Lipedema e linfedema são condições distintas que podem coexistir. O linfedema é o acúmulo patológico de linfa (líquido rico em proteínas) no espaço intersticial
E não necessariamente, no início, essa restrição do retorno linfático, os pés são poupados. Agora, no **lipedema** mais avançado, no estágio 4, onde tem o lipo e o linfedema, ocorre também o acometimento dos pés.
O **linfedema** não dói. **Linfedema** é completamente indolor. O **linfedema** só vai doer se tiver alguma outra situação associada.
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Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre as diferenças entre o lipedema e o linfedema. Apesar dos nomes serem bem parecidos, são coisas diferentes, mas que também podem andar juntas e isso pode confundir muitas pessoas. Quando alguém fala sobre linfedema, está falando sobre a limfa, que é um líquido, um fluido intersticial rico em proteína, que fica fora das células. E é essa quantidade de líquido que vai aumentando, formando o linfedema. E quando a gente está falando de lipedema, a gente está falando da deposição de gordura, uma gordura doente em membros inferiores, associado a um problema limfático, principalmente nas suas fases mais avançadas, que é o estágio 4, o lipo linfedema, mas já nos estágios iniciais, aquela inflamação do lipedema pode lentificar o sistema limfático, além de o sistema limfático e inflamado também poder piorar o lipedema, então pode entrar nesse ciclo vicioso. Então são coisas diferentes, mas que podem andar juntas. E como é muito frequentemente confundido, eu tenho que falar aqui as diferenças. É muito frequente alguma mulher falar, eu tenho lipedema para algum médico, o médico vai corrigir, ah não, você deve estar falando limpedema. E são coisas completamente diferentes, a gente tem que entender isso. Então em primeiro lugar, o limpedema, ele costuma ser assimétrico, ou seja, uma perna vai ser maior do que a outra. Eu vou usar aqui os exemplos de membros inferiores, embora também possa ocorrer em membros superiores. Mas essa asimetria é porque o sistema limfático vai estar doente em uma perna só. O limpedema pode ser primário ou secundário. Então o primário, pessoa nasce com isso, um dano limfático já de inacença, até pode ser bilateral, mas é o menos frequente. O secundário, o secundário é uma infecção, uma erisipela, uma limfangite. Normalmente acontece de um lado só, uma filariose. Isso vai acabar levando a uma asimetria, então uma perna vai crescer mais do que a outra. No lipedema, esse líquido acumulado, ele vai também fazer uma progressão de uma inflamação naquela região. A pele vai ficar mais endurecida, vai ficar esclerótica, vai ter uma dermatofibrose, vai ter uma consistência da pele diferente. Enquanto isso, no lipedema, o lipedema costuma ser simétrico, não perfeitamente simétrico, mas é simétrico, mais do que o lipedema, pelo menos, onde o lado direito vai estar tão acometido quanto o lado esquerdo. É uma situação onde ocorre uma deposição de gordura e não líquido fora do interstício, não líquido fora das células. Muito embora no lipedema, tenha aquela sensação de que você está retendo líquido. É mais uma sensação do que o líquido igual seria do lipedema, por exemplo. A pele do lipedema, ela é mais macia e não necessariamente mais endurecida. No lipedema, ocorre um acometimento dos pés. Então, os pés, quando a gente está falando de membros superior também, é as mãos. Então, há um represamento desse líquido linfático, e se a limpa não consegue retornar para a circulação, acaba represando e represa em todo o membro a partir daquele ponto onde teve obstrução. Então, os pés vão ser acometidos também. Isso fica evidente nos pés quando a gente faz um sinal, que é tentar pegar a pele do dorso do pé. Então, isso no **linfedema** não é possível. No **lipedema** é possível, porque o **lipedema** poupa os pés. Como o problema é a deposição da gordura? E não necessariamente, no início, essa restrição do retorno linfático, os pés são poupados. Agora, no **lipedema** mais avançado, no estágio 4, onde tem o lipo e o linfedema, ocorre também o acometimento dos pés. Agora, uma diferença essencial, quando tem, é fácil identificar. Que é a presença ou não de dor? O **linfedema** não dói. **Linfedema** é completamente indolor. O **linfedema** só vai doer se tiver alguma outra situação associada. Ele pode ter uma linfangite, uma inflamação do linfático, pode ter uma infecção, pode ser uma erisipela, pode ser uma celulite infecciosa. E tudo isso pode acabar desencadeando dor no sistema linfático. Mas o linfedema, por si só, não dói, não tem como doer. Agora, o lipedema, uma das características principais do lipedema, é a dor, que é um sintoma inflamatório do lipedema. A questão é que nem todas as mulheres que têm lipedema estão numa fase dolorosa, ou estão numa fase inflamatória. Então, elas podem ter menos dor, menos sensibilidade ao toque em algumas fases. Agora, se tem dor e tem essa deposição de gordura, esse aumento de membro bilateral está muito mais para um lipedema do que para um linfedema. Agora, uma outra diferença é sobre a depressão na pele. Então, quando a gente aperta a pele contra uma tuberosidade óssea, contra um osso e faz um pouquinho de pressão, a concavidade, e não o fato de ficar branquinho, a concavidade é um marcador de edema. Então, no linfedema, vai haver esse sinal que fica marcado no grau um pouquinho maior. Principalmente nas fases iniciais do linfedema, onde não tem grandes alterações de pele. Porque nas fases mais finais do linfedema, quando já tem aquele endurecimento de pele, esse sinal já não vai ficar tão evidente. Agora, no linfedema, essa marcação da pele, essa depressão da pele quando a gente aperta, ela é muito discreta. Ela pode até ocorrer, mas ela está longe de ser evidente como no lipedema. Além disso, quando faz essa apertadinha, normalmente no linfedema costuma doer. Então, essas são as diferenças principais entre o linfedema e o lipedema. Duas doenças diferentes que podem andar juntas. Gostou desse vídeo? Assine nosso canal, compartilhe com as suas amigas e até o próximo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.