A dieta influencia o risco de trombose, que é a formação de coágulos sanguíneos dentro dos vasos, um processo relacionado à ativação plaquetária e ao estresse o
Fique ligado aqui nesse vídeo e descubra como. Eu sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre um assunto bem interessante, que é a relação dos alimentos com a trombose.
Esse assunto é bem legal, primeiro porque falta informação na literatura, não tem muito estudo relacionado à dieta e à formação de trombo e à prevenção de trombo. Mas o que a gente pode buscar nos alimentos são os alimentos que têm o efeito antitrombótico e diminuir os alimentos que possam ter algum efeito pró-trombótico.
O ginkgo biloba acaba modulando o processo inflamatório e ele tem um certo efeito na agregação plaquetária, demonstrado em vitro, em laboratório, inibindo a agregação plaquetária, promovendo a melhora da circulação, do fluxo sanguíneo, e agindo como um antioxidante.
Estudos em laboratório mostraram que pode sim diminuir esse efeito protrombótico, induzido por colágeno ou trombina. E especificamente em pessoas que têm diabetes tipo 2 e que têm uma hiperativação dessas plaquetas, foi demonstrado que a suplementação do tomate pode diminuir essa hiperatividade plaquetária e diminuir a agregação plaquetária.
Inclua frutas e verduras na sua alimentação, 5 porções de frutas no dia, 400 gramas, para ter bastante fibra, ter bastante alimento saudável. Limite a ingestão de gorduras, não exagere. Inclua peixes e frutos do mar na sua alimentação.
Você sabia que a sua dieta pode prevenir e também causar trombose? Fique ligado aqui nesse vídeo e descubra como. Eu sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre um assunto bem interessante, que é a relação dos alimentos com a trombose. Então, em primeiro lugar, eu tenho que explicar o que é a trombose, o que é um coágulo sanguíneo.
O coágulo sanguíneo é quando ocorre algum dano na parede do vaso, e aí o nosso corpo tem um mecanismo para tapar aquele dano e não ocorrer um sangramento maior. Então ele forma esse coágulo, que nada mais é do que um aglomerado de plaquetas, como se fosse uma rolha. Esse coágulo intravascular, ou seja, ele fica dentro do vaso, ele vai tapar esse furinho até o corpo conseguir restabelecer, cicatrizar essa lesão.
Ele pode ocorrer por causa de um aumento da viscosidade sanguínea, então, por exemplo, uma desidratação, o sangue fica muito mais espesso, aumenta o risco de um coágulo, mas pode ocorrer também por causa de uma falha na fibrinólise, uma falha do nosso próprio corpo de ir controlando a formação e a destruição desse coágulo, porque à medida que a gente forma esse coágulo, a gente tem que ser capaz de destruir ele no momento certo, porque se isso não ocorre, a gente faz uma coagulação vascular disseminada, forma um coágulo que vai virando outro, outro, outro, outro, e aí o sangue todo viraria um coágulo. Então a gente tem esses mecanismos compensatórios de controle, a fibrinólise é uma delas. Se a gente tem uma falha nesse mecanismo, esse coágulo pode crescer e acabar trazendo danos, como uma trombose venosa profunda, que é muito comum e as pessoas ouvem bastante sobre isso, mas a trombose não ocorre só em veias, ela pode ocorrer nas artérias também.
Então quando tem a aterosclerose, tem uma placa aterosclerótica sendo formando, e essa placa acaba extravasando o conteúdo do seu interior, ela vai acabar formando um coágulo naquele local. E aí nesse ponto da formação do coágulo, ocorre a isquemia daquela região que aquela artéria nutria. Então isso pode levar a uma gangrena ou a morte de algum tecido.
Então o que desenvolve a aterosclerose é o estresse oxidativo, que vai ocasionar a migração dos macrófagos para aquela região, uma inflamação bem importante naquele local, e ativação de vários mecanismos inflamatórios e compensatórios. Imagine que as plaquetas são como heróis no nosso corpo, elas são boas, elas estão lá nos ajudando, elas são essenciais para a gente. Se a gente não tivesse plaquetas funcionantes, o nosso corpo não funcionaria, não daria certo.
Por outro lado, existem as espécies reativas de oxigênio. Então essas espécies reativas de oxigênio, elas são o vilão da história. À medida que elas se encontram com uma plaqueta, elas podem deixar essa plaqueta super excitada, super ativada.
A gente tem a compensação para tudo isso, mas se a gente tem muita espécie reativa de oxigênio, muitas plaquetas vão ficar super ativadas, e elas vão começar a funcionar, a atuar e a formar coágulo antes do tempo, antes de ser necessário. E dependendo de onde esse coágulo acontece, pode ocorrer um infarto, pode acontecer um derrame, uma gangrena de algum membro. E para que isso funcione adequadamente, a gente tem que ter um equilíbrio da quantidade de plaquetas comparado com a quantidade de espécie reativa de oxigênio.
E assim a gente forma o coágulo só no momento em que tem um trauma, que tem alguma lesão e que realmente a gente está precisando. Agora, qual que é o impacto da alimentação nesse processo todo? Esse assunto é bem legal, primeiro porque falta informação na literatura, não tem muito estudo relacionado à dieta e à formação de trombo e à prevenção de trombo. Mas o que a gente pode buscar nos alimentos são os alimentos que têm o efeito antitrombótico e diminuir os alimentos que possam ter algum efeito pró-trombótico.
A questão é, existem vários trabalhos in vitro, ou seja, não estudo no ser humano. Então a gente sabe o que aquele alimento pode desencadear de pró-trombótico ou antitrombótico, mas em um ambiente controlado de laboratório e não no dia a dia. E aí a gente sabe que a gente tem que buscar a inibição da ativação plaquetária.
Se a gente diminui a quantidade de plaqueta que fica ativa, naturalmente a gente vai diminuir a possibilidade de uma trombose. Agora o que a gente tem na literatura é que a dieta mediterrânea é a mais estudada no mundo por causa de infarto e doenças cardiovasculares. Então a gente já sabe que a aterosclerose está ligada à inflamação e à formação de trombos.
E a gente sabe quais são os alimentos que estão na dieta mediterrânea. Então a gente pode tentar entender essa correlação. Fica aqui comigo que você vai saber então quais são os alimentos que podem estar piorando o seu risco de trombose e aqueles que podem prevenir a formação de um coágulo.
Mas lembre-se que nenhum alimento vai substituir algum medicamento prescrito pelo seu médico. Então vamos lá! Se você achou o assunto interessante, vai lá embaixo, inscreva-se no canal, compartilha o link do vídeo com algum familiar que esteja precisando. E vamos começar a falar então dos alimentos que vão influenciar na sua cascata de coagulação, dos fitonutrientes, das vitaminas e qual que é o complexo todo.
Então falando genericamente, a deficiência de proteína pode levar a uma agregação plaquetária. Um aumento dessa agregação plaquetária. O aminoácido metionina pode ter um efeito pró-trombóticos.
Dessa forma, a proteína animal, principalmente para algumas pessoas que têm uma dificuldade de metabolização, pode aumentar a possibilidade de formação de coágulo. Porque a hiperhomocisteinemia é um fator independente do risco trombótico. A arginina, por outro lado, tem um efeito antitrombótico porque ele é um precursor do óxido nítrico.
O óxido nítrico faz parte do endotélio normal, que é aquela primeira camada de células da parede do vaso, e que vai controlar a trombose, o efeito antitrombótico. Quando a gente tem uma queda do óxido nítrico, aumenta o risco de trombose. Alimentos ricos em proteínas e alimentos ricos em arginina, como carne, frango, peixe, laticínio, nozes e sementes, podem ter um efeito benéfico, incluindo a aderência, a agregação plaquetária e inclusive a agregação de monóxido.
Ou até mesmo a vasodilatação dependente do endotélio pelo óxido nítrico. O aumento da insulina e o aumento da glicemia, ou seja, a hiperglicemia, a quantidade de açúcar no sangue, já foram ligados a uma diminuição da fibinólise, daquele efeito que a gente tem para cancelar o coágulo que já foi feito. Então a insulina alta e a glicemia alta tem um efeito pró-trombótico.
O aumento da ingestão de vitamina E pode diminuir a incidência de eventos cardiovasculares, provavelmente por uma diminuição da oxidação da lipoproteína de baixa densidade. Mas também pela preservação da função endotelial e inibição da adesão e agregação plaquetária. Então vitamina E é bom.
A vitamina K, que está presente nas verduras verdes escuras, brócolis, espinafre, é essencial na formação dos nossos fatores de coagulação. Mas não está provado, ninguém mostrou que o aumento da ingestão disso teria algum efeito pró-trombótico. Aliás, a vitamina K tem até um efeito anti-inflamatório leve.
Com relação ao complexo B, o aumento da homocisteína é um fator de risco para a trombose. Mas altas doses de vitamina, mesmo que abaixem a homocisteína, não tem um impacto de melhora no efeito trombótico. Agora, com relação à vitamina D, um terço das tromboses poderiam ser evitadas com o banho de sol.
Então acredita-se que a razão disso seja o efeito benéfico da vitamina D. Então vamos falar especificamente dos alimentos e a atuação deles no risco de trombose. Então, por exemplo, a alimentação com bastante frutas e vegetais está mais do que bem correlacionada com o risco cardiovascular. Come mais frutas e verduras, tem um risco menor de eventos cardíacos.
Agora, apesar dessa correlação, não tem uma correlação bem definida com a trombose. Muito embora a forma como a fruta e verdura atuam, poderia sugerir que há também uma melhora no risco de trombose. Os peixes, por exemplo, para quem come quatro vezes ou mais peixes na semana, tem uma diminuição do risco cardiovascular de quase 40%, quando comparado com quem come peixe menos de duas vezes por semana.
Então é um alimento que tem um efeito bem documentado no risco cardiovascular. Isso é muito importante porque acabou trazendo aquela importância toda no ômega 3, um suplemento que é utilizado também para diminuir o risco cardiovascular. Agora, a relação do alimento peixe com trombose venosa não está tão claro assim.
Alguns trabalhos mostraram que a alimentação com peixe diminui até 30%, 40%, 45% o risco de uma trombose venosa. Por outro lado, tem outros trabalhos que mostraram que essa relação não existe. Mas como o peixe faz bem para o coração, é recomendado.
O azeite de oliva, principalmente o azeite de oliva extra virgem, ele está bem relacionado com a melhora de risco cardiovascular. Está bem documentado isso na ciência. Ele ajuda na pressão, na glicemia, ajuda na inflamação, ajuda na dislipidemia e melhora o risco de doença cardiovascular.
Entretanto, ele não tem estudo grande ou que comprova alguma coisa com relação a trombose venosa. Ele é definitivamente bom para a saúde, mas eu não posso garantir que vai ter algum efeito positivo no risco de trombose. Agora, falando das nozes, incluindo castanhas, amendoins, elas são muito ricas em gorduras insaturadas que são benéficas para a saúde cardiovascular.
Embora tenha aquela relação da doença cardiovascular também com a trombose, não tem trabalho mostrando o efeito benéfico delas no risco de trombose. Mas elas são muito ricas em proteína vegetal, muito ricas em L-arginina, que é aquele precursor do óxido nítrico que fica nas células lá, ajudando a proteger o nosso endotélio. E elas têm muitos outros compostos bioativos que podem ajudar na circulação, desde zinco, complexo B e vários outros.
Apesar de não ter estudo científico específico para as nozes e trombose, é um alimento que provavelmente deve ajudar na circulação de alguma forma. Agora vamos falar do cacau ou chocolate. As pessoas acreditam muitas vezes que gostam do cacau, mas quando estão comendo chocolate, estão comendo aquele chocolate cheio de açúcar, cheio de leite, e não gostam tanto assim do cacau.
E aqui eu vou falar do cacau, e não desse chocolate super adocicado que vendem por aí. O cacau é muito rico em flavonoides e enxantinas, que tem um efeito benéfico em geral na circulação. A ingesta de mais de 3 vezes de cacau na semana diminui o risco cardiovascular, mas não tem nenhum trabalho mostrando a correlação dele com o risco de trombose.
Se você quiser saber mais do cacau e a relação com estresse oxidativo, eu tenho um vídeo inteiro aqui no canal falando sobre isso. Agora eu vou falar do vinho. O vinho é outro assunto que eu tenho um vídeo inteiro falando, mas ele é importante por causa do paradoxo francês, quando descobriram que aquela região que consumia mais vinho, o vinho tinto, tinha menos eventos cardiovasculares.
Aí vieram várias teorias, por causa da vasodilatação causada pelo álcool, ou por causa do resveratrol que tem na uva do vinho tinto. O resveratrol tem um impacto grande no estresse oxidativo, mas aí sim tem alguns trabalhos que mostram que o vinho tem um impacto na diminuição do risco de trombose. Mas assim, o consumo tem que ser de moderado a baixo, nunca exagerar porque vai trazer outros riscos.
E com relação ao alho e cebola, o alho e cebola são muito ricos em substâncias bioativas, desde quercetina, aliína e várias outras que têm um efeito no estresse oxidativo. A maneira como eles são feitos, você pode inutilizar todas essas substâncias. Então, se ferver o alho e a cebola, ele acaba perdendo esse efeito no nosso corpo.
Esses compostos que possuem o alho e a cebola, eles podem diminuir a agregação plaquetária. Vamos falar um pouquinho do gengibre. O gengibre mostrou um efeito legal em camundongos, tendo um efeito de diminuir a pressão arterial, diminuir o estresse oxidativo, impacto também nas placas ateroscleróticas.
Mas muito embora tenha mostrado efeitos interessantes em modelos animais, ainda falta informação para a aplicação nos seres humanos. Não existem trabalhos grandes ou algum trabalho mostrando a relação do gengibre à trombose venosa. E o ginkgo biloba? O ginkgo biloba acaba modulando o processo inflamatório e ele tem um certo efeito na agregação plaquetária, demonstrado em vitro, em laboratório, inibindo a agregação plaquetária, promovendo a melhora da circulação, do fluxo sanguíneo, e agindo como um antioxidante.
Por outro lado, apesar de tudo isso, parece que ele não altera a coagulação. E o tomate? O tomate traz 80% do licopeno na nossa dieta, que tem efeito antioxidante. Entre esses efeitos, a diminuição do colesterol e também a inibição da agregação plaquetária.
Mas será que é o suficiente para prevenir a trombose? Estudos em laboratório mostraram que pode sim diminuir esse efeito protrombótico, induzido por colágeno ou trombina. E especificamente em pessoas que têm diabetes tipo 2 e que têm uma hiperativação dessas plaquetas, foi demonstrado que a suplementação do tomate pode diminuir essa hiperatividade plaquetária e diminuir a agregação plaquetária. Então qual a conclusão que a gente pode tirar de todas essas informações? Inclua frutas e verduras na sua alimentação, 5 porções de frutas no dia, 400 gramas, para ter bastante fibra, ter bastante alimento saudável.
Limite a ingestão de gorduras, não exagere. Inclua peixes e frutos do mar na sua alimentação. Mantenha uma dieta balanceada, uma dieta saudável, com a quantidade correta de proteína, de gordura saudável, de ácidos graxos e de carboidratos.
Essa dieta balanceada que vai modificar as vias da agregação plaquetária e da hemostasia. Inclua o ômega 3 na sua alimentação. Inclua o alho e a cebola nos temperos do seu alimento.
Mas também não faça de uma forma com que você inutilize eles por completo. O gengibre, o ginkgo biloba, eles podem ter algum efeito já demonstrado em laboratório. Inclua tomate, isso é super fácil.
Colocar na sua alimentação tomate ou derivados de tomate já vai ajudar também. Consuma alimentos ricos em resveratrol, alimentos principalmente da uva escura. O vinho tinto pode ser, mas aí você tem que controlar muito bem a quantidade do álcool ingerido para não trazer outros danos.
E antes de fazer qualquer grande mudança na sua vida, consulte um médico de confiança. Afinal, não existe nenhum nutriente, nenhum alimento que por si só vai modificar drasticamente a sua coagulação ou o risco de trombose. É o contexto geral em que você vive.
Nenhum alimento pode ser usado como tratamento ou como substituição de algum medicamento prescrito pelo seu médico. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal. Compartilha com seus amigos.
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E eu não sei porque as pessoas chegam até aqui no vídeo e não vão lá e clicam um joinha para a gente. Isso ajuda demais. É por isso que a gente está aqui fazendo o próximo melhor vídeo para você.
Então fica aí que eu vou colocar um vídeo bem legal para você continuar assistindo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.