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Entrevista sobre Câncer de Mama

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Entrevista sobre Câncer de Mama

O vídeo aborda a prevenção e tratamento do câncer de mama no contexto do Outubro Rosa, com ênfase no diagnóstico precoce. Explica-se que a mamografia anual é re

Perguntas respondidas neste vídeo

A gente tá aí quase em outubro, né?

E o programa faz questão de falar sobre a prevenção do câncer de mama. Então a gente traz hoje aqui a doutora Priscila Oliveiros dos Santos, que é mastologista, e ela vai explicar pra gente sobre prevenção, tratamento.

Programa Freud Explica, roubajmail.com porque o tempo corre e segundo o bloco são perguntas aí, tá bom?

Então eu espero contar com a sua participação. Vamos lá.

Doutora Priscila, muito obrigada pela presença, tá?

Boa tarde, tá. Agrade.

Obrigada, é um prazer estar aqui e vamos conversar um pouquinho aí sobre essa doença que é tão importante, né?

Vamos sim. Me fala um pouquinho essa questão do outubro rosa, que é o mês da prevenção, aonde a gente vê inúmeras campanhas sobre a prevenção.

É, outubro rosa é o mês da prevenção do câncer de mama, né?

Então é uma coisa, hoje em dia, mundial. Começou inicialmente nos Estados Unidos e acabou se espalhando, começou com a iluminação de alguns monumentos públicos com a cor rosa, isso foi se espalhando ao longo do mundo.

Transcrição completa do vídeo

e aceleração. Olá, seja muito bem-vindo. Que bom ter você de volta aqui no nosso programa no Freud Explica. Sinta-se acolhido. Gente, hoje um tema muito importante. Novamente vamos falar da saúde da mulher, tá? A gente tá aí quase em outubro, né? E o programa faz questão de falar sobre a prevenção do câncer de mama. Então a gente traz hoje aqui a doutora Priscila Oliveiros dos Santos, que é mastologista, e ela vai explicar pra gente sobre prevenção, tratamento. Agora corre aí no e-mail, tá? Programa Freud Explica, roubajmail.com porque o tempo corre e segundo o bloco são perguntas aí, tá bom? Então eu espero contar com a sua participação. Vamos lá. Doutora Priscila, muito obrigada pela presença, tá? Boa tarde, tá. Agrade. Obrigada, é um prazer estar aqui e vamos conversar um pouquinho aí sobre essa doença que é tão importante, né? Vamos sim. Me fala um pouquinho essa questão do outubro rosa, que é o mês da prevenção, aonde a gente vê inúmeras campanhas sobre a prevenção. Rapidamente, como é que surgiu essa, porque é outubro, né? É, outubro rosa é o mês da prevenção do câncer de mama, né? Então é uma coisa, hoje em dia, mundial. Começou inicialmente nos Estados Unidos e acabou se espalhando, começou com a iluminação de alguns monumentos públicos com a cor rosa, isso foi se espalhando ao longo do mundo. E com coisas como programas de conscientização, é o mesmo corrida, as caminhadas para levantamento de fundos, né? E é importante que tenha uma fundação nos Estados Unidos que chama a Susan De Komen, que foi fundada pela irmã da Susan, que a Susan teve a câncer de mama com 33 anos. Quer dizer, bem jovem, né? Bem jovem, né? E ela acabou falecendo após três anos. Tá. A irmã resolveu fazer alguma coisa para evitar que mais mulheres passassem por isso e ela fez essa fundação e eles promovem corridas, caminhadas, promovem coisas para angariar fundos para o tratamento, para a pesquisa do câncer de mama. Que é super bacana, porque realmente a prevenção, né? Eu acredito que seja essencial, porque hoje em dia é um câncer de mama diagnosticado rapidamente ele vai ter, quer dizer, uma probabilidade de bote muito pequena, né? Sim, um câncer de mama diagnosticado inicialmente, estágio 1, que é o mais inicial, ele tem mais de 90% distância de cura. Então, o objetivo principal é que nós diagnostiquemos esses tumores inicialmente. E como que se faz isso? Pela realização dos exames de rastreamento. Então, o ônibus rosa é importante, né? A gente não tem que lembrar disso só em outubro, tem que lembrar sempre, mas é legal porque isso entra muito na mídia, então a gente lembra as mulheres, olha, a partir dos 40 anos faça sua mamografia todo ano, né? Por quê? Se a gente diagnosticar bem inicialmente, a chance de cura é enorme, né? Você falou agora pouco, quer dizer, como surgiu, né? A irmã com 32, 33 anos, teve câncer. E a mamografia só após os 40, né? A gente vê muitos casos de mulheres com 27, 30 anos, então por que a mamografia não pode ser feita com menos idade? O que a gente sabe é que a incidência do câncer de mama aumenta com a idade, né? Então assim, o pico de incidência em torno de 53 anos. Ok. E o que se sabe? Por todos os pesquisas que já foram feitas, que a mamografia, ela reduz a mortalidade por câncer de mama, reduz em mais de 40%. Se realizada em mulheres a partir dos 40 anos, tá? Essa redução, ela é muito maior a partir dos 50 anos, mas ela já é visível a partir dos 40. Certo. Por isso que a Sociedade Brasileira de Mastologia, a SOBRAIM, que é a Sociedade Brasileira de Necrologia Obstetrícia, recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos, pra mulheres da população geral sem história nenhuma. Ok. Se a gente pegar o INCA, que é o Instituto Nacional do Câncer e o Ministério da Saúde, eles recomendam mamografias bianuais a partir dos 50 anos, tá? Justamente por isso, porque assim, pra você diagnosticar um câncer numa mulher entre 40 e 50 anos, você precisa fazer muito mais mamografias do que a partir dos 50 que você tem mais casos. Certo. Eu não sei se eu fui claro assim. Não foi, foi sim. Então assim, os estudos mostram essa redução a partir dos 40, os estudos não se fazem mamografia em menos de 40. Tá, quer dizer, são outros aspectos que vão te levar desconfiados, de repente uma mulher de 30 anos, né? Quer dizer. A gente tem, como se diz, a limitação da técnica, né? Ok. Então a mamografia numa mulher muito jovem, ela não é muito boa, porque mulher jovem ela tem as mamas densas, conforme a gente vai envelhecendo, o tecido mamário vai sendo substituído por gordura, e aí a mamã vai ficando mais adiposa, e a mamografia ela é boa pra mamas mais adiposas, quanto mais gordura tiver a mamã, mais coisinhas a mamografia vai detectar. Certo. Então não adianta eu sair fazendo mamografia em todo o mundo, 25 anos vamos fazer mamografia, não, porque eu não vou enxergar nada, e eu vou ficar expondo essa mulher desde muito cedo a radiação, e eu vou predispô-la ter câncer devido à radiação que ela tá acumulando no corpo. Certo. Certo, bacana. Uma pergunta que também é uma curiosidade que as pessoas têm bastante, diferença da mastologista e do oncologista, quer dizer, vamos lá, a mulher fez, através do ginecologista, o pedido da mamografia, ela descobre ali que realmente é um tumor maligno, né, ele encaminha pra vocês, quer dizer, pro mastologista diretamente, ou oncologista, ou depende, como é que é isso? Tá. Bom, o mastologista, a mastologista é uma especialidade relativamente nova, então muita gente nem sabe, mas o que que é isso, né, então mastologia é a especialidade que trata das mamas, tá, então de doenças mamárias, então dor mamária, nódulo mamário e câncer de mama, tá, então se o ginecologista foi lá, pediu a mamografia de rastreamento, viu lá o nódo no suspeito, ele encaminha pra quem, pro mastologista, né, então aí o mastologista vai lá, faz a biópsia, vamos por, fez o diagnóstico do câncer de mama, o mastologista ele vai, vai ver, ó, essa paciente ela é candidata, qual o tratamento, eu vou fazer primeiro quimioterapia, eu vou operar primeiro, porque existem várias modalidades pro tratamento e a gente vai escolher qual, às vezes a mulher precisa fazer todos, às vezes som, e depende e às vezes muda a ordem, ah, primeiro a quimioterapia, ah, primeiro a cirurgia, então o mastologista ele vai ver lá, qual a doença vai estadiar e ver qual é o tratamento, tá, se essa paciente precisa fazer uma quimioterapia, ela vai, geralmente precisa, depende, é hormonioterapia também, também depende, né, quando a gente tá frente a um tumor mamário, a gente faz, a gente fez a biópsia e descobriu, então existe um exame, chama imuno-stoquímica, esse exame ele vê, se tem receptor hormonal, se tem alguma, qual é o grau de proliferação, se é um tumor que multiplica rápido ou devagar, ah, tá, então pra gente saber se vai precisar o hormonal de quimioterapia, a gente tem que levar em consideração o tamanho do tumor, as características que a gente vê pela imuno-stoquímica, né, assim, é, grosso modo, tumores maiores que 3 centímetros precisam de quimioterapia, mas isso assim, é bem grosso modo, né, é muito individualizado hoje em dia, né, o que eu costumo falar pras pacientes, assim, o câncer de mama é uma das doenças mais estudadas no mundo, então assim, todo dia tem coisas novas surgindo, que nem a semana que vem, a semana que vem não, amanhã começa, amanhã começa, né, começa o outro Brujosa e amanhã vai, é, começa o congresso paulista de, de mastologia, e então assim, a gente já soube que vai ter uma aula extra porque saiu um estudo essa semana, que a gente vai ter já uma aula sobre um estudo novo que saiu, isso é bom, né, quer dizer, é, então assim, é muito, as coisas vão surgindo todos os dias, então vai mudando muito, antigamente quimioterapia, ah, quase todo mundo, hoje em dia não, tá, a gente, ah, será que precisas? Às vezes a gente faz um outro teste a mais pra ver se realmente precisa ou não, né, então, números e, eu tava dando uma pesquisada, quer dizer, parece que a incidência, né, de câncer é, tá em segundo lugar na mulher, né, o câncer de mama, o câncer de mama é o segundo câncer mais incidente da mulher, ele só perde pro câncer de pele não melanoma. Isso, o câncer de pele em geral, mulher ou homem, tá, e aí o segundo vem, quer dizer, é um número, mais ou menos, se a gente falar por ano, assim, quantas mulheres por ano, as estimativas do INCA pra esse ano, 2015, é que mais de, que sejam feitas, mais de 57 mil novos diagnósticos de câncer de mama, é bastante, né? É bastante, é bastante. Então, assim, é muito alto e é uma doença tratável e curável, né, então, acho que o que a gente precisa mais bater na tecla é nisso, é no rastramento, na mamografia, no diagnóstico precoce. Sim. Infelizmente, a gente não tem muito o que fazer pra prevenir, né, então, assim, porque a gente sabe coisas que aumentam o risco, né, então, a mulher tem menstruado muito cedo, entra na menopausa mais tardiamente, tá bijismo, fazer reposição hormonal, usar pílula anticoncepcional por um tempo muito prolongado. Ok. Então, assim, são coisas que a gente sabe que aumentam um pouco o risco, mas não tem, é multifatorial, né, uma coisa. Tá, isso é interessante, quer dizer, um câncer de mama, ele obviamente tem uma parte hereditária, a genética, mas há uma parte ambiental. Sim, assim, a parte genética, ela é bem somente 10% a 15% de todos os cânceres de mama são hereditários. Ela é menor. É muito pouco. É interessante, tá. A grande maioria é esporádico, tanto que às vezes as mulheres falam assim, ah, mas eu não tenho nenhum caso de câncer na família. Nunca vou ter, mas fuma e tá. Não é bem assim, então, assim, se você não tem um caso, graças a Deus, que bom, mas isso não te isenta de continuar fazendo um raciamento. E me diz uma coisa, Priscila, é até uma curiosidade minha. Por que que a mulher que, por exemplo, é engravidada, quer dizer, a mulher que não tem filhos tem maior probabilidade do câncer? O que acontece é o seguinte, né, a mama, a nossa mama, ela só termina de ser formada quando a gente tem uma gestação a termo, ou seja, uma gestação que chega até o final. Porque assim, a gente, a mama começa a ser formada lá na vida entre o Terina, então ela forma, a gente nasce, na puberdade continua esse amadurecimento. E só quando a mulher, a mama é preparada para lactação, é que termina formação. Então, assim, a mulher que nunca amamentou, e mesmo a mulher que teve a primeira gestação mais tarde à mente, ela ficou mais tempo com as glândulas mamárias, mais, digamos, imaturas. Não terminou essa maturação. O processo, né, tá? Então, isso é uma das coisas que é um dos fatores de risco, né, entre aspas. Ok, ok. Moças que engravidam muito cedo, isso tem alguma relação? Essas meninas que estão engravidando hoje, com é 15 anos? Não, isso aí seria até um fator protetor. É engravidar cedo, porque ela tá terminando esse amadurecimento. Esse processo. Ela tá ficando esse período que ela tá gestante, que ela tá lactante, sem o estíbulo hormonal mensal que a gente tem durante a menstruação, durante o ciclo menstrual, né? Então, seria de certa forma até protetor, né? E, doutora, quando a gente viu na mídia toda, né, gente, a questão da Angelina Jolie, né, que fez o teste genético, retirou seios, né? Atualmente retirou vários também, útero, né, eu tava vendo. Houve umas, as mulheres ficaram, né, eu quero fazer o teste, né, e parece que no caso dela deu 70%, ela teria 70% de probabilidade, né? Como é que é? Quem é que tá, quem é que precisaria fazer o teste? Vocês recomendariam para quem, né, o teste? É, uma coisa que é importante é assim, é, o que ela fez não é para todo mundo, né? Então, assim, primeiro, por que ela foi fazer o teste? Ela tinha a história, que a mãe dela tinha tido o câncer de mama e câncer de ovário e faleceu de câncer de ovário. Ela agiu corretamente, né? Sim, ela tinha uma história familiar muito importante, né, se eu não me engano a mãe dela já era, tinha a mutação do BRC1, isso eu não tenho certeza, mas eu acho que sim. Ela foi lá e fez o teste genético, o teste dela deu positivo, então ela tem mutação, ela teria um risco ao longo da vida de 70% de câncer de mama. Que é muito alto, né? É um risco muito alto. Então, ela optou por fazer a cirurgia reduitora de risco, que foi a amaseca que tomia profilática. A amaseca que tomia, ela reduz em 90% o risco de câncer de mama. Então, assim, o que é importante é a amaseca que tomia não vai zerar, é impossível zerar o risco, a gente reduz muito, né? Então, reduz 90%. Ok. Mas não é total, né? Porque na hora da cirurgia, assim, a gente tem a mama, tem pele, tem o subcutâneo, a gordurinha e aí começa a mama. Não dá pra gente saber onde acaba a mama e começa essa gordurinha. Então, sempre um pouquinho de tecido mamário vai restar ali. Então, não reduz em 90%. Quer dizer, ela ainda tem um risco muito pequeno, mas existe, né? Então, assim, quem deve ser testada, né? Porque às vezes a paciente chega no consulado, eu quero tirar a mama. Sim. Calma. A Angelina já tirou, eu vou tirar essa. Não é bem assim, né? Então, e outra coisa, tem que tirar o ovário também, porque assim, o BRC é um que aumenta o risco de câncer de mama e de ovário. Ah, ok. Então, por isso que tem que ser feita as duas cirurgias, né? Então, quem que deve ser testada? Pacientes que tenham uma história, né? Então, ou pacientes que tenham diagnóstico de câncer de mama muito jovens, está menos de 45 anos com câncer de mama. Tá. Ou que tenham um câncer de mama e tenham já um parente com câncer de mama em idade jovem, né? Ou pacientes que não têm câncer, mas a mãe teve câncer de mama com 35 anos, por exemplo. Ou tem parente... outros cânceres que também podem estar associados a algumas síndromes familiares. Câncer de tireoide, câncer de ovário, né? Então, assim, tem que ver uma história familiar, né? O ideal é que a pessoa comprometida seja testada. Então, por exemplo, a mãe teve câncer de mama. O ideal é que a mãe faça o teste primeiro. Ah, sério. Porque a mãe é mutada, a mãe tem... é positivo, né? Isso é online. Então, tudo bem. Então, vamos testar a filha. Ok, ok. Porque se a mãe não for mutada, a probabilidade da filha ser menor, né? Sim, claro. Então, é importante isso, assim, a história familiar é a coisa mais importante. Tem um aconselhamento genético, né? Porque, assim, na consulta, a gente até tira uma história, vê lá o heredograma, pais, mães, avós, mas o geneticista, ele aprende a fazer isso muito bem, né? E esse exame, ele é caro ou... É caro. Tá, quer dizer, uma população de SUS não tem acesso, né? Quer dizer, ele é um exame... Não, não, ele é um exame bem caro, né? Então, e também assim, o que é importante? O que que eu vou fazer com esse exame, né? Sim. Porque tem... eu já vi pacientes que não quiseram fazer. Sabe, assim, a mãe tá de câncer, a irmã teve câncer, você quer fazer? Não, não quero. Porque ela... eu vou achar que eu sou uma bomba relógio, não quero fazer. Sim, sim. Então, assim, tendo um resultado positivo, aí sim, a paciente tem que receber as informações do que ela pode fazer. Então, das terapias redutoras de risco, né? Ou seja, a cirurgia tem medicação que dá pra tomar também. Então, cirurgia da mama, cirurgia do ovário. Então, é saber ter o exame positivo implica em fazer alguma coisa, né? Sim, eu fico imaginando a questão emocional da retirada do seio, né? Também tem... tem isso, lá. Quer dizer, presencia isso também deve ser muito complicado pra mulher, né? Como é que é hoje em dia? Qualquer mulher que retira o seio, ela pode ter uma prótise implantada ali no momento ou não necessariamente em todos os casos? Então, desde 2003, existe uma lei que toda mulher com câncer de mama tem o direito a fazer uma reconstrução imediata no momento da cirurgia do câncer. Ah, legal, isso é uma lei. É uma lei, o idioma assinou em 2013. Tá. É, porém, desde que haja condições clínicas, né? Porque às vezes não tem como, às vezes é um tumor já muito avançado, enfim. Mas assim, em grosso modo, toda mulher com câncer de mama tem o direito a uma cirurgia reconstrutória. Então, isso melhora muito a questão emocional, né? Porque assim, a mama, ela é muito importante pra mulheres, né? Ela é um símbolo da feminilidade, então... Ah, sim. É difícil dar um diagnóstico desses, né? Qual certeza vai mexer com a autoestima aí, né? Mexe, e... Então, mesmo com mais idosas, eles falam... Ah, será que mais idosa? Não, mas as vezes pacientes idosas falam... Ah, tem que tirar, mas não, pelo amor de Deus, eu não vou tirar a minha mamã. Aham, é complicado, né? Então, é uma coisa complicada, assim, é difícil, né? Mas... Ok. Então, gente, a gente vai, o papo tá muito interessante, a gente vai entrar no intervalinho e não esquece, manda a sua pergunta aí, programafreudisplica, roubagmail.com e a gente vai estar, a doutora vai estar respondendo aí pra vocês, ok? Então, até daqui a pouquinho. Olá! Voltando com o Freud Explica. Pra você que perdeu, hoje a gente tá falando sobre câncer de mama, prevenção, tratamento. A gente tá com a doutora Priscila. E... Vão pras perguntas porque o tempo corre, né? Você percebeu, doutora? Nossa, é muito rápido. Olha, Elaine Luz, muito querida. Elaine, um beijo. Boa tarde, Tati, é sempre um prazer ouvir você. É comum ouvirmos que câncer de mama não dói. A gente tá falando isso? É, Elaine, antes do programa. Isso é verdade. Uma mulher que fez exames e não havia normalidade, mas que de repente começa a sentir dor no ceio, deve investigar. Um grande abraço. Eu fiz essa mesma questão para o doutor antes do programa. É verdade. Quer dizer, isso é mito ou realidade? O câncer geralmente não vai doer, né? Isso é uma verdade. O câncer de mama não dói, tá? Eu não sei precisar em números, mas a queixa de dor mamária é a mais frequente no constório. Então, assim, a paciente sente dor na mão, mas ela já fica preocupada. Ai, meu Deus, será que eu tô com câncer, né? E acaba indo procurando atendimento. Sim. Então assim, dor não é um sintoma de câncer de mama. O que é perigoso porque a mulher não vai perceber, né? Ela não sente dor e aí... Como que o câncer vai se manifestar geralmente? Como nódulo palpável, como alteração de pele? Então a pele fica grossa com o aspecto de pele de laranja, de casca de laranja. Como sair da de líquido pelo bico do ceio? Então, o que é importante, o que você tá falando para a mulher, é que existem alterações para que ela se perceba? Alterações que podem ser perceptíveis. Nem sempre é câncer, tá? Então assim, que nem a saída de líquido é... Ai, meu Deus da can... Não, né? O líquido suspeito geralmente é o líquido cor de sangue ou transparente, tá? O líquido marrom, esverdeado, isso aí pode ser pelos duquitos... Os duquitos mamários que são os caninhos que levam o leite até o bico do peito. Certo. E esses duquitos, às vezes, eles podem ficar um pouquinho dilatados, mesmo em que aí nunca amamentou. E pode acumular líquido lá e dar essa saída de líquido, né? E dá essa saída, então... Sim, na dúvida, claro, é melhor procurar um especialista, tá? Sim. Mas assim, a dor somente realmente não é uma coisa que... que preocupe a gente. Ok, então não é mito, né? Não é mito. Olha aqui, vamos ver do Otávio. Ele diz o seguinte... Já ouvi dizer que o homem pode ter câncer de mama. Isso é real? Como o homem deve fazer a prevenção, é tão grave quanto o da mulher? É verdade que o homem pode ter câncer de mama, né? O homem tem tecido mamário também, é bem menos do que a mulher. O câncer de mama em homem corresponde a menos que 1% de todos os casos de câncer de mama. É bem raro, tá? Ele vai se manifestar geralmente como um nódulo palpável. Como um nódulo alteração da pele, né? Não tem um exame de rastreamento. A gente não vai sair fazendo mamografia. Mamografia, sim. Não, né? Então o que a gente pode recomendar é exame físico mesmo, se autoexaminar. Existe câncer de mama familiar, câncer de mama masculino com história familiar também. Tem uma mutação em um gene, que é o BRCA2. Tem o BRCA1, que é o da Angelina Jolie. E tem o BRCA2, que ele está presente em grande parte dos tumores de mama masculinos. Quer dizer, o homem também precisa da gente ficar atento, né? Então, até com a próstata, de não querer, não. Deixe aqui... Gente, por favor, né? Verdade. Precisa estar aí. Vamos ver aqui... Aqui a Camila diz o seguinte, do ponto de vista psicológico, a mulher enfrenta melhor hoje o trauma de retirar a mama, já que existe a recomposição com o silicone, ou mesmo assim, a perda de um seio tem um significado mais profundo, mais psicanalítico. Doutora, eu acredito que a mulher sempre vai ter uma questão emocional forte, quando há uma perda, principalmente do seio, que é uma representação da nossa feminilidade. O que você acha? Eu acho assim, o impacto é bem difícil para todas as mulheres. É muito difícil alguém levar numa boa. O diagnóstico é muito difícil. Quando você dá o diagnóstico de câncer de mama, as mulheres ficam geralmente devastadas. Até se a gente pensar que até a questão da químio, da perda do cabelo, também traz para a mulher, né? Quer dizer, essa questão da estética para a mulher é complicada. É bem difícil. Eu acho que ter a reconstrução, ter as técnicas de simetrização mamária, isso melhorou muito para a mulher lidar com isso. Porque ela vai tirar, colocar próteses no lugar, vai ficar parecido, não vai ser tão traumatizante. Eu acho que isso foi um grande ganho. Mas não deixa de ser uma coisa traumática. Eu até falo para as pacientes, ofereço, se elas querem encaminhamento para fazer um acompanhamento psicológico, falo que não é demérito nenhum e não precisar disso, porque as pessoas têm muito preconceito de precisar de ajuda, seja psiquiátrica, seja psicológica. Eu falo que não tem demérito nenhum. É muito difícil o que eu estou te contando aqui lidar com isso. É difícil e às vezes a gente precisa de ajuda. O que é importante, até que eu falei para você que eu ia comentar, que o tratamento do câncer de mama é multidisciplinar. A paciente é minha e acabou. A paciente tem que ter o mastologista, tem o oncologista, tem o radioterapeuta para avaliar se ela vai precisar não da rádio, acompanhamento psicológico, às vezes até psiquiátrico, às vezes com uso de medicação. É uma fase bem difícil, mas tendo esse acompanhamento multidisciplinar as coisas são mais fáceis de passar por isso. É muito bacana. Aqui é a Janaína. Olá, sou a Janaína, tenho 32 anos, tenho uma curiosidade. Como acontece a metástase no nosso corpo? Ela pode acidar durante a retirada de um tumor? Às vezes a gente escuta, em geral, o câncer, a metástase pode acontecer na própria cirurgia, isso é mito ou pode acontecer? O câncer de mama é encarado como uma doença sistêmica. Não é uma doença da mama, mas uma doença do corpo todo. Às vezes, no momento do diagnóstico, por mais que a gente tenha um tumor pequeno, a gente pode ter célula tumoral circulante, ele pode estar lá em algum órgão e dar metástase. A gente lida com probabilidades. Um tumor muito pequenininho, a probabilidade de ter metástase é muito pequena. A gente não investiga. Um tumor um pouco maior já tem maior chance de investigar se tem ou não metástase. Eu posso ter metástase e, quando fiz o diagnóstico, posso fazer metástase e não estou vendo. Muitas vezes a gente indica a quimioterapia por causa disso, porque o que é quimioterapia? É um tratamento sistêmico. É uma droga que vai na veia e vai agir no corpo todo matando possíveis células tumorais que estejam circulantes. Impedir justamente. Impedir que vem acontecer uma metástase. Quando acontece, e é rápido, Priscila, infelizmente é... Geralmente, a metástase... A gente tem uma paciente, por exemplo, teve câncer e foi tratada. No segmento, a gente geralmente não fica pedindo exames para procurar metástase direto. A gente espera para ver se aparece algum sintoma. A gente fica arrastrando e descobriu uma metástase pequenininha ou esperar essa metástase dar o sintoma. Geralmente essa diferença é de cerca de quatro meses e que não muda a sobrevida, não muda o ganho que essa pessoa vai ter fazendo um tratamento mais precocemente. Então, geralmente ela vai dar sintoma. E uma coisa, quer dizer, essa paciente já tratada, operada, ela vai continuar, quer dizer, por quanto tempo precisando fazer acompanhamento? Isso para ver se voltou, quer dizer... Eu brinco que a paciente nunca vai ter alta. Teoricamente a gente pode dar alta depois de cinco anos. Mas, assim, o acompanhamento é da seguinte forma. Terminado o tratamento, então vamos supor. Ela fez cirurgia, radioterapia, quimioterapia. E agora está tomando o hormônio, que é por cinco anos, cinco ou dez anos, dependendo. Quando ela terminou esse tratamento só no hormônio, ela vai ter retornos com o seu massologista a cada três ou quatro meses. Então, ela toma esse hormônio por cinco anos. Se ela tiver a indicação. Então, ela vai ter retornos nos primeiros dois anos a cada três ou quatro meses. Então, retornos para exame físico e mamografia uma vez por ano, anual. Após dois anos do segundo ao quinto ano, retornos semestrais. Mamografia ainda continua anual. E, a partir do quinto ano, retornos anuais. Quer dizer, que a probabilidade de cair muito. Cair muito. Se ela não voltou em cinco anos... Pode voltar, pode. Mas já cai muito, tá? A recorrência ocorre geralmente nos dois primeiros anos. Então, por isso que nos dois primeiros anos, que a gente faz um acompanhamento mais restrito. Porque se aparecer alguma coisa, a gente já pega. Essa recorrência é alta. A taxa, quer dizer, não necessariamente também. Depende do tamanho do tumor. Depende de que tratamento a gente fez. Aqui a Flávia diz o seguinte. Boa tarde, muito bom ter meu programa de hoje. Obrigada, Flávia. Comecei a ter cistos, duros nos seios e sentidores. Isso pode ser perigoso? Estou entrando na menopausa, tenho 48 anos. Cistos são doenças mamárias benignas. Então, eu brinco... E eles doem. E eles doem. E as vezes dano do lupus pável. Mas, assim, se ela foi ao médico, fez os exames, o médico falou que é cisto, não há o que se preocupar. Cisto realmente é perigoso. Essa reação dela de estar próxima da menopausa, pode trazer esse cisto? Cisto tem a ver ou não? Não, assim, às vezes pode até melhorar com a menopausa. Porque como vai ter uma queda hormonal, às vezes melhora justamente porque vai ter menos hormônio, vai ter menos variação hormonal que existe com o ciclo menstrual. Então, a tendência é que até melhora com a menopausa. Certo. Aqui é a Amanda, doutora Priscila. O câncer de mama pode ser adquirido após um grande trauma emocional. Já li alguns relatos sobre isso. Algumas mulheres que adquiriram o câncer de mama ou ovário após separações ou situações de perdas. Isso faz sentido. As pessoas geralmente comentam muito essa relação do psicossomático, do que adquiro com uma dor emocional. E na sua visão, você acha que é possível isso? Eu acho que não é que a pessoa adquire com o trauma emocional. O trauma emocional faz cair a defesa do organismo. Então, tem uma queda da imunidade e isso pode fazer. Você já tem ali uma predisposição. Já tem uma mutação. Com a queda da imunidade, aquela mutação começa a se replicar e aparece o tumor. Então, para mim, a explicação é essa. Sim. E aí, qualquer coisa, quando você está com realmente um estresse, uma depressão, você está propenso a... Está propenso a deixar que o que não é para crescer cresça. Exato. Porque as suas defesas não estão prontas para ir lá e frear isso. Exatamente. Exatamente. Há uma coisa que a gente percebe muito também. A pessoa que tem o câncer é curiosa. Mas, realmente, quando ela tem aquela vontade de vencer, realmente... Ah, essa... Quer dizer, parece que o corpo reage melhor. Reage melhor. Eu acho bonito isso, ser humano. Sim. É bem interessante. Aqui, dá a sandrinha. Boa tarde. Gostaria de saber da doutora se existem cistos nos seios, que não sejam câncer, a gente falou do cisto, e mesmo assim perigosos. Quer dizer, existe algum cisto que não seja um tumor maligno, mas... Assim, o cisto é benigno, o que tem nódulo, nódulo sólido. Ok. O cisto é diferente do nódo. Sim, o cisto é uma bichiga, uma bolinha de líquido. Ok. O nódulo é sólido. O nódulo pode ser benigno ou maligno. Então, de acordo com as caras... Vai o nódulo palpado, a gente vai lá, faz exame, pelo exame, seja mamográfico ou ultrassom, ele é suspeito ou não suspeito. E a gente vai optar por investigar ou não. Então, a gente pode fazer uma biópsia, por exemplo, que não é câncer, mas dá uma coisa benigna, mas que pode ser câncer. Ok. Existem coisas benignas que é melhor tirar, porque a gente não sabe se isso aí pode progredir. Ou, às vezes, a biópsia pode subestimar, porque a biópsia é uma amostra. Então, uma professora minha falava da... fazia analogia da caixa de laranja. Se você pegar uma caixona daquelas de laranja, que tem lá 50 laranjas, você tirar uma laranja e ela tiver boa, quer dizer que todas estão boas? Não, pode ter uma podra ali. Claro, claro. Então, a biópsia é uma amostra. Então, às vezes, um resultado de biópsia pode vir benigno, mas um benigno que a gente fica na dúvida. Então, às vezes, tem que tirar esse nó do lo mesmo tendo vindo benigno. Ok. Então, existem muitas coisas entre o benigno e o câncer. E o câncer, que é? Tem muita coisa. Sim, a gente está com tempo, mas dá pra ler mais uma questão aqui, do Pérez. Ele diz o seguinte, boa tarde. Passei por uma experiência muito traumática quando minha ex-esposa teve câncer de mama. Eu queria ajudar em tudo o mais alto estima dela, acabou ficando muito baixa e ela me deixou. Não seria importante alertar os maridos em como agir nessas situações. Ficamos com os pés fora do chão também. Obrigado, Pérez. Interessante, Pérez. É, eu acho até... Vai ser complicado, realmente, né? É complicado, bem para o homem, né? Sim, é complicado. Não só para o marido, para os filhos, para a família. Para a família. Porque isso altera a dinâmica familiar toda. Claro. Então, assim, eu acho que é bem importante o marido, o companheiro, os filhos estarem presentes. Então, se puderem acompanhar a paciente nas consultas, tirar as dúvidas também. Porque é difícil para todo mundo. Então, assim, às vezes a consulta acaba até sendo uma sessão de terapia. Eu tenho paciente que eu conheço a família inteira. Vai todo mundo na consulta. Eles me contam das DRs. Um reclama do outro para mim. Mas, assim... É um momento de confluir. É um momento tenso, né? Claro. Então, eu acho que, assim, estar presente é bem importante. Buscar ajuda às vezes também vale a pena, que nem eu falei antes de buscar ajuda psicológica, para lidar com isso. Porque, realmente, é complicado. Sim, quer dizer, essa ajuda psicológica não só a mulher, mas... Mas, às vezes, a família toda. Mas, às vezes, a família é toda. Mas, às vezes, a família é toda. Mas, às vezes, a família é toda. Mas, às vezes, a família é toda. Como é que eu vou lidar com essa pessoa que está com câncer? O que eu acho que é mais importante, assim, não tratar a pessoa como doente. Assim, eu tenho história pessoal. A minha mãe teve câncer. Não foi de mama. Mas, às vezes, as pessoas queriam tratá-la como doente. Eu falei, não, para. Não trate a pessoa como doente. Continue tratando como ela sempre foi. Ok. E eu falo para os pacientes. Se é egoísta, se é fácil de quem não te traz coisas boas. Ah, sim. É o egoísmo saudável. Sim. É que é importante. Mas, tem aquele meu vizinho que fica falando um monte de coisa. Não vai mais na casa dele. Não deixa ele na sua casa. Exatamente. Conviva com pessoas que te tragam coisas boas. Isso sempre, né? Sim. Eu acho que isso vale entrar tudo. Exatamente. Mas, nesse momento, nesse momento mais ainda, porque você precisa de pessoas que te puxem para cima. Com certeza. Não contrário, né? Com certeuma. Então, eu acho que isso é importante. Doutora, adorei, viu? Eu gostei muito. Muito bom o tema. Vamos voltar porque é sempre bom estar falando sobre isso. Muito obrigada. Imaginar. Obrigada a você pela oportunidade. Gente, eu até brinquei com ela. Eu estou adotando a família Mato. Semana que vem, a gente vai falar de cirurgia plástica. Inclusive, até voltar um pouco na questão dos seios também. Então, eu vejo vocês na próxima quarta-feira. Um beijo muito grande. Até lá. Legendas pela comunidade de Amara.org

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