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Benefícios da TESTOSTERONA nas Mulheres: AmatoCast Ep 34

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Benefícios da TESTOSTERONA nas Mulheres: AmatoCast Ep 34

O episódio aborda o uso de testosterona em mulheres, com foco nos riscos e indicações médicas apropriadas. A endocrinologista Lorena Amato esclarece que a única

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Perguntas respondidas neste vídeo

Para poder falar dessa combinação dos hormônios, né?

O que eles podem ter de benefício de uso e os efeitos colaterais.

Uma necessidade de reparação, né?

Às vezes nem estética é, mas sim reparadora por efeitos colaterais do uso errado dos hormônios.

Importante a gente citar, vai até naquela questão de o limite, né?

Que a gente já citou em outros episódios o limite da estética. Até que ponto a pessoa pode avançar ali no uso de algum medicamento ou até de um hormônio para alcançar o que deseja esteticamente. Então, doutora, eu queria começar essa questão da terapia hormonal.

Que visam ganho de massa muscular e também acredito que isso seja mais prejudicial para as mulheres, né?

Por exemplo, com o uso da testosterona, que deve ser o mais conhecido. Com certeza. Atualmente as pessoas estão banalizando o uso da testosterona.

Os homens, o uso de anabolizante já se vê há longa data, né?

Que se fazia isso. Inclusive com consequências estéticas ruins que demandam cirurgias, como ginecomastia, nos homens. Agora, nas mulheres, isso tem crescido recentemente.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Mais uma vez, obrigada pelo carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós estivemos aqui com a doutora Priscila Beatriz, mastologista, para falar sobre doenças das mamas, e antes com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, e conversamos sobre dores nas pernas.

Hoje, nós estamos aqui com a médica endocrinologista, a doutora Lorena Amato, para falar sobre uso de hormônios e caracteres secundários, um tema muito importante que também está em alta recentemente. Bom, vamos lá. A doutora Lorena Amato é médica endocrinologista do Instituto Amato, graduada pela Universidade de São Paulo e doutora pela USP.

Além disso, é membro da Sociedade Brasileira e Americana de Endocrinologia e professora de pós-graduação. Mais uma vez, bem-vinda, doutora. Eu que agradeço.

E hoje, a gente também conta com a participação e intermediação do doutor Fernando Amato, cirurgião plástico. Bem-vindo, doutor. Muito obrigado.

Doutora, então, como sempre, a gente inicia dando um spoiler, mas sem ser tão spoiler assim, do que as pessoas vão poder conferir no episódio, o que deve ser mais importante para as pessoas. Nós vamos falar sobre as questões de reposição hormonal, de uso de hormônios em mulheres e os seus efeitos colaterais, suas consequências. Legal.

Doutora, inclusive, é importante a gente citar a questão até da parte estética, do que esses hormônios podem causar. Então, por isso... Sim, essa foi a ideia, né? A gente resolveu fazer essa live junto, porque tem muitas questões hormonais, né? O uso de hormônios para fins estéticos, né? E tanto para melhora, né? Como também para os efeitos secundários do uso, que às vezes acaba evoluindo para necessidade de cirurgias, né? Então, esse é o motivo da gente estar fazendo essa live junto, né? Para poder falar dessa combinação dos hormônios, né? O que eles podem ter de benefício de uso e os efeitos colaterais. E esses efeitos colaterais que acabam demandando uma cirurgia estética depois, né? Uma necessidade de reparação, né? Às vezes nem estética é, mas sim reparadora por efeitos colaterais do uso errado dos hormônios.

Importante a gente citar, vai até naquela questão de o limite, né? Que a gente já citou em outros episódios o limite da estética. Até que ponto a pessoa pode avançar ali no uso de algum medicamento ou até de um hormônio para alcançar o que deseja esteticamente. Então, doutora, eu queria começar essa questão da terapia hormonal.

A gente não pode deixar de citar a questão estética das pessoas que são mais focadas na academia, né? Que visam ganho de massa muscular e também acredito que isso seja mais prejudicial para as mulheres, né? Por exemplo, com o uso da testosterona, que deve ser o mais conhecido. Com certeza. Atualmente as pessoas estão banalizando o uso da testosterona.

Tanto homens quanto mulheres. Agora o grande problema é isso, né? Os homens, o uso de anabolizante já se vê há longa data, né? Que se fazia isso. Inclusive com consequências estéticas ruins que demandam cirurgias, como ginecomastia, nos homens.

Agora, nas mulheres, isso tem crescido recentemente. Com a história do chip da beleza, dos implantes hormonais. Muitos com efeitos anabolizantes.

Ou seja, de hormônios como se fosse a testosterona, que é o grande hormônio masculino. E isso tem consequências, né? Traz um retorno estético de ganho de massa magra e perda de gordura? Sim, traz. É inegável.

Mas as consequências são muito ruins. Eu acho que a gente podia começar hoje falando, já que a gente vai falar dos efeitos colaterais, vamos falar dos benefícios, né? Acho que os hormônios... Eu acho que antes disso, né? Porque parece que a gente está indo contra. Mas a gente, na verdade, está trazendo um alerta para esses efeitos colaterais, essa necessidade de cirurgia.

E aí parece que quem prescreve não tem critério. Mas existem indicações, recomendações, tem benefícios. E até o uso de testosterona em mulheres também tem sua indicação.

Então acho que a doutora Lorena vai poder falar quando que está indicado os hormônios e quando que é aceito pela sociedade médica o uso desses hormônios de uma forma mais correta. Qual que é esse limite? Que hormônio pode ser usado e em que momento na mulher e que benefício traz? Então, na mulher existe uma única indicação do uso de testosterona. Existe, sim.

As pessoas falam, ah, não pode de jeito nenhum. Não, tem uma indicação, que é o transtorno do desejo sexual hipoativo, que seria baixa libido. Não é só baixa libido, é um transtorno com critérios diagnósticos... O que é libido, né? Porque talvez quem esteja assistindo aí não saiba o que é libido.

Libido é desejo sexual, né? Desejo de ter relação sexual. Então se a mulher não tem desejo sexual, pode ser uma indicação o uso da testosterona? Pode, se preencher esses critérios. Porque existe uma relação muito engraçada, até o que gerou, que eu fiz um pequeno livro a respeito disso, Onde Está Minha Libido, né? Aproveitando, tem esse livro Onde Está Minha Libido, eu vou tentar colocar aqui na descrição um link.

Eu acho que vale a pena, eu acho que é um quebra tabu, viu? É um quebra tabu, eu acho bem legal, porque as mulheres precisam conversar mais sobre isso. É importante para o relacionamento, é importante para elas se desenvolverem esse autoconhecimento. Então, a testosterona aumenta o libido nas mulheres, é isso? Sim, existe esse transtorno do desejo sexual hipoativo, que é baixa libido, Que é falta de desejo sexual nas mulheres.

Essa é a indicação do uso da testosterona em mulheres. É claro, avaliando seriamente, a mulher não pode estar com outros problemas que justifiquem, né? Então, enfim, se tiver outro problema que justifique essa baixa libido, não vai ser a testosterona que vai resolver. Basicamente isso.

E nessa situação, o uso de gel, um gel manipulado de testosterona, que a gente não tem no Brasil e nem na maioria dos países ocidentais, que é o que eu conheço de prescrição, a gente não tem formulações para mulheres disponíveis nas farmácias. A gente tem que lançar a mão da manipulação. Porque as formulações disponíveis prontas são para homens.

Isso está muito bem estabelecido. São níveis quatro, cinco vezes mais altos do que teria nesse gel manipulado. E a ideia nessas mulheres que têm baixa libido é esse gel manipulado.

Indicação clássica, são para mulheres que já estão na menopausa, ou seja, já pararam de menstruar. Mas a gente acaba eventualmente usando numa recomendação que não tem tanta evidência, né? Mas mulheres jovens, mas a princípio não teria essa recomendação nas diretrizes das sociedades, para usar em mulheres jovens. Mas até eventualmente fazer uma prova terapêutica.

O que é isso? É dar e ver se a mulher nota melhora de libido. É essa a única indicação de testosterona para a mulher. Doutora, um ponto importante também para a gente esclarecer rapidamente sobre essa questão da libido, é que eu acho que muitas mulheres já pensaram assim, nossa, acho que eu estou com realmente um problema de falta de libido.

Mas quando que de fato é algo preocupante? Porque às vezes a pessoa está cansada do trabalho, teve uma semana estressante e chega no final de semana e pensa, nossa, acho que eu estou tendo um problema, preciso procurar um médico. Mas às vezes é uma questão de cansaço. Enfim, quando que deve ser um sinal de alerta? É um critério quando causa sofrimento na pessoa, e não no parceiro.

Então, se a pessoa está cansada e ela está bem com aquela falta de desejo, ela não está causando. Agora, quando ela tem sofrimento e também tem que durar por três meses. Tem tempo.

Os critérios diagnósticos têm que ter uma cronicidade, que é o que a gente chama. Tem que ter tempo, não é um dia, não é uma semana. É uma cronicidade e causar sofrimento.

A pessoa tem que ficar incomodada com aquilo. Se ela não está incomodada, não sofre de fato, aquilo não é um problema. Faz parte dos critérios o sofrimento.

E a cronicidade, ou seja, tem que ter um tempo. Hoje em dia eu vejo muitas pacientes, eu atendo muitas mulheres e a gente pede ver os exames, e você vê que os médicos têm pedido muito a dosagem de testosterona em mulher e já indicando a testosterona sem a queixa. A paciente não vem com a queixa, ela nem refere a queixa, mas aí quando mede, está baixo, vira uma justificativa para prescrever e aí prescrevem um chip.

Então eu vejo muitas pacientes que estão com o uso de chips, que elas não sabem o que tem lá dentro e elas não conseguem explicar e fala que pediu os exames, estava baixo e também está vindo a menopausa, então foi uma reposição. E quando você vê essa formulação, sempre tem a testosterona. Então, esses chips, o que é normal, é indicado, ou ele é proscrito, o que você acha disso? Hein, doutora Lorena? Esses implantes, a via para mulher sempre vai ser pela pele.

A via transdérmica, gel, pela pele. Vias outras não estão indicadas para mulheres, como subcutânea que está nos chips, como o intramuscular que está nas injeções, não estão indicadas. A via para mulher é a transdérmica, pela pele.

Fala um pouquinho dessa questão de via, porque a via é a aplicação, então a pessoa pode tomar um remédio, ela pode tomar uma injeção, ela pode injetar, pode ser no subcutâneo, na gordura ou no músculo, ou pode ser o chip, que fica no subcutâneo soltando. Então, de hormônio, o que a doutora Lorena está falando, é que os hormônios, as vias que eles têm de apresentação, são três principalmente, acho que da testosterona. Via oral, intramuscular, oral, tem.

Quatro, né? Então, oral, tem testosterona oral? Tem. A verdade, tem. Então, oral... Não faz bem, não é recomendado.

Não é recomendado, por causa da via hepática. Que passa pelo fígado. Então, oral pode ser subcutâneo, intramuscular e gel.

Então, ela está falando que a melhor opção é o gel, porque a pessoa vai aplicar todo dia e se precisar parar, é mais fácil de parar, é isso? Para mulher, a única forma recomendada é pela pele. Então, o chip e a injeção não está indicado. Porque faz um pico diferente, pode ter o excesso e aí entra qual é o problema de ter o excesso de testosterona em mulher.

Certo. Fazendo uma pesquisa também para a gente falar desse tema, eu vi que uma resolução do Conselho Federal de Medicina proibiu a prescrição médica da reposição de testosterona para fins só estéticos, puramente estéticos. Isso vale também para os homens, doutora? Com certeza.

O uso de qualquer hormônio, não só a testosterona, que é a mais conhecida, mas as pessoas usam o hormônio do crescimento também, o GH. Para fins estéticos, não é recomendado e traz mais malefícios do que benefícios. Como eu sempre falo para os pacientes, para as pessoas, que a medicina estética já existe e é muito séria e bem-vinda.

A dermatologia e a cirurgia plástica. Não é que não existe medicina estética. Existe, é muito bem reconhecida, são os melhores médicos, tem formações fantásticas, mas não é endocrinologia, não é hormônio a forma de ter benefícios estéticos.

E hormonologia, existe essa especialidade? Não existe. Ponto final. Ele está polêmico hoje.

Está polêmico. Está cheio de médico falando que é hormonologista. Não existe essa especialidade, né? Não existe.

O que seria hormonologista? Então, o que seria? É um trans especialista de Instagram. Ele decidiu que ele é hormonologista. E aí ele coloca no Instagram dele essa especialidade.

Impossível. É antiético, né? A endocrinologia é a especialidade que eu faço, né? Que estuda as glândulas endócrinos que secretam o quê? Os hormônios. Aí a pessoa vai lá e fala, eu sou hormonologista.

Mas o endocrinologista é o quê, então? Que é uma especialidade já bem estabelecida, já consagrada nas melhores universidades mundiais. Tudo que a gente está falando aqui, não é aqui nem no Brasil. É tudo mundial.

São consensos mundiais que a mulher não deve usar testosterona. Não é que o Brasil decidiu. Não, se você for para os Estados Unidos, para a Europa, Canadá, para qualquer lugar ocidental que eu estou atualizada, imagino que oriental também, porque tem os consensos que tem em outros lugares.

Mas os maiores consensos do mundo falam isso que a gente está falando. Que medicina estética não é por via de hormônios. Que o uso de hormônios para fins estéticos não está recomendado, não traz benefício.

Inclusive a gente vai ver consequências estéticas não tão boas desse uso. Exatamente, já é o nosso caminho. E a gente está falando bastante de testosterona, né? Quando que é indicado, quando não é indicado.

Questão de homem, mulher. Mas acho que é importante também a gente destacar o que é a testosterona, qual que é a função. E agora que a gente até citou a questão masculina, que em alguns casos é recomendado, quando que é recomendado e o que pode causar de malefício.

Sim, a testosterona a gente fala só para ficar mais fácil das pessoas entenderem que a testosterona é o hormônio masculino e o estradiol o hormônio feminino. Mas é claro, o homem também tem um pouquinho de estrogênio, mulher também tem um pouquinho de testosterona. Mas o que dá a forma feminina, o que está mais abundante, maior quantidade nas mulheres, é o estrogênio, os estrogênios.

E nos homens, os androgênios, a testosterona. Quando uma pessoa é trans e quer fazer transição de gênero, né? Transição de gênero, a pessoa nasceu de um sexo, mas quer fazer a transição, o que você faz? Você dá esses hormônios, entre aspas, os masculinos, para quem quer fazer transição para o sexo masculino, e os femininos para quem quer fazer a transição para o sexo feminino. Então, quando a gente fala, já me criticaram esses hormonologistas, não é hormônio masculino e feminino, porque os dois tem um pouco dos dois, sim, mas a mulher tem em grande parte o que define os caracteres sexuais, secundários, mamas, quadril, tudo que caracteriza a mulher como mulher é o estrogênio.

A distribuição da gordura está relacionada aos hormônios, né? Então, a gente falou de lipedema, o doutor Alexandre falou, a gente vai falar mais pra frente de lipedema e o estrogênio, ele é um hormônio feminino e ele está relacionado à gordura na mulher. Então, uma distribuição diferente da gordura por conta de um hormônio feminino. A gordura no homem com testosterona tem uma distribuição totalmente diferente.

Tem o desenvolvimento de pelos, barba, por que mulher não tem barba? Por que não fica calva? Por que não fica calva? E tem a calvície, ela está relacionada também à testosterona. Então, o aumento de testosterona em pessoas susceptíveis à calvície, pode ter a calvície, né? Então, o desenvolvimento das genitálias também está relacionado à testosterona, né? Então, aos hormônios sexuais e a testosterona é o que dá um desenvolvimento masculino. E o estrogênio é o feminino.

E a testosterona então é o grande hormônio predominante nos homens, mas tem um pouquinho nas mulheres também, mas níveis bem baixos. Doutora, aí você chegou a citar agora nessa questão de transição de gênero, né? Que é utilizado o hormônio para poder trazer essas características, tanto femininas como masculinas. Então, no caso, por exemplo, de uma mulher, a gente já falou que não é indicado para as mulheres usarem testosterona como reposição.

Mas no caso de uma transição de gênero, aí sim pode ser utilizado. Isso é um ponto bem polêmico. A questão de transição de gênero, as pessoas não discutem muito.

Então, muito que se faz na transição de gênero, estão começando a fazer mais. Então, pode ser que as condutas mudem, mas é algo recente. O acompanhamento desses pacientes é mais recente, os hormônios são mais recentes, as dosagens são mais recentes.

Então, é difícil a gente discutir o paciente trans, porque pouco ainda se sabe a longo prazo desses pacientes, mas eles acabam desenvolvendo caracteres secundários. Então, o homem trans desenvolve barba, aumenta a musculatura, não é isso? E a mulher trans, ela também desenvolve até mama. Essa transição de gênero, algumas pessoas argumentam se você pode, então, usar testosterona para uma mulher que quer fazer a transição de gênero, mas aí para fins estéticos, então você não poderia.

Para começar, para fins estéticos, o resultado estético não é bom. A gente vai ver as consequências aqui. A pessoa pode ficar calva, com acne, com barba, não é um bom resultado estético.

E o segundo, a gente está comparando. Quem se identifica com essa questão da transexualidade fica extremamente ofendido quando você compara uma pessoa que quer fazer uma transição de gênero com alguém que quer ganhar músculo para ficar bombado na academia. É bem diferente.

Então, esses pacientes trans são multidisciplinares, são acompanhados por psiquiatra, por psicólogo, fazem um acompanhamento por toda a vida para saber, e ainda tem muitas coisas em aberto, sobre consequências no coração cardiovasculares nesses pacientes que eles enfrentam isso para fazer essa transição. Já a pessoa que está querendo ficar mais forte, só ficar mais bonita esteticamente, não tem nem o que comparar. Então, para fins estéticos, não é recomendado.

Para tratamento de trans, você vai falar, é a mesma testosterona? É, mas é tratamento de trans. A pessoa quer, é um transexual, quer fazer transição de gênero? Porque é isso que vai acontecer com a mulher que está usando para fins estéticos. Mas ela não quer.

É complicado. Algo que, às vezes, a doutora Lorena, ela vê desse carácter secundário é a voz. E não retorna.

Se você parar de usar, a sua voz não volta ao normal como era. Algumas características não voltam, como clitóris aumentado, voz mais grossa, o cabelo, a queda até retorna, a acne retorna, e pelos também retornam ao que era antes. Mas algumas outras características não.

A celulite diminui. A celulite diminui. Afinal, por isso que homens têm menos celulite.

É até legal, doutora, a gente trazer, pedir para o pessoal comentar se é um assunto interessante sobre a questão até cirúrgica dessas transições. Como funciona, enfim, é uma sugestão boa. Agora, doutora, a gente já entrou nessa parte de consequências da reposição hormonal de testosterona quando não é indicado.

Não só questões estéticas, como você já acertou a maior parte delas. A gente até trouxe um exemplo físico para demonstrar o que pode acontecer caso as pessoas utilizem de forma errada. Mas eu acredito que também possa desenvolver doenças realmente preocupantes, não só a questão estética, mas também para a saúde mesmo daquela pessoa que está utilizando de forma errada.

Quando a gente vai falar, por exemplo, de risco cardiovascular, qualquer médico sabe que homens têm o risco cardiovascular maior do que as mulheres. Os homens têm 10 anos de envelhecimento. Quando a gente vai calcular o risco cardiovascular, as mulheres têm 10 anos de vantagem.

E depois, esses 10 anos de vantagem das mulheres é por causa do estrogênio, do hormônio feminino. E o colesterol também das mulheres sempre é melhor, tem um padrão melhor, a gente tem uma exigência melhor, porque o hormônio masculino piora o padrão de colesterol. Então, o básico, risco cardiovascular, aumenta.

O que é risco cardiovascular? De infartar e de ter AVC. Simples assim, a maior causa de morte, uma das maiores causas de morte no mundo, que só perde por câncer. Os homens morrem mais do que as mulheres.

Mais cedo. Mais cedo. Então, provavelmente, ela vai cuidar dos nossos filhos.

Ele está realmente em polêmico. Acho que é legal também a gente aproveitar para mostrar. A gente trouxe aqui um molde de uma genitália feminina.

Então, a gente resolveu trazer isso para mostrar que na mulher acaba desenvolvendo, com o uso de testosterona, alguns caracteres secundários. Isso tem sido até o motivo da gente estar conversando hoje, porque a gente estava vendo alguns casos em comum em que a paciente fez um uso crônico irregular de testosterona e acabou desenvolvendo caracteres na genitália feminina. Isso constrange muito a mulher.

Então, o que aumenta? Aumenta os pequenos lábios. Acabam eles podendo ficar para fora, que é algo que incomoda muito as mulheres. Mesmo sem ter feito reposição hormonal, elas podem ter o aumento dos pequenos lábios.

E a gente faz cirurgia aqui de ressecção desses lábios, que é a ninfoplastia. Tem o clítoris, que é uma das áreas mais sensíveis da mulher. E ela é correspondente ao pênis no homem.

Então, acaba que o uso do testosterona acaba desenvolvendo o clítoris de uma forma que ele acaba parecendo um micropênis. E isso é muito constrangedor. E a glândula do clítoris também pode ficar grande.

A glândula é a parte que se expõe. E ela pode ficar maior. Também tem cirurgia que a gente faz uma redução da glândula do clítoris.

O freio, que é uma continuação dos pequenos lábios. Ele também pode ter um aumento de volume. O capuz do clítoris, que seria o correspondente ao prepúcio mesmo.

Às vezes pode até ter uma fimose. O clítoris, o que seria a fimose? Ele fica escondido por esse excesso de pele, né? Esse prepúcio. E pode ter muita flacidez de pele ao redor.

E tudo isso pode ser tratado cirurgicamente. Inclusive, a hipertrofia do clítoris, aquele clítoris maior, ele pode ser ou refixado, porque às vezes ele acaba pendendo pra frente. Então é possível reposicionar ele.

E com isso ele ficaria menos exposto. Ou redução mesmo, com ressecção de tecido dele interno. Tem o risco de perda de sensibilidade? Tem um risco.

Mas o risco é baixo, apesar de ter um mito em que todo mundo fala que vai perder a sensibilidade. Não é bem assim. É uma área tão sensível que é muito difícil ela perder sensibilidade.

O que pode acontecer é múltiplas cirurgias, ter uma cicatrização ruim, isso até gerar dor. Mas isso pode estar relacionado até com o que a pessoa fez no pós-operatório. Eu tenho uma paciente que ela tem vergonha de vir no pós-operatório pra ver o ponto.

Então existe às vezes, a paciente tem esse bloqueio com os médicos no geral e não quer que ninguém mexa. Mas precisa, né? Tem paciente que não quer ir no ginecologista. Quantos pacientes que eu conheço que não vão no ginecologista anualmente? Tem que fazer coleta de Papai Nicolau, tem toda uma rotina.

Então as pacientes têm um tabu com essa região e é uma região que gera muito desconforto. Às vezes a paciente acha que tem uma genitália que não é tão agradável e ela nem imagina como que é a genitália das outras pacientes e ela não mostra pra ninguém. Então às vezes tem paciente que tem vergonha sem ter nada de errado, né? Simplesmente porque acabou tendo uma experiência ruim no passado.

Então é uma região que é muito importante pra mulher e tem tratamentos, né? E um deles é a ressecção mesmo, a diminuição do clítoris e muitas vezes está relacionado a esse uso hormonal prolongado e cada vez mais tem esses chips da beleza. Está cheio de mulher aparecendo e com vergonha da região íntima. E o pior é que muitas vezes elas não são informadas dessa consequência por quem prescreveu esse chip.

E aí fica com mais constrangimento ainda porque ela não sabe se aquilo que está acontecendo às vezes nem sabe que tem a ver com aquela medicação que está tomando, né? Então... Então, e a gente está citando de problemas que podem ser resolvidos como o doutor Fernando falou, cirurgicamente, né? Então no caso dessa questão da genitália, a mulher consegue resolver mesmo que seja um processo mais delicado. Sim, é uma cirurgia, né? Alguma dessas alterações, elas podem ter acontecido já na adolescência. Por exemplo, o excesso de pequenos lábios, isso é comum, né? Tem muitas pacientes que fazem isso, não é só a testosterona.

Esse excesso de mucosa é ruim porque pode gerar dor na mulher quando tem relação, pode aumentar o risco de infecção, mal cheiro. Tem um monte de questão de higiene que está relacionada ao excesso dos pequenos lábios. Agora, soma isso a paciente que está fazendo testosterona que pode ter um aumento desses tecidos e excesso de pele inclusive aumento do clítoris.

E aí isso aumenta tudo, aumenta o corpo, aumenta a glândula. Então fica com o aspecto de um micropênis. E isso pode ser muito constrangedor.

Ah, com ereção, viu? O clítoris nesse tamanho tem uma certa ereção quando está tendo relação. Então tem todo um contexto aí que é importante ser abordado e ser falado. Na verdade, a gente está trazendo de uma forma de conscientização da população.

E é importante, doutor, a gente citar essas questões que têm algumas contraindicações, algumas consequências, melhor dizendo, para as pessoas que utilizam que não é possível o paciente resolver. No caso da voz, que você citou que não volta. Então na questão ali da cirurgia da genitália até tem uma solução, por mais delicada que seja, mas tem alguns pontos que é importante a gente destacar que não tem como resolver.

É, e o risco cardiovascular, que também não é só isso. Porque a pessoa pensa que tudo bem, eu trato o cabelo, eu trato. Agora clítoris também trato, então vamos lá, vamos usar, vamos ficar forte e perder gordura.

Mas não é só isso, é risco de infarto, risco cardiovascular. É a longo prazo? É, mas a maioria das coisas que se matam hoje em dia são riscos a longo prazo, fatores de risco para câncer. Você está fumando, você não vai morrer agora de câncer de pulmão, é a longo prazo.

Então é um alerta bem importante, porque fica aparecendo por que não quer dar se é bom, se a mulher se sente bem, se faz massa. E se sente bem. Isso que é uma droga.

Dependência psíquica. Com dependência. O paciente sente, ah, mas eu estou mais cansado.

Teve uma paciente minha que depois que falou comigo, não conseguiu ir a trocar o chip, eu falei para não colocar a testosterona, que não fazia sentido no caso dela. E ela falou assim, mas doutor, eu vou me sentir mal, não vou conseguir, eu estou entrando na menopausa e eu faço exercício. E aí depois que eu conversei com ela, eu falei assim, doutor, eu consegui diminuir a dose.

Aquilo não é real. Se você for pensar em várias situações que trazem bem-estar, mas que a longo prazo causam mais mal-estar, a gente tem todas as drogas. Então até a álcool momentaneamente traz um bem-estar.

Então se você for falar, ah, mas eu me senti melhor assim, você não está na sua performance real. Você está em algo não fisiológico, que vai ter consequências ruins e aí naquela hora você está sentindo bem. A gente pode citar inúmeras substâncias que causam isso.

Um bem-estar no momento que é usado. Mas que depois a conta chega. Então é mais ou menos isso.

Os pacientes se sentem bem e causam a dependência psíquica. Isso homens também. Quem usa anabolizante se acostuma com níveis três vezes maiores do que o normal de testosterona.

Quando volta para o valor normal, eles se sentem muito mal. Muito. Fracos.

Sem libido. Um outro ponto é infertilidade. Pacientes em fase reprodutiva, se eu não me engano, a mulher acaba não menstruando, serve como contraceptivo.

E o homem acaba tendo uma involução do testículo. Atrofia. E o testículo não tem mais estímulo para produzir e para de funcionar.

Que pode ser irreversível. Aí quando ele para, ele não tem mais como produzir a testosterona. Então ele precisa fazer reposição.

Aí tem os pós-ciclos que o pessoal aqui tem, que dá para salvar alguma coisa, mas às vezes não dá para salvar. Que é o que o pessoal que faz uso de anabolizante conhece muito bem. Os pós-ciclos, eles usam um monte de coisa.

Você fala, não, vou usar isso, vou usar anastrazol, para não ficar com ginecomastia. Aí você falou de ginecomastia. Cansei de fazer tratamento de pacientes homens com ginecomastia, porque fizeram uso de anabolizante no pós-adolescência, aqui entre 20 e 30 anos, para crescer.

E aí esses pacientes desenvolvem a ginecomastia e não volta. Mesmo fazendo esses pós-ciclos, também desenvolve. Você faz um excesso de hormônio, não é a testosterona que aumenta a glândula mamaré.

É uma sobrecarga hormonal que vai causar um desbalanço hormonal e o próprio paciente vai converter a testosterona em estrogênio. Então esse excesso de hormônio masculino acaba funcionando como hormônio feminino por conta de uma sobrecarga e acaba convertendo em estrogênio. É isso? Exatamente.

Eu tenho uma indócrina aqui para tirar essa dúvida, eu vou perguntar, eu posso errar na frente dela porque ela me corrige. Mas você até perguntou, em homens, por que os remédios existem? Porque existe o underground que o povo usa de veterinária, aí é um mundo à parte. É o testosterona de cavalo.

Enfim, você toma remédio de veterinário e já não precisa falar mais nada. Geralmente não vira um cavalo, vira um burro. Porque assim, enfim, vamos falar.

Também pode colocar. Agora, os que são para seres humanos, que estão nas farmácias, por que tem? Porque tem gente que precisa de fato. Tem homens que tem o que a gente chama de hipogonadismo, que foi até o termo do meu doutorado, fiz doutorado nisso.

Hipogonadismo, homens que não tinham testosterona e precisavam fazer esse uso. Essas pessoas precisam. A testosterona é muito benéfica para o homem em níveis adequados.

É necessário. É necessário, a pessoa definha. Quando esses pacientes ficavam anêmicos, deprimidos, obesos, o caos.

E a gente fez uma live bem antiga, foi uma das primeiras, de andropausa, reposição de testosterona em homens. Se alguém quiser ver esse daí, eu dou um link aqui, vocês podem assistir depois. Foi bem legal esse daí, porque a gente abordou exatamente.

Porque a gente fala muito de reposição hormonal na mulher, mas o homem também precisa. Em algumas situações. O homem também precisa ser avaliado, se ele precisa ou não.

Porque às vezes pode mudar o rendimento, autoestima. Tem pacientes também que estão em internações prolongadas. Queimados.

Sarcopênicos. Queimados é uma grande área que os cirurgiões plásticos estudam e eles sabem. Tem paciente que tem um grande queimado, está com uma internação prolongada.

Então, às vezes, é uma opção de ganho de massa, para o paciente, às vezes, até voltar a andar. É até para mulheres. Nesse caso, até para mulheres.

A pessoa fica mais de um mês internado em UTI, e na hora de reabilitar não tem mais músculo. Então, às vezes, é uma alternativa para reabilitação, uso de hormônio. Nesse caso, para homens e mulheres.

E até recuperação respiratória. Mas ninguém está falando aqui de estética. E aí, por que a gente é contra estética? Cirurgião plástica é contra estética? Eu medir, jamais.

A gente é super a favor da estética. Só que bem aplicada. Você quer ter um corpo melhor, com melhor contorno? Temos aí a cirurgia plástica.

A cirurgia plástica, a gente trata a demanda do paciente de uma forma mais objetiva. E a gente tem que alinhar a expectativa do paciente, de acordo com o que a gente consegue entregar. Se o paciente deseja algo que a gente não consegue entregar, a gente não pode fazer a cirurgia.

Agora, se o que ela deseja a gente consegue entregar, a gente pode. E a gente tem que compartilhar os riscos. Por que não é? Porque o que ela quer, a gente consegue entregar, que a gente vai entregar.

Porque pode ter intercorrências no caminho, e que podem prejudicar todo o objetivo. Então, por isso que a cirurgia plástica, ela ainda é uma medicina de meios. A gente entrega o caminho pra tentar chegar naquele fim.

Mas a hidroquinologia, o uso de hormônio de forma estética, tem um preço muito a longo prazo. E que ninguém agora... E ninguém fala isso. Ninguém vai falar, olha... Quem tá te vendendo não tá falando isso.

Você usaria um remédio pra você se sentir melhor, que vai te deixar com a voz rouca, vai fazer crescer pelo no corpo, vai perder cabelo, vai ficar com espinha. Clitóris grande. E com clitóris grande.

Mas vai aumentar seu libido. Você tomaria? É, então... E é importante também pra quem tá chegando agora e é novo no canal, que saiba que a doutora Lorena e o doutor Fernando são casados. Então, é legal que quando um passa com... Dependendo de qual que é a orientação, o desejo do paciente, que um já compartilha com o outro, né? E atendem no mesmo consultório, conseguem ter essa integração, não só de vocês, mas também de várias outras especialidades.

Não tô falando de marketing, mas várias outras. Aqui o Instituto Amato, todo mundo trabalha aqui, é médico da família, então a gente tem uma interação muito grande entre pacientes. Muitos pacientes em comum se beneficiam, porque realmente a gente consegue dar uma atenção mais ampla.

Então, as pacientes, por exemplo, que eu tenho em conjunto com a Lorena, a gente geralmente conversa sobre os casos em casa, né? Então, pontualmente. Semana passada a gente deve ter discutido uns 3, 4 pacientes. Estudando os casos.

Pra tentar melhorar. Sempre, sempre a gente tenta ver outros pontos de vista, discutir algo que pode complementar. A gente tá até discutindo um resultado de exame, né? Um índice de gordura visceral aí, que tem muitos pacientes que querem fazer cirurgia plástica porque tem um índice de gordura visceral aumentado, né? Que é dentro da barriga, e a plástica não vai tirar.

Não vai. Então, às vezes a paciente vem pro plástico e esse excesso de gordura que ela tem dentro, às vezes a paciente tá reclamando que o abdômen, ela tem estômago alto, já fez cirurgia plástica, abdômen plástico e ficou com estômago alto. Aí você vai ver a paciente tem uma gordura intra-abdominal maior do que o índice normal, né? Então, essa é algo que a gente tava discutindo hoje, na verdade.

Então, esse índice e como a gente tentar abordar melhor essas pacientes. Sim, é legal ter essa interação. Doutora, é importante a gente também citar a questão dos adolescentes, né? Que a gente falou dos problemas que os pacientes podem ter com o uso errado desses hormônios, mas em alguns casos, o que a Sociedade da Endocrinologia diz sobre o uso pra, eu não ia falar criança, porque criança eu acredito que ainda seja muito prematuro, né? Pra indicar algo, mas e pros adolescentes? Duas consequências muito graves, né? Primeiro, atrofia do testículo permanente, dependência psíquica, quanto mais novo, mais você tem esse potencial de dependência psíquica, pros adolescentes.

E olha a gravidade agora, com tantas mulheres jovens utilizando, a grande maioria não consegue se reproduzir, não consegue engravidar quando tá usando testosterona por motivos óbvios, né? Tá cheio de hormônio masculino. Mas caso engravide, o bebê, se no adulto, aumenta clitóris, um bebê do sexo feminino, uma mulher usando qualquer hormônio androgênico, tá muito problema. Problemas muito graves, né? De diferenciação sexual.

A criança é uma menina, mas nasce como um menino. Entendeu? E isso é muito grave. E ninguém fala, né? Todas as cirurgias de transição de gênero, elas foram desenvolvidas porque existem os pacientes que têm uma classificação chamada intersexo.

Então elas têm um cromossomo, né? De um determinado gênero, né? XX, XY. Masculino, feminino, XX, XY. E tem o desenvolvimento dos caracteres secundários do oposto.

Ou intermediários. É, intermediário. Às vezes fica com uma genitália ambígua.

Ou seja, a gente falou do clítoris aumentado, mas às vezes o paciente tem um pênis com uma vagina. Isso é um pseudo hermafrodita, porque pra ser hermafrodita, precisaria ter o gônoda dos dois sexos, né? Precisa ter um ovário e um testículo. Isso é extremamente raro, porque pra ter isso precisaria ter XX e XY.

Que é possível, né? Mas e se os mosaicos? Não é isso? É, mas o bebezinho inclusive fecha a vagina, os grandes lábios, fica parecendo um sacro escrotal sem testículo. É como se nascesse uma criança com criptorquidismo, testículo na barriga, que todo mundo sabe o que acontece. E aí falar, não, é um menino com testículo na barriga.

É só isso, porque fica o clítoris aumentado. Com grandes lábios fechados numa menina bebê, é menino pra quem olha. Aí vai fazer ultrassom pra tentar encontrar o testículo e encontra um útero.

E aí? E aí já era tratado como um menino. Deu nome de menino. Todas as polêmicas da transição de gêneros existem, e eu acho que isso é muito importante, esses pacientes, é uma minoria muito pequena desses pacientes de intersexo, mas que precisam de um acolhimento muito grande, porque são os pacientes que estão no meio do caminho mesmo.

E precisam de ajuda. Então, as cirurgias foram desenvolvidas, principalmente nesses casos. A manipulação dos hormônios também acabou desenvolvendo muito por conta desses casos.

E o uso de hormônio numa paciente grávida. Até doenças que podem estar relacionadas a uma produção irregular de hormônio pode causar essas alterações. Sim, acho que vale realmente um episódio só pra falar sobre isso.

Porque tem muita coisa da transição de gênero que pode... E eu acho que até pra quem não passa pelo processo, não tem ninguém próximo que passe, mas acho que muita gente tem curiosidade de saber como funciona isso. Agora, existe toda essa coisa em relação à libido feminino e à testosterona. Toda essa magia.

Parece que é tudo a testosterona. Existem mulheres que naturalmente têm a testosterona mais alta por doenças. Existem doenças endocrinológicas que cursam com a testosterona mais alta.

Vai perguntar se essas mulheres têm uma libido muito mais elevada que as demais. Não tem. Então, nem tudo.

Não estou dizendo que a testosterona não é importante, tanto é que é uma indicação. Mas é uma fatia de um apito enorme de fatores. E é isso que eu abordo no livro lá.

Tem vários fatores envolvendo a libido feminina, além da testosterona. Então, é uma questão muito ampla. A gente vai deixar o link, né? Pra quem quiser ver o... Eu vou deixar.

Se eu não deixar, vocês podem cobrar aqui no chat. Eu cobro. Ou vocês podem entrar no Instagram da doutora Lorena e cobrar ela.

Isso a gente vai deixar, né? Certinho. Isso está garantido. E agora é importante também a gente falar.

A gente já tinha deixado mais pro final. Até pra tirar dúvida em questão a riscos de produtos falsificados, esses hormônios que são vendidos. Eu mesma já fiz várias reportagens que a polícia invadiu fábricas clandestinas desses produtos falsificados.

Que eles colocavam mesmo o pote de produtos reais ali, mas trocavam o conteúdo. E até sobre essa questão de hormônios que são usados em animais, que as pessoas querem usar em humanos, pra questão sexual, pra aumentar a libido. Eu queria entender um pouco mais quais são os riscos de fato.

Porque a gente vê vendendo muito fácil isso, né? Acho que não acaba sendo proibido. Não sei exatamente qual que é a questão médica envolvida nisso. Mas até em loja de lingerie vende, né? Proibido.

Esses hormônios. Proibido pode denunciar. Por que não pode? Inclusive uso veterinário é uso veterinário.

E o que está nesses undergrounds, lugares que não é pra vender, você não sabe o que tem ali dentro. Você não sabe o estado de conservação, né? Nem conservação. Vamos supor que tenha, mas como é que conservou? Muitos desses medicamentos, eles precisam de até ficar na geladeira.

Refrigerado, conservado. Como se fosse o menor problema, né? Esse é o menor dos problemas. Porque realmente não se sabe.

Sobre medicação que não se sabe a procedência, a semaglutida que é famosa, que tem algumas pessoas aplicando em consultório que não tem evidência. É o Ozempic. É o Ozempic.

Não é liberado. E tem gente que faz ele manipulado. No consultório.

Manipulado não existe. Não existe. É da farmácia.

Aí uma paciente que estava usando, ela dizia que ardia. Ela achava que estava queimando a pele dela, ela aplicando essa semaglutida num consultório. E não fazia efeito de emagrecimento.

Ela agora comprou, né? Passando em consulta regular comigo. Comprou a medicação e disse que não arde nada. Falei, pois é, não sei o que estavam botando em você.

Ela, o que será? Por quê? Falei, não sei. O que tinha ali dentro? Algum ácido, sei lá o que tinha. Então, você não sabe a procedência.

Está colocando algo no seu corpo que você não sabe. E até aqueles mais conhecidos. Tem um nome que eu acho que é bem falado também na internet.

Tesão de vaca. Essas coisas. Isso chega a ser hormônio? Sim, tem hormônios.

Tem tudo quanto é coisa. Catuaba? Não, mas tem desses veterinários. Um bem famoso também.

Stanozolol. É, acho que é. Enfim. Os veterinários.

Os veterinários devem saber. Eu não fiz veterinário, então... É importante também o pessoal desconfiar de quando o preço é muito diferente, né? Daquilo que é comercializado. Porque acho que isso já acende um alerta para... Tem um negócio desses dos hormônios, que são os bio... Biodênticos.

Biodênticos. E os artificiais ainda têm isso. Qual que é a diferença disso? Se tem esse deixado, a sociedade trouxe uma recomendação de não usar esse termo, porque caiu na boca da picaretagem.

Mas existe. Então, a gente não é mais aconselhada a usar esse termo, porque acabou sendo usado como ponto de enganação. Mas o que seria bioidêntico? Qualquer hormônio que seja idêntico ao que é produzido pelo nosso corpo.

E existe, de fato. O hormônio da tireoide, quando a gente repõe, ele é bioidêntico. O estradiol na reposição hormonal é bioidêntico.

As testosteronas utilizadas, humanas, de farmácia e não veterinária, elas são bioidênticas, né? Então, mas agora tem se deixado de usar esse termo por causa da banalização, né? Porque virou um nome para valorizar o produto. Isso é bioidêntico. Então, se é bioidêntico quer dizer que seja bom.

Não, quer dizer que é bioidêntico. Não que esteja sido bem conservado, não que tenha indicação, só está falando que ele é mais parecido com o que a gente produz. A gente produz naturalmente.

E outra, não dá para comprovar que realmente é bioidêntico. Se comprou na academia, você não tem como comprovar se é bioidêntico, se é conservado, principalmente se o personal trainer está prescrevendo isso, o dono da academia, o veterinário. O veterinário é para acabar, né? Doutora, e antes da gente ir também para a parte dos mitos e verdades, que o pessoal gosta bastante, de saber o que está mais falado na mídia, o que é mais conhecido e desmistificar o que acaba sendo mais conhecido.

Também é importante a gente citar, já tem um episódio que fala sobre dietas saudáveis aqui, com a sua participação, mas como que as pessoas podem procurar um caminho melhor para buscar ganhar massa muscular de forma saudável, né? É importante a gente citar. Em relação a mulheres, hábitos, os seis pilares da medicina do estilo de vida. Inclusive, as mulheres que usam só testosterona e não fazem as outras coisas, como dieta saudável, não tem resultado.

Está benéfico, não tem nenhum estético, tem só as consequências. Então, a dieta equilibrada, com a quantidade de proteína adequada, as pessoas comem pouca proteína hoje em dia. Atividade física regular, as pessoas fazem 10 minutos por dia e acham que fazem atividade física regular.

É pouco, né? Recomendação de 150 a 300 minutos por semana. 150 é o mínimo. Subir escada é atividade física? Não, é diferente exercício físico de atividade física.

Exercício físico, atividade é isso, é subir escada. Carregar o filho. Carregar o filho, brincado.

Agora, exercício físico é aquele programado, que você faz com intensidade moderada. Esse de 150 minutos é moderado. Se eu programar para subir a escada... Pode ser.

Você fala, vamos subir 10 minutos seguidos, sem parar, atingindo a frequência moderada cardíaca. Aí, vira um exercício físico. Se vocês me virem parado na escada, esperando, faz o que você está esperando? Mandar o horário para essa atividade física? É a frequência cardíaca moderada, tem que ser elevada.

Tem tudo isso. É, pronto. Um conjunto, então é importante.

Subir a escada estressado que aí está... Importante também o pessoal aproveitar e ver as dietas saudáveis, que é um conjunto para isso, é legal. Bom, então vamos lá, mitos e verdades. Agora, tem bastante coisa, ainda que a gente pode acabar entrando na discussão.

Os hormônios controlam o funcionamento de vários órgãos do corpo. Verdade, muito verdade. A gente até, nesse setor da importância, está envolvido.

Se quiser comentar, aí você pode... Todos os... Eu acho a endocrinologia é tão abrangente por causa disso. O hormônio que vai do cérebro, do intestino, do ovário, por isso que interage com muitas especialidades. A reposição hormonal do menopausa, do endócrino ou do ginecologista? É interdisciplinar.

É que não é um hormônio que se repõe. Um hormônio que se repõe, ele vai comunicar com cada parte do corpo de uma forma diferente. Ele vai comunicar com a pele, ele vai te comunicar com a gordura, ele vai te comunicar com o cérebro.

Tem receptores no corpo inteiro. Alguns vão expressar mais e vão responder. Então, às vezes, essa conversa de hormônios.

O corpo conversa pelos hormônios. E por isso que o equilíbrio é tão importante. O excesso não atrapalha só aquele, atrapalha todos os outros.

Porque o equilíbrio na endocrinologia é... A falta e o excesso fazem mal sempre. Sempre. A falta e o excesso.

Não adianta falar, mas o excesso aqui faz bem. O excesso de testosterona não faz, não se engane. E a falta também faz mal.

E doutora, como que é feito esse diagnóstico? É só clínico ou tem algum exame mesmo que a pessoa consegue... Da falta de testosterona? Isso. No homem, com o exame. Claro que clinicamente.

Sempre perguntando os sintomas. Na mulher, é perguntando. Não existe isso.

O dos M, a testosterona está baixa, preciso repor. Os melhores laboratórios do Brasil, inclusive a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, está lutando para que eles não coloquem limite inferior. Começa com zero.

Não tem limite inferior. É que o limite inferior é uma curva de Gauss. É uma curva de Gauss.

Então, 80% da população das mulheres vão estar naquela faixa que eles colocam no exame. 20% vai estar para baixo, 20% vai estar para cima. Mas não quer dizer que é anormal.

Que é normal. Por isso que alguns laboratórios, podem reparar, não trazem mais limite inferior de testosterona para a mulher, só superior. Você não pode passar o superior.

Agora, o mínimo é zero. O mínimo não existe. Então, para a mulher, não é por uma dosagem que a gente vai indicar reposição.

É por esse diagnóstico do transtorno do desejo sexual hipoativo, baixa libido, que é perguntando a paciente, vendo se não tem outra causa. Quer matar o marido e o libido está baixo, a resolução é a testosterona? Não é. Marido? Vamos lá para o próximo. Já ficou assustado.

Esse aqui a gente citou, mas só para a gente destacar de novo. Se vai ter o próximo, pode destacar aqui. Vai ser só isso.

Em memória. Em memória. Que verdade.

Coloca o celular. Deixa aqui a plaquinha. A gente coloca.

As características sexuais de uma pessoa sofrem influência direta de alguns hormônios. Isso a gente disse que sim e muito. Sim, com certeza.

Mas existe um padrão de normalidade. É claro que existe uma oscilação dentro do normal, mas existe um padrão de normalidade dos seres humanos. Isso não oscila muito.

Oscila entre pessoas dentro da normalidade. Ótimo. O hormônio do crescimento só atua no crescimento dos indivíduos? Mito.

Atua, inclusive é usado como anabolizante, para perder gordura, mas não deveria. Não deveria ser usado. É usado incorretamente como anabolizante.

O hormônio do crescimento no adulto continua tendo efeito com perda de gordura, uma melhora de sensibilidade a outros fatores, melhora de performance atlética, então de esportiva. Em alguns casos pode ser utilizado para isso? Não. O hormônio do crescimento não pode, em nenhuma situação as pessoas usam.

Vai na mesma linha da testosterona para a mulher. Exatamente, as pessoas usam, porque tem lá seus efeitos, mas tem suas consequências também. Aumento de risco de diabetes, hipertrofia do coração, enfim.

Adultos que já cresceram normalmente não apresentam problemas no GH? É a mesma coisa. Existem adultos com deficiência de GH, mas a reposição está toda... Há muito tempo atrás não era nem indicada, agora como a gente sabe que tem outros benefícios além do crescimento, para quem não tem GH, pessoas que fizeram cirurgias na hipófise, cirurgia, tiveram trauma cranioencefálico, tem uma porcentagem grande, inclusive, depois de trauma, de deficiência de GH, e aí tem que ter reposição, mesmo em adultos. É, vai na mesma linha aqui do próximo, que alguns estudiosos defendem que a falta de GH pode afetar o bem-estar psicológico e provocar depressão.

É verdade, isso pode acontecer. É uma coisa que vale a pena comentar, que a medicina é uma ciência de verdades transitórias. Então, o que a gente sabe hoje, pode ser que mude daqui 5, 10 anos.

A gente tem que estar como médicos, a gente é cientista, a gente tem que estar... a gente tem que poder aceitar essas mudanças, aceitar as pesquisas, e tem que ter pesquisa. Então, o entendimento dos hormônios, eles podem ter hormônios novos no futuro, ou ações novas, muita coisa pode ainda se descobrir. A gente tem que estar aberto a isso, porque a medicina que era lá atrás, há 10 anos, era diferente do que é atual.

E se você voltar mais 150 anos, a maioria, quase todos os hormônios não eram conhecidos. Mas 150 não é tanto, entende? Imagina daqui dos 150, vão ter outros hormônios que a gente não sabe. É, até continuando, era a última desse hormônio do crescimento, fala que ajuda a retardar o envelhecimento e pode ser usado para quem quer ganhar musculatura.

Da musculatura a gente falou, mas do envelhecimento... Também, eles usam como anti-aging, mas a melhor terapia anti-aging é seis pilares do estilo de vida. Dormir, comer, fazer exercício físico, não usar drogas, álcool. Enfim, as pessoas querem uma pílula mágica que transforme... Uma pílula mágica.

Uma ponte da juventude, entendeu? Que ela mergulha lá e não faz nada, e sai rejuvenescendo. E vocês dois veem muito isso, né? E interessante que as pessoas veem com essa queixa, procurando uma pílula para rejuvenescer, para... Colágeno? É, colágeno. Uma pílula para ficar mais nova, uma cirurgia para um problema, para tentar resolver de uma vez só.

Sai daqui, vai andar na rua a pé, com poluição, fuma um cigarro... Bebeu cerveja, come fast food... Toma cerveja todos os dias, no final de semana abusa, toma refrigerante... Dorme mal... Não vai em fast food, na hora de dormir fica vendo celular... Me senti atacada. Liga a TV, não faz atividade física... Então, falta muita coisa para essas pessoas, para elas poderem tentar tomar alguma coisa para melhorar, né? Porque, será que eu não preciso de vitamina? Não, você precisa dormir bem, você precisa comer bem, você precisa fazer atividade... Beber água. Tem gente que não toma água, não consegue tomar água.

Ah, eu não consigo tomar água. O que você toma? Refrigerante, Coca-Cola... Suco... Ah, suco é ótimo, é ótimo, é super calórico, é melhor comer a fruta do que tomar o suco. Mas é menos pior do que outros hábitos.

Mas a pílula da juventude, a pílula da saúde, hormônio mágico, não existe. Existe você ter um estilo de vida saudável e aí sim você poder ver se faz sentido, tem alguma melhora, ver com os exames, se tem alguma alteração, se vai trazer um benefício. Agora, não ache que tomar uma medicação vai pular uma etapa, né? É a pílula milagrosa, literalmente.

É a pílula milagrosa. As pessoas querem... A gente vê muito isso no Lipedema, vamos ver se eu estiver vivo até o próximo podcast, a gente vai falar da cirurgia do Lipedema. E a cirurgia do Lipedema, a gente vê muito isso.

As pessoas buscam uma solução rápida para que elas mantenham o estilo de vida decadente que elas têm, né? Então elas querem continuar sendo estressadas, continuar comendo mal, continuar dormindo mal, continuar tendo relacionamentos estressantes, bebendo, fumando, usando drogas, usando drogas para dormir, drogas para acordar e querem resolver tudo rápido. Tem que ser de uma vez só. Em uma semana.

Em uma semana. Ah, tem pós-operatório, tem que fazer drenagem no pós-operatório, querem vir aqui fazer a cirurgia e já na semana que vem já está viajando. Outra pessoa.

Não dá, né? Não é uma máquina, não é uma... Você entra numa cápsula de transformação e você sai nova. Não é isso. Está moderno, mas nem tanto.

Está moderno, mas não tanto. E se um dia existir essa cápsula, eu vou entrar nela. Mas não existe.

Acho que todo mundo está interessado, né? Aí uma dica para os patrocinadores. Exato. Agora eu vou passar um pouquinho mais rápido nos que a gente tem, porque tem bastante tema interessante, mas só para a gente não passar a dourar.

O hormônio tiroidiano pode ser usado sem problemas em fórmulas para emagrecer? Não. Definitivamente não. Como eu falei, equilíbrio.

O excesso de hormônio tiroidiano, quem já vivenciou ele sabe. Palpitação, insônia, queda de cabelo, baixa libido, emagrecimento, diarreia, enfim. Lista enorme, igual.

Enorme. Todas as mulheres podem se submeter à terapia hormonal quando a menopausa chegar? Não. Depende.

Tem contra-indicações. Algumas mulheres têm contra-indicações. Tem que ser bem avaliado.

Não precisa ter medo. É uma ótima terapia quando bem indicada. Mas algumas situações não pode.

Estou adorando a sua explicação resumida, direta ao ponto. Depois que a reposição hormonal é interrompida, a mulher envelhece rapidamente? Também não. Isso não é verdade.

Envelhecimento conta com muitos outros nuances, como cigarro, alimentação, sono ruim, do que somente um hormônio. O hormônio feminino realmente é importante para o colágeno da pele, mas você tem outras maneiras, na medicina estética, de resolver isso. E o envelhecimento também.

O que é o envelhecimento? Não é só uma pele enrugada? Essa é uma questão complexa. Faz parte do processo. Exato.

A terapia hormonal engorda? Também não. De jeito nenhum. Inclusive, na menopausa, há uma associação de mudança de composição corporal no sentido de ganhar alguns quilos.

Isso já se sabe. Começa, inclusive, 10 anos antes da menopausa acontecer. Já está demonstrado que as mulheres ganham algum peso, principalmente central, ou seja, a barriga, que elas menos gostam.

Mas a terapia da reposição hormonal, ela não é em níveis de adolescente. Você não vai ter o hormônio do nível de 15 anos de idade. Não é. É bem mais baixa.

Então, ela não vai engordar, mas se tiver algum benefício, seria favorecer essa composição corporal. Mas também não é utilizada para emagrecer. Como eu falei, a dose é muito baixa.

Certo. A terapia hormonal aumenta as chances de câncer de mama? É complexa essa. Na verdade, ela estimula... O câncer de mama tem vários componentes.

A gente já teve aqui com a doutora Priscila Mastro. Então, você pode estimular o crescimento de um câncer que apareceu, que talvez apareceria. E isso pode acontecer, mas ela é segura.

Então, tem que ser avaliado todos os fatores de risco. Tem que fazer acompanhamento. Fazer acompanhamento.

Se você faz acompanhamento, o diagnóstico precoce, dá tudo certo. E ela é segura. Até fica a dica para o episódio da doutora Priscila.

Ela falou bastante sobre isso. Dessa ligação. Quando que é um sinal de alerta para as pessoas.

Então, o nosso último. A terapia ajuda a prevenir osteoporose? A hormonal, da menopausa. E tanto quanto os homens precisam também.

Quando os homens precisam de testosterona, a gente não gosta desse termo andropausa, porque não é bem um paralelo. Mas os homens que precisam de testosterona, tanto as mulheres, ajuda na saúde óssea, sim. A reposição de hormônios de forma equilibrada.

Agora, doutora, a gente vai para as caixas das perguntas aleatórias ou a gente deixa para o próximo? Pode deixar. Tá bom. Vamos pegar as duas aqui da mão embaralhada.

Perguntas aleatórias. Perigoso. Esse aqui de questões pessoais.

Você pega para mim, eu pego para você. Toma. Será que ele colocou alguma pergunta de propósito aí em cima? Botou tudo igual.

Vamos lá, eu pego para você. Esse aqui é pé furocortante, porque você pode se machucar. Para quem também nunca viu, a gente tira nessas perguntas, enquanto eles abrem, para conhecer melhor os especialistas que vêm aqui, saber questões pessoais mesmo.

Uma série de TV. Gente, fica a dica. Sheldon, eu estou adorando.

É que vocês estão vendo agora? Legal. Dão risadas. É rápido, não atrapalha o sono.

Sugestão de livro. Eu adoro ler. Eu recomendo o livro da doutora Lorena, que é Onde Está... Minha Libido, na Amazon.

Na Amazon. Vamos deixar o link aí. Agora foi o reforço para não esquecer de colocar o link.

Exatamente. Primeiro, obrigada, doutor, pela sua intermediação aqui de novo. E até o próximo episódio, se estiver vivo.

Obrigada, doutora, mais uma vez pela sua participação. Foi super esclarecedor. Foi ótimo, como sempre.

Muito obrigada a você também pela sua participação e companhia aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Conto com a sua participação no próximo episódio. Até mais.

Tchau.

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