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Cuidando do Metabolismo: Diagnóstico Precoce para Evitar Complicações | Ep. 52

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Cuidando do Metabolismo: Diagnóstico Precoce para Evitar Complicações | Ep. 52

A síndrome metabólica é um conjunto de cinco sinais clínicos que, quando três estão presentes, indicam um risco elevado para morte súbita. Os critérios são: pre

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Perguntas respondidas neste vídeo

A gente já faz sempre naquele início da nossa participação aqui no podcast, no AmatoCast, um spoiler do que as pessoas vão poder saber sobre esse assunto e a gente já adianta que muitas pessoas não sabem o que é o termo, a gente já fala, mas que está mais presente do que as pessoas imaginam, não é, doutor?

Sem dúvida, sem dúvida. É uma forma que a gente tem de combater a morte súbita. É o conceito da síndrome metabólica.

Acredito que todo mundo sabe, a morte súbita já é um termo bastante conhecido, mas aquela morte repentina, que a pessoa não tinha nada, ou às vezes até uma pessoa com uma idade favorável, igual a gente estava falando para não ter nenhum tipo de doença mais grave, mas que, infelizmente, demora para outra, faleceu, não é, doutor?

E eu também já cito aqui para vocês que a gente tem uma novidade, que é o patrocínio aqui para o amatocache do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que a gente também estava dizendo, que é toda a saúde interativa também, e a medicina interativa, em estilo de vida, que é onde tudo começa.

Como que a gente pode definir essa síndrome?

Muito bom. Síndrome, o significado da palavra, é um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma doença. Isso é uma síndrome.

Você podia perguntar, qual é a diferença entre sinal e sintoma?

Sinal é uma coisa que você vê no paciente. Por exemplo, febre, você põe um termômetro, você sabe que aquilo é um sinal. Anemia é um sinal, porque você olha a mucosa do olho, e você vê que está branquinha.

E síndrome metabólica, o que é?

É relacionado ao metabolismo.

Transcrição completa do vídeo

Amamelética, minha moto está no ar mais um AmatoCache pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais para falar de um tema bastante interessante que é a relação da genética e do câncer. Antes nós estivemos aqui com a Dr. Juliana Amato, médica ginecologista para falar sobre os cuidados em geral que as mulheres precisam ter com a própria saúde. Hoje nós recebemos novamente um convidado especial para falar sobre um tema no mínimo curioso. Eu nunca tinha escutado falar, mas tenho certeza que vai te chamar atenção, que é síndrome metabólica. O Dr. Paulo Roberto Grimaldi Oliveira possui doutorado em oncologia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. É graduado em medicina pela Universidade Federal de São Paulo e possui mestrado em anatomia patológica pela Universidade Federal de São Paulo. Tem experiência na área de medicina com ênfase em anatomia patológica e atua principalmente nos seguintes temas. Câncer, lâminas, patologia, citopatologia e anatomia patológica. Mais uma vez, bem-vindo, doutor. Obrigado. A gente já faz sempre naquele início da nossa participação aqui no podcast, no AmatoCast, um spoiler do que as pessoas vão poder saber sobre esse assunto e a gente já adianta que muitas pessoas não sabem o que é o termo, a gente já fala, mas que está mais presente do que as pessoas imaginam, não é, doutor? Sem dúvida, sem dúvida. É uma forma que a gente tem de combater a morte súbita. É o conceito da síndrome metabólica. Ela permite que você cuide do seu corpo e, pelo menos, postergue a sua morte evitando uma morte súbita. Com certeza, quem está acompanhando tem, infelizmente, alguém na família, alguém conhecido, que teve uma morte súbita, muito difícil alguém não ter uma relação com alguém que, infelizmente, teve essa morte de forma repentina, traduzindo para quem não é da área da medicina, às vezes não consegue entender o que é. Acredito que todo mundo sabe, a morte súbita já é um termo bastante conhecido, mas aquela morte repentina, que a pessoa não tinha nada, ou às vezes até uma pessoa com uma idade favorável, igual a gente estava falando para não ter nenhum tipo de doença mais grave, mas que, infelizmente, demora para outra, faleceu, não é, doutor? E eu também já cito aqui para vocês que a gente tem uma novidade, que é o patrocínio aqui para o amatocache do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que a gente também estava dizendo, que é toda a saúde interativa também, e a medicina interativa, em estilo de vida, que é onde tudo começa. O foco do origem é qualidade de vida e prevenção de forma geral. A gente citou um pouquinho no último episódio como que isso funciona, como que o laboratório atua, e a gente também vai fazer uma relação aqui no nosso tema de hoje com o laboratório, como que funciona toda essa parte de prevenção. Então, doutor, primeiro passo, entender o que é, de fato, síndrome metabólica? Como que a gente pode definir essa síndrome? Muito bom. Síndrome, o significado da palavra, é um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma doença. Isso é uma síndrome. Você podia perguntar, qual é a diferença entre sinal e sintoma? Sinal é uma coisa que você vê no paciente. Por exemplo, febre, você põe um termômetro, você sabe que aquilo é um sinal. Anemia é um sinal, porque você olha a mucosa do olho, e você vê que está branquinha. Sintoma é o que o doente conta para você. Dor nunca é sinal, e a dor é um sintoma por excelência. Então, quando você tem um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma doença, você chama de síndrome. E síndrome metabólica, o que é? É relacionado ao metabolismo. E o que é o metabolismo? O metabolismo, letícia, é o conjunto de reações químicas que ocorrem no nosso corpo e que permitem a nossa vida. Permitem o nosso andar, o nosso fazer esporte, o nosso conversar, o nosso trabalhar. Tudo é metabolismo. E o metabolismo tem reações químicas extremamente criteriosas e rígidas, com limites pequenos para cima e para baixo. A partir do qual, dos quais você não pode passar para cima ou para baixo. Então, por exemplo, o pH, o pH é uma medida da acidez do sangue. O pH nosso fica entre 7,45 e 7,35 e 7,45. Então, o pH normal é 7,4. Então, se você tiver 7,6, você já está numa acidose. Ou seja, suas reações não estão ocorrendo como deveriam ocorrer. Se você tiver 7,20, por exemplo, você imagine como isso prejudica as todas as reações que ocorrem no seu organismo. Agora, o nosso organismo tem um limite de segurança muito grande. Essa é a nossa vantagem. O fígado, por exemplo, você pode tirar 70% do fígado e a pessoa vive normalmente com 30% do fígado. Então, por isso que explica que casos que o paciente tem o fígado totalmente depalperado e doente, ele consegue ainda viver, porque ele tem um restinho de fígado ali que mantém os 30% que ele precisa. Então, o que que acontece? Mas ele mantém a vida, mas é capegando. É como se você trocar um pneu do seu carro. Aquele pneuzinho pequenininho que vem a alguns carros, você substituir. Você não vai poder correr a 120 mais. Você vai correr 80, 70 até chegar num posto e consertar seu pneu. É a mesma coisa assim do meio metabólico. Se você tiver algo, um conjunto de sinais e síntomas que vão atrapalhar o seu metabolismo, você está danificando o seu corpo. É isso o que acontece. Então, como é historicamente, como é que aconteceu isso? Eu sou evangélico, frequenço uma igreja chamada El Shaddai. Uma igreja muito boa, que frequenta mais de 20 anos. E eu tinha dois irmãos lá, um homem e uma mulher. Esse homem tinha 56 anos e morreu de repente. Andando na rua, ele morreu, caiu, morto. E a mulher, 58 anos, estava tomando banho, morreu no banheiro. E aí, isso faz uns 10 anos mais ou menos. Aí, eu falei, poxa vida, mas eu gostava tanto deles, né? O que que eu podia fazer para... Por que que eles morreram? Eu comecei a estudar esse negócio. E eu descobri que tem uma coisa chamada síndrome metabólica. O que que é síndrome metabólica? É um conjunto de cinco sinais. Se você tiver três desses sinais positivos, você já está num quadro de síndrome metabólica. E isso vai predispôr a sua morte súbita. E quais são esses sinais? Primeiro, pressão alta, maior pressão arterial, maior que 13 por 9. Segundo, glicemia. Glicemia de jejum, quantidade de glicose que você tem no sangue em jejum. Maior do que 100 miligramas. Terceiro, índice de massa corporal. O que que é o índice de massa corporal? É o seu peso dividido pelo quadrado da altura. Então, é o peso dividido pelo quadrado da altura. Isso vai dar um número. Esse número, se for 30 ou mais, a pessoa está obesa. Obesidade é um terceiro sinal de síndrome metabólica. E tem mais dois que são dosados no sangue. Um é o colesterol bom chamado HDL, que tem que ser maior do que 60. E outro é o triglicérides, que tem que ser menor do que 150. Então, veja bem, quando eu vi esse quinteto de sinais, logo me apareceu uma ideia. Bom, se eu posso tirar esses sinais aqui, se eu posso detectar, pesquisar na minha igreja, nos meus irmãos, esses sinais eu vou descobrir alguém que tem síndrome metabólica e não sabe. Porque ela é totalmente silenciosa. A síndrome metabólica, a característica que ela tem é de ser assintomática. A pessoa não sabe o que tem. Ela não tem gripe, ela não tem espinho, ela não tem dor de cabelo. Nada, é normal, a vida é normal. Porque o metabolismo está capengando, mas ele está mantendo ainda o tonus. E aí, a pessoa não tem sinal e sintoma. Então, eu cheguei para o meu pastor, falei, pastor, vamos fazer um teste aqui. Vamos dosar esses três primeiros sinais aqui, que não precisam de sangue. Os três primeiros sinais, o hipertensão arterial, a glicemia e o índice de massa corporal. Aí, para esse índice de massa corporal, eu ainda consegui descobrir na internet uma balança, que ela tem uma vareta. Então, você sobe em cima da balança, não precisa tirar sapato, nada. Você sobe na balança, ela dá o seu peso e pela vareta ela mede a sua altura. E ela já tem um software dentro dela, que ela emite um papelzinho, como se fosse uma máquina de pagamento, emite um papelzinho com seu índice de massa corporal. Então, eu falei, a gente pega esses três aqui e a gente vai analisar a nossa população, os nossos irmãos aqui. Se alguém tiver um sinal, um sinal, aí nós temos que dosar o sangue. Porque, se ele tiver os outros dois positivos, ele vai estar com síndrome metabólica, que são três. Bom, aí nós fomos primeiro, aí eu dei uma aula para todo mundo, todo mundo ficou entendendo. Na igreja, todo mundo sabe decorar e saltear, do que é síndrome metabólica. Faz cinco anos que todo ano a gente faz essa campanha de prevenção desse síndrome metabólica lá na igreja. Então, eu peguei um sábado de manhã, montamos três estações assim, três escrivaninhas. Na primeira, a escrivaninha tira a pressão arterial, na segunda, dá uma picadinha no dedo e vê a glicemia. E na terceira, tem a balança, a pessoa já tira ali o papelzinho. Aí, eu achei um laboratório clínico, um amigo meu, que faz essas duas dosagens de triglicérides e de colesterol bom, por sete reais. E aí, eu falei, bom, então vamos fazer. Aí, fizemos a primeira campanha, foram 158 pessoas. Aí, eu achei, tinha 58 com pelo menos um sinal. Aí, eu peguei um coletor, um amigo meu, ele colheu sangue dessas pessoas, 58, aí eu levei para o laboratório e eles me deram a resposta. Tinha 48 com um ou dois resultados positivos. Ou seja, a pessoa já estava ensinando a minha metabólica, porque ela tinha um daqui ou dois daqui, ou três também, podia ter os três, essa tinha que ter. De qualquer maneira, desses cinco, elas tinham três. Aí, eu programei uma aula teórica, dei uma aula para todo mundo, mostrando o perigo da síndrome metabólica, citando os nossos irmãos como exemplo. Eles morreram porque não sabiam que tinham a síndrome metabólica. E aí, então, a gente tem feito todo o ano, são cinco anos já que a gente faz essa campanha, e sempre a gente descobre alguns casos. Aí, depende da pessoa, aí depende da pessoa, cada pessoa tem a escolha, é aquela lei da semiadura. Você planta e você vai colher, o que você plantar, você vai colher. Se você plantar uma vida boa, você vai colher, longevidade. Se você plantar uma vida ruim, você vai morrer logo. E aí, então, isso que é a síndrome metabólica, a historinha da nossa quireja lá. Muito legal, e, doutor, pelo jeito, a incidência acaba sendo muito maior do que as pessoas imaginam, né? Como eu comecei falando que a gente, eu pelo menos nunca tinha escutado esse nome, mas se você for ver na prática, realmente é algo muito comum, e o senhor citou na igreja que tinham cento e poucas pessoas e que 48 já estavam... 58, 58, já tinham, pelo menos, é, 48 já estavam com síndrome. 48, que deram um positivo para pelo menos três. É um número muito alto, doutor. É muito alto. A nossa média é em torno de 25 a 30% das pessoas que fazem, que passam por essa triagem, vamos dizer assim, de 25 a 30% já têm a síndrome metabólica. Ou seja, então, por exemplo, tem um rapaz que trabalha no meu laboratório, é da igreja também, ele fez o teste e deu que ele tinha síndrome metabólica. Qual foi a providência que ele tomou? Ele era obeso. Ele... a providência dele, a mulher dele insistiu que ele fazia essa providência, ele começou aí de bicicleta até da casa dele, a barra fundo até meu laboratório, que era um paraíso, se acredita que ele emagreceu 18 quilos, só com a bicicleta, não fez regime alimentar, não fez nada, só ainda com a bicicletinha dele. E aí fez, no ano seguinte, não tem síndrome metabólica mais. Isso que é importante a gente citar, porque tem como uma pessoa sair dessa condição. Claro, claro que tem, claro que tem, você tem toda a condição. Deus dá muita chance pra você, é que a gente é temoso, procrastina e não faz a coisa que tem que fazer. E já começa naquela prevenção que a gente estava dizendo, inclusive no episódio anterior, de que vai também ao encontro do laboratório origem, que eu citei aqui, que é o patrocinador do canal agora, mas que também é importante a gente citar, que essa prevenção começa desde cedo, importante as pessoas terem esse cuidado. A gente fala, eu mesmo citei, que eu conto com a sorte da minha idade, não tomo todos os cuidados que eu acho, acredito que eu deveria, só que quanto mais nova a pessoa começa a ter esse cuidado, ela chega com uma idade mais avançada, com menos risco de chegar nesse nível, né, doutor? É verdade. De fato, ali, o risco de ter uma morte súbita. É, a gente estava falando em acidose, né? Acidose é quando o pH do sangue é menor que 7,40, né, menor. Vou fazer uma pergunta pra você se vai ficar chocada. Sabe qual é o pH da Coca-Cola? 2,4. Nossa. Então, quando você toma Coca-Cola, você está acidificando o seu meio inteiro. Todo o seu corpo está levando uma chumba, uma chumbada de ácido. É muito ruim isso. Muito ruim. E às vezes pequenos hábitos ali, né, que as pessoas têm que, quando vão relacionar, a gente falou do microondas também no último episódio, né, que as pessoas não sabem dos riscos. E agora a questão da síndrome metodológica, entre homens e mulheres, doutor, tem algum risco maior pra um sexo determinado? Não, é a mesma, vamos dizer, exposição à doença. São as mesmas exposições. Tanto faz com o homem como mulher estão expostos as mesmas condições de pressão arterial, de glicemia, de obesidade, de triglicérides de, como é que chama? É o colesterol, o colesterol bom que é o HDL. A galeria tem que ser maior que 60. Tá, e quando a pessoa tem, de fato, né, já tem aqueles, pelo menos três dos fatores, entre homens e mulheres, também o mesmo risco nesse sentido. É o mesmo risco. Tanto faz homem como mulher, se tiver os três sinais, tem que tomar providência. Tem que tomar providência. Acaba sendo mais fácil pra homens ou mulheres terem algum desses sinais? É, eu acho que a mulher é mais disciplinada. A mulher, só pelo fato de ela ir uma vez por ano no ginecologista, já mostra que ela é mais disciplinada, é, isso grande, a maioria absoluta das doenças. A mulher faz muito mais prevenção do que o homem, a maioria absoluta. É, é o que a gente costuma ver também das dúvidas aqui, costuma ser tudo mulher que manda no canal, que manda aqui nos comentários, que tem a paciência de ficar assistindo, de ver... É a mulher mais ativa, né? É, precisa caminhar pros homens. Mas na minha casa não, na minha casa eu dou a última palavra. Ah, então, já aí disse ter que ser eu, é? É, sim, sim, sim, sim. Até disso, não, doutor? É, sim, sim, sim. Nossa esposa é médica também? Não. Não, não é, daridamente. Ela é dentista, mas ela me ajuda na administração do laboratório há 46 anos. Ai, que legal. É bom que ela não é da... Não sei se tem um termo específico, não é da área da saúde, de fato, mas, na verdade, o donto também está na área da saúde, né? É, também, a área da saúde. Entra assim. Exatamente, é uma forma um pouquinho diferente, mas ainda está relacionada. Pode desligar, não tem problema. Está certo. É, eu agora vou, inclusive, pedir para o senhor me explicar o que são doenças metabólicas. A gente falou bastante sobre metabolismo, né? O que é o metabolismo? O que precisou dar essa explicação para a gente chegar em síndrome metabólica. Mas tem doenças metabólicas, em geral, que a gente tinha citado, que inclui até tabagismo, né, que é causado por tabagismo, na verdade. E são vários fatores que podem levar a esse tipo de problema na vida de uma pessoa, né, doutor? É, o metabolismo, quando eu falei para você no início, né, ele é um conjunto, o nosso corpo é um conjunto de reações químicas. Reações químicas a todo plano, a todo momento, ocorrem reações químicas. E essas reações, quando você entra na faculdade, você passa por farmacologia, por exemplo, ou bioquímica. Você faz experiências na faculdade, onde você nota a diferença dos fatores que ambientam aquela reação, né, aquela reação química. Então, existem fatores que você precisa ter um meio ácido para que elas ocorrem, existem reações. Tem outros que precisam ter um meio alcalino, que é o oposto, para que elas ocorrem. E existem doenças metabólicas, várias doenças metabólicas, onde você pode ter a falta de uma enzima, por exemplo, que vai atrapalhar todo o mecanismo. Então, você, porque como a gente viu no capítulo anterior, o que que faz o gene? Qual é a importância? Todo mundo que fala em genética pensa em cromossomo sexual, em coisas sexual, né, de transmissão de caracteres sexuais. Isso é um par de cromossomos. Nós temos mais 21, 22 que regulam a nossa vida. E quais são as funções desses 22? Eles são os 21 mil genes, eles estão dispostos em grupos, e cada grupo é específico para formar, ele é o DNA, vai transcrever um RNA. O RNA é dentro do núcleo da célula. A célula tem um núcleo central e tem um citopago. Então, dentro do núcleo está o DNA. O DNA vira um RNA mensageiro, sai para fora da célula e vai encostar numa organela. Esta organela é que vai produzir a proteína que precisa. Então, por exemplo, faz de conta que você termina de almoçar, por exemplo. Então, você tem uma descarga de glicose que entra no seu sangue. O que precisa? Insulina. Por que? Porque a insulina tem a característica de ela encostar na célula, tem um receptor celular, ela abre o receptor de glicose. Então, a insulina estava fechado ali, ela encosta, abre, a glicose entra, aí ela fecha. E aí, a glicose vai ser usada lá, os nutrientes vão ser usados ali. Se você não tiver a insulina, não vai abrir esse receptor. E aí, o que acontece? Por que você tem falta de insulina? Ou ela está faltando mesmo, é o diabete tipo 1. O diabete tipo 1 é o diabete juvenil, onde a insulina é produzida em pâncreas, na ilhota do pâncreas. A ilhota de ilhanga, o que se chama? Por uma célula chamada célula beta que produz a insulina. Essa célula beta pode estar em falta na criança. E ela vai ter falta de insulina, ela vai desenvolver diabete logo nos primeiros anos de vida. Esse é o pior que tem, é o diabete juvenil. Por que? Porque é congênito, é congênito isso aí, apareceu durante a gravidez. E aí, o que acontece? A pessoa não tem insulina. Isso é um tipo, o outro tipo que é 90% das vezes é o diabete tipo 2. O que é? A pessoa tem resistência à insulina. Ou seja, a insulina vem, mas ela não consegue abrir o receptor celular. E a glicose continua no sangue. A pessoa vai ter diabete, aumenta a glicemia, porque está no sangue, não entrou na célula. Então você tem que diferenciar, diabete tipo 1 falta insulina. Diabetes tipo 2 é outra causa, não é falta de insulina. Não adianta você dar um monte de insulina para a pessoa, ela não vai melhorar. Ele não vai melhorar. Você tem que ver a causa daquela alteração metabólica, que está provocando a resistência insulínica, que chama. Quando o receptor não obedece a insulina. Então, eu dei um exemplo para você, a eletícia da glicemia. Você imagine o nosso corpo que tem de possibilidades de reações químicas que podem ter um problema metabólico. Exato, eu separei aqui os cinco mais comentados, que as pessoas têm mais dúvidas sobre as doenças metabólicas. E realmente o primeiro aparece o diabetes, nesse top 1. O segundo aparece hipotiroidismo, doutor. Inclusive, eu acho importante dizer o que é isso? O risco de uma pessoa ser diagnosticada com hipotiroidismo e como prevenir? O hipotiroidismo, como o hipertiroidismo também, tem o hipo e o hiper. O hipo é muito mais frequente. O hiper é mais raro. E ele é mais fácil de diagnosticar o hiper, porque ele dá uma lesão que o globo ocular fica saliente, a pessoa fica extremamente nervosa, e aí ela vai ao médico logo e ela já faz o diagnóstico. Agora, o hipotiroidismo, você tem que ver a causa do hipotiroidismo. Existem várias causas que podem levar ao hipotiroidismo. Então, você tem que entrar naquela análise, naquela análise clínica, para ver a clínica do paciente, para ver a semiologia, para ver quais são os sinais e sintomas que o paciente tem. Pedir a sua lista de exames laboratoriais e ver quais são os sinais, quais são os fatores que podem levar ao hipotiroidismo. E ao hiper também. O hiper também é a mesma coisa. Em questão de risco também. Uma coisa interessante, a gente faz muito o exame de congelação de tiroides. O que é o exame de congelação de tiroides? É uma paciente que aparece com um nódulo na tiroides. Esse nódulo pode ser um nódulo, vamos dizer, benigno ou maligno. Se for um bóssio, é um nódulo benigno. Se for um carcinoma, é um nódulo maligno. Hoje em dia existe um exame que chama punção com agulha fina. É o PAF, P-A-F, que é o que que o patologista faz. Ou o radiologista ou o patologista. Ele, mediante o ultrassom, localiza o nódulo. Aí ele entra com uma agulha fininha, uma agulha entra dentro do nódulo. E aí ele vai ver que a ponta da agulha está bem no meio do nódulo. Aí ele puxa o âmbulo da siringa e vai criar uma pressão negativa ali. Ele vai chupar, vai sugar células do nódulo, você concorda? E para ser mais eficaz, ele faz uns movimentos assim com a agulha. Faz um... pra frente, pra trás, pra frente, pra trás. Apedinho, isso parece que é uma dor terrível, mas não é. É uma agulha bem fininha e um funcionador com boa experiência pode ser um radiologista, pode ser um patologista. O ideal seria o patologista funcionar, porque ele já vê na hora ali se tem material suficiente ou não. Quando é o radiologista, aí tira, aí o que que acontece? Você aspira e aí chega uma hora que você para de mexer e você solta devagarzinho o âmbulo. O âmbulo da siringa vai encostar na posição de repouso, aí você tira a agulha. Então o material que você funcionou, letícia, vai estar no canudinho da agulha, não está na siringa. Porque se ele for para a siringa, você não pega mais. Se você puxar a agulha com a pressão negativa atuando, aquele material vai entrar todo, aí você não acha mais. Você tem que soltar, aí você puxa, aí você tira a agulha, desatarracha a agulha da siringa, arma a siringa, põe ar dentro da siringa, atarracha de novo a agulha e você joga aquele material numa lâmina de vidro. Você faz, assim, aquele material vai para a lâmina de vidro. Aí você pega uma outra lâmina de vidro e você espalha assim para fazer um esfregaço bem uniforme. Aí repete o procedimento numa outra lâmina. Então você vai ter, aí põe no álcool, no álcool 70%, e aí manda para o laboratório. E o laboratório, o patologista, vai fazer análise daquele material. 95% de positividade, ele descobre qual é o tipo de doença que tem ali. Se for câncer, ele vai detectar em 95% das vezes. Que é justamente essa sua função, né, que a gente falou nela? Exatamente, exatamente. E depois se der para o chino ou pode... Aí a gente dá o resultado, aí tem uma tabela, chamada tabela de Bethesda, onde você tem seis níveis, de um a seis, um é material, ausência de material e o seis é positivo. E vários níveis. E aí você faz o laudo, o paciente vai para o seu endôcano ou cirujão de cabeça e pescoço, e ele vai ver, vai discutir com o paciente o que vai fazer com aquele nódo. Aí vamos dizer que o paciente queira operar. Aí eu... é suspeito, mas... Nível 3, por exemplo, de Bethesda, é suspeito, mas eu não quero... O paciente fala, eu não quero ficar com essa... com esse medo, eu quero operar, quero tirar. Aí o que que ele faz? Ele chama o patologista para uma biópsia de congelação. O patologista vai lá na hora e examina no dia seguinte da cirurgia, no dia da cirurgia, vai lá examina na hora o material. E você conhecia essa biópsia de congelação? Nossa, nunca nem escutei falar. Chama biópsia de congelação. Por quê? Porque o patologista... então, o patologista vai lá, no centro de cirujão. Aí o cirujão, ele tira um nódulo e entrega na mão do patologista. O patologista vai numa outra salinha, onde tem o laboratorinho dele, e ele vai fatiar e examinar detalhadamente aquele nódulo, a gente usa uma lente de aumento, para ver em detalhes. Aí ele pega uma área que é mais suspeita, uma área de um centímetro, mais ou menos. Aí ele põe numa madeirinha e joga um gás ali, que é o freum, é o gás de geladeira. E aquilo gela o material na hora. Por isso que chama congelação. Porque aquele material tem que ficar duro, duro, duro. Aí ele pega uma navalha de bisturi novinha, uma lâmina de bisturi, e ele descasca, tira umas casquinhas assim, umas cinco ou seis casquinhas e põe numa lâmina. Aí ele pinga uma gota de corante, e aí ele lava na água com cuidado para não escapar, ele lava com cuidado ali. Aí põe uma lâmina lá, que é uma lâmina pequenininha em cima, e olha no microscópio. Pelo menos um daqueles quatro ou cinco que você fez, é fino o suficiente para a luz do microscópio atravessar. E aí ele vai falar, primeiro é benigno ou maligno, você entendeu? E aí ele já pode dar noção para o cirujão, se é benigno ou maligno. Se for benigno, acabou a cirurgia. Ele fecha, o paciente acabou. Se for maligno, aí o médico vai fazer a tiroide total. Aí ele tira toda. Hoje em dia está vendo uma mudança de paradigma. Então não são todos os casos de câncer de tiroide, que o médico cirujão de cabeça e pescoço retira a tiroide inteira. Não, são a maior parte ele tira, mas alguns ele pode manter o resto da tiroide. Tirou aquele nódulo, tira mais um pedacinho e deixa o restante da tiroide ali. E o paciente não precisa tomar o hormônio. Se ele tirar toda a tiroide, o paciente precisa tomar o hormônio até morrer, porque o hormônio é fundamental para a nossa vida. A tiroxina, o hormônio tiroidiano, é fundamental. Então tem que tomar um comprimidinho assim por dia o resto da vida. Mas em compensação, tirou o câncer. Sim, a gente trouxe um episódio aqui, doutor, de ablação de tiroide ao nome, né? É. O que faz só no local ali e não precisa... Esse é um outro procedimento que está chegando agora também, que é o seguinte, que é uma agulha, que ela emite uma espécie de um foguinho, aí vamos chamar. É uma radiação que destrói o nódulo. E aí você não tira nada. Mas aí você não tem o diagnóstico histológico também, porque não tem material. Não tem a retirada nem parcial, né, na ablação? Não, você carboniza. Se carbonizar, na realidade, o termo é se carbonizar o nódulo canceroso. Isso no Israel, eu vi um vídeo, outro dia, eles estão fazendo para nódulo de mama. Para a câncer de mama, eles estão fazendo esse procedimento lá em Israel. Isso é considerado mais avançado, né? É considerado mais avançado, porque não é uma cirurgia. É um procedimento um pouco mais invasivo, né? Sim. Vai agulhar um pouquinho, mais grossa, tal. Entende? A gente trouxe um bem específico relacionado a isso. Para quem quiser acompanhar também, a gente sempre deixa os assuntos que a gente cita. Doutor, fibrosaecística. Também é algo que entra aí no top 6, é falar top 5, mas top 6 das doenças metabólicas, né? Fibrosaecística do Pâncreas. É uma doença muito importante, né? Que é uma doença grave. Onde existe um mecanismo genético que leva à alteração do tecido pancreático, né? E ele forma cistos e a parede de cisto é fibrose. E aí, bom, já ligando com a glicemia, você já viu que essa paciente não vai ter glicina, não vai ter insulina. Esse paciente não vai ter insulina. Se essa fibrosaecística afetar mais a parte da calda do Pâncas, porque o Pâncas tem três partes. A cabeça, o corpo e a calda. A cabeça, ela fica encravada na alça do duodeno. Então veio o estômago, depois do estômago sem duodeno, que tem uma curva, sem parece um C. Na concavidade desse C, fica a cabeça do Pâncreas. E aí, qual a importância disso? Não é nem tanto hormonal, a importância é o suco pancreático. Porque o suco pancreático tem uma válvula que fica na junção da papilla maior do duodeno que chama, é onde desemboca esse duqueto pancreático principal. E ele traz todas as enzimas produzidas no Pâncreas. E aí, o que que acontece? E aqui também, na papilla menor do duodeno que fica do lado, vem o canal colélico, que vem do fígado. O fígado vem o canal hepático, o canal da vesícula bilhara, junta a forma o colélico. O colélico distribui, o colélico irriga a papilla menor. Então, quando o alimento já foi degradado em parte no estômago, letícia, o estômago ele faz duas digestões, a mecânica, porque a parede é muscular. Então ele faz esse movimento de peristaltismo que chama e contrae e solta, contrae. Para que isso? Para fazer com que os alimentos em contato com o ácido clorídrico, eles quebrem mais facilmente e fiquem mais desdobrados. Porque eles só vão ser absorvidos do intestino delgado se eles estiverem prontinhos para ser absorvidos, senão não absorve, você entendeu? E aí, ainda falta uma boa parte da digestão que é feita por esses dois sucos, o pancreático e o hepático e da vesícula bilhara. Aí o alimento, o bolo alimentar que vem havindo, recebe uma fubecada, uma bomba atômica desses dois sucos e aí ele degrada. Então todo o carboidrato vira glicose, toda a proteína vira aminoácido e toda a gordura vira ácido-gracho. Então começa as três condições, passa para o intestino delgado, o intestino delgado começa absorver o nutriente. E a absorção é feita à parede do intestino delgado, ela tem uma camada assim de células chamadas enterócitos. Então faz de conta que o homem à mão é um enterócito que aqui e outro. Então é assim, aqui entre uma e outra você tem anéis de proteína que unem perfeitamente, de maneira que não passe nada por aqui, não pode passar nada por aqui. Por quê? Porque aqui já tem sangue embaixo. Se passar alguma coisa errada por aqui, vai chegar no sangue e funciona como o corpo estranho. E aí o seu corpo vai imediatamente formar um anticorpo contra aquilo e vai formar uma reação antígeno-anticorpo, entendeu? Formar um complexo antígeno-anticorpo, uma molécula grande que fica rodando no corpo e chega uma hora como ele é grande, ele deposita em algum local. Onde ele depositar, ele vai causar uma inflamação. Essa inflamação que é responsável pelos sinais e sintomas da intolerância alimentar. Tem mais de 150 sinais e sintomas decorrentes de uma intolerância alimentar, entendeu? Então veja como tudo está interligado, Littice, está tudo interligado no nosso corpo. É tudo online, está tudo online, porque o sangue leva o que precisa para onde é preciso. Por exemplo, a célula pancreatica que produz a insulina, a insulina é jogada no sangue. O sangue leva até a célula onde tem um receptor de glicose para ela abrir. Aí ela encosta, abre, entra glicose, você entendeu? Então o que que acontece? Está tudo interligado, está tudo interligado. Então o alimento tem que ser previamente digerido para poder ser devidamente absorvido. Se ele estiver bem digerido, vai absorver legal. E aí o enterócito ativamente, aqui faz de conta o citoplasma, ele ativamente pega a molécula de glicose e põe para dentro. Por causa do receptor que eu falei para você. Tem o receptor aqui no enterócito e a glicose entra aqui no enterócito. É tudo muito perfeito, né? Montado para funcionar, muito bem. E aí o que acontece? Esse nutriente vai aqui para baixo, cai no sangue, vai para o fígado e aí o fígado vai fabricar o que precisa. Ou o que precisa? Então, por exemplo, faz de conta que você, voltando, se acabou de almoçar, você tem uma carga de glicose e imediatamente é enviado um alerta para o seu pâncreas para ele produzir a insulina. E aí a insulina vai lá e a glicose que você comeu, a glicose vai ser absorvida pela insulina que você, entendeu? É tudo ligado uma coisa na outra. É muito perfeito tudo isso. Isso é de uma perfeição que não existe uma coisa, não existe uma máquina como essa, né? A máquina nossa é perfeita. Por isso que precisa cuidar de todos os lados também, né, doutor? Porque se uma parte não funciona bem, acaba. E a explicação como que acaba afetando de uma forma grave. Inclusive eu vou aproveitar para chamar aqui agora no nosso... Não chamo de intervalo, mas já que a gente está falando de prevenção, a necessidade de tudo isso também, para a gente passar o vídeo do laboratório Origem que tem patrocinado aqui o AmatoCast, que cuida de toda essa parte da saúde, que faz essa forma de prevenção também. Então para o pessoal entender melhor como funciona. Doutor, então até a gente estava falando do Top 6, né? Tem outros doels que não são muito citados, que a gente vai deixar como doenças mais raras, bem mais raras na verdade, que a do Wilson e qualquer abrução, Gauche, isso. Gauche é um francês. Esse é um francês. É um francês. É um francês. É um francês. É um francês. É um francês. É um francês. É um francês. Esse é difícil de lembrar. Escreve Gauche, mas você pronuncia Aue Gauche. Isso. Gauche. E agora é importante a gente, eu queria citar que estava aqui na minha lixinha para não deixar de perguntar para o senhor sobre a gordura na barriga, que as pessoas sempre falam que entram naquela questão da síndrome metabólica, dos sinais que as pessoas devem ficar atentas. Então de fato, às vezes alguma pessoa é magra, e tem aquela gordura localizada na barriga. Isso já é um sinal que deve ficar atento àqueles cinco fatores que a gente citou? É, é sim. Agora, existem dois tipos de gordura. Existe a gordura subcutânea, e existe a gordura abdominal. Então a gordura abdominal tem um detalhe, letícia, ela não pode ultrapassar uma quantidade que é específica para cada paciente. Porque se ela ultrapassar, ela vai começar a produzir uma substância chamada interleucina. Essa interleucina, ela provoca um quadro inflamatório no nosso corpo. Ela é como se você estivesse sendo atacada por vários exércitos em diversos locais. E o corpo não sabe disso. Então ele responde o corpo inteiro como se ele estivesse sendo agredido, por causa das interleucinas. Entendeu? Então isso cria um problema, isso que é um gatilho para o câncer, para a inflamação primeiro, e para depois o câncer. É esse estado da gordura abdominal, que a gordura abdominal é uma gordura absolutamente expúria. Ela não poderia ter no nosso organismo além de um mínimo para cada pessoa, cada pessoa ter um mínimo além do qual ela não poderia ter essa gordura. Agora ela reflete no IMC, no índice de massa corporal. Entendeu? Então você pode ter uma noção, por exemplo, pessoas com mais de 30 de índice massa corporal, provavelmente tem um aumento da gordura intrabidominal. Ou seja, ela está produzida e interleucina. E a interleucina vai atrapalhar todo o metabolismo. Todo. Gordura abdominal. E às vezes é o que mais incomoda na questão estética, principalmente das mulheres que a gente estava citando que tem esse cuidado a mais com a saúde, mas não é uma questão puramente estética, tem essa parte por trás da gordura abdominal, que eu acredito que já está sendo mais falada, mais comentado sobre o perigo, mas que, de fato, às vezes é uma questão mais... pessoas começam a procurar um tratamento para isso pela questão estética e não imaginam o que tem por trás. Isso. Exatamente. Agora, assim, como uma orientação bem básica, assim, e bem tipo tupinequinha, assim, para nós, é assim do imetabólico. Se a pessoa fizer esses cinco... pesquisar essas cinco condições, vou repetindo, vou... De novo. Pressão arterial maior que 13,9. Glicemia maior que 100%. Índice de massa corporal 30 ou mais. Triglicéries alto. Colesterol bom, baixo. Essas cinco. Se ela tiver três, ela precisa tomar cuidado com a saúde dela, tá? Independente da idade dela. Sim, é isso. É um ponto importante. Doutor, como que funciona o tratamento? Por qual a pessoa tem esses três? Ou até os cinco? Gabarita e esse? Tem, tem... Tem um... É assim. Tem um viés aí. Qual é o viés? Qual é o... Vamos dizer, uma compensação. Não existe tratamento para a síndrome metabólica. O tratamento é você. O tratamento é sua disciplina. É você querer ter saúde. Esse é o tratamento. Não existe um remédio que você toma três comprimentos por dia. Você vai ficar livre da síndrome metabólica. Por enquanto, não existe. Não sei se um dia vai ter. É, quem sabe. Mas é assim. Hoje em dia com inteligência artificial, a gente tá emburrecendo todo mundo. Você não pensa mais nada, né? Tudo, você... chat, GPT. Dá na hora ali. Então, pode ser que apareça. Um remédio. Mas, por enquanto, não tem. Precisa é você cuidar da sua saúde. E isso é pessoal. Isso é pessoal. É você com você mesma. Não depende do teu filho, do teu pai, do teu marido. Depende de você. Querer viver mais. Se você quiser viver mais, não tenha síndrome metabólica. E se você tiver lute, que no ano seguinte você vai ficar livre dela. E aquele sentido de atacar Fator por fator, né, doutor? Isso. Que o senhor citou. Por exemplo, a pessoa já tá, já deu um ponto ali pra obesidade. Tem que fazer exercício, cuidar da alimentação, pra ter aquela redução ali do peso. E assim por diante, né? Exatamente. Fazer cuidado por cuidar. Eu tava lendo no... Se outro dia saiu no jornal uma estatística recente, 25% do povo brasileiro tem obesidade. Obesidade é índice de massa ocular, maior que 30%. Ou seja, já tem gordura abdominal, já tem inteleucina. Agora, veja bem, ó, tem um negócio interessante também, que é um teste que a gente faz no laboratório, ele se chama de intolerância alimentar. O que é intolerância alimentar? É o seguinte, o nosso genoma, ele é preparado pra produzir determinadas proteínas. Essas proteínas que são as enzimas vão digerir os alimentos que nós comemos. Só que a indústria alimentícia cresceu nos últimos 50 anos de uma maneira absurda. Então, o nosso organismo não consegue mais metabolizar os alimentos que estão à nossa disposição. E aí, o que acontece quando você come um alimento que o seu genoma não consegue quebrar em glicose ácido grácio e aminoácidos? Acontece o que eu já falei pra você. Ele vai ser um corpo estranho se ele penetrar no organismo. Então, vou me imaginar só pra um exemplo. A amendoim. Faz de conta que você não poderia comer amendoim. E é uma delícia, né? Todo mundo gosta de amendoim. Aí, você come uma vez, o seu corpo não deixa entrar, o enterósto não absorve, ele passa direto e vai embora. Você come a segunda vez também. A terceira, chega uma hora que esses anéis que unem um enterósto ao outro começam a ficar mais fracos. Porque a pressão do amendoim é muito grande em tentar entrar por aqui. Porque ele não vai ser absorvido por aqui nunca. Mas ele pode entrar por aqui. Ele entra pela janela. Aí, o que acontece? Olha aqui, aumentou o espaço entre o enteróstio. Entrou o amendoizinho aqui. Quando ele chega no organismo, no sangue, imediatamente forma um anticorpo, que é uma proteína chamada imunoglobulina G. Por que que forma? Pra grudar naquilo que é chamado de antígeno. Antígeno é o amendoim. Antigenos é aquilo que forma uma coisa contra ele mesmo. Ante. Então, o antígeno forma o anticorpo, que é como uma chave na fechadura. A molécula dele, espacialmente falando, é idêntica ao do amendoim. Então, ele gruda. O anticorpo gruda no amendoim. E aí, tira o efeito nocivo do amendoim. Então, você fala, Poupá, legal! Peraí, mas tem que ter uma outra coisa. Aquela molécula que formou, chamado complexo antígeno anticorpo, ela é estranha o organismo. Ela não pode funcionar. E ela fica circulando. Aí, vem um macrófago. O que é macrófago? Macros grande, fagos comer. É uma célula grande que come célula grande. Come coisa grande. Vem um macrófago e fagocita aquele complexo. Fagocitou, dentro dele, acabou o problema. Ele destrói tudo o que está dentro dele. Acabou o seu problema. Aí, você fala, Ó, doutor, então, você nunca em tolerância alimentar. Outro destralizinho. A quantidade de macrófago é limitada. Você pode produzir um tanto de macrófago. Não mais. Aí, o que acontece? O dia que você comer amendoim, mais do que a sua quantidade de macrófago, aquele complexo vai rodar. E vai depositar. Onde ele depositar, vai causar uma inflamação. Essa inflamação, se for um aparelho respiratório, você vai ficar com um sinal de gripe. Toda hora, você está expirrando, está com narizes correndo, está com dor de ouvido, sintomas do aparelho otorrino laringolar. Olha o grau que chega, as pessoas brincam com isso, não é, doutor? Não pode brincar. Não tem tolerância. E aí, o que acontece? Você vai num otorrino. O otorrino examina, você não vai chegar a conclusão nenhuma, porque não tem nada doente. O que tem é doente é a falta de macrófago. É o seu amendoim que está sendo ele. Ele não sabe disso. E esse exame é novo, eles não pensam nisso. Aí ele fala, dá um corticóide, você vai melhorar, dali um mês volta o seu negócio. Você entendeu? Então, o que a gente faz nesse exame? A gente cole um pouquinho de sangue do paciente e examina esse sangue para 222 alimentos. E aí, o que acontece? Esse tudo é uma máquina. Automática é um computador que eu comprei na Inglaterra. E aí, você põe lá dentro, ele faz tudo sozinho. Ele projeta na tela do computador uma tela de 222 bolinhas escuras. Aonde tiver verde e brilhante, é onde o seu alimento está. Você não pode comer aquele alimento. E eu sei quais são os alimentos, porque ele sabe, ele que dispôs, e ele fala, você, e ele dá para 222 alimentos, quantitativamente, quanto você tem de unidades arbitrárias por ML para aquele alimento. Então, até 24, você pode comer à vontade? De 24 a 29, cuidado, 30 ou mais não coma esse alimento, porque você não vai sarar do teu sintoma. Entendeu? E aí, o que acontece? Então, o laudo, ele é dado, o laudo é dado assim, são os 222 alimentos, em vermelho, o que você não pode comer. Então, você abre o laudo, você já sabe os alimentos que você não pode comer. Aí, volta a história. Depende da sua disciplina em não comer aqueles alimentos. Você para de comer aqueles alimentos? Letícia, em três semanas, quatro semanas, o sintoma desaparece. Você está entendendo? Se houver essa relação de causa e efeito, vai desaparecer o sintoma. Uma vez uma médica fez o exame e deu leite para ela, é muito comum o leite. Ela não poderia, ela tinha 180 de leite, o máximo é 30, ela tinha 29, ela tinha 180. Eu falei para ela, você precisa parar de tomar leite. Aí, ela falou para mim, mas eu não posso parar de tomar leite. Toda manhã eu tomo leite. Eu tomo café com leite, pão manteiga, toda manhã. Eu falei, mas você está com o sintoma, não está? Tô. Então, então continuo com o sintoma. Ela falou, mas eu não como me dar um jeito de parar. Eu falei, bom, ela é uma endocrinologista. Eu falei, olha, faz de conta que você recebe um chamado de Brasília para fazer uma consulta em Manaus. Tem um paciente lá, um senador de Manaus que precisa do seu tratamento. E você tem que ir lá para saber que doença que ele tem, não tem? Tem, tá bom. Você está indo, de repente o avião tem uma pane e cai na floresta amazônica. Você é uma sobrevivente, você é mais cinco. Você vai tomar leite, da onde? Como é que você vai tomar leite? Ela falou, ah, mas isso, isso é um negócio irreal. Eu falei, é, eu estou, você me deu, você me falou, uma condição que você não pode tomar leite. Faz de conta que você está numa testa. Fica três semanas sem tomar leite. Ela ficou, mandou exame do, do irmão, do filho, do marido, porque deu certinho para ela. Isso aí. Porque você tira assim, ó, você tira o sintão e sintoma. Isso é trabalho científico, publicado, Letícia. Eles examinaram 5.286 pacientes lá na Inglaterra, na Universidade York, onde foi descoberto esse exame. E eles fizeram, eles mandaram para os pacientes, primeiro eles fizeram exame em todos os 5.000, aí eles definiram os alimentos, aí mandaram uma carta, falaram, ó, vocês não podem comer tal alimento. E eles não comeram. Aí, depois de três meses, mandaram uma carta, qual, o que que aconteceu? 76% tinham melhorado. Aí fizeram a prova dos 9, pegaram 100 lá e falaram, agora você come de novo. Aí, comeram de novo, 92% voltaram com os sintomas que eles tinham antes de ter interrompido. Então, é um negócio muito legal esse exame, entendeu? É um exame. Doutora, esse exame faz lá no origem? Claro, claro. Eu tenho 7.537 pacientes examinados com esse exame. Nossa. E eu estou trabalhando esse material, vou publicar numa revista, provavelmente uma revista... Muito legal. A gente tem que trazer aqui, só dar um podcast só para falar desse assunto. Ah, isso. Eu já ia até citar aqui nas redes sociais, no TikTok viralizou um vídeo que, é uma trend, na verdade, que as pessoas falam de uma intolerância a algo específico. E aí, a pessoa mostra comendo e depois mostra que está lá indo ao banheiro o dia inteiro e aí ela fala... É uma brincadeira, mas que as pessoas agora têm a noção que isso realmente é grave, porque a pessoa fala que prefere ter a consequência do que deixar de comer algo que a pessoa é consciente que tem a intolerância. Essa é a brincadeira, né? A pessoa é intolerante ali a algo específico, mas que prefere passar pela consequência do que deixar de comer porque acha alguma coisa gostosa ou é viciada em comer. É a lei da semeadura, né? Você semeia coisa boa ou você cole coisa boa? É assim mesmo. Exatamente. Eu vou passar rapidinho aqui no nosso mitos e verdades porque o nosso tempo já estourou, mas só pra gente poder falar, comentar sobre que as pessoas mais estão com dúvidas na internet também. Alimentos termogênicos aceleram o metabolismo? Sim. Sim, a resposta é sim. Quer citar alguns? Quer fazer uma breve explicação? Nesse? Acho que não. Termogênicos já aumentam a temperatura e já aumenta a mesa. Acelera o metabolismo. É essa a ligação. É a ligação. Comer de três em três horas acelera o metabolismo? Acelera e equaliza o metabolismo. Eu tenho feito uma dieta ultimamente com a minha nutricionista. São seis refeições por dia. E eu só fazendo essa dieta, Letícia, eu eliminei oito quilos do meu peso. Só fazendo essa dieta. Já vai chamar atenção aí do que você fez. E comendo seis, comendo seis refeições por dia. É um café da manhã, lanches das dez horas, almoço uma hora, lanche das quatro, jantar as oito e seia as dez. As pessoas pensam muito nisso, que faz uma ligação que, na verdade, quando come muito, várias vezes no dia, vai achar que vai engordar. Mas quando fico o dia inteiro sem comer, acho que tá... Lê do engano. Porque tem uma coisa que é o emagrecimento real, consciente, bom por organismo, é você reduzir gordura e aumentar músculo. Isso é o que interessa. Porque se você ficar sem comer, você vai atacar. Se o músculo, você vai entrar em sarcopenia. Sarcopenia é a queda da quantidade de músculo que você tem. É o problema do idoso. O problema do idoso, que não faz a ginástica, o que que acontece? O músculo vai atrofiando. Chega uma hora que ele não pode, nem ir pro banheiro, tomar banho, não pode ir fazendo necessidade, tem que ir uma enfermeira junto. Porque a musculatura dele, e como é que você combate isso? Fazia ginástica. 50, 150 minutos por semana. Musculação. Só musculação. Não precisa fazer esteira, não precisa fazer manada. Musculação. Levanta a peso. Carrega, puxa a ferro mesmo. 50 minutos, 150 minutos por semana. Veja, se você fizer 50 minutos, 3 vezes por semana, já deu. É, esse é o cálculo que eu ia fazer agora. 150... 3 vezes por semana, porra. 50 minutinhos. Se quiser dividir em todos os dias da semana, dá menos ainda. 30 minutos. 30 minutos. E ainda você descansa sábado e domingo. Porque é de segunda a sexta, cinco dias. Eu já não estou contando sábado e domingo pra não ser muito... Não pensar muito além, nada do que? Pra colocar numa prática. Muito nerd, né? Exato. O estresse pior o metabolismo, doutor? Sem dúvida nenhuma. O estresse é um estado... Ah, não aproveitar e falar de novo do estresse. O estresse, ele afeta diretamente o metabolismo. Diretamente. E como é que você faz pra evitar o estresse? Eu vou falar de novo. O estresse é produzido por adrenalina. Adrenalina é um sistema simpático. Que ele tá dando um aviso pro organismo que tá sendo atacado, por tudo quanto é bicho e inimigo possível. O organismo inteiro fica em revolução. Você entra no banheiro, respira fundo, respira fundo, uma vez, solta, duas vezes, cinco vezes. Você vai ver que vai diminuindo o seu... a sua crise. Precisa segurar na hora de inspirar? Segura um pouquinho, segura dois segundinhos e volta. E solta. Respira e inspira três segundinhos e solta. Fazer esse ciclo em cinco vezes. Aí você faz mais um pouquinho pra dar uma folguinha. Você sai outra do banheiro. Vamos saber. Não, porque não pode ter estresse. Estresse é muito ruim. O pior é que cada vez mais começa a fazer parte da rotina e as pessoas acham que é normal. Na vida que a gente tem... Tem pessoas que ficam o dia inteiro estressadas. O dia inteiro é muito ruim. Tipo de trabalho também. É muito ruim isso. Agora, última pergunta, porque eu já passei por duas que a gente já respondeu, se durme mal pra judicar o metabolismo. A gente já falou que tem que ter aquelas oito horas não é mentira. Tem um detalhe, viu? Tem um detalhe que saiu recentemente agora. É o seguinte, não basta você dormir oito horas corridas. Isso é bom. Se você conseguir fazer isso, é bom. Agora, o ideal seria dormir mais cedo. Por quê? Porque das 21h às 24h. Ou seja, nessas três últimas horas do dia, cada hora do relógio equivale a duas do seu corpo. Então, se você dormir das 9h a meia-noite, você já dormiu seis horas do que você precisa. Aí, do a meia-noite às três da manhã, é um a um. Então, você dormindo até às três da manhã, você já dormiu nove horas, mais do que o necessário. Então, você pode acordar às três da manhã e trabalhar normalmente. Trabalhar normalmente. Tem pessoas, assim, administradoras, top de linha, se outro dia eu vi uma entrevista de uma, que ela acorda todo dia, duas horas da manhã. Por quê? Porque ela vai dormir às nove. Duas horas da manhã, ela tá com as oito horas pro outro. Doutor, eu acordava as duas horas da manhã. Tá na máquina. Há quatro meses eu acordava as duas horas da manhã, porque eu fazia reportagem num jornal que começa praticamente de madrugada, às cinco horas da manhã, de madrugada. E eu acordava as duas. Eu ficava super preocupada, porque eu também coloquei uma meta de deitar às sete e meia-noite, e às oito tá dormindo. Maravilha! E aí eu senti que eu tava bem, achava que eu ficaria bem pior, e eu ficava com aquela ideia de que aquilo, a longo prazo, ia acabar com a minha saúde, sabe? Então, isso é muito interessante para as pessoas. Muito típico, pode voltar lá. É, eu saí desse horário, agora tô trabalhando um horário, mais tranquilo, né? Entre às seis da manhã, então, um pouquinho mais. Nossa, última pergunta. Pessoas com o metabolismo baixo são obesas? É em geral. É em geral, mas não há relação. Não é uma regra. É regra, não é uma regra. As pessoas de metabolismo baixo precisam ativar-se na tominha e fazer um dinasco, que é uma boa. Legal. Doutora, eu já quero agradecer aqui a sua participação, e também fazer um convite para quem acompanhou esse nosso papo aqui até o final com o Doutor Grimaldi, tiver interesse em tudo isso que ele citou. Esses exames, que são formas de prevenção, cuidado com a saúde, para que conheça o laboratório origem, a gente vai deixar, a gente passou o vídeo, também vai deixar os links aqui. E se tiver alguma dúvida, que pode mandar as perguntas diretamente pelas redes sociais do Doutor Grimaldi, né, Doutor? Pode falar ao seu Instagram, por favor. Arrobapaulopontogrimaldi. Legal. Muito obrigada. Foi um papo muito esclarecedor, e espero que o senhor também tenha gostado e que venha aqui no nosso próximo assunto, que eu vou pedir para o pessoal sugerir, Doutor. Foi muito bom. Eu gosto muito de vir aqui na clínica do Amato, porque ele dá um curso, e eu dou duas aulas nesse curso, e é muito gostoso vir aqui. Muito obrigada. Então, eu agradeço o seu carinho e a participação aqui conosco no AmatoCache para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida no nosso bordão, e peço para que você comente caso tenha ficado alguma dúvida, tanto aqui no nosso vídeo como também nas redes sociais do Doutor Grimaldi, e não deixe de acompanhar o nosso próximo episódio. Compartilhe, que é muito importante para o nosso engajamento. Tchau.

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