O episódio aborda hipertensão em pessoas acima dos 60 anos e traz orientações práticas para manter a pressão abaixo de 14/9, com participação de uma cardiologis
Sim, é muito fácil porque a cardiologia é uma parte grande da clínica médica. Portanto, a maioria das pessoas que se tornam idosas já têm alguma cardiopatia. Então, o geriatra, além de saber cuidar de tudo, ele tem que dar um enfoque especial na cardiologia, porque é a prevalência das doenças crônicas, está concentrada na cardiologia.
50% das pessoas que têm hipertensão ainda hoje não sabem que têm hipertensão. 50% é muito, não sabe, ignoram a sua doença. Os outros 50 que sabem têm um terço, sabe, cuida direitinho, vai sempre no médico e controla.
Hipertensão acontece porque, com o decorrer do tempo, os vasos sanguíneos, as artérias, vão endurecendo. E, enquanto elas vão endurecendo, a pressão que existe, que o coração faz bombando o sangue para o corpo inteiro, essa pressão vai aumentando, porque os canos estão ficando mais rígidos.
A pressão pode diminuir o homem estar em determinado local do organismo. Então, a pressão, no ser humano, ela é variável conforme as diversas situações do dia. Por isso até é uma coisa que o Dr.
É de fato preocupante e é super importante isso que a doutora Marisa falou. Falou, a pressão alta, ela é, muitas vezes, a gente costuma dizer, é o assassino silencioso, o assassino silencioso. Se a pessoa não medir a pressão alta, ela medir a sua pressão, ela não sabe, se tem pressão alta ou pressão normal.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCache pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio nós conversamos com a Dra. Juliana Amato, médica ginecologista, sobre anticoncepcional e lipedema. Antes trouxemos um convidado especial para falar sobre os benefícios da prática do tênis para a saúde. Hoje nós estamos com dois convidados também especiais aqui no nosso AmatoCache, a Dra. Marisa Amato, que é médica cardiologista e o Dr. Marcos Murilo, que é médico geriatra e o tema de hoje, como vocês viram aí na abertura do nosso podcast, do nosso AmatoCache de hoje, é tudo que envolve pressão alta em idosos. Então eu vou apresentar aos nossos especialistas antes de dar as boas-vindás a eles. A Dra. Marisa Amato é professora livre e docente de cardiologia pela Universidade de São Paulo, fez mestrado em ciências na área de Fisiologia Cardiovascular e doutorado em medicina pela Universidade de São Paulo. É autora de livros médicos e também a diretora técnica do Instituto Amato. Bem-vinda, doutora. Muito obrigada. O Dr. Marcos Galan Murilo é mestre pela Universidade Federal de São Paulo, especialista em geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. É autor de diversos capítulos de livros nas áreas de geriatria e clínica médica, é co-autor do livro Manual do Médico Generalista na área do Conhecimento e já apresentou diversos trabalhos em congressos de clínica médica e geriatria. Bem-vindo, doutor. Obrigado pelo convite. Faz tempo que a gente está tentando marcar para conversar sobre esse assunto. Inclusive, acho que a gente pode iniciar conversando um pouquinho sobre como que as duas especialidades conseguem se unir para falar sobre esse assunto e depois a gente vai para os temas específicos. Quer começar, doutora? Sim, é muito fácil porque a cardiologia é uma parte grande da clínica médica. Portanto, a maioria das pessoas que se tornam idosas já têm alguma cardiopatia. Então, o geriatra, além de saber cuidar de tudo, ele tem que dar um enfoque especial na cardiologia, porque é a prevalência das doenças crônicas, está concentrada na cardiologia. Então, a união é coincidência. É isso mesmo. A hipertensão é a doença mais comum dos adultos e dos idosos. E aí, falando um pouco da geriatria, a gente considerar que após 60 anos, a gente pode viver mais 25 anos, três vezes mais do que adolescência. Então, mostra mais ainda como o tema é importante, como a gente tem que cuidar da hipertensão até o final da vida. É um nome que as pessoas conhecem, mesmo dos mais jovens até os mais idosos, e a hipertensão, pressão alta, é a mesma coisa, mas que as pessoas costumam saber definir bem, pelo menos na prática ali, no dia a dia. Acha que algumas pessoas acham que sabe exatamente quando está com pressão alta, tem alguns sintomas e tudo mais. Então, eu quero começar com a primeira pergunta do início, bem do basicão. Doutor, acho que pode ser para a sua especialidade. O que é de fato a hipertensão? Tá. Então, antes de eu responder exatamente a sua pergunta, eu vou só dar um enfoque que as pessoas acham que sabem e acham que a hipertensão não vai acometê-las, porque elas estão ótimas, se sentem muito bem, e o que acontece? 50% das pessoas que têm hipertensão ainda hoje não sabem que têm hipertensão. 50% é muito, não sabe, ignoram a sua doença. Os outros 50 que sabem têm um terço, sabe, cuida direitinho, vai sempre no médico e controla. O outro terço sabe, mas vai uma vez no médico, começa a tomar aquele remédio e continua tomando a vida inteira sem voltar. E não, a pressão não, muitas vezes não está controlada. E outro um terço sabe, mas fala, ah, mas é que foi só aquele dia que eu fui lá, pois ela já deve estar boa. Então, essa é a história triste da hipertensão. Por isso que, quando vai ficando mais velho, ali os problemas já estão maiores, já tem as consequências da hipertensão. Então, as pessoas acham que sabem, mas é importantíssimo a gente alertar. Todo mundo precisa saber qual é a sua pressão. E a primeira consulta deve ser com o médico, para ele ter, explicar direitinho, se aquele valor que ele mediu, condiz com a pessoa, com a situação da pessoa, naquela ocasião, ou se precisa fazer alguma observação a mais. Agora, o que é hipertensão? Hipertensão acontece porque, com o decorrer do tempo, os vasos sanguíneos, as artérias, vão endurecendo. E, enquanto elas vão endurecendo, a pressão que existe, que o coração faz bombando o sangue para o corpo inteiro, essa pressão vai aumentando, porque os canos estão ficando mais rígidos. E isso aumenta a pressão. Então, esse é o fator básico e mais comum da hipertensão crônica. Existem outras situações que fisiológicas, de momento, que a pressão não é uma coisa única. Não é com a pressão de um cano de casa que você liga lá, bota uma pressão e vai subir com aquele valor, lá vai ficar fixo. Porque as pessoas têm reações e tem hormônios que interferem, mandando informações para os vasos. Ah, agora precisa sair correndo para pegar o ônibus ali. Então, o que acontece? Então, tem que ir mais sangue para as pernas, tem que correr, tem que ter o coração bate mais depressa, o vaso das pernas de lá, o que acontece? A pressão pode diminuir o homem estar em determinado local do organismo. Então, a pressão, no ser humano, ela é variável conforme as diversas situações do dia. Por isso até é uma coisa que o Dr. Marcos vai falar depois, porque ele gosta de falar, que é o mapa. É uma coisa importantíssima para a gente avaliar a hipertensão numa pessoa, porque não adianta uma medida pontual naquela hora. Aquela hora pode estar extremamente elevada, porque o paciente pode estar ansioso, porque está passando no médico, preocupado, o que o médico vai dizer, o que vai acontecer, ou ele pode ter tomado alguma coisa, está lá relaxado, tranquilo e não vai ser uma situação real da vida dele. Entendeu? Entendi. Então, completa aí alguma coisa. Eu acho que, doutor, agora pergunta mais para a sua área, em questão dos idosos especificamente, como a Dra. Marisa explicou. A gente sabe que alguns momentos da vida pode acontecer, como ela citou esses picos, algumas situações de pressão alta mesmo que seja uma pessoa jovem, mas por que idosos é tão falado? Isso é uma coisa natural da idade ou acaba sendo algo de fato preocupante? É de fato preocupante e é super importante isso que a doutora Marisa falou. Falou, a pressão alta, ela é, muitas vezes, a gente costuma dizer, é o assassino silencioso, o assassino silencioso. Se a pessoa não medir a pressão alta, ela medir a sua pressão, ela não sabe, se tem pressão alta ou pressão normal. Esse processo de envelhecimento dos vasos, que faz com que os valores de pressão comecem a subir e passem do considerado valor normal, começa por volta da quarta década de vida, para a maioria das pessoas. Mas depois dos 60 anos, boa parte das pessoas que envelhecem tem essa rigidez de forma mais significativa. Então, a pressão alta, para quem tem mais de 60 anos, de cada 10 idosos, 5 são hipertensos. E com mais de 70 anos, de cada 10, 7 são hipertensos. Então, a rigidez arterial que acompanha o processo de envelhecimento faz com que o nível pressórico fique acima daquele preconizado como normal. E tem uma coisa interessante, os nossos livres de pressão, eles vão subindo a cada década. Então, com é 11 por 7, as mulheres um pouco menos. Na terceira década de vida, passa a ser 12 por 8, e assim vai subindo. O nível de corte hoje, da medida feita em consultório, é 14 por 9. Então, por volta dos 55, 60 anos, a gente está começando a chegar nesses limites e ultrapassa esses limites. E aí, as diretrizes mundiais, de cardiologia, das sociedades de pertenção sugerem que acima de 14 por 9, deva ser tratado de uma forma mais efetiva. Um pouco antes disso, fazer controles para que essa situação possa ser evitada. E na velhice é muito difícil, muito difícil de cada... acima dos 80 anos, a prevalência chega a 90%. E quando existe a pressão alta, tem o diagnóstico de pressão alta numa pessoa jovem ou uma pessoa mais idosa. O quadro, a preocupação, digamos assim, seria a mesma? Ou acaba sendo mais preocupante para os idosos, porque vem outras doenças juntas? Eu acho que a preocupação é a mesma. O paciente jovem tem que tratar a hipertensão dele, porque se ele não tratar adequadamente, ele vai ter as complicações ainda não tão idoso. Então, o paciente de 35 anos que descobre se ele pertence, ele tem que tomar as medidas para as complicações não aparecerem quando ele ainda está quinta, se está década de vida. E o idoso que descobre mais tardiamente também, não é isso, Marisa? Sim, eu acho que até o jovem ele corre um risco maior, porque às vezes ainda está na época de, ah, vou apostar uma corrida, senhor, com os amigos, com 35 anos, tudo normal, os outros podem estar bem, e ali ele não está vendo de nada, dispara para fazer, vai além do seu limite. Pode ter complicações súbitas, não é? Súbitas, é. E o velho, já por hábito, já está mais acostumado a ir no médio. Mais cauteloso, não é? Não, é, já não faz essas coisas assim, mas também vai mais no médio, acaba descobrindo e acaba controlando, já toma outros remédios, às vezes por conta de outros remédios, vai ao médico que vê que a pressão está alta, então é mais tratado, eu acho que não é mais tratado. Entendi. E 14 por 9, o número que vocês disseram, isso é considerado o limite para um idoso, agora se for uma pessoa mais nova, isso já é considerado alto. Você quer falar? Não, eu não vou falar. Eu vou falar de uma classificação, que é a penúltima classificação, que eu acho que é melhor. Tá. Tem uma recente que está gerando confusão, falando que 12 por 8 é alta, tal. Então, anterior é melhor. Então, a pressão tem... A gente tem dois tipos de pressão, a máxima é a mínima, tá? Então, a máxima é o 12, a mínima é o 8, né? Em medicina a gente fala 120 milímetros de mercúrio por 80 milímetros de mercúrio, ou a pressão máxima é chamada sistólica, a mínima de astólica. Então, abaixo de 120 por 80 é considerado norma ou tensão, é o ideal. Entre 120 por 80 e, vamos redondar, 140 por 90, é o pré hipertenso, ou aquele nível que não está adequado. E acima de 14 por 9, em medidas de consultório, é o que é considerado hipertenso. E aí vai ter hipertenso grau 1, 2 ou 3, conforme essas cifras estejam mais elevadas. Então, um paciente que está abaixo de 12 por 8, tá tudo bem, ele deve manter aquele sírio de vida saudável e vai seguir bem. Aquele que está entre 12 por 8 e 14 por 9, seja a máxima, seja a mínima ou as duas, é um pré hipertenso que precisa tomar algumas medidas porque ele tende a ficar hipertenso como passar dos anos, ele não mudar o estilo de vida dele, né? E acima de 14 por 9, é hipertensão arterial definida. Então, esse é o hipertenso. Isso é independente da idade, então? Independente da idade, essa mesma classificação é utilizada para os idosos. A única coisa que vai mudá-los, a gente vai falar disso mais para frente, e é como tratar, tá? Mas como diagnosticar, o diagnóstico ainda é o mesmo para idosos e jovens. Tá. E agora, doutora, quais são os fatores de risco para a questão da hipertensão agora focado já nos idosos? É, focado nos idosos? Bom, são os mesmos, né? Só que o jovem, como nós falamos, pode ter alguns eventos súbitos, e os idosos acabam sendo mais pelo tempo de desgaste. Então, a hipertensão, ela vai dilatando também a artéria, do mesmo maneira que a artéria vai rigecendo, essa mesma artéria rígida, ela acaba se dilatando, porque a pressão ali naquele vaso vai forçando e isso vai cedendo. Então, isso compromete a saída, principalmente algumas regiões que têm uma pressão já maior. Por exemplo, logo a saída das artérias do coração, ali é um lugar de grande risco, porque sempre acaba criando um aneurisma, um abalamento nas pessoas que têm pressão alta. Então, esses aneurismas localizados é um risco. O próprio coração que fica bombando contra uma força muito grande, ele vai bombando, vai fazendo força, daí ele acaba se dilatando, crescendo e levando a insuficiência cardíaca, pela pressão que ele vai contra. Antes de acontecer, de ele crescer, ele também pode, as artérias do coração podem ter uma desproporção de irrigação, a pessoa pode infartar, pode ocorrer arritmias, tudo por conta da hipertensão. Isso no coração. E nas artérias cerebrais, também acontece a mesma coisa. Ela também tem um desgaste muito grande e você pode ter um acidente vascular cerebral, consequência da pressão elevada. Você pode ter úlcera na perna, em consequência da hipertensão não tratada. Então, todo local que tem artéria acaba sofrendo. O mais drástico acaba sendo o coração e a cabeça, porque aí se sente, percebe de outra maneira. A pessoa tem um AVC e vai ver que está aéreo e pertenço. Tem um infarto, daí vai ver que é aéreo e pertenço. E o que que pesa mais para essa condição? Seria mais a genética ou estilo de vida, como vocês citaram desde a pessoa jovem, às vezes não melhorou e aí chegou na fase, a genética pesa. Porém, a pessoa pode mudar tudo da genética. Nada na genética é uma coisa assim que, porque apareceu aquilo lá, a pessoa vai ter. Não. Os problemas cardiovasculares, a gente considera que essa pessoa que tem a genética rica, ela deve investigar precocemente, ela deve estar sempre atrás para ver se não tem alguma alteração. Mas ela pode mudar o curso da vida dela. De jeito nenhum, concorda? De jeito nenhum, vai ser algo determinante. Ela pode, só com o estilo de vida, mudar muito. E o que ela não conseguir com o estilo de vida, o fato de saber e de fazer um diagnóstico precoce, ela pode tratar com o medicamento também e não precisa ver evento nenhum, porque a hipertensão arterial controlada é igual ao mesmo risco de uma pessoa que não tem hipertensão. E isso é importante. Também falando do risco, já aproveitando o gancho da doutora Marisa, doutora Marcos, tem alguma doença que é associada à pressão alta, agora voltando para os idosos especificamente, acaba trazendo mais riscos, é um quadro mais preocupante quando associada à hipertensão? Sim, tem algumas doenças que podem piorar o controle da hipertensão e podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares, que são os princípios mais conhecidos, infarto e o derrame ou AVC. Então, o hipertenso que é obeso, o hipertenso que é diabético, o hipertenso que tem colesterol elevado, o hipertenso que fuma excedentário. Quanto mais fatores de risco, o paciente é hipertenso e tem diabetes. E é obeso excedentário, ele tem uma chance maior de ter um evento cardiovascular ou infartar ou ter um AVC. Então, um envelhecimento bem sucedido, que é aquele com doença crônica controlada, a gente tem que controlar essas variáveis todas. Então, se é necessário, ter um estilo de vida saudável, ou seja, ter um bom peso, fazer atividade física, não fumar, ingerir álcool com bastante moderação e tomar os medicamentos corretos e controlar diabetes, a hipercolesterolemia, a hipertensão, para que, quanto menos fatores de risco a gente tenha, isso vai diminuir a chance de ter esses eventos que podem ser catastróficos no envelhecimento, como o derrame. Os cardiologistas gostam de dizer que cada fator de risco associado não é soma, não soma o risco. Potencializa. Porque vai ficando cada vez maior. Então, para mostrar o quanto que a pessoa tem que ficar atenta, se ela já tem alguma coisa. Então, se uma dessas é a predisposição genética, ela já tem que ficar atenta. Qualquer outra coisa ela tem que realmente correr atrás. E existe a possibilidade também da pessoa chegar na fase, quando é mais velho, já é idoso, e não ter a hipertensão. Existe essa possibilidade, que apesar do envelhecimento, acho que essa é a pergunta, apesar do envelhecimento, é possível, a gente também vai falar sobre forma de prevenção e tudo mais, mas é possível chegar a essa fase sem ter o quadro ali da hipertensão. É possível. Existem octagenários, pessoas com mais de 80 anos que não são hipertensas. Não é hipertensa. É a minoria. Mas existe essa possibilidade. Depende de uma predisposição genética e de um estilo de vida bem saudável durante toda a vida. Existe essa possibilidade. Agora, o que eu gosto de enfatizar é que, principalmente em geriatria, para octagenários ou nanagenários, o importante é a gente envelhecer. A gente não consegue às vezes envelhecer sem doença. Envelhecer, que eu digo, é chegar nessas fases da vida. A gente tem que envelhecer com doença mas com doenças controladas. Porque se a gente tem as doenças crônicas controladas, isso não compromete a nossa qualidade de vida. Então, se eu tenho uma pressão alta bem controlada com medicação e com dieta, com colesterol bem controlada, não vou ter os eventos que podem prejudicar a qualidade de vida. Ou seja, tem um derrame que vai me trazer uma deficiência à mobilidade, ou que vai aumentar o risco das demências vasculares. Então, tem que ter doença controlada para evitar as complicações. Ou que essas complicações aconteçam lá no final da vida, perto da hora determinada de morrer e tal. Ou seja, que a gente tem que ter uma pressão alta bem controlada, e que a gente tem que ter uma deficiência na sua qualidade de vida. Então, se eu tenho uma pressão alta, eu posso me deslocar mais ou mais. Agora, acho que a pergunta que não quer calar para quem está acompanhando, com certeza, está querendo saber como identificar e confirmar se a pessoa tem ou não a pressão alta. Vocês já adiantaram, aqui no início, uma frase que me chamou muita atenção, que às vezes a pessoa tem e não sabe. A gente tem que ter um encaminhamento, porque o Dr. Marcos a gente sabe que vai chegando na fase de qualquer idade, mas acho que no último episódio eu até te perguntei isso. Quantos anos mais ou menos? Mais de 60 anos. Mais de 60 anos. E as pessoas já costumam ter esse cuidado a mais. Mas, quando que deve procurar o cardiologista especificamente, a cardiologista de seu caso? É. Até de uma criança, a gente deve saber a pressão arterial. Então, aquelas visitas periódicas, alpediatra e tudo, elas são fundamentais. Agora, não é porque tornou-se adulto que vai abandonar e nunca mais vai no clínico. Eu acho que todo mundo deveria ir, sei lá, pelos 14 e 16 anos, ter um posicionamento da sua saúde. Porque é importante a gente saber o que tem e o que não tem também. Porque, de repente, você sente alguma coisa aguda, vai para um pronto socorro, se você já sabe que tinha alguma coisa, tinha um soprinho, tinha algum problema, uma ritmiazinha, isso fica com um tipo de diagnóstico. Se não, se aquilo aconteceu de repente, o diagnóstico já é mais grave e é outro. Então, o conhecimento, o autoconhecimento é fundamental para qualquer um, em cada época da vida. Eu acho que, antes de 18 anos, os adolescentes têm que ter uma consulta médica completa, saber os seus exames de laboratório, ainda mais hoje em dia, que cada vez mais a gente vê o quanto criança está tendo hipercolesterolemia. É uma coisa assim absurda, por causa dessa alimentação meio desregrada que todo mundo tem. Então, é fundamental tratar desde essa idade, não procurando exatamente a hipertensão, mas para ter um conhecimento da saúde de um modo geral. Para ver a vacinação, se está todo em dia, cada vez está aumentando mais a quantidade de vacinas que a gente deve estar em dia e que são úteis. Então, isso, eu acho que é uma coisa que deve desde sempre. Agora, vamos dizer, para fazer um check-up, eu gosto de uns 35, 40 anos, eu já gosto de pedir algumas coisinhas a mais, como, por exemplo, um teste ergonométrico, principalmente se a pessoa faz atividade física, ou se não faz também. Se faz, é porque faz, porque tem os malucos que ficam fazendo mais o que deve e ficam tomando o que não deve, também, e as coisas vão crescendo desproporcionalmente e acabam, às vezes, levando até o infar. Então, eu acho que é importante. E aqueles que são sedentários, por que são sedentarios? Então, precisam saber, porque isso não tem sintoma, porque a pessoa que está, que é ativa, ela se queixa, puxa, agora eu estou cansada para subir e tal escada. A pessoa que nem sobe escada vai de levador direto, vai engordando, nem percebe, e continua a estar cada vez mais fácil. Aperta o botão ali e... Então, sempre tem que saber como é que está. E daí, essas pessoas, a gente tem que forçar um pouco mais para fazer uma avaliação real, porque o coração é um órgão que está em movimento. Então, a avaliação dele tem que ser em movimento. Não é só a escutar, a fazer o tração, a pessoa tem que fazer um exercício para o coração trabalhar mais para você verificar a real saúde dele. Sim. Então, eu acho que essa pergunta aí, eu diria que sempre a pessoa deve estar sabendo da sua... Eu acho que se você vai com 8 anos, está tudo perfeito, não tem nenhum exame alterado, está perfeito, você não precisa ficar ainda. A cada seis meses, nem a cada ano, pode se passar isso mais. Mas que tem que saber, tem. Porque o colesterol é outro assunto que não é o caso, mas que também ninguém sabe. E até a glicemia alterada. Sim, sim. Toda consulta médica é uma oportunidade para medir a pressão. Então, o pediatra do adolescente deve medir a pressão. Depois, o ginecologista da mulher, na consulta deve medir a pressão. E no periódico, quando vai ser contratado pela empresa, tem que medir a pressão. Ou seja, medir a pressão arterial e esse ato super simples faz o diagnóstico. Talvez o dermatologista e o ortopédico não medem a pressão, mas todos os outros especialistas precisam medir a pressão. Sim. E é esse ato que define se a pessoa está... Qual é a faixa de pertinência? Como que deve fazer isso? Nos idosos, como que deve? Qual é a forma correta de medição? A medida tradicional de consultório. Então, o paciente, quando vai ser examinado, deve estar sentado na maca ou, às vezes, na cadeira. Pelo menos a 30 minutos. Sentar como está de urina. Não deve ter ingerido café também nos 30 minutos anteriores à consulta. E aí, com o aparelho de pressão de consultório, que em geral é o aneróide, ainda não é o digital. Ele é colocado no braço, preferencialmente o braço esquerdo, é terminado a posição. E aí, a gente vai afirmar qual que é a pressão máxima e a mínima. Os aparelhos digitais de braço também hoje são bastante adequados. Nas triagens de produtos socorros em geral são aparelhos digitais. E, dependendo do valor, a gente vai definir aqueles livros de corte que a gente falou anteriormente. E quanto opinião de vocês? Agora, uma pergunta um pouco polêmica. Sob aqueles idosos que ficam com o aparelho que as pessoas têm em casa mesmo várias vezes ao longo do dia, às vezes acaba até fazendo uma forma de paranoia mesmo ali. Eu já conheço pessoas próximas que têm isso, que mede umas dez vezes ao longo do dia, às vezes tem hora que sobe, tem hora que desce, e aí fica nessa angústia de saber. Então, vocês acham que é válido o idoso ter esse aparelho em casa ou é melhor deixar para quando está na consulta ou quando tem algum... Fala você, porque aí não. Essa é uma situação que tem uma polêmica entre os médicos. Tem médicos que não gostam que o paciente meça a pressão em casa e tem médicos que gostam. Eu sou da turma dos que gostam que o paciente meça a pressão. Eu acho que tem que individualizar. Então, um paciente extremamente ansioso não pode, não vai se beneficiar da chamada medida residencial da pressão arterial. Então, um paciente ansioso que vai ficar medindo toda hora para o controle. Para ele, vai trabalhar para o médico. Agora, aquele paciente que é mais regrado utiliza um aparelho validado, digital, de boa qualidade para fazer a medida residencial da pressão, uma vez por dia ou em dias alternados. Isso vai trazer informações importantes para o médico para saber se... como é que estão as cifras em casa, porque às vezes dá consulta a médica, as cifras de pressão estão mais altas. E a real é aquela que acontece Então, tem uma coisa que em medicina sempre é uma máxima. Você tem que individualizar o tratamento. Quem que é a pessoa que está na sua frente? É um idoso cálculo com uma assessoria da família, medida residencial da pressão, é ótimo. É um dosos ansioso, é uma péssima ideia. Então, tem que individualizar. Sua opinião, doutora, que às vezes acaba se tornando uma paranoia mesmo de causa. O que o doutor Marcos falou, está sentíssimo. Vai ter assessoria da família, está vendo que está uma coisa normal. Agora, ficar direto, medindo, causa outra doença. Você já tem ver com a parede. É um trastorno. Não, é um trastorno. E a pressão não é sempre a mesma. Exato, os pacientes, às vezes, eles medem a pressão arterial de manhã, logo que acordam. E ela está alta. Aí, depois, ele almoça uma refeição copiosa e mede 15 minutos depois do almoço. Então, aí, no dia seguinte, olha, um dia a minha pressão está desse jeito, no outro está desse jeito. Quais são os horários? Olha, vai estar diferente mesmo. Ou alguns idosos ou mesmo pacientes jovens, mas eles se confundem com a forma de colocar o aparelho. Então, uma coisa que eu faço, às vezes, quando o paciente me liga, eu falo, filma a medição da pressão em 15 segundos e me manda o filme. Eu falo, olha, até errado, por isso que tem essa cifra absurda. Mede de novo. Não é tão simples, mas é cada vez mais os aparelhos digitais. Eles são muito bons. Eles estão melhores. A gente vai chegar na sua geração, você vai medir no relógio, né? Já dá pra medir no relógio, vai ser cada vez melhor essa interação com as tecnologias. Isso ajuda o paciente a entender o tratamento e ajuda, a gente fazer um ajuste fino da medicação também. Sim. E quando acontece em casa, doutora, qual que é o melhor horário, por exemplo, para que aquele paciente que tenha uma medicação e doutora pra medir em casa tenha um melhor momento. Ele tem o melhor momento é que seja sempre o mesmo. Todo dia ele mesa naquele momento. É o ideal porque daí não tem as variações de preferência. Eu diria de manhã antes de tomar café, antes de tomar medicamento, porque se também ele mede logo depois que tomar medicamento, meia hora depois, vai estar um pouquinho mais baixo, né? E daí outro dia mais tarde dá, oscila mais. Tem uma regularidade, tem uma regularidade de horários. Isso eu achei importante. E não precisa medir diariamente. Só quando a gente quer um ajuste muito rápido, né? O paciente veio em consulta e nós introduzimos a medicação e no dia seguinte já tem que melhorar rapidamente para não precisar ir ao profissor corro, voltar no prestório. É, às vezes é final de semana, né? A gente usa a medicação, ele faz uma medida periódica, semanal, olha, tá indo tudo bem, tá? Ou quando tem algum sintoma, né? Será que esse sintoma é decorrente da pressão? Então, medidas pontuais é válido, é bem válido no tronco também. Tá. E acho que é importante também a gente citar essa questão do, quando eu estava fazendo uma pesquisa aqui para o nosso episódio, até eu escutei um termo, não sei se vocês falam dessa forma, já leco branco, né? Que os pacientes chegam no consultório com a pressão alta, às vezes vai para casa normaliza e tem até aquele do hospital, né? Que às vezes você tem o contrário, que às vezes em casa você tá cheio de sintoma, tá achando que vai morrer e chega no hospital, você chega na porta do hospital passa tudo. Eu já tive isso de estar em casa, assim, nossa, preciso muito em hospital, aí eu cheguei lá no pronto-socorro, passou tudo. Aí eu falei gente, vai parecer que sou maluca, né? Que eu estou exagerando aqui. E tem dos dois lados, né? Quando piora com aquele paciente que chega na consulta, imagino pra vocês e aquele que chega e sente aquele alívio e passa tudo também. Tem essa situação, né? Eu acho que de passar tudo, os pediatras tem isso, né? A mãe chega com a criança no pediatro e fala agora ele tá falando, tá ótimo, você não viu. E idosos também, às vezes os idosos, muito idosos que vem com os filhos o cuidadores, eles chegam sentindo na frente do médico e tá ótimo. A minha hora a gente tava morrendo, né? Mas o fenômeno a hipertensão do avental branco, também chamado de hipertensão do consultório, é uma situação bastante comum, né? Chega 30% às vezes da população, né? Então é aquele paciente que no consultório, ele tem valores elevados acima de 14 por 9, né? Que em casa o nível pressórico dele é normal. Então ele tem uma falsa hipertensão, tem hipertensão só no consultório, não tem na vida cotidiana. O que importa do ponto de vista de tratamento é o paciente sem hipertensão na vida cotidiana, né? Nas 24 horas do dia, a média das pressões dele serem acima do desejado. Então, quando o médico suspeita, que talvez seja uma hipertensão de consultório, ele lança a mão de monitorizações pra confirmar essa situação. Isso era aquele exame que dura um mapa de 4 horas? Isso, que é chamado mapa, que é o monitoramento da pressão arterial nas 24 horas. O paciente vai ao laboratório, coloca um aparelho, que vai aferir de 15 em 15 minutos a pressão durante o dia, em geral de 20 em 20 minutos a noite. E vai ver qual é a média da pressão do paciente nas 24 horas do dia, separando em período da vigília e do sono. E decorrente, de acordo com esse valor, a gente pode saber se é um paciente de hipertensão do avental branco, ou se tem um fenômeno de avental branco, ou se realmente é um hipertenso, né? Então esse é um exame que auxilia bastante no diagnóstico e no acompanhamento. Esse exame também é bom pra ver a queda noturna, né? Que é outra coisa que a gente não tem como avaliar não sei com ele. Mas a gente tem que ver a pressão da mapa, da monitoramento, monitorização de 24 horas, que é o descenso noturno, né? Quando nós dormimos, a nossa pressão deve declinar 10% dos valores, tá? Ela tem que ser 10% mais baixo durante o sono. Quando isso não ocorre, e o paciente teve uma boa qualidade de vida com o aparelho, ele fala: "eu coloquei o aparelho, às 11 horas e aí fica aquele", provavelmente, tem alguma doença do sono, com uma pilenha do sono, ou é uma hipertensão de causas chamadas secundárias, que são renas, ou hormonas, então essa é uma informação importante. Mas aí pode ter hipertensão e mesmo assim não elevar durante o sono. É, ele pode ter hipertensão durante o dia e não ter o descenso adequado no turno. Ela não abaixar mais do que 10, fica entre 10% e 20%, se ele não tem esse descenso, tem alguma coisa acontecendo durante o sono, que está impedindo isso. Uma situação bastante comum principalmente na população idosa, é a pinéia do sono. É, que é bem mais prevalente na população do que a gente imagina. Outra situação é a medicação. Às vezes, a meia-vida do remédio, o remédio que ele tomou lá de manhã, quando chega de noite, o efeito dele já acabou. E o bom tratamento deve, com a medicação, ter uma cobertura nas 24 horas do dia. Então, como a doutora Marisa falou, a informação sobre os níveis pressóricos noturnos é importante no melhor tratamento. Porque até quem é hipertenso durante a noite, a pressão diminui. A gente considera para o noturno um valor diferenciado. Agora já entrando nessa parte de automedicação, um dos termos agora que o doutor Marcos acabou de citar, então já vou direcionar a pergunta aqui, doutora. Qual que é a sua opinião, dos dois eu vou pedir, a opinião sobre automedicação? Se realmente é válida quando a pressão está muito alta, ou se isso deve ter qualquer momento ali que seja mais elevado precisa ter uma orientação médica para isso? Qual que é a opinião de você? Eu acho que quando a pessoa já sabe que tem a pressão elevada, está fazendo tratamento com um médico, o próprio médico orienta sobre isso. Porque algumas pessoas precisam ter um remédio a parte para determinadas situações. As vezes são pessoas de muito lábio, emocionalmente está numa fase difícil e que às vezes está tendo problemas e que a pressão vai subir e ela vai saber que a pressão subiu mas ela não precisa mudar o de todo dia. Ela pode mudar especificamente desses momentos como você está falando. Mas para cada um tem que ser com a orientação de seu médico. Não existe um padrão geral. Os idosos esse risco aumenta, doutor? Eu acho que é semelhante com os jovens. Os idosos que aumentam é a quantidade de medicamentos que o idoso toma. Geral idoso o idoso toma medicamentos para vários problemas de diabetes, para a artrose e alguns desses medicamentos podem provocar a elevação dos níveis da pressão. Ou redução. Então por exemplo, um idoso que tem uma artrose de joelho e está tomando antiflamatório porque está doendo muito mesmo não sendo um medicamento muito apropriado para o idoso mas ele recebeu lá receita do ortopedita bem indicado, aquilo vai elevar as cifras de pressão dele porque ele está tomando antiflamatório. Ou ele foi o endócrino, recebeu uma medicação para controlar diabetes que aumenta, diurese, isso vai provocar uma redução. O urologista passou o medicamento para a plasia prostática benigna, que também reduz a pressão. Então o idoso ele é mais sujeito a essas reações de outros medicamentos necessários. Então o geriatra, o cardiologista que trabalha com o paciente idoso tem que, a gente precisa saber quais todos os medicamentos que o paciente está tomando para fazer um ajuste. Agora, medicamentos de pressão são medicamentos sofisticados. Então não é uma coisa que a própria pessoa pode escolher. Então ela tem que seguir a orientação de um médico. Qual é a família mais apropriada de medicamentos para a hipertensão para aquele indivíduo? Porque existem vários mecanismos de ação dos medicamentos para a hipertensão. E cada um é uma família como o Max falou e cada um age de uma maneira diferente. Só que cada um tem cem nomes comerciais. Então não é uma coisa que a pessoa possa realmente escolher sozinho. Ela tem que ter orientação de um médico o que que ela deve fazer nesses momentos. Doutora, quando a pessoa já está tomando remédio, ele já está controlado, mas tem algum pico muito forte de pressão alta. Quando que deve procurar um pronto socorro, um pronto atendimento? Eu acho que sempre. Porque precisa saber por que é que subiu. Sim. A gente já pode ter um evento. É independente de estar tomando ou não estar tomando. Descobriu que a pressão está muito alta? Estava sentindo alguma coisa, quer dizer, não é? Por que que descobriu? Por que que foi medindo naquele momento? Também deve estar sentindo alguma coisa. Tem que ir no pronto socorro. É melhor. Se você está tomando o medicamento, está controlado. Se acontecer de ter um dia de um pico muito alto, isso não está dentro do considerado normal. Isso precisa ter um atendimento do médico. Depende, porque se foi um medir o direito, se foi uma coisa de momento, acho que tem que avaliar, fazer algumas medidas e ver se isso está se repetindo. O que você vai afirmar é que aquela cifra é muito alta. A pessoa tem a sua pressão controlada 13 por 8 e ela tem 16 por 9. Pede de novo 16 por 9. Acabou de discutir em casa, está super nervosa. Tenta relaxar e vai normalizar. Ou vai lá em média 22, 220 por 100. É uma cifra muito alta. Pede de novo essa cifra. Ele deve procurar um serviço médico. Não precisa ser reduzida de forma efetiva e rápida. Cifras muito altas são iguais à avaliação imediata. A confirmação é avaliação imediata. E não é uma coisa que você fala, hoje está 220 por 120. Eu vou amanhã de manhã, não. Não é uma boa ideia, porque pode fazer a diferença para prevenir um evento que é potencialmente grave. Então, confirma. É cifra muito alta? Vai procurar uma informação do seu médico, ou por telefone, ou presencial, ou por telemedicina, mas tem que resolver. Nos idosos, principalmente, acaba tendo essa preocupação dos parentes, dos familiares dessa necessidade de urgência. Eu falo por mim, quem tem idoso na família já tem essa preocupação a mais de saber o que fazer ali caso aconteça alguma coisa. Para os idosos, fatores externos que possam interferir como uma discussão mais um estresse. Exato. Então, o paciente tem que se conhecer, no caso do idoso, a família tem que o conhecer ou o cuidador, e saber quais são os elementos que ele toma e qual é o nível habitual daquela pressão. Fala, olha, esses dois medicamentos, a pressão, em geral, está bem controlada. E se a pressão sobe demais, mas sem uma pequena oscilação, sai um pouco de taxa, então a máxima, em vez de estar 14, fica 16, de jeito nenhum, o paciente tem que sair correndo. É uma pequena oscilação não é para sair e ir direto ao hospital. Tente entender o que está acontecendo. Foi o antiflamatório que tomou, foi o descongestionante nas alas, que é melhor dizer para gripes, os descongestionantes e levam a pressão, foi aquela discussão. Então, espero pouco, pede de novo, vê se tomou o remédio corretamente, se não esqueceu de tomar o remédio e, geralmente, vai regularizar. Tente falar com o seu médico. Não... Cifra pouco elevada não é uma urgência. Agora, muito elevada, nesses valores que a gente falou, sim, aí passa uma urgência. Agora, acho que é importante a gente aproveitar essa parte, o tempo que a gente tem para falar sobre tratamento e também prevenção, o que as pessoas podem, de fato, fazer para não chegar nesse... em uma situação como essa que a gente está de ter que procurar um prão de socorro. Doutora, quando já está controlado, já tem esse controle melhor, já a pessoa já vive bem ali, ela sempre vai ser dependente desse tipo de remédio se já teve esse diagnóstico de pressão alto ou a pessoa pode, em algum momento, estar controlada e não tomar mais. Foi algo que a Saara citou logo no começo, né? Falar, às vezes a pessoa achou que está bem e parou de tomar. Não, é muito como a pessoa regula pressão e ela falar para aí tomar porque ficou ótima. Não pode, porque é... ficou boa a pressão porque estava tomando a medicação. Existem situações de que isso, eventualmente, pode acontecer, como quando for consequência, por exemplo, a pressão for alta, consequência a uma medicação. Às vezes a pessoa começa a tomar uma medicação, a pressão sobe muito e daí tira essa medicação e consegue. Outra situação também, essa pessoa é muito obesa e ela diminui, perde muitos quilos e faz uma dieta direitinha, mantenha a dieta saudável, faz atividade física. Também pode, eventualmente, poder ficar sem pressão. Isso não é real, isso é real. Não é um padrão que todo mundo vai conseguir pelo fato do que a gente comentou logo no início, né? O tempo vai enrijecendo as artérias e vai, todo mundo vai acabar um dia tendo hipertensão. Mais cedo, mais tarde. Mas que pode, em alguns estágios, assim, nessas situações específicas, assim, é real. Pode, mas não pode, jamais sozinho. E isso atrapalha muito o controle, porque você fala para o paciente e ele volta depois na consulta sem tomar uma medicação. E daí você fala mas como? Porque não, é porque ficou boa. Daí você vai medir a pressão, já subiu de novo. Daí você vai começar tudo de novo. Então, é preciso que as pessoas entendam que a pressão é como um diabetes, o tratamento de diabetes. Ninguém começa com um remédio e depois suspende a insulina. A hora que já está lá, vai ter que tomar. Pode ser uma quantidade maior, menor, dependendo de como está o estilo de vida. Mas, geralmente, às vezes até pode ser sem, mas tem que ser com orientação médica e com controle médico. E, Dr. Marcos, como fazer essa mudança no estilo de vida para um idoso, com o que a gente estava conversando até antes, aqui nos bastidores, respeitando a vida dessa pessoa, as escolhas dessa pessoa, a fase dessa pessoa. Eu imagino que seja difícil, e a gente vê até nas redes sociais, tem viralizado, inclusive, em uma das plataformas mais famosas agora, cuidadoras mostrando a rotina com esses idosos. E a gente consegue perceber que às vezes tem fases mais difíceis ou transição um pouco mais fáceis, mas como que as pessoas próximas dessa pessoa devem agir para que tenha essa melhora, mas ainda assim respeitando esse idoso? A pergunta é bem difícil. Mudança de estilo de vida em idoso. Já é difícil. Já é difícil. Mude o jeito que você funciona. É o seu e da sua família ao redor. Então, é difícil, mas a gente tem que tentar. Quais as medidas, vão falar de medidas não farmacológicas, que ajudam um pouco no controle da pressão? As farmacológicas são remédios, mas quais são as não farmacológicas? Diminuir o sódio, diminuir o sal e todos os alimentos que são ricos em sódio. Isso não é tão difícil. O alimento continua santo saboroso e tenta emagrecer. A redução do peso ajuda muito no controle da pressão. Cada 5 ou 10 quilos que a gente emagrece diminui os níveis pressóricos. É como se a pessoa tirasse uma mochila de 10 quilos que ela está o tempo todo com ela nas costas, subindo, dormindo no banheiro. A redução do peso é muito importante. No idoso mais velhinho, mais longevo, a gente toma bastante cuidado mas no idoso obeso tem que reduzir o peso. Tava agismo, tem que cortar. Uma situação que a gente negligencia com idoso é ingesta excessiva de álcool. Os idosos cada vez mais têm gerido mais álcool tanto homem como mulheres em quantidades que podem elevar a pressão. Tem que dar uma olhada, ver quais são os medicamentos. Às vezes tem medicamentos que podem ser trocados que acabam atrapalhando no controle da pressão. Atividade física. Se tivesse que... A gente sempre fala isso. A gente tem que ter uma vida para uma pessoa mudar seu estilo de vida. A primeira é falar para fazer atividade física. Caminhar. Quando a pessoa começa a caminhar, eu acho que eu vou comer melhor. Vou tentar emagrecer. Vou tomar melhor os meus camédios. Então a gente sempre na consulta fica orientando os pacientes que façam isso. Eu diria que antigamente era mais difícil. Hoje em dia tem mais cultura, mais consciência e os idosos aderem melhor a mudança de estilo de vida. Caminham. Fazem uma dieta mais saudável. Eu acho que o problema de mudança de vida talvez é o de um adulto jovem que tem uma vida muito corrida. Próximo dos 50 anos. Mas o idoso... Tem tempo para isso. Alguns concordam. Outros são muito reticentes. E aí, se a gente não consegue com isso, a gente tem que aumentar os medicamentos. E a atividade física para aquele idoso que já está nessa fase que a gente falou que é bem mais idoso, tem algum nível considerado seguro ou pode fazer ali sem medo? Qual que é a orientação? Idoso que vá fazer atividades físicas sempre precisa de uma avaliação. Porque ele já está numa idade em que os eventos cardiovasculares podem ocorrer. A chance de um jovem, então, um evento cardiovascular, um infarto, e um AVC com 30 anos é muito baixa. É baixa. A chance de isso acontecer no senhor com 70 anos é possível. Porque, em velecer, a gente faz uma variável incontrolável. Quanto mais velho a gente fica, mais chance de ter algumas doenças. Então, para liberar o idoso para fazer uma atividade física, ele precisa de uma avaliação médica, fazer alguns exames, cardiológico, etc. E aí, fazer atividade física, sempre escolher a atividade física prazerosa, porque a atividade física prazerosa é aquela que ele vai dar continuidade. E começar com atividades físicas simples, como o caminhado, ou atividades em grupo, dança, atividades de equilíbrio, musculação, etc. Doutora, tem algum risco quando se abaixa demais a pressão nesse idoso? Às vezes, tem como dar o efeito reverso. Chega com pressão alta e acaba ficando com pressão baixa só, quais os riscos são mais elevados para a pressão alta ou baixa? Os riscos são mais elevados para a pressão alta, mas a pressão baixa no idoso, principalmente é muito importante, porque o idoso já tem uma dificuldade de equilíbrio, de estabilidade, se ele está tomando muito remédio ali, tem uma interação, levanta de repente, ele pode cair nessa queda, pode bater a cabeça. Isso era a minha próxima pergunta. Isso acontece muito, né? Isso a gente tem que estar orientando todos os pacientes que tomam medicamentos para a pressão, precisam saber que na hora que você toma medicamento para a pressão, você está interagindo nos sensores que existem nos vasos para modificar aquilo que eu falei que a télia faz, para jogar o sangue e ajuda, ela se constrita dá uma base de construção, se contrae e você, ou os medicamentos, eles agem aí. Então esse equilíbrio normal, natural que as pessoas têm, sentam uma remédio de você estar aqui, você fica de pé, o seu sangue vai para a cabeça, a quantidade que precisa porque está tudo funcionando naturalmente, na hora que você interfere com medicamento, isso fica abalado. Então você não pode levantar correndo e ir fazendo as coisas, você tem que ir por etapas, então vai sair da cama, despreguiça, faz igual um gato faz, quando vai levantar o gato não sai correndo, ele se despreguiça bem, então faz igual um gato, faz devagar, tudo, e vai porque é frequente, o idoso caindo ele vai, chega até a litibunda, ninguém sabe o que veio antes, ele ficou torto, se ele caiu e isso é consequência da pressão que cai, não vai suficiente para o cérebro e a pessoa cai. Então a potência sim, ela é mais fácil de identificar e de resolver na hora, mas as pessoas precisam se prevenir para não ter uma consequência da sepoutenção em um risco bobo e que é a consequência que é o risco e que isso ocorre com mais frequente do que deveria pelo menos eu acho que tem um perfil de paciente idoso que a gente chama de idoso frágil que são em geral pacientes mais idosos e que eles têm muito exaustão, tem pouca massa muscular tem perda de peso tem uma síndrome da fragilidade esses pacientes que se movimentam com dificuldade tem que ser mais cauteloso com as doses dos medicamentos porque eles têm mais esse fenômeno que a doutora Marisa explicou, que é a hipotensão postural. Quando eles levantam às vezes a adaptação do organismo demora e naqueles segundos ele tem uma crise de tontura ou de desfalecimento isso provam como a queda e a queda em idosos como a gente já teve a oportunidade de conversar em outra entrevista a queda em idosos pode ser um evento muito ruim pode ser um evento fatal então os hematomas, as fraturas aquilo pode ser catastrófico na qualidade então com esse tipo de idoso frágil é a palavra ideal tem um fenômeno científico mas imagine um idoso frágil todo mundo consegue entender essa situação essa a gente tem que ser mais cauteloso então a gente é um pouco mais leniente níveis de controle então vai ser paciente se ele tá 15x9 14x9 tá ótimo a gente não persegue aquele idoso por é a gente tenta mas nesse paciente a gente é mais cauteloso no outro paciente idoso que é com bastante vitalidade o nível de controle pressório que deve ser como de um adulto jovem então também aquela história sempre de individualizar já aproveito pra falar que vou deixar o link desse episódio das quedas que a gente fez que foi um episódio com a sua participação foi bem legal antes da gente eu só queria passar um pouquinho sobre naquele quadro mitos e verdades pra tirar as dúvidas que são mais no trend topics do google do tiktok, instagram, as pessoas perguntas, eu só queria tirar também pode ser a dúvida de alguém que tá acompanhando a gente sobre a questão de xar os milagrosos e alimentos milagrosos que prometem baixar a pressão qual a opinião de vocês sobre isso é válido, não tem nenhum malefício, mas também pode não ter nenhum benefício, o que vocês orientam sobre essa questão de xar se eu for falar alguma coisa é o sal tirar o sal esse alimento realmente piora é nítido as pessoas notam se elas estão comendo sem sal, daí um dia exagera vai comer uma feijada e fala, nossa, minha pressão subiu, esse é nítido os outros, não sei se tem mais xar os milagrosos, eu acho que não funcionam, mas se quiser tomar junto com o remédio da pressão, tudo bem toma o remédio, toma o xar amargo, saboroso é líquido, é líquido é bom, é feito pode funcionar como efeito pra sempre porque é uma coisa que existe mas só o xar tá aqui bem claro então pra vocês acaba sendo perigoso às vezes o paciente, por escolha própria troca, ai deixa eu trocar o remédio que o médico me passou não é uma boa ideia a gente vê isso na vida prática hospitalar principalmente queria também aproveitar a oportunidade pra que vocês passem um conselho como viver bem com pressão alta que é um objetivo sempre do nosso amatoqueste já começamos falando isso a gente conversa sobre qualidade de vida não só sobre assuntos específicos só coisas pra assustar ninguém muito pelo contrário, é uma forma de ajudar a pessoa a conviver com um diagnóstico enfim, como viver melhor com essa situação, pode começar, doutora bom, eu acho que se a pessoa tem o diagnóstico de hipertensão ela deve focar na qualidade de vida com dieta com atividade física e se tiver tomando remédio tomar regularmente não tem que ficar pensando que um dia eu vou diminuir o remédio, vou parar o remédio não incorpora isso na vida dá o braço pra hipertensão e continua caminhando que vai dar tudo certo não vai ter problema nenhum eu vou falar pros idosos pensando na prevenção pros idosos, o que a gente quer que o paciente envelheça quanto mais danos possível melhor mas com autonomia e independência então autonomia, de preferência não tem das demências e a pressão não controlada aumenta o risco de demência vascular independência, falando, andando ou seja, sem ter os ataques esquêmicos que são os AVCs então a pressão controlada evita essa situação então envelhecer, bem envelhecer uma doença cônica controlada então paciente que recebeu o diagnóstico de hipertensão, 55, 60 anos o que ele tem que fazer? muda o estilo de vida e começa a usar a medicação o seu médico indicou os pacientes tem aquela resistência mas eu vou mudar e depois eu vou começar a tomar o remédio e não emagrece não diminui o sal, essas coisas são difíceis usa a medicação se ele conseguir mudar o estilo de vida emagrece 5, 10 quilos com a medicação a pressão vai ficar mais baixa e o médico reduz junto com ele isso se chama aderência ao tratamento é fundamental a aderência ao tratamento porque a pressão mal controlada vai provocando esse estado de degeneração dos vasos que podem dessas consequências que são ruins antes do momento ideal pode durar mais bem então agora eu vou aproveitar esses últimos minutinhos só pra passar nessas dúvidas pra ver se a gente consegue incluir alguma do... tem algumas que são engraçadas inclusive remédios naturais são sempre seguros pra controlar a pressão é o que a gente acabou de falar não existe evidência científica que são a gente gostaria como médicos que um reméddio fitoterápico tivesse evidência científica que ele abaixa a pressão mas isso é bem estudado em estudos populacionais pelas sociedades de prevenção e não existe evidência aqui abaixo idosos devem medir a pressão nos dois braços pode falar numa primeira consulta assim existe uma doença não infreqüente que a coartação da artéria, que é uma mal formação em que a pressão de um braço e o outro é muito diferente então em alguma consulta médica isso deve ser feito uma vez só depois, em geral, a pressão no braço esquerdo é levemente acima do direito, mas não importa é muito pequena essa diferença mas em uma consulta médica a primeira vez sim pimenta do reino, aumenta a pressão arterial e eu acho que não é o que estava pesquisando estava entre as perguntas mais procuradas quando a gente costumaria entrar um paciente que vai ter que tirar o sódio você fala, usam outros temperos cebola alho, salsinha, pimenta e falam que tem bastante sódio em água aquelas águas que vendem de galão tem umas que tem um pouco mais mas não é isso que vai fazer as águas gasificadas não é isso o sódio mais é dos refrigerantes dos alemães com conservantes os embutidos os carnes, queijos, gostosos tudo que eu gosto e pretensão pode afetar a memória? sim principalmente ao longo prazo se não tratado vai dando lesão dos microvasos cerebrais e essa lesão de microvasos cerebrais ela provoca uma piora cognitiva se tratado é um fator de risco a menos para ter essa doença você sempre significa pressão alta? não a tontura pode ser por doenças do labirinto que não tem a ver com hipertensão hipertensão, faz o nariz sangrar? isso é mais um mito em geral quando o paciente tem sangramento nasal ou sangramento ocular na córnea hemorragia conjuntival é de boa norma medir a pressão para ver se ela não está fora da faixa mas muitas vezes o paciente que tem pistache que é o sangramento nasal, criança adulto jovem já está com a pressão normal tem a ver com uma patologia da mucosa nasal é a mesma coisa a hemorragia conjuntival mas é de boa norma medir e se ver levemente alterada não é essa causa, o paciente está assustado com o sintoma e a pressão subiu e agora por último hipertensão pode diminuir o paladar? diminuir o paladar? não até tinha um aqui que eu acho que a gente já respondeu mas acho que é legal a gente incluir hipertensão pode causar insônia em idosos? também, se for muito alterada se for muito alterada a pessoa fica o que tem em idosos, a prevalência o quanto uma doença comum a apneia do sono que ela quer dificuldade para respirar ter sono profundo isso é extremamente comum em idosos mas é muito comum mesmo então o paciente que tem a apneia do sono ele é um hipertenso dormindo então ele está em a apneia do sono, acorda ele vai em média e a pressão vai estar alta e aí o tratamento é tratar a apneia também, fazer o diagnóstico tratar a apneia as duas coisas estão juntas a gente está falando de hipertensão secundária à apneia tratou a apneia de forma efetiva às vezes a pressão normaliza passar um minutinho só para incluir essas duas quem tem pressão alta precisa evitar bananas? ao cubário ao contrário os alimentos ricos em potássio e potássio magnésio são alimentos que parecem que ajudam na saúde hipertensórica dos níveis pressóricos e a última que acho que é legal a gente falar do tempo se o inverno influencia isso a gente até conversou sobre estações como influencia acho que é legal trazer também um episódio eu falei que mais frequente tem fato e uma das causas está ligada consequência e pretensão os níveis pressóricos do inverno estão mais altos e às vezes dá a sensação ao contrário para quem não é da era da ação de outim a sensação que no calor as pessoas como passam por um mal estar que acabam andando mais é até hipotensão no calor geralmente as pessoas quando passam mal é hipotensão, está deshidratada não deveu o suficiente para ser um caio está muito legal o papo mas vou ter que encerrar porque a gente já passou inclusive do nosso tempo mas queria agradecer demais a participação de vocês doutora Marisa Amato, doutor Marcos Murilo foi super interessante tenho certeza que quem acompanhou até aqui na descrição vou aproveitar e deixar esse espaço para vocês se vocês quiserem passar alguma forma de de contato com vocês ou site ou enfim se vocês quiserem até algum direcionamento para quem quiser procurar por vocês em consultório, enfim tiver mais alguma dúvida pode mandar aqui no vídeo alguma sugestão para os próximos temas mas vou pedir para vocês então se vocês quiserem passar alguma coisa é bom a minha divulgação é através das mídias doutora Marisa também então eu já vou deixar o link aqui direto o acesso que aí tem o telefone do consultório da recepção se quiser entrar em contato com vocês então vou deixar o link aqui para quem quiser acessar, mais uma vez muito obrigada pela participação de vocês então não deixe de curtir, comentar e compartilhar que é muito importante para o nosso engajamento, vou aproveitar e citar aqui para quem já acompanha o AmatoCast já bastante tempo, já conhece mas para quem está chegando agora vou agradecer o patrocínio o patrocínio aqui do nosso AmatoCast do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal que é onde tudo começa o foco de origem é qualidade de vida e prevenção obrigada a você que acompanhou até o final não deixe de curtir, comentar e compartilhar mais uma vez falando para que a gente continue trazendo os nossos especialistas aqui para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida muito obrigada
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