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Vídeo 03 Ressecamento e dor na relação

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Vídeo 03 Ressecamento e dor na relação

# Ressecamento e Dor na Relação: O Que Toda Mulher Precisa Saber A ginecologista Juliana Amato aborda um tema íntimo, mas essencial: o ressecamento vaginal e a

Perguntas respondidas neste vídeo

A relação começou a arder, você sente ressecamento e passou a evitar intimidade?

A menopausa, ela pode participar desse quadro e existem tratamentos. Mas a escolha, ela depende de reconhecer a causa da dor, porque nem todo o desconforto vaginal vem da falta de estrogênio. Eu sou Juliana Amato, ginecologista e hoje eu vou te explicar a diferença entre avaliar o atrito na hora da relação e tratar um problema que acompanha você no dia a dia.

O nome é longo, não é?

Mas descreve sintomas que merecem ser perguntados na consulta, inclusive quando a mulher não tem mais atividade sexual. Primeiro cuidado aqui é não concluir o diagnóstico sozinha. Coceira e ardência também podem acontecer por outras causas, como irritação, infecções e doenças de pele da vulva.

Usar lubrificante e hidratante vaginal é a mesma coisa?

Não, gente. O lubrificante ajuda a diminuir o atrito durante a atividade sexual. Ele pode tornar o contato mais confortável, mas seu efeito é principalmente naquele momento.

Não é o mesmo que aplicar um hidratante corporal dentro da vagina, hein?

Algumas mulheres se beneficiam da combinação das duas estratégias. Ao escolher, vale evitar produtos que provoquem ardor ou irritação. E se você usa preservativo, confira a compatibilidade.

E ter tido câncer?

Ter tido câncer de mama, por exemplo, exige uma conversa bem específica. Em geral, a gente começa pelas opções não hormonais. Se não houver melhora suficiente, o uso de estrogênio vaginal pode ser discutido em situações selecionadas junto com a equipe de onco.

Transcrição completa do vídeo

A relação começou a arder, você sente ressecamento e passou a evitar intimidade? A menopausa, ela pode participar desse quadro e existem tratamentos.
Mas a escolha, ela depende de reconhecer a causa da dor, porque nem todo o desconforto vaginal vem da falta de estrogênio.
Eu sou Juliana Amato, ginecologista e hoje eu vou te explicar a diferença entre avaliar o atrito na hora da relação e tratar um problema que acompanha você no dia a dia.
Essa distinção ajuda a entender porque um único produto nem sempre resolve.
Com a redução do estrogênio, os tecidos da vulva e da vagina, eles podem ficar mais finos, menos elásticos e mais ressecados.
Algumas mulheres percebem ardência ao caminhar ou usar determinada roupa.
Outras podem notar uma mudança apenas durante a penetração na relação sexual.
Quando essas alterações se associam aos sintomas genitais, sexuais ou urinários, usamos o nome de síndrome genitourinária da menopausa.
O nome é longo, não é? Mas descreve sintomas que merecem ser perguntados na consulta, inclusive quando a mulher não tem mais atividade sexual.
Primeiro cuidado aqui é não concluir o diagnóstico sozinha.
Coceira e ardência também podem acontecer por outras causas, como irritação, infecções e doenças de pele da vulva.
E aqui vai uma mensagem bem importante.
Repetir pomadas para candidíase sem saber a causa pode adiar o tratamento adequado.
Dor mais profunda durante a relação também precisa de investigação própria.
Na avaliação, importa saber aonde dói, quando começou, se há corrimento ou não, se há feridas, se tem sangramento ou se está associado a sintomas urinários.
O exame, ele é feito com cuidado e com seu consentimento.
Você pode dizer se está desconfortável e pedir uma pausa na hora desse exame.
Agora, vamos a uma dúvida prática.
Usar lubrificante e hidratante vaginal é a mesma coisa? Não, gente.
O lubrificante ajuda a diminuir o atrito durante a atividade sexual.
Ele pode tornar o contato mais confortável, mas seu efeito é principalmente naquele momento.
Já o hidratante vaginal, ele foi desenvolvido para uso regular, conforme orientação do produto e do profissional que te prescreveu.
Ele tem a finalidade de melhorar o ressecamento entre as relações.
Não é o mesmo que aplicar um hidratante corporal dentro da vagina, hein? Algumas mulheres se beneficiam da combinação das duas estratégias.
Ao escolher, vale evitar produtos que provoquem ardor ou irritação.
E se você usa preservativo, confira a compatibilidade.
Produtos oleosos, eles podem danificar o látex da camisinha.
Uma embalagem que promete mais sensações nem sempre é uma boa escolha para um tecido sensível.
Quando essas medidas não são suficientes, o estrogênio vaginal em baixa dose é uma opção eficaz para muitas mulheres.
Ele atua principalmente nos tecidos locais e tem uma absorção sistêmica muito pequena.
A escolha da apresentação e o acompanhamento dependem da avaliação individual de cada um.
Quem já usa terapia hormonal para os calorões também pode continuar com sintomas vaginais e precisar de um tratamento local.
E quem tem apenas queixas íntimas não necessariamente precisa de um tratamento hormonal que atue no corpo todo.
E ter tido câncer? Ter tido câncer de mama, por exemplo, exige uma conversa bem específica.
Em geral, a gente começa pelas opções não hormonais.
Se não houver melhora suficiente, o uso de estrogênio vaginal pode ser discutido em situações selecionadas junto com a equipe de onco.
Essa decisão considera, inclusive, qual tratamento oncológico está sendo usado.
Outra possibilidade é haver tensão e dor na musculatura do assoalho pélvico.
Nesses casos, a fisioterapia especializada pode fazer parte do cuidado.
Não é adequado indicar que toda mulher com dor simplesmente faça exercícios para contrair mais essa musculatura.
Se houver sangramento após a menopausa, inclusive depois da relação, procure uma avaliação médica.
Ressecamento pode contribuir, mas não deve ser presumido como explicação.
Feridas [música] persistentes e mudanças na pele da vulva também precisam ser examinadas.
Você não precisa insistir em uma relação dolorosa para preservar a intimidade.
[música] Converse com seu parceiro ou parceira sobre o que está confortável e leve a queixa à consulta.
O objetivo do tratamento é recuperar conforto e qualidade de vida, respeitando as suas escolhas.
Salve esse vídeo para lembrar as diferenças entre os tratamentos.
E na próxima consulta, fale sobre esse desconforto, mesmo que você nunca tenha conseguido tocar no assunto antes.
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Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.