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Como Prevenir o Câncer de Pele?

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Como Prevenir o Câncer de Pele?

O câncer de pele, o mais prevalente no Brasil, divide-se em melanoma, originado das células pigmentadas e mais agressivo, e o não melanoma, mais frequente e men

Perguntas respondidas neste vídeo

Esse tipo de câncer de pele é o câncer mais agressivo e mais letal dos tipos de câncer de pele que existem, né?

Então, é muito importante a gente saber da existência dele e principalmente prevenir. Já o câncer de pele não melanoma são os câncer mais frequentes, muito mais do que o melanoma, felizmente, porque eles não têm uma gravidade ou uma letalidade tão importante.

E quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele?

Então, sem dúvida, o principal fator de risco seria a exposição à radiação ultravioleta, ou seja, à radiação ao sol. Essa exposição prolongada, acumulativa ao longo de muitos anos, ou as queimaduras solares importantes, principalmente aquelas que desenvolvem bolhas, então queimaduras de segundo ou terceiro grau, são fatores que aumentam muito a chance de desenvolvimento de câncer de pele.

O que é o fototipo?

Então, seria o tom, a cor da pele de cada pessoa. Então, pessoas mais clarinhas com tom de pele mais clara, com cabelos mais claros, olhos mais claros, têm maior risco de desenvolvimento de câncer de pele.

E como que a gente faz essa prevenção?

Então, essencialmente, a prevenção seria com o uso de protetores solares e proteções físicas. Então, é muito importante a gente inserir no nosso dia a dia o hábito de usar protetor solar. Como eu falei anteriormente, esse dano cumulativo do sol, ainda que seja um sol não muito intenso, ao longo de todos os dias, por vários anos, geram um aumento de risco de câncer de pele.

E como que a gente faz esse diagnóstico precoce?

Então, o ideal seria que todas as pessoas passassem pelo menos uma vez por ano no dermatologista para fazer um check-up da pele. Então, o dermatologista com o dermatoscópio, que é aquele aparelho que é como uma lupa que aumenta bastante as lesões, a gente consegue identificar se existem algum tipo de lesão que seria provável de virar um câncer de pele ou que já é um câncer de pele.

Transcrição completa do vídeo

Olá, eu sou a doutora Luciana, sou médica dermatologista do Instituto Amato e hoje eu vou conversar com vocês sobre um tema muito importante, que é o câncer de pele. Então, o mês de dezembro, a gente aproveita para fazer uma campanha de conscientização e prevenção do câncer de pele no Brasil. Isso é muito importante porque a gente sabe que o câncer de pele é o câncer mais prevalente no nosso país. Isso significa que é o câncer que mais acomete toda a população. Significam milhares de pessoas com diagnóstico de câncer todo ano. E a gente geralmente divide o câncer de pele em dois grandes subgrupos. O primeiro é o subgrupo dos melanomas. Os melanomas são os câncer de pele que são originários das células que produzem o pigmento da pele. Então, em geral, eles são lesões pigmentadas, que a gente fala. São aquelas lesões que vêm de pintas, das famosas pintas. Esse tipo de câncer de pele é o câncer mais agressivo e mais letal dos tipos de câncer de pele que existem, né? Então, é muito importante a gente saber da existência dele e principalmente prevenir. Já o câncer de pele não melanoma são os câncer mais frequentes, muito mais do que o melanoma, felizmente, porque eles não têm uma gravidade ou uma letalidade tão importante. Mas, sim, eles podem ter um avanço local, ou seja, eles podem crescer localmente e, eventualmente, até dependendo do tipo, terem metástase. Então, é muito importante a gente fazer um diagnóstico precoce e uma prevenção bem específica sobre o câncer de pele. E quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele? Então, sem dúvida, o principal fator de risco seria a exposição à radiação ultravioleta, ou seja, à radiação ao sol. Essa exposição prolongada, acumulativa ao longo de muitos anos, ou as queimaduras solares importantes, principalmente aquelas que desenvolvem bolhas, então queimaduras de segundo ou terceiro grau, são fatores que aumentam muito a chance de desenvolvimento de câncer de pele. Outro fator importante seria o fototipo. O que é o fototipo? Então, seria o tom, a cor da pele de cada pessoa. Então, pessoas mais clarinhas com tom de pele mais clara, com cabelos mais claros, olhos mais claros, têm maior risco de desenvolvimento de câncer de pele. Além disso, a gente sabe que pessoas imunossuprimidas, ou seja, aquelas que têm um sistema imunológico mais deficiente, seja por alguma doença, seja por uso de alguma medicação, também têm mais risco de desenvolvimento de câncer de pele. E a idade, então assim, o câncer de pele é mais prevalente em pessoas acima de 50 a 60 anos. Isso é muito, muito, em consequência, desse dano cumulativo do sol ao longo de todos os anos. Outra coisa que é importante a gente lembrar é que pessoas que têm histórias de antecedentes familiares de câncer de pele, então, parentes próximos que já tiveram câncer de pele, têm mais tendência a desenvolvê-lo, por isso precisam ter um acompanhamento mais próximo e mais frequente do que pessoas que não têm esse antecedente. Então, o mais importante quando a gente fala em câncer de pele seria a prevenção e o diagnóstico precoce. Isso vai ter um impacto muito importante no prognóstico da doença. E como que a gente faz essa prevenção? Então, essencialmente, a prevenção seria com o uso de protetores solares e proteções físicas. Então, é muito importante a gente inserir no nosso dia a dia o hábito de usar protetor solar. Como eu falei anteriormente, esse dano cumulativo do sol, ainda que seja um sol não muito intenso, ao longo de todos os dias, por vários anos, geram um aumento de risco de câncer de pele. Então, é essencial que a gente tenha esse hábito de uso de protetor solar diário. Além disso, a gente tem que tomar muito cuidado com queimaduras solares, como eu falei anteriormente, porque essas queimaturas mais intensas aumentam e muito a chance de desenvolvimento de câncer de pele. E essas queimaduras, quando acontecem na infância, então queimaduras solares durante a infância, aumentam muito o risco de desenvolvimento de melanoma na vida adulta. Então, é muito importante a gente proteger as crianças desses tipos de queimaduras solares. Já o diagnóstico precoce é extremamente importante, exatamente para a gente prevenir que essas doenças cheguem a ser identificadas de uma forma já avançada. Então, a gente diagnosticando o mais rápido possível, o tratamento acaba tendo muito mais eficácia e eficiência. E como que a gente faz esse diagnóstico precoce? Então, o ideal seria que todas as pessoas passassem pelo menos uma vez por ano no dermatologista para fazer um check-up da pele. Então, o dermatologista com o dermatoscópio, que é aquele aparelho que é como uma lupa que aumenta bastante as lesões, a gente consegue identificar se existem algum tipo de lesão que seria provável de virar um câncer de pele ou que já é um câncer de pele. E além disso, é muito importante a gente também lançar a mão do auto-exame. Então, além da avaliação anual no dermatologista, a gente se examinar. Então, observar as nossas pintas, observar as nossas lesões de pele para tentar identificar algum sinal de alerta que faça com que a gente procure o dermatologista precocemente. E aí, a gente novamente subdivide entre os dois grandes grupos de câncer de pele. Então, no grupo dos cânceres não melanoma, como que a gente pode identificar esse tipo de lesão? Então, em geral, são lesões da cor da pele ou um pouco avermelhadas, muitas vezes feridas que não saram. Então, feridas que eventualmente sangram, eventualmente ulceram, ou seja, fica com um buraquinho no meio. Por alguns momentos, ela fica um pouco melhor, a gente acha que ela resolveu, mas ela não some e depois ela volta a aparecer novamente. Isso pode ser um indicativo de câncer de pele. Às vezes, algumas lesões que parecem espinhas, mas essas espinhas não resolvem, não melhoram. Também podem ser um indicativo de câncer de pele. E muitas vezes, algumas lesões que são como plaquinhas avermelhadas com casquinhas esbranquiçadas em cima que, por vezes, a gente até tira essa casquinha, mas ela volta a aparecer e nunca se cura, também pode ser um indicativo de câncer de pele. Já o grupo dos melanomas, que são as lesões pigmentadas, então, as pintas mais conhecidas, a gente lança a mão de um minemônico para tentar identificar algumas características que seriam sinais de alerta para um câncer de pele. E é aquele minemônico conhecido do ABCDE. Então, como que a gente divide isso? Ao olhar visualmente uma lesão, uma pinta, então, uma lesão pigmentada, que possa ser um melanoma, a gente tem que observar esses cinco critérios. Então, o A seria a asimetria. Ou seja, a gente olha essa lesão e divide ela visualmente em quatro quadrantes. Eles não são iguais ou nem parecidos entre si. Então, ela é uma lesão asimétrica e isso pode ser um sinal de malignidade, então, de que é uma lesão suspeita. O B seriam as bordas. Então, se a gente olha na periferia da lesão, as bordas, elas não são bonitinhas, não são redondinhas, elas são meio diferentes. E isso também pode ser um sinal de uma lesão maligna. O C seria a cor. Então, quando a gente olha que ela pinta, se ela tiver mais de dois tons de castanho, ou se ela tiver algum tom azulado, algum tom esbranquiçado, ou até mesmo um tom de castanho muito escuro, a gente também pensa em avaliá-la com o dermatologista, porque ela pode ser um câncer de pele. O D seria o diâmetro, ou seja, o tamanho da lesão. Então, se essa lesão tem mais de seis milímetros, ela tem maior risco de ser uma lesão de câncer de pele. E o E seria a evolução. Então, toda lesão que modifica ao longo do tempo, ou ela aumenta, ou ela fica com alguma característica diferente, ela pode ser uma lesão maligna. Então, a gente tem que observar todos esses critérios, porque eles podem ser um sinal de alerta para uma lesão câncerigina, e aí isso vai fazer a gente procurar o dermatologista mais rapidamente e fazer um diagnóstico precoce. Então, é muito importante a gente aproveitar o dezembro laranja, que é essa campanha de prevenção do câncer de pele durante o mês todo de dezembro, para passar em uma avaliação no dermatologista, para fazer esse check-up da pele, avaliar se não tem nenhuma lesão suspeita, e até mesmo fazer o nosso próprio auto-exame, para identificar algum tipo de lesão que a gente considera diferente, que a gente considera de risco. Além disso, o mais importante é não esquecer da prevenção, então, do uso do protetor solar, o uso de proteção física, então, o uso de chapéu, o uso de roupas, guarda-chóis, e todos esses itens que a gente consiga usar para prevenir o surgimento do câncer de pele. E principalmente aproveitar esse mês para começar a se habituar com a proteção do sol, então, a prevenção do câncer de pele. Se você gostou desse vídeo, deixa seu like, deixa seu comentário, e não esqueça de se inscrever no canal. E até o próximo vídeo! Legendas pela comunidade de Amara.org

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.