O vídeo aborda a diferenciação entre deformidade postural e cranioestenose, condições que afetam o formato do crânio em bebês. A deformidade postural é adquirid
Vamos lá, primeiro eu gostaria de diferenciar a deformidade postural do que nós chamamos de crânioestenose.
Quando o bebê nasce, ele pode ter, durante o trabalho de parto, e dependendo da posição que ele estava intraútero, ter levado algum tipo de alteração no segmento cefálico, na cabecinha do bebê, e aí ele nasce às vezes com algum tipo de amassado, a cabecinha geralmente na parte de trás da cabeça tem um amassado.
Crâniostenose, por sua vez, é o fechamento de uma ou mais das suturas cranianas, como nós veremos aqui nessa ilustração. São as linhas que estão no nosso crânio que servem para direcionar o crescimento do crânio.
Na nossa opinião, a órtice crâniana, ela tem uma indicação bastante restrita nas deformidades posturais, então, mais uma vez, é importante que se defina muito bem o que é uma deformidade postural, ou seja, é uma deformidade adquirida em que o bebê nasceu e a posição dele vai levar o crânio a ficar amassado, principalmente na região de trás, e na crâniostenose, há um fechamento da sutura, e esse é um problema em que a criança já nasce com o defeito.
Hoje nós falaremos sobre um assunto extremamente frequente no consultório do Neurocirurgião Pediátrico, que é a deformidade do crânio. Quando nós devemos nos preocupar e quais são as principais diferenças que definem quando uma deformidade craniana é motivo de preocupação? Quando o capacete ou a órtice craniana pode ser utilizada, existe tratamento para a deformidade craniofacial? Vamos lá, primeiro eu gostaria de diferenciar a deformidade postural do que nós chamamos de crânioestenose. Bom, o que é então a deformidade postural? Quando o bebê nasce, ele pode ter, durante o trabalho de parto, e dependendo da posição que ele estava intraútero, ter levado algum tipo de alteração no segmento cefálico, na cabecinha do bebê, e aí ele nasce às vezes com algum tipo de amassado, a cabecinha geralmente na parte de trás da cabeça tem um amassado.
A tendência é que após uma ou duas semanas, essa deformidade vai se resolver. Isso é uma deformidade causada pela presença ou pela posição fetal. E naqueles casos em que, por exemplo, o bebê precisa ficar internado por muito tempo numa UTI, ou nasceu prematuro, ficou muito tempo, às vezes, na incubadora, e ele ficou deitadinho lá muito tempo.
Nessas situações, às vezes, o peso da cabeça vai levar uma deformidade na parte posterior do bebê. Ele nasceu com a cabecinha redonda, normal, mas ao longo dos primeiros meses nós observamos uma deformidade nessa parte posterior da cabeça. Isso nós chamamos de deformidade postural.
Vejam bem, isso não é um problema que há necessidade de tratamento cirúrgico, mas sim da correta identificação. Na dúvida, procure sempre um profissional que vá esclarecer essas dúvidas e na investigação dessas deformidades posturais, nós geralmente recomendamos a realização de uma radiografia simples do crânio, que é suficiente para que nós possamos identificar com bastante clareza todas as linhas que nós chamamos de suturas cranianas que estão presentes e aí nós definimos, nós concluímos o diagnóstico como sendo uma deformidade postural. Então eu falei no início desse vídeo sobre a diferença entre a deformidade postural e a crâniostenose.
Então vamos lá, o que é crâniostenose? Crâniostenose, por sua vez, é o fechamento de uma ou mais das suturas cranianas, como nós veremos aqui nessa ilustração. São as linhas que estão no nosso crânio que servem para direcionar o crescimento do crânio. A grande diferença entre crâniostenose e deformidade postural é que a crâniostenose, o bebê já nasce com a deformidade craniana e a partir do crescimento do bebê a deformidade ela se torna cada vez mais aparente.
Isso vai depender de qual sutura está envolvida, o bebê vai ter um determinado tipo diferente de crâniostenose. Enquanto que na deformidade postural nós observamos que geralmente o bebê nasce com o crânio normal e no momento em que ele fica muito tempo deitado na mesma posição o peso da cabeça vai levar a uma deformidade, ou seja, é uma deformidade adquirida. Nós sabemos que a partir de 1992 houve uma recomendação da Sociedade Americana de Pediatria para a prevenção da morte súbita do bebê.
A partir dessa recomendação, que tornou-se internacional, houve um aumento da incidência das deformidades posturais, porque os pediatras começaram a recomendar que os bebês ficassem deitados em decúbito dorsal, ou seja, apoiados com a parte de trás da cabecinha, evitando assim que houvesse um risco, por exemplo, quando eles ingerissem o leite e pudessem às vezes aspirar aquele leite numa outra posição. Obviamente essa recomendação é extremamente importante, mas também é fundamental que os pais sejam orientados, principalmente quando observamos que já existe uma certa deformidade na cabecinha do bebê, que esse bebê toque de posição. Então nos primeiros meses, quando ainda há o desenvolvimento da musculatura do pescoço do bebê, o recomendável é que ele fique de lado, lado esquerdo ou lado direito, e após 3, 4 meses, quando ele já sustenta bem a cabeça, já tem reflexos, principalmente o reflexo de retirada, ele pode ser colocado, quando já existe, por exemplo, uma deformidade na parte de trás da cabeça, ele pode ser colocado com a barriguinha virada para baixo e a cabeça virada ou para o lado direito ou para o lado esquerdo.
Resumindo, a deformidade postural ou a deformidade adquirida, ela ocorre a partir do nascimento do bebê, e geralmente as mudanças posturais são necessárias e têm grande impacto melhorando o formato da cabecinha do bebê, enquanto que na crâniostenose isso não ocorre, ou seja, o bebê já nasce com o defeito, com o defeito relacionado àquela linha, àquela sutura envolvida, e esse defeito vai ficando cada vez mais aparente. O diagnóstico radiológico, num primeiro momento, pode ser feito através da radiografia simples do crânio, e naqueles casos em que há confirmação da crâniostenose, nós solicitamos uma tomografia com reconstrução em três dimensões, que servirá também para um planejamento do tratamento. Uma outra dúvida muito frequente é em relação à utilização do capacete ou da órtice crâniana.
Então, quando deve ser utilizado, quais são aqueles casos em que nós indicamos o capacete? Na nossa opinião, a órtice crâniana, ela tem uma indicação bastante restrita nas deformidades posturais, então, mais uma vez, é importante que se defina muito bem o que é uma deformidade postural, ou seja, é uma deformidade adquirida em que o bebê nasceu e a posição dele vai levar o crânio a ficar amassado, principalmente na região de trás, e na crâniostenose, há um fechamento da sutura, e esse é um problema em que a criança já nasce com o defeito. O capacete ou a órtice crâniana, ele geralmente pode ser utilizado para aqueles casos em que a deformidade postural, ou a deformidade adquirida, ela é muito significativa, ela é bem importante. Nesses casos, em crianças geralmente abaixo de 6 meses, o capacete pode ser indicado.
Existem alguns cuidados quando nós indicamos o capacete. Vale lembrar que a criança, ao longo do primeiro ano de vida, ela vai crescer bastante, e principalmente a cabecinha é uma das estruturas que mais vai se desenvolver ao longo do primeiro ano de vida. Isso significa que nós teremos que fazer ajustes no capacete.
Então, ao longo do primeiro ano, dependendo da idade em que foi colocado o capacete, serão necessários entre dois e três ajustes desse capacete. Outro cuidado importante é a higienização, porque quando nós indicamos o capacete, ele deve ser colocado e permanece por cerca de 23 horas por dia, então o tempo prolongado. E nós moramos num país em que é um país quente, é um país tropical, a higienização deve ser realizada de forma correta para que não ocorra nenhum tipo de lesão no couro cabeludo do bebê.
Nos acompanhe, estaremos aqui para responder dúvidas, deixe seus comentários, deixe suas sugestões e nos siga no canal do Instituto Amato.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.