# Pedra nos Rins: A Dor Que Ninguém Aguenta ## Introdução O episódio 102 do AmatoCast traz o Dr. Álvaro Bosco, urologista com formação na UEL, residências na S
Com a sua agenda corrida para a gente conseguir marcar aqui esse episódio, mas vai ser muito legal. A gente já estava um tempão tentando trazer aqui um urologista para falar sobre esse assunto que o pessoal já tinha comentado, já tinha pedido.
Etícia, a urologia é uma especialidade cirúrgica. Então, às vezes, as pessoas não sabem direito, mas o urologista é um cirurgião. Então, eu opero, mas é óbvio que o urologista também tem o consultório, tem os atendimentos ambulatoriais e tudo.
Era muito difícil. A gente é muito jovem. Acho que com 16, 17 você tem que escolher uma carreira, eu acho muito jovem, ainda mais uma carreira que você vai levar a vida inteira.
Mas se hoje tivesse que obrigatoriamente escolher um plano B aí, seria cardiologia, então, foi o que ficou mais aí na sua escolha. Depois de você escolher a cirurgia, eu acho muito difícil sair da cirurgia.
Então, eu acho que mudou completamente. Uma vez que eu conheci a cirurgia e gostei muito, me encantei, acho que eu não trocaria por uma especialidade puramente clínica.
baby better Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCash pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve e qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, falamos sobre câncer de mama e antes sobre medicina física e de reabilitação. Hoje novamente nós recebemos um convidado especial, como vocês já estão vendo aí no título, vamos conversar sobre cálculos renais com o doutor Álvaro Bosco. Antes de dar as boas-vindas aqui para o nosso especialista de hoje, eu vou apresentar um pouquinho do currículo dele para vocês poderem conhecê-lo melhor. O doutor Álvaro Bosco é urologista formado pela UEL, com residências na Santa Casa de São Paulo e no Hospital Edmundo Vasconcelos, além de mestrado em uro-oncologia pelo ASEC Amargo. Fez estágios internacionais no Canadá e nos Estados Unidos, atua como coordenador de urologia no hospital IBCC, oncologia e é professor do curso de medicina do Centro Universitário São Camilo. Além disso, é membro da sociedade brasileira de urologia. Bem-vindo, doutor. Obrigado, Etícia. Obrigado pelo convite. Eu que agradeço. A gente já estava conversando aqui nos bastidores, foi difícil, né? Com a sua agenda corrida para a gente conseguir marcar aqui esse episódio, mas vai ser muito legal. A gente já estava um tempão tentando trazer aqui um urologista para falar sobre esse assunto que o pessoal já tinha comentado, já tinha pedido. Queria saber um pouquinho antes da gente começar, como que é a sua... da sua carreira, a sua rotina, você faz mais cirurgia, fica mais na parte clínica. Como que você atua mais hoje em dia? Etícia, a urologia é uma especialidade cirúrgica. Então, às vezes, as pessoas não sabem direito, mas o urologista é um cirurgião. Então, eu opero, mas é óbvio que o urologista também tem o consultório, tem os atendimentos ambulatoriais e tudo. Então, a vida do urologista é meio centro cirúrgico, meio consultório. E é difícil a gente marcar um horário, foi difícil a gente conseguir integrar, porque tem insurgência, talvez... Ah, isso que eu queria saber, já que o pessoal gosta. Às vezes, a gente marcou, teve que remarcar, a nossa vida é bem corrida. Aliás, é uma especialidade que tem bastante burnout também, por incrível que pareça, isso reconhecido internacionalmente, mas é porque a gente tem uma vida muito corrida, muito agitada. Eu sei como é isso. Mas eu não troco, eu amo. Então, eu ia te perguntar também isso. Como foi a escolha da especialidade antes da medicina? Você na escola, já era aquele aluno que estava decidido fazer medicina? Ou não, tinha um plano B aí? Era muito difícil. A gente é muito jovem. Acho que com 16, 17 você tem que escolher uma carreira, eu acho muito jovem, ainda mais uma carreira que você vai levar a vida inteira. Então, eu tinha meu pai dentista, eu ficava pensando em especialidades assim, mas a medicina me despertou, eu acho que, sendo muito ampla, me despertou o interesse, eu acho que todo mundo tem de médico e louco, todo mundo tem um pouco. Eu acho que sempre teve um desafio até técnico, científico e intelectual. E já na especialidade e na medicina, eu queria fazer cardiologia. Até o sexto ano, eu era um cardiologista, eu adorava até passar na urologia. Quando eu passei no estágio, eu brilhei os olhos. Eu falei, não, é aqui que eu gosto, eu gosto dos pacientes, gosto das doenças. Então, foi uma coisa que eu me identifiquei muito. Foi uma conexão muito rápida, meus colegas de turma nem acreditavam, achavam que eu ia fazer cardiologia, mas uma vez que eu me defini por urologia, foi aí que eu achei o meu caminho verdadeiro. Não teve jeito, né? Mas se hoje tivesse que obrigatoriamente escolher um plano B aí, seria cardiologia, então, foi o que ficou mais aí na sua escolha. Depois de você escolher a cirurgia, eu acho muito difícil sair da cirurgia. A cirurgia que eu queria era uma cardiologia clínica, né? Então, eu acho que mudou completamente. Uma vez que eu conheci a cirurgia e gostei muito, me encantei, acho que eu não trocaria por uma especialidade puramente clínica. E o legal é fazer o que a gente gosta, né? Porque apesar de ter toda essa questão aí de burnout, de sobrecarga, porque eu estava falando dos bastidores, também a minha profissão tem muito disso. Quando a gente faz o que a gente gosta, dá aquele sentimento que você, no seu caso, consegue ajudar alguém, consegue ajudar um paciente, imagino que seja a que toda aquela recompensa da correria, da vida louca, da cirurgia de emergência, de você ver um caso sendo resolvido, do paciente que chegou ali morrendo de dor e está saindo com aquilo resolvido, uma outra situação, fala de dor por conta dos cálculos renasso, mas tem várias outras coisas que a gente pode falar da sua especialidade. Mas é super satisfatório. É uma especialidade que eu falo que é muito resolutiva. Então, eu te dou um exemplo. A gente estava falando de cirurgia de urgência. No madrugada eu fui operar, eu ajudei um colega de um paciente que era soldado crônico, tirou a sonda, sem querer ele arrancou a sonda. Então, a gente teve que opirá-lo na urgência. Então, essa noite, operei. Mas é aquilo que você falou, aquela satisfação de chegar em casa, fala, poxa, a gente fez um trabalho bem feito, resolveu um problema, e agora está resolvido, isso me deixa muito feliz, eu não escolheria outra especialidade de forma alguma. Legal. Doutor, tem alguma subespecialidade no sentido de algum tipo de doença que as pessoas mais te procuram, que você gosta mais de atender, que é considerado o seu ponto forte? Eu gosto de urologia de uma forma geral. Mas a vida vai te levando para caminhos, que às vezes você não escolhe diretamente, mas você absorve aquilo, vê uma brecha, vê uma oportunidade e vê uma coisa que você se identifica. Então, a oncologia, por incrível que pareça, na época da residência, nem era a nossa especialidade, que me chamasse tantos olhos, mas foi onde eu me identifiquei. Então, tratar de neoplasias foi uma coisa que eu me identifiquei, que minha carreira acabou passando por aí. E a minha formação na residência, no Rio de Mundo Vasconcelos, era uma formação, basicamente, para cálculos renais. Então, a gente tinha, na residência, os cálculos renais e a vida me levou para a oncologia. Então, de uma forma geral, eu atuo nessas duas áreas hoje, principalmente, mas eu amo urologia de uma forma geral. Então, urologia geral, eu faço também, o consultório a gente tem casos de infertilidade, casos cirúrgicos pequenos, contraceptões. Então, a gente faz como urologia, eu gosto de tudo. Então, não deixa de fazer nada. E hoje, com a diventa na urologia, é uma especialidade muito tecnológica. Não sei se você está familiarizada, mas isso também me chamou a atenção na época quando era da graduação. Então, hoje, os procedimentos são feitos através de laparoscopia, endoscopias, cirurgia robótica. Então, tudo o que envolve muita tecnologia me chamava atenção e me levou para a urologia. E hoje, a gente tem muito disso e cada vez mais. A gente vai se atualizando e vai fazer. Por exemplo, cirurgia robótica é uma coisa um pouco mais recente, as endoscopias também. Então, foi uma coisa que me chamou muita atenção e a gente consegue ajudar o paciente com procedimentos minimamente invasivos. Legal. Então, isso é um dois perfis também de pacientes, porque a gente está falando, por exemplo, o cálculo renal, que é um problema muito mais simples de ser resolvido ali. O paciente chega com muita dor, tem uma história já para contar aqui para vocês. Já te adianta um pouco nos bastidores. E o paciente com câncer de próstata, por exemplo, que é algo muito mais sério, mais grave, e no sentido de como você vai tratar aquilo com os pacientes, dá a notícia, enfim. Isso foi uma dificuldade para você de ter essa parte um pouco mais séria, assim, da especialidade, um pouco mais grave, eu digo, de perder paciente, enfim. Como que você lidou com isso? Eu acho que, talvez até o Bernalte venha por conta de questões como essas, mas é treinamento, né, Letícia? E, na verdade, o que a gente quer é sempre ajudar o paciente. Então, quando a gente vê um paciente com uma doença mais grave, mais delicada, você tenta fazer de uma forma que fique mais leve para ele e dando as opções de tratamento e de como ele vai sair dessa e como a gente vai sair com ele junto. Então, a gente é muito empático na urologia, tem muita coisa que a gente pode fazer para ajudar, e isso é mostrando os caminhos para que a gente encontre a melhor solução. Então, não é que seja um fardo no vejo dessa forma, mas eu preciso mostrar para ele que a gente tem o que fazer para ajudá-lo. Sim. Agora, então, falando um pouquinho já direto do nosso assunto aqui dos cálculos renais, primeiro, antes de tudo, para quem chegou até aqui, o que são os cálculos renais? Porque, às vezes, todo mundo já liga um problema, uma dor, já sabe que cálculo renal é algo ruim, mas não sabe exatamente o que significa, e que não é de uma hora para outra, vai juntando-lhe aos poucos até formar, de fato, o que causa a dor das nossas pessoas. É isso, doutor? Na verdade, Letícia, a gente percebe que tem um cálculo renal quando está com uma dor muito forte. Então, quando você vai saber que tem um cálculo renal, muitas vezes, eles são assintomáticos. Então, a formação, as famosas pedrinhas nos rins, a formação dessas pedras acontece porque um íon gruda num outro íon, por você indire porco líquido, talvez, então, tem uma concentração desses íons, e eles se juntam e formam uma calcificação dentro dos rins. Acontece que grande parte dessas calcificações elas não são tão grandes e elas não obstruem a viurinaria. Então, o paciente não sente absolutamente nada. Quando que ele vai ter dor? Quando a pedra, esse cálculo migra, quando ele sai do rino e obstrue o reter, que é um canalzinho fino que leva a urina do rin até a bichiga, é que você vai ter a dor. Então, você pode passar muito tempo, toda vida inteira sem saber que tinha uma pedrinha num rin, porque ela estava parada e era pequena. Quando ela migra e obstrue o rin, a urina tenta passar, não consegue porque tem uma obstrução, aumenta a pressão lá dentro, aí o paciente tem a cólica renal. É aí que ele vai saber que ele tem uma famosa pedra. Entendi, você falou bastante sobre, ah, talvez ser por conta da falta do líquido, a lina daquela pessoa, água principalmente. Aliás, já tem duas perguntas aqui. A primeira delas, para não esquecer nenhuma. A primeira, tem um outro fator que pode fazer com que a pessoa tenha a pedra no rin, algo genético, alguma outra alimentação também, ou falta de algum tipo de exercício. Enfim, isso piora. Então, assim, a gente basicamente tem os casos que tomam um pouco líquido, então os pacientes que não ingerem líquidos formam umas pedrinhas. Existem aqueles componentes genéticos, então eu tenho familiares inclusive. Eu tenho pedra, meu pai tem pedra, meu avô tem pedra, minha mãe tem pedra. Então, são questões metabólicas. E para isso, também contribui a dieta. Então, quando você consome muita proteína, muito sal, tudo isso contribui para formação de cálculos. Se você ingere, pouco se trata aumenta a formação de cálculos. Então, a gente tem fatores metabólicos e a gente tem fatores também exposicionais. Só para você ter uma ideia. Tem aqueles pacientes que trabalham em cozinhas. O chefe de cozinha, o cozinheiro, aqueles que estão em metalúrgicas, em ambientes muito quentes. Nós estamos num país tropical, nós estamos num país quente. Então, São Paulo hoje não está tão quente, mas a gente é de uma região muito quente. Então, tudo isso aumenta a chance. Só para você ter uma ideia, em média, nos países tropicais, no centro da população tem cálculos renais. É muita gente. Então, um pouco sabem que tem. No calor tem chance de ter mais crise. Formam mais cálculos. E depois, se esses cálculos são eliminados, formam dão as cólicas renais, para você conhecer. Eu conheço bem, inclusive. Essa questão do líquido, da água, teve uma vez que eu escutei, foi um vídeo de internet, falando que para entrar nessa quantidade recomendada, para evitar esse tipo de problema, qualquer tipo de líquido já contava. Por exemplo, um suco já vai contar na quantidade do dia, não necessariamente a água em si. Para a questão, a gente está falando o resto da saúde. Eu sei que a água em si é muito necessária para todo o contexto, mas para a questão de pedra nos rins. Todo, realmente, todo líquido já vai contar como já vai ajudar nessa questão de não ter, de evitar um cálculo renal? Tudo conta. Existem líquidos e líquidos. Te dou um exemplo. Se você tomar refrigerantes, e eu posso falar para os espectadores, eles olharem, veja o quanto que tem de sódio no refrigerante. Então, a ingesta de sódio é maléfica. Aumenta a chance da formação de cálculos. Então, não é todo líquido que conta. A água é o melhor deles, sem sombra de dúvidas. Existem também os sucos ácidos, sucos de laranja, limão, abacaxi, suco de melão, melancia. Isso pode diminuir a chance da formação de cálculos. Agora, existem esses líquidos para os refrigerantes, ou industrializados com muito sódio? Puxa, não vai diminuir a chance porque tem mais sódio. Então, tem outros componentes que você tem que estar olhando. Quando me perguntam, poxa, mas quanto que eu preciso tomar de água? É uma questão, quanto? Você precisa estar sempre olhando a sua urina. Se a sua urina está clara e é para estar clara parecido com o copo de água, está perfeito. Se você está com uma urina mais concentrada, mais amarela, está faltando líquido. Então, o importante é olhar o aspecto da sua urina. Te dou um exemplo. Estamos aqui gravando ar-condicionado. Aqui, eu vou precisar talvez se eu ficar o dia inteiro tomar um litro e meio. Minha urina vai estar clara. Se eu estivesse fazendo essa entrevista com você ali no sol, no jardim, muito sol, muito quente, transpirando, provavelmente eu vou precisar do dobro disso de água. Então, varia muito com relação ao ambiente, se o ar está seco ou não. E se o tempo é muito quente ou não. Então, o principal alerta para as pessoas para saber se está tudo certo aí nessa questão é ficar olhando a cor ali da urina. Perfeito. E agora, tem algum outro sinal de cálculos, na verdade? Acho que é importante a gente estar. Todas as pedras são iguais? Todos os tipos de cálculos renais? Existem várias. O mais comum é o de oxalato de cálculos. Quando um paciente chega para mim e fala assim eu trouxe essa pedrinha, eu posso até apostar com ele. Eu falo assim, eu aposto que é o oxalato de cálculos. Por que? A maior parte dos cálculos é de oxalato de cálculos. Te levam a pedra? Me levam? Esse daí eu já parei para perguntar. Me levam. Sério? E é interessante a gente saber a composição. Por que? Por exemplo, poderia ser de ácido úrico. Ácido úrico é um outro componente que tem por exemplo sucos ácidos eu tenho ácido úrico elevado no sangue ou tomo vitamina C que também acidifica aumenta a chance de eu formar um cálculo pode ser de ácido úrico. E eu tenho medicamento específico para quem tem esse tipo de cálculo. De oxalato de cálculos, outra questão. Então assim, a composição do cálculo é interessante eu saber. Então eu posso saber através da análise. Agora, o que que me fez formar esse cálculo? Qual foi a minha predisposição? Existem exames que a gente chama de estudo metabólico. O estudo metabólico eu vou usar sangue, eu vou usar a urina de 24 horas e eu vou ver. Puxa, o que que eu estou compondo mais aqui na minha urina? Será que a quantidade de cálcio que eu estou eliminando é elevada é baixa? A quantidade de citrato que é protetor é muito baixa porque eu tenho medicações específicas que me ajudam a não formar o cálculo renal. Então a gente já está falando de prevenção de cálculo renal. Então aqueles pacientes que têm cálculos múltiplos, bilaterais cálculos grandes vários episódios de cálculo, eles precisam ser avaliados para que eu veja se tem uma causa para a formação, porque não adianta nada, eu vou lá, cuido de um cálculo ou elimina o cálculo, daqui a pouco tem um outro. Eu tenho que operar daqui a pouco eu tenho um outro. Então eu preciso fazer prevenção para esses casos específicos e provavelmente eles têm algum componente metabólico. Entendi. E tem algum perfil mais típico de paciente mesmo? Homens, mulheres, tem alguma diferença de quem tem mais? Ou a forma que sente também, todo mundo fala que homem é mais sensível para dor, né, nesse sentido. Mas é verdade? Normalmente a gente é mais churão. Mas o homem tem três vezes mais cálculo que as mulheres. Então na nossa prática a gente vê mais homens com cálculos renais, é três para um mas mesmo assim as mulheres também têm e também sofrem bastante de cálculos renais, porque é uma quantidade muito grande da população, 10% da população é muita gente com cálculo renal. Tem alguma explicação metabólica? Ou é só de costume mesmo, de tomar menos água? Não, isso é metabólico, é genético. É uma predisposição que os homens têm. Entendi. E agora precisava citar um pouco da dor, que eu acho que o principal a gente falou do alerta ali da urina, da cor. Mas quando a pessoa percebe que tem, às vezes já é tarde, já não dá mais tempo de prevenir nada, já está em uma crise. Então a minha pergunta agora é, em um momento de primeiro, como identificar uma crise acólica, que todo mundo explica, a gente estava falando aqui nos bastidores, eu vou aproveitar e contar a história também. Eu comecei a sentir, eu tinha me mudado de eu nunca contei essa história aqui antes. Eu tinha me mudado de cidade, fui morar na praia para trabalhar, era uma cidade muito quente talvez, por isso que eu te perguntei também da temperatura, não sei se foi uma coincidência eu acho que não, estava realmente muito quente. Mudei logo ali no final do ano, sabe, aquele calor, bafu quente. E aí uma semana que eu estava morando na cidade nova eu comecei a sentir essa acólica insuportável, que eu achava que era uma acólica menstrual, mas eu já estranhei porque eu não sou de sentir dor desse jeito e aí fiquei com aquela dor que eu não sabia explicar exatamente onde era, comecei a vomitar de dor cheguei no hospital e aí o médico me disse né, são três opções. Uma pêntese que estourou e vai ter que entrar numa cirurgia de emergência, tem alguma chance de você estar num trabalho de parto, aí eu já fiquei desesperada, ou a terceira opção é uma pedra no rim grande, aí eu já falei, meu Deus de todas as opções, é melhor que seja uma pedra no rim mesmo, entre as outras e aí quase eu perei na verdade o resumo, que eu não precisei operar, porque consegui expelir sem sentir dor, porque o remédio pelo que o médico falou, a pedra pode ter quebrado, alguma coisa assim, eu não senti a dor na hora de expelir, graças a Deus. Mas o resumo de tudo isso é que eu queria te perguntar agora, o que fazerem uma situação de dor extrema ali numa crise que a pessoa nunca teve às vezes quem já teve já sabe mais ou menos o que esperar, mas quem nunca teve foi surpreendido aí por essa dor o que fazer, toma remédio, vai para o hospital o que faz primeiro, doutor? Edícia, você descreveu uma cólica renal típica, né? Aquela dor aguda, que a gente fala de forte intensidade, aquela que de zero a dez dói dez então, onze, às vezes fala onze, então a dor é muito forte ela é incapacitante, ela causa nausia e vômito pela dor de tão forte que ela é uma das piores dores que o ser humano pode ter e quando você vai ver, muitas vezes, é uma pedrinha pequenininha, então você fala isso aqui me causou essa dor toda? Sim então, nesse momento de dor que pode ser que nem você referiu uma dor suprapúbica, mas o mais comum são dores lombares, então uma dor que vem das costas normalmente em um dos lados, que é onde está o cálculo que pode ir radiar para a bexiga ou para o testículo, ou na mulher nos grandes lábios, se ela faz essa faixa de zero a dez dói dez em cólica tem grande chance de ser um cálculo renal, uma cólica renal o ideal é ir para um pronto-socor óbvio, se você já tiver um analgésico em casa pode tomar, então de pirona ajuda, se tiver um anti-inflamatório e não tiver contraindicação, eventualmente pode ajudar e que faça chegar um pronto-socor porque muitas vezes, mesmo com esses analgésicos, que a gente chama de simples ou anti-inflamatórios é necessário pegar uma veia e fazer medicamentos mais fortes, analgésicos mais fortes para aliviar a sua dor é muito forte mesmo porque a dor parece um ciclo, pelo que eu me lembro meu cérebro até esqueceu uma parte graças a Deus, que fala que de parto é assim também né, a mãe esquece depois eu só lembro que foi horrível e que eu não queria passar nunca mais por isso, porque é traumatizada, dois meses qualquer dor que eu senti, eu já falava meu Deus, aquela cólica de novo, estou com pedra do rim de novo, enfim a dor é, parece meio um ciclo ali, pelo que eu me lembro, é isso mesmo como se fosse contração mesmo, que ela dói um pouco e melhora, dói um pouco e melhora e por quê? Imagina que a pedrinha está saindo do rim, e ela desce pelo uretér, que é um canal fininho então o uretér, que é o órgão que leva a urina do rim até a bichiga ele tem em média 5mm de diâmetro, é um canal muito fininho, se uma pedrinha de 5mm vai lá, desce pelo canal em top, a urina vai continuar sendo produzida acumula ali dentro dá uma pressão muito grande ali dentro e essa pressão é que leva a dor se eventualmente passa um pouquinho de urina, a pedrinha vai migrando a urina escorre ao redor dela dá uma leveada só que daqui a pouco, ela impacta de novo, volta até dor. Nesse momento se você toma muito líquido, é prejudicial porque se você está tomando muita água produzindo muita urina e a pedrinha está impactada você vai produzir mais urina vai aumentar a pressão você vai ter mais dor então nesse momento o ideal é não tomar tanto líquido, tem que tomar o suficiente para ela ir descendo mas se você ingere uma grande quantidade, rapidamente vai ter mais cólica renal então nesse momento o ideal que você já esteja num pronto socorro agora, às vezes se você foi avaliada pelo urologista, pelo colega isso olha, não, a gente pode esperar a pedrinha sair naturalmente porque às vezes ela sai, se ela for pequena em casa você tem que tomar água, tem que tomar líquido para ela sair mas sem exagerar então é um manejo muito difícil e tem gente que não suporta então uma indicação de fazer um procedimento e tirar a pedrinha do canal é justamente aquela pessoa que está tendo muita dor porque é muito forte então por mais que a gente dê alta às vezes com analgésico anti-flamatório e analgésico forte a pessoa tem tentador e ela não quer mais passar por isso então é indicado fazer a remoção cirúrgica do calco que também é uma cirurgia hoje que a gente faz muito então a gente consegue tirar através da uretra e no canal sem precisar fazer nenhum tipo de corte a gente consegue lá tirar a pedrinha de uma forma bem tranquila e bem resolutiva e isso também chama a atenção da urologia porque é um procedimento simples até resolutivo que acaba com uma dor muito forte do paciente eu vou te perguntar também da cirurgia que acho que é a dúvida de muita gente o que já passou, o que às vezes é difícil ter alguma cirurgia marcada normalmente é de emergência, né, doutor quando a pedrinha ainda está no rim puxa, é uma pedrinha um pouco maior que você vê puxa não vai sair se sair vai dar um acólico, então já temos casos muito mais fáceis de resolver que pode ser feito com aquela litotrypsia extracorpória, não sei se eu ouviu falar mas são bombardeamentos que a gente faz por fora do rim para tentar quebrar a pedra e a outra opção, entrar com um aparelho que ele é flexível, eletivo que está no rim, não está doendo então você entra pela uretra bexiga uretter com um aparelho que é um endoscópio muito fininho você chega até o rim com laser e quebra a pedrinha por dentro então é muito resolutivo agora, naquele caso que não sabia caiu a pedra, está morrendo de dor a gente faz na urgência mesmo normalmente ali é na hora que der num segundo que consegui já faz para resolver essa questão de exercício você falou de quebrar agora uma das técnicas até lá o rim e poder quebrar essa pedrinha eu também escutei falar sobre, eu não lembro se era bom ou se era ruim existe alguma interferência de exercício de impacto para quem tem pedra no rim? é bom para exemplo imagina que você está começando a formação de uma pedrinha, está bem pequenininha, são areias se você tem exercícios de impacto você vai lá, bate, bate, bate é mais fácil a pedrinha sair a pedrinha seria ótima, porque ela não fica impactada lá no rim e você já elimina ela quando ela é muito pequenininha o exercício de impacto é bom para eliminação de pedras e para não formação durante o exercício a gente tem que lembrar o pessoal de tomar muito líquido, então as vezes a pessoa faz exercício está eliminando pequenos cálculos mas talvez esteja formando também porque durante o exercício não se derata entendi, tá bom a gente sabe também que a maioria é paciente e é homem que costuma ter mais que mulher muitos homens também evitam ir para hospital às vezes só vai ali quando realmente é caso de vida ou morte claro que assim, se a dor é de 0 a 10 e é 11 aí também vai querer ir, não tem jeito porque eu fui desesperada na minha história aí que eu contei mas existe também paciente que às vezes é resistente, em procurar ajuda médica procurar um hospital ali no momento se a pessoa tiver com essa pedra no rim ali, vai e não vai usando essa inflamação, essa dor tem algum risco a pessoa não procurar ajuda, não te retirar e deixar ali para tentar resolver sozinho, digamos assim tem risco, então assim por mais a gente tem uma síndrome do super homem o homem não pode ficar doente o homem não procura ajuda mas é uma dor tão forte que normalmente não dá para segurar você bem sabe como é, é terrível não tem posição não dá para dirigir pacientes que tiveram que parar o carro estão indo até o pronto-socorro, tiveram que parar o carro pedir ajuda para chegar é o pronto-socorro eu torcia para desmaiar, para quem nunca teve a dor só para vocês terem uma noção eu torcia para desmaiar para parar de sentir aquilo por pelo menos 5 minutos, eu queria ficar desmaiada é exatamente isso é exatamente isso, então assim, não tem como lutar contra, agora a partir do momento puxa, está dando para levar que às vezes a pedra migra um pouquinho, o que dá para fazer, se tiver risco se tiver infecção você tem que ir ontem no pronto-socorro com urgência, então febre, mal estar eu sei que eu estou com uma pedra aqui, estou com febre é urgente e isso é um quadro grave eu já tive pacientes muito graves, muito graves de ficarem na UTI com droga vazioativa super graves, por conta de uma pedrinha que desceu não procuraram ajuda infeccionou, teve infecção urinária e daí, um quadro urgente com risco inclusive de vida meu Deus, isso é muito importante eu alerto, porque eu também não sabia que era grave nesse nível, a maioria pensa que é um problema que fica essa ideia, de ah não, vai resolver vai passar, vai resolver e se chega nesse nível doutor Reis chegou o paciente no hospital a dor é muito característica, não sei explicar onde está a direita, se está na frente e está atrás o médico já sabe mais ou menos o que que é essa dor insuportável mas ainda assim precisa de uma confirmação de diagnóstico, como isso é feito muitas vezes sim, então a suspeita é muito forte, só que depende da localização da pedra o tamanho da pedra para você programar o tratamento, então uma cirurgia a gente se reserva a cálculos um pouquinho maiores que ainda estão um pouquinho mais altos poxa, vai demorar muito para ele sair pedrinhas muito pequenas às vezes pedrinhas de 1mm 2mm, 3mm que já estão quase saindo é possível fazer um tratamento que a gente fala expectante você dá analgésico antiflamatório, dá uma medicação que às vezes a gente usa para a próstata para dilatar um pouco o ureté e a pedrinha sair naturalmente que seria melhor foi essa, a minha, lembrei foi isso aí, que era para tentar a espelhinha, que ele era essa explicação só que eu tinha esquecido, agora você falando foi essa a minha opção que ele deu antes da cirurgia, porque a cirurgia já tinha ficado marcada para o dia seguinte e daí é possível eliminar pedras pequenas no ureté distal, chegando na bichiga menos de 3mm, tem 90% de chance de sair é uma chance enorme só que como você bem disse a gente já teve cálculo renal e cólica renal só fica esperando para ter a próxima porque é uma dor insuportável então aquela questão, puxa aí agora será que vai doer, é onde que eu vou estar eu vou estar medicado, não vou estar então às vezes a gente opta também por resolver, porque esse daí não tem mais problema e costumada de novo, Dr. Quem teve desculpa se você falou da... do diagnóstico do diagnóstico a gente precisa de um exame de imagem se o ultrassom é possível, não é o melhor exame mas ele não tem radiação então é possível começar com uma ultrassomografia é possível fazer um rx mas um exame de eleição para saber exatamente o tamanho do cálculo onde ele está é uma tomografia e se for uma cirurgia precisa de uma tomografia não necessariamente precisa de uma tomografia mas algum exame de imagem é bom se o ultrassom já identificou ou viu bem o tamanho do cálculo às vezes é o suficiente uma tomografia é o melhor exame a gente sabe exatamente como a gente está lidando o ultrassom tem um grande problema que é o reter médio o que fica no meio, entre o rin e a bichiga quando está lá em cima dá pra ver quando está lá na bichiga, pertinho da bichiga dá pra ver quando está ali no meio, o ultrassom não é bom exame e a tomografia é um ótimo exame então muitas vezes a gente usa a tomografia para fazer um bom diagnóstico, vai que tem uma outra pedrinha que você não está vendo então a tomografia ajuda bastante mas tem pacientes que não podem realizar pacientes que estão gestantes e tem outras opções e um paciente que já teve uma vez, é provável que tenha de novo tem algum espaço é mais provável que tenha tanto tempo tantos meses ou não não é garantia você pode fazer quanto tempo você teve? 5 anos, eu não te vi de novo a pergunta já vale pra mim então vai servir bem pra você 50% de chance de ter um novo cálculo em 5 anos espero que você esteja fazendo seus exames porque pode ter uma pedrinha lá e a gente não sabe que nem o avião falava, então 50% das pessoas que tiveram uma pedra tem 5 anos e vão ter outra mas aí não dá pra saber o tamanho você vai ser igual, às vezes pode ser uma menor que já saia sem pode nunca mais ter mas em 5 anos aí passou a chance de diminuir porque provavelmente você também mudou o estilo de vida, então eu não sabia que precisava tanto de líquido hoje eu estou muito líquido não consumo sal, diminuir proteína animal então tudo isso a gente consegue manejar, poxa, diminui o meu risco agora, tem aqueles pacientes que são produtores de cálculo formadores crônicos de cálculo, tem um atrás do outro então às vezes em muito menos tempo eles vão ter uma nova pedra a gente falou agora um pouco de alimentação já me veio uma pergunta na cabeça antes de falar do tratamento da tina, tem muita agora era fit nesse todo mundo toma, eu tome inclusive e já vivei de na internet do pessoal falando que gera mais risco de ter pedra no rio, você é verdade? Se for em excesso, tudo que é em excesso pode prejudicar, assim como vitamina D, vitamina C que muita gente usa indiscriminadamente e podem dar então esses suplementos vitamínicos também, multivitaminos também podem causar são pessoas que são predispostas então a creatina pode causar um cálculo renal, pode se você está tomando in excesso ou se você tem uma predisposição e agora falando um pouco de tratamento foi diagnosticado, foi confirmado que é de fato pedra no rin e aí você já falou um pouco sobre as opções que tem ali, ou cirúrgica ou não cirúrgica pra quando a dor está ali numa situação já difícil o que a gente pode falar sobre a recuperação, como que costuma acontecer, precisa de internação enfim, qual que é o procedimento padrão para quem o médico que decide fazer uma cirurgia eu posso falar o seguinte, a gente está numa fase uma época privilegiada se fosse antes da década de 80 as cirurgias eram abertas então não peguei essa fase como médico, mas a gente tinha que fazer cirurgias grandes para tirar uma pedra do ureté abriu o abdômen a gente hoje está tudo miniaturizado então a gente consegue com aparelhos muito delicados entrar pela uretra, sem corte endoscópico, vai para o ureté tem laser e aí tem vários tipos já de laser de várias potências que você vai lá, só tira a pedra e acabou o problema, agora muitas vezes é preciso ficar com um catéter interno chamado duplo J não sei se o pessoal já ouviu falar mas o duplo J é um catéterzinho ele é siliconizado e esse catéter ele evita que o canal se feche, então imagina tem uma pedra no ureté você vai lá, tira com o laser com todo cuidado mas o fato de ter a pedra ali na mucosa, machuca o ureté quando você tira a pedra e está machucado, a tendência tem um edema, um enchaço e daí ele fecha se o ureté fecha ou se tivesse a pedra ainda porque tem uma obstrução então o paciente continua com cólica a renal então muitas vezes é necessário colocar um catéter duplo J esse catéter tem o pacientes infelizmente até amigos amigos médicos que são intolerantes então tem gente que tem muita dor por estar com duplo J então é super difícil por mais que a gente falhe olha, é um procedimento tranquilo é fácil, na grande maioria é resolutivo mas se precisa ficar com esse duplo J tem alguns pacientes que são intolerantes e o tempo que precisa ficar com ele é variado então se machucou muito o ureté às vezes fica um mês com o catéter lá dentro homens e mulheres se machucou muito pouco, às vezes precisa ficar 3, 4 dias porque o edema já resolve então infelizmente tem essa questão do catéter duplo J se você quiser eu acho que até tenho um catéter depois para te mostrar a foto ou imagem? a gente pode colocar tirar umas fotos e mostrar agora vai ficar ruim mas a gente coloca a imagem é interessante ver como é espero que ninguém tenha que usar nem eu também um dia e a recuperação por conta desse catéter e as vezes é um pouco mais delicada mas tirando isso se não precisar usar é vida normal? precisa ficar internado se não tiver sinais de complicação não tiver sinal de infecção o fato de tirar da pedenha já pode ir para casa muitas vezes então no mesmo dia nem precisaria ficar internado é um procedimento que a gente fala de hospital dia vem e faz e vai para casa mas tardar, talvez no outro dia deve ir para casa também e tirando essa questão do catéter a pedra dor está resolvida na hora tirou com a mão literalmente e se a pedra sair você tem um alívio tem um alívio imediato parece que tirou com a mão quando a pedra é eliminada parece que tinha alguma pressão aqui saiu na hora o meu foi desse jeito a dor é intensa, absurda e depois foi igual não tem mais é comum as pessoas ficarem com esse trauma ficar ali com qualquer qualquer cólica qualquer problema uma picada de pernelongo na perna já achar que é de novo a pedra no rim você está descrevendo os meus pacientes é exatamente isso você é um pouco de psicólogo junto é logista e psicólogo mas precisa porque é traumatizante são traumas que você leva que não tem como esquecer daquela dor só que o detalhe leva talvez uns 6 meses para os pacientes esquecer e parar de tomar líquido porque todo mundo no começo puxa, vou tomar água, agora vou resolver depois de uns 6 meses esquece um pouquinho a dor mas leva um tempinho e fica com aquilo na cabeça puxa, é uma dor não quero passar de novo e depois teve mais algum caso que te marcou no sentido de algo diferente essa questão de trauma de alguém ficar te procurando o medo de ter, de querer fazer existe isso no preventivo também então aquele exame estudo metabólica é preventivo eu adoro fazer a prevenção diferentemente eu não gosto de fazer eu quero fazer a cirurgia, não é isso a cirurgia a gente faz como um recurso mas se eu puder não ter cálculo é muito melhor então a prevenção eu acho super importante quando você me pergunta casos que tem muitos casos que me marcaram o cirurgião, o médico normalmente são os casos ruins então você lembra de casos que são péssimos, eu tive pacientes super graves, ficarem internados entre a vida e a morte, você não tem como esquecer disso mas foi porque o paciente negligenciou essa questão da dor, tudo? negligenciou um pouquinho a dor, demorou um pouco para ir, mas tinha associado a uma infecção por exemplo, eu lembro bem de uma moça, aliás tem no instagram, me manda mensagem vez em quando super grata e mas puxa, ela está viva é meio que um milagre porque ela ficou entre a vida e a morte então a gente, nesses casos, às vezes passam um cateterzinho, drenam muito antibiótico, ela precisa ficar entubada teve casos que eu me lembro de cabeça, já que tiver que fazer pequenas amputações de necrosis scepticas, são casos extremamente graves não é o padrão, não é mas é importante falar, mas é importante que professora também de universidade, imagino que usam esses exemplos para na sala esse é o caso que cai na prova dos meus alunos porque são os casos que você não pode deixar passar, são os casos que você tem que intervir rápido, são casos urgentes então esses alunos mesmo não sendo urologistas eles tem que saber identificar e tem que saber o que tem que ser feito, que é uma drenagem da viurinária, antibiótica e internação são casos super graves, nos casos bons graças a Deus é grande maioria, esses são os super resolutivos vem, faz, tira pedrinha e depois só voa no constório para a gente fazer um segmento super tranquilo fica aquele trauma, mas resolveu o problema, o trauma nos primeiros meses principalmente, inclusive falando dessa parte de trauma, eu lembro que talvez alguém que está acompanhando aqui, que está com medo de ter de novo, vai se identificar e eu lembro que eu procurei urologista na época eu nem sabia que urologista que trata, começa por aí que trata pedrinha, tem essa questão, muita gente não sabe porque urologista é um médico cirurgião que trata as pedras então faz os procedimentos, faz as cirurgias e alguns eu gosto, faço a prevenção o nefrologista às vezes tem uma questão poxa, o nefro é um uro o nefro ele é o clínico então ele não é o cirurgião então para quem tem, às vezes um problema metabólico, formando pedras o nefro pode ajudar vai fazer o tratamento clínico também, então ele pode ajudar nessa questão clínica, mas não é o nefro que faz a cirurgia os procedimentos e isso nós estamos falando de cálculos pequenos que caíram no uro eterno, existem cálculos muito grandes, e daí é uma questão de saúde pública infelizmente, isso aqui é um alerta, é um pedido mas infelizmente no SUS, paciente que não tem acesso a saúde eles podem ter cálculos muito grandes no HIN que é necessário fazer cirurgias muito mais invasivas, então existe uma cirurgia que a gente faz também chamada nefrolitotrypsia percutênia conhecido como percutênia que a gente faz um furo aqui nas costas, fura o HIN dilata o HIN e vai quebrando as pedras por aqui e tirando as pedras muito grandes então são cálculos, às vezes que tomam um HIN inteiro, que se você não tirar, o paciente pode subir para insuficiência renal infelizmente, no SUS ainda acontece muito, e eu acho que há um descaso com a saúde dos pacientes infelizmente, a gente não tem uma saúde dirigida para cuidar porque são procedimentos caros, são procedimentos que precisam de muitos materiais então a gente não precisaria ter feito uma intervenção antes, e agora que são grandes a gente tem muitos pacientes que não precisam de condição de fazer uma cirurgia para retirada e não tem onde fazer porque no particular é realmente bem mais caro eu lembro que na época eu cheguei a dar uma pesquisada tinha o convenio da minha empresa e tudo, mas realmente é difícil são materiais muito delicados, são custosos e daí o SUS a gente tem poucos lugares que fazem isso é um alerta para a população a emergência também ensina para quem chega com essa dor e tem que esperar o tempo de uma emergência já do início, o problema é geral da hora que chega no hospital já começa a passar uma dificuldade muito grande porque eu imagino a dor que eu estava esperar 2, 3 horas por um atendimento era inviável você sabe, a gente não quer ter tempo nem de falar seu nome você quer precisar de uma com a medicação de uma pessoa eu não queria passar o cadastro, não queria passar em direção do telefone e por estar sozinha principalmente eles queriam um contato de uma emergência eu falava, não quero passar nada, eu quero ver eu gritava, gritava, não sei se portava eu desbastei dois e falei, eu tenho um urologista conhecido, um amigo que chega e tem a mesma dor e fica fora de si, de tanto que dói ele sabe exatamente exatamente e como foi a, tem algum tamanho maior de pedra do rim que te marcou? porque o meu foi 0.7, eu já achei enorme a gente já teve cálculos pacientes com um rim inteiro tomado a gente chama de cálculo coraliforme então ocupa o rim inteiro de 4 centímetros de cálculo são casos bem graves hoje a gente praticamente viu mais no SUS muito difícil chegar com um cálculo sem saber mas pode acontecer existem bactérias que causam cálculos então existe uma bactéia chamada proteus, uma bactéia que pode causar um cálculo grande de crescimento rápido então se tem infecção urinária infecção de repetição precisa tomar cuidado para ver se não é um caso como esse que está formando uma pedra às vezes são pedras muito grandes nossa esse daí realmente vamos pesquisar uma foto se estiver no... uma coisa legal a gente colocar a foto de como é a pedra? porque você falou que alguns pacientes levam no constório né eu não sei se eu procurei o suficiente mas eu não tinha achado mas eu souber se for uma pedra 2, 3 milímetros, puxa ser unido ficou no vaso, às vezes passa a desapercebido eu lembro que eu até cheguei a procurar mas como eu não senti dor na hora que supostamente ter expelido então eu não fiquei olhando ali mas eu estava terminando de contar só para finalizar a gente acabou entrando em outro assunto do trauma né que as pessoas ficam, depois eu cheguei muita gente pode se identificar que queria te perguntar se isso é realmente de fato recomendado eu procurei urologista, comprei um remédio que ele me indicou, eu lembro até o nome até hoje só não vou citar porque acho que é a marca mas depois eu te conto qual é e ele falou pode deixar esse remédio aí na bolsa que era um sublingual, se eu tivesse dor muito forte eu podia tomar e eu fiquei com o contato, o trauma era tão grande que ele ficou com um dom e passou o contato pessoal dele, não era amigo não era conhecido nada né mas ele passou o contato pessoal e eu ficava com a lista dos hospitais que eram mais próximos porque eu tinha medo de estar de novo, trabalhando, ou sei lá fazendo alguma coisa e eu não sabia o que fazer então eu andava com o remédio com o contato de urologista e com a mapa do hospital qual que era mais perto ali pra comer você já tinha um pulo A, um pulo B mas é assim, eu tenho pacientes assim também muitos já se tornaram meus amigos porque a gente acompanha e muitas vezes, poxa, tá viajando quantas vezes já não aconteceu eu tô viajando, eu tô aqui e muitas vezes os pacientes que viajam eu já oriento, tem um kitzinho pra levar porque imagina já pensou ter um cálculo renal no avião nossa, que eu não tenho o que fazer né não tem pra onde ir não tem pra onde descer e muitas vezes os aviões também não estão nem preparados às vezes não tem medicações injetáveis não tem o que fazer então, pra quem tem cálculo renal e vai viajar poxa orienta, toma todos os cuidados do mônimo porque pode ter um problema você tá muito longe e não tem o que fazer passar por muita dor dependendo das horas de voo, tá lascado meu Deus! notora, existe alguma suplementação que pode ajudar, prevenir no sentido de algo que a pessoa de rotina ali, colocar pra tentar evitar situações assim você falou se tem algum desculp... suplementação existe de uma forma geral realmente muito líquido e a gente fala do citrato então assim, suplementar a gente usa se há necessidade o estilo de vida que a gente orienta é muito líquido o suco ácido e pra aqueles casos específicamente que tem uma condição metabólica aí sim, medicações específicas pra evitar a formação do cal então não digo que tenha suplementação tem um estilo de vida e uma dieta recomendada pra quem tem cálculo dos renais tá, agora doutor aqui nos últimos minutos da gravação do podcast a gente sempre faz um quadro que é mito e verdade o que as pessoas mais perguntam na internet sabe o google? aquela frase que você dá agora exatamente, que aí ele reúne aqui tudo que as pessoas mais vão atrás sobre esse assunto e essa é a verdade, é uma mentira pra esclarecer também algumas coisas então a primeira é só quem tem pedra grande e sente dor isso é verdade ou mentira? mito porque quem já ouvia falar de uma pedra de 3mm se ela tá obstruindo causa muita dor dentro quanto uma pedra grande que tá obstruindo então às vezes eu faço assim mas doutor, mas só saiu era essa pedrinha que tava causando aquela dor toda, sim e a pedra ser maior não vai significar pode ser que seja igual é igual, então se obstruir o sistema urinário, a dor é igual independente se é grande ou pequena tem gente que tem, eu conheço pacientes que eliminam cálculos enormes tem sorte se ele tiver um cálculo pequenininho, não vai nem ver e eu já tive pacientes que não eliminaram cálculos de 2mm quer dizer o uretéreo é completamente desfavorável, muita dor esse próximo a gente falou bastante mas só pra gente destacar de novo o mar pulca água, aumenta o risco de pedra no cinz e a quantidade já explicando aqui novamente não tem uma quantidade específica depende do que a pessoa tá fazendo do calor e de tudo e aquela dica, eu acho que fica olha o aspecto da sua urina a urina precisa estar clara se a urina não estiver clara tá faltando líquido até a primeira da manhã precisa ser clara, doutor porque todo mundo fala que a primeira é um pouco mais escura é muito difícil porque de manhã você passa a noite inteira muitas vezes sem gerir líquido aí é mais difícil, a primeira vai ser um pouquinho mais escura realmente aliás eu aproveito pra, não sei se vai ter aqui na lista que eu não terminei de reler tudo, mas falam que às vezes você pode ter tomar a quantidade certa de água mas quem segura muito a urina não vai muitas vezes ao banheiro no dia tem mais chance de ter a pedra no rim também se eu tomar a quantidade certa pra meu corpo e mesmo assim, não to indo suficiente ao banheiro, isso também pode ser para a urina não tomar? segurar a urina não é um problema muito grande para a formação de cálculo mas pode ser para a infecção urinária tá, outro problema dica pro próximo podcast já fica o gancho aí pro próximo assunto tá bom, mais pra pedra no rim não tem muita diferença carne vermelha e muito sal são os verdadeiros vilões a gente sempre fala é aquele churrasco no dia quente aí puxa a vida a chance de formação de um cálculo é muito grande o calor realmente foi um gatilho a dor da crise renal pode ser pior que a do parto isso é só as mulheres que vão poder responder eu acho as mulheres podem até falar se já tiveram as duas fala qual que é pior olha, eu já tive paciente que falou que é pior mas também tem um detalhe, quando tem a dor do parto você ganha um bebê quando você tem a cloreca renal você tem uma pedra você sai com uma pedra é melhor ter um bebê mas também a dor varia de pessoa pra pessoa, cada um tem um nível de dor super individual eu tenho pacientes eu começo a lembrar mas eu tenho pacientes que toleram a dor e normalmente são as mulheres toleram muita dor você fala que não é possível e ela tolera, segura, dilata um rim e tudo mas consegue manter e outros que, às vezes um homem puste não consegue nada a minha opinião a minha opinião sincera é que eu espero que seja que dou a mais do que a dor do parto porque esse a dor do parto doer mais que essa, eu tô lascada um dia, e se for pior meu Deus só corro Jesus deixa eu ver onde eu parei aqui refrigerante pra ajudar com os rins também aumenta a chance de cálculos renais não está indicado pra quem tem cálculos renais não deve fazer ingestão de refrigerantes água com limão ajuda a prevenir pedras sim, então o fato é óbvio já tem vários estudos que fala não sei se tem aí, chá de quebra pedra esse aí, a minha avó falava tem uma regra essa, mas eu acho super interessante porque assim, o limão ele tem o citrato, ajuda né mas já tem um estudo que fala que a quantidade de suco de limão que você deveria tomar por dia pra prevenção seria quase dois litros então é bastante agora, vai fazer mal? não, vai fazer bem então o limão ajuda, a água ajuda ótimo talvez você precise de uma quantidade muito grande o chá de quebra pedra a gente tem um estudo que compara o chá de quebra pedra em extrato quantidades grandes, pequenas o que quem sabe, realmente a planta ela tem uma uma como que eu vou dizer uma substância que realmente diminui o tamanho da pedra e também ajuda a eliminar a pedra agora, de que forma quanto você vai ter que tomar isso a gente ainda não sabe não determinou por isso paciente me fala, e chá de quebra pedra toma, pode tomar mal não vai fazer e, aliás, vai te ajudar agora, vai resolver o problema aí a gente não sabe se vai ser o suficiente mas pode tomar e faz bem o uriná com o sangue é sinal de alerta é um sinal de alerta então, pode não ser absolutamente nada grave mas chama muito atenção imagina, você urinar puxa, sai o sangue não tem ninguém que fique tranquilo mas pode não ser nada grave mas realmente machucou um pouquinho a mucosa, se for por um cálculo e tem causas mais graves de sangue na urina, de hematúria pode não ser pedrando rin e não necessariamente tem dor, tirou um exemplo eu cuido muito de, faço muito oncologia tumores de bexiga causam o sangramento na urina hematúria sem dor e são episódicas dá uma vez, para dá outra vez, para puxa vai ver, pode ser um tumor de bexiga esse é mais grave, inclusive a gente pode fazer o novembro agora não sei exatamente quando esse episódio vai ao ar mas é importante a gente falar também no novembro azul então a gente pode aproveitar também o gancho comentem aqui o que vocês querem saber que a gente traz de novo o doutor Álvaro na agenda corrida mas a gente tenta de novo a gente encaixa doutor Gelo na barriga, leviador da crise renal nossa, eu nunca ouvi falar olha, tudo que ajudar o paciente eu falo que funciona, assim se virar de ponta cabeça ajudar se ele fizer e melhorar, tudo bem muitos pacientes falam pelo contrário esse põe uma bolsa com água amor na região lombar para tentar aliviar, nem que seja muscular porque a gente fica tenso também existe uma tensão muscular para quem já teve a dor por contração não sei se ajuda, provavelmente não mas se quiser tentar também acho que você não tenha paciência de querer deixar um gelo ali na barriga porque você só quer ir lá saindo correndo é possível eliminar pedras sem sentido é, nossa, é possível cerveja ajuda a expulsar a pedra não, desculpa do do alcohol outra eu já ouvi, a gente falou assim não, tem que tomar cerveja quente é, desde já isso há várias minutos não ajuda a eliminar, o detalhe é o álcool, a bebida alcoólica por mais que a gente falhe, olha vai aumentar a chance, aumenta pela ingesta e você produz mais urina, agora se você lembrar, o álcool ele te desidrata então uma recomendação para quem gosta de consumir bebida alcoólica, na verdade é sempre intercalando com um copo de água porque a gente acaba eliminando mais líquido e a gente fica desidratado então no começo, se tiver a pedra, talvez vai empurrar mais a pedra para ela sair só que no final das contas talvez esteja formando uma nova por conta da sua desidratação super esclarecido doutor, muito obrigada pela sua participação eu já vou deixar o espaço então aqui para você passar, não sei se você prefere alguma rede social, se você usa algum site aí eu vou deixar o link aqui também para quem quiser acessar, eu vou pedir para o pessoal comentar para o nosso próximo tema aqui a gente trazer de novo aqui, já marcar na sua agenda para a gente ter tantos outros relacionados, o tempo passa muito rápido a gente nem percebe uma hora voa e para a gente poder falar de outros temas também ligados à urologia, porque a lista é imensa de muitos temas interessantes, mas foi um super esclarecedor tanto eu que já passei nessa infeliz experiência, mas tenho certeza que para quem acompanhou também conseguiu super entender o assunto, obrigado para te passar é um prazer estar aqui, falar sobre um assunto que eu adoro, falar sobre uma especialidade que eu amo e a urologia tem muitas coisas interessantes, são muitas doenças muitas recomendações que a gente tem para dar, e eu fico à disposição a gente pode conversar, várias vezes é só marcar na agenda que a gente consegue culminadíssimo então, você quer passar já falando aqui alguma rede, alguma coisa ou você prefere só deixar o link? Posso te passar depois? mas tem Instagram, tem um site a gente vai deixar então todos os links aqui, para quem já quiser acessar conseguem pegar um caminho direto muito obrigada para você que chegou até o final só quero fazer um agradecimento também, para quem já acompanha bastante tempo o sábio, nosso parceiro aqui do Matocache que é um laboratório origem especializado em saúde intestinal que é onde tudo começa o foco do origem é qualidade de vida e prevenção Muita obrigada a você que acompanhou até o final não deixe de curtir, comentar e compartilhar que é muito importante para que a gente continue trazendo os nossos especialistas também já comento o que você achou aqui desses temas que a gente sugeriu e o que você quer que a gente fale sobre a orologia e o que você quer que a gente faça o que a gente fala e o que a gente fala e o que a gente fala e o que a gente fala sobre a orologia muito obrigada
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