💬 Canal WhatsApp

Como o estresse afeta o nosso corpo - Instituto Amato

Mais sobre este vídeo

Como o estresse afeta o nosso corpo - Instituto Amato

A reação de alerta, ou estresse agudo, é um mecanismo fisiológico natural e breve que prepara o corpo para enfrentar uma ameaça imediata. Ela envolve a liberaçã

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

O que acontece para se viver numa civilização?

Ninguém pode reagir a todo momento ao estresse que vive.

E o que acontece?

Esse estresse, essa tensão, ela fica por muito tempo. E esses hormônios que são liberados nesse momento para esse tipo de reação, eles permanecem no organismo. E se não se dá uma solução para o problema, eles continuam.

Transcrição completa do vídeo

Eu sou Marisa Amato, sou professora livre docente da Universidade de São Paulo e cardiologista aqui do Instituto Amato. E hoje nós vamos falar sobre um tema que afeta muitas pessoas, que é o estresse. O nosso corpo está preparado para quando tem um medo, para quando tem um problema, quando precisa sair correndo para fugir, ele desencadeia algumas reações para ter energia e força para conseguir, vamos dizer assim, escapar o perigo. E isso nós chamamos de reação de alerta. Ela é no momento do fato, no momento que a pessoa identifica esse problema, ocorrem liberações no cérebro, essas liberações são hormônios que vão agir no organismo inteiro, preparando o organismo, por exemplo, para uma fuga. Essas são as reações de alerta e elas são feitas, elas ocorrem para a pessoa ter um curto espaço de tempo, desempenhar um exercício muito forte. Ela é uma reação normal e natural para durar pouco tempo. E essas reações imediatas afetam principalmente o aparelho cardiovascular. Então a frequência cardíaca aumenta, a pressão arterial aumenta, capacidade respiratória aumenta, aumentando o número de vezes que se respira e há profundidade para aproveitar melhor o oxigênio. Há uma liberação de glicose, do açúcar no sangue para dar mais energia e essas são as, e há uma redistribuição do sangue. Ou seja, os músculos que vão ser usados para uma luta, para uma corrida, para uma fuga, eles recebem mais sangue nesse momento. Então há um rearranjo, há uma redistribuição do sangue no organismo. Então as pessoas ficam com as mãos com as extremidades frias no momento de grande tensão, porque o sangue está indo nos órgãos que vão ser aproveitados de outra maneira. O que acontece nos dias de hoje? O que acontece para se viver numa civilização? Ninguém pode reagir a todo momento ao estresse que vive. E o que acontece? Esse estresse, essa tensão, ela fica por muito tempo. E esses hormônios que são liberados nesse momento para esse tipo de reação, eles permanecem no organismo. E se não se dá uma solução para o problema, eles continuam. Agindo em nosso organismo. Então as principais doenças causadas pelo estresse contínuo, constante por essa resistência ao estresse, são as doenças do aparelho cardiovascular. Do ponto de vista da parte psicológica, o estresse afeta muito, ele causa irritabilidade, insônia, diminui a capacidade de trabalho das pessoas. Essa angústia e tudo isso acaba levando à obesidade. A pessoa come compulsivamente. E uma série de problemas, a obesidade acaba levando a diabetes. E entramos num ciclo vicioso. Aí, às vezes, a origem de tudo isso foi apenas o estresse. Esse período de resistência que o organismo tem ao estresse, ele tem um limite. Chega um momento em que os órgãos entram em falência. E não dão conta mais dessa adaptação e os problemas se tornam muito mais sérios, podendo chegar até a morte. Eu digo para as pessoas, dê um jeito de controlar o seu estresse, porque vai ter um momento que ele vai controlar você. E existem diversas técnicas para amenizar o que nós vivemos no dia de hoje. Temos uma maneira de avaliar o grau de estresse. Quem se interessar pode entrar no site e calcular o seu grau de estresse. Se você gostou desse vídeo, compartilhe com seus amigos. E se quiser saber outros temas, inscreva-se em nosso site.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.