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Dismorfismo Corporal - A Busca Incansável da Beleza - AmatoCast - Dr. Luiz Henrique Dieckmann

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Dismorfismo Corporal - A Busca Incansável da Beleza - AmatoCast - Dr. Luiz Henrique Dieckmann

O transtorno dismórfico corporal é um transtorno psiquiátrico frequentemente desenvolvido na adolescência, influenciado por fatores genéticos e ambientais. Esta

Perguntas respondidas neste vídeo

Adolescência é um parque de diversões em termos de uma montanha russa de alterações corpóreas, cerebrais, hormonais e, principalmente, o que acontece na adolescência?

A avaliação por pares. Então, na adolescência, a gente deixa de ter muitas vezes os nossos pais, os super-heróis, as pessoas com quem a gente respeita, admira e entende e a gente passa por uma fase durante a adolescência, muitas vezes, de negação daquele conselho da pessoa que está lá te orientando, etc.

Será que é o procedimento?

Então, este conjunto de fatores, Letícia, faz com que a adolescência, que é uma época que a gente começa a procurar, às vezes, parsexual, a gente começa a ter um interesse pelo sexo. Então, assim, tudo isso, às vezes, é o primeiro contato maior com o corpo.

Transcrição completa do vídeo

Até pesquisando sobre esse tema, eu vi que é mais onde acontece, acontece principalmente na adolescência, que é desenvolvido aí o desmorfismo corporal e pode ser influenciado por fatores genéticos ou ambientais. Então, essa questão da adolescência, tem algum motivo de justamente quando a pessoa já está se desenvolvendo ali, definindo quem ela vai ser de verdade, por isso que é desenvolvido principalmente na adolescência ou tem algum outro motivo relacionado às redes sociais? Pergunta ótima. Adolescência é um parque de diversões em termos de uma montanha russa de alterações corpóreas, cerebrais, hormonais e, principalmente, o que acontece na adolescência? A avaliação por pares.

Então, na adolescência, a gente deixa de ter muitas vezes os nossos pais, os super-heróis, as pessoas com quem a gente respeita, admira e entende e a gente passa por uma fase durante a adolescência, muitas vezes, de negação daquele conselho da pessoa que está lá te orientando, etc. Você passa a querer ser parte de um grupo, parte do peer, que é avaliado por pares. Então, tem a pressão da sociedade, tem a pressão dos colegas, com quem você anda, o que eles fizeram, como eles te avaliam, se a pessoa foi ou não vítima de bullying, que isso acaba com o cérebro de uma pessoa, isso tem mudanças hoje de estudos, até de mudanças morfológicas em algumas regiões do cérebro.

Então, pensa tudo isso. Uma menina que ela fez a menarca, a primeira menstruação, então ela começa mês a mês ter oscilação de estrógeo e progesterona. Na TPM, meninas têm alterações, o estrógeo normalmente está baixando, então tem mais tristeza, mais ansiedade, mais isso, mais aquilo.

Ela já tem uma tendência genética, muitas vezes, a um quadro de depressão, oscila, e aí ela está fora do padrão estético, e aí as amigas dela estão dentro daquele padrão estético, e aí os meninos, muitas vezes, começam a fazer bullying com ela. Ela tinha um antecedente genético, às vezes, de depressão, ela tem a oscilação hormonal, ela tem a avaliação dos pares, ela tem um trauma externo, que é o bullying, e aí ela vai ver, às vezes, num procedimento bizarro, que acabou de aparecer na internet, XYZ, não recomendado por ninguém, a possibilidade de resolver, na cabeça dela, do mundo mágico, aquele problema, mas não é assim. Então, a desmorfia, sim, é um transtorno psiquiátrico, que pode, normalmente é, acompanhado de comorbidades, são outras doenças que vêm junto, transtorno de ansiedade, transtorno de humor, transtornos depressivos, uso de substâncias, então, muitas vezes, álcool, outras drogas, e aí a gente tem que ver esse contexto todo para poder propor um tratamento, que pode ser, nos quadros mais leves, só psicoterapia, nos quadros moderados, graves, psioterapia, qualquer outro problema psiquiátrico, e, às vezes, a gente vai até indicar, em algumas situações, cirurgia, porque é alguma coisa pontual, dentro de uma realidade, que vai dar um salto de qualidade de vida para aquela pessoa, mas isso tudo é combinado, é uma equipe junto com a família.

Adolescente não escolhe nada sozinho. Então, assim, ah, mas eu quero, eu quero, não, peraí, mas tem um responsável legal por você, não é assim, eu quero, por quê? Porque o Fernando vai fazer uma cirurgia numa menina de 12 anos, que vai ter uma série de mudanças corporais depois no seio, bom, peraí, será que está na época certa? Será que é o procedimento? Então, este conjunto de fatores, Letícia, faz com que a adolescência, que é uma época que a gente começa a procurar, às vezes, parsexual, a gente começa a ter um interesse pelo sexo. Então, assim, tudo isso, às vezes, é o primeiro contato maior com o corpo.

Então, tudo isso pode ser uma fase deliciosa, muito legal, muito bacana, rica e cheia de experiência, mas pode virar um inferno na Terra.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.