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Vídeo de Saúde

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Assista a este vídeo de saúde do Dr. Alexandre Amato na Amato TV.

Perguntas respondidas neste vídeo

Você já ouviu falar que soja faz mal e que a linhaça mexe demais com seus hormônios ou que o fitoestrogênio é perigoso?

Eu escuto isso com muita frequência aqui no consultório. E o problema é que [música] por causa desses mitos, muitas mulheres acabam evitando alimentos que poderiam sim ajudar nessa fase da vida. Eu sou a Dra.

São indicados para todas as mulheres?

Nesse vídeo eu vou te explicar de forma simples o que são esses compostos, como eles agem no organismo, quais os benefícios realmente tem respaldo científico e principalmente em quais casos é preciso ter cautela.

Mas atenção para isso, hein?

Eles não se transformam. estrogênio dentro do corpo. O que acontece é que eles conseguem se ligar aos receptores hormonais e com isso modular alguns efeitos hormonais de forma mais suave.

Isso realmente funciona?

Para alguns sintomas, sim. Para alguns sintomas existe até comprovação científica. Um dos efeitos mais estudados é na redução dos pogachos e dos suores noturnos.

Então, quanto consumir por dia?

A literatura [música] costuma trabalhar com uma faixa em torno de 30 a 50 mg de fitoestrogênios por dia, dependendo da fonte e do contexto. Na prática, isso pode ser atingido com escolhas simples, como uma colher de sopa de linhaça moída, um copo de leite [música] de soja ou porções regulares de tofu leguminosas e brotos ao longo da semana.

Transcrição completa do vídeo

Você já ouviu falar que soja faz mal e que a linhaça mexe demais com seus hormônios ou que o fitoestrogênio é perigoso? Eu escuto isso com muita frequência aqui no consultório. E o problema é que [música] por causa desses mitos, muitas mulheres acabam evitando alimentos que poderiam sim ajudar nessa fase da vida. Eu sou a Dra. Juliana Amato, ginecologista. E ao longo da minha carreira acompanhei de perto como a queda do estrogênio impacta o corpo da mulher, especialmente no climatério. E é justamente aí que entram os fitoestrogênios. Mas eles realmente ajuda, fazem mal? São indicados para todas as mulheres? Nesse vídeo eu vou te explicar de forma simples o que são esses compostos, como eles agem no organismo, quais os benefícios realmente tem respaldo científico e principalmente em quais casos é preciso ter cautela. Vamos começar pelo começo. Os fitoestrogênios, eles são compostos naturais encontrados em alguns alimentos de origem vegetal. Eles têm uma estrutura parecida com do estrogênio humano. Mas atenção para isso, hein? Eles não se transformam. estrogênio dentro do corpo. O que acontece é que eles conseguem se ligar aos receptores hormonais e com isso modular alguns efeitos hormonais de forma mais suave. Na prática, é como se eles dessem um estímulo leve em alguns contextos, especialmente quando a mulher está com níveis mais baixos de estrogênio, como acontecem no climatério. Então, não estamos falando de algo que substitui o hormônio, estamos falando de compostos que podem atuar como aliados de forma mais sutil. E esse detalhe faz toda a diferença. Os principais fitoestrogêneios estão em três grupos. O primeiro grupo são as isoflavonas mais presentes na soja e nos seus derivados. O segundo são as lignanas encontradas principalmente na linhaça e o terceiro são os colmestanos que aparecem em brotos em algumas leguminosas. Esses compostos têm maior afinidade por um tipo de receptor chamado receptor beta de estrogênio, que está presente em regiões ligadas ao cérebro, aos ossos, aos vasos sanguíneos e ao trato urugital. Traduzindo isso pra vida real, eles podem influenciar funções que costumam ser afetadas nessa fase da mulher. E é aí que o assunto começa a ficar realmente interessante. Os fitoestrogênios, eles podem ajudar a modular processos ligados aos fogacha, ao sono, ao humor e à saúde vascular e também ao metabolismo ósseo. Ou seja, estamos falando justamente de áreas que costumam incomodar muito na fase de climatéria. E tem mais, o efeito deles costuma ser mais suave do que o da terapia de reposição hormonal tradicional. Por isso eles não substituem a terapia hormonal quando ela é indicada, mas podem ser uma estratégia complementar para algumas mulheres, principalmente para quem não pode ou não deseja usar hormônios. Além disso, esses compostos também têm ação antioxidante e anti-inflamatória. Isso ajuda a explicar porque muitas mulheres percebem uma melhora gradual quando esses alimentos passam [música] a fazer parte da rotina com regularidade. Mas agora vem a pergunta que mais importa. Isso realmente funciona? Para alguns sintomas, sim. Para alguns sintomas existe até comprovação científica. Um dos efeitos mais estudados é na redução dos pogachos e dos suores noturnos. Muitas mulheres relatam diminuição da frequência e da intensidade desses episódios quando o consumo ele é regular. E quando o calorão noturno melhora, uma outra coisa tende a melhorar junto o seu sono. A mulher, ele acorda menos durante a noite, descansa melhor e isso costuma refletir em mais disposição no dia seguinte. Outro ponto que chama atenção é humor. Alguns estudos mostram resultados positivos em sintomas como irritabilidade, ansiedade e oscilação emocional, que são queixas muito comuns nessa fase. Na parte [música] cardiovascular, os fitoestrogênios também vêm sendo associados à melhora de alguns marcadores, como colesterol LDL, os triglicérides e processos oxidativos envolvidos na formação de placas de ateroma. E quando falamos de saúde óssea, eles também podem ter um papel interessante. Isso porque ajudam a reduzir a atividade dos osteoclastos, que são as células que participam da reabsorção óssea. Em outras palavras, podem contribuir [música] para desacelerar a perda de massa óssea que acontece com a queda hormonal. Então sim, existe um benefício possível, mas agora vem a parte mais importante desse vídeo. Nem tudo é para todo mundo. Por serem naturais, muitas mulheres acreditam que os fitoestrogênios podem ser usados sem orientação, como se não houvesse contraindicações. [música] E isso é um erro. Existem situações em que o uso exige bastante cautela. Por exemplo, mulheres com histórico de câncer de mama, hormônio dependente, precisam de uma avaliação individualizada. Mulheres que usam tamoxifeno também não devem usar fitoestrogênios por conta própria. Quem faz uso de anticoagulantes também precisa de atenção especial, porque pode haver interação e necessidade de monitorização em altas doses, principalmente em forma de suplemento, também não devem ser usados sem acompanhamento. Natural, gente, não significa inofensivo. E esse é um ponto muito importante. Dependendo da dose, do histórico da paciente, da forma de uso, pode ser necessário avaliar com mais cuidado até possíveis efeitos sobre o endométrio. Então, a mensagem aqui não é use porque é natural. A mensagem é entenda quando isso pode ser benéfico e quando precisa de orientação médica. Agora, a boa notícia é que para muitas mulheres nem é preciso pensar em suplementos caros. Os fitoestrogêneios estão presentes em alimentos simples, acessíveis e que podem fazer parte da sua rotina. A linhaça, por exemplo, é uma das maiores fontes de lignanas. A soja e seus derivados, como tofu, teipe e o missão ricos em isoflavonas. E esses compostos também aparecem em leguminosas, como o feijão, a ervilha, o grão de bico, além de alguns brotos, como alfa. Ou seja, muitas vezes o que faz diferença não é comprar algo caro, [música] é saber montar melhor o prato do seu dia a dia. E aí vem outra dúvida muito comum. Então, quanto consumir por dia? A literatura [música] costuma trabalhar com uma faixa em torno de 30 a 50 mg de fitoestrogênios por dia, dependendo da fonte e do contexto. Na prática, isso pode ser atingido com escolhas simples, como uma colher de sopa de linhaça moída, um copo de leite [música] de soja ou porções regulares de tofu leguminosas e brotos ao longo da semana. E tem um detalhe importante que muita gente ignora. Os resultados tendem a ser melhores quando essa alimentação vem acompanhada de outros pilares, [música] como atividade física regular, um sono adequado e um estilo de vida mais equilibrado. [música] Especialmente na saúde óssea e metabólica, essa combinação faz muita diferença. Agora, tem um ponto que quase ninguém comenta sobre esse assunto. Não basta saber que os fitoestrogênios existem. O impacto real depende do contexto da alimentação como um todo. E alguns alimentos podem ajudar não só nos sintomas do climatério, mas também na flora íntima, no equilíbrio do pH vaginal e até na prevenção de infecções [música] recorrentes. E esse é um tema que preocupa muitas mulheres. Por isso, tem um vídeo aqui no canal mostrando quais [música] alimentos podem ajudar na saúde íntima, como incluir isso na rotina e por isso faz tanta diferença [música] nessa fase de vida. Então, antes de cortar a soja, a linhaça ou outros alimentos por medo, o mais importante é entender o que realmente faz sentido para seu corpo. E se você gostou desse vídeo aqui, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação. Até o próximo vídeo.

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