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Dr. Alexandre Amato Revela o Poder da Pimenta para a Saúde Vascular

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Dr. Alexandre Amato Revela o Poder da Pimenta para a Saúde Vascular

A pimenta, através de substâncias como a piperina e a capsaicina, oferece benefícios significativos para a saúde vascular. A piperina, presente na pimenta-do-re

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Perguntas respondidas neste vídeo

Você gosta de pimenta?

Comenta lá embaixo qual tipo que você mais gosta. Então existem vários tipos de pimenta, entre elas, duas se sobressaem. São as pimentas que acabam trazendo a substância chamada piperina e as pimentas que traem a capsaicina.

Lembra daquele medicamento, o Ozempic, que todo mundo toma para emagrecer?

Então ele é um análogo do GLP-1. A capsaicina não é um GLP-1, mas ela faz o nosso corpo produzir mais GLP-1. E o GLP-1 é a substância que vai avisar o nosso cérebro da saciedade que a gente já comeu.

O que melhora e cessa, ou pelo menos diminui, essa picância?

É algum alimento bem gorduroso. Talvez por isso as pessoas comam bastante pimenta em uma feijoada.

Você gosta de uma feijoada apimentada?

Me conta lá embaixo. Mas algum alimento bem gorduroso, não é instantâneo, mas ele vai diminuir essa picância toda.

Então onde a gente pode encontrar?

Num leite integral com bastante nata, ou num iogurte, algum alimento que tenha bastante gordura pode ajudar. Interessante lembrar que tem vários tipos de pimentas diferentes, então a minha sugestão é ir acrescentando na alimentação, mas acrescentando pimentas diferentes também, que tenham princípios ativos diferentes.

Transcrição completa do vídeo

Descubra como a pimenta picante pode melhorar a sua circulação. Hoje nós vamos falar sobre os benefícios na saúde da pimenta, que é um termogênico natural. Eu sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e eu ajudo pessoas com problemas circulatórios a entenderem o seu problema e descobrirem maneiras de como melhorar a sua saúde.

Eu sei que você quer saúde e já está inscrito no canal, então eu não vou ficar insistindo aqui. Nesse vídeo eu vou colocar um link com um e-book com receitas, múltiplas formas de você aproveitar a capsaicina com benefício para a sua circulação. Agora, como eu não quero que ninguém use essas receitas de forma inconsciente, eu vou colocar uma senha aqui no vídeo, vai passar ali embaixo, para que somente as pessoas que realmente assistiram o vídeo de verdade possam baixar esse e-book, mas ele é gratuito para você.

Então o link vai estar lá embaixo. Então a pimenta, sim, ela queima, ela arde, ela dói, mas ela traz benefícios para a saúde. Você gosta de pimenta? Comenta lá embaixo qual tipo que você mais gosta.

Então existem vários tipos de pimenta, entre elas, duas se sobressaem. São as pimentas que acabam trazendo a substância chamada piperina e as pimentas que traem a capsaicina. A piperina, ela vem da pimenta negra, da pimenta do reino, é a principal substância que provém dela.

A piperina, ela tem sido estudada por causa dos seus efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, mas também porque ela é capaz de aumentar a biodisponibilidade de vários nutrientes no nosso corpo. Teve alguns trabalhos que mostraram que ela é capaz de aumentar o colesterol bom e diminuir o colesterol ruim, o que vai, consequentemente, melhorar a circulação. O efeito antioxidante é aquele efeito que acaba reduzindo o dano do estresse oxidativo no corpo, e é esse estresse oxidativo que acaba levando às doenças crônicas, entre elas a aterosclerose, que é uma doença essencialmente da circulação.

Alguns estudos mostraram que ela é capaz também de diminuir a pressão arterial, provavelmente por causa de algumas substâncias bioativas em seus compostos. Então, a piperina é muito frequentemente utilizada junto com a cúrcuma, com a curcumina, para aumentar a biodisponibilidade dela no corpo. Agora, a capsaicina, ela é a principal substância das pimentas do tipo chili.

Ela que traz a picância, o ardor da pimenta. A capsaicina vai ativar o receptor transitório vanilóide 1. O que é isso? É um receptor que tem nas células e que vai desencadear. Nas células nervosas, nociceptivas, responsáveis pela dor, vai causar a sensação de dor.

Mas esse mesmo receptor existe em várias outras células, em outros tecidos do nosso corpo, desencadeando outros processos. Uma das respostas fisiológicas que ela vai causar é a ativação de uma enzima, a enzima sintetase do óxido nítrico na parede endotelial. Esse óxido nítrico, eu já falei várias vezes aqui no canal, ele é responsável pela vasodilatação e a proteção da parede endotelial, que é aquela primeira camada de células dentro dos nossos vasos, tanto das veias quanto das artérias.

Mas ela também vai atuar em vários outros processos fisiológicos, receptores, como, por exemplo, a UCP2, que é a proteína desacopladora, mas também o PPR-A-Gama, e pode, por várias outras vias, facilitar e melhorar a saúde vascular. Então a capsaicina pode reduzir a formação da aterosclerose por várias vias, melhorando a síndrome metabólica, melhorando a obesidade, melhorando a esteatose hepática não-alcoólica. O que os estudos mostram é que aumenta um pouquinho a taxa metabólica, e para aqueles que usam de forma atópica, teve um trabalho que mostrou melhora na resistência ao exercício físico em pacientes que já tinham angina, que já tinham a lesão da aterosclerótica nas artérias do coração.

Então vamos falar quais são os possíveis efeitos circulatórios da capsaicina. Então, falando da aterosclerose, ela pode causar essa vasodilatação com a liberação do óxido nítrico, mas também ela pode inibir a produção de substâncias pró-inflamatórias. Um outro efeito positivo pode ser na vasculopatia diabética, ou seja, quando as artérias sofrem por causa da diabetes.

Então a capsaicina pode ter aquele efeito no CP2 que eu falei, e naquela enzima que produz o óxido nítrico no endotélio. São dois efeitos que vão ser benéficos para a circulação em vigência da diabetes. Agora pensando num derrame, num AVC, acidente vascular cerebral, ele vai melhorar a função endotelial, ou num infarto, na insuficiência coronariana, também vai melhorar o endotélio dessas artérias coronarianas, mas também pode ajudar um pouquinho com a vasodilatação, melhorando a circulação no local.

Agora pensando na hipertensão, na pressão alta, que também é um problema essencialmente circulatório, a capsaicina pode diminuir a retenção de sódio, pode melhorar a vasodilatação, diminuindo também a possível pressão alta. Agora com relação à síndrome metabólica, a capsaicina é capaz de diminuir a inflamação do tecido adiposo através daquela via que eu comentei, que é a PPR e a gama. Agora olha lá, falando de esteatose hepática, ou seja, gordura no fígado e obesidade, a capsaicina aumenta a produção endógena, a produção do nosso corpo daquele GLP-1.

Lembra daquele medicamento, o Ozempic, que todo mundo toma para emagrecer? Então ele é um análogo do GLP-1. A capsaicina não é um GLP-1, mas ela faz o nosso corpo produzir mais GLP-1. E o GLP-1 é a substância que vai avisar o nosso cérebro da saciedade que a gente já comeu.

Então se a gente aumenta a nossa capacidade de produzir o alerta, o aviso para a saciedade, isso vai ajudar a combater a obesidade e também a gordura no fígado. Só que não é só isso, também vai diminuir a atividade pró-inflamatória através dessa via do GLP-1, mas também do CP2 que eu comentei. Então na obesidade vai ajudar também com o aumento do metabolismo pela termogênese natural da pimenta, o aumento do controle do apetite através dessa via do GLP-1, mas também pode ainda aumentar a capacidade de lipólise, ou seja, da quebra da gordura.

É óbvio que tudo isso ainda carece de muito mais investigação, muito mais estudo científico para a gente entender exatamente como que essas vias atuam no nosso corpo. E como a gente tem esses receptores em muitas células de muitos tecidos e órgãos do nosso corpo, a gente tem que tomar muito cuidado, porque na hora que está ativando uma coisa, pode ativar alguma outra que você não estava esperando. E pode acabar tendo algum efeito inesperado ou até mesmo um efeito indesejado.

Obviamente, tudo depende da dose e exagero não é bom para ninguém nada. Então vamos falar da dose da capsaicina. É óbvio que precisa de mais estudos para a gente estabelecer exatamente a dose que é tolerável e que é sugerida para atingir os benefícios na saúde.

A gente pode estar falando da capsaicina, que é a substância picante mesmo, ou tem um análogo, uma substância bem parecida e que desencadeia os mesmos processos que é o capseato e não tem o efeito picante. Lembrar que nem todo mundo tolera a picância da pimenta via oral. Obviamente, isso pode ser estimulado e acostumado.

Você vai aumentando gradativamente a dose na alimentação. É só lembrar que tem alguns países que desde criança já se come tudo muito apimentado, por exemplo, a Índia, o México. Quase tudo tem algum tipo de pimenta lá.

Mas existe a possibilidade também de ingerir como um suplemento, numa cápsula protegido, mas a capsaicina numa cápsula não quer dizer que não vai sentir nada na boca, mas pode ter um desconforto gástrico. Muita gente também não consegue, não se adapta a isso. Agora falando da dose, teve um trabalho que mostrou o uso de 45 miligramas três vezes ao dia, mas nesse mesmo trabalho parece que foi um exagero, que não precisava de tudo isso para atingir o benefício.

É recomendado, então, em torno de seis miligramas ao dia. Começando com pequenas doses, aumentando lentamente, acrescentando como tempero na comida e não necessariamente só como suplemento. Tomar muito cuidado com esses molhos processados, vendidos prontos, porque aquilo lá pode até ter um pouquinho de pimenta, mas o que vem junto de sódio, de super industrializado, de conservante e tudo mais, vai fazer mais mal do que bem.

Lembrar que quem tem asma, bronquite, rinite, lesão de pele, que tem a síndrome da ativação mastocitária, tem que tomar muito cuidado com a pimenta ou com até a quantidade que está ingerindo, mas quem tem esofagite, gastrite ou qualquer doença do trato digestivo, também tem que tomar muito cuidado, porque a pimenta pode piorar. Lembrar que ela também pode deixar as fezes mais ácidas, de forma que se tiver alguma lesão no ânus, alguma fissura, algum machucadinho, pode não doer para entrar, mas vai doer para sair, então tem que tomar muito cuidado com essas doenças proctológicas. E óbvio que não é recomendado também para gestante, principalmente nos primeiros três meses, ou para mãe que está amamentando, porque isso pode mudar o sabor do leite para o bebê e ele pode acabar deixando de amamentar por causa disso.

Agora aquela dica que é importantíssima, o que é o melhor antídoto para a dor, para a picância da pimenta? Se você exagerou na dose, ou se você tomou uma Carolina Reaper, que é uma das mais fortes do mundo, o que você vai fazer? Vai tomar água? Vai tomar açúcar? Vai tomar limão? O que melhora e cessa, ou pelo menos diminui, essa picância? É algum alimento bem gorduroso. Talvez por isso as pessoas comam bastante pimenta em uma feijoada. Você gosta de uma feijoada apimentada? Me conta lá embaixo.

Mas algum alimento bem gorduroso, não é instantâneo, mas ele vai diminuir essa picância toda. Então onde a gente pode encontrar? Num leite integral com bastante nata, ou num iogurte, algum alimento que tenha bastante gordura pode ajudar. Interessante lembrar que tem vários tipos de pimentas diferentes, então a minha sugestão é ir acrescentando na alimentação, mas acrescentando pimentas diferentes também, que tenham princípios ativos diferentes.

E aí você vai aumentando gradualmente e melhorando a sua tolerância. Então o efeito da capsaicina na saúde realmente parece brilhante, a gente ainda carece de mais estudos científicos, principalmente para equilibrar os efeitos benéficos com as dificuldades, com a intolerância, com a dor, com o ardor que causa. Para atingir todos esses benefícios de saúde também, obviamente não adianta comer uma vez e achar que isso já mudou tudo na sua vida.

Eu tô falando de uma coisa regular, de hábito de vida, de fazer isso realmente diariamente em doses saudáveis. Uma das pimentas que eu mais gosto é uma pimenta chamada Merken. E aí, qual que é a sua? Coloca lá embaixo nos comentários que eu quero saber.

E fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.