O Dr. Alexandre Amato aborda a importância do ferro e da ferritina para a saúde cardiovascular e energética. O ferro, transportado pelos glóbulos vermelhos, é e
Isso pode estar relacionado com o sangue nas suas veias. Hoje vamos revelar um segredo pouco conhecido. Como o ferro e a ferritina podem impactar na sua saúde cardiovascular.
Escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber.
Então, para entender como o ferro atua no nosso corpo a gente tem que entender o sangue. Então, no sangue, obviamente, a maior parte do sangue é água. Mas das células, as células mais importantes que a gente tem no sangue são as células brancas, os leucócitos, as células vermelhas, são os eritrócitos e as plaquetas.
Mulheres, por causa da menstruação, principalmente se o volume menstrual for muito grande, perder bastante sangue durante o ciclo, obviamente, vai perder também bastante ferro. As mulheres gestantes, elas têm que dar o ferro para o bebê e aí acaba tirando um pouquinho do seu estoque e isso acaba também causando a anemia.
Uma forma é com a vitamina C. Então, se a gente aumenta a acidez, a gente consegue absorver mais. Então, durante a alimentação, tomar uma limonada pode aumentar a absorção desse ferro.
Cansado e sem energia? Isso pode estar relacionado com o sangue nas suas veias. Hoje vamos revelar um segredo pouco conhecido. Como o ferro e a ferritina podem impactar na sua saúde cardiovascular.
Eu sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu ajudo pessoas com problemas circulatórios a entenderem o seu problema e melhorarem a sua qualidade de vida. E aí, você tem o ferro muito alto ou o ferro muito baixo? Escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber. Você sabia que além de salvar vidas do ar-sangue também pode melhorar a sua saúde? Então, para entender como o ferro atua no nosso corpo a gente tem que entender o sangue.
Então, no sangue, obviamente, a maior parte do sangue é água. Mas das células, as células mais importantes que a gente tem no sangue são as células brancas, os leucócitos, as células vermelhas, são os eritrócitos e as plaquetas. As plaquetas são células anucleadas, ou seja, sem núcleos que fazem parte da nossa coagulação.
As células brancas fazem parte da nossa imunidade. E as células vermelhas que carregam o ferro e são responsáveis pelo transporte do oxigênio para os nossos tecidos. Então, o ferro é essencial para a vida, ele transporta o oxigênio.
A gente precisa disso para ter energia, para ter ânimo. Mas não é só nisso que o ferro atua não. O ferro atua também, por exemplo, na produção de colágeno.
Então, é necessário ferro para a produção do colágeno. Ou seja, se você está preocupado com rugas, com flacidez e o ferro não está corrigido, ou está em quantidades muito baixas, você não vai conseguir a produção necessária. Então, o ferro está presente dentro da hemoglobina e a ferritina, já vou colocar esse termo aqui pra gente, a ferritina é considerado o nosso estoque de ferro.
Então, é o aglomerado de ferro, é a ferritina. Quando a gente tem um excesso de ferro, isso pode causar dano. Principalmente porque o ferro tem o efeito pro-oxidativo, um efeito inflamatório.
Porém, a diminuição muito grande do ferro vai levar à anemia, que também é um problema de saúde muito grave. Para o nosso corpo funcionar, a gente tem que ter o ferro lá na quantidade ideal no centro. Não pode nem ser demais e nem ser de menos.
Quando eu tenho baixo ferro, então, vai ter a queda da hemoglobina. Isso vai trazer fraqueza, apatia, que é a anemia. Esse cansaço, às vezes, é tão grande que não consegue nem levantar da cama.
Eu vejo pessoas com fadiga e que o ferro está lá embaixo e não percebem que o problema é simples de corrigir, como só repor esse ferro. No exame físico, a gente consegue identificar essa anemia, muitas vezes vendo a coloração da esclera, mas também a gente pode dosar laboratorialmente, tanto o ferro quanto a ferritina. Lembrando que os valores de laboratório são valores de médias populacionais.
Então, uma coisa que eu vejo sempre, a ferritina abaixo de 70 já começa a trazer bastante sintoma, já começa a trazer queda de cabelo, cansaço, fadiga, unhas frágeis, mas ainda está dentro dos valores do laboratório. Por quê? Porque essa é uma média populacional. Então, a gente tem que buscar ficar acima de 70, pelo menos.
Os níveis muito baixos de ferro podem até simular um hipotiroidismo. Não é que causa o hipotiroidismo, mas porque a apatia, a fadiga também é muito semelhante. E a ausência de ferro também compromete a conexão do hormônio tiroidiano com o seu receptor.
Agora, quais são os fatores de risco para essa anemia? Mulheres, por causa da menstruação, principalmente se o volume menstrual for muito grande, perder bastante sangue durante o ciclo, obviamente, vai perder também bastante ferro. As mulheres gestantes, elas têm que dar o ferro para o bebê e aí acaba tirando um pouquinho do seu estoque e isso acaba também causando a anemia. Os vegetarianos e veganos, não é que eles não comem o ferro, mas é que o tipo de ferro presente nos vegetais, em sua maior quantidade, um ferro que é menos absorvido.
As carnes vermelhas, elas são ricos em ferro tipo M, que é o ferro mais mais. Esse ferro, ele tem uma absorção maior pelo nosso corpo. O ferro que tem nos vegetais, ou pelo menos em sua maior quantidade, é o ferro 3+, é o ferro não M. Esse ferro, ele precisa ser reduzido em ferro M para ser absorvido no nosso intestino.
Então, como eu já mencionei, o ferro tem um efeito pro-oxidante. Ele vai causar a peroxidação dos lipídios, que é aquela reação de Fenton e que provavelmente está ligada também à deposição e formação de placa aterosclerótica. Então, vamos explicar essa reação de Fenton.
Imagina o seguinte, imagina que no nosso corpo tem várias fábricas, carros que produzem poluição. Essa poluição são os radicais livres. Essa poluição, esses radicais livres, eles vão causar danos em outros tecidos.
Agora, se a gente não tem essa poluição, se a gente não tem esses radicais livres, é porque a fábrica, os carros não estão funcionando. Então, isso não é bom. A gente tem que ter essa poluição, só que a gente tem que ter os mecanismos para limpar o nosso corpo dessa poluição.
Essa poluição da reação de Fenton seria uma poluição maior, uma super poluição. Então, imagina que uma das fábricas faz uma poluição diferente, uma poluição mais concentrada, mais forte, que acaba causando mais danos. Essa fábrica, ela usa como um dos seus produtos o ferro.
E aí, esse ferro vai ligar com o peróxido de hidrogênio. E aí, quando eles se juntam, eles formam a hidroxila. A hidroxila seria essa super poluição.
Esse radical, essa hidroxila, ela sai destruindo e causando dano em todos os tecidos que ela encontra. Esses radicais hidroxila, então, eles são extremamente rápidos, eles são como vândalos no nosso corpo, causando um monte de destruição. Mas isso não é para ser um problema, desde que a gente tem os nossos mecanismos compensatórios, os nossos mecanismos de controle dessa oxidação.
Então, o que limpa esses radicais livres são os antioxidantes. A gente pode obter antioxidante na nossa alimentação. Então, por isso que a gente sempre fala e repete da importância da alimentação saudável.
Porque esses antioxidantes que vão limpar toda essa poluição dos radicais livres. Tanto isso é verdade, que quando a gente tem a ferritina muito alta, ele é um marcador inflamatório. Ele mostra que o nosso corpo está inflamando demais.
E aí, o ideal para ferritina é até 150, mais ou menos. Agora, existem outras causas também para a ferritina alta que não seja a inflamação. Uma delas é a hemocromatose, uma doença genética, que acomete mais os caucasianos, descendente de europeu, principalmente italiano.
E aí, essa ferritina alta não é por causa da inflamação, e sim por essa questão genética. Então, a gente não pode usar só a ferritina como um marcador único de inflamação. A gente tem que usar outros marcadores, como a proteína C reativa, como o ácido úrico, como a própria síndrome metabólica, insulina alta.
São vários marcadores que sugerem uma inflamação crônica sistêmica. Agora, se a ferritina está alta por causa da inflamação, não adianta doar sangue, que vai diminuir a ferritina, mas continua inflamado. A ferritina estava alta como resultado da inflamação.
Você tirou o sangue, baixou a ferritina, mas continua inflamado. Agora, se o problema for a hemocromatose, ou seja, não tem a inflamação de base, doação do sangue vai diminuir a ferritina, diminuindo também o dano. Eu falei tudo isso para chegar num ponto que é, as pessoas que têm a ferritina alta e que doam sangue, têm um benefício palpável, publicado em artigo científico, com melhora na função vascular.
Então, ao doar o sangue, você está ajudando a pessoa que recebe esse sangue, que está precisando, mas você também está se ajudando. Esse trabalho mostrou que a diminuição dos níveis de ferro com a doação do sangue, pode diminuir o estresse oxidativo, deixando uma função vascular mais saudável. Então, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas, a gente vê que doar o sangue pode ser uma forma altruísta de se ajudar e ajudar ao próximo.
Então, eu expliquei como diminuir o ferro, a feitina, que pode ter o efeito oxidante e inflamatório, mas eu não falei como corrigir uma anemia, e isso é importante. Então, se tiver os níveis de ferro muito baixo, como que a gente consegue recuperar isso? Na alimentação. Então, existem vários alimentos que contêm o ferro, entre eles a carne vermelha, couve, os vegetais verdes escuros, só que como que a gente pode fazer para aumentar essa absorção? Uma forma é com a vitamina C. Então, se a gente aumenta a acidez, a gente consegue absorver mais.
Então, durante a alimentação, tomar uma limonada pode aumentar a absorção desse ferro. Por outro lado, se você está tomando muito café, o café pode dificultar a absorção desse ferro. E aí, vamos melhorar nossa saúde vascular? No seu caso, é aumentando a quantidade de ferro ou diminuindo? Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, curta, compartilhe, envie para o seu familiar e fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.