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#PromovendoSaúde Obesidade ou Lipedema Entenda as diferenças

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#PromovendoSaúde Obesidade ou Lipedema Entenda as diferenças

O vídeo aborda as diferenças entre obesidade e lipedema, aproveitando o mês de conscientização da condição. Com participação da apresentadora Isabela, do cirurg

Perguntas respondidas neste vídeo

É o que nós vamos falar hoje, dessa diferença entre obesidade e lipedema, dessa inflamação celular, tratamento, diagnóstico e nós vamos ouvir aqui uma história muito importante da Ana Del Mar, que vai nos contar pela experiência dela, como é conviver com lipedema depois de 20 anos até ter o diagnóstico correto?

Ana, bem-vinda. Olá, Isabela, boa noite, nada. Eu tenho certeza que todos nós vamos aprender muito com você, com a sua experiência, com tudo a sua jornada até o tratamento correto.

Todos os comentários de vocês são muito importantes para que essa conversa seja com uma troca muito interessante para que todos vocês saiam melhor do que estão chegando, com as informações corretas, com as informações mais adequadas para a qualidade de vida de todos, porque estamos falando de um problema de saúde que afeta demais a qualidade de vida, não é?

Ana, doutora Alexandre, antes de ouvirmos a Ana, doutora, compartilha com a gente uma tela para quem está nos acompanhando, que ainda não associou o que nós estamos falando, o que é o lipedema, assim vai ficar mais fácil para a gente começar a nossa conversa.

O que é que aconteceu?

Eu acho que é um conquistar autoestima, um conquistar aos, depois dos 45 anos de idade, porque eu convivo com o lipedema desde adolescente sem ter muita noção, então sempre achei que era gordura, era perna grossa, tornozelo enxuto, aí achava que torcia o pé, então é a torção que está acontecendo, mas eram os dois tornozelos, eram as duas coxas, e nunca sempre sofrendo com aquela situação de palacocha, eu faço dieta e me emagreço, sempre aquele julgamento de que olham para você com aquela cara de, você está me falando aqui que você faz dieta, mas você deve comer escondido, não é possível, então é o conviver com esse dilema em não ter saída, porque nessa jornada eu busquei vascular, eu busquei endocrinologista, eu busquei ortopedista, achando que podia ter uma questão de torção, alguma coisa assim, e não achava, não achava um diagnóstico, foi um, foram muitos anos muito difíceis, e é muito difícil você conviver com uma coisa que você acorda todo dia e sente todo dia, porque você não consegue usar qualquer calçado, você não consegue usar qualquer calça, porque as coisas apertam, então é um grande desafio, então foi uma jornada, e aí acho que há uns quatro anos atrás eu falei, chega, chega de sofrer, não consigo mais ficar desse jeito, eu preciso achar uma saída, alguma saída tem que ter, se eu não achei, ainda não encontrei, não procurei no lugar certo, tem que ter, e aí há dois anos atrás eu me deparei com vários posts no mês de junho falando da conscientização do Lipedema, mas comecei a pesquisar, a pesquisar e falei, vamos procurar essa também, porque essa não tentei ainda, e foi aí que eu cheguei no Dr.

Bom, provavelmente pelo que eu rastrei, provavelmente dos 12 anos de idade aos 44, em todos os endocrinologistas, em todos os, as fórmulas, dietas, remédios, até uma bariátrica que não resolveu, né?

E aí aos 44 que o que o que o doutor Alexandre diagnosticou de termina.

Doutor Alexandre, de acordo com a sociedade brasileira de angologia e cirurgia vascular, o lipidema afeta cerca de 11% das brasileiras, né?

Vamos falar aqui de um recorte brasileiro. E é o acúmulo de gordura, então, como você mostrou na imagem.

Transcrição completa do vídeo

Olá, muito boa noite, bem-vindo, bem-vinda a mais um Promovendo Saúde no dia 14 de junho, nós sabemos que hoje é o dia mundial do Doutor de Sangue e também temos um assunto muito importante para tratarmos no dia 14 de junho, que é um mês de conscientização do lipedema. O que é lipedema? Vocês já viram? Vocês já conviveram com pessoas que têm acúmulo de gordura no tornozelo, nas pernas, no quadril, nos braços? Mas, Isabela, mas isso não é obesidade? Obesidade ou lipedema? É o que nós vamos falar hoje, dessa diferença entre obesidade e lipedema, dessa inflamação celular, tratamento, diagnóstico e nós vamos ouvir aqui uma história muito importante da Ana Del Mar, que vai nos contar pela experiência dela, como é conviver com lipedema depois de 20 anos até ter o diagnóstico correto? Ana, bem-vinda. Olá, Isabela, boa noite, nada. Eu tenho certeza que todos nós vamos aprender muito com você, com a sua experiência, com tudo a sua jornada até o tratamento correto. Já vou antecipar aqui uma coisa, a Ana chegou a fazer uma cirurgia bariátrica para resolver a obesidade que não era obesidade. Depois descobrimos que é lipedema, então a gente vai explicar exatamente o que aconteceu. Juntos com a Ana vem a Dra. Alexandre Amato, que é cirurgião vascular, doutor pela USP e especialista em lipedema. Dra. Alexandre, bem-vindo. Olá, Isabela, obrigado pelo convite, fico muito feliz de estar aqui nesse mês de conscientização do lipedema, falando sobre esse assunto que eu vou falar. Uau, nós estamos ao vivo no Instagram, no Facebook, no YouTube. Todos os comentários de vocês são muito importantes para que essa conversa seja com uma troca muito interessante para que todos vocês saiam melhor do que estão chegando, com as informações corretas, com as informações mais adequadas para a qualidade de vida de todos, porque estamos falando de um problema de saúde que afeta demais a qualidade de vida, não é? Ana, doutora Alexandre, antes de ouvirmos a Ana, doutora, compartilha com a gente uma tela para quem está nos acompanhando, que ainda não associou o que nós estamos falando, o que é o lipedema, assim vai ficar mais fácil para a gente começar a nossa conversa. Então, o lipedema é essa deposição de gordura nas linhas, mas pode ser em membros superiores também. Essa deposição da gordura é evolutiva, obviamente quando a gente vê esse estágio 4, a susta, quem está no estágio 4 passou pelo estágio 1, 2 e 3 durante a vida, mas isso é importante falar que nem todo mundo que está no estágio 1 vai evoluir para o estágio 4, não é para olhar essa foto com um desespero falando nossa, eu vou chegar lá, não, só vai chegar lá se não tratar. Agora, a gente tem que identificar a cedo, porque quem está no estágio 4 passou por todos os outros estágios, muitas vezes sem um diagnóstico e sem um tratamento adequado. Doutora, então vou pedir para você retirar a tela, para todos nós temos uma ideia do que é o lipedema e de como pode ser confundido com obesidade, que foi o que aconteceu com a Ana, a Ana é consultora de comunicação, vive com o lipedema ainda, Ana, como foi sua jornada até encontrar o doutor Alexandre Amato, até reconquistar sua autoestima, sua qualidade de vida. O que é que aconteceu? Eu acho que é um conquistar autoestima, um conquistar aos, depois dos 45 anos de idade, porque eu convivo com o lipedema desde adolescente sem ter muita noção, então sempre achei que era gordura, era perna grossa, tornozelo enxuto, aí achava que torcia o pé, então é a torção que está acontecendo, mas eram os dois tornozelos, eram as duas coxas, e nunca sempre sofrendo com aquela situação de palacocha, eu faço dieta e me emagreço, sempre aquele julgamento de que olham para você com aquela cara de, você está me falando aqui que você faz dieta, mas você deve comer escondido, não é possível, então é o conviver com esse dilema em não ter saída, porque nessa jornada eu busquei vascular, eu busquei endocrinologista, eu busquei ortopedista, achando que podia ter uma questão de torção, alguma coisa assim, e não achava, não achava um diagnóstico, foi um, foram muitos anos muito difíceis, e é muito difícil você conviver com uma coisa que você acorda todo dia e sente todo dia, porque você não consegue usar qualquer calçado, você não consegue usar qualquer calça, porque as coisas apertam, então é um grande desafio, então foi uma jornada, e aí acho que há uns quatro anos atrás eu falei, chega, chega de sofrer, não consigo mais ficar desse jeito, eu preciso achar uma saída, alguma saída tem que ter, se eu não achei, ainda não encontrei, não procurei no lugar certo, tem que ter, e aí há dois anos atrás eu me deparei com vários posts no mês de junho falando da conscientização do Lipedema, mas comecei a pesquisar, a pesquisar e falei, vamos procurar essa também, porque essa não tentei ainda, e foi aí que eu cheguei no Dr. Alexandre, preenchi a planilha, que eu acho que ele vai explicar um pouco mais, mas que eu acho que dá uma clareza do que você tem de sintoma versus um diagnóstico clínico ali, porque tem muito o adorio, o quanto dói em alguns períodos em que a gente está mais inflamada ou não, então além da dor emocional tem a dor física e ela é grande em períodos de inflamação, e aí com todos os, com tudo que eu acho que o Dr. Alexandre vai contar um pouco aqui, me deu muita clareza de entender o diagnóstico, estou aqui super feliz de estar aqui com vocês hoje, dois anos depois comemorando um progresso transformador na vida, que é descobrir quem, descobrir ter vaidade, descobrir o que é autoestima, nunca tive auto, você foi baixa, baixíssima autoestima, eu descobri o que é se sentir bem, eu descobri o que é possível conviver, então toda aquela dor que vem de, pô, chama doença que eu vou ter que conviver com ela a vida inteira, nossa que ruim, não, para aí, tem pontos de vista diferentes, então enfim, estou muito feliz, muito feliz mesmo por descobrir que tem caminhos. Excelente Ana, já já eu vou querer saber mais detalhes de como a decisão pela cirurgia bariátrica, perdeu só quatro quilos, ou seja, não é esse o caminho, ou seja, não era obesidade, quantos anos tratando o lipidema como obesidade, Ana? Bom, provavelmente pelo que eu rastrei, provavelmente dos 12 anos de idade aos 44, em todos os endocrinologistas, em todos os, as fórmulas, dietas, remédios, até uma bariátrica que não resolveu, né? E aí aos 44 que o que o que o doutor Alexandre diagnosticou de termina. Doutor Alexandre, de acordo com a sociedade brasileira de angologia e cirurgia vascular, o lipidema afeta cerca de 11% das brasileiras, né? Vamos falar aqui de um recorte brasileiro. E é o acúmulo de gordura, então, como você mostrou na imagem. Doutor Nozelo, no joelho, nas pernas, e que a gente pode confundir com gordura localizada, né? Por que que há tanta confusão entre obesidade e lipidema? Incrível, né? Essa é uma perguntinha tão simples e muita gente fica confusa com isso, né? Primeiro, vou fazer uma pequena correção, porque é uma novidade, tá? É super novidade, não são 11%, tá? São 12,3%. Mais de 12%. É, isso, eu tô falando isso, não tô querendo corrigir, não. Por favor, corriga. Doutor, só tá me corrigindo. Trabalho foi publicado este mês sobre a prevalência do lipedema no Brasil. Então, a gente descobriu como que é o lipedema no Brasil. Dá quase 8 milhões de mulheres portadoras de lipedema, 12,3%. É um número absurdo. E aí vem a pergunta, por que que ninguém diagnostica, né? Nos Estados Unidos, quem mais faz o diagnóstico do lipedema são as fisioterapeutas, não são nem médicos, né? Por incrível que pareça, os médicos têm uma certa reticência em fazer esse diagnóstico. Eu entendo da seguinte forma, porque se você faz o diagnóstico de uma doença, você tem que ajudar no tratamento, você tem que saber o que você pode fazer pra ajudar. Se você coloca a culpa no paciente, fala, você tá, você tá obeso, a culpa é sua, você que não tá, você tá comendo, você tá fazendo tudo errado, não sou eu que não tô te dando o tratamento, é você que não tá fazendo o que tem que ser feito. É confortável, é mais difícil a gente assumir uma responsabilidade de uma coisa que até um pouco tempo atrás não tinha muito tratamento, né? Era fazer o diagnóstico, eu tenho uma paciente cujo diagnóstico foi feito há 20 anos atrás, né? A história dela é até curiosa, ela fez o diagnóstico com o médico alemão e aí logo em seguida o médico alemão faleceu. Então ela teve o diagnóstico e ela ficou com uma ação, mas ela não tinha nada pra fazer com aquilo, ela procurava outros médicos, ninguém falava nada do assunto, né? Então ela ficou perdida esses 20 anos com o diagnóstico. Então infelizmente, né? Isso é um assunto que não é falado nas faculdades, não está no currículo básico da faculdade médica. Quem se interessa vai ter que buscar um assunto além, né? Extra curricular, são todos que têm esse esse interesse e tem um outro aspecto também que é muito importante. Ela é uma doença que requer várias especialidades atuando em conjunto. Então a paciente vai chegar com dor, né? Doer na perna. Com certeza absoluta em algum momento vai procurar o cirurgião vascular. A gente aspa, coloca a gente, nós somos os pernólogos, né? A gente estuda as pernas, né? Vai ter dor na perna, vai procurar o cirurgião vascular. Uma anadista também procura hortopedista, também vai procurar o endocrinologista, vai rodar todos os especialistas. Como nenhum deles se considera o responsável por ajudar nessa doença, mesmo que ele fizesse o diagnóstico, talvez ele falasse procurar alguém, vai no endocrinologista e resolve com ele. Ou vai no hortopedista e resolve com ele. Aí fica pulando de um e ninguém assume o problema. Eu acho que a grande questão tá em assumir o problema e falar, não, tudo bem, eu concordo que é uma doença complexa, difícil de lidar, mas eu vou tentar ajudar, né? É esse tentar ajudar que é muito importante. Quanto mais pessoas perceberem isso, mais a gente, mais pessoas a gente vai conseguir ajudar, né? Assim como a Ana comentou do questionário, né? Como ela descobriu também num junho lipedema, eu espero que essa mensagem atravesse, transcenda aí muitas pessoas e ajude muitas pessoas. Com certeza, doutora, é por isso que nós estamos, né? Nessa noite fria, né? Especialmente pra quem tá em São Paulo, não sei pra todos que tá acompanhando nesse promover do saúde. E a nossa missão é de educação e saúde e compartilhar informações, especialmente de um problema que afeta oito milhões de brasileiras, né? Que provavelmente estão tratando o seu lipedema como obesidade. Eu tô vendo aqui alguns comentários e é curioso porque, por exemplo, né? A Carla Tolomey é uma querida amiga que nos acompanha da saúde já há muito tempo, ultra inteligente. Nunca ouvi falar sobre lipedema, né? A Ana super engajada também, né? Que está aqui conosco, super engajada, super inteligente, super antenada e também não tinha ouvido falar lipedema, então a gente precisa compartilhar mais essa informação. Eu tô vendo aqui a Camila Sales também pelo YouTube, né? Quando fala da porcentagem, né? Trouxe desse estudo novo de 12,3% ou 8 milhões, ela disse que essa porcentagem vai subir porque muitas mulheres, muitos profissionais, desconhecem a doença. E aí eu vou já trazer mais uma provocação que veio pelo Instagram. A Silvana, ela pergunta, limpedema ou lipedema? Excelente pergunta. Nossa, ela pegou na veia de um dos maiores problemas que foi a nomeação da doença. Deram um nome pra doença, ou lipedema. Estamos falando de lipedema, né? Estamos falando de limpedema, mas deram um nome muito similar ao de outra doença. E aí isso gera uma confusão até entre os médicos. Então, quando alguém fala, pode perguntar pra algum médico, ah, não sei o que lipedema. Alguns vão te corrigir, vão falar, você tá falando de lipedema. E não é, são duas diferentes e completamente diferentes, embora tenha algumas similaridades. E o pior de tudo, o lipedema na sua fase mais avançada no estágio 4 também pode causar o lipedema. E aí ele vira o lipolipedema. Então, ou seja, é assim, a zona completa, né? Consegue confundir todo mundo. Estamos falando de uma inflamação celular, doutor Alexandre. Inflamação celular, sim, é um tecido conjuntivo e a gordura no final que inflama. Essa é a doença. E essa é uma das grandes diferenças também entre a obesidade e o lipedema. O lipedema, causador, 90% dos casos vai ter dor, obesidade não causador. Então, às vezes eu vejo gente tratando obesidade, falando, tô com dor na perna, tô com dor no corpo e culpando a obesidade. Mas a obesidade não dói, né? Tem que ter algo mais pra explicar isso. Breaking News, tá? Breaking News, para tudo, chama mais pessoas pra assistir essa nossa entrevista, vai ficar gravada, tá gente, para vocês compartilharem também. O lipedema é causador, a obesidade não é causador, só voltando que obesidade também é uma doença crônica. Lipedema é uma doença. Estamos falando de inflamação celular. A diferença é que o lipedema é causador, a obesidade não é causador. Vou aproveitar, então, antes de passar para Ana, uma pergunta aqui que veio também pelo Instagram, doutor da Marcia Lima. Qual a causa principal da obesidade? E aí eu vou emendar. Qual é a causa principal do lipedema? Poxa, a obesidade é muito complexa para a gente falar a causa principal, né? Tem a síndrome metabólica, pode ser alimentar, pode ser alguma doença metabólica, tiroides, pode ser tanta coisa. É difícil rastrear uma causa principal para a obesidade. O lipedema não é tão mais simples mas dá para a gente falar que existe uma questão genética por trás. São algumas mulheres que tem essa genética, é uma questão poligênica, não é um gene só, são vários genes, tá, tanto que existem lipedemas diferentes de mulher para mulher, mas tem essa questão genética e vai ter um gatilho. Esse gatilho normalmente é hormonal, que vai acontecer ou na puberdade ou numa gestação ou numa menopausa lá na frente. Quando tem grandes variações hormonais no corpo da mulher, essa variação hormonal vai desencadear o lipedema que estava lá dormindo. Então, aí depois ela fica mais fácil de falar com outros outros gatilhos. O Ano, eu já vou passar para você, mas está chegando umas perguntas aqui. Muito boa. A Tânia pergunta se a obesidade pode levar ao lipedema. Poxa, pergunta muito legal porque tem os dois lados, né? A obesidade ela é um gatilho inflamatório, sim, mas eu vou contar a história que talvez a Ana possa contar o lado dela também, mas normalmente a história de quem tem lipedema e chega a ter uma bariátrica é a seguinte, tem um lipedema, não sabe que tem um lipedema, então fica lutando contra a balança, né? Acabou olhando o peso como referência principal, aí passa a vida brigando com a balança, faz dieta, tudo conta dieta, não melhora, às vezes melhora um pouquinho, faz exercício físico, faz mais exercício do que as amigas, as amigas perdem peso rápido, ela não consegue perder, aí chega um dia que vem a desistência, né? Desisto, eu gosto de comer, não gosto de fazer exercício e aí larga a mão, aí vem a obesidade de verdade em cima do lipedema, aí são dois problemas para resolver e fica mais complicado porque a obesidade vai ficar perpetuando a inflamação que piora o lipedema, entra num ciclo vicioso que é difícil realmente de tratar se você não tiver a consciência do que está acontecendo. Ana, quer complementar com o que aconteceu contigo? Eu acho que é exatamente isso, né? Comece uma confusão que você não sabe, se você não identifica que é lipedema, você acha que é obesidade, você não sabe o quanto a obesidade impacta do lipedema, né? Eu vivi isso na prática agora, né? Agora em agosto eu faço um ano de tratamento conservador porque eu acho que é legal também a gente falar que cirurgia não é solução para tudo e isso foi muito legal na conversa com o doutor Alexandre e entender como é importante essa parceria no lipedema entre médico e paciente em um sentido de que o que por ser uma doença inflamatória é doutor Alexandre me corrigir, mas foi o jeito que eu interpretei e entarei esse ano de tratamento, mas é um ponto de equilíbrio entre realmente, de verdade, cuidar da cabeça, estar com a cabeça tranquila, significar achar com a sua forma de dormir, porque dormir é importante, a sua forma de achar um exercício e entender o teu corpo, porque alguns exercícios inflamam, então eu tentava fazer um falavolo para estar doendo, estou com muita dor, espero estar inflamando, vamos entendendo o que é, a alimentação também, quais são os alimentos que inflamam ou não, então tem um realmente aquilo que a gente sempre vê que é a teoria linda, ideal, no lipedema eu vejo que ela realmente faz sentido e ela é importante, e toda vez quando eu tenho consulta com o doutor Alexandre que ele fala nossa, melhor descoberta você fez agora, ele vibra mais do que eu, é porque sempre quando eu falo, identifiquei que fazer tal exercício me inflama, ele fala isso, o mais importante, o que ele me falou na última consulta, o mais importante não é não estar inflamado, mas entender quando você inflama e sair dessa inflamação, então esse é um processo que eu acho que claro, obesidade acentua, assim, só contando o final da história, ou o momento em que eu estou agora, com a bariátrica eu consegui emagrecer 4 quilos, mas com essa conscientização e com esse conhecimento do meu corpo de agosto até agora, até junho, foi um agressivo em 24 quilos, 4,25, mas e assim, não estou morrendo de fome, foi realmente essa questão do ponto de equilíbrio de entender o corpo, de caminhar junto com o doutor Alexandre, de levar essa transparência de olha, estou mais ansiosa que olha, não estou fazendo exercício, e entendendo os movimentos do meu corpo, então eu acho que o que é muito legal é essa questão de que às vezes a dieta não aparece quando você faz a dieta achando que é só obesidade, e se você busca esse diagnóstico, entende se tem aí o lipedema, tudo muda, até a obesidade quando ela está associada a lipedema, foi o que aconteceu comigo. Perfeito, perfeito. O Ana, está demais o que a nossa conversa, se você soubesse o que está rolando aqui no chat lá do YouTube com o Facebook, eu vou compartilhar aqui alguns comentários para que vocês entendam que o que nós estamos falando é extremamente necessário. Aline, os que procurou um diagnóstico depois de 10 anos, então provavelmente fazendo o tratamento de obesidade, não sei, tá lindo, se você puder trazer mais informações, aí sim teve o diagnóstico de lipedema. E aí, a Carla, ela pegou aqui algo que vocês disseram, a doença então seria uma característica das mulheres em virtude das alterações doutora Alexandre? Sim, a doença, ela ocorre 99,9% das vezes em mulheres, tem alguns casos relatados em homens, tá, é super raro, eu acabo drenando o caso do Brasil inteiro, então tem alguns casos consultório, mas realmente é super raro, não é frequente não, e está relacionado sim às alterações hormonais. Então esse é cúmulo de gordura, ele pode começar na puberdade, na gravidez e na menopausa. Vem uma pergunta também muito interessante relacionada a isso da Marcia Lima, falando sobre o emocional, Ana falou sobre a saúde mental e a Marcica, ela traz o emocional, pode interferir na obesidade e no lipedema doutora? Demais, demais, o emocional, a nossa ansiedade, por várias razões tem o emocional, ansiedade, que acaba gerando aquela vontade de comer, são as pessoas que acabam afogando as magras na comida, mas tem o outro lado disso também, que aumenta a inflamação, qualquer estresse no nosso corpo, inclusive estresse emocional, gera estresse oxidativo, gera inflamação. Eu tenho até um caso, acho que foi no ano passado, o paciente que passou comigo, por teleconsulta, e está no meio da faixa de gás, no meio daquela briga toda, e aí o lipedema dela estourou, realmente, todo esse estresse. Agora eu vejo muito frequentemente, quando tem alguma coisa mais pesada na família, algum óbito, algum luto, algum divórcio, um trabalho muito estressante, são momentos em que tem uma piora do lipedema, isso é nítido. Para todos que estão chegando agora, nós estamos falando com o doutor Alexandre Amato e Ana Belmar sobre o lipedema. Nós estamos no mês de junho, que é o mês de conscientização do lipedema, uma doença que é muito confundida com a obesidade, e o doutor trouxe aqui uma frase fantástica, estamos falando de uma inflamação pelo largo, de uma célula gordurosa inflamada. Certo? A diferença da mobilidade não causa dor, o lipedema causa dor. Ana falou sobre a alimentação e exercícios, e aí o Douglas, monge e personal, meu querido Douglas Monge, conheço Douglas, o doutor, faz uns 20 anos, ele é personal daqueles assim, é muito especial, que sabe que os hábitos, a disciplina, tudo isso interfere na saúde integral, e ele pergunta que, independentemente da genética, qual o papel da alimentação na prevenção do lipedema? Poxa, achei que ele fosse perguntar de exercício físico, tudo bem, vamos falar de alimentação. Os dois. Uma no funcionista aí, pergunte de exercício físico, então, para fazer a troca. Mas vamos falar, alimentação é muito importante, eu vejo muito frequentemente a intolerância alimentar como uma piora inflamatória, em alguns casos até como gatilho. Então, o alimento mais inflamatório frequente hoje em dia é o trívio glúten. A nossa sociedade está sendo destruída pelos quatro pós-brancos, não sei se vocês já perceberam, mas o açúcar, o sal, o trigo e a cocaína são os quatro pós-brancos que destruem a sociedade atual. É isso, meu querido amigo Douglas, aquilo que nós já falamos, a alimentação, pode interferir, mas a Ana trouxe aqui um ponto muito importante, qual alimento, Ana, você comia achando que estava batendo um bolão e te deixava mais inflamada? Olha, o que eu achei muito curioso é entender que cada corpo é um corpo, então a gente precisou fazer um exame para entender quais são os alimentos que para mim eram mais prejudiciais. E de novo, tem essa combinação total, porque a gente sabe que açúcar, alguns são inflamatórios para todo mundo, mas alguns inflamam mais e outros inflamávamos menos. Então tem esse composto de entender também o que inflama na alimentação, com o que inflama no exercício, então, por exemplo, eu fui fazer uma aula achando que ia ser ótima, porque era na água, que é menos impacto, e eu morri de dor por alguns dias, até entender que para mim aquilo era muito forte, era um processo inflamatório. Então acho que tem essa combinação total do que inflama e na alimentação, sem dúvida, o gluten foi um impacto grande. Eu falo com o Dr. Alexandre, eu sou super honesta, não cortei, mas reduzi absurdamente o gluten, assim como o açúcar, agora é nítido, eu consigo perceber, e aí acho que o Dr. Alexandre pode contar, porque isso também é uma forma das mulheres conseguirem identificar sinais de lipedema, mas uma das formas que a gente mais identifica é um aspecto que parece muito a celulite na perna, e que quando eu como mais doce, eu vejo isso, eu falo, opa, tem alguma coisa que eu estou inflamada. Aí acho que, passando até para o doutor Alexandre contar um pouco mais desses sintomas que a gente tem, quando a gente fala de dor, Isabela, é uma dor de doer a perna, de doer a superfície, aquela coisa de, assim, não uma inflamação, de você colocar uma calça jeans e a calça doer a perna, assim, é isso o ponto da dor que o lipidema pode chegar, né, com o hematoma, enfim, acho que o doutor Alexandre pode contar, mas realmente é uma dor, eu digo que peculiar, porque assim, ela dói por dentro todo dia que você acordar e ter que conviver com isso, não é fácil até você conseguir descobrir que tem saída, que tem tratamento, que você pode ter uma condição de vida muito melhor, realmente, sem sofrimento, é possível isso, mas junto a isso é a sabor física, né, e aí eu acho que tem alguns fatores que dão clareza para essa percepção do que é o lipidema que o doutor Alexandre pode contar melhor, né. Doutor, sobre a celulite, né, a celulite, muitas, as pessoas falam de celulite, primeiro que tem a celulite infecciosa, que seria Isabela, é outra questão, essa celulite estética, muitas vezes, é a inflamação do lipedema, o lipedema inflamado está causando essa retração na pele e aí acaba sendo um dos sinais de que o lipedema está lá e está inflamado, na hora que a gente começa a desenflamar o lipedema e esse aspecto de celulite diminui. Eu sei que as pessoas acabam buscando a questão estética, mas a gente tem que colocar em ordem o tratamento, então, em primeiro lugar, a gente tem que pensar na mobilidade, isso é o principal, né, em segundo lugar, melhorar sintomas, melhorar a dor, sensação de enchaço, cansaço, peso, roxo na perna, que a gente acabou nem falando ainda, né, que esbarra, os roxos vão aparecendo na perna, e essa desproporção, né, e em terceiro lugar, vem a parte estética, não quer dizer que a gente não tenha que buscar a parte estética, mas a gente tem que colocar a prioridade na frente, né, mobilidade em primeiro lugar, se o lipedema estiver impedindo, dificultando o caminhar, tanto que o lipedema está extremamente associado com o chondromalácer, com algumas lesões no joelho, a gente tem que tratar para que não vá parar numa cadeira de rodas lá na frente, a gente tem que evitar isso, né, e depois de nada adianta ficar com a perna bonita, se você está sentindo dor, isso para mim é muito óbvio, né, só que muita gente busca estética em primeiro lugar, e aí entra no desespero do, ah, quero operar para tirar isso de mim, porque vai deixar a perna bonita. Veja, a Ana comentou sobre a cirurgia, e eu acho que eu tenho que falar aqui, né, a gente opera, a cirurgia é um dos tratamentos para o lipedema, mas a gente tem que enxergar como uma das ferramentas no tratamento do lipedema, e não como a cura definitiva ou o tratamento definitivo, eu vejo atualmente muita gente buscando no desespero, pelo amor de Deus, tira isso de mim, que eu não aguento mais, só que se você faz a cirurgia e tira gordura, e não tem esse processo de entendimento do próprio corpo, que a Ana passou, você até melhora os sintomas temporariamente, mas a doença vai voltar depois, e a inflamação vai perpetuar, e se essa inflamação não tiver mais gordura lipemática para aparecer, vai aparecer com outros sintomas em outros locais, pode aparecer com dor de cabeça, como qualquer outra doença inflamatória que poderia piorar. Doutor, muitas perguntas, eu vou pedir então respostas rápidas, e já deixando um convite para todos que estão aqui, para que depois sigam Doutor Alexandre Amato, Doutor Alexandre faz um trabalho de utilidade pública na própria rede social, e também vai disponibilizar, já já, vou passar a palavra para ele, um questionário em que cada um vai poder entrar lá, preencher para entender se está num caminho do lipidema ou não. Doutor, vamos lá. Pode ter lipidema apenas em uma perna? Olha, tem um caso relatado na literatura, mas aí é por causa de asimetria, o lipedema acaba sendo maior em uma perna do que na outra, eu tenho vários casos no consultório onde tem essa asimetria, mas essa asimetria é porque a pessoa tem o lipedema, que aí seria igual nas duas pernas, só que aí uma das pernas tem alguma outra doença que aí gera mais inflamação, então quem tem lipedema, obviamente nas duas pernas, aí tem por exemplo uma trombose em uma perna, essa trombose acaba aumentando mais uma do que a outra, ou eu tenho algumas doenças raras, como o Leia e o Mio Sarcoma, tudo isso que gera inflamação acaba aumentando uma perna mais do que a outra, mas é raro, normalmente a gente pensa nas duas pernas iguais. A Joyce também perguntou agora pouco se lipedema tem fator genético. A gente falou já. A Siri falou aqui comigo. É, tá, apenas uma perna e tem fator genético. Sim. A Maria, ela diz que tem o grau 3 e diz que dói muito, você pode repetir aquela ilustração para a gente, doutor Alexandre? Posso, deixa eu voltar aqui mais. Porque é importante a todos que estão nos acompanhando visualizar o que nós estamos falando. Eu só não consigo colocar aí, mas tá prontinho, tá aí. Então a Maria grau 3 dói muito. Ana, você se lembra dos seus estágios, o nível de dor, tornozelo, joelho, como é que era? Posso interromper e falar só uma coisa que é importante. Você pode ter muita dor no estágio 1 e pouca dor no estágio 3 ou 4. O estágio não está relacionado com a dor. Isso é importante porque tem muita gente andando por aí com pouca gordura no estágio 1 e com dor. E esse é o caso mais difícil de fazer diagnóstico. E quando chega no estágio 4, 3, aí é muito fácil. Todo mundo olha e fala que tem um problema. Quem está no estágio 1 está sofrendo de dor, passa de médico em médico, ninguém faz o diagnóstico. E muitas vezes quem acredita que está tendo dor, é incrível. Desculpa cortar. Assim como eu acho que tem um ponto que é legal nesse ataque, não necessariamente todo mundo que tem lipedema é obeso, né? Então, eu já vi vários relatos de pessoas que falam poxa, mas eu sou super magra, mas da cintura para baixo eu tenho a coxa grossa. Então, acho que até a coisa do estágio às vezes também confunde pelo fato de você ficar tentando entender onde você está e não ter um diagnóstico claro de que é e de que dá para tratar independente de onde você está. Sim. E acho que vem também aquela sensação de quando vê essa imagem aí de ah, é uma doença evolutiva, então eu vou chegar no estágio 4, então entrem em desespero. E não é isso. Veja, eu falei 12% da população feminina tem o lipedema e nem todas estão desesperadas por aí com dor na perna. Por quê? Porque boa parte delas está controlada. E pode ter encontrado um controle aí, às vezes sem a ajuda do médico, às vezes a pessoa fez uma dieta que funcionou e continua na dieta, às vezes ela está fazendo um exercício que é super bom para ela e ela está controladinha. Então tem muita gente que tem o lipedema, está andando por aí e está autocontrolada, porque tem hábitos de vida saudáveis e encontrou seu caminho sozinha. A Aline, ela comentou sobre nódulos, então o lipedema também vai provocando nódulos, doutor. Ele pode provocar nódulos, mas aí a gente tem que avaliar uma outra doença, que é a doença de Dérkon também. Então muitas vezes os nódulos podem ser o Dérkon. São doenças que andam juntas. Aí agora eu vou passar, infelizmente, para o fim da nossa conversa. Eu combinei aqui com o doutor Iqohana, que nós encerrariamos as 7h40. Antes de pedir as considerações finais, doutor Alexandre, eu quero só ressaltar que você junto com a sua equipe, vocês publicaram internacionalmente o primeiro protocolo do mundo para o diagnóstico do lipedema. Então isso é muito importante que você também divulgue aqui para a gente. Aquele link para que todos que estão nos acompanhando, possam aprender um pouco mais sobre si e buscar ajuda. Com certeza. Agradeço a oportunidade. É um questionário de autoavaliação. Foi validado cientificamente. Então o resultado que ele dá não é igual qualquer teste da internet. Ele vai dar um número real. Então é esse link bio.amato.io/autoavaliação. Entrando nesse link, você vai responder algumas perguntinhas. É super rápido. E aí ele vai dar em porcentagem de probabilidade. Então é óbvio que quem tem 90% de probabilidade de ter a doença não quer dizer que tenha doença, quer dizer que tem 90% de chance de ter uma em cada dez dessas aí, não teria. Então quanto maior a probabilidade, eu sugiro passar em avaliação médica para ter o diagnóstico definitivo. Esse link também está lá no chat de quem estamos acompanhando pelo YouTube e Facebook e também no Instagram do doutor Alexandre Amato. Doutor, posso lhe pedir, fazer um pedido? Pode responder duas perguntas antes de dar as perguntas. Doutor, aqui é a disposição. Corpo formato de pera. Determinado as partes do corpo não emagrecem, dores constantes. Muita dificuldade de emagrecer. Podem ser indícios de lipedema? Doutor, gordura. Dificuldade de inmovilidade, dificuldade de perder peso, puxa a vida. É aquele negócio, olha, tem bico de pato, tem pena de pato, faz barulho de pato. Será que é um pato? Procuro Doutor Alexandre. Quando o ouvido está pronto a mensagem chega. Então essa entrevista não chegou para todos vocês à toa. Isso que você falou é tão importante quando o ouvido está pronto a mensagem chega. Porque tem muita gente que não está pronta para ouvir. E eu lembro lá, dez anos atrás, quando eu estava começando isso, eu falava para a paciente, você tem lipedema. A paciente estava no meu consultório para ver varizes, ela não queria ouvir disso, não estava nem aí para essa informação. Era um ou outra que queria ouvir. Então tem que estar preparado para essa mudança crucial. Essa mudança, ela está nos pacientes e também nos médicos. O Douglas, ele volta, realmente, como vocês falaram, a probabilidade de relacionar dor com o problema vascular é enorme. Então esse também é um problema que a pessoa não procura o médico certo. Isso acontece também em outras especialidades da medicina. Quando alguns médicos não tenham conhecimento geral e vão tratando lipedema com obesidade, demora muito e a qualidade de vida é muito afetada. Para finalizar, qual tratamento que não seja cirurgia, doutor Alexandre? Para resumir, eu falaria uma mudança de hábito de vida completo. Se você está inflamado, veja, normalmente quem está cronicamente inflamado, é porque está fazendo alguma coisa errada quase que todo dia. E se está fazendo alguma coisa errada quase que todo dia, é porque é essa coisa errada que você gosta de fazer. Então a gente tem que descobrir o que é que está te inflamando e o que você gosta de fazer. Então normalmente eu vou cutucar em alguma coisa dolorosa, no bom sentido, algo que você gosta e repete e está te inflamando. Isso varia de pessoa para pessoa. A gente tem que identificar o que é. Doutor Alexandre, nós só nos encontramos pela Ana Del Mar. A Ana, que é uma querida amiga especialista em comunicação, tem uma sensibilidade tremenda, não só para a educação de saúde no lipidema, mas sobre outros assuntos também. Então gratidão profunda, Ana, por você ter trazido o tema do lipedema, que é nesse mês de junho, que é o mês de conscientização do lipedema, uma doença que afeta 8 milhões de brasileiras, então aprofundo a gratidão todos aqui também, vieram vários comentários te agradecendo, que pegaram o início da nossa conversa. Quero te agradecer e passar agora a palavra para você passar o último recado para quem está aqui ouvindo, e que pode viver uma grande transformação, especialmente a partir do autoconhecimento, e da autoestima e todo mundo. Eu quero primeiro agradecer a vocês dois, pessoas fundamentais, e a Isabela, como uma inspiradora, sempre trouxe essa mensagem de saúde e não de doença, então sempre me inspirou muito olhar a solução, e não o problema, até pela história de vida dela. Você merece outros capítulos, mas todo mundo que te acompanha conhece. E o doutor Alexandre, acho que tem uma questão de que toda vez, ainda mais quem é traumatizado por buscar soluções para obesidade a vida inteira, você já fica muito na defensiva já de falar, meu Deus, vão de novo falar que é qualidade de vida, que eu tenho que mudar o hábito, não é fácil, não é isso, mas de verdade, eu quis botar a cara aqui até para dizer, porque para dizer que assim, o tratamento que eu encontrei com o doutor Alexandre para a lipedema, realmente fez uma mudança muito diferente, acho que tem um lado humanizado, que é fundamental no lipedema, você já chega muito machucado, depois de tanto diagnóstico errado, você já chega ali mais descrente, com menos vontade, enfim. Então acho que essa questão que o doutor Alexandre traz de um... eu nunca esqueço de um gráfico que ele trouxe na primeira consulta, dois anos atrás, em que ele fala, olha, vamos equilibrar, o lipedema é uma questão de equilíbrio, de conscientização de que você tem que equilibrar o seu mental, o seu psicológico, a sua qualidade de vida, a sua alimentação e tudo mais, ele me abriu uma outra porta, porque na hora que eu olhei tudo aquilo, eu falei, ok, ele está junto comigo, falando que é uma conscientização e não um tratamento de choque, agora eu estou disposta a tentar. E aí, por exemplo, quando eu olhei, eu falei, eu vou por dois caminhos aqui, eu vou olhar para o meu psicológico, porque eu preciso me preparar para encarar essa, e vou cuidar da onde eu posso que a alimentação. Faz o exercício, deixa um pouco para depois, fazer outra coisa, deixa um pouco, vamos equilibrando. E foi essa conscientização que ele me trouxe, que fez com que eu conseguisse, de fato, ter muito sucesso e estar muito feliz para falar sobre ele, mas confortável comigo para falar e com vontade de contar para as pessoas que sim, tem saída, tem saída, é muito difícil, eu nunca esqueço um dia que uma pessoa fala assim, se você não sabe o que é lidar com uma doença terminal, é muito difícil lidar. Eu falei, olha, eu não sei, talvez, como ele dá com a doença que você está lidando, mas o que eu vivo, é uma doença terminal todo dia, porque todo dia eu acordo e não consigo escolher uma roupa, não consigo estar feliz, não consigo me olhar no espelho e sinto dor, porque nos momentos de inflamação, além de tudo, vem a dor. E entender que essa conscientização e essa parceria entre médico e paciente te dá uma condição de sair dessa sensação de ser terminal e ter uma vida muito boa, acho que foi graças a algum jeito que o doutor Alexandre lida com isso. Então, não estou aqui para fazer propaganda, mas estou fazendo porque realmente acho que eu sou a prova de que a gente tem que atrasar, a gente tem que buscar e pedirmos ainda pouco conhecido, então acho que essa planilha, essa tabela no teste do doutor Alexandre ajuda muito a aclarir e a buscar realmente especialistas porque acho que também tem um outro trabalho dentro da área médica, que é mais médicos entenderem e saberem direcionar para quem realmente pode cuidar de quem tem lipedema. Não fica isso. Excelente, Ana. Muito, muito obrigada por tudo que você compartilhou com a audiência, estar aqui comigo. Doutor Alexandre, que bom que a cerca de 10 anos você se especializou no lipedema e devolveu a qualidade de vida para milhares de mulheres. Parabéns. Puxa. É meu objetivo de vida hoje em dia. Eu agradeço. Eu queria só falar da Associação Brasileira de Lipedema. Se alguém quiser informação sobre a Associação www.lipedema.org.br é uma associação sem fins lucrativos que visa divulgação da doença, divulgação de tanto para médico quanto para paciente. Tem bastante informação já filtrada porque também tem muita informação errada na internet. Esse é o promotor do FAKE NEWS na saúde. Por isso que nós estamos aqui promovendo saúde com as pessoas certas. Vou fazer um convite para todos que estão aqui nos acompanhando Instagram, Facebook e YouTube compartilhe essa nossa entrevista com quem vocês querem bem. De repente alguém está convivendo com o lipedema tratando com obesidade ou sofrendo dor tendo uma redução na qualidade da vida. Então, não é só exercício, não é só alimentação, não é só remédio, não é surgir. É uma mudança do estilo de vida. O doutor Alexandre está aqui transmitindo o site www.lipedema.org.br e a sua página. Doutor Alexandre, muito obrigada, Ana. Até breve, se Deus quiser. Muita saúde para vocês. E para todos vocês que acompanharam e participaram, compartilharam suas dúvidas, suas histórias. Muito obrigada pelo seu tempo e confiança. Vocês escolheram nesta noite de 14 de junho. Dia mundial do Doutor [de Senha] e um dia muito especial para falarmos sobre a conscientização do lipedema. Saúde para você, que você se inclua na própria agenda cada vez mais e conquiste a sua própria saúde. Até breve.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.