A cirurgia endoscópica da coluna demonstra superioridade em relação à técnica microscópica tradicional, especialmente no contexto da reabilitação pós-operatória
Na realidade, o paciente que vem pós-endoscopia, ele vem muito bem, na realidade ele sai muito bem já do procedimento como se nada estivesse acontecendo. A minha abordagem, ela fica facilitada, né, eu consigo iniciar precocemente uma série de exercícios de estabilização de tronco e tal, mas eu acho que existe um cuidado que a gente tem que ter porque esse paciente, dependendo do perfil do paciente, ele acha que ele vai seguir a vida normal também, saiu da cirurgia, vou jogar tênis, tipo, no dia seguinte, né, e existe aí, a gente sabe, uma questão de tempo de cicatrização, né, então eu só acho que tem que existir aí essa conversa que normalmente eu tenho com o paciente no primeiro dia, faço orientações ergonômicas e converso realmente sobre a responsabilidade do paciente nesse pós-operatório porque é um paciente que vem muito bem e assim, é muito comum você ouvir que tirou com a dor, o doutor deu, tirou com a dor e tal, tirou com a mão, né, desculpa, tirou com a mão a minha dor, né, e realmente assim, o paciente vem muito bem após os procedimentos endoscópicos, né.
Para a reabilitação, quando você manda para a fisioterapia, no caso do pós-operatório, faz diferença a cirurgia endoscópica ou a cirurgia aberta? Ah, legal. Olha, a cirurgia endoscópica, né, ela tem crescido muito, né, nos últimos anos e a a quantidade de evidência a favor da cirurgia endoscópica tá cada vez maior e agora, em 2020, a gente teve a publicação de um trabalho que mostrou, uma meta-análise, né, que mostrou a superioridade da endoscopia, né, quando comparada à cirurgia, a gente diz aberta, mas na verdade não é aberta, é a cirurgia microscópica mesmo, né, realizada com corte pequeno, microscópio, né, e, assim, é só uma maneira de comparar as duas cirurgias, mas uma, a endoscopia minimamente invasiva e a cirurgia com microscópio, né, e ela mostrou essa superioridade principalmente no retorno mais precoce ao trabalho, na alta, mais precoce do hospital, retorno mais rápido, as atividades menos dor, às vezes a ausência de dor, né, no pós-operatório, né, então a gente tem, a gente libera as atividades de uma forma mais rápida para os pacientes, mas essa é uma pergunta que eu gostaria até de ouvir a sua opinião, né, porque já tá com a gente há bastante tempo, cuidou de alguns pacientes aí com pós-operatório da cirurgia tradicional e nos últimos anos só vem vendo os pacientes de pós-operatório de endoscopia, né, como é que você sente essa diferença? Na realidade, o paciente que vem pós-endoscopia, ele vem muito bem, na realidade ele sai muito bem já do procedimento como se nada estivesse acontecendo. A minha abordagem, ela fica facilitada, né, eu consigo iniciar precocemente uma série de exercícios de estabilização de tronco e tal, mas eu acho que existe um cuidado que a gente tem que ter porque esse paciente, dependendo do perfil do paciente, ele acha que ele vai seguir a vida normal também, saiu da cirurgia, vou jogar tênis, tipo, no dia seguinte, né, e existe aí, a gente sabe, uma questão de tempo de cicatrização, né, então eu só acho que tem que existir aí essa conversa que normalmente eu tenho com o paciente no primeiro dia, faço orientações ergonômicas e converso realmente sobre a responsabilidade do paciente nesse pós-operatório porque é um paciente que vem muito bem e assim, é muito comum você ouvir que tirou com a dor, o doutor deu, tirou com a dor e tal, tirou com a mão, né, desculpa, tirou com a mão a minha dor, né, e realmente assim, o paciente vem muito bem após os procedimentos endoscópicos, né.
É, isso é importante, né, porque realmente a cicatrização interna, né, do disco que foi mexido, né, existem alguns trabalhos que mostram pra gente que ela ocorre entre duas e seis semanas, né, então, e até por causa disso, né, eu costumo até prescrever no pós-operatório uma cinta, né, lombar, que ela tem uma função só de fazer o paciente realmente lembrar, né, que fez a cirurgia, porque é comum a ausência de dor no pós-operatório, pra ele não forçar, porque internamente ainda tá sofrendo processo de cicatrização ali, e sem dúvida, depois de seis semanas, aí a gente já fica mais tranquilo pra liberar as atividades.
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