada, porque a gente não vai conseguir tirar o trânsito da nossa frente, não vai conseguir tirar os colegas que estão te estressando, ou os chefes, ou as cobranças no emprego.

Transcrição completa do vídeo

Problemas circulatórios gerados pelo estresse. Esse é o nosso assunto agora e o nosso contato é com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular da Amato Instituto de Medicina Avançada. Olá, Paulinho, muito obrigado pelo convite.

A gente. Pra ajudar a responder algumas perguntas, algumas dúvidas dos seus ouvintes. A gente quem agradece a participação do senhor aqui na Rádio Cidade.

Doutor, são vários os sintomas do estresse, é isso, doutor? Bom, o estresse é um problema clínico que desencadeia várias repercussões na circulação. Muitas delas mais no coração. O coração é um órgão que reflete muito o nosso estresse.

Mas a circulação periférica também. Entendi. Cada pessoa tem um sintoma diferente? Não há um padrão, doutor? Não, não há, não tem, não existe um padrão.

É interessante, eu fiquei curioso por terem chamado o cirurgião vascular pra comentar e não o cardiologista, porque sempre se fala dos problemas cardíacos, o que vai acontecer com o coração em decorrência do estresse. Mas tem várias outras doenças que também decorrem do estresse. E o contrário também, doenças que acabam causando estresse.

Entendi. É difícil lidar hoje com a vida moderna, a pessoa matando um por dia, ainda mais no nosso Brasil, com todos esses problemas econômicos e afins, o cidadão não ficar estressado. Às vezes é inerente à pessoa, né, doutor? Com certeza.

Eu acho que um dos problemas maiores que leva a tudo isso da vida moderna é o sedentarismo. Então faz menos exercício, lida pior com toda essa situação de estresse e, consequentemente, acaba tendo problemas circulatórios. Essa questão dos problemas circulatórios, doutor, acarreta uma sede de problemas que podem levar esse indivíduo a ter problemas seríssimos de saúde, né, doutor? Se não cuidar, pode até levar a óbito, né? Por isso que um check-up, uma avaliação clínica periódica é sempre muito bom.

E com relação ao estresse, uma coisa interessante, a gente tem que aprender a lidar com o estresse, porque tirar o estresse da nossa vida é impossível. É sonho de uma noite de verão, né, doutor? Com certeza, com certeza. Essa maneira da gente lidar com o problema é que tem que ser trabalhada, porque a gente não vai conseguir tirar o trânsito da nossa frente, não vai conseguir tirar os colegas que estão te estressando, ou os chefes, ou as cobranças no emprego.

Ou a presidente, ou o deputado. Com certeza. Mais um imposto, né? Todas essas preocupações vão continuar existindo.

Ou a gente se fecha pra vida em sociedade e não fica sabendo de mais nada, vira um ermitão, ou então a gente aprende a lidar com os problemas. Isso que eu ia perguntar pro senhor, doutor Alexandre, o que o indivíduo pode fazer pra minimizar os efeitos do estresse? O senhor citou a questão do sedentarismo. De repente, uma caminhada no final da tarde, ou no comecinho da manhã, incutir isso no dia a dia, pode ser um caminho interessante, doutor? Com certeza.

O exercício físico, eu acredito que seja uma das melhores maneiras pra lidar com o estresse. Libera a endorfina, a endorfina é uma substância que dá um certo prazer e relaxa e afasta o estresse. Então, qual exercício físico, óbvio que cada um vai ter a sua limitação, então é sempre bom conversar com o seu médico, mas os exercícios anaeróbicos, caminhadas, natação, hidroginástica, ioga, ioga vem junto, uma certa meditação, tudo isso ajuda a combater o estresse.

O que a gente percebe, pelo menos assim, grosseiramente falando, e leigamente falando também, doutor, é que as pessoas às vezes acabam não se importando muito com o tal do estresse, acho que é coisa de é a frescura, tô nervoso mesmo, estresse não é doença, é a lei da engana, as pessoas acabam tendo a saúde comprometida por conta disso e não procurando o auxílio de um profissional, né, doutor? Com certeza. Engraçado, né, se preocupar sobre o estresse, ou ficar estressado com o estresse, né, a que ponto a gente chegou. Que coisa! É incrível, mas as pessoas acabam deixando de lado mesmo, ah, é um problema secundário, vou, resolvo isso depois, é só eu atingir esta meta, que eu não vou ter mais estresse depois, lê do engano, atinge uma meta, logo em seguida vai ter outra meta, e mais uma, e mais um problema, então, é uma coisa que tem que ser feita no seu tempo e rápido, não deixar pro futuro.

É, o cidadão tem estresse a vida toda, uma vida toda por falta de dinheiro, ganha na megacena sozinho, ele fica estressado de saber como vai investir o dinheiro e fazer mais dinheiro, é um ciclo vicioso, né, doutor? Com certeza, não tem saída, então, todo mundo tem que se atentar a isso, fazer a sua prevenção, como a gente já disse, o exercício físico é um bom caminho, mas existem outros, então, aprender a fazer uma meditação, atividades que sejam agradáveis, então, buscar um hobby que seja agradável e que tome um tempo saudável, né, não ficar um hobby que fica no computador vendo as notícias sobre mais um curso, também não ajuda. Ah, e piora tudo, né? Pois é, eu arrumei um hobby interessante, eu tô fazendo aula de bateria pra aliviar meu estresse, tá dando um resultado muito positivo. Ô, doutor, agora, aproveitar aqui e dar uma, entre aspas, explorada no senhor, como cirurgião vascular, uma questão que também aflige muitas, as mulheres, mas também homens sofrem com isso, questão das varizes, pessoas sentindo muitas dores nas pernas, queria que você falasse um pouquinho aí, como que o indivíduo deve proceder se começar a sentir aquele peso nas pernas, as mulheres com varizes, que tem que ter uma atenção especial também, né, doutor Alexandre? Olha, isso dá pra linkar direto com o assunto do estresse, né? Olha só.

Varizes é uma doença que aparece lenta e progressivamente. E a questão é que, como ela é muito lenta o desenvolvimento, às vezes as pessoas não percebem que estão tendo sintomas. Então, chegam em casa no final do dia, aquele dia estressante, cheio de trabalho pesado, chegam em casa e as pernas estão doendo, aquele cansaço, aquela sensação de peso e passa pela cabeça aquela ideia de que, poxa, foi um dia de trabalho pesado, então é normal ter essa dor.

Então a minha mensagem é que não, não é normal. Essa dor pode ser uma insuficiência venosa, pode ser varizes e deve, e pode ser tratado, não precisa ficar sofrendo com isso. Então seria mais um fator aí que pioraria o estresse, né? Essa sensação de dor e impotência de tentar resolver, mas tem solução.

Ô doutor, vou fazer outra pergunta aqui, me perdoe se eu falar besteira, bobagem, mas como leigo. Questão das dores nas pernas, questão da circulação, o senhor citou varizes, a gente citou varizes. Tem a questão da trombose, que é um estágio mais avançado, tem a ver com as varizes, é uma outra doença completamente distinta, o que é a trombose? Essa pergunta é essencial, é um medo de todo mundo, com razão, e acho que faz muito sentido eu fazer essa diferenciação aqui.

São doenças diferentes, as varizes e trombose, mas elas estão correlacionadas. Quem tem varizes pode ter trombose ou uma tromboflebite superficial, que seria a trombose de uma veia superficial. A trombose nada mais é do que um coágulo obstruindo o fluxo sanguíneo.

Esse coágulo ele vai causar dor e inchaço na perna e algumas repercussões a longo prazo, mas o maior medo desse coágulo é que ele solte, se desprenda e vá parar no pulmão. Quando acontece isso, é um outro evento que se chama embolia pulmonar e a embolia pulmonar é fatal, a embolia pulmonar mata, então por isso é o grande medo da trombose. Quem tem varizes tem um risco um pouquinho aumentado de ter trombose e quem tem trombose tem o risco de desenvolver a embolia pulmonar, que é fatal.

Então por isso que a gente tem todo esse trabalho na prevenção da trombose venósica. Se a gente previne a trombose, a gente acaba prevenindo a embolia pulmonar e uma das maneiras para evitar a outra, apesar de serem doenças um pouquinho diferentes. Doutor, a questão do tratamento, vamos voltar para as varizes, o tratamento.

A pessoa já apontou, já apareceu as varizes. Qual o tipo de tratamento? Claro que cada caso é um caso, mas de uma maneira geral, o indivíduo tem que tomar medicação, fazer caminhadas. Qual que é o procedimento geral para quem sofre com varizes? Em primeiro lugar, tratar os fatores de risco.

Então, se está obeso, fazer exercício, dieta, perder peso, exercício físico para melhorar a musculatura da panturrilha, para bombear, melhorar o sangue. Tudo isso são medidas gerais que todo mundo pode tomar. Agora, quem tem a doença, precisa passar em consulta, lógico, com o seu cirurgião vascular para avaliar qual que é o melhor tratamento.

Mas basicamente nós temos o tratamento clínico e tratamento cirúrgico. O tratamento clínico é voltado mais para o uso da meia elástica, meia de compressão elástica, que ela melhora a circulação e o retorno venoso. E o tratamento cirúrgico, que tem várias técnicas, desde laser, radiofrequência, IQMA, tem várias técnicas, elas visam a oclusão dessa veia.

Então, se a gente fecha uma veia ou retira essa veia que está doente, ela para de levar o sangue para o lado errado e melhora os sintomas. Entendi. Agora, chegando a ver, a gente já citou isso no passado, doutor, mas só para deixar claro para o nosso ouvinte, final do dia, o cidadão chega, o homem ou mulher, sente aquelas dores nas pernas, tem uma perna pesando uma tonelada, isso não é normal, a pessoa tem que fazer uma investigação, procurar um profissional, porque alguma coisa deve estar acontecendo, né, doutor? Com certeza.

Alguma coisa, pode não ser varízeis, mas existem outras causas também de dor nas pernas, que devem ser investigadas e podem ser tratadas. Dor tem que ser entendida da seguinte maneira, dor é o seu corpo falando que alguma coisa está errado. Dando algum sinal que, opa, vamos investigar que tem alguma coisa errada.

Exatamente. Agora, o nosso cérebro, a gente foi feito de uma maneira muito inteligente. Então, se o nosso cérebro recebe essa informação da dor por muito tempo, para a nossa, para a gente conseguir viver, o nosso cérebro tenta minimizar essa dor.

Ele finge que essa dor não existe, senão a gente não consegue dormir, não consegue viver. Então, dores crônicas por longos períodos, o nosso cérebro depende, a maioria das vezes, não todas, a minimizar, fazer que essa dor pareça um pouquinho menor do que ela realmente é. Então, a gente não pode menosprezar esse sinal do nosso corpo de que alguma coisa está errada. E nas dores das pernas, o cirurgião vascular é o especialista indicado para fazer a investigação inicial.

Perfeito. Agora, só para concluir, já agradecendo muito o senhor, Dr. Alexandre, muito bom esse papo, está sendo realmente muito útil, tenho certeza disso, para muita gente, essa prestação de serviço. O senhor citou no começo do nosso bate-papo sobre a questão do AVC, coração, a gente vem percebendo cada vez mais indivíduos jovens sofrendo AVC, sofrendo infartos, eventos cardíacos e cerebrais, etc.

E já a gente liga com o nosso assunto principal da entrevista, que é a questão do estresse também, né, doutor? Olha, é muito frequente. O que eu tenho visto no consultório são crianças, gente muito jovem, né, acabou de cair no mercado de trabalho e já com pressão alta. Olha só.

A pressão alta está diretamente ligada com o estresse. Olha só. Então, essa cobrança, essa vida corrida que a gente tem, então está fazendo os jovens de hoje terem hipertensão.

E a hipertensão vai levar a problemas maiores, como a aterosclerose, que aí pode ocorrer oclusão das artérias da perna, oclusão das artérias do coração, oclusão das artérias do pescoço que irrigam o cérebro e ter infarto, derrame e tudo mais. Então, tudo isso está linkado, né, o estresse levando a hipertensão, levando a aterosclerose, levando a todas essas consequências finais e absurdas, né, que não faz sentido. Entendi.

Doutor, eu ia encerrar, mas me ocorreu uma outra questão aqui importante, acho que tem muito a ver com a especialidade do senhor. O pessoal cita, né, a viagem muito longa de avião, a pessoa tem que tomar cuidado, tem que dar uma esticada e tal. Que motiva isso, doutor? Para evitar a trombose.

Essas orientações são importantíssimas. Então, tenho algumas dicas. Se eu tiver um tempinho pra falar, eu falo.

Vamos lá, por gentileza, vamos lá, com certeza. Então, vamos lá. A primeira delas é tomar bastante líquido no voo.

O líquido não só vai deixar o sangue bem fluído, mas também vai te obrigar a ir no banheiro. Te obrigando a ir no banheiro, você se movimenta mais e diminui o risco de trombose. Agora eu vou usar a meia elástica também, né, mas aí com a orientação médica é melhor.

E agora eu vou dar uma dica que só funciona se não for todo mundo que sabe dela. Ah, entendi. Pegar a cadeirinha do corredor e não da janela.

Tem um trabalho muito interessante que mostra que a maior parte de quem tem trombose em avião são os que estão na janelinha e não no corredor. Porque quem tá no corredor, ele acaba se movimentando mais, ele tá mais livre, ele consegue mexer a perna. Mexer a perna, é verdade.

Então agora, se todo mundo quiser o corredor, não tá certo. Se todo mundo te ouvindo a gente nessa entrevista for viajar de avião agora, vai dar um problema lá na empresa aérea, viu, doutor? Com certeza. Doutor Alexandre, eu quero agradecer demais a participação do senhor, foi muito bom ouvi-lo.

A gente conta com a participação em outras oportunidades. Eu queria que o senhor deixasse o contato do senhor pra, de repente, outras informações, pessoas que se interessarem pelo trabalho do senhor. Fique à vontade.

Lógico. O nosso site é www.amato.com.br e o consultório é telefone 011-5053-2222 amato.com.br Isso. Perfeito.

Doutor Alexandre Amato, muitíssimo obrigado e um forte abraço pro senhor. Um abraço. Obrigado pela oportunidade.

Doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular da Amato Instituto de Medicina Avançada, que falou ao jornalismo da cidade.

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