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Cerveja: Vilã ou Aliada Silenciosa do Seu Coração?

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Cerveja: Vilã ou Aliada Silenciosa do Seu Coração?

A cerveja apresenta uma relação complexa com a saúde cardiovascular, podendo ser tanto benéfica quanto prejudicial, dependendo do padrão de consumo. Historicame

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Perguntas respondidas neste vídeo

Sabia que a cerveja pode ser tanto um aliado quanto um inimigo para sua saúde cardiovascular?

E o Brasil é o terceiro maior consumidor do mundo. Descubra em que situação o consumo pode trazer benefícios, mas também os perigos do excesso para a sua circulação. Se você toma ou gosta de uma cervejinha, este vídeo trará informações essenciais para você tomar sua serva sem prejudicar a sua saúde.

Será que estamos olhando para a cerveja de forma errada?

Hoje você vai descobrir a verdade. Como cirurgião vascular, eu vejo diariamente os impactos do que consumimos na nossa saúde. Hoje vou desmistificar esse assunto de forma simples e embasada em ciência.

Quanto você bebe por semana?

Me conta lá embaixo. Historicamente, a serva foi mais do que uma bebida. Era uma aliada da saúde pública.

Se essa bebida fermentada já foi considerada essencial para a sobrevivência no passado, será que ela pode fazer algo parecido para sua saúde hoje?

Antes de falar da cerveja na atualidade, precisamos entender o que chamamos de má circulação. Na prática, isso significa que o sangue não está fluindo de uma forma eficiente para todas as partes do corpo, o que pode gerar sintomas como inchaço, dores nas pernas e até problemas mais graves como tromboses.

Você acha que a loura gelada faz bem ou faz mal para a circulação?

Vote nos comentários! Se você costuma sentir o inchaço nas pernas depois de beber, isso pode ser um sinal de alerta para a sua circulação. Já contei aqui no canal que meu avô foi um dos primeiros cirurgiões vasculares do Brasil.

Transcrição completa do vídeo

Sabia que a cerveja pode ser tanto um aliado quanto um inimigo para sua saúde cardiovascular? E o Brasil é o terceiro maior consumidor do mundo. Descubra em que situação o consumo pode trazer benefícios, mas também os perigos do excesso para a sua circulação. Se você toma ou gosta de uma cervejinha, este vídeo trará informações essenciais para você tomar sua serva sem prejudicar a sua saúde.

Sabia que aquele seu happy hour com uma cervejinha pode afetar a sua circulação? Pois é. Muita gente me pergunta, doutor, a loura gelada faz bem ou faz mal para as veias e artérias? Abreja igual vinho? Ajuda na saúde? E a resposta não é tão simples. Por um lado, o álcool está relacionado a cerca de 3,8% das mortes globais. E por outro, está associado a uma redução de 25% a 40% nos riscos de doenças cardiovasculares.

Será que estamos olhando para a cerveja de forma errada? Hoje você vai descobrir a verdade. Como cirurgião vascular, eu vejo diariamente os impactos do que consumimos na nossa saúde. Hoje vou desmistificar esse assunto de forma simples e embasada em ciência.

Então fica comigo até o final, porque tem muita curiosidade interessante que você precisa saber. Quanto você bebe por semana? Me conta lá embaixo. Historicamente, a serva foi mais do que uma bebida.

Era uma aliada da saúde pública. Em tempos em que a água era frequentemente contaminada e causava doenças como cólera e desenteria, a produção da bebida, que envolvia a fervura da água e o processo de fermentação, tornava-a mais segura para o consumo. Até crianças tomavam uma versão diluída, porque era mais confiável do que beber água.

Além de prevenir doenças, a cerveja fornecia calorias e energia para os trabalhadores, sendo tão essencial que até os construtores das pirâmides do Egito a recebiam como parte do pagamento. Foi uma solução engenhosa e indispensável para a sobrevivência de várias civilizações. Marque aqui aquele amigo que ama uma cervejinha e precisa assistir a isso antes do próximo Happy Hour.

Se essa bebida fermentada já foi considerada essencial para a sobrevivência no passado, será que ela pode fazer algo parecido para sua saúde hoje? Antes de falar da cerveja na atualidade, precisamos entender o que chamamos de má circulação. Na prática, isso significa que o sangue não está fluindo de uma forma eficiente para todas as partes do corpo, o que pode gerar sintomas como inchaço, dores nas pernas e até problemas mais graves como tromboses. A má circulação é causada por fatores como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, alimentos inflamatórios e o álcool também pode entrar nessa história.

Você acha que a loura gelada faz bem ou faz mal para a circulação? Vote nos comentários! Se você costuma sentir o inchaço nas pernas depois de beber, isso pode ser um sinal de alerta para a sua circulação. Já contei aqui no canal que meu avô foi um dos primeiros cirurgiões vasculares do Brasil. Eu herdei um livrinho de condutas dele de quando ele começou a trabalhar.

O curioso é que lá no tema infarto, tinha como tratamento uma dose de uísque. Eu não estou falando aqui para beber álcool como tratamento de angina, mas a ideia por trás disso é o efeito da vasodilatação. Todas as bebidas fermentadas contêm etanol que, em pequenas doses, pode dilatar os vasos sanguíneos temporariamente.

Isso significa que os vasos sanguíneos se dilatam, o que pode, momentaneamente, melhorar o fluxo sanguíneo. Pesquisas sugerem que o consumo moderado de bebidas alcoólicas pode reduzir o risco de problemas cardíacos. Quantos copos de cerveja você acha que são considerados moderados? Comenta aqui embaixo.

Por exemplo, uma meta-análise publicada no Journal of American College of Cardiology mostrou que pessoas com problemas cardíacos que bebiam de maneira leve e moderada tinham menor chance de morrer por problemas cardiovasculares e por outras causas. Mas a maior parte dos estudos são observacionais e podem ser influenciados por outros fatores como estilo de vida e dieta dos participantes. Por exemplo, pode ser que o que trazia esse efeito na verdade não era o álcool em si, mas a interação social com os amigos durante o ato de tomar a cervejinha.

Uma revisão sistemática de 2011 constatou mudanças positivas nos níveis de HDL e colesterol, adiponectina e fibrinogênio, proteínas relacionadas à saúde do coração, em pessoas que consomem o álcool de forma responsável. Isso reforça o efeito protetor do álcool contra as doenças coronarianas. Alguns estudos sugerem até que o tipo de bebida alcoólica consumida pode influenciar os resultados, como o vinho, frequentemente associado a maiores benefícios cardiovasculares em comparação a outras bebidas alcoólicas.

Então fica a pergunta, será que o efeito é devido ao álcool ou ao resveratrol que existe no vinho? Porque os polifenóis e antioxidantes são os principais compostos benéficos presentes nas cervejas, que tem origem no malte e no lúpulo. E os polifenóis ajudam na prevenção de doenças crônicas como câncer, doença cardíaca e neurodegenerativa. Você sabia que há cervejas sem álcool que ainda preservam algumas de suas propriedades antioxidantes? Elas podem ser uma alternativa interessante para quem quer cuidar da saúde vascular sem abrir mão do sabor.

Qual delas você experimentaria? O problema começa quando o consumo da bebida alcoólica passa do moderado. Não há dúvidas de que o consumo excessivo está claramente associado a riscos aumentados de várias doenças, inclusive hipertensão, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral. É uma bebida extremamente calórica.

Um copo de cerveja artesanal pode ter 200 a 300 quilocalorias. Isso vai ser armazenado como gordura. Sabe aquela barriga de chope? Pois é, é a gordura visceral, a pior gordura que tem.

E a obesidade piora todas as doenças cardiovasculares. Além disso, o excesso de álcool prejudica o fígado responsável por metabolizar gorduras e toxinas. E um fígado comprometido resulta em maior retenção de líquidos, aumento de prensano às veias e pode chegar até mesmo a varizes esofádicas.

Veja que curioso, um estudo japonês de 2019 revelou uma relação enjota entre o consumo de álcool e o risco de varizes. Ou seja, bebedores leves e regulares que consumiam menos de 20 gramas de álcool por dia, que seriam 2 latinhas, apresentaram menor probabilidade de desenvolver varizes em comparação aos abstemios ou aos bebedores ocasionais. O benefício pode estar relacionado à dilatação dos vasos sanguíneos nas pernas, reduzindo o refluxo venoso.

No entanto, o consumo excessivo não mostrou os mesmos efeitos, destacando que a moderação é essencial. Esses resultados reforçam a importância de um estilo de vida equilibrado e de analisar os hábitos com cuidado. Então, aquela ideia de que cerveja faz bem para a circulação só vale dentro de limites muito restritos.

Portanto, qualquer decisão sobre o consumo de álcool deve ser tomada com cautela e, preferencialmente, em consulta com um profissional de saúde. Deixe seu comentário com a sua dúvida ou experiência com o consumo de cevada e a circulação. É interessante notar que o consumo excessivo de álcool tem efeitos contraditórios no sangue.

Por um lado, por causa do seu efeito diurético, o álcool pode aumentar a viscosidade do sangue, o que pode facilitar a formação de coágulos. Por outro lado, ele pode aumentar a atividade anticoagulante do plasma, reduzindo o fibrinogênio no sangue e diminuindo a função plaquetária. No entanto, ainda não há consenso sobre isso.

Metade dos estudos sugerem que o álcool diminui a coagulação, enquanto a outra metade acredita que pode aumentá-la. Então, aquele mito de que a cerva é diurética e por isso ajuda na circulação não passa de uma meia verdade. Ela pode até aumentar a eliminação de líquidos inicialmente, mas isso não é bom para a circulação.

Bom mesmo seria ficar devidamente hidratado. Outros estudos indicam que o consumo moderado de álcool pode reduzir o estresse e melhorar o humor, aumentando a expressão afetiva, felicidade e sentimentos de euforia, enquanto diminui a tensão e a depressão. O consumo controlado de álcool, especialmente a cerveja, está associado a melhor saúde mental e suporte social, além de menor probabilidade de limitações físicas e mentais.

Em adultos mais velhos, o consumo moderado de álcool pode trazer efeitos positivos e negativos no sistema nervoso central, influenciando neurotransmissores, resposta imune e comportamento e cognição, além de estar associado a melhor bem-estar subjetivo em comparação com a abstinência. Por outro lado, a cerveja contém, além do álcool, glúten e cevada, dois componentes conhecidos por estarem entre os maiores causadores de inflamações e efeitos negativos em indivíduos sensíveis. Essa reação inflamatória provoca a retenção de líquidos e pode dar a impressão de má circulação.

Para essas pessoas, o mais indicado é evitar completamente essa bebida. A maioria das cervejas contém glúten, mas versões isentas estão disponíveis para as pessoas com sensibilidade à doença celíaca. Agora, se você não tem uma intolerância direta, não estou dizendo para você nunca mais tomar cerveja.

A chave está no equilíbrio. Se você é uma pessoa ativa, mantém uma alimentação equilibrada e consome álcool de forma leve ou moderada, o impacto será bem menor. Porém, se você já tem fatores de risco, como intolerâncias alimentares, obesidade, histórico de trombose, varízes, a recomendação é reduzir ao máximo o consumo.

E aí, pronto para cuidar da sua circulação? Primeira regra, se você não bebe álcool, não deve começar a beber, nem mesmo de forma leve ou moderada. Segunda regra, ficar dentro do consumo moderado. E é aqui que você está errando.

Quanto você acha que é o consumo equilibrado de cerveja? Me conta lá embaixo. Uma dose padrão é aproximadamente 350 ml, que é o tamanho de um copo ou uma lata comum, com teor alcoólico de 5%. Essa garrafa aqui tem 600 ml, então seria metade dela.

Ninguém deveria tomar mais do que isso por dia. A partir desse ponto, passa a ser deletério para o corpo. E aí os benefícios da bebida não superam os malefícios.

Deu para notar que a relação entre cerveja e saúde vascular é bem mais complicada do que parece, não é mesmo? O segredo está, como eu disse, no equilíbrio e nas escolhas conscientes. E talvez a resposta definitiva ainda demore décadas para aparecer. Equilíbrio é a chave.

Uma lata a mais pode não parecer muito hoje, mas seu coração vai sentir amanhã. Mas existe um vilão silencioso que sempre acompanha a cervejinha e que pode estar sabotando seus esforços sem você perceber. Este vilão está no prato e não está no copo.

No próximo vídeo, você vai descobrir como que ele pode ser até mais perigoso do que o álcool.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.