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7 dicas para acabar com a Dor: Guia do Dr. Amato para Uma Recuperação Poderosa

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7 dicas para acabar com a Dor: Guia do Dr. Amato para Uma Recuperação Poderosa

A dor é uma experiência complexa, com funções protetivas essenciais. A dor aguda, como a de uma queimadura, é um alerta claro e localizado que protege de danos

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Perguntas respondidas neste vídeo

Você já se perguntou por que realmente a gente sente dor, não seria muito melhor a gente ter sido criado sem essa capacidade?

A dor é muito mais do que uma simples sensação, uma experiência complexa, que atravessa o nosso físico e emocional completamente. Nesse vídeo eu vou falar sobre o que é uma dor boa, o que pode ser uma dor ruim, como que a gente tem que encarar essa dor.

Você não me surpreende?

Sim! Bom, a dor é seu amigo. A dor aguda é causada por uma lesão, uma cirurgia, algum dano tecidual, alguma inflamação e que tende a desaparecer assim que a causa é retirada.

A perna está doendo, se amputar a perna, você para de doer, mas você não resolveu o problema, né?

Então, eu vou dar 9 dicas para diminuir a dor. A primeira delas é aplicar a mudança de temperatura. O frio e o calor podem melhorar uma dor.

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Transcrição completa do vídeo

Você já se perguntou por que realmente a gente sente dor, não seria muito melhor a gente ter sido criado sem essa capacidade? A dor é muito mais do que uma simples sensação, uma experiência complexa, que atravessa o nosso físico e emocional completamente. Nesse vídeo eu vou falar sobre o que é uma dor boa, o que pode ser uma dor ruim, como que a gente tem que encarar essa dor. E eu vou dar várias dicas de como gerenciar dor em geral. Você não me surpreende? Sim! Bom, a dor é seu amigo. A dor aguda é causada por uma lesão, uma cirurgia, algum dano tecidual, alguma inflamação e que tende a desaparecer assim que a causa é retirada. Esse tipo de dor tem uma função protetora muito importante. Então, imagina que você está lá na cozinha e você coloca a mão em cima do fogo. Essa dor é uma dor aguda e que vai fazer você recuar tirando essa mão do fogo e diminuindo a lesão tecidual. Essa dor é bem clara na localização, a gente sabe exatamente onde ela está acontecendo. E também tem cidade que ajuda muito a fazer o diagnóstico da causa. A dor crônica não, a dor crônica é uma dor que persiste por mais tempo além do tecido já recuperado. Ela vai envolver mudanças neurológicas, nociceptivas, como o nosso cérebro encara essa dor. Pode levar tanto a alterações comportamentais e na função nervosa. Então, a dor é muito complexa. Ela vai envolver tanto essa parte sensorial, mas também o envolvimento emocional. Uma curiosidade fascinante é o omínculo de Penfield. Ele foi descrito entre a década de 30 e 50 por Wilder Penfield. E ele disse que tem dois omínculos, o motor e o sensorial. O sensorial é mais relacionado com a dor. E é a representação nas áreas do cérebro responsáveis por gerir a dor naquele local. É como se fosse um mapa que vai representar a quantidade de neurônios direcionadas para aquela parte do corpo e para gerenciar a dor e a parte motor. Então, o omínculo é bem distorcido. Dá para ver que a parte do tronco é menor, tem menos sensibilidade à dor. Do que, por exemplo, a ponta dos dedos, que é extremamente sensitiva. Então, ele reflete a quantidade de tecido neuronal cerebral dedicado para aquela área para descifrar a sensibilidade, a sensação e a parte motor. A dor vai ser processada no cérebro em várias áreas, ao mesmo tempo, de forma paralela. E é muito importante o contexto no entendimento da dor. A mesma dor pode ser interpretada de formas diferentes. Veja, numa gestação, num parto ocorre a dor, mas ela é completamente interpretada de uma forma diferente de uma dor de alguma outra lesão. Se não acontecesse assim, nenhuma mulher teria um segundo filho depois de um parto normal. Então, existe uma ressignificação dessa dor. Uma mesma dor com intensidade semelhante, ela vai ser interpretada de acordo com o contexto. E a dor foi fundamental no processo de evolução do ser humano. Ela vai ajudar a gente a se afastar de um perigo, mas não só isso, ela condiciona a não buscar mais esse perigo. Então, a capacidade de sentir vai evitar danos maiores. É a auto preservação, que é um excelente mecanismo de defesa. Existe também a analgesia induzida pelo estresse. Então, são situações em que algum evento é para ser doloroso, mas o estresse é tão grande que a sensação da dor é ignorada. Um exemplo disso é, por exemplo, um ferimento por arma de fogo. Às vezes, o evento é tão estressante, está acontecendo tanta coisa ao mesmo tempo, a pessoa tem que fugir. A dor era para existir, mas a adrenalina é tanta, o estresse é tanto, que o cérebro não computa essa informação porque é mais importante a sobrevivência, a auto preservação. Então, ele só vai sentir a dor lá na frente depois. E a superação de eventos dolorosos podem levar a um autoconhecimento, uma superação pessoal. Você acaba se desenvolvendo mais, você acaba criando a resiliência. Então, não é difícil entender que existe a dor boa e existe a dor ruim. Um exemplo de dor boa, a dor do exercício físico após o exercício físico, aquela dor na musculatura, ela é garantia que você fez o que você tinha que fazer, você cumpriu sua meta. Essa dor é da musculatura se restabelecendo e se fortalecendo depois do exercício físico. Eu conheci uma pessoa que não fazia nada de exercício e ela dizia que nem caminhava, porque depois de caminhar ficava com o corpo todo dolorido, parecia que estava com febre e gripado. Mas é uma dor boa, é uma dor que mostra um desenvolvimento pessoal no caso da musculatura. A dor que te tira de um evento, então aquela que você encostou na panela e tira, ela está te avisando, o sinal de alerta, é uma dor boa. E a sensibilidade de cura no processo de cicatrização de uma lesão, isso também é uma dor boa. Agora, a dor ruim é a dor crônica, aquela dor que persiste após a lesão já ter sido tratada. É uma dor que leva à incapacitação física, aquela dor que deveria estar avisando de alguma coisa, mas ela está lá simplesmente por estar, não tem uma outra causa que não apropre a dor em si. Então, a dor neuropática é uma dor que é uma dor neuropática, ela também é uma dor ruim. Então, a dor tem uma função no nosso corpo, que é a função de alerta. Então, simplesmente a gente desligar a dor, tirar ou tratar a dor, a gente não está tratando a causa, o que desencadeou essa sensação. E a gente tem que tomar muito cuidado com isso. Eu ouvi esses dias uma frase que faz todo sentido. A perna está doendo, se amputar a perna, você para de doer, mas você não resolveu o problema, né? Então, eu vou dar 9 dicas para diminuir a dor. A primeira delas é aplicar a mudança de temperatura. O frio e o calor podem melhorar uma dor. O frio, ele vai causar a vasoconstrição e analgesia. E o calor, ele vai causar a vasodilatação e a anti-inflamação. Eu vou colocar um vídeo aqui falando sobre o calor local. Mantenha-se ativo, mesmo na vigência da dor. Uma caminhada leve, um exercício leve, vai liberar as endorfinas necessárias para diminuir a sensibilidade da dor. Não use a dor como desculpa para parar com atividade física. Práticas de alongamento, de mindfulness, de respiração profunda também ajudam a controlar a dor. Dormir bem, um sono de qualidade, aumenta sua tolerância a dor. Tente manter uma rotina regular de sono, deixe um ambiente confortável, faça higiene do sono, para que não seja a falta de higiene a causa da perda de sono. Então manejo do estresse, diminui o estresse, tenha hobbies que te distraiam, fiquem em convívio social com pessoas que te agradam. Tudo isso ajuda a desviar o foco e diminuir a sensação dolorosa. A dieta hidratação, então uma dieta bem balanceada. Tenho vários vídeos aqui no canal falando sobre isso e tomar água adequadamente e ajudam nesse controle da dor. Uma massagem terapêutica, principalmente em alguma área com uma dor mais muscular, também pode ajudar a diminuir essa sensibilidade. Obviamente, limite o consumo de álcool, pare com tabagismo se estiver fumando. Tudo isso são fatores de estresse oxidativo. E a última coisa que seu corpo precisa é mais fontes de estresse. E obviamente consulte um profissional. Como a dor pode acontecer em qualquer parte do corpo, se você tiver na dúvida, o primeiro médico a ser consultado é um clínico geral. E aí depois ele pode encaminhar para um especialista de algum órgão. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe e fique aí para ver o próximo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.