Varizes são veias dilatadas e tortuosas devido a uma insuficiência venosa ou válvular, que podem evoluir de telangiectasias (vasinhos) para quadros mais graves,
Em primeiro lugar, varizes é uma doença extremamente frequente na população, incrivelmente fácil de fazer o diagnóstico. Muitas vezes, o paciente chega pra gente já falando, olha, eu sei que eu tenho varizes.
Normalmente, a pessoa chega, já sabe que as varizes estão lá e tá pedindo o tratamento pra isso e quer realmente saber qual é o melhor tratamento, o que dá pra fazer no seu caso.
Então, nesse vídeo, eu vou tentar tirar essa dúvida.
Varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis ao olho nu. Então, por causa de uma insuficiência venosa ou válvular, ou seja, as válvulas dessa veia param de funcionar, o sangue que deveria subir, retornar pra circulação, ele acaba descendo, causando uma dilatação dessa veia.
Na cirurgia tradicional, essa técnica se chama stripping. Na verdade, é um arrancamento. Você puxa essa veia, arranca, tira ela de circulação de forma que o sangue não vai mais passar por essa safena.
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre os tratamentos não cirúrgicos, como evitar uma cirurgia no tratamento de varizes. Então, quais são os tratamentos disponíveis? O que a gente pode fazer? Em primeiro lugar, varizes é uma doença extremamente frequente na população, incrivelmente fácil de fazer o diagnóstico. Muitas vezes, o paciente chega pra gente já falando, olha, eu sei que eu tenho varizes. É difícil a gente precisar falar pra alguém que não sabia que tinha varizes, que tem varizes, é bem raro, né? Normalmente, a pessoa chega, já sabe que as varizes estão lá e tá pedindo o tratamento pra isso e quer realmente saber qual é o melhor tratamento, o que dá pra fazer no seu caso. Se você tem varizes, se você conhece alguém que tem varizes, pega esse vídeo, pega o link lá em cima, encaminha pra essa pessoa, pra seu familiar, pro seu grupo da família, pros seus amigos, porque realmente vai te ajudar, é informação muito útil, porque tem muita coisa na internet, tem muita opção hoje em dia e a gente sempre vai ficar na dúvida, o que é melhor pra mim? Então, nesse vídeo, eu vou tentar tirar essa dúvida. Então, em primeiro lugar, o que são varizes? Varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis ao olho nu. Então, por causa de uma insuficiência venosa ou válvular, ou seja, as válvulas dessa veia param de funcionar, o sangue que deveria subir, retornar pra circulação, ele acaba descendo, causando uma dilatação dessa veia. E essa dilatação, com o passar do tempo, passa a ser visível e causa uma hipertensão nessa região, uma hipertensão venosa. E aí, esse sangue acaba extravasando, saindo da veia, causando um processo inflamatório ali ao redor, que pode trazer dor, cansaço, peso. E com o tempo, pode causar manchas, pode causar dermatite crônica. E com mais tempo ainda, pode acabar levando ao aparecimento de úlceras venosas, aquelas grandes feridas nas pernas. Então, tudo começa com aqueles pequenos vazinhos, as telianjectasias, que muitas vezes têm uma questão mais estética do que de doença, apesar de ser uma doença. E aí, com o evoluir dessa doença, acaba tendo veias maiores dilatadas, veias maiores ainda, veias mais importantes, veias tronculares, como as safenas. Às vezes, o sistema venoso profundo também está comprometido. E com o passar do tempo, acaba tendo a insuficiência venosa crônica, que são as lesões de pele e subcutâneo decorrente dessas varizes. Então, vamos supor que você tenha varizes e você está assistindo o vídeo aqui para saber exatamente qual é a melhor cirurgia ou o melhor tratamento não cirúrgico para você. Eu vou responder aqui, mas você tem que saber qual é o seu tipo de vazinho, qual é o seu tipo de massiculação, qual é o seu tipo de varizes. Então, você já tem uma úlcera venosa, você tem só vazinho, tem aquelas veias dilatadas e tortuosas, mas não tem enchaço ainda, não tem adermatitiócreas. É importante definir, classificar a doença para depois entender qual é o melhor tratamento para você, porque cada tratamento vai ser direcionado para um tipo de veia. Muitas vezes, não é possível a gente tratar um paciente com um tratamento só, porque ele tem vazinho, telenejectasia, ele tem veias varicose, ele tem a safena doente, então a gente acaba tendo que usar vários métodos somados para ter um resultado melhor. E é muito importante entender o risco e o benefício de cada tipo de tratamento. Obviamente, quando a gente fala de cirurgia, a gente tem a possibilidade de oferecer os tratamentos com o menor risco possível, que são os tratamentos minimamente invasivos. São tratamentos que a gente consegue fazer por um furinho bem diferente do tratamento antigo, que era com corte, que tinha que arrancar a safena. Hoje em dia, a tecnologia permite que a gente faça procedimentos que não entrariam dentro de uma cirurgia invasiva. Ficaria no meio termo entre o tratamento clínico e o tratamento cirúrgico. Então, quando a gente fala de cirurgia, a gente está falando basicamente da safenectomia. É a cirurgia mais tradicional. Existem outras, tem cirurgia aditiva, ligadura de crosta, tem um monte de cirurgia. Mas a mais tradicional é a safenectomia. Safenectomia significa retirar a safena de uma forma cirúrgica. Qual que é a forma de retirar? Na cirurgia tradicional, essa técnica se chama stripping. Na verdade, é um arrancamento. Você puxa essa veia, arranca, tira ela de circulação de forma que o sangue não vai mais passar por essa safena. Mas não vai fazer falta essa safena? Bom, se essa safena está doente e está levando o sangue para o sentido contrário do que deveria, não, não vai fazer falta. Obviamente, tirar uma safena que está funcionando, ela vai fazer falta, dá para viver sem. Mas a gente não sai tirando safena saudável. Quando a gente fala dos tratamentos não cirúrgicos, os procedimentos, por exemplo, existem vários tipos de escleroterapia. Então, a escleroterapia, o que é? São substâncias que a gente injeta dentro dessa veia e que têm a capacidade de destruir, de causar uma flebite controlada naquela região. E essa flebite vai desencadear o fechamento dessa veia. Então, a escleroterapia, ela pode ser realizada tanto em microvasos, vazinhos, telenjectasias. E aí, tem um quesito estético. Mas existem substâncias que permitem que a gente faça também a escleroterapia em vasos grandes. Então, existe o tratamento da escleroterapia, por exemplo, da safena. Então, veja, que eu estava falando da cirurgia de stripping da safena. E agora eu estou falando da escleroterapia com polidocanol, com espuma, de uma veia grande, que é a safena. É possível? É. O resultado não é o mesmo, não dá para comparar. Quando a gente faz uma escleroterapia com espuma de uma safena, o índice de resolutividade é bem mais baixo. Não tem como comparar o resultado. Nos guidelines, a escleroterapia desses vasos é considerado como um tratamento secundário, principalmente utilizado quando não tem a possibilidade de fazer um tratamento melhor. E o tratamento melhor não é o tratamento cirúrgico que eu falei, é o outro que eu estou para falar aqui para vocês. Então, vamos lá, o que quer dizer? Se eu faço a escleroterapia de uma safena, é porque eu devo estar na impossibilidade de fazer o outro tratamento melhor. E essa impossibilidade pode ser várias, pode ser não tenham acesso, está muito caro, ou ninguém aqui na minha região faz esse tratamento. Então, aí tudo bem. E a gente pode pensar no tratamento escleroterapico como uma forma de postergar a evolução dessa doença. Agora, existe a escleroterapia também dos microvasos com outras substâncias. Por exemplo, a glicose, o polidocanol numa dose mais baixa. Então, para fins estéticos, o resultado é muito bom. Obviamente, cada substância vai ter seus riscos benefícios, conversa bem com o seu médico antes de tomar uma decisão. E normalmente eu tento sempre buscar o que tenha o menor risco e a melhor resolutividade. E para a gente conseguir isso, muitas vezes a gente tem que associar métodos. Então, um método de escleroterapia que não é químico, é o método térmico. Ou seja, a gente usa o laser para causar um dano nessa parede térmico. A luz vai lá e danifica essa parede de forma a causar o fechamento desse vaso. Então, se a gente usa um laser numa potência mais baixa, mais uma escleroterapia que pode não ser tão forte assim quando usada sozinho, e a gente associa vários métodos, a gente acaba tendo um resultado melhor com menos risco de mancha, com menos risco de uma trombose e flebite, por exemplo. Então, veja que eu comentei do laser, mas agora eu estou falando do laser superficial. Quando a gente pega aqueles vazinhos bem superficiais e visíveis, que o laser é capaz de atravessar a parede e chegar lá esquentar esse vaso. São vasos menores, são vasos em que não tem uma profundidade muito grande, então, porque ele tem que atravessar a pele. Então, esse é o tratamento do laser transdérmico. Eu estou mencionando isso porque eu vou falar do laser endovascular também, que é o laser que a gente faz por dentro da veia. E isso é em outra categoria de tratamento que eu vou começar a falar agora, que é os procedimentos minimamente invasivos. Seria um meio termo entre o tratamento não cirúrgico e o tratamento cirúrgico. Por quê? Porque eu vou fazer um procedimento, mas para esse procedimento eu não tenho que fazer grandes cortes, não tenho que dissecar tecido, não preciso dar ponto. Então, são as termoablações. O que quer dizer a termoablação? Termoablação quer dizer calor e queimar. Então, vou queimar o vaso com calor, com o vaso termoablação de uma veia grande. Normalmente, a gente faz a termoablação de safenas ou de outras veias maiores. Dá para fazer das veias reticulares, dá, mas não tem necessidade, porque existe um outro tratamento minimamente invasivo que é a microsirurgia. A microsirurgia a gente faz com um furinho menor ainda do que o furinho necessário para a passagem da fibra óptica do laser. Quando a gente está falando dos procedimentos minimamente invasivos, o laser endovascular, o laser dentro do vaso, a gente coloca essa fibra lá dentro, a gente liga o aparelho, ele vai emitir uma luz na parede do vaso, vai ser bem controlado, porque essa luz não vai atravessar o vaso, e aí vai queimando essa parede de forma que ela vai se fechando e não vai passar mais sangue no interior dessa veia que está com refluxo. Vai causar a diminuição desse diâmetro do vaso. Com o passar do tempo, ela forma uma fibrose e depois essa fibrose é reabsorvida. Dentro das termoablações, tem o laser, tem a radiofrequência, ambas são técnicas que funcionam, cada um com suas vantagens e desvantagens. Agora, é muito importante lembrar que não basta a gente ter a maior tecnologia do mundo se não sabe pilotar, vão pegar um carro de fórmula 1 e colocar na mão de alguém que nunca dirigiu um carro de fórmula 1. Alguma coisa vai acontecer, ou você não vai sair do lugar, ou você vai acelerar e já vai bater o carro em algum lugar. Não adianta a maior tecnologia se você não sabe utilizar essa maior tecnologia. Por que que eu estou falando isso? Porque se o seu médico não está oferecendo uma técnica de termoablação, pode ser porque no meio em que ele está inserido, essa técnica não está disponível. Então, não adianta você tentar forçar alguém a fazer uma coisa que ele não faz todo dia, porque não vai ser bem feito. Então, as técnicas têm uma curva de aprendizado enorme. Isso eu demonstrei há 5 anos atrás quando eu publiquei a maior casuística nacional de tratamento de varízes com o laser. Então, eu mostrei que no começo, o índice de complicação era muito alto. Então, à medida que há o treinamento de toda a equipe, que houve também no passado a evolução das técnicas de laser, do comprimento de onda, o ajuste fino de todos os aspectos da cirurgia, na hora que acertou tudo isso, o índice de complicação é baixíssimo. Mas para quem está começando, esse índice é alto. Então, se você está buscando um resultado melhor, tem que ser por alguém que faz isso habitualmente e está dentro da sua rotina, não tente tirar nenhum cirurgião da sua rotina. Se o cirurgião faz o laser e ele gosta do laser e o resultado melhor dele é com o laser, não adianta pegar ele e falar assim, eu quero que faça a radiofrequência. Ah, mas a radiofrequência eu faço uma por mês. É melhor fazer o laser, não vai tentar forçar a barra e fazer alguma coisa que não é o habitual. Agora, a microsirurgia, a microsirurgia é uma técnica mínimamente invasiva. A incisão não é nem feita com lâmina, é feita com agulha, para ver como é pequenininha. E é retirado com agulha de crochê. Então, de forma que é extremamente minimamente invasiva. E existem técnicas para diminuir a formação de hematoma. O resultado é esteticamente muito bom e a gente consegue também tratar a doença. Mas tudo isso depende de qual a sua lesão inicial. Então, a gente tem que saber qual a sua classificação e se você já tem safena doente, não tem safena doente, tem perfurante doente, não tem perfurante doente e se o sistema venoso profundo está comprometido ou não. Por isso, é importante entender a bioindividualidade. Cada paciente tem que ter o seu planejamento cirúrgico. Se você vai em algum lugar que vai te oferecer o pacote pronto, o tratamento é esse ponto final para todo mundo, não importa quem seja, vai ter que se adaptar a esse tratamento oferecido. Vamos supor algum lugar que só faça tal procedimento. Você tem a doença no seu máximo da classificação e tem a sua doença, no mínimo todo mundo vai encaixar naquele tratamento oferecido. E na verdade, é o contrário, o tratamento que tem que se adaptar ao paciente. E por isso, é muito difícil responder uma pergunta que me fazem sempre aqui no canal, que me fazem nas mídias sociais, no WhatsApp e para a clínica. Quanto custa o tratamento para as varizes? Depende. Cada um vai ter um acometimento de vasos diferentes, o objetivo pode ser diferente. Tem que ter uma avaliação médica para a gente fazer a estratégia, determinar a estratégia de cada um. A bioindividualidade é um fator preponderante aqui na decisão de qual é o melhor tratamento para você. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho para seguir os nossos novos vídeos e fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.