O pé diabético, condição de baixa sensibilidade nos pés onde pequenas lesões podem evoluir para grandes infecções, exige cuidados preventivos específicos. As pr
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu tô aqui nessa obra de arte pedestre do artista plástico Eduardo Srui, para lembrar as necessidades que a gente tem de cuidar do pé, principalmente no pé diabético. Então, o pé diabético é uma situação onde pequenas feridas podem desenvolver infecções bem grandes. Obviamente, todos esses cuidados valem não só para quem tem pé diabético, mas também para quem tem alguma infecção, alguma fragilidade, linfedema, erisipela, todos esses cuidados então valem para quem tem algum problema de fragilidade nos pés.
Então, vamos lá! A primeira dica é lavar bem os pés e secá-los após lavar. Então, é sempre importante deixá-los bem secos para evitar que algum fungo se aproveite dessa umidade, instalando-se nesse local. Segunda dica é manter as unhas bem aparadas e evitando machucar ao cortá-las.
A terceira dica seria usar as meias viradas com a costura para fora. A costura, você pode pensar, é muito molinha, não pode machucar. Mas para quem tem o pé diabético, que é uma situação em que há uma diminuição da sensibilidade dos pés, a pessoa não sente, então essa costura pode ficar raspando por muito tempo no mesmo local e acaba formando uma ferida mais tarde, no final do dia, isso sem sentir nada.
Então, uma dica seria virar essa costura para fora. Outra dica é o uso de sapatos apropriados. No caso de diabetes, existem sapatos próprios, sem costura por dentro e extremamente acolchoados.
Existem várias marcas no mercado, procure algum sapato que proteja os pés de forma que não forme feridas. Outra dica é a troca frequente das meias e intercalar o uso de sapatos para evitar a proliferação de fungos dentro deles. Esses fungos podem acabar desencadeando infecções nos pés.
Mais uma dica seria, todos os dias, inspecionar os pés, fazer um diagnóstico, olhar os próprios pés com cuidado e procurando pequenas feridinhas. Essas pequenas feridinhas podem acabar, no final de um longo dia, ficando maiores e infeccionadas. Então, pequenas feridinhas têm que ser cuidadas desde cedo, lavando muito bem, podendo ser lavada com água e sabonete, mantendo bem limpo mesmo e seco.
No caso do pé diabético, também é importante tomar cuidado com a temperatura. Então, ao entrar numa água quente, por exemplo, numa banheira, alguma coisa assim, tomar muito cuidado e sentir a temperatura com o dorso da mão antes. Exatamente por causa da diminuição da sensibilidade dos pés, a pessoa pode não ter essa noção de que está muito quente e acaba tendo uma queimadura.
Então, sinta a temperatura da água antes, com o dorso da mão, com o cotovelo, antes de entrar numa banheira quente. Não precisa ser frio, obviamente, tem que ser uma água morna, mas evite os excessos de temperatura, tanto muito frio quanto muito quente. O morno seria o ideal.
Muito cuidado também ao andar descalço. Exatamente pela falta de sensibilidade nas pés, pode não sentir pequenas pedrinhas, pequenos machucadinhos, que numa pessoa que tem uma sensibilidade normal, pode não desencadear nada, mas em pessoas com essa diminuição da sensibilidade, pode acabar crescendo e virando um problema muito maior. Então, não ande descalço, evite chinelos de dedo, que também pode propiciar um tropeço e acabar machucando mais ainda.
Busque calçados confortáveis e protegidos. Tomando todos esses cuidados, é capaz de você evitar uma grande infecção no pé diabético e evitando um problema muito maior. Se você gostou do nosso vídeo, curta nosso canal, assine, compartilhe, clica no sininho aqui embaixo, que é assim que você vai receber as novidades.
Até a próxima!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.