O Dr. Alexandre Amato aborda a dieta anti-inflamatória, diferenciando a inflamação aguda da crônica e sistêmica, esta última desencadeada por fatores como toxin
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Olá, sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato e hoje vou falar um pouco sobre a dieta anti-inflamatória. Todo mundo conhece a inflamação, a inflamação superficial, aquela que vem junto com dor, calor, rubor, quando a gente tem alguma inflamação na superfície do nosso corpo. Mas a inflamação crônica nem todo mundo pensa nela. A inflamação crônica comete o corpo por inteiro a uma inflamação sistêmica e pode trazer outros malefícios. A inflamação crônica, ela ocorre quando a gente fica exposto a toxinas, quando a gente tem alguma predisposição genética, ou mesmo quando a gente se alimenta inadequadamente com alimentos pró-inflamatórios. Então, por isso que vou falar hoje da dieta anti-inflamatória, como combater esses alimentos que podem desencadear em algumas pessoas um processo inflamatório sistêmico. A dieta anti-inflamatória não é uma dieta para perder peso, é uma dieta mais uma reeducação alimentar, onde você escolhe os alimentos adequados que não vão proporcionar o desencadeamento da inflamação. É uma mudança para médio a longo prazo. Bom, algumas dicas gerais sobre a dieta anti-inflamatória. Foque na variedade, qualquer mudança para longo prazo ou uma reeducação alimentar, a variedade é um ponto principal para que isso dê certo. De preferência para alimentos frescos. Evite processados e fast foods que possuem muito mais químico. De ênfase em frutas e legumes. A ingestão calórica deve ser dividida em de 40 a 50% carboidratos, de 30% mais ou menos em gorduras e 20 a 30% de proteínas. Essa é a distribuição recomendada pela OMS. Com relação aos carboidratos, evite alimentos com alta quantidade de frutose e outros xarópis. De preferência para grãos integrais. Com relação à gordura, o azeite extra-virgem é um dos melhores a serem usados. O ômega 3, que pode ser encontrado em frutos do mar, pode ser facilmente adicionado à dieta, alimentando-se com salmão, de preferência fresco, sardinha e outros frutos do mar. Tente comer 40 gramas diariamente de fibras. Você pode conseguir isso com frutas, legumes e cereais. Para atingir todos os fito-nutrientes, uma maneira fácil de se pensar é deixar o prato bem colorido com legumes e frutas. Então tomate, laranja, os berries, as frutas vermelhas, acrescentar toda essa gama colorida de frutas e legumes facilita muito na escolha dos fito-nutrientes. Com relação às vitaminas, a vitamina C, vitamina E, selenium, todos eles são importantes para diminuir o processo inflamatório. Portanto, a melhor forma de reduzir a inflamação é a diminuição dos alimentos pro-inflamatórios e o aumento dos alimentos anti-inflamatórios na dieta. Então vamos lá, vou dar alguns exemplos de quais são eles. Como pro-inflamatórios, nós temos os alimentos, os enlatados, os condimentos. Para algumas pessoas, não todas, os derivados de leite, trigo, farinha, glúten. Veja que eu não estou falando de alergia, estou falando de uma intolerância alimentar. Todos eles podem fazer mal para algumas pessoas e não para outras. Então isso tem que ser bem individualizado. E como alimentos anti-inflamatórios, nós temos mirtilo, óleo de peixe, alho, linhaça, chia. Todos esses alimentos vão ajudar a diminuir o processo inflamatório. Existem outros também. Vou fazer uma especial atenção aqui, a lactose e ao glúten. Eles podem ser alergênicos, ou seja, causar alergia para algumas pessoas. Alergia é quando tem um edema de glote, uma reação muito rápida e que requer a ida a um hospital. Essa alergia não é o que eu estou falando aqui agora, eu estou falando de uma intolerância alimentar, um aumento da reação inflamatória a determinados alimentos. São reações que ocorrem de 24, 48, às vezes até 72 horas depois da ingesta do alimento. Então é difícil fazer a correlação do que foi o alimento que desencadeou o mal estar. E esse mal estar pode ser desde lesões na pele, como no caso de vascular, a sensação de dor, cansaço, inchaço, em membros inferiores. Gostou do nosso vídeo? Curta, compartilhe, clica no sininho, assine nosso canal e nos vemos no próximo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.