💬 Canal WhatsApp

Dr. Rahal e Seu Trabalho Relacionado às Doenças da Tireoide

Mais sobre este vídeo

Dr. Rahal e Seu Trabalho Relacionado às Doenças da Tireoide

O Dr. Antônio Raal, radiologista intervencionista, explica sua trajetória e especialização em doenças da tireoide, iniciada ainda na graduação em medicina ao ac

Perguntas respondidas neste vídeo

Ah, a ressonância seguramente é melhor, porque é o equipamento mais caro, boa tomografia, né, então o ultrassom seria menos, então na verdade o que eu sempre falo é que todos os aparelhos, todos os equipamentos, todas as técnicas são eficazes, são ótimas, porém quando aplicadas a um órgão específico, então por exemplo, para avaliar o sistema nervoso central, né, sem dúvida a tomografia e a ressonância são os campeões, né, o ultrassom também é feito?

Sim, em situações específicas, mas a tomografia e a ressonância são os melhores exames.

Então, porque a tomografia e a ressonância, quem realiza efetivamente o exame, não é o médico, quem realiza é o biomédico, né, porque para aquelas, quem já fez esse exame de tomografia e ressonância sabe que nós temos aqueles equipamentos enormes, né, e tem toda uma plataforma digital, então operar aqueles equipamentos exige uma formação específica, né, então são os biomédicos, tem uma formação específica para isso, então nós temos protocolos padrão para os exames, então se você for fazer uma ressonância magnética, eu, né, quem está nos assistindo, tem um protocolo, então primeiro faz uma sequência assim, depois faz uma sequência assim, no caso da ressonância, né, na tomografia faz uma fase sem contraste, depois pode ser que faça uma fase com contraste, mas a imagem, ela está lá, a imagem foi obtida pelo aparelho, o aparelho é que faz a imagem, né, e aí, onde entra o médico radiologista no caso da tomografia e da ressonância?

No laudo, na interpretação das imagens que lá estão, que o equipamento obteve controlado pelo biomédico, então isso é um ponto importante. No caso do ultrassom, quem, obviamente, a gente consegue a imagem através do aparelho, né, a gente passa o transdutor, mas quem movimenta esse transdutor, quem coloca esse transdutor onde tem que ser colocado, né, quem ajusta os parâmetros do equipamento é o radiologista, no caso, o ultrassonografista, né, então daí a gente fala que é operador dependente, porque quem produz as imagens sou eu, no caso, que estou fazendo o exame, né, então eu preciso saber o que estou procurando e eu preciso saber interpretar o que eu estou vendo, então é tudo junto, é o próprio profissional que faz tudo e é o próprio profissional que vai dar o seu laudo também, né, então é totalmente diferente o ultrassom da tomografia e da ressonância magnética.

Aquelas imagens que a gente recebe no laudo é só para documentar o exame?

E aí se o paciente necessitar de uma segunda opinião com relação àquele ultrassom, não vai adiantar levar aquelas imagens, o médico vai precisar repetir o ultrassom. Exatamente. Então é como se você tivesse, me corrija se eu estiver errado, se você estivesse lá afinando um violino.

Sigam-nos nas nossas mídias, tanto a minha quanto a do Erivelto, quanto a da Clínica Papiônios, quanto as outras que nós participamos, né?

E enfim, estejam aqui conosco para os próximos vídeos.

Nós vamos sempre procurar trazer vídeos explicativos, né?

Com foco no paciente.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Erivelto Volpe e sou cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em doenças da tireoide e da paratireoide. Olá, meu nome é Antônio Raal, sou médico, radiologista e intervencionista com foco no diagnóstico e no tratamento minimamente invasivo das doenças da tireoide. Muito bem, Antônio, hoje nós estamos aqui, eu vou te fazer algumas perguntas justamente sobre isso.

Você, como um radiologista intervencionista focado no diagnóstico das doenças da tireoide e da paratireoide, eu queria saber por que que você se voltou para o tratamento das doenças da tireoide e da paratireoide. Então, olha, Erivelto, essa pergunta que você me fez até me emociona, digamos assim, porque a minha história com as doenças da glândula tireoide remonta lá atrás, quando eu estava ainda no começo da faculdade de medicina da USP e eu tive a oportunidade, eu fui convidado a integrar a equipe de cirurgia da doutora Angelita Gama, um nome internacional aí de cirurgia coloproctológica, conhecida de todos, doutor Joaquim Gama, entre outros colegas cirurgiões digestivos, e nessa equipe também atuava o professor doutor Anói Castro Cordeiro, que foi um dos pioneiros em cirurgia, um grande nome da cirurgia de cabeça e pescoço, um professor muito técnico, muito querido, com grande conhecimento, e eu entrava, acompanhava as cirurgias como instrumentador, eu era instrumentador, eu tinha curso de instrumentação cirúrgica, e eu acompanhei ao longo de quatro anos mais de 100 cirurgias de tireoidectomias, mas como aluno, como aluno em desenvolvimento, passando pelo segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto ano da faculdade, então era uma atividade paralela em que eu os auxiliava nesse procedimento, e o que no começo era ruim, eu não gostava muito, achava uma cirurgia meio esquisita, não conhecia nada, anatomia cervical, uma anatomia muito detalhada, muito rica, você sabe muito bem disso, então imagine isso para aluno no começo de faculdade, então isso acabou se transformando em interesse e realmente num certo amor pelas doenças da tireoide, e mal sabia eu, depois eu fui para a radiologia, e na radiologia, como eu já tinha essa noção muito detalhada, muito maior que os outros alunos que não tinham participado desse tipo de cirurgia, tantas cirurgias, eu acabei gostando muito da imagem radiológica em tireoide, que basicamente, o forte obviamente tem a tomografia, a exonância, mas a ultrassonografia é realmente o exame de escolha na avaliação das doenças da tireoide, eu comecei a gostar e me dedicar muito a essa área já na residência de radiologia, daí a coisa foi evoluindo, me formei na imagem, fiz a minha especialização no Instituto do Câncer em Radiologia Intervencionista, e aí a coisa se estreitou mais ainda, então aí eu comecei a ver o desenvolvimento da imagem, onde havia possibilidade de melhorar a ultrassonografia de imagem, então aí foi que acabei conduzindo, participando do primeiro T-Rads brasileiro, que a gente vai, seguramente vai perguntar mais sobre isso, que é um sistema de classificação de novos tireoideanos, e depois nas terapias minimamente invasivas, terapias ablativas, então minha história remonta lá do começo da faculdade, com o professor Anói Cordeiro, e passando, como a coisa me conduziu para isso, e hoje eu faço aquilo que eu realmente gosto, mais gosto. É, então é interessante, né, porque você disse algumas coisas que são importantes, né, primeiro que a anatomia do pescoço é uma anatomia muito especial, muito delicada, muito específica, e evidentemente cada profissional gosta de puxar a sardinha para o seu lado, e nós vamos puxar a sardinha aqui para a anatomia da região do pescoço, mas é muito importante.

Outra coisa muito interessante também, que muitas vezes as pessoas não sabem, que o principal instrumento de diagnóstico para as alterações da glândula tireoide não é nem a tomografia, nem a ressonância. O que eu costumo dizer é que esses exames são, até de uma certa maneira, miops para enxergar a tireoide, e o exame que dá mais detalhe, que traz mais informação, o exame que é mais importante para você identificar as alterações da tireoide, é o exame de ultrassom, não é isso? Exatamente, né, então sempre me perguntam isso, né, como eu sou radiologista de formação, eu faço também exame de outros órgãos, embora 90% da minha atividade seja em tireoide, mas muitas vezes me perguntam qual é o melhor exame, a melhor ferramenta diagnóstica em radiologia? Ah, a ressonância seguramente é melhor, porque é o equipamento mais caro, boa tomografia, né, então o ultrassom seria menos, então na verdade o que eu sempre falo é que todos os aparelhos, todos os equipamentos, todas as técnicas são eficazes, são ótimas, porém quando aplicadas a um órgão específico, então por exemplo, para avaliar o sistema nervoso central, né, sem dúvida a tomografia e a ressonância são os campeões, né, o ultrassom também é feito? Sim, em situações específicas, mas a tomografia e a ressonância são os melhores exames. Na avaliação, no que tange a avaliação do pescoço e particularmente da glândula tireoide, a ultrassomografia é o exame de escolha, sem sombra de dúvidas, então tem uma riqueza técnica de uma qualidade de imagem muito boa, enfim, não tem uso de radiação, a gente sabe que a glândula tireoide é sensível à radiação, a tomografia tem radiação, raio-x tem radiação, né, e é um exame de rápida realização, né, obviamente a gente perde um pouquinho mais de tempo, porque a gente faz um exame muito detalhado, mas é um exame de rápida realização, pode ser repetido, né, e nós temos hoje até o contraste de microbolhas, que nós usamos em situações específicas, que comparado com os exames de tomografia e de ressonância, os contrastes desses equipamentos é um contraste que virtualmente, nas publicações internacionais, virtualmente não tem complicações, quer dizer, não afeta a função renal, enfim, praticamente não há casos de reação alérgica, raríssimos no mundo, né, então um exame muito seguro, um exame muito detalhado, muito técnico, e agora, lógico, é um exame operador dependente, né, é por isso que eu gosto tanto, né, porque a gente faz as imagens, a gente sabe o que está procurando, né, e quem sabe o que está procurando, procura melhor, né, Edifão? E acha, né? E acha, exatamente.

Exato, e o que que é, por que que a tomografia e a ressonância não são exames operador dependentes, diferente do ultrassom? Então, porque a tomografia e a ressonância, quem realiza efetivamente o exame, não é o médico, quem realiza é o biomédico, né, porque para aquelas, quem já fez esse exame de tomografia e ressonância sabe que nós temos aqueles equipamentos enormes, né, e tem toda uma plataforma digital, então operar aqueles equipamentos exige uma formação específica, né, então são os biomédicos, tem uma formação específica para isso, então nós temos protocolos padrão para os exames, então se você for fazer uma ressonância magnética, eu, né, quem está nos assistindo, tem um protocolo, então primeiro faz uma sequência assim, depois faz uma sequência assim, no caso da ressonância, né, na tomografia faz uma fase sem contraste, depois pode ser que faça uma fase com contraste, mas a imagem, ela está lá, a imagem foi obtida pelo aparelho, o aparelho é que faz a imagem, né, e aí, onde entra o médico radiologista no caso da tomografia e da ressonância? No laudo, na interpretação das imagens que lá estão, que o equipamento obteve controlado pelo biomédico, então isso é um ponto importante. No caso do ultrassom, quem, obviamente, a gente consegue a imagem através do aparelho, né, a gente passa o transdutor, mas quem movimenta esse transdutor, quem coloca esse transdutor onde tem que ser colocado, né, quem ajusta os parâmetros do equipamento é o radiologista, no caso, o ultrassonografista, né, então daí a gente fala que é operador dependente, porque quem produz as imagens sou eu, no caso, que estou fazendo o exame, né, então eu preciso saber o que estou procurando e eu preciso saber interpretar o que eu estou vendo, então é tudo junto, é o próprio profissional que faz tudo e é o próprio profissional que vai dar o seu laudo também, né, então é totalmente diferente o ultrassom da tomografia e da ressonância magnética. Então veja se eu entendi, então quando você faz uma ressonância ou uma tomografia, o exame está lá? Está lá.

Então você pode ver esse exame daqui uma semana, daqui um mês, daqui um ano, o exame vai estar lá? Exatamente. Então você pode até ter uma divergência de diagnóstico, mas vai ser sempre o mesmo exame? Exatamente. Quando você faz ultrassom, o diagnóstico é dado no momento que você está fazendo o exame? Exatamente.

Aquelas imagens que a gente recebe no laudo é só para documentar o exame? E aí se o paciente necessitar de uma segunda opinião com relação àquele ultrassom, não vai adiantar levar aquelas imagens, o médico vai precisar repetir o ultrassom. Exatamente. Então é como se você tivesse, me corrija se eu estiver errado, se você estivesse lá afinando um violino.

Exatamente. É isso, então você vai fazer lá como você explicou os parâmetros, é o que nós chamamos lá os setups do aparelho, a profundidade. É um ajuste fino.

Exato. Então ali é na hora do exame que você faz o diagnóstico. Então por exemplo, então para passar aqui para quem está nos acompanhando, então vamos supor, eu vou fazer um ultrassom de tireoide em alguém que tem um nódulo muito pequenininho, posterior, ali um nódulo tênue, estou fazendo o exame, faço muito ultrassom de tireoide, localizei esse nódulo, falo opa, esse nódulo que eu localizei eu vou medir, deixa eu dar um zoom, tentar ver melhor esse nódulo, caracterizar a parte de doppler, caracterizar a elastografia, ver a relação com os órgãos adjacentes, acho interessante, gostei, vou documentar na imagem, porque eu vi o nódulo e eu quero documentar na imagem.

Pode ser que, de repente, esse paciente passe por algum outro colega que, por ventura, acabe não vendo esse nódulo. Se ele não viu o nódulo, ele não vai documentar o nódulo na imagem. Então a imagem que um profissional produziu é diferente da imagem de outro profissional, porque um documentou algo que viu, o outro documentou algo que não viu.

Isso não ocorre com a ressonância magnética. Uma vez que você fez o exame de ressonância magnética, a imagem está lá. Se quem foi laudar viu ou não viu, aí é provavelmente quem foi laudar, mas a imagem está lá.

Então, se você for pegar peritos para olhar o exame, todos eles vão dizer que o nódulo está lá. Agora, quem produz as imagens do ultrassom é quem faz a imagem. Por isso que é operador dependente.

Por isso que não adianta você dar um Stradivarius, que é um violino top para qualquer um, que não é todo mundo que vai conseguir tirar o mesmo som. Exatamente. Não é isso? Exatamente.

Muito bom, muito bom, Antônio. Foi muito interessante essa sua colocação, essa sua explicação. E a gente precisa aqui encerrar.

Exatamente. E convidar aqui os nossos ouvintes para entrar no nosso site da Clínica Papiônios, acompanhar aí nas nossas mídias sociais. Exatamente.

Então, vamos colocar aqui, né? Então, inscrevam-se aqui no nosso canal, vai aparecer aqui, né? Sigam-nos nas nossas mídias, tanto a minha quanto a do Erivelto, quanto a da Clínica Papiônios, quanto as outras que nós participamos, né? E enfim, estejam aqui conosco para os próximos vídeos. Nós vamos sempre procurar trazer vídeos explicativos, né? Com foco no paciente. Os nossos vídeos são para vocês, para vocês tirarem suas dúvidas e para vocês compreenderem melhor a seara diagnóstica e terapêutica no campo das doenças da tireoide, não é verdade? É isso aí.

Um grande abraço e até a próxima. Um abraço, até a próxima.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.