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Fome Emocional, Como Tratá-la?

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Fome Emocional, Como Tratá-la?

A fome emocional é um padrão de comer impulsionado por emoções como ansiedade ou tristeza, e não por fome física. O tratamento começa com o reconhecimento do pr

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Será que você tem esse problema?

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E se tem, como tratar?

É muito comum que os pacientes no consultório do endocrinologista, no meu consultório, me procurem e falem, doutora, eu ganhei peso, mas eu não sinto fome. Então, os medicamentos que controlam o apetite não fariam efeito pra mim, porque eu não como porque eu tô com fome.

Transcrição completa do vídeo

Hoje vamos falar sobre como tratar a fome emocional. Será que você tem esse problema? Se você tem, segue comigo que eu vou te dar algumas dicas que podem te ajudar. Antes de começar, já convido você a se inscrever no nosso canal e ativar as notificações para sempre estar sendo avisado de vídeos novos que sejam postados e receber informações de qualidade.

Então, você tem a tal da fome emocional? E se tem, como tratar? É muito comum que os pacientes no consultório do endocrinologista, no meu consultório, me procurem e falem, doutora, eu ganhei peso, mas eu não sinto fome. Então, os medicamentos que controlam o apetite não fariam efeito pra mim, porque eu não como porque eu tô com fome. Eu como porque eu sinto ansiedade, porque eu sinto tristeza, porque eu desconto as minhas emoções na comida.

E aí, o que fazer quando a pessoa tem essa relação conflituosa com a alimentação? Como tratar? O primeiro passo é reconhecer. Quando você não tem uma relação saudável com a alimentação, se você reconhece que isso está sendo um problema, já é um primeiro passo para o tratamento. Comer escondido, comer sem estar com fome, em todo momento que tem alguma decepção, alguma angústia, alguma ansiedade, se você sente que você perde o controle em relação à alimentação e come em excesso, reconhecer esse problema já é o primeiro passo pra tratar, buscar ajuda e tratar.

Atualmente, nós temos muita disponibilidade de alimentos altamente palatáveis, que trazem um prazer imediato, uma recompensa prazerosa imediata. Então, é até esperado que esse aumento desse comer emocional ocorra, porque facilmente você consegue, frente a uma frustração, uma tristeza, um desconforto, você consegue obter esse prazer através dos alimentos e busca esse prazer, essa alimentação, pra ter essa recompensa com esse prazer em excesso. Então, é claro que muitos alimentos vão te trazer esse prazer, mas essa relação, você reconhecer que essa relação está sendo não saudável, é essencial pra tratar esse problema.

Um segundo passo é reconhecer os sinais do seu corpo de fome. Então, perceber o seu corpo, quando você realmente está com fome ou se você está comendo pra amenizar algum sentimento, alguma emoção ruim que você esteja vivendo. Então, perceber se o estômago está vazio, se tem sinais de fome ou se é uma vontade de comer.

Isso, uma forma fácil de diferenciar, é que a fome não tem desejos específicos, em geral, e essa vontade de comer emocional é por alimentos específicos. Você não tem fome, em geral, de um brigadeiro, mas esse comer emocional te pede alimentos específicos, em geral, altamente palatáveis. Então, o segundo passo pra tratar a fome emocional é perceber os sinais do seu corpo, é realmente parar e observar se você realmente está com fome, precisa do alimento naquele momento ou se está comendo só por uma questão emocional.

Nesse momento, é essencial que se evite os extremos de desconforto físico relacionado à alimentação, ou seja, fome em excesso ou se alimentar em excesso. Ficar muitas horas sem comer, até depois de ter tido um episódio de um comer emocional e resolver ficar muitas horas sem comer, até causar desconforto físico, e o contrário também, comer até sentir desconforto físico, esses extremos, fugir desses extremos, é essencial para controlar melhor a alimentação. O terceiro passo pra tratar a fome emocional é reconhecer que a nossa relação com os alimentos também é social, também é de conforto e isso não é um problema.

Se a gente se alimenta porque está num evento social, uma ceia de natal, ou talvez ganhou um presente aí, uma caixa de chocolates e come um chocolate ou outro, ou come um alimento porque traz uma lembrança gostosa, ou porque está num momento de confraternização e essa relação com a alimentação é agradável, isso não é um problema. Não tem problema também você vincular o alimento a emocões, mas descontar de forma desagradável essas emoções na alimentação é que é um problema. Então reconhecer que existe esse comer emocional, mas uma forma saudável e sem trazer maus sentimentos, sem trazer uma sensação de mal-estar.

Quando essa relação se dá de uma maneira saudável e prazerosa, isso não é um problema. Então reconhecer que a alimentação não consiste só em nutrientes, em calorias, mas consiste em ambiente, em relações e lembranças e se isso te traz uma sensação agradável, prazerosa, sem uma culpa depois por ter comido aquele alimento, isso não é um problema. E por fim, o quarto passo no momento de tratar a fome emocional é buscar ajuda profissional.

Muitas vezes nós profissionais que estamos frente aos pacientes que nos trazem esse problema, a gente lança a mão de medicação, indica tratamentos com equipe multidisciplinar. Muitas vezes é necessário um acompanhamento também com psicólogo, também com nutricionista, pra de fato tratar esse comer emocional. É importante que o paciente tenha em mente que um hábito que foi sendo adquirido durante vários anos da vida, não vai ser resolvido de uma hora pra outra, numa única consulta.

Esse tratamento é a longo prazo, até que o paciente consiga estabelecer uma boa relação com os alimentos, eventualmente até sendo preciso o uso de medicação, mas não é somente isso, e reestabelecer um bom relacionamento com a alimentação, que é algo tão essencial para o nosso bem-estar, para a nossa saúde. Espero que esse vídeo tenha ajudado a te trazer informações sobre comer emocional. Se você reconheceu que possa ter esse problema, busque ajuda profissional, e se essas informações forem importantes pra você, compartilhe com alguém que você goste, que essas informações também vão ajudar.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.