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Tratamentos minimamente invasivos para coluna

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Tratamentos minimamente invasivos para coluna

A entrevista aborda os tratamentos minimamente invasivos para problemas de coluna, conduzida pelo neurocirurgião Dr. Marcelo Amato. O tema central são as técnic

Perguntas respondidas neste vídeo

Quando você sente dor na coluna, você procura qual médico?

Vamos falar de coluna e neurocirurgia. E para falar com a gente, eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião. Doutor, obrigado pelo presente.

O que é essa cirurgia?

É um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna, trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa. Então, dessa forma, o paciente consegue ter uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades.

E o que eu falei agora, o corpo, quer dizer, geralmente a gente tem dor na coluna, a gente busca o ortopedista, né?

Quer dizer, a gente realmente achou interessante essa pauta porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia.

Não, isso é muito comum, né?

Todos os pacientes têm essa dúvida mesmo. E quem mais encaminha o paciente para o neurocirurgião é o ortopedista. Então, muitas vezes o paciente está com um problema na coluna, ele procura realmente o ortopedista, que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna.

Pensando nessas coisas, quais as possibilidades que você pode deletar e aí serem resolvidos?

Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas, que são as famosas hélice de disco, os famosos bicos de papagaio. Lógico, pacientes que têm fraturas, tumores ou deformidades da coluna, eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas.

Transcrição completa do vídeo

Olá, boa tarde. Que bom ter você comigo mais uma vez. Eu sou Tatiana e este é o Projeto Espírita.

Hoje, gente, é um tema bem diferente. Quando você sente dor na coluna, você procura qual médico? Vamos falar de coluna e neurocirurgia. E para falar com a gente, eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião.

Doutor, obrigado pelo presente. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês. E, gente, para me ajudar a conduzir a entrevista, mais uma vez, o meu amigo Maurício Andrade.

Boa tarde. Boa tarde, doutor. Boa tarde a todos.

Então, vamos lá. Doutor, para começar, na verdade, é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna. Como é que é? O que é essa cirurgia? É um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna, trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa.

Então, dessa forma, o paciente consegue ter uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades. Então, pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápida, então ele tem menos dor no pós-operatório. Então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com a menor agressividade para o paciente.

E o que eu falei agora, o corpo, quer dizer, geralmente a gente tem dor na coluna, a gente busca o ortopedista, né? Quer dizer, a gente realmente achou interessante essa pauta porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia. É algo novo essa cirurgia ou não? Ou estamos desinformados? Não, isso é muito comum, né? Todos os pacientes têm essa dúvida mesmo. E quem mais encaminha o paciente para o neurocirurgião é o ortopedista.

Então, muitas vezes o paciente está com um problema na coluna, ele procura realmente o ortopedista, que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna. E aí ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna. Existe essa possibilidade.

Então, antigamente, até a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, os neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali. Até mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas. E hoje é um negócio meio misturado, não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião.

É aquela técnica que é melhor para o paciente, é o que vai ser feito em cada caso. Pensando nessas coisas, quais as possibilidades que você pode deletar e aí serem resolvidos? Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas, que são as famosas hélice de disco, os famosos bicos de papagaio. Lógico, pacientes que têm fraturas, tumores ou deformidades da coluna, eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas.

Mas, realmente, aquelas doenças relacionadas com a hélice de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais. Então, doutor, eu queria saber, interessante, você é neurocirurgião, fazendo essa técnica minimamente invasiva, com relação à coluna, então qual é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação à parte da coluna do corpo? Tá. Da mesma forma que o crânio envolve o cérebro, a coluna envolve a medula e os nervos.

Então, a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender, que o neurocirurgião não opera só o cérebro, ele opera o crânio também. Mas, se a gente for falar da medula, aí talvez a dúvida ela volte. Poxa, mas quem será que opera a medula? O ortopedista? Então, a relação é essa.

A coluna, ela envolve o tecido nervoso ainda. Então, por isso que o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos, como também da coluna. A gente estava ali, falando lá fora, também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião.

Quase não existe uma divisão com relação a isso, quando se fala nos problemas relativos à coluna, ao crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra? Existem algumas doenças específicas que são mais tratadas pelos neurocirurgiões, isso em relação à coluna, e outras doenças que são, historicamente, mais tratadas pelos ortopedistas. Então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula, essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna, como escoliose, desequilíbrio sagital.

Então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna, geralmente são tratadas pelo ortopedista. Isso historicamente. Como eu disse, isso já está se mesclando.

Então, eu trabalho com ortopedista, a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas. A gente vê que a formação é diferente, mas a ideia é realmente chegar no melhor para o paciente. É importante ter esse trabalho em equipe também, né? O ortopedista te passando informações ou vice-versa, né? Garcia, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem, por enquanto, eu não sei o que é uma hérnia de disco.

Como é que você pode definir para nós, explicar como acontece a hérnia de disco? E tanta gente tem, né, Mauro? Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha. Com certeza. E geralmente a pessoa está com dor, ela logo fala, nossa, deve ser uma hérnia de disco, né? A primeira coisa que se... É a maior culpada, né? Exatamente.

E realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia? O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta. Para vocês terem uma ideia, a segunda maior causa de procura ao médico, né? Só pede para resfriado ou infecções de vezes aéreas superiores, é a dor na coluna. Então, é muito comum.

Agora, eu digo que em 50% desses casos, né, de dor na coluna, a gente nunca vai descobrir o que foi que causou. Se foi uma hérnia de disco ou se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação. A gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas, né? Faz um repouso, toma uma medicação e melhora.

Quando a dor, ela insiste, né, mais tempo e que exige uma investigação, é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E assim, o disco, ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento, né? Ele fica entre uma vértebra e outra, né? Então, quando a gente está andando, ele está amortecendo ali o impacto entre uma vértebra e outra, né? Então, quando o disco, ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora, né, que a gente chama de ânulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, né? Os pacientes gostam de comparar, né, eles entendem muito quando a gente fala do bubalu, né? Então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro. Então, imagina naquele chiclete, você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, tá? Não é tão líquido como no chiclete, né? Então, é mais cartilagem molhoso.

Eu já estou imaginando a dor, né? Nossa! E acontece que os nervos, né, e alguns níveis da coluna também, a medula, né, passam muito próximo do disco. Então, quando extravasa essa parte de dentro, né, que é o núcleo pulposo, né, ocorre uma compressão, né, do nervo e também uma reação inflamatória muito importante. E isso é o que causa a dor, né? A dor típica da hernia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor que começa na coluna e irradia para a perna, tá? Então, esses nervos, eles vão para a perna.

No caso da convulsão cervical, vai para o braço. Então, eles dão essa dor irradiada. Eu tenho problemas de escoliose, lordose e cifose.

Então, eu sei que realmente é terrível porque, assim, é uma dor que espalha até a planta do pé, né? A dor da coluna, ela é cruel mesmo, né? Com certeza. Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hernia, vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor? Ela tem essa possibilidade? Esse é o objetivo, né? Então, como eu vinha falando, 90% dos casos de hernia de disco, né, não são nem de dor na coluna. A gente já chegou ao diagnóstico de hernia de disco, 90% desses pacientes, eles vão melhorar com o tratamento clínico, né? Sem precisar da cirurgia.

Então, a gente reserva a cirurgia para os casos mais graves, né? Quando existe uma perda de função neurológica, né? Ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade, né? E a dor é incapacitante, né? Esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que têm uma dor mais leve, né? Moderada, nem tem tanta... Não tem problema neurológico, mas está com a dor. E está tentando o tratamento clínico ali, um mês, dois meses, não resolveu.

Aí esse paciente também tem indicação de cirurgia. De uma forma geral, quanto mais rápido a gente opera, maior a chance do paciente melhorar da dor. Então, é um paciente que a gente tem que seguir de perto, né? Porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, né? Porque 90% dele vão melhorar com o tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia.

Porque senão, a melhora da dor, ela é parcial, às vezes. Então, depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença, de comorbidades, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo. E a longo prazo, o não tratamento, o que pode causar a pessoa? Eu acho que esse ponto é muito importante, né? Porque muitos pacientes têm medo da cirurgia, né? Então, ok, se o paciente acabou de começar com um quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica, né? E quer tentar mais tempo o tratamento clínico, né? Desde que esteja com acompanhamento médico, é aceitável.

Mas se o paciente já está perdendo força no membro, né? Ou está perdendo sensibilidade, ou a dor está atrapalhando, o paciente não consegue mais trabalhar, né? Esse paciente, ele deve conversar bem com o seu médico. E esses casos têm muito benefício da cirurgia. E se não operar, realmente ele pode ficar com uma sequela.

Doutor, aqui tem a Paula, ela pergunta o seguinte. Tem uma dor que não se diagnostica nunca. Espalha pelo corpo e inicia na nuca sempre.

A nuca fica muito rígida, como uma pedra. E perco os movimentos, além de formigamento no corpo. O que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também.

Paulo? Eu recebo muitas perguntas de pacientes, né? Como o caso dela. E é muito difícil a gente, com algumas palavras, tentar chegar num diagnóstico, né? Então, até os pacientes, muitas vezes eles querem fazer o exame, né? Mas o mais importante é o exame neurológico, né? Então essa paciente, ela precisa de um exame neurológico detalhado pra ver exatamente se esse formigamento, se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hernia de disco cervical, por exemplo. Então, esse quadro que ela me diz, ele é compatível com a hernia de disco cervical.

Com dor na nuca, formigamento nos braços. Como a coluna cervical, no meio dela, passa a medula, que vai em formação do nosso cérebro pro corpo inteiro. Então, teoricamente, os sintomas podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores.

Então, é uma possibilidade. Mas, por outro lado, também uma fibromialgia é uma possibilidade pra esse paciente. Também, né? Também, não dá pra gente saber só com essas informações.

Ou uma artrítica, talvez. Bom saber no meu caso, porque eu tenho fibromialgia e a gente... O mal tem, né? É, uma dor assim, transtorna a gente. E aí, nesse caso, eu tenho até uma pergunta pra vocês, né? A dor na coluna, seja causada por uma hernia de disco, ou algum outro problema da própria coluna, ela pode começar a gerar algum tipo de transtorno psicológico na pessoa, por causa da dor constante, dia a dia, hora a hora.

Isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa? Sim, com certeza. E é muito comum a gente ver essas coisas caminhando junto. Então, paciente que tem dor crônica, é muito comum cursar com depressão.

E o oposto é verdadeiro também. Paciente que é deprimido também tem mais dor. Sim, eu recebo muito em consultório, né, Mauro e doutor? Pessoas que têm, se queixam de quadros de fibromialgia, realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo.

Mas existe, por exemplo, inclusive, uma pessoa que eu estou pensando agora, que em dois meses, quer dizer, verbalizando o que ela sentia, e no processo terapêutico a dor desapareceu, ela não tem mais sintoma algum. Como outras coisas que ela tinha, né, úlcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo, eu acho que é bom ficar atento sempre, né, a esse lado emocional também, né. Tem os dois lados, né, um vai levar o outro, né.

E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que têm fibromialgia, que têm dor no corpo inteiro, esses pacientes também podem ter hernias de disco, né. Então, muitas vezes, esses pacientes às vezes são mal interpretados, né, e falam, ah, não, é fibromialgia, não sei o quê. Mal orientados, né, na verdade, podem ser também, né.

Sim. Eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um autodiagnóstico, né, que é uma coisa perigosíssima. Sim, sim.

Tanto em situações psicológicas como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim, muito parecida, pode ser a mesma coisa, e ela acaba fazendo um autodiagnóstico e entrando em situações que realmente não, não, acabam lesando, né, a pessoa. Olha, aqui, gente, do que a gente está falando, né, o Lucas, de São Paulo, ele diz, doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia? Porque cada vez mais, né, gente, casos de fibromialgia, realmente, tá, a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não, não, como é que é? É, eu, eu, eu, pessoalmente, eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologista, ou de um fisiatra, né, pra seguir esses pacientes junto comigo. Mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia, ele pode ter uma dor, né, relacionada à coluna, né, e ele geralmente tem uma sensibilidade maior, então, às vezes, uma hernia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer pra ele, e aí, pra esses casos específicos, pode... Porque ele fica mais sensível à dor, seja qual for, né? A fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, né? Então, eu tenho alguns pacientes com fibromialgia que cursaram com uma hernia de disco lombar, né, e aí alguns procedimentos minimamente invasivos pra ajudar na dor, né, às vezes o paciente que tava, já tava controlando a fibromialgia, apareceu essa outra dor, fez um procedimento, melhorou, aí ele voltou ao patamar estável dele, né? Então, assim, um tratamento cirúrgico direto... Um tratamento direto, assim, cirúrgico pra fibromialgia, não tem, mas pras coisas que podem vir associadas, sim.

Então, normalmente, pós cirurgia, né, quanto tempo de recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja uma boa cirurgia, vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida, a pessoa pode ter alguma sequela, o pós-operatório é demorado, como é que fica? Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa. Eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar pra uma gama maior aí de pacientes, né? Então, em geral, pra uma hernia de disco simples, né, essa cirurgia endoscópica, ela é ambulatorial, tá? Então o paciente, ele vai no dia pra cirurgia, pra clínica, pro hospital, e vai embora no mesmo dia, tá? Então, a cirurgia, ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, né? Então, dura em torno de 40 minutos, só uma hora. Que coisa, né? A gente imagina aquela, né? É, cirurgia de coluna, coisa mesma.

Exatamente. Então, aí, logo depois, o paciente fica ali umas duas, três horas no pós-operatório e depois vai pra casa, vai andando pra casa, tá? Então, é lógico que depois ele precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade, né, do paciente, na segunda semana ele pode voltar às atividades profissionais, né? A não ser que ele seja, use a força física, né, pra trabalhar, aí a gente tem que deixar um pouco mais de tempo, né? A sua outra pergunta foi em relação às sequelas, né? Sequelas, aham. Bom, a gente lida, né, muito próximo das estruturas nervosas, né? Das raízes nervosas, da medula, em alguns casos.

Isso é o que mais preocupa os pacientes, né? Se vai sair do cirurgião com alguma sequela neurológica, né? É importante ressaltar que a cirurgia é feita justamente pra evitar uma sequela, né? Então, é aquele paciente que tá piorando da força, tem que operar logo pra que não tenha... Então, assim, hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras, né? E que minimizam ao máximo esse risco, tá? Mas mesmo assim é possível, né? É um risco baixo, mas é um risco. Complicações, né, da cirurgia minimamente invasiva, elas são muito menores, né, quando a gente compara com a cirurgia convencional. Então, o corte é menor, ou às vezes até inexistente, porque muitas delas a gente faz com agulhas, né? Então, a lesão de tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós-operatório, né? A recuperação é mais rápida.

Então, isso tudo traz um conforto melhor pro paciente, realmente é uma cirurgia mais confortável, digamos assim, né? Fico imaginando como era antigamente isso, como é que... Nem imagine, né? Como é que se tratava isso há 40 anos atrás. Vou deixar essa resposta pro doutor responder depois do nosso intervalinho, tá bom, gente? Já volto. Olá, eu sou J.B. Oliveira.

Quero convidar você para assistir ao nosso programa Conversando com São Paulo, pela TV Geração Z. Conto com você. Alô, galera do bem! Eu tô aqui pra lembrar vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa Lucimara Paris e sobre os mais diversos assuntos. Mas de cada 15 dias, a gente fala sobre os ETs.

Eu tô aqui com a maior ufóloga do país, Angela do Pascoal, esclarecendo várias dúvidas. Você é internauta? Pode mandar sua mensagem que a gente vai esclarecer. Eles existem? Eles estão perto ou não? Confira! Toda quarta-feira, às 21h, aqui na TV Geração Z. Olá, eu sou Amanda Pereira.

Quarta-feira, às 19h ao vivo aqui na TVGZ, nós temos um encontro marcado. É o nosso Happy Hour, o nosso programa Atualidade TV, com um olhar pra mulher contemporânea, atual, múltipla, ou pra você que quer entender um pouquinho mais dessa mulher. Alô, galera do bem! Eu tô aqui pra lembrar você que toda quarta-feira, a gente tá apresentando o programa Lucimara Paris e sobre os mais diversos assuntos.

Mas de cada 15 dias, a gente fala sobre os ETs. Eu tô aqui com a maior ufóloga do país, Angela do Pascoal, esclarecendo várias dúvidas. Você é internauta? Pode mandar sua mensagem que a gente vai esclarecer.

Eles existem? Eles estão perto ou não? Confira! Toda quarta-feira, às 21h, aqui na TV Geração Z. De volta com Freud Explica, hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões, o Maurício deixou uma questão pro doutor. Mau, por favor, só dar uma... É, eu tinha, eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecia se existiam mais casos, talvez, de problemas na cirurgia, vamos supor, há 40 anos atrás, como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia? É, 40 anos atrás, a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até pra diagnosticar casos facilmente hoje diagnosticados com uma ressonância magnética, por exemplo.

Eu realmente acho que seria uma trepalação mesmo. E, certamente, existiam outros métodos de diagnóstico, era utilizado antes da ressonância tomografia, antes da tomografia o raio-x com injeção de contraste, que é a melografia. Então, a gente conseguia identificar o problema e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia.

Então, a cirurgia era um pouco exploratória também. A gente tinha que explorar, achar o problema e resolver, mas era resolvido. Antes da Tati perguntar, eu queria, a gente estava conversando aqui agora há pouco sobre a questão da dor pontual, da dor poder, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito aguda às vezes, e ser uma coisa muscular e a gente confundir às vezes, não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna, e queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Realmente, assim, a musculatura, ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular. Então, a musculatura, ela vai estar sempre envolvida na dor. Então, num caso de hernia de disco, a musculatura, ela trava mesmo, e o paciente, às vezes, fala, nossa, eu travei, não consegui mexer, porque a musculatura, ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada.

Na ausência de uma hernia de disco, realmente a musculatura, ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa, dar contraturas e o paciente ter dor intensas mesmo. E o que a gente estava comentando é que realmente, quando a dor, ela é mais muscular, ela vai mudando desde o lugar. Então, a hora que ela está aqui do lado direito, vai migrando.

Eu inverti os lados aqui. Mas ela vai migrando. Diferente da hernia de disco, que realmente, se tem uma hernia com compressão neurológica, é um, dois nervos ali que estão apertados e vai doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna.

Então, isso dá algumas dicas para a gente, se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se é da hernia de disco. Vamos ver a Elaine Luz. Elaine, beijão para você.

Boa tarde, Tati. Há dois anos comecei a apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo. E o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva.

A reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão. Remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e, com o tempo, a dor começou a se manifestar no direito. Hoje, o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei com ligeira redução de movimentos.

E o braço direito ainda está bem limitado, apesar de ter diminuído as dores, que são maiores em caso de esforço. Paralelamente, eu estava passando por um luto muito difícil. A capsulite adesiva pode ser também psicossomática, tal como a fibromialgia.

Doutor, o que seria a capsulite adesiva? Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna. Que, pelo que eu entendi, migra de um para o outro. Provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço.

esses casos, até pode ter alguma dor relacionada à coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna. Quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor à movimentação, provavelmente não é problema da coluna. Quando se inicia no ombro, geralmente não é da coluna.

Tem algumas raízes nervosas na coluna cervical, enes e disco na coluna cervical, elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro, às vezes até para o braço. Mas é porque está irradiando do pescoço. É difícil diferenciar.

Realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz durante o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna. Ok, ok, tá. Então vamos lá.

De repente essa capsulite é uma bursite. Pode ser, né? Realmente foge um pouco da minha especialidade. E quanto à questão, né, Helene, de psicossomático, eu responderia que tudo pode ser, né? Mas essa é uma visão minha, né? Eu acho que muitas coisas podem ser.

Aqui a Denise, Dr. Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva? E como é esse procedimento? Tá. A gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente. Então os cortes são menores.

Às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas, né? E, diferente do procedimento convencional, né, para o Myelin Disque, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral, né, diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimentos minimamente invasivos, né? A cirurgia convencional, ela também não é, a hora que a gente fala, não é uma coisa que era feita 40 anos atrás, né? Ela é a cirurgia convencional. É, ela evoluiu. Uma coisa minha, tá? O Mau gostou dessa ideia primitiva.

Mas ela evoluiu muito e é importante falar isso porque não são todos os pacientes que são candidatos ideais para uma cirurgia minimamente invasiva. Então tem alguns tipos de doença, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e aí, parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas a cirurgia evoluiu muito também, feita com muita segurança hoje em dia, né? E estamos aí resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também. A Camila, gente, ela pergunta doutor, após a cirurgia para a hérnia de disco, eu poderei fazer ginástica? Ela volta, a pessoa volta às atividades? É, essa pergunta eu acho fantástica porque os pacientes têm muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo, né, de não especialistas, né, de falar não, faz, pode fazer porque está com medo de piorar a situação.

Claro. Então a ideia é que faça sim. Lógico que cada paciente vai precisar de um tempo, né, de recuperação.

Pacientes que têm uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza do que aquele que não faz nada e depois não tiver a hérnia, agora eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal. Esse daí provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar às atividades. Legal.

Mas a ideia é que volte sim. É que volte, legal. A lógica tem algumas... Desculpa, não pode falar.

É que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para a coluna, né, então atividade de muito impacto, atividade competitiva, de contato, né, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir, né, que... Aeróbica, né? É, a atividade aeróbica, dependendo do tipo, dá pra fazer, né. Jiu-jitsu. Pois é, o jiu-jitsu.

Tem gente com hérnia de disco cervical e que tem, que luta e quer muito voltar, né, difícil, né. Não se recomenda. Você havia falado com relação a o desgaste, né, que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, né, mas normalmente a hérnia, ela pode ser gerada através do... ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de alguma atividade mais intensa.

Por que que ela acontece? Tá. Bom, é uma doença degenerativa, né, então o paciente geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar a hérnia de disco. E tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla, que é o envelhecimento da coluna, tá.

Agora existem os fatores ambientais, realmente que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco. Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história. Acertei? Sempre que ele sempre está.

Existem muitos estudos mostrando que... Com certeza, com certeza. Prejudica sim. Mas principalmente é postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais, né, também prejudica e pode predispor a um caso de... a uma hérnia de disco.

Alguma profissão, né, da pessoa, né, também... Sedentarismo também. Com certeza, sedentarismo também é o que eu vejo hoje, né, pessoas cada vez mais jovens, né, tendo hérnia de disco pelo sedentarismo. Então, é... Eu acho que eu respondi, né? Sim.

Doutor, a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, né, a Daniela pergunta o seguinte. Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical. Meu medo de operar é o de ficar tetraplégica.

Existe esse perigo? A gente estava comentando, gente, no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, né? Quer dizer, pode ter esse perigo? É, realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda a função do nosso cérebro pro corpo. Sim. Então, uma lesão na medula cervical ela pode deixar um paciente tetraplégico, né? Então, mas a cirurgia hoje em dia, né, é o que a gente tem falado, ela é muito segura, né? A gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras, né, trazendo esse risco lá pra baixo.

Tá. Então, é... Falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, né? Sim. Mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos pra coluna hoje em dia são baixos.

E é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam, né? Tá, tá. Isso é importante. É questão... A gente tem que sempre pesar o risco e o benefício do procedimento.

A pessoa vai se beneficiar, vai ficar sem esse risco de ficar tetraplégica pela doença, né? Eventualmente. Então, isso precisa ser pesado, lógico, respeitando o caso a caso. Você disse uma coisa legal que a cirurgia ela é pra evitar e não pra provocar.

Sim. É pra evitar uma sequela em função do problema e não a pessoa após cirurgia gerar o problema. Na verdade, a cirurgia é pra... É importante isso ressaltar porque as pessoas ainda têm muito medo.

Que pensam que fazendo a cirurgia elas vão ficar sequeladas. Exato, exato. Só fazer uma ressalva pra também não ficar mal interpretado é que às vezes as pessoas têm uma hernia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégicas por causa da hernia de disco.

Então, é importante ressaltar que a hernia de disco não é um tumor que vai crescendo e que cada hora um dia vai ficar tetraplégico. Não é assim. Então, se o quadro tá estável, os sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada.

É tocar a vida. Os pacientes ficam ansiosos. Não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hernia de disco aí 3 anos atrás e depois eu nunca mais vi como é que tava.

Não, mas tá sentindo alguma coisa? Não, não, não tô sentindo nada. Então, não precisa investigar dessa forma porque esses pacientes a gente vê que geram uma ansiedade muito grande neles e desnecessária. Não é um tumor, não é que vai ficar... Por favor, né, gente? É. Aqui, a Rita de Belo Horizonte.

A escoliose pode ser tratada com cirurgia. Até hoje não achei tratamento adequado. Eu também não, Rita.

Sim. E é uma dor, realmente, eu que tenho escoliose, olha, é complicado. E a gente tem que sempre tá ajeitando a postura porque se não você percebe que você já tá, né, o ombro já vai indo e é complicado mesmo.

Certamente existe cirurgia pra escoliose, né. Sempre os procedimentos pra coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico, né. Então, certamente o paciente não pode jogar toda a esperança na cirurgia.

Então, como a gente falou, é uma doença degenerativa. Então, pra hernia de disco ou pra escoliose vai operar aquele problema naquela região, tem que lembrar que a coluna é grande, tem outras regiões pra cuidar, então, né, mas se ela tá com sintomas, né, certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim. Aí existe também algum tipo de, vamos falar no sentido contrário, alguma medicina de prevenção, no caso, pra evitar que eu possa vir a ter, independente de ser degenerativo ou ser uma coisa genética.

Sim. Eu gosto de combater o sedentarismo, como melhor maneira de evitar os problemas de coluna. Então, não tem uma fórmula mágica, como eu falei, exercício demais ou de menos pode prejudicar.

Então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado pra ela. Mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada, de forma equilibrada. É o que a gente pode fazer.

A gente tem a pressuposição genética no envelhecimento e a gente não tem como lutar com isso. Então, a gente tem que realmente brigar pra que a prevenção seja feita de forma adequada. Em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar a melhor situação possível da saúde da gente.

A prevenção é muito importante. Aqui o Carlos, doutor, diz o seguinte, como posso saber se é preciso procurar um ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna? Existem sintomas específicos? Se o sintoma está relacionado à coluna, ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião. Então, no Brasil a gente tem essa livre escolha.

Em outros países, geralmente, a gente tem que passar com o clínico geral e ele encaminha, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atendê-lo como primeiro atendimento, sem dúvida. Ok, ok. Geralmente a gente pensa no ortopedista primeiro, né? Com certeza.

Aliás, eu não tinha a mínima ideia de que eu podia estar com o neurocirurgião. Não sabia. Com muita gente também não dessa vez.

E agora, acho que é legal as pessoas estarem mais informadas. Isso é extremamente importante. Falou em osso, como dizia meu avô, falou em osso, vai no ortopedista.

É verdade, é verdade. Eu acho que uma das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja a informação. As pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas vezes tratamento e acaba, como eu disse, fazendo autodiagnóstico e se tratando em casa com as coisas antigas que podem funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento e indo ao médico porque elas não sabem, porque elas não têm informação.

E eu acredito que a informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde. Concordo. Doutor, considerações finais? Você gostaria de deixar... Bom, a gente está passando no GC, o site Amato, né, gente? E o telefone.

Você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail? Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para, eventualmente, se eu conseguir ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação, eu já fico satisfeito. Ajudou muito. Então, o contato é o do site, o que está passando.

Muito obrigada. Imagina, eu que agradeço. Mau, mais uma vez, obrigada.

Sempre ajudando. Obrigado, Doutor, você me ajudou muito. Obrigado.

Gente, a semana que vem, a gente vai receber, vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para a gente essa experiência tão dolorosa e a superação. Como é que foi para ela superar? Ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem.

Um beijo muito grande. Até lá.

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