O episódio apresenta o projeto "Mamma Mia", uma iniciativa assistencial de reconstrução mamária para pacientes com deformidades, principalmente pós-câncer de ma
Não existe. Aí eu coloquei a mama, ficou lindo, tá lindo, você precisa ver. Tá muito bonito, ficou lindo.
Procurei ajuda aqui em Santos.
E parei também, fiquei decepcionada, não fui. Na época o meu filho queria pagar particular, cheguei numa clínica particular, o médico me avaliou, falou, olha, a gente não faz o seu caso e era uma clínica muito boa.
Porque a autoestima da gente cai muito. Você perde relacionamento, você tenta ficar firme 24 horas, só que às vezes você não consegue. Hoje o meu autoestima tá melhor, tô chorando porque eu sempre me emociono quando eu lembro lá atrás o que eu passei.
Eu não tenho o que reclamar. Não pago nada e assim eu sou atendida muito bem, como se fosse uma clínica realmente atendendo só os particulares.
Bom dia, o meu nome é Francisca. Assim quanto atrás eu tive câncer de mama, aí eu entrei nesse projeto que a doutora Priscilia me indicou, que era do doutor Fernando. Minha autoestima era lá embaixo, porque mulher nenhuma é feliz sem uma mama, né? Não existe.
Aí eu coloquei a mama, ficou lindo, tá lindo, você precisa ver. Tá muito bonito, ficou lindo. O doutor Fernando é um doutor muito bom, esse projeto é ótimo.
Olá, eu sou a Mirisa, tenho 58 anos. Em 2010 eu tive câncer de mama. Em 2011, porque na época eu tinha convênio, eu consegui fazer a cirurgia e mastectomia total.
Fiz rádio, fiz químio. Parei o tratamento, porque eu perdi o meu convênio. Depois eu fiquei depressiva no caso, não procurei ajuda médica, mas depois de algum tempo voltei a procurar o SUS.
E quando eu cheguei no médico, ele falou que via os casos recentes, porque o meu caso já tinha uns seis anos. Aí voltei pra casa depressiva e tal, né? Procurei ajuda aqui em Santos. Lá eles sempre falavam que iam ver o meu caso, porque o meu caso era um caso assim, pra eles eu acredito que seria difícil, né? E parei também, fiquei decepcionada, não fui.
Na época o meu filho queria pagar particular, cheguei numa clínica particular, o médico me avaliou, falou, olha, a gente não faz o seu caso e era uma clínica muito boa. Tá bom, parei com o tratamento. Do nada, de procurar ajuda, do nada surgiu essa oportunidade de conhecer essa clínica hoje, que é do doutor Fernando Amato.
Sou muito grata a ele e a equipe dele, porque tá me acolhendo assim com muito carinho. Não tem diferença se eu pago ou não, o atendimento é excelente e eu gostaria que ele continuasse fazendo essa boa ação pra ajudar várias mulheres, né? Porque a autoestima da gente cai muito. Você perde relacionamento, você tenta ficar firme 24 horas, só que às vezes você não consegue.
Hoje o meu autoestima tá melhor, tô chorando porque eu sempre me emociono quando eu lembro lá atrás o que eu passei. Então assim, vem tudo, vem tudo à tona. Pra quem não sabe, a mama pra uma mulher é muito importante, sabe? E hoje eu tô assim muito realizada, porque o doutor Fernando me acolhe com tanto carinho, a equipe dele, as enfermeiras, a recepção, todo mundo, sabe? Eu não tenho o que reclamar.
Não pago nada e assim eu sou atendida muito bem, como se fosse uma clínica realmente atendendo só os particulares. Eu já fiz, a gente tá fazendo, né? O doutor com sua equipe tá fazendo enxerto de gordura, já mexeu na outra mama também e eu gostaria que esse projeto continuasse, a mama minha, pra ajudar várias mulheres que precisam pra voltar seu autoestima, voltar a viver, sabe? A sorrir novamente, porque a gente perde muito isso no nosso... você não quer se relacionar mais com ninguém. Não importa, sabe? Se você tem 30, tem 50, tem 60 anos, mas o autoestima da gente é muito importante e eu gostaria muito que cada mulher pudesse ser acompanhada, sabe? De perto, ter um carinho, porque isso vale muito a pena.
Obrigada pelo projeto, mama minha. Eu gostaria que continuasse quem ajuda, que pudesse abençoar, porque não pode ser... porque não pode pagar. Gratidão a todos.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco pra falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio nós estivemos com uma convidada especial, a doutora Caroline Seito, que é cirurgião plástica.
Nós conversamos sobre o ex-obeso, processo pós-cirurgia bariátrica e antes estivemos aqui com a doutora Lorena Amato, endocrinologista, pra falar sobre um assunto também bastante interessante, que a gente ainda não tinha trazido, que é endocrino-pediatria. Hoje nós estamos aqui com o doutor Fernando Amato, que participou como mediador também do último episódio. Ele é cirurgião plástico, mas desta vez nós vamos conversar sobre um projeto que ele desenvolveu e que agora esse projeto já cresceu bastante, que é chamado de Mamamia.
Mamamia, desculpa, teve até referência aí do filme. O doutor Fernando Amato é médico cirurgião geral, cirurgião plástico e mestre pela Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de São Paulo. Também é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica.
Além disso, é especialista em reconstrução mamária e em tratamento do lipedema. Mais uma vez, bem-vindo, doutor. Muito obrigado.
Obrigado por essa oportunidade. É um tema bem legal que eu gostaria de falar, então, obrigado. Legal.
E reforçando o nome agora, né, que eu fiz referência no filme sem querer, é o projeto que chama Mamamia, que auxilia, né, doutor, as pacientes que fizeram o cadastro pelo SUS, né, pelo Sistema Único de Saúde, que apresentam alguma deformidade mamária e que esperam algum tempo nessa fila de espera do Sistema Único de Saúde e que você consegue dar esse suporte antes, já fazendo um contexto. Você até conseguiu atender essas pacientes no seu próprio consultório, né, na sua clínica e agora esse projeto foi expandido. Para a gente iniciar, o que a gente vai poder conversar sobre esse assunto? Bom, então a ideia desse podcast, desse episódio, né, é conversar um pouquinho sobre esse projeto de reconstrução de mama, né.
A gente já está no mês de outubro, então aproveitando que o mês de outubro é o outubro rosa, é um termo principalmente voltado para o câncer de mama e as deformidades mamárias, elas estão muito voltadas ao tratamento do câncer de mama. Não exclusivamente, existem outras situações que precisam de reconstrução mamária, mas essas pacientes são as que são mais afetadas. Então a gente vai tentar contar um pouquinho, né, desse projeto de reconstrução mamária.
Legal. Também já adianto que a gente vai trazer depoimentos de algumas pacientes que conversaram depois de algum certo tempo com o doutor Fernando e trouxeram a experiência para a gente, para vocês se aproximarem mais de quem foi atendida pelo projeto e conseguiu recuperar a autoestima. Porque é isso que a gente fala também até da questão do episódio, né, de forma geral, que é qualidade de vida e quando uma paciente passa por uma situação como essa, que você até citou mais especificamente do câncer de mama, isso afeta não só quando a pessoa tem uma recuperação da saúde, fica a questão da autoestima, né doutor? Exatamente, né, o paciente, a mama para a mulher tem um significado muito importante, né, faz a mulher se sentir mulher.
Então a paciente que tem a sua mama mutilada, ela se sente incompleta, ela sente que falta alguma coisa e a oportunidade que a gente tem de reconstruir essa mama é uma oportunidade de reconstruir a autoestima dessa mulher e às vezes as mulheres só conseguem voltar a viver, voltar a ter sentido na vida com essa reconstrução. Para a gente que é homem, às vezes pode até ser meio fútil, mas talvez para as mulheres isso faça muito sentido, o que essa reconstrução tem de impacto na qualidade de vida dessa paciente. Doutor, e antes desse projeto, como eu disse, era feito no seu próprio consultório, foi desenvolvido até o nome, foi desenvolvido por você, né? Bom, eu vou contar um pouquinho da história, né, na verdade eu tenho que contar a minha história, porque esse projeto é um projeto de vida, é um projeto que não termina agora, ele está só no começo.
Então eu venho de uma família de quatro gerações de médicos, né? Então eu aprendi a medicina de uma medicina que você é transmitida de gerações por gerações, não é uma medicina voltada para o lucro, né? Então a gente gosta de ajudar as pessoas, isso faz parte da essência do médico ajudar o próximo. Então eu ainda tenho essa questão de querer poder ajudar o próximo. Muitas vezes a gente atende as pessoas porque a gente quer ver as pessoas melhores, não porque a gente quer ganhar o dinheiro do paciente.
Então isso faz já um pouco dessa nossa jornada na vida, quem a gente é e quem a gente representa, a família. E na minha formação de médicos, eu fiz na Escola Paulista de Medicina, que é uma faculdade pública, né? É uma universidade federal e que tem muito... a gente atende pessoas muito simples, né? E a gente aprende a lidar com pessoas simples e essas demandas dos pacientes e as dificuldades que eles têm. Quando eu terminei minha residência de cirurgia plástica, ficou um pouco de vazio, né? Eu gosto de ajudar o próximo, mas acabo fazendo uma especialidade que é muito voltada para a parte privada, particular, cirurgia estética.
Então, por algum lado, a gente se sente um vazio de futilidade, talvez, né? E a gente fica se questionando se o que a gente escolheu está nos trazendo prazer, se a gente realmente está ajudando o próximo ou não. É claro que a gente sabe que a cirurgia plástica tem essa questão de reconstrução da autoestima, inclusive nas cirurgias estéticas. Mas mesmo assim, às vezes a gente quer algo a mais.
E quando eu me formei, eu busquei trabalhar em hospitais públicos. Então, eu continuei na Escola Pós-Medicina por mais três anos como felon, né? Ajudando ali os... sendo um colaborador do serviço nas reconstruções de mama. Eu também fiquei um ano no Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer, né? O IBCC, com o Dr. Rafael Santos, que ele me ajudou também, me ensinou bastante cirurgias de reparação, né? De cirurgias de reconstrução mamária.
E ele me deu uma oportunidade de ir trabalhar no Hospital Vila Alpina. Lá no Hospital Vila Alpina, é um hospital público. E eu fiquei fazendo reconstrução de mama por cinco anos lá, num projeto que era dele.
E eu cito o nome dele porque eu não posso falar que o projeto é meu. O projeto, ele vem e derivou do que eu tive de vivência, tanto no Hospital São Paulo, né? Na experiência que eu tive lá, que o chefe é o professor Miguel Sabino, no setor de mama. Do que eu tive com o Dr. Rafael.
E essa oportunidade de cinco anos no Vila Alpina, eu fiz muitas cirurgias. A gente fazia três cirurgias toda semana, na quarta-feira. E tinham mais três, quatro na quinta-feira.
Então imagine isso, em cinco anos, quantas reconstruções de mamas eu fiz em pacientes do SUS. E o que me alimentava eram as pacientes, a satisfação das pacientes e a gente poder ajudar. Quando veio a pandemia, eu comecei a sentir que eu não estava sendo tão útil no sistema.
Porque eu estava lá para reconstruir mamas, porém a demanda dos pacientes de câncer de mama eram maiores, né? A gente acabava ficando fora, muitas vezes dispensavam a gente na véspera. Olha, vocês não precisam vir porque a gente vai usar só para fazer reconstrução de mama, por conta do COVID, que a gente só vai fazer cirurgia de urgência, não cirurgia letiva. Então, muitas vezes eu estava disponível e não tinha cirurgia.
Eu estava disponível e me cancelava o nosso serviço na véspera. Ou mesmo, simplesmente a gente ia lá e fazia uma reconstrução de mama, sendo que eu estava disponível o dia inteiro para três reconstruções. Então, eu vi uma pedra na minha jornada ali no Vila Alpina.
Adorei o sistema, fizemos muitas reconstruções de mama, ajudamos muitas mulheres. E aí eu saí de lá. E, durante a pandemia, eu tive uma outra experiência na minha vida, que foi um evento que eu fiz com outros colegas médicos da Escola Polêmica de Medicina, que a gente fez uma captação de recursos de proteção individual, os EPIs, durante a pandemia.
A gente fez um evento beneficente, que a gente tem uma banda de samba. Chama-se Doutores do Samba. Quem quiser pode entrar no YouTube e colocar Doutores do Samba.
A gente tem um canal aí. A gente fez essa live. Durante a live teve 30 mil visualizações.
Foi bem interessante isso. E a gente conseguiu fazer uma arrecadação de 250 mil, ou até mais do que isso, e mais de 750 mil em materiais. Então, uma arrecadação de um milhão com quatro horas de evento.
Então, quando eu vi o poder que a gente tem de fazer uma ação com recursos, às vezes a gente consegue captar muito mais do que a gente simplesmente doar um dinheiro. E, nessa hora, abriu meus olhos para que eu possa fazer muito mais, às vezes com menos. Então, se a gente souber usar o recurso de uma forma melhor, às vezes a gente consegue ajudar muito mais gente.
Então, eu tive essa experiência. Eu estava saindo do Vila Alpina e resolvi fazer projetos de reconstrução de mama, porque eu sabia que existe... Eu sei que existem muitas pacientes que estão na fila de espera do SUS. O Sistema Único de Saúde, ele é super lotado.
E ele também procura escolher os pacientes que são interessantes. Então, por mais você falar, eu estou na fila de espera para reconstrução de mama, mas se vier um paciente com câncer de mama, ele vai ser prioridade. E por especialidades também.
Uma cirurgia de reconstrução de mama gasta quatro, cinco horas, enquanto que uma cirurgia de câncer de pele demora 40 minutos. Então, muitos sistemas de saúde, essas OS, Organizações de Saúde, elas acabam escolhendo as cirurgias. Elas escolhem as cirurgias que vão dar número.
Então, porque precisa falar, olha, eu recebo por cirurgia, pelo número de cirurgia. Tanto faz se é uma cirurgia de oito horas ou de 40 minutos. Então, eu prefiro a de 40 minutos.
Então, a gente vê uma seleção das cirurgias. A gente vê que as pacientes ficam represadas. No caso da reconstrução de mama, a gente tem um outro problema.
Uma prótese de silicone, a Tabela SUS paga 700, 800 reais um implante de silicone. Mas você não compra nenhum implante de silicone com esse valor. Então, às vezes, tem empresas que até vendem por esse valor, mas a gente não tem a opção de escolher o que o paciente precisa.
Então, o sistema não está funcionando direito. Então, dessa forma, eu busquei criar esse projeto de reconstrução de mama para tentar adiantar a fila dos pacientes do SUS, tentar os pacientes que estão lá, aguardando lá seus três, quatro, cinco anos para tentar reconstruir essas mamas. E o projeto visa fazer captação de recursos, executar a fila.
É um projeto assistencial. Então, ele tem que atender essas pacientes e o ganho que a gente pode ter é treinamento de novos cirurgiões, jovens cirurgiões, para até mesmo dar continuidade e sustentabilidade para esse projeto. A gente pode ter pesquisas envolvendo esses pacientes.
Então, pode ganhar, fazer projetos de pesquisa, captação de dados, entender melhor esse público, até mesmo para fazer trabalhos pensando em eficiência do projeto, materiais que podem ser usados, tempo cirúrgico. Só que o projeto tem que ser voltado para a questão assistencial, para as pacientes. E esse é o foco do projeto.
Então, eu comecei esse projeto desenhando. Eu tinha um outro colega meu que faz essa parte de captação de recursos para fazer cirurgias oftalmológicas, e aí ele mostrou um pouco o caminho, ajudou. E a gente conseguiu fazer o desenho, entrar em alguns editais e tentar pedir recursos via uma associação.
A associação que a gente entrou foi a EPAS, e essa associação, a gente entrou em vários editais. Só que até conseguir um edital, eu falei assim, não, eu já preciso começar a fazer a captação desses pacientes. Então, eu fiz um questionário no meu site, divulguei na minha mídia social, e as pacientes que estão no SUS puderam se cadastrar nesse site, fazer a... E aí eu ia chamando essas pacientes, e essas pacientes eu ia vendo as que tinham indicação de cirurgia.
Muitas pacientes, elas às vezes queriam fazer uma cirurgia pós-bariátrica, colocar prótese, então eu tive que fazer um filtro para as pacientes que realmente tinham uma deformidade mamária. E aí eu convocava essas pacientes, e eu fui fazendo algumas cirurgias. A gente tem alguns vídeos, uns depoimentos lindos mesmo, e a gente vai colocar no final também.
Mas a ideia mesmo era tentar começar já o projeto. E a gente colocou em um edital, um edital de emenda parlamentar, da deputada Taba Tamaral, agradeço ela. Acho que, tirando a parte política, eu acho que os deputados que têm a consciência, então ela investiu num projeto, sem me conhecer, eu não conheço ela, ela viu o projeto, viu que é um projeto sério e conseguiu deixar uma verba para o projeto.
Só que para receber essa verba, eu não conseguia via associação que eu estava, e mais a gente conseguiu receber via o Hospital São Paulo. Então eu voltei às minhas origens, que eu me formei lá, estou ali fazendo as cirurgias, e a gente já operou mais de 20 pacientes, com dois meses de projeto. Então a gente pretende atingir nessa fase do projeto, pelo menos 100 pacientes ou 100 cirurgias, pelo menos para a gente poder atender essas pacientes e tentar fazer alguma diferença.
Doutor, então agora os atendimentos que eram direcionados para a sua clínica são direcionados para o hospital, não acontece mais na sua clínica? Então, na verdade, o meu projeto não é um projeto apenas no Hospital São Paulo, é que para o Hospital São Paulo, eu não posso atender uma pessoa que fez um cadastro num formulário que eu tenho na minha clínica, não existe esse fluxo. O SUS, ele tem um fluxo de direcionamento chamado CROSS. Então tem que vir o paciente da unidade básica de saúde pelo direcionamento do especialista, e aí a pessoa vai pela região.
Então ele tem que ser regionalizado, ele tem toda uma cadeia de direcionamentos. Se eu faço da minha clínica para o Hospital São Paulo, eu vou estar furando fila, estou furando fila de pessoas que estavam esperando. Então, no Hospital São Paulo, tem que ser via Hospital São Paulo, ou fluxo da instituição.
Tem que ser pacientes que já são da instituição ou que foram direcionados pela instituição. Eu não tenho como interferir nisso. Porém, eu tenho o meu cadastro lá, quem quiser, entra lá www.plástico.pro. Eu tenho uma página, então coloca plástico.pro barra, mama, traço, minha, traço, projeto.
Ou coloca no Google, mama minha, projeto, plástico, doutor Fernando. E eu tenho lá, explicando sobre o projeto, contando um pouco do que ele é, quem que ele visa, quem que pode ser incluído nesse projeto. E tem um link para inscrição no meu fluxo.
Então não tem nada relacionado com o Hospital São Paulo, com a emenda parlamentar. Eu tenho a minha fila, então os pacientes que são de São Paulo. Eu não posso fazer cirurgia em quem é de outro estado, porque eu não consigo ver o pós-operatório, não consigo dar assistência.
Então tem que ser de São Paulo, tem que ser o usuário exclusivo do SUS. E aí, se tiver indicação, preencher o formulário, eu vejo que tem indicação, eu convoco. E geralmente eu faço, eu convoco esses pacientes no mês de outubro.
Agora, no mês de outubro, os pacientes podem fazer parte disso. Legal! Agora, explicando as deformidades mamárias, né? Porque eu vi mais especificamente do atendimento no Hospital São Paulo, ele fala de deformidades mamárias de forma geral. E você chegou a citar que normalmente isso está relacionado ao câncer de mama.
Em quais situações não está relacionado? Enfim, qual que é a paciente que se enquadra nesse atendimento? Então, o projeto, ele foi inspirado principalmente nas assimetrias mamárias. Mamas diferentes uma das outras. Agora, se a gente for considerar isso, todas as mulheres podem operar, porque todas têm mamas diferentes.
Não! São deformidades, assimetrias muito importantes, porque às vezes a reconstrução não é da mama que não tem. Na verdade, é só para diminuir a outra. Então a gente vê pacientes que fizeram a mastectomia, que tem uma hipertrofia mamária do outro lado, e ela não quer reconstruir essa daqui.
Ela quer simplesmente diminuir a outra. E quer ter um pouquinho de paz. Então, é importante você ter esse contato humanizado com o paciente e fazer o que a paciente precisa.
E o que ela precisa, ela mesma precisa falar, e a gente precisa falar se faz sentido ou não. Eu vi muitas pacientes fazerem reconstrução de mama, não porque elas precisavam, porque ninguém conversou com ela, e depois elas descobrem que estão com implante, que vão ter que trocar o implante. Então a conscientização e educação do paciente faz parte do projeto.
Ele é a fase inicial do projeto, porque a paciente precisa saber, olha, a reconstrução da sua mama não vai ser uma cirurgia só, vai ser uma cirurgia por etapas. Você vai primeiro fazer essa cirurgia, depois você vai fazer essa, e depois você vai fazer essa. Então cada paciente vai ter uma demanda diferente, e a gente precisa mostrar isso para paciente, que o tratamento dela é individualizado, e ela precisa participar, e as decisões dela vai interferir, as vontades dela vai interferir na escolha do tratamento que a gente vai propor.
Ela que vai direcionar a gente. Então pacientes com câncer de mama são as mais acometidas com deformidades mamárias, mas existem tumores benignos que podem ser até mais estigmatizantes do que um câncer de mama. Esses dias, no Hospital São Paulo, teve uma paciente que tinha um tumor benigno chamado neurofibroma, só que o neurofibroma era maior do que a mama, e ele caía sobre a mama.
Então se você olhasse a paciente, ela tinha três mamas. Isso é uma deformidade que a paciente precisa do mínimo de dignidade para poder ter uma vida social, e é tão grave quanto uma paciente que foi mutilada pelo tratamento do câncer. Então, existem situações, uma outra paciente que não foi câncer de mama, ela fez um câncer de costela, um tumor ósseo, e retirou uma parte da mama e estava com uma reconstrução de mama.
Só que o problema não era esse, era outra mama que estava grande. Doutor, o problema não é aqui, desse tumor. Eu preciso resolver a outra mama que está grande de que eu não consigo colocar nenhuma vestimenta.
E ninguém conversa com o paciente. Então a essência do projeto é fazer um tratamento individualizado referente à mama. Quem vai ser beneficiado? Quem tem deformidade mamária, principalmente com o câncer de mama.
Agora, existem deformidades que não tem como absorver. Uma paciente que tem uma mama pequena, que tem uma hipomachia, concordo, a mama faz diferença para ela, mas ela não pode passar na frente das outras. Aquela que tem uma mama muito grande, concordo plenamente.
Mas o projeto não visa o tratamento dessas pacientes. Visa pacientes que apresentam deformidades assimétricas graves. Então esse é o foco do projeto.
E o projeto também acompanha essa paciente do começo ao fim. Porque, como você disse, não costuma ser só uma cirurgia. São etapas.
E normalmente também a paciente que teve câncer, que passou pelo tratamento de câncer, costuma precisar ainda mais desse acompanhamento a longo prazo. Eu gostaria que o acompanhamento horizontal fosse até maior e melhor. Atualmente, fica nas minhas costas.
Porque eu vejo o paciente antes, eu estou na cirurgia, e eu vejo o paciente depois. Poderia ser mais diluído com uma assistência, com um psicólogo, com um nutricionista, com uma fisioterapeuta. Todo mundo poderia estar participando também no pré e no pós-operatório.
Então, os pacientes que eu trouxe para a minha instituição privada, eu estou 100% em todos os momentos e eu peço ajuda para outras pessoas na cirurgia e pontualmente. No Hospital São Paulo, tem os residentes. Tem a estrutura do Hospital São Paulo.
Tem até fellow lá em reconstrução de mama. Mas, por exemplo, o residente que atende o paciente, faz a triagem, indica a cirurgia, não está na cirurgia. E aquele que está na cirurgia também não está no pós-operatório.
Então, é uma falha do projeto, ainda que eu não consegui, é que quem esteja no começo, esteja no final. Porque é muito importante para a paciente ter esse vínculo com quem indicou, até mesmo para ela agradecer. Esses dias aqui, a paciente levou um monte de bombom.
Ela acabou levando para todo mundo, mas quem estava na cirurgia dela não ganhou o bombom. Então, eu acho que ele tem que ser mais completo no momento que a gente consegue dedicar melhor a esse acompanhamento horizontal. E ele faz parte da educação do paciente.
Falar quem está antes da cirurgia, se explicar melhor como que vai ser o pós-operatório, facilita para o paciente, facilita para o médico. Então, essa conscientização do paciente, a educação dele, antes da cirurgia, vai interferir muito no pós-operatório. E no atendimento pelo hospital, doutor, é 100% gratuito, né? Porque são pacientes ali da fila do SUS.
Agora, quando essas pacientes conseguem passar, que fazem o cadastro ali pelo seu site, como é que funciona isso? Porque eu imagino que você já duvida de muitas pacientes também. O atendimento costuma ser 100% gratuito também para essas pacientes que são escolhidas ou custo reduzido? Como que... Não, então é exatamente isso. A ideia, se você está propondo um projeto para você beneficiar as pessoas, no momento que você tem qualquer lucro com isso, e a pessoa está pagando, já não é, né? Então, a ideia do meu projeto, do que eu faço aqui é absorver essas pacientes que precisam e elas não têm que pagar nada.
Eu estou querendo ajudar a sociedade. A ideia é exatamente que elas não tenham gasto. Então, as cirurgias que a gente teve não tiveram gasto.
E os atendimentos, né? Então, muitas pacientes eu atendi, mas não tinham indicação da cirurgia. Eu tive que atender e eu não cobrei isso, né? Eu dediquei um dia para fazer esses atendimentos e vieram as pacientes que teriam indicação. Mas eu tive um público muito difícil, que são aquelas pessoas que têm convênio, ou seja, elas têm condições de ter um tratamento e vieram me procurar.
O meu projeto não é para quem tem convênio. Quem tem como resolver esse problema, resolva. Não use a fila para quem não pode.
Tem gente que não tem condições de ter um convênio, né? Então, mais de dois terços da população não tem convênio. Então, não pode ser quem tem convênio procurar essa cirurgia. Então, isso é um problema que eu tive dificuldade.
Então, as pacientes que tinham convênio ou o tratamento era algo reparador, eu fiz uma situação diferente, só para essas pacientes não ficarem mentindo que, ah, não, não tem convênio, chega lá, tem, né? Então, não pode, né? Então, eu tentei criar uma situação em que eu pude absorver algumas pacientes. Então, sendo reparadora, a gente acabou fazendo a cirurgia pelo valor que o convênio pagava ou tentei usar uma estrutura de um hospital que era credenciado. Então, existiram situações.
Então, quem tem convênio tem que conseguir usar o convênio e não tem que usar a fila. Então, eu tentei separar essa fila porque tem que ser usuário exclusivo do SUS. Infelizmente, as pessoas mentem, mas a gente criou uma situação em que quem tem convênio, a gente vai tentar resolver de uma forma utilizando o convênio.
Agora, e também quem quer uma cirurgia que eu vejo que não se enquadra, aí sim, eu acabei dando alternativas de custo, mas não é o meu foco. Meu foco é fazer as cirurgias reparadoras mesmo no SUS. Agora, quem tem mama grande, por hipertrofia mamária, faz algum jeito que, sei lá, a pessoa parceire mais vezes, é operado com a equipe, não sei, alguma coisa a gente tenta resolver para a pessoa não ficar perdida.
Talvez, o meu projeto crescendo, talvez eu crie uma equipe maior e aí consiga absorver essas cirurgias e faça uma cirurgia, essas que não vão implante mamário, por exemplo. Tem muita paciente que quer tirar o implante, fazer cirurgia de explante e outras que querem só reduzir a mama. Eu acho que são cirurgias que essas pacientes têm uma necessidade real, não é estética.
Já aquela que quer reduzir a mama e colocar prótese, eu acho que tem uma questão muito estética mesmo. Agora, essas que querem reduzir ou fazer um explante, eu acho que podem se inscrever, mas a gente vai tentar direcionar para um projeto de viabilização do custo. Aí sim, tentar viabilizar o custo.
Mas não é o meu foco. O meu foco é tentar ajudar as pacientes de reconstrução de mama mesmo. Então, isso é importante ter bem claro.
Destacar, né? É destacar, né? Então, por favor, não mentam, por favor, falem a verdade. Se tiver um convênio, a gente vai tentar resolver pelo convênio ou pelo menos orientar. Isso é muito importante.
Legal. E na prática, doutor, como que funciona a reconstrução? Quais os tipos de técnicas? Você já explicou quais pacientes que podem fazer a reconstrução, né? As que são mais ali direcionadas para tanto para o hospital como para o seu atendimento na clínica. Mas como que funciona isso de técnica? O que você faz ali na hora da reconstrução? Bom, como eu disse, é individualizado.
Cada paciente tem uma. Não existe uma fórmula de bolo. A gente tem milhares de técnicas e realmente a gente, quanto mais você faz a cirurgia, mais você tem no seu arsenal técnicas novas.
Então, eu estou sempre aprendendo, né? Tenho casos difíceis. Então, cada paciente, cada cirurgia que eu faço, tem histórias de milhares de cirurgias que eu já fiz. Então, todas as pacientes que eu já operei estão me ajudando na próxima cirurgia, fazem parte da minha construção.
Então, as cirurgias que eu tenho, que eu já fiz, vão me ajudar a fazer a minha próxima cirurgia. E a gente busca, numa cirurgia, aquela que seja mais segura, resolutiva, né? E traga a satisfação do paciente. Então, o implante de silicone é uma alternativa boa, porque ela deixa a cirurgia mais fácil, consegue um contorno melhor, mas tem seus riscos por ser um implante, ter que trocar o implante, ter os problemas do implante.
Então, uma prótese de silicone pode ser uma alternativa. Um expansor mamário, que é uma bexiguinha que a gente vai enchendo de soro, vai esticando a pele, é uma alternativa, mas a gente tem que trocar depois por um implante mamário. Existem retalhos que a gente usa, que a gente leva a pele das costas ou pele do abdômen, a gente pode usar isso para reconstruir a mama.
A gente pode fazer enxerto de gordura, ou seja, faz uma lipoaspiração, tira a gordura e injeta a gordura na mama para reconstruir a mama. Às vezes, isso pode ser feito por etapas, não dá para conseguir em um só evento, a gente tem que ir fazendo por etapas. Na areola, a gente pode fazer retalhos pequenininhos, juntando a pele, assim, para tentar fazer o biquinho, e a areola, a gente pode tirar um pedaço da outra areola, ou até mesmo o bico, a gente pode tirar, aquelas mulheres que têm um bico bem grande, a gente pode diminuir pela metade um bico e usar a outra metade para fazer o outro lado.
Então, a gente vai usando os tecidos, cada paciente vai nos direcionar à melhor reconstrução, inclusive com os desejos dela. Às vezes, o desejo da paciente é, doutor, eu não quero implante, eu não quero mexer nessa mama, ela já me deu muita dor de cabeça, eu quero reduzir a outra. Então, às vezes, simplifica, se você conversa com o paciente e você esclarece ele dos riscos, ela simplifica o tratamento.
Então, se a gente não trabalhar isso, a gente acaba se perdendo. Inclusive, a gente usa, às vezes, tatuagem, às vezes o problema é o biquinho, vai lá e faz uma micropigmentação, não precisa nem fazer enxerto de pele ou retalhos locais, simplesmente só uma tatuagem pode resolver o problema da paciente. Legal.
E quando é a mastopexia total, que é a retirada total da mama, nesse caso, a opção é o implante, né? Coloca o implante, se não quiser reduzir totalmente do outro lado também, né, doutor? Porque, normalmente, quando é a total, a melhor opção... É, quando você tira a total, você vai tirar a glândula inteira, vai sobrar pele e gordura. Então, o implante é uma alternativa muito comum no Brasil. Então, no Brasil, a gente usa muito implante e se não tem pele suficiente, a gente pode colocar um expansor ou a gente pode levar a pele das costas com músculo para proteger esse implante.
Que a gente fala que é a cirurgia do músculo grande dorsal. Porém, é possível fazer sem implante. Pode usar a pele do abdômen, como se fosse fazer um abdômen em plastia, né? E a técnica tradicional, a gente leva um pedaço do músculo.
Então, a técnica tradicional, a gente não faz tanto, porque quando você leva um pedaço do músculo, pode ter uma fraqueza abdominal. Então, já é uma técnica que eu, pessoalmente, não gosto de fazer. Mas existem outras técnicas que são os autotransplantes, que é uma reconstrução microcirúrgica.
Ou seja, você desconecta aquele tecido, pele, gordura, com vaso sanguíneo e reconecta no vaso sanguíneo na mama. Então, você faz um autotransplante da própria pessoa para reconstruir aquela mama. No Brasil, a gente não faz tanto, porque é uma cirurgia que tem um tempo cirúrgico maior.
As operadoras, os seguros não pagam, né? Elas ficam tentando justificar que não. Então, acaba não sendo... É uma cirurgia de difícil viabilização. Os hospitais, às vezes, não estão preparados para isso.
E, obviamente, se não tem tanta cirurgia, os profissionais não estão treinados para isso. Então, é uma cirurgia que acaba tendo uma menor procura, tanto dos pacientes, quanto dos médicos que fazem. Agora, nos outros países, nos Estados Unidos, na Alemanha, é a cirurgia padrão ouro.
Eles buscam fazer isso porque você não coloca um implante. Então, isso interfere bastante, porque quando a gente fala de saúde pública, o tempo, ele é importante. O custo também é importante.
Então, faltam trabalhos mostrando que o custo benefício de uma cirurgia microcirúrgica comparado com uma cirurgia de um paciente que precise de implante. Isso falta esse trabalho. E, muitas vezes, o implante, por mais que use o implante, diminui muito o tempo cirúrgico, mas precisa de trabalhos que mostrem isso a longo prazo.
Quantas cirurgias a paciente que não usou implante precisou? Quantas cirurgias a outra precisou? Qual foi o benefício? Como que essa paciente se sentiu fazendo essa cirurgia e quanto que essa se sentiu fazendo cirurgia? Então, esses trabalhos de impacto, de qualidade de vida, são importantes, que é algo que eu tenho feito nesses pacientes do meu projeto. Eu tenho aplicado questionários antes e depois, exatamente para ver se o que eu estou fazendo teve diferença. E depois, talvez no futuro, eu posso até fazer outras técnicas e comparar uma técnica com outra.
Legal. E a satisfação dá para ver até quando você conta das pacientes, da recuperação que elas tiveram, que eu imagino que seja muito legal acompanhar isso. E até o pós, que a gente estava citando os depoimentos que a gente vai trazer aqui, muito legal até para quem não é da medicina ver a felicidade dessas mulheres que tiveram a recuperação, que se sentem com bem-estar, que se sentem com a autoestima recuperada depois desse tipo de tratamento, né, doutor? É, eu tenho um apoio muito grande da minha esposa porque é difícil.
Eu estou dedicando agora muito tempo a esse projeto. É um dia e meio da minha semana. Isso prejudicou até as gravações aqui.
E isso é difícil. Mas eu tenho esse apoio da minha esposa, da Lorena, porque ela sabe o quanto que isso tem de impacto para as pacientes e para mim. Então, na verdade, eu não estou buscando a aprovação da sociedade.
Eu não estou nem aí o que os outros estão pensando. Não estou nem aí. Eu faço, estou fazendo esse projeto para minha aprovação.
Eu quero me aprovar, né, eu quero realmente ficar satisfeito com o que eu estou fazendo, que eu tive algum significado na minha vida e que eu fiz a diferença, mas não para os outros, para mim, para o meu filho, para ela. Então, isso é muito importante para a gente e para a paciente, porque a gente está indo direto no problema. Eu não estou fazendo um projeto para ajudar o Hospital São Paulo.
Eu não estou fazendo um projeto para ajudar o SUS. Não estou nem aí para o Hospital São Paulo. Não estou nem aí para o SUS.
Não estou nem aí para os residentes. Não estou nem aí para os outros. Eu quero o paciente.
Eu vejo que todos os sistemas, eles são tão hierarquizados, é tantos níveis que aquela que realmente precisa, que é a fonte, é o paciente. Então, é um prazer imenso você atender a paciente, você estar na cirurgia e você ver a paciente que realmente você fez uma diferença na vida dela. E isso recarrega energia para você acuentar as outras injeções da vida, as canseiras, as dores de cabeça, os problemas políticos.
Então, eu não estou nem aí para os demais. Eu fico... A questão política, eu acho que a política é muito complexa e quem precisa mesmo fica de lado. Então, as brigas ficam entre ideias, projetos, ainda mais nessa época que a gente está.
Claro, você até citou o nome da deputada que te ajudou a conseguir a verba para isso, mas que não tem nenhuma ligação. A gente até conversou antes de gravar que a gente ia citar para ficar bem esclarecido como o projeto funciona. Não, precisa.
Precisa porque eu gostaria que outros deputados, senadores, sei lá, quem tem o poder de direcionar tivessem essa iniciativa de direcionar. Não para o meu projeto. Posso fazer a minha venda do meu projeto aqui e vocês saberem que eu sou uma pessoa idônea e vou tentar resolver da forma mais eficiente.
Mas deputados que fazem, por mais que estejam em campanha eleitoral, tudo bem, mas tentem resolver a vida das pessoas, tentem apoiar projetos que realmente mudam. Não tentem favorecer aquele porque vai contratar alguém que não sei o quê, que tem essas rachadinhas aí, que é uma piada isso. Quando você vê, a pessoa finge que está fazendo um projeto, mas para o dinheiro voltar para ele.
E a gente tem visto isso. Então, esse é um projeto que foi apoiado de forma independente, não conheço. Eu acho a equipe dela excelente.
Tem um coordenador lá, ele me deu toda assistência, falou toda vez, nunca me pediram para falar nada. Então, eu acho que isso é importante também citar. Na verdade, eu faço por vontade própria a minha atualização do projeto, está andando.
E, quando eu tenho dificuldade, eu vou lá e reclamo com eles, para eles me ajudarem. Não que o problema esteja com eles, mas, muitas vezes, nas primeiras etapas de negociação e ver como que ia receber isso, eles me deram uma assistência muito boa. Então, recomendo que outros deputados financiem, que direcionem emendas parlamentares para projetos como o meu.
E, se quiserem ajudar o meu, eu estou à disposição também. Mais pessoas, mais pacientes vão conseguir também ser auxiliadas, não é, doutor? Exatamente. E uma das coisas do meu projeto é que eu nem tinha ideia de pôr emenda parlamentar, eu nem sabia o que era uma emenda parlamentar.
Depois que eu fiquei descalço, que teve apelidos as emendas parlamentares, o negócio secreto, não era isso? Não sei, não é isso. A ideia é que existe um mercado muito grande que a gente não sabe, que não é nem público nem privado. É esse o terceiro setor, que é esse dinheiro que vem e que circula, que tem isenção de imposto, que tem captação de uma forma diferente, que você consegue doar no cartão de crédito, que é uma parte de um imposto, você direciona para outro, que a gente nem sabe lidar com isso.
Então, eu ainda estou aprendendo, tentando entender, e eu queria, na verdade, que as empresas doassem, não por isenção de imposto. Eu queria, eu tenho um projeto, eu quero que a empresa faça uma doação para o meu projeto financeiro, para eu conseguir pagar o anestesista, pagar o hospital. Eu tenho o direito de receber? Poderia ter o direito, mas, na verdade, o projeto não é esse.
Então, eu podendo ajudar, eu vou ajudar. E eu, nos primeiros casos, eu tive doação. Então, já cito também a empresa de implante mamário, a Motiva, ela doou os pares de implantes de duas pacientes do meu projeto aqui na clínica.
Então, é importante ter isso. Inclusive, também, no Hospital São Paulo, a GCA viabilizou o custo, fez o valor, um valor mais barato para viabilizar. Então, as empresas de implante podendo viabilizar, porque pagam de R$ 700 a R$ 800, não é o valor que elas praticam.
Então, tem que ter todo mundo envolvido para poder direcionar esforços, para poder ajudar essas mulheres. Então, eu acho que faz diferença essa conscientização social. Na verdade, eu chamo esse projeto de um projeto de conscientização social.
Tanto faz ser direita, esquerda, centro, para baixo, para cima, não é isso. É que eu acredito que as pessoas têm que ter uma função na sociedade. Agora, uma função imposta pelo governo, ela vem que você tenha a liberdade de escolher.
E eu acho que a gente precisa da liberdade de poder ajudar a sociedade com o que a gente tem de melhor. Então, eu, como cirurgião plástico e administrador de uma instituição de saúde, eu consigo ajudar com esse projeto. É o máximo que eu consigo dar atualmente.
Eu não me sentiria bem dando dinheiro no farol, porque aquele dinheiro eu consigo fazer ele gerar muito mais. Então, eu acredito que eu sou muito mais eficiente dessa forma. Então, eu acredito que todo mundo deve ter esse seu projeto para a sociedade, dar alguma coisa para o próximo sem querer nada de volta.
Inclusive, eu acredito que, quando você dá sem querer receber, você cria uma corrente infinita, que você dá para uma pessoa sem querer receber e ela, entendendo isso, dá para outra pessoa sem querer receber e essa corrente pode seguir para a frente. Então, se você dá uma coisa querendo receber de volta, isso é o capitalismo puro. Você me deu um saco de arroz querendo os 20 reais, eu dei os 20 reais e pronto, acabou.
Agora, quando você dá sem querer receber, cada um pode dar cada vez mais e essa corrente ser infinita. E, com certeza, alguém consegue ajudar de alguma forma, independente da profissão, da área que atua, consegue ajudar nesse sentido, de oferecer algo que consiga ajudar alguém sem querer nada. Exatamente.
Você precisa acreditar que aquele meio vai fazer a diferença. Tem um monte de instituição que liga, que pede dinheiro. Eu não dou para ninguém, não dou.
Aliás, se alguém vier mandar mensagem para eu doar, não dou, porque não sei, não acredito, não vejo o trabalho, tenho que ir lá ver o trabalho, tenho que fiscalizar para começar a acreditar que aquele projeto realmente vai fazer a diferença ou talvez ele seja mal gerado. Porque, atualmente, tudo que dou para questões políticas vejo sendo mal gerenciado. Então, como cidadão, pagamos impostos e vemos uma gestão ruim do nosso dinheiro e cada vez somos mais taxados.
Então, pagamos para depois cobrar mais e pagar e pagar e uma gerência ruim. Então, vejo as instituições filantrópicas muitas vezes assim, eu preciso ir lá e fiscalizar para poder doar. Então, eu tentei fazer uma coisa melhor, eu criei uma minha que eu sou o próprio fiscal.
Então, se quer ajudar, eu vou aceitar e eu vou tentar mostrar com maior transparência o que está sendo feito. Doutor, agora falando sobre essa diferença na vida das pessoas, já vou aproveitar e perguntar, você quer chamar o depoimento aqui das pacientes ou quer deixar realmente para o fim final do nosso... Eu vou deixar para o final. Para o fim final.
Fim final, não vou. Eu acho que são depoimentos incríveis. Vale muito a pena esperar para ver.
Que vale a pena até o final, porque realmente mostra o quanto que a gente pode fazer a diferença na vida da pessoa e o quanto que isso recarrega, pode recarregar as suas energias. Então, acho que todo mundo deveria ter essa iniciativa para poder encontrar o seu sentido na vida. Inclusive, tudo isso que a gente está falando agora, vocês vão conseguir visualizar nos depoimentos.
Então, vale a pena esperar, já está acabando. Some alguns mitos e verdades aqui, doutor. Vem um na minha cabeça que não estava aqui na lista dos mais comentados desse assunto, mas acho que é importante a gente citar.
Homens também podem ter problema na mama, nesse sentido de precisar de uma reconstrução? Olha, aí vem uma outra história. Então, eu tenho um outro projeto meu, que foi o meu projeto de mestrado, que eu fiz um site, ginecomastia.org. E, nesse site, eu coloquei informações relacionadas à ginecomastia, que é o aumento mamário em homens. Mas, porque eu tinha um projeto na época, eu estava fazendo e eu queria atender esses pacientes, acho que eles são um grupo de homens que precisam mesmo de uma assistência, porque eles têm mamas grandes e, às vezes, até assimétricas.
Então, essa assistência é importante. Não entra, atualmente, em nenhum projeto meu cirúrgico, mas o site ainda existe e eu estou revendo reformular o site. Acaba que não tem verba e a gente acaba fazendo por recursos próprios.
Eu direcionei meus recursos para outros projetos. Mas, a ideia é exatamente reformular esse site de ginecomastia, porque a ginecomastia é um deles. Existem síndromes torácicas que podem ter assimetria no tórax.
Inclusive, a ginecomastia em pacientes Klinefelter pode estar relacionada ao aumento de câncer de mama em homens. Então, existem, sim, deformidades mamárias em homens também, igual pode acontecer nas mulheres, de forma adquirida. Inclusive, sequelas de câncer.
É considerado mais raro essa situação em homens? O câncer em homem é mais raro. Ele atinge 2% do 1%. A gente já falou isso em um episódio com a doutora Priscila, mas acho que 1% a 2% dos cânceres de mama seriam em homens.
Tá. Agora, mitos e verdades, voltando para a reconstrução mamária, falando de mulheres. É mito que o direito de reconstrução mamária só é garantido a quem sofreu a retirada total da mama? Não.
É o tratamento, sequela do tratamento de câncer. Se tirar um pedaço e deformar a mama, ela já tem o direito de reconstruir a mama. Entram também situações específicas mais raras de até uma doença genética, por exemplo, que a pessoa pode ser uma... Sim, existem pacientes que crescem sem o bico, sem a mama, ou crescem com duas mamas, dois, três bicos.
Então, existem deformidades. A mama acessória seria uma alteração. Só que também não é uma cirurgia que a gente está abordando no projeto, mas é uma deformidade mamária importante.
É mito que a reconstrução mamária só pode ser feita algum tempo depois da mastectomia? Não, ela pode ser feita de imediato. Só que a imediato, você vai depender também do tratamento do câncer e de uma equipe de mastologia. Então, no nosso projeto, a gente focou nas reconstruções tardias.
Aquelas que não tiveram oportunidade de fazer uma reconstrução imediata, ficaram com uma sequela, ou fizeram uma reconstrução imediata parcial e ficaram dependentes de um outro tratamento que não foi realizado. É mito que a reconstrução imediata da mama dificulta no diagnóstico do câncer caso ele volte? Desculpa, pode repetir. É mito que a reconstrução imediata da mama, ou até depois, não precisa ser só imediato, dificulta no diagnóstico do câncer caso ele volte? Ah, é mito.
Ele dificulta algumas imagens, mas você sabe que tem a reconstrução com implante e você tem estratégias para ver. Então, não justifica você não reconstruir a mama por conta dessa dificuldade. Na verdade, é uma dificuldade que você tem que saber lidar com ela.
Não vai prejudicar o paciente se for numa instituição séria de exames. Eles vão fazer manobras, tudo. Vai ser possível, sim, identificar.
E tem algum momento, aproveitando já essa pergunta, tem algum momento que é considerado, igual a gente estava conversando no episódio anterior, é considerado mais apto para o paciente procurar fazer a reconstrução? Porque o projeto visa, como você citou agora, depois de um período que a pessoa não conseguiu fazer a reconstrução. Mas se a pessoa tiver um tempo ali para procurar, tem algum período que é mais recomendado para isso? Não, o ideal é que tenha, se for uma reconstrução tardia, que ela esteja livre do câncer. Então, se ela não tem nenhuma contraindicação, às vezes fez a retirada da mama e vai fazer quimioterapia, radioterapia.
Então, não é o momento de fazer reconstrução. Se não fez imediato, vai ter que esperar mesmo. Agora, às vezes fez a radioterapia e ainda os tecidos não estão preparados para receber uma reconstrução.
Então, às vezes a gente tem que esperar um pouco. Isso tem que ser um tratamento muito individualizado. Então, procurar conhecimento, esclarecer dúvidas é fundamental.
Então, por isso que a educação do paciente é importante. Às vezes a reconstrução que o paciente quer não é nem da mama que retirou, é diminuir a outra e que talvez pode ser abreviado e ser feito o quanto antes. E a recuperação costuma ser tranquila desse tipo de procedimento? Olha, a recuperação da reconstrução de mama, quando você vai fazer uma cirurgia semelhante à redução de mama, é uma cirurgia super tranquila.
Eu acho que o pós-operatório tem alguns detalhezinhos de posicionamento, mas é muito mais tranquilo. Agora, existem cirurgias maiores, por exemplo, que vai levar o músculo das costas para frente, tem alguns cuidados maiores. Mas assim, quando a gente faz horizontal, quem atende, quem opera e quem acompanha depois, esses riscos das cirurgias são diminuídos.
A gente acaba tendo um cuidado maior para não ter complicação. Então, a cirurgia em si e o pós-operatório a gente consegue orientar muito melhor quando a gente faz de forma horizontal, começo, meio e fim. E o paciente, e às vezes para o paciente, o pós-operatório é tranquilo.
Tem as limitações do braço, levantar braço, mas isso vai ser de cada cirurgia. Por isso que a gente precisa estar sempre conversando com o paciente para entender o pós-operatório. É muito individualizado, né? Muitas opções.
A gente até citou mil técnicas possíveis e imagináveis. Agora, mais um aqui que estava entre os mais comentados também. É mito que a prótese de silicone aumenta as chances de o câncer de mama retornar? Mito, mito.
Isso aí o pessoal fica querendo culpar a prótese de mama. Ela está relacionada ao linfoma anaplásico de células gigantes, que é uma condição raríssima que tem em torno de 2 mil casos relatados no mundo. E existe ainda um outro câncer que tem 20 casos no mundo, que é o carcinoma espinocelular da cápsula.
Então, são situações extremamente raras que podem estar relacionadas à presença de um corpo estranho na pessoa. Mas, eu acho que quando a gente coloca o risco-benefício, tem muito mais benefício do que risco, né? Então, isso precisa ser explicado para o paciente, para ela ajudar a gente a tomar a melhor decisão. Legal.
Doutor, então no hospital, para a gente já ir finalizando aqui, que a gente vai rodar os vídeos também das pacientes, serão pelo menos 100 pacientes em média ali atendidas? Lá no Hospital São Paulo, serão pelo menos 100 cirurgias. Pode ser que dessas cirurgias tenham pacientes que vão operar uma outra etapa, né? Se a gente conseguir fazer mais, isso vai depender da gestão lá do hospital. Se a gente, a verba comporta mais pacientes, eu vou ficar muito mais feliz, né? Eu gostaria de fazer 200 pacientes, mas o projeto inicial era em torno de 100 pacientes.
E aqui na clínica, pode ser preenchido lá meu formulário, entra lá no meu site, plástico.pro, coloca mamaminha, vai encontrar, tem um link que vai dar num formulário do Google, e é só preencher os dados e eu chamo de acordo aí com a minha fila, como que está a minha demanda, às vezes eu terceirizo para alguém da minha equipe. Legal. Já queria dar os parabéns pelo projeto, tanto da aplicação como da ideia, enfim, todas as etapas que conseguem ajudar na prática essas mulheres.
Tenho certeza que quem está acompanhando também está muito feliz de poder, às vezes não é a própria pessoa que precisa, ou que não tem nem ninguém relacionado que precisa passar por um atendimento como esse, um procedimento como esse, mas que consegue sentir essa felicidade em você contar como que funciona, né? Tem um detalhe, o projeto Mamaminha, a ideia do nome, veio para mostrar à mulher a importância da própria mama, né? Assim, depois procurando, depois que eu já tinha dado o nome, até vi que tem outros projetos com o mesmo nome, né? Então, eu até fiquei pensando, falei, pô, mas já estou há um tempão com esse nome, mas tinha outra pessoa também com esse nome, mas como é um projeto que visa ajudar o público, esse projeto não é um projeto meu, é um projeto das pacientes. Então, na verdade, o modelo que eu estou criando, é um modelo que eu gostaria que ele fosse replicável. Então, ele está numa fase inicial, mas eu gostaria que ele continuasse, que ele fosse crescendo, que ele fosse replicável para um outro médico em outro estado pudesse reproduzir.
Então, a ideia é um projeto reprodutível também, que outras pessoas possam fazer essa captação e com base nos dados que a gente já tem dessas cirurgias que foram realizadas, a gente possa realizar outras cirurgias e cada vez mais otimizar os recursos captados, né? Com a reprodução das cirurgias reconstruídas. Então, isso é importante para mim, que seja algo que dê continuidade, não é um meu projeto, mas sim das pacientes, das pacientes que estão na fila do SUS. Enquanto tiver fila do SUS, eu acho que tem que ter projetos assim para tentar atender públicos específicos.
Eu queria finalizar com essa pergunta, porque você cita, até que a gente já conversou sobre isso, né? Até políticos que conseguem ajudar destinando verba, profissionais que conseguem ajudar com o próprio serviço, como você tem feito já há tanto tempo. Mas, agora, eu queria entender para quem está acompanhando também, se tem alguma forma das pessoas te ajudarem com esse projeto, seja na divulgação, seja em qualquer forma. Como que as pessoas conseguem fortalecer essa ideia? Bom, a divulgação é algo mais importante, né? Porque as pessoas saibam que existem projetos assim, né? E compartilha, às vezes, com alguém que conhece, que precise da reconstrução de mama.
Então, isso já ajuda bastante, né? Agora, em questão de verba, uma maneira, né? Era via a EPAS, mas eu também estou tentando criar uma outra instituição, sem fins lucrativos, para eu conseguir ter um controle melhor. Porque a EPAS é uma instituição de um grupo de médicos, tudo, mas acabou que eu não consegui nem fazer o projeto pela EPAS. Eu tive que fazer via o Hospital São Paulo.
Então, para o Hospital São Paulo aí não precisa, porque já tem a verba, já está acontecendo lá. Mas o que estou realizando aqui é mais fácil entrar em contato comigo, que eu vou dizer a melhor forma. Às vezes, a pessoa quer doar o implante, né? Isso é mais fácil.
Às vezes, a pessoa quer doar uma cinta, uma malha. E precisa ser bem claro. Não adianta mandar a malha para aqui no consultório, que eu não vou conseguir responder.
Tem que ser uma ajuda que vai fazer diferença, né? Às vezes, a pessoa quer doar algo que a gente não precisa. Então, eu peço para entrar em contato comigo. Eu vou falar o que pode ser feito agora.
E, talvez, daqui seis meses vai ser outra demanda. E, daqui um ano, vai ser outra demanda. E eu espero que eu consiga construir algo que consiga ser mais funcional nessa parte de conseguir captar recurso e utilizar na execução.
Então, ainda eu estou construindo dessa maneira, né? Então, eu estou fazendo com meus recursos próprios. Eu não posso sair recebendo dinheiro. Vai vir dinheiro na minha conta.
Vou fazer o que com dinheiro na minha conta? Como que eu vou justificar o dinheiro que está entrando? Não vou conseguir nem dar nota. Então, eu preciso... Até a pessoa para doar tem regras para você doar, para você usar para isenção de impostos. Mas, às vezes, a pessoa tem um bom relacionamento com alguma empresa que pode ajudar, né? Então, às vezes, se alguém me der R$ 5,00, eu não vou saber gerenciar esses R$ 5,00 no custo, porque o custo de uma cirurgia vai variar de R$ 5.000 a R$ 10.000. Então, às vezes, é uma ajuda que às vezes pode atrapalhar.
Então, eu preciso mesmo estruturar esse recebimento, né? E eu estou estruturando. Então, se alguém realmente quiser ajudar, entre em contato comigo. Às vezes, conversar com outras pessoas surgem novas ideias.
Com certeza. Então, pode deixar suas redes sociais, por favor? Então, vamos lá. A rede social é arroba-meu.plástico.pro E aí, pode mandar no pessoal, lá no privado, que eu respondo.
Tem um robozinho que responde lá, mas eu leio depois. E também tem seu site, né? Que tem o contato do custório. Ah, verdade.
O site, né? O plástico.pro www.plástico.pro Lá tem meus contatos. Inclusive, se entrar no subsite do projeto, pode fazer comentário. Quem lê lá os comentários sou eu mesmo.
Então, eu não terceirizo isso, não. Ainda não terceirizei alguém responder por mim. Legal.
Taca a caixinha aí das nossas perguntas aleatórias. Aproveitar que a gente tinha esquecido no último, mas o pessoal gosta. Eu já vi alguns comentários.
Eles falaram que as perguntas estavam criativas. Essa daqui é sempre uma dificuldade para abrir. Mas a gente traz para quem está acompanhando a primeira vez hoje para conhecer melhor quem a gente está.
Ah, tem um detalhe. Enquanto ela está te puxando ali, o projeto vai ser muito bem-vindo se tiver algum patrocínio, parceiro. Mas também o Amato Cash é algo que também ajuda, né? Então, é algo que também procura parceiros e patrocínios.
São coisas diferentes, não tem nada relacionado, mas é muito bem-vindo, né? Então, eu acho que vale a pena... A gente está desligando uma marca que não dá nada para a gente. Mesmo se você tiver, talvez, uma cartola, quiser vender chapéu, a gente pode usar a cartola. A gente pode usar um cesto de tricô para divulgar uma marca de tricô, uma caixa de bombom, né? Acho que uma caixa de bombom... Seja o que for.
Seja o que for. Mas é sempre bem-vindo, né? Para o nosso Amato Cash. Agora, uma dica de saúde.
Do nada. Nossa, uma dica de saúde. Esteja bem com você mesmo para poder estar bem e ajudar os outros.
Eu lembrei de mais uma também que você pode comentar, da seca que está, né? Ultimamente, para quem está vendo agora, pode até já estar sempre aqui, né? Isso, tomar bastante água, hidratar bem, né? É. Para quem está vendo agora, pode ser que daqui alguns anos a gente vai retomar esse episódio e vai falar, olha, o que estava acontecendo? A dificuldade... Churrasco ou salada? Churrasco. Esse, para quem viu outros episódios, viu a sua resposta. Mais um.
Dá uma embaralhada aqui melhor, né? Com a doutora Lorena, a gente pegou pergunta bem diferente. É? É. Uma série de TV atual. Nossa, eu não assisto TV.
Minha mulher aqui deveria falar a série que eu estou vendo. Não lembra o nome? Não, não. Quer editar um filme? Não, a gente vê o Sheldon.
Sheldon. Sheldon é legal porque você, se pular uns dois, três episódios, dá para você continuar assistindo e dar risada. E é rapidinho, 20 minutos.
Ah, isso daí é bom. E o filme também, né? Costuma ser mais prático ali, mais rápido. Exatamente.
Agora também sem enrolação, senão o pessoal já acha que aqueles programas que ficam segurando até o final, né? Para mostrar, a gente já vai aproveitar e colocar todos os depoimentos, né, doutor? Exatamente. A gente vai agradecer e vai continuar com os depoimentos. Então, muito obrigado, viu, gente? Obrigada pela sua participação aqui conosco e até o próximo Amatocast.
Tchau. Bom dia. O meu nome é Francisca.
Assim como o da trás, eu tive câncer de mão. Aí eu entrei nesse projeto que a doutora Priscilia me indicou, que era a doutora Fernanda. Minha autoestima era lá embaixo, porque mulher nenhuma é feliz sem uma mama, né? Não existe.
Aí eu coloquei a mama e ficou, tá lindo. Vocês precisam ver. Tá muito bonito, ficou lindo.
Doutor Fernanda, doutor, muito bom. Esse projeto é ótimo. Olá, eu sou a Merisa.
Tenho 58 anos. Em 2010 eu tive câncer de mama. Em 2011, porque na época eu tinha convênio, eu consegui fazer a cirurgia mastectomia total.
Fiz rádio, fiz químio. Parei o tratamento, porque eu perdi o meu convênio. Depois eu fiquei depressiva no caso, não procurei ajuda médica, mas depois de algum tempo voltei a procurar o SUS.
E quando eu cheguei no médico, ele falou que via os casos recentes, porque o meu caso já tinha uns seis anos. Aí voltei pra casa depressiva e tal, né? Procurei ajuda aqui em Santos. Lá eles sempre falavam que iam ver o meu caso, porque o meu caso era um caso, assim, pra eles eu acredito que seria difícil, né? E parei também, fiquei decepcionada, não fui.
Na época o meu filho queria pagar particular. Cheguei em uma clínica particular, o médico me avaliou. Falou, olha, a gente não faz o seu caso.
E era uma clínica muito boa. Tá bom, parei com o tratamento. Do nada, de procurar ajuda do nada, surgiu essa oportunidade de conhecer essa clínica hoje.
Que é do doutor Fernando Amato. Sou muito grata a ele e à equipe dele, porque tá me acolhendo, assim, com muito carinho. Não tem diferença se eu pago ou não.
O atendimento é, assim, excelente. E eu gostaria que ele continuasse fazendo essa boa ação pra ajudar várias mulheres, né? Porque a autoestima da gente cai muito. Você perde relacionamento, você tenta ficar firme 24 horas, só que às vezes você não consegue.
Hoje o meu autoestima tá melhor. Tô chorando porque... Eu sempre me emociono quando eu lembro lá atrás o que eu passei. Então, assim, vem tudo, vem tudo à tona.
Pra quem não sabe, a mama pra uma mulher é muito importante, sabe? E hoje eu tô, assim, muito realizada porque o doutor Fernando, ele me acolhe com tanto carinho. A equipe dele, as enfermeiras, a recepção, todo mundo, sabe? Eu não tenho o que reclamar. Não pago, não pago nada.
E, assim, eu sou atendida muito bem, como se fosse uma clínica realmente atendendo só os particulares. Eu já fiz. A gente tá fazendo, né? O doutor com a sua equipe tá fazendo enxerto de gordura, já mexeu na outra mama também.
E eu gostaria que esse projeto continuasse, a mama minha, pra ajudar várias mulheres que precisam pra voltar ao seu autoestima. Voltar a viver, sabe? A sorrir novamente. Porque a gente perde muito isso no nosso... Você não quer se relacionar mais com ninguém.
Não importa, sabe? Se você tem 30, tem 50, tem 60 anos. Mas o autoestima da gente é muito importante. E eu gostaria muito que cada mulher pudesse ser acompanhada, sabe? De perto, ter um carinho.
Porque isso vale muito a pena. Obrigada pelo projeto, mama minha. Eu gostaria que continuasse.
Quem ajuda, que pudesse abençoar. Porque não pode ser... Porque não pode pagar.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.