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🔍 MENOPAUSA Antes dos 40? Descubra os Sintomas e Soluções!

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# Menopausa Antes dos 40: Sintomas, Causas e Tratamentos A Dra. Juliana Amato, ginecologista, aborda neste vídeo a **menopausa precoce**, condição que ocorre q

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Perguntas respondidas neste vídeo

Não é uma regra, como se diz por aí, que a menopausa ocorre aos 50 anos, tá gente?

E sim que ocorre em média aos 51 anos.

Deu pra entender?

Mas quando essa interrupção acontece antes dos 40 anos, a gente chama de falência ovariana prematura ou menopausa precoce. Pra quem quiser se aprofundar, eu tenho um vídeo aqui no canal que explica direitinho sobre essa condição.

Agora, você deve estar pensando, ok, e agora, doutora, quais são os sinais que indicam a menopausa precoce?

Os sinais, eles são muito parecidos com os da menopausa comum. A menstruação começa a ficar irregular com ciclos menstruais, hora mais curto, hora mais longo ou até mesmo a ausência da menstruação. Podem ocorrer ondas de calor, que são os famosos fogachos e só pra ilustrar aqui como isso ocorre, é do nada um calor que sobe do pescoço pra cima, esquenta a cabeça e muitas vezes o couro cabeludo fica até molhado de suor.

Quem aí se identifica com essa situação?

Além disso, pode ocorrer secura vaginal, queda de libido, alterações de humor, como ansiedade e até depressão, dificuldade pra dormir, um cansaço persistente. Ou seja, se você tem menos de 40 anos e está sentindo alguns desses sintomas com frequência, é fundamental buscar ajuda médica, porque quanto antes se identificarmos a causa, mais chances temos de tratar de forma adequada.

Transcrição completa do vídeo

Olá, eu sou a Dra. Juliana Amato, ginecologista, e no vídeo de hoje a gente vai conversar sobre um assunto que ainda gera muitas dúvidas e muitas inseguranças em muitas mulheres. A menopausa precoce, ou seja, quando a menopausa ela acontece antes dos 40 anos. Sim, isso pode acontecer, embora não seja tão comum, mas também não é motivo pra pânico, gente. O importante é entender o que está por trás dessa condição e identificar os sinais e principalmente o que podemos fazer pra cuidar da sua saúde física e emocional diante desse diagnóstico. Vou definir, então, o que é a menopausa precoce, pra que você entenda direitinho essa condição. Ela é o momento em que a mulher para de menstruar de forma definitiva, o que marca o fim da sua fase reprodutiva. Em geral, isso ocorre por volta dos 45 a 55 anos, dependendo de cada mulher. Não é uma regra, como se diz por aí, que a menopausa ocorre aos 50 anos, tá gente? E sim que ocorre em média aos 51 anos. Deu pra entender? Mas quando essa interrupção acontece antes dos 40 anos, a gente chama de falência ovariana prematura ou menopausa precoce. Pra quem quiser se aprofundar, eu tenho um vídeo aqui no canal que explica direitinho sobre essa condição. Essa falência acontece porque os ovários, eles param de produzir os hormônios sexuais femininos, como o estrogênio e a progesterona, bem antes do que se seria esperado. E isso impacta diretamente no ciclo menstrual, na fertilidade e até na saúde dos ossos e do coração. Agora, você deve estar pensando, ok, e agora, doutora, quais são os sinais que indicam a menopausa precoce? Os sinais, eles são muito parecidos com os da menopausa comum. A menstruação começa a ficar irregular com ciclos menstruais, hora mais curto, hora mais longo ou até mesmo a ausência da menstruação. Podem ocorrer ondas de calor, que são os famosos fogachos e só pra ilustrar aqui como isso ocorre, é do nada um calor que sobe do pescoço pra cima, esquenta a cabeça e muitas vezes o couro cabeludo fica até molhado de suor. Outro sintoma comum são os suores noturnos, é uma queixa muito comum. Muitas mulheres acordam com calor no corpo, mesmo estando em dias frios. Uma paciente de 39 anos me contou esses dias que o marido queria dormir no quarto de hóspede dias atrás, esses dias que estava muito frio aqui em São Paulo, porque ele morria de frio durante a noite, porque a esposa, no meio da noite, ela tirava a coberta da cama porque naquele frio ela estava morrendo de calor. Quem aí se identifica com essa situação? Além disso, pode ocorrer secura vaginal, queda de libido, alterações de humor, como ansiedade e até depressão, dificuldade pra dormir, um cansaço persistente. Ou seja, se você tem menos de 40 anos e está sentindo alguns desses sintomas com frequência, é fundamental buscar ajuda médica, porque quanto antes se identificarmos a causa, mais chances temos de tratar de forma adequada. Mas você deve estar se perguntando o que pode estar por trás da menopausa precoce. E agora vamos no ponto central da nossa conversa. Existem vários fatores e alguns deles continuam sendo estudados. Mas o que a ciência sabe hoje em dia é o seguinte, se a sua mãe ou a sua avó passaram pela menopausa muito cedo, há uma chance maior de isso acontecer com você também. Essas alterações genéticas, como a síndrome de X-fragil, o Turner, podem estar associadas à falência ovariana precoce, ou seja, pode ser de causa genética e hereditária. Além disso, doenças autoimunes, como o Lupus, a tiroidite de Hashimoto e a doença de Adson, elas podem fazer com que o sistema imunológico ataque os próprios ovários, levando à interrupção da produção hormonal. E mulheres que passaram por tratamento como quimioterapia e radioterapia, especialmente na região pélvica, podem ter os ovários danificados permanentemente. Nesses casos, é comum que a menopausa precoce ocorra como uma consequência. Além disso, a retirada dos ovários, seja por motivos de saúde ou prevenção de doenças, provoca uma menopausa imediata. E quando essa cirurgia é feita antes dos 40 anos, estamos diante de uma menopausa precoce induzida. Embora mais raro, certos vírus como o da Cachumba, quando afetam os ovários, também podem estar relacionados a menopausa precoce. Além disso, o tabagismo, o estresse crônico e a exposição a toxinas ambientais podem acelerar o esgotamento dos folículos ovarianos. Infelizmente, em cerca de 30 a 40% dos casos, não conseguimos identificar uma causa clara. Isso é frustrante, eu sei. Mas mesmo nesses casos, é possível realizar um acompanhamento adequado. Se você está com menos de 40 anos e apresenta sintomas compatíveis com a menopausa, o seu ginecologista deve solicitar exames hormonais, como a dosagem de FSH e estradiol. Um FSH muito elevado, associado a níveis baixos de estradiol, indica uma falência ovariana precoce. Existe também outro método de investigação da reserva ovariana através da dosagem do hormônio anti-mileriano e também realizando-se uma outra sonografia transvaginal para avaliar a quantidade de folículos. E agora outra dúvida que sempre recebe os de minhas pacientes, menopausa precoce, significa infertilidade, a resposta é não necessariamente. Algumas mulheres ainda ovulam esporadicamente e em raros casos podem engravidar naturalmente, mas a verdade é que a fertilidade fica bastante comprometida. Para quem deseja ter filhos, é possível discutir alternativas como a fertilização em vitro, usando-se óvulos doados, por exemplo. Por isso, planejamento reprodutivo é tão importante para as mulheres diagnosticadas com essa condição. E como tratar? O tratamento da menopausa precoce tem dois objetivos principais, aliviar os sintomas e prevenir complicações de longo prazo. A terapia hormonal costuma ser a primeira escolha desde que não haja contraindicações. Ela ajuda a controlar os fogaços, proteger a saúde ósseia, melhorar a lubrificação vaginal, manter a saúde cardiovascular. E além disso, também é fundamental cuidar da alimentação, praticar atividade física regular, parar de fumar, controlar o estresse e manter o acompanhamento médico regular. E claro, o apoio psicológico também é essencial, uma vez que muitas mulheres enfrentam esse diagnóstico com medo, tristeza e sensação de perda. A menopausa precoce pode impactar a autoestima e o bem-estar emocional e isso merece a tensão, cuide da sua saúde mental. E gente, a menopausa precoce é uma condição real que pode afetar mulheres jovens e causar impactos importantes na saúde, mas ela não define quem você é. Com informação, acompanhamento médico e autocuidado, é possível viver com qualidade e plenitude, mesmo diante desse desafio. E lembre, se você não está sozinha, estamos aqui para te acolher e cuidar de você. Até o próximo vídeo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.