A coceira vulvar intensa é um sintoma comum que frequentemente é atribuído à candidíase. Esta infecção fúngica, caracterizada por corrimento branco espesso e as
Bom, dificilmente uma mulher não tem coceira em alguma época da sua vida e essa pode estar associado a vários problemas. Hoje eu quero comentar sobre dois problemas que têm o mesmo sintoma e que se fizer o diagnóstico errado, o tratamento não vai dar certo.
Ela é uma infecção fúngica que ocorre na região da vagina. A candida, ela é um fungo que existe normalmente na vagina de toda mulher, faz parte da microbiota normal vaginal.
A gente tem porque por algum motivo esse pH vaginal muda, a candida ela aumenta sua população na região vaginal e ela em desequilíbrio causa candidíase. Está associado com uma coceira bem intensa nessa região, uma ardência intensa e muitas vezes associada a um corrimento branco que parece leite coalhado.
É um prato cheio para os fungos proliferarem e piorarem a infecção nessa área. Além disso, mulheres diabéticas elas também têm em sua urina uma quantidade maior de glicose. Então elas também têm mais propensão a ter a candidíase.
A causa mais comum de candidíase é alimentar e também por maus hábitos em sua vida. Ou seja, às vezes vai na academia, faz um exercício físico sua e sai com aquela roupa de academia molhada. Isso não é legal porque mantém a umidade na região vaginal e isso também faz com que a candida aumente.
Olá, hoje nós vamos conversar um pouquinho de um sintoma que a maioria das mulheres tem, pelo menos várias vezes ao ano, que é a coceira na região da vulva. Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista do Instituto Amato e vamos conversar sobre esse assunto hoje, ok? Bom, dificilmente uma mulher não tem coceira em alguma época da sua vida e essa pode estar associado a vários problemas. Hoje eu quero comentar sobre dois problemas que têm o mesmo sintoma e que se fizer o diagnóstico errado, o tratamento não vai dar certo.
A maioria das mulheres quando pensa em coceira, já pensa em candidíase. E a candidíase o que é? Ela é uma infecção fúngica que ocorre na região da vagina. A candida, ela é um fungo que existe normalmente na vagina de toda mulher, faz parte da microbiota normal vaginal.
E por que a gente tem então essa candidíase? A gente tem porque por algum motivo esse pH vaginal muda, a candida ela aumenta sua população na região vaginal e ela em desequilíbrio causa candidíase. Está associado com uma coceira bem intensa nessa região, uma ardência intensa e muitas vezes associada a um corrimento branco que parece leite coalhado. Então parece nata.
Às vezes você olha na calcinha você vê que parece que tem grumos mesmo. Então essa é a candidíase. E a candidíase a gente sabe que o tratamento é antifúngico.
Normalmente a gente usa creme vaginal com fungicida e a mulher tem que mudar os hábitos dela. Por quê? Porque a candidíase ela pode estar associada com uma alimentação ruim. Então quando você tem hábitos ruins de alimentação, ou seja, quando você come muito carboidrato, o carboidrato no nosso organismo ele é metabolizado em glicose, em açúcar.
E que fumo que não gosta de açúcar? É um prato cheio para os fungos proliferarem e piorarem a infecção nessa área. Além disso, mulheres diabéticas elas também têm em sua urina uma quantidade maior de glicose. Então elas também têm mais propensão a ter a candidíase.
Além de mulheres menopausadas também pelo ressecamento e atrofia vulvo-vaginal. E nas mulheres mais jovens? A causa mais comum de candidíase é alimentar e também por maus hábitos em sua vida. Ou seja, às vezes vai na academia, faz um exercício físico sua e sai com aquela roupa de academia molhada.
Isso não é legal porque mantém a umidade na região vaginal e isso também faz com que a candida aumente. A mesma coisa quando a gente vai para a praia e fica com aquele biquíni molhado por muitas horas. Ou na piscina também, que a umidade nessa região ela faz proliferar a candida.
Então muito cuidado. Tá nessa situação? Está na academia, acabou de fazer atividade física, mas tem várias coisas para resolver. Vai num shopping, vai num banco, troca de roupa, toma um banho, põe uma roupa seca, que você vai ver que vai diminuir a incidência desse problema.
E mesmo na praia, se você tiver a possibilidade de sair da água e tomar um sol, esperar esse maiô secar e não ficar entrando várias vezes na água e deixar ele por muito tempo úmido, ajuda bastante. Agora eu vou falar de uma outra doença que muitas mulheres provavelmente não conhecem, que é o líquen escleroso. O líquen escleroso é de difícil diagnóstico, porque nem todos os médicos estão aptos para fazer esse diagnóstico ou por desconhecimento da doença ou porque o aspecto da vulva não está tão específico para essa doença na hora do exame vaginal.
Ou seja, na hora da consulta, não tem as lesões características da doença e tem só a coceira. Então, às vezes, leva um erro diagnóstico, é tratado como candidíase e, na verdade, tem um alívio dos sintomas na hora, porém, dois, três dias, a coceira volta. Então, o que é o líquen escleroso? Ele é uma doença dermatológica que afeta a pele e a epiderme.
Normalmente, ela acomete meninas antes da puberdade, antes da primeira menstruação e mulheres após a menopausa. Porém, em mulheres fora dessa faixa etária, ela também pode ocorrer, mas em menor incidência. É uma doença crônica e benigna.
Alguns estudos mostram que o líquen escleroso pode estar associado à doença autoimune. Então, quando você faz o diagnóstico correto e você for procurar outras doenças nessa mulher, às vezes, ela está associada com uma alopecia androgenética, uma síndrome de Jogren e é aí que a gente precisa ficar mais atento. O líquen escleroso, ele tem dois tipos, o líquen escleroso atrófico e o líquen escleroso plano.
Mas o que é? Como que eu sei que eu tenho isso? Então, vamos lá! O primeiro sintoma e o mais evidente, realmente, é a coceira. É uma coceira bem intensa e, muitas vezes, a mulher não consegue ter relação sexual porque, na hora da penetração, dói bastante. Então, além de coçar, ela tem uma dor nesse local.
Muitas vezes, ela está associada com lesões esbranquiçadas na pele da vulva. A vulva, ela fica mais ressecada, fica com essas lesões mais nacaradas, esbranquiçadas, como se fosse um pedaço de pele bem seca mesmo e, às vezes, pode ser até de escamativo. E isso dói muito, afetando a vida dela social, a vida sexual, porque, às vezes, coloca uma roupa, a roupa está apertada, ela sente mais dor e, quando eu falo que ela tem um componente autoimune, isso quer dizer que as células do nosso organismo, elas reconhecem as células dessa região de vulva como uma célula estranha e começam a produzir anticorpos contra essa pele.
Por isso que dá esses sintomas. Além disso, sabe-se que, também, o líquen escleroso, ele pode ter um componente genético. Então, se você for procurar na família alguém que tenha o mesmo sintoma, uma avó, uma mãe ou uma tia, isso também dá um indício para a gente fazer um diagnóstico correto.
E essa doença tem tratamento? Sim, ela tem tratamento e é um tratamento que deve ser realizado a longo prazo. Então, primeiro, o mais importante é um diagnóstico bem realizado. Quando é realizado um diagnóstico bem feito, o tratamento, ele inicia com medicações à base de corticoide.
Muitas vezes, são cremes de corticoide na região e ele é a longo prazo, como eu disse. Então, vai ser por muitos meses. Muitas mulheres, elas desistem do tratamento, porque elas sentem uma melhora e, logo, param de usar a medicação.
Porém, não é indicado parar esse tipo de tratamento, porque vai piorar, vai voltar e você vai ter que reiniciar o tratamento. Além desses corticoides tópicos que se usam, dependendo dos sintomas das mulheres, são utilizadas também algumas outras medicações que têm um efeito nessa região. São medicações de uso neurológico, mas que a gente sabe que ajudam a melhorar a dor nessa região.
Hoje em dia, a gente tem muitas tecnologias que podem estar associadas ao tratamento também. Então, o uso de lasers, o uso de radiofrequência fracionada, traz um resultado muito bom e com melhora da qualidade de vida para essas mulheres. Então, se você sente coceira e essa coceira é crônica e você acha que o seu tratamento não está sendo adequado porque o sintoma não passa, procure o seu ginecologista, converse com ele, porque pode ser um líquen escleroso.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.