O depoimento aborda a dificuldade de aceitação do próprio corpo por uma pessoa com lipedema, especialmente antes do surgimento de movimentos de empoderamento. A
Nesse momento ainda não existia esse movimento de empoderamento, de você se sentir, aceitar como você é. A primeira vez que eu vi alguma coisa, aceita você do jeito que você é, foi propaganda da Dove, onde eles colocavam as pessoas de formas diferentes e você tem que se aceitar, e eu rejeitava aquela mensagem, porque eu falava assim, eu não sigo me aceitar desse jeito, porque eu sinto que os outros não me aceitam.
Então foi a vida toda desse jeito. Isso inclusive quando me casei, relações íntimas, tudo mais, você sente o olhar reprovador da primeira vez que você tira sua roupa.
Algumas vezes acontecia de que eu relaxava um pouco, ok? Você é assim mesmo, te aceita, né? Nesse momento ainda não existia esse movimento de empoderamento, de você se sentir, aceitar como você é. A primeira vez que eu vi alguma coisa, aceita você do jeito que você é, foi propaganda da Dove, onde eles colocavam as pessoas de formas diferentes e você tem que se aceitar, e eu rejeitava aquela mensagem, porque eu falava assim, eu não sigo me aceitar desse jeito, porque eu sinto que os outros não me aceitam. Ninguém me aceita desse jeito. Todas as vezes que eu tinha uma situação, uma consulta médica, um podólogo, uma massagista, qualquer coisa, o momento que eu tirava minha roupa, as pessoas falavam assim, nossa, você parece ter um magra, um comentário, ou às vezes até um olhar reprovador, aquilo me machucava, porque eu sempre esperava, aí passava, sei lá, não vou mais um podólogo, ficava com raiva, não vou mais, mudava a estratégia, aprendi a fazer meu pé, por exemplo, entendeu? Então foi a vida toda desse jeito. Isso inclusive quando me casei, relações íntimas, tudo mais, você sente o olhar reprovador da primeira vez que você tira sua roupa.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.