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Lipoaspiração é o Tratamento Definitivo do Lipedema?

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Lipoaspiração é o Tratamento Definitivo do Lipedema?

O lipedema é uma doença genética que se expressa após alterações hormonais e não possui tratamento genético disponível atualmente. A lipoaspiração específica, q

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Perguntas respondidas neste vídeo

Não há mais lipedema após a lipoaspiração, após a cirurgia do lipedema?

Vamos falar sobre isso. Inscreva-se no nosso canal, aproveita esse minutinho aí, clica lá embaixo no sininho também, a gente continua fazendo os vídeos exatamente porque vocês estão se inscrevendo, e vamos falar então sobre a cirurgia.

Então vamos lá, uma cirurgia que é uma lipoaspiração bem específica, uma lipoaspiração em que a gente tem que preservar o sistema linfático, o sistema vascular linfático, mas essencialmente o que ela vai fazer?

Ela vai tirar essa gordura depositada, essa gordura doente em membros inferiores.

Tirar essa gordura doente vai mudar a genética?

Não, não vai mudar a genética, então a cirurgia ela é incapaz de tratar definitivamente o lipedema. O que ela vai fazer sim, e é o objetivo principal, é melhorar a mobilidade, é melhorar os sintomas, esses são os objetivos principais.

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Transcrição completa do vídeo

Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar de novo sobre um assunto que me interessa muito, que é o lipedema. Eu vou falar sobre o tratamento cirúrgico. Será que o tratamento cirúrgico do lipedema é o tratamento definitivo? Problema resolvido, então? Não há mais lipedema após a lipoaspiração, após a cirurgia do lipedema? Vamos falar sobre isso.

Inscreva-se no nosso canal, aproveita esse minutinho aí, clica lá embaixo no sininho também, a gente continua fazendo os vídeos exatamente porque vocês estão se inscrevendo, e vamos falar então sobre a cirurgia. O lipedema é uma doença genética, já falei isso várias vezes aqui no canal, ou seja, você nasce com esse gen e não existe até hoje nenhum tratamento genético que seja efetivo. Existem sim várias pesquisas nessa mudança do gen, mas ainda não é aplicável na prática clínica e o lipedema ainda não foi identificado qual é o gen exatamente que está causando o problema.

E essa doença genética vai ter uma alteração, ela vai se expressar após uma alteração hormonal, então tem muitas mulheres que carregam o gen e não expressam a doença, e tem outras que expressam a doença mais cedo, outras mais tardiamente. Então vamos lá, uma cirurgia que é uma lipoaspiração bem específica, uma lipoaspiração em que a gente tem que preservar o sistema linfático, o sistema vascular linfático, mas essencialmente o que ela vai fazer? Ela vai tirar essa gordura depositada, essa gordura doente em membros inferiores. Tirar essa gordura doente vai mudar a genética? Não, não vai mudar a genética, então a cirurgia ela é incapaz de tratar definitivamente o lipedema.

O que ela vai fazer sim, e é o objetivo principal, é melhorar a mobilidade, é melhorar os sintomas, esses são os objetivos principais. Secundariamente, ou até terciariamente, pode trazer um benefício estético, mas isso não pode ficar na frente da melhora e da preservação da mobilidade e da sintomatologia. Então quando a gente faz um tratamento cirúrgico, a ideia é que a paciente se mantenha bem por um bom tempo, mas para que isso aconteça é necessário que haja e seja feito o tratamento clínico.

O tratamento clínico ele vai ensinar a paciente a como controlar essa doença, como diminuir a inflamação e como evitar a progressão. Veja, já está descrito em vários trabalhos científicos a adipogênese. A adipogênese é a formação de novas células de gordura depositadas por essa alteração e inflamação no sistema linfático.

Então depois que uma gordura é retirada, ela pode voltar, de certa forma, é mais normal quando a gente pensa numa lipoaspiração de outra área ou de uma gordura que não seja do lipedema, não é comum voltar. Até as células podem voltar a crescer, mas quando a gente está falando de lipedema, toda a patogênese da doença é diferente. Então essa deposição de gordura pode voltar a acontecer por causa da inflamação.

Então tenho visto algumas pacientes que vêm aqui depois de uma lipoaspiração feita no passado, muitas vezes sem até saber que tinha lipedema e que voltaram com todos os sintomas. Como elas melhoraram na época com a lipoaspiração, elas entendem que a lipoaspiração é o único tratamento do lipedema e não é. Principalmente nesses casos é importante que seja feita uma conscientização, que haja um entendimento de que há um tratamento clínico para cada objetivo. O objetivo pode ser melhora do sintoma, pode ser diminuição volumétrica dos membros, pode ser melhora da mobilidade, pode ser melhora de alguma comorbidade.

Então às vezes a gente trata o lipedema pensando na melhora dos sintomas associados a outra doença que esteja lá também. Então o tratamento clínico se faz necessário para todas as pacientes do lipedema e infelizmente o tratamento cirúrgico não é tratamento definitivo. É sim uma grande esperança, é sim uma grande chance de melhora, mas a gente não pode colocar como aquela bala de prata que vai resolver todo e qualquer problema ligado ao lipedema, porque não vai.

Então é muito importante que todas as pacientes que desejam fazer uma lipoaspiração, primeiro tenham a conscientização da existência do tratamento clínico, mas não só isso, que considerem muito o momento de fazer essa cirurgia, porque ao fazer a cirurgia não tem mais volta. Então pode ficar bem, que é o que a gente deseja, é o que a gente busca, é o que a gente tenta fazer para todo mundo, mas existem outras limitações associadas à cirurgia e que têm que ser entendidas. E outro aspecto é a sincronização do que o paciente quer com o que o médico tem que oferecer.

Então a busca estética às vezes está em primeiro lugar, enquanto o médico está buscando a busca da melhor mobilidade e da diminuição dos sintomas. Então tem que haver uma sincronia do que o paciente está querendo, qual é o objetivo do paciente com o objetivo do médico. Então o tratamento cirúrgico está aí para ajudar como uma ferramenta a mais no tratamento das pacientes com lipedema.

Não deixe de conversar com o especialista no assunto sobre todas as possibilidades que estão na mesa e evitem, se possível, fazer a cirurgia numa crise inflamatória, naquele momento de pior dor, naquele momento de pior sintomas. O ideal é a gente tratar clinicamente, atingir o seu melhor estágio clínico, a sua melhor situação clínica e aí tomar uma decisão consciente. Nesse momento você não vai estar sendo coagida pela dor a tomar uma decisão cirúrgica, vai ser uma decisão sua, uma decisão feita com informação e com conscientização.

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Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.