O Dr. Alexandre Amato aborda a delicada questão de como abordar alguém que pode ter lipedema, uma condição prevalente. O tema central é a importância do context
Bom, aí a gente tem que entender, você conhece essa pessoa, não conhece, conhece mas é uma pessoa distante.
Então se você conhece a pessoa, você pode contar sua história, contar sua experiência. Quem sabe ela não se identifica na sua história e pode perguntar um pouquinho mais e aí abre a possibilidade para uma conversa mais aprofundada.
Que negócio, abordar na rua e falar: olha, está aqui, eu acho que você tem lipedema, as pessoas não vão aceitar isso de uma forma tranquila.
Você pode esquecer um vídeo aberto do YouTube em um computador próximo. Você pode esquecer um papel impresso falando sobre o lipedema na mesa da pessoa. Ou você pode esquecer um site aberto se vocês compartilharem computador de alguma forma.
Como ajudar o seu médico que não sabe sobre o lipedema. Então tome muito cuidado, em primeiro lugar não briga com o seu médico porque o lipedema ele não é. Não foi ensinado no currículo básico normal de medicina, simplesmente porque era considerado uma doença com uma frequência mais baixa.
Se você já descobriu o lipedema, você vai encontrar as pessoas na rua, vai ficar com vontade de pará-las e começar a falar sobre o lipedema. Eu sou Dr. Alexandre Amato. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato e hoje vou falar como ajudar alguém que você acha que pode ter lipedema, o que você pode fazer para essa pessoa. Veja, essa situação de encontrar alguém na rua, achar que tem lipedema e querer parar e falar alguma coisa é extremamente comum. Imagine comigo andando na praia, eu vejo um monte de gente que eu tenho vontade de parar e falar alguma coisa. Mas a gente tem que entender o contexto, tem que entender como isso acontece, quando que pode ajudar e quando que pode atrapalhar para a gente acabar ajudando as pessoas e não acabar criando uma situação incômoda. Então veja, é uma doença altamente prevalente, então com 11% das mulheres tendo a possibilidade de ter lipedema, a chance de vocês barrar com alguém na rua ou encontrar alguém que possa ter é realmente enorme. E se você para as pessoas para começar a falar sempre, você vai entender que nem todo mundo está buscando informação sobre isso. Por quê? Porque o lipedema é uma doença cíclica, tem fases de piora e melhora de sintomas. Muitas vezes as pessoas podem até ter lipedema e não estão ativamente naquele momento buscando ajuda sobre aquele assunto. Se alguém para e começa a falar sobre isso, pode aparecer uma invasão de privacidade. Então a gente tem que entender aonde que a gente está, quem é essa pessoa, se ela está ou não buscando informação e o que a gente pode não passar sobre isso, eu vou falar sobre esse aspecto agora. Então se a pessoa está ativamente buscando ajuda, ela está falando sobre o assunto, ela está perguntando. Essa é a melhor situação porque a pessoa já percebeu que tem um problema e ela está querendo ajuda. Então você pode oferecer toda a informação que você tiver, você pode falar sua experiência, pode falar quem você conhece, o que você indica. Mas tem que deixar bem claro a bioindividualidade, tem que entender que o que funciona para uma pessoa não funciona para outra pessoa. Você pode passar sua experiência e sempre com uma ressalva: olha, isso é o que deu certo para mim, eu estou bem dessa forma. Sugiro fazer um diagnóstico preciso com um médico especializado, sugiro um acompanhamento especializado. Se quiser tentar o que eu tentei, fique à vontade, mas nunca coloque a sua verdade como verdade para todo mundo. Então tem que deixar isso aberto para a pessoa entender que existem várias maneiras de abordar o problema e talvez para ela seja um pouquinho diferente do que foi para você. Incentive o diagnóstico correto, incentive o exercício físico, incentive a dieta, incentive o autoconhecimento, tudo isso é muito bom. A pessoa está buscando ajuda, compartilhe o nosso canal, pega o link ali embaixo, envia para ela, isso com certeza vai ajudar. Eu tenho vários vídeos sobre lipedema, com certeza vai abrir a mente das pessoas sobre o assunto. E se a pessoa não perguntou, se a pessoa não perguntou ela pode ou não estar procurando a informação ou ela não está falando com você. Ela pode até estar querendo saber, mas não está falando com você sobre isso. E aí, o que a gente pode fazer? Bom, aí a gente tem que entender, você conhece essa pessoa, não conhece, conhece mas é uma pessoa distante. Então quais são as estratégias que a gente pode usar para não ser muito invasivo e acabar não colocando alguma coisa que vai atrapalhar na vida da pessoa? Então se você conhece a pessoa, você pode contar sua história, contar sua experiência. Quem sabe ela não se identifica na sua história e pode perguntar um pouquinho mais e aí abre a possibilidade para uma conversa mais aprofundada. Agora se você não conhece a pessoa, aí fica um pouquinho mais difícil, né? Que negócio, abordar na rua e falar: olha, está aqui, eu acho que você tem lipedema, as pessoas não vão aceitar isso de uma forma tranquila. A gente tem que ser mais discreto, então depende muito do contexto em que a pessoa está, né? Se está no serviço, no trabalho, alguém que você conhece um pouquinho ou é distante, né? Você pode esquecer um vídeo aberto do YouTube em um computador próximo. Você pode esquecer um papel impresso falando sobre o lipedema na mesa da pessoa. Ou você pode esquecer um site aberto se vocês compartilharem computador de alguma forma. Ou pode, se você conhece uma pessoa um pouquinho mais distante, está lá em alguma mídia social sua. Você pode fazer uma postagem, poste na sua mídia social sobre o lipedema, fala alguma coisa, sua experiência. Coloque-se a disposição para falar sobre o assunto, às vezes você abre a mente de uma pessoa. Eu tenho aqui no consultório um monte de paciente que leu pela primeira vez, ou ouviu pela primeira vez sobre o lipedema. Nas mídias sociais, viu alguma coisa lá e aí começou a estudar o assunto e isso abriu um leque de oportunidades. Agora isso aqui é muito mais delicado, né? Como ajudar o seu médico que não sabe sobre o lipedema. Então tome muito cuidado, em primeiro lugar não briga com o seu médico porque o lipedema ele não é. Não foi ensinado no currículo básico normal de medicina, simplesmente porque era considerado uma doença com uma frequência mais baixa. Então quando se percebeu que a frequência era muito mais alta e eu pelo menos do aula de lipedema para os meus alunos lá na Uniza. Tenho certeza que em outras faculdades ainda não é falado, então não adianta sair brigando, você vai querer ter pessoas do seu lado. Então eu sugiro levar informação e a informação para o médico é um pouquinho diferente da informação para o lego, para o paciente. Então para convencer o médico você vai ter que levar algum trabalho científico, vai ter que mostrar evidências disso. Então eu vou deixar aqui alguns links e alguns artigos muito sérios sobre o lipedema e você pode compartilhar com o seu médico se você quiser. E obviamente você também pode direcionar para o site da Associação Brasileira de Lipedema, que é o www.lipedema.org.br. Que é uma associação sem fins lucrativos que visa divulgar tanto paralegos quanto para médicos a informações criteriosas sobre o lipedema. E agora o que você pode fazer para a comunidade do lipedema? Então você pode primeiro participar das comunidades, então tem grupo no Facebook, vou colocar um link aqui embaixo do grupo também. Você pode participar de pesquisas científicas, isso é muito bom. A Associação Brasileira de Lipedema tem um cadastro para você se colocar a disposição para quem quiser fazer pesquisa sobre o assunto. E você pode compartilhar suas experiências tanto nesses grupos quanto nas mídias sociais, ajudando a divulgar essa informação. Veja, muito do lipedema melhora com hábitos de vida saudáveis, então você incentivar outras pessoas a terem hábitos de vida saudável só vai ajudar, só vai ajudar. Então compartilhe suas experiências, isso é ótimo. Agora tome muito cuidado para não abordar uma pessoa que até pode ter lipedema, mas que não está preparada para receber essa informação. Então alguém que não está pensando nesse assunto ou que já teve muitos problemas emocionais por causa disso e acabou escondendo todo esse problema lá bem no fundo do cérebro, às vezes você vai cutucar uma ferida que não está preparado para ser cutucada ainda. Então se a pessoa não está buscando essa informação e se ela não está preparada para isso, talvez entrar nesse assunto de forma muito direta pode acabar machucando. Tem que ser de uma forma mais indireta, se colocando a disposição, deixando a informação mais facilmente disponível. Gostou do nosso vídeo? Compartilhe com as suas amigas, principalmente com aquela que você acha que pode ter um lipedema e precisa de uma cutucadinha bem discreta, assine o nosso canal e até o próximo
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.