O tema central abordado é a saúde masculina, com foco na andropausa e na reposição hormonal com testosterona. Explica-se que a andropausa, ao contrário da menop
Isso tem que ficar bem definido. O homem que tem o diagnóstico de deficiência androgênica, que não é tão simples de fazer, mas quando você detecta que tem níveis de testosterona baixos, a reposição só vai trazer benefícios, e não vai aumentar o risco de câncer de próstata.
Nesse contexto de hipogonadismo associado ao envelhecimento, que é a diminuição da testosterona associada à idade, a gente tem opções, existe uma ou outra opção, porque também existe o que a gente chama de hipogonadismo funcional.
Não, isso é bem importante você trazer até, eu que gosto muito do assunto, estudo muito, o grande problema que a gente vê hoje em dia é o abuso, já tem vários estudos, vários artigos que falam sobre isso, que chamam a atenção sobre esses riscos, e são pessoas jovens, em geral, que estão fazendo abuso da testosterona.
Nessas pessoas, tanto homens que atingiram uma idade mais avançada e os níveis de testosterona caíram, como jovens que, por alguma doença crônica, o maior exemplo dela é a obesidade, tem essa queda dos níveis de testosterona, a reposição pode auxiliar, a ausência da testosterona, a pessoa fica com anemia, com osteoporose, com fadiga, disfunção erétil, enfim, até depressão, humor deprimido está vinculada à deficiência de testosterona.
Então eles têm a produção normal. Então eles colocam a testosterona em níveis suprafisiológicos, três vezes, quatro vezes maiores do que seria fisiológico.
Vamos agradecer ao Emanuel, que é quem tem gravado nossas lives. Essa é a nossa segunda live, então realmente a gente tem muito para aprender, mas a intenção de fazer a live é que as pessoas possam interagir e mandar mensagens para a gente saber se está indo tudo bem, como que está o vídeo, se tiver dúvidas. Eu acho isso muito legal.
Bom, o tema de hoje, eu já falei, eu não sei se você pegou ou não, é Novembro Azul, porque Novembro Azul é o mês da conscientização da saúde masculina. Todo mundo já sabe que o câncer de próstata é um câncer que mais mata os homens, ou deveria saber, porque é muito grande a suicidência, mas é um tema que a gente tem que abordar, não só o câncer de próstata, mas sim a saúde masculina. Muitas vezes o homem foge de ir no médico para não fazer um exame preventivo e deixa de ir no médico para tratar da diabetes, tratar da pressão alta, tratar de outras doenças.
E tem um tema que eu acho que está muito relacionado com o câncer de próstata, que é um tabu. Na verdade, é um tabu dos homens que entram na andropausa. A andropausa, a doutora Lorena, que está aqui hoje, vai explicar o que é a andropausa.
Vai falar sobre a reposição hormonal, que é um tabu nos homens. Os homens precisam começar a pensar em alguns tratamentos, e existem tratamentos que têm evidência e que têm melhora na qualidade de vida do homem. Então, para isso, hoje a gente trouxe a doutora Lorena Amato, endocrinologista, adulto e pediátrico, desde criancinhas pequenininhas até as pessoas mais idosas, e sempre tentando buscar um estilo de vida, uma qualidade de vida para os pacientes.
Então, obrigada, doutora Lorena, por participar hoje. E eu queria começar perguntando o que é andropausa. Então, esse termo, é tão discutido esse termo andropausa, porque vejam só como é diferente entre as mulheres.
O termo veio do termo menopausa. E a gente sabe que todas as mulheres em torno dos 50 anos de idade, em torno de, vão experimentar a menopausa, que é a interrupção da menstruação, e na verdade a falência da função dos ovários. Só que nos homens isso é um pouco complexo, porque usa esse termo andropausa como se fosse algo paralelo, mas a gente sabe que os níveis de testosterona nos homens caem no decorrer dos anos, tanto por produção testicular, quanto por produção, também os andrógenos das adrenais também caem.
No entanto, não são todos os homens que vão passar por isso, não é numa idade tão cedo em geral como as mulheres, e não é de forma abrupta, pausa para a menstruação, os níveis dos hormônios masculinos vão caindo no decorrer dos anos. Só que a gente sabe que alguns homens não experimentam, uma queda acontece, mas não a níveis significativos como acontece nas mulheres, zera a produção hormonal dos ovários. Nos homens nem todos, caem um pouquinho, mas ainda ficam em níveis satisfatórios em alguns.
A questão é quem são esses que sofrem dessa andropausa, esse termo com as críticas que eu falei, porque não dá para fazer um paralelo igual, e quem não vai sofrer, isso é uma grande questão. Mas essa reposição hormonal em homens, ela tem risco de câncer, ela causa câncer? Isso tem que ficar bem definido. O homem que tem o diagnóstico de deficiência androgênica, que não é tão simples de fazer, mas quando você detecta que tem níveis de testosterona baixos, a reposição só vai trazer benefícios, e não vai aumentar o risco de câncer de próstata.
Eu conheço de hormônio, testosterona, eu conheço mais, mas vamos dizer, a população geral quando fala em hormônio em homem, fala testosterona. É só testosterona que é usada para reposição, mas também já ouvi um tal de GH, ele também é usado ou não? Quais são os hormônios que usam? Nesse contexto de hipogonadismo associado ao envelhecimento, que é a diminuição da testosterona associada à idade, a gente tem opções, existe uma ou outra opção, porque também existe o que a gente chama de hipogonadismo funcional. Indivíduos que não são idosos, mas por terem alguma condição de doença, como obesidade, por exemplo, mesmo jovens, eles podem ter o declínio da testosterona.
Então, nessa condição de hipogonadismo, o uso é da testosterona, não necessariamente em idosos, depende da situação. O GH cai com a idade, mas não existe, se você não tem uma deficiência de GH por uma lesão na hipófise, não tem indicação de repor GH em situação alguma. Mas esse negócio da testosterona, assim, vai lá no vestiário, toma uma injeção, puxa ferro e fica forte, acho que as pessoas que estão assistindo querem saber se elas podem também repor, porque ela pode estar se sentindo que tem a testosterona baixa na academia.
É a mesma coisa, o mesmo hormônio? Não, isso é bem importante você trazer até, eu que gosto muito do assunto, estudo muito, o grande problema que a gente vê hoje em dia é o abuso, já tem vários estudos, vários artigos que falam sobre isso, que chamam a atenção sobre esses riscos, e são pessoas jovens, em geral, que estão fazendo abuso da testosterona. O que, de forma bem simplificada, que muitos não sabem, é que quando você usa a testosterona de fora, você inibe a sua produção, então quando você para, você vai ter uma deficiência real, você vai sofrer os efeitos, porque quando você usa de fora, o corpo entende que você não precisa mais, então ele para de produzir. Pode ter atrofia testicular.
Então é diferente, aquela pessoa que não produz a testosterona, a reposição de testosterona pode ter muitos benefícios, porque ela não está mais produzindo e pode ter alguns benefícios, mas quais são esses benefícios que o indivíduo que não produz terá fazendo essa reposição de testosterona? Nessas pessoas, tanto homens que atingiram uma idade mais avançada e os níveis de testosterona caíram, como jovens que, por alguma doença crônica, o maior exemplo dela é a obesidade, tem essa queda dos níveis de testosterona, a reposição pode auxiliar, a ausência da testosterona, a pessoa fica com anemia, com osteoporose, com fadiga, disfunção erétil, enfim, até depressão, humor deprimido está vinculada à deficiência de testosterona. Então, as pessoas que realmente têm deficiência, qualquer que seja a causa, daí tem que investigar, fazer essa reposição vai retornar tudo isso, não vai deixar que a pessoa fica anêmica, vai restaurar a saúde óssea muscular, vai restaurar eventualmente a sensação de fadiga. Osteoporose também melhora? Sim, com certeza.
Então, e quais são os riscos do indivíduo fazer essa reposição? Então a gente já sabe que o indivíduo que não produz fazer essa reposição ele vai ter benefícios, mas aquele indivíduo que está fazendo na academia essa reposição porque está faltando testosterona para fazer exercício, para puxar ferro, quais são os riscos que esse indivíduo está se submetendo? Isso é uma conversa, eu vejo muitas pessoas defendendo que tudo bem o uso da testosterona, porque esses indivíduos, como eles têm a produção normal, em geral quem está na academia é saudável, né? Então eles têm a produção normal. Então eles colocam a testosterona em níveis suprafisiológicos, três vezes, quatro vezes maiores do que seria fisiológico. E a gente sabe, na medicina, na vida, tudo é um equilíbrio, né? Na endocrinologia isso é muito pertinente.
Hormônio de mais ou hormônio de menos sempre vai fazer mal. Então querem discutir, falar, ah não, faz mal. A gente sabe o que faz, tudo que passou ou que faltou, na endocrinologia... Até faltar água faz mal, ou em excesso a água faz mal.
Também pode fazer. Então quer dizer, tudo é um equilíbrio. Então se você coloca a sua testosterona, você é jovem, em níveis suprafisiológicos e pra você atingir aqueles corpos, né, de fisiculturista, tem que ter um estímulo exógeno, tem que ter níveis suprafisiológicos.
E nessa condição tem repercussão negativa. São várias, né? O pessoal que defende isso fica colocando que não, que não tem SUS, mas tem, tá muito estabelecido quais são. Tá, então a gente sabe que tem a pessoa que teve a queda pela idade, diminuiu a produção, vai ter benefício.
A gente sabe que tem um indivíduo que tá na academia, que exagera e tem seus riscos, mas existe aquele paciente jovem ou que teoricamente não entraria numa andropausa, mas que tem o nível de testosterona baixo. Existe esse paciente, uma paciente mais jovem fazendo reposição ou não? Existe, e é o que eu falei do hipogonadismo funcional, em geral associado à doença crônica. Qualquer doença crônica pode acontecer.
Tá, mas o que é hipogonadismo funcional? Eu já tenho dificuldade de entender. O hipogonadismo é a queda dos níveis de testosterona. Funcional é que tá relacionado a alguma doença crônica.
Eu dei aqui o exemplo da obesidade, mas pode ser o diabetes também, mal controlado. Só de ter essa doença crônica, depois a gente pode falar até do pós-COVID também, que é uma situação particular. Pós-COVID? O COVID causa hipogonadismo? Pode causar hipogonadismo.
A gente fala gônada, a gente fala gônada, é o testículo, é isso? Sim, é o testículo. Então é o testículo que tá funcionando pouco, é isso? Hipo é de pouco, hipo e gônada, então é o testículo que não produz testosterona e hipogonadismo, é isso? Sim. Pode ser por uma causa central ou por uma causa testicular.
Então o COVID pode causar isso? Pode. O COVID é muito recente, os estudos com essa doença são muito recentes, com o número de pacientes muito pequeno, então é muito difícil a gente extrapolar, mas teve um estudo com biópsia testicular de pacientes que tiveram COVID e mostrou... E que morreram, né? E que morreram, que fazer biópsia testicular nos vídeos. E aí mostrou um orquídeo, uma inflamação dos testículos e a gente sabe que tem uma queda, né? Pós-COVID é muito comum.
Pode ser tanto pelos medicamentos utilizados, é muito comum usar dexametasona no tratamento do COVID, que é um corticoide que pode inibir a produção testicular, como também existe uma inflamação testicular, isso pode acontecer na pós-COVID. Então talvez seja um novo grupo aí que talvez precise de testosterona. E aí o paciente com obesidade, ele pode ter também níveis de testosterona abaixo, né? Muito frequente.
E aí é por conta da aromatase, é isso? Uma enzima que tem na gordura? Vários mecanismos, vários mecanismos. Um deles, esse pode ser, que se chama aromatase, é uma enzima que tem na gordura que converteria a testosterona em estrogênio, que é o hormônio feminino. Então faria isso, mas não é só isso.
Vários mecanismos e um dos mais aceitos é a inflamação crônica que o indivíduo obeso tem. E que talvez inibir. E isso prejudica a produção de testosterona.
Interessante. Mas então tem uma outra dúvida dos meus pacientes aí, como eu sou cirurgião plástica, eu trato muito paciente que tem ginecomastia. Ginecomastia é um aumento da glândula mamária em homens.
E ela está associada ao uso de anabolizantes, principalmente de testosterona. Mas se é um hormônio masculino, por que que causa o aumento da glândula mamária? Porque quando você coloca em níveis suprafisiológicos, o que é isso? Mais alto do que o normal? Bem mais alto, que é o que eles fazem. Porque o normal eles já têm.
Então pra ter aquela composição corporal que eles querem, tem que colocar em níveis bem altos. Você acaba aumentando a conversão dessa testosterona que está em excesso para estrogênio, que vai estimular o crescimento mamária em homens. Eles já sabem disso e já usam um inibidor dessa conversão.
Já está no pacote das pessoas que usam os esteroides anabolizantes, eles já colocam na prática esses inibidores de aromatase no copo pra já não ter a ginecomastia. E aí esse testosterona que as pessoas usam, dependente da indicação, ele é injeção, ele é via oral ou ele é um gelzinho mágico que você passa? Então a reposição de testosterona, o mais antigo é intramuscular, ou seja, injeção. Hoje a gente tem os que duram até três meses, mas tem as mais antigas que tem que fazer semanal ou a cada duas semanas.
Temos os géis, nem todo homem gosta de passar gel todo dia, tem muito risco de contaminação pra quem tem crianças, então tem que ter um cuidado muito grande. E tem uma promessa de lançar nos próximos anos uma medicação via oral, porque já tem alguns via oral, mas os que temos atualmente, além de ter uma baixa potência, tem um risco de lesão hepática do fígado. Metabolização é pelo fígado, então é pelo risco do fígado.
Mas tem uma promessa de lançar um via oral que não tem esse prejuízo. A gente ainda não está no final do vídeo, a gente está no começo. Eu chamo todo mundo que está assistindo pra colocar uma pergunta aqui, a gente vai tentar responder.
Esse vídeo vai ficar no nosso canal do YouTube, então quem quiser fazer uma pergunta, pode também fazer pergunta diretamente pra mim, mas também eu acho que esse assunto a doutora Lorena vai responder com maestria. E eu acho muito importante, qual é a nossa segunda live, seria muito legal se todo mundo que estivesse assistindo já curtisse o vídeo, mesmo a gente tendo essa dificuldade de começar no horário, mas foram problemas técnicos, e se possível inscrever no canal. Acho que isso aí melhora, a gente tem mais um incentivo.
E mês que vem a gente também já está querendo trazer um outro tema, que é por conta do dezembro laranja, algo relacionado à pele. Então a gente vai trazer a Dermato aqui pra tratar, pra discutir sobre isso. E aí a gente já vai pensar em novos temas pro ano seguinte.
Então a gente vai continuar aqui com a nossa live sobre reposição hormonal em homem, saúde masculina e andropausa. E aí a gente está falando de saúde masculina, mas aí falando de testosterona, eu não consigo ficar sem fazer uma pergunta. Mulher usa testosterona? Pode usar? É uma indicação? É off-label? Porque às vezes eu vejo que tem algumas mulheres aí que vem com a voz até mais grossa.
Então, na verdade existe uma única... Isso tem assustado muito a gente endocrinologista no consultório. A gente tem visto pessoal usando testosterona à torta direita, se é o menor critério, em doses masculinas. Então assim, é complicado, porque se a mulher não quer se transformar num homem, que é a situação do transgênero, que nesse caso a mulher quer se transformar num homem, então ela vai usar a testosterona pra virar homem.
Se não é essa a intenção da mulher, é muito complicado ela usar um hormônio masculino se ela é uma mulher. As mulheres têm testosterona? Tem. Mas em níveis bem mais baixos que o estrogênio.
Então cai a produção no decorrer dos anos? Cai, assim como nos homens. Só que se você tem, por exemplo, uma situação que as mulheres mais procuram, uma situação de uma mulher jovem que não tá na menopausa, que usa a testosterona em doses altas, ela vai ficar masculinizada. Por que elas procuram isso, mesmo sem querer virar homem? Porque elas querem ganhar massa magra.
Então a gente sabe que a testosterona aumenta a massa magra, diminui a massa, isso é fato. Massa magra, eu não sei, é músculo? É músculo. A pessoa fica mais musculosa, e hoje em dia tá um modismo de se tornar mais musculosa.
Um fenótipo, uma aparência mais forte, mais masculina. Mais forte, com menos gordura. Mais definição de musculatura.
Musculatura. Qualquer coisa do homem tem a definição, né? Eu tenho um corpo super definido. Um monte de testosterona mesmo.
Mas assim, o problema é que também as mulheres querem, a gente não tá falando de atletas que é doping, né? Mas elas tinham um objetivo de performance, de ganhar de massa magra. São pessoas que não estão na academia e que querem uma fórmula mágica. E eu já falei, a medicina estética existe, tá aí, pra deixar as pessoas mais bonitas, né? Pra tirar hormônios com fins estéticos não é uma boa opção.
A gente tem a dermatologia, a cirurgia plástica, que tem excelentes resultados estéticos, então você apelar para hormônios com fins estéticos não é uma boa opção, e é isso que acontece. Então, mulher, usar testosteronidade jovem com fins estéticos não tem indicação? Pode prejudicar a função dela reprodutiva, né? Tudo, tudo. Reprodutiva.
E uma indicação de uso de testosterona em mulher, uma única. Qual? Que é o transtorno do desejo sexual hipoativo, que em geral, tem esse termo, né? Mas é libido baixo, em geral na pós-menopausa, quando a mulher já tá fazendo reposição do estrogênico ao hormônio feminino, né? Porque você não vai transformar ela em homem, então você tem que dar o hormônio feminino, e mesmo assim ela tem essa queixa, a gente pode manipular. Por que manipular? Porque a gente não tem apresentação pra mulher no Brasil, não tem todas as apresentações de homens são pra homens, você pode manipular em dose baixa como gel de testosterona.
Isso tem uma indicação, as sociedades reconhecem, mas é muito bem particular. E aí, então, TRT é o quê? Eu sei que esse negócio de hormônio, pessoal, se você colocar TRT, você vai conseguir um monte de informação. O que é essa sigla, TRT? Terapia de reposição de testosterona.
Então, é a sigla da musculação, né? Da academia. Que o pessoal usa, né? Que o pessoal usa. Colocar no Google não aparece.
Mas é importante saber que pra uso em academia tem seus riscos, né? Pras mulheres também. Mas o que acontece nas mulheres? É carácter secundário, vai ficar com a voz grossa, vai ter aumento da definição, vai ter aumento de clítores. Esse é o problema.
Eu até tava discutindo com algumas pessoas. Quando a mulher busca, acaba usando, ela, em geral, não tá bem orientada desses efeitos colaterais. Porque se ela souber, se ela quer virar um homem, um transgênero, legal, você pode usar.
Por quê? Porque ela sabe o que é. Mas, em geral, a mulher não está ciente que os benefícios, né, eles não superam os efeitos colaterais. Porque se fosse só ganho de massa magra, imagina, se fosse só isso, ia ser um remédio maravilhoso. Mas não é. Tem outros efeitos colaterais que pesam muito.
E elas não estão cientes disso. Pensendo nesse risco, e assim, tem alguma coisa que eu posso comer? Alguma alimentação específica que aumentaria a testosterona? Pra tentar fugir de bombar e tentar dar uma otimizada na testosterona. Sei lá, a minha tá em 200, eu quero colocar em 500.
Se tiver 200, tem que repor, porque já tá baixo. 200 já pode repor? 340, depende da referência. Então, vamos lá.
Eu quero aumentar a testosterona, mas eu sou careta. O que eu faço? Não, careta não. Tá fazendo as coisas certas.
Então, não existe nenhum alimento específico que aumente a testosterona. Por mais que as pessoas queiram... E aquelas pílulas que você compra nos Estados Unidos, lá na farmácia? Pílulas, maca. Eu tenho uma lista, tá ali.
De fitoterápicos. Tem alguns consultos em animais. Nenhum com evidência.
As pessoas ficam chateadas quando a gente fala que não funciona. A pessoa fica brava. Como não funciona? Tudo que eu queria era falar que funciona.
Não funciona. Então, assim, não funciona. Esses fitoterápicos ainda não tem.
Claro, a medicina é ciência de verdades transitórias, mas tudo indica, os estudos que mostraram que não mudam esses fitoterápicos na reposição de testosterona. Mas na dieta, uma coisa faz toda a diferença. Dieta saudável.
Porque, como eu falei, esses homens que experimentam a andropausa, com todos os vieses aí desse termo, né, eles não eram saudáveis. Ou seja, tinham obesidade, tinham diabetes, e a gente sabe que uma dieta saudável previne tudo isso. Então, se você quer otimizar a sua testosterona, tenha hábitos saudáveis e realmente otimize.
Atividade física, alimentação saudável. Tono de qualidade. Eu vou te falar, você falou que o alimento não, mas o obeso, se o obeso diminui, não ser obeso... Exatamente.
Eu falei que não um alimento específico, mas uma dieta, um hábito alimentar, sim. Então, as pessoas não querem ouvir isso. Ficam chateadas quando a gente fala mais uma vez que hábitos saudáveis vai resolver os problemas delas.
Mas é isso que, de fato, faz diferença. Se você quer envelhecer de uma maneira saudável, você tem que ter hábitos saudáveis por sua vida. E isso otimiza a testosterona.
Homens, tem alguns estudos que mostram que cada 4 pontos de aumento no IMC, cai a testosterona como se você tivesse vivido 10 anos. Então, você fica com a testosterona 10 anos de mais idade. Por exemplo, se você aumentar 4 pontos no seu IMC, você tem a testosterona de 10 anos a sua idade.
Compatível com os homens mais velhos. A obesidade diminui a testosterona. O COVID talvez se diminua.
Doenças crônicas. Doenças crônicas diminuem. E a gente sabe que o... Drogas ilícitas.
O uso de drogas também ilícitas. O que mais? O álcool também vai diminuir. A gente sabe que a testosterona é reposição.
Pelo menos na cirurgia plástica, a gente tem uma indicação bem interessante de testosterona. E quem é médico sente isso, que é na UTI. O paciente que está bem debilitado, fraco na UTI, existem alguns trabalhos mostrando uma recuperação desse paciente usando testosterona.
E na plástica, a gente tem isso nos queimados. São pacientes que têm um consumo muito grande. Eles ficam sem musculatura.
Então, para ter uma musculatura até mesmo para tirar a intubação, para ganhar na ventilação e conseguir evoluir. Então, tem indicações. Sarcopenia é uma indicação que existe e que a gente tem que levar em consideração.
Um risco que a gente tem que levar em consideração é ginecomastia. Por exemplo, eu não opero um paciente com ginecomastia que está fazendo uso de testosterona, porque eu vou retirar 90% da glândula mamária e o pouquinho que ficou o paciente, se ele continuar com esse estímulo, ele vai ter recidiva. Então, não tem porquê operar um paciente desse.
O paciente que usa esses hormônios é uma impressão minha, mas eles sangram um pouco mais. Parece que eles têm uma vasodilatação maior. Então, também não é um paciente muito bom de fazer cirurgia.
Mas também, talvez, é uma impressão. Então, precisaria avaliar um pouquinho melhor. E, basicamente, acho que é isso.
É só testosterona o hormônio de homem. Esse negócio de GH, GH é um hormônio de crescimento. É um hormônio que a criança tem que ter para desenvolver e crescer.
Então, tem homens aí que eu vejo que fazem essa reposição da academia com o GH. E o GH tem riscos. Quais são esses riscos do GH? Tem efeito nos adultos, tanto é que a gente tem.
A gente tem menos produção, mas tem lá seus efeitos. Mas os riscos do uso do GH sempre é esse. Quando a pessoa vai usar algo que ela já tem, ela tem a produção.
Então, se ela está colocando de fora, ela tem que colocar para ter algum benefício em níveis suprafisiológicos. E isso tem as repercussões. E é só a gente lembrar de um modelo.
Os leigos não vão saber, mas existe um modelo de doença que tem excesso de GH, que a gente chama de acromegalia. E esses pacientes têm uma série de repercussões. Que é a testa grande, queixo grande.
Insuficiência cardíaca. Então, tem outras complicações. Apneia do sono, câncer de colo.
Então, a pessoa fala, mas não tem estudos. Mas a gente já tem um modelo. Mas aí usa num período e isso é cumulativo.
E vai ser lá para frente o câncer. Talvez, não tem como saber. Então, às vezes, não tive nada enquanto eu estava usando, mas depois de cinco anos que parou, tenho.
Isso que é o problema. O médico que vai ver não é muitas vezes o que acabou prescrevendo. Eu vejo algumas reposições hormonais femininas totalmente erradas.
E tem paciente que tem... Ele esconde que fez. Ele fez a reposição e só fala para o homem. Olha, doutora, de ginecomastia eu vejo isso.
Eu usei, mas minha esposa não sabe. Então, acho que também tem esse tabu. A reposição, então, ela tem indicação.
Ela é bem-vinda. Ela melhora a qualidade de vida do paciente. Quando tem deficiência.
Quando bem-indicado, quando identificado. E esse indivíduo que é identificado é pelos níveis de hormônio. É isso.
Só pedia essas queixas que você falou de cansaço, perda de potência... Disfunção sexual. Disfunção sexual. Essas queixas que acompanham.
E o que vai determinar é a dosagem da testosterona no sangue? Sim. Tem que dosar, tem que ter dosagem repetida e confirmada. Não pode ser só um.
Não pode ser um, né? Porque, às vezes, o paciente faz um exame e o exame é que está errado. Não, não tem que ser só um. Não tem que ser de manhã.
E se pode ter o exame da testosterona para todo mundo ou não é rotina? Tem que ter sintomas. Imagina a pessoa que chega para um check-up sem queixa nenhuma. Você faz uma boa consulta médica, claro.
Pergunta. Porque, às vezes, a falta de queixa é a falta de uma boa conversa com o paciente. Se você perguntar, ele vai ter queixas.
Mas se não tiver de fato. A pessoa está vivendo bem, está feliz, está sem queixas, veio só para um check-up. Não tem porquê.
Se não tem nada de alterado no exame físico e na história, não tem porquê você pedir testosterona. Até porque você vai dar um problema para a pessoa que ela não tinha. A pessoa não tinha nada e aí você fala, você tem esse problema, a testosterona baixa.
Você fala, mas o que isso está repercutindo na minha vida? Porque pode ser que tenha sintomas. Aí tem a questão de uma má entrevista médica. A pessoa não perguntou, não falou.
O paciente tinha uma disfunção erétil ou tinha uma fraqueza muscular que não foi interrogada. Aí isso já é outros 500. Mas se você faz uma boa anamnese, que é a entrevista médica, não tem porquê para pessoas saudáveis que não têm outras comorbidades você dosar testosterona.
Muito menos em mulheres, né? Porque a gente vê até em mulher. É, eu vejo que as pacientes veem mulher com testosterona baixo. E eu não entendo porque isso seria um problema, né? Exato.
O cara é preocupado se tivesse uma paciente mulher com testosterona alta. Exato. Bom, a gente já está finalizando nossa live, né? Eu acho que os temas que eu gostaria de abordar eram esses.
Eu gostaria de saber se alguém aí da plateia que está assistindo tem alguma pergunta. E se quiser pode escrever aqui no nosso YouTube. Aqui coloca no chat, pode mandar.
Se alguém tiver alguma dúvida pode seguir a doutora Lorena. É doutora.dra.lorena.indocrno lá no Instagram. Seguem ela.
O meu é arroba meuplastico.pro. Podem também mandar mensagem aqui. A gente tenta responder todas as mensagens que estão aqui. A gente gosta disso, é legal.
A gente tem ideias para gravar vídeos com base nisso. Então vocês são os criadores do canal. O canal não é a gente que saiu fazendo vídeo.
Vocês vão criando essa demanda e a gente vai fazendo. E é importante curtir, comentar, compartilhar. Compartilha para aquele sobrinho ali que está na academia.
Ou para aquele tio que está um pouquinho mais triste, que está mais acamado. Então acho que tem várias indicações. Precisa de um profissional vendo aqui.
A gente tem a doutora Lorena Amato aqui para uma avaliação endocrinológica. Mas a gente tem aqui o doutor Marcos. Então vou aproveitar que o doutor Marcos está presente aqui na nossa plateia.
Que é o nosso geriatra. Ele já cuida bastante gente aqui na família. É uma pessoa excelente.
E eu acho que o geriatra é quem acaba identificando esse paciente. E é quem acaba tratando dessa saúde masculina. Eu acho que muitas vezes, infelizmente, os homens só procuram um profissional para tratar da saúde masculina.
E é já na hora do geriatra. E é um trabalho para o geriatra. Porque ele tem que juntar tudo que nunca foi trabalhado.
Não tem dúvidas aí? Não tem dúvidas. Então a gente vai finalizando por aqui. Muito obrigado e até mais.
Lorena, agradece. Obrigada também a todos que participaram e até a próxima.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.