A melatonina, conhecida por regular o sono, também exerce um efeito antioxidante crucial para a saúde vascular. Ela atua protegendo o endotélio, a camada intern
Eu sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e ajudo pessoas com doenças circulatórias a entenderem o seu problema e a melhorarem a sua qualidade de vida. Então hoje a gente vai falar sobre a melatonina, que é esse hormônio incrível e que tem uma função nas artérias do nosso corpo.
Ela inhibe a produção de dopamina no cérebro, de forma que ela acaba estimulando o sono, mantendo o sono. E, dessa forma, ela também controla a pressão, regula o nosso sistema imunológico, e ela também tem muito a ver com o nosso envelhecimento.
É necessário mais estudos científicos. A gente vê muita coisa em invito, em laboratório. E a gente precisa aplicar isso na nossa prática e no nosso dia a dia.
Primeiro lugar, eu queria falar que melatonina é um hormônio, então deve ser prescrito pelo médico. O nosso corpo produz mais ou menos em torno de 0,5 miligramas de melatonina, então eu vejo gente tomando 10 miligramas, 20 miligramas, são doses suprafizológicas muito altas, muitas vezes desnecessárias.
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Você sabia que a melatonina pode te ajudar no sono, mas não só isso, ela tem tudo a ver com a sua saúde vascular, com a saúde da sua circulação? Eu sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e ajudo pessoas com doenças circulatórias a entenderem o seu problema e a melhorarem a sua qualidade de vida. Então hoje a gente vai falar sobre a melatonina, que é esse hormônio incrível e que tem uma função nas artérias do nosso corpo. Então para entender isso a gente tem que começar explicando o que é a disfunção endotelial vascular, ou endotelho, aquela primeira camada de células que eu falo bastante aqui no canal, que ele é responsável por secretar várias substâncias, que são vasodilatadoras ou vasoconstritoras, e estabilizam dinamicamente o nosso fluxo sanguíneo, como liberando o óxido nítrico. E várias doenças estão relacionadas à disfunção desse tecido. Então a hipertensão, a aterosclerose, a diabetes, todas elas estão relacionadas com o problema na secreção do óxido nítrico e na inflamação dessa parede vascular. Dito isso, se essa é uma região assim tão nobre, tão responsável por tantas doenças, é óbvio que tem muita gente, muito laboratório, estudando, buscando novas moléculas que eles possam encapsular e vender como um remédio. Agora também tem gente procurando outras substâncias que podem ser endógenas a nós mesmos, então, por exemplo, a melatonina. Que possam alterar ou melhorar ou ajudar a controlar essa produção de óxido nítrico e função da parede vascular. Agora, a melatonina é o hormônio da moda. Todo mundo fala sobre a melatonina e fala relacionado com o ritmo circadiano ou ciclo circadiano, como queira, que quer dizer a vigília e o sono. A melatonina é produzida pela nossa pineal, que fica aqui mais ou menos nessa região do cérebro. É uma substância que nosso corpo produz, principalmente quando a escuridão, então, durante a noite, ela começa a ser produzida e lá, pelas três horas da manhã, ocorre o pico da secreção da melatonina. Obviamente, a gente secreta mais melatonina quando a gente é mais jovem, quando a gente vai ganhando idade, vai diminuindo a nossa produção natural de melatonina. Ela foi descoberta em 1958 por Lerner, que estava estudando a glândula pineal de bois. A pineal, então, por causa da sua localização, ela é conhecida pelos místicos como o terceiro olho. René Descartes chamava a pineal da morada da alma. Apesar da pineal ser a responsável principal pela produção da melatonina, ela também é produzida em outros tecidos do nosso corpo. Tem até uma teoria de que as mitocôndrias são relacionadas com uma célula anterior, que era não só a produtora, como extremamente sensível a melatonina. Agora, o que é importante aqui é que ela tem um efeito neuroprotetor, mas tem um outro efeito que é um efeito antioxidante. É sobre esse efeito que a gente vai falar bastante. Então, para a melatonina ser produzida, a gente precisa do triptofano, que vai ser convertido em 5-HTP. Esse 5-HTP vai ser convertido em serotonina. Serotonina é extremamente necessária para a gente, para o bem-estar, para o nosso humor. E aí, essa serotonina vai ser convertida em melatonina. Então, esse é o ciclo de produção da melatonina, a gente precisa do triptofano, que pode ser encontrado em vários alimentos, entre eles frango, ovos, queijo, tofu, semente de abóbora, semente de girassol, peixes. Agora, tem outros alimentos que são fontes naturais já direto da melatonina, como as nozes, cerejas, semente de girassol, semente de linhaça, milho, pimentões, aveia e por aí vai. Agora, como que a melatonina funciona? Ela inhibe a produção de dopamina no cérebro, de forma que ela acaba estimulando o sono, mantendo o sono. E, dessa forma, ela também controla a pressão, regula o nosso sistema imunológico, e ela também tem muito a ver com o nosso envelhecimento. Então, aquele endotélio, aquela parede de células que eu tinha mencionado, era visto no passado como uma barreira inerte, uma parede, que era mais como uma membrana, um filtro que deixava passar algumas substâncias ou outras. Hoje em dia, ele é visto mais como um tecido extremamente dinâmico, que produz as suas próprias substâncias, com portões que abrem e fecham para entrar outras substâncias. Então, o endotélio, ele produz prostacyclinas, produz endocanabinoides, produz óxido nítrico, produz fator de crescimento, produz muita substância. Então, é um tecido muito vivo. E a melatonina, ela vai atuar melhorando as nossas proteções antioxidantes. Então, a superóxido dismutase, a catalase, a glutatiana peroxidase, a glutatiana redutase. Todos esses são mecanismos endógenos nossos de tentar limpar o nosso corpo dos radicais livres que danificam as células e que danificam essa parede, esse endotélio vascular. Então, a melatonina protege essas células dessa carga oxidativa e também previne a apoptose. Por causa da deleção mitocondrial, a apoptose seria a morte programada dessas células. E a melatonina ajuda a evitar isso. Agora, como é uma coisa que não é completamente compreendido ainda? É necessário mais estudos científicos. A gente vê muita coisa em invito, em laboratório. E a gente precisa aplicar isso na nossa prática e no nosso dia a dia. A hipertensão arterial, ou seja, a pressão arterial alta, ela está diretamente relacionada com esse dano endotelial. E é um fator de risco importantíssimo para as doenças e complicações cardiovasculares. Todas as substâncias que ajudam no combate, essa inflamação crônica, esse estresse oxidativo, melhoram ou teoricamente poderiam melhorar o controle da pressão arterial. Um exemplo desses é o picanogenol. Tenho vídeo falando sobre isso, mas a melatonina também. E a melatoninha pode agir tanto diretamente na produção do óxido nítrico, ou ela pode agir também no cérebro, diminuindo a produção de substâncias que têm um efeito vasoconstritor. Dessa forma, a melatonina promove um relaxamento da parede arterial ajudando no controle pressórico. Agora, se a melatonina aumenta a produção de óxido nítrico, ou se diminui a degradação desse óxido nítrico, ainda está para ser estudado e para ser entendido, compreendido melhor. Agora, com relação à aterosclerose, a formação daquelas placas de ateroma, a melatonina ajuda a prevenir o acúmulo de LDL oxidado, que seria aquele colesterol ruim, combatendo os radicais livres e protegendo as mitocôndrias. Agora, diabetes causa dano vascular sempre, e a melatonina atenua esses danos na parede vascular. Agora, com relação à lesão de isquemia reperfusão, que é uma coisa muito frequente nos problemas vasculares, é o seguinte, quando tem uma isquemia, ou seja, um bloqueio da chegada de sangue com oxigênio em algum tecido, e aí depois reperfunde, depois o sangue volta a levar oxigênio, ou seja, o tecido não morre, mas ele sofreu, ele sofreu isquemia, por isso chama lesão isquemia reperfusão. Por causa desse sofrimento, ele vai gerar um dano posterior, e a melatonina atenua esse dano, principalmente diminuindo a aglomeração de uma célula de defesa lá, que poderia piorar mais ainda essa lesão. A melatonina também pode diminuir o dano causado pelo fumo. Obviamente, isso não é uma autorização para fumar, mas ela pode diminuir a aglomeração plaquetária, ela pode reduzir a aglomeração dessas células, que poderia causar uma obstrução, principalmente diminuindo uma substância chamada ET1, protegendo, talvez até diminuindo o dano endotelial. Em cada uma dessas condições, a melatonina está se mostrando, principalmente em estudos ainda iniciais, que tem, sim, um efeito vascular importante e de proteção e de melhora. Agora, qual é a dose para tomar a melatonina? Primeiro lugar, eu queria falar que melatonina é um hormônio, então deve ser prescrito pelo médico. O nosso corpo produz mais ou menos em torno de 0,5 miligramas de melatonina, então eu vejo gente tomando 10 miligramas, 20 miligramas, são doses suprafizológicas muito altas, muitas vezes desnecessárias. É possível atingir um efeito benéfico com doses bem menores, doses altas têm mais efeito colateral, pode atrapalhar o sono, até pode ter um efeito contrário, pode trazer uma sonolência no dia seguinte, pode trazer dor de cabeça, então não é um medicamento que pode tomar sem risco nenhum, então deve ser acompanhado pelo seu médico. A melatonina é então bem indicada para pessoas que trabalham à noite, quem dá plantão noturno, a melatonina pode ajudar bastante. No jet lag, quando a gente viaja e tem o problema do fuso horário, aí a dica é, chegou no lugar e vai dormir e toma melatonina antes para ajudar a regularizar esse ritmo circadiano. Os deficientes visuais que têm algum problema com a entrada da luz na retina, pode ajudar a melatonina a regularizar o ciclo. Quanto mais idade, menor a produção endógena de melatonina, então pode ser mais necessário. Agora preciso falar, embora sejam necessários mais estudos, é muito promissor o efeito da melatonina na saúde vascular. E obviamente não esqueça de cuidar do seu sono, porque dormir bem também é importante para sua saúde vascular. Eu tenho vídeo inteiro falando sobre isso com dicas para dormir, para ter um sono restaurador. Gostou do nosso vídeo? Não se esqueça de se inscrever, compartilhar e curtir o nosso vídeo. E fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.