O álcool tem efeitos complexos e controversos sobre o sistema vascular. O chamado "Paradoxo Francês" sugeriu um benefício cardiovascular, mas estudos posteriore
Então, esse vídeo é pra você e pra essa pessoa que você conhece. Então, pode pegar e já encaminhar no seu grupo de WhatsApp, que aqui eu vou dar um monte de dicas importantes, falar tanto o lado bom do álcool quanto o lado ruim, e como fazer pra tirar o melhor proveito disso, de forma que não danifique a sua saúde.
Quer dizer que eles perceberam que os franceses, apesar de comerem muita gordura saturada, tinham um nível baixo de doença e de morte por doença cardiovascular. E saiu todo mundo à procura do que que acontecia que os franceses tinham de diferente do resto da população.
Então a gente vai dissecar isso e vai tentar entender o que isso tem a ver com a sua saúde vascular. O efeito mais simples e mais direto que a gente vê com o álcool é a vasodilatação. Ou seja, ele relaxa a musculatura dos vasos, o vaso acaba aumentando um pouquinho, e isso aumenta a circulação momentaneamente naquela região.
Então vamos ver o que realmente acontece. Em primeiro lugar, eu preciso deixar muito claro, tem que ficar evidente aqui, ninguém pode ter dúvida que álcool é uma substância tóxica, álcool é uma droga. Álcool causa dano no nosso corpo, o álcool faz mal.
Teve trabalho que mostrou que, no final das contas, vale a pena a gente acabar tirando o álcool, mas a gente vai falar desses efeitos maléficos e benéficos. Então, vou começar falando dos efeitos negativos da alta dose.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato. Hoje eu vou falar sobre o álcool e a má circulação e os efeitos na circulação no sistema vascular. Então, você bebe álcool? Você bebe um vinho? Bebe uma cervejinha? Você conhece alguém que bebe alguma coisa? Então, esse vídeo é pra você e pra essa pessoa que você conhece.
Então, pode pegar e já encaminhar no seu grupo de WhatsApp, que aqui eu vou dar um monte de dicas importantes, falar tanto o lado bom do álcool quanto o lado ruim, e como fazer pra tirar o melhor proveito disso, de forma que não danifique a sua saúde. Mas antes, me ajuda. O canal tá precisando que você se inscreva, que você clica no sininho, porque senão você vai acabar não recebendo as dicas quase que diárias que a gente manda sobre como melhorar o seu bem-estar.
Então, vamos lá. Vamos falar do álcool e a circulação. Tudo começou em 1819, quando perceberam um negócio que foi nomeado de Paradoxo Francês.
O que que quer dizer isso? Quer dizer que eles perceberam que os franceses, apesar de comerem muita gordura saturada, tinham um nível baixo de doença e de morte por doença cardiovascular. E saiu todo mundo à procura do que que acontecia que os franceses tinham de diferente do resto da população. Então ficou meio que evidente, na época, que era o vinho, era o álcool, que eles tinham esse hábito de tomar junto com a refeição, e que poderia estar diminuindo esse risco cardiovascular, apesar da dieta que eles tinham na época.
Só que desde então, todo mundo saiu em busca de vamos provar isso, vamos demonstrar por A mais B que isso realmente acontece. E parece que o assunto não é tão simples assim. É bem complicado.
Será que é o álcool que tem esse efeito? Ou será que quem está tomando esse álcool, que tem um hábito de vida diferente, e já teria um risco cardiovascular diferente? Então a gente vai dissecar isso e vai tentar entender o que isso tem a ver com a sua saúde vascular. O efeito mais simples e mais direto que a gente vê com o álcool é a vasodilatação. Ou seja, ele relaxa a musculatura dos vasos, o vaso acaba aumentando um pouquinho, e isso aumenta a circulação momentaneamente naquela região.
Só que essa vasodilatação é muito pequena e ela é discreta e ela dura pouco tempo. Sobre essa vasodilatação, eu posso lembrar que eu peguei um caderno do meu avô, meu avô era cirurgião vascular também, eu peguei um caderno da época de estudante dele, e tinha lá como um dos tratamentos para o infarto agudo do miocárdio, tomar uma dose de uísque. É óbvio, hoje em dia a gente não faz isso, mas o racional por trás disso era exatamente a vasodilatação.
Essa vasodilatação poderia aumentar a circulação local naquele momento. Mas será que é essa vasodilatação? Isso é muito momentâneo? Então vamos ver o que realmente acontece. Em primeiro lugar, eu preciso deixar muito claro, tem que ficar evidente aqui, ninguém pode ter dúvida que álcool é uma substância tóxica, álcool é uma droga.
Álcool causa dano no nosso corpo, o álcool faz mal. Então, apesar disso, a gente vai falar dos efeitos benéficos, mas tem que ficar muito claro isso, porque eu vou falar no vídeo todo sobre o sistema vascular, mas o dano maior do álcool vai ser no trato gastrointestinal, vai ser no fígado, vai ser no sistema neurológico central, e tem efeito maléfico também no sistema cardiovascular que a gente vai falar. Então, o álcool, por ser extremamente disseminado no mundo todo, tanto para uso pessoal, quanto em uso social, essa ampla disponibilidade do álcool, colocou ele como um dos principais substâncias que causam dano ao nosso corpo.
A alta dose no consumo de álcool é claramente deletério, faz mal sem sombra de dúvidas para o sistema cardiovascular, e aumenta a mortalidade. Então, quando a gente fala de altas doses, vai fazer mal para todo mundo, sem dúvida nenhuma. Alguns trabalhos mostraram que a baixa dose de consumo de álcool até diminui a mortalidade cardiovascular, mas a exclusão do álcool tem outros benefícios na saúde que também devem ser considerados.
Então, a gente tem sempre que fazer o balanço, tanto do benefício quanto o risco. O que o álcool em baixa ou moderada dose está te trazendo de benefício? Ele está trazendo o malefício também, mas será que isso vai compensar a retirada do álcool? Teve trabalho que mostrou que, no final das contas, vale a pena a gente acabar tirando o álcool, mas a gente vai falar desses efeitos maléficos e benéficos. Então, vou começar falando dos efeitos negativos da alta dose.
Então, quem toma muito álcool, o efeito agudo, e tem um efeito importantíssimo cardiovascular, é o efeito deletério nas células cardíacas, causando arritmias importantes, causando hipertensão, causando até mesmo derrame, ou seja, acidente vascular cerebral e morte súbita. Agora, de forma crônica, a alta dose também vai causar a disfunção do átrio, disfunção do ventrículo, também causa arritmias, entre elas taquicardia, uma taquicardia grave, pode causar também a cardiomilpatia alcoólica, que é a doença do coração devido ao álcool, e a mortalidade cardiovascular. Agora, vamos falar do cérebro e a alta dose de álcool.
Então, pode causar tanto AVC, derrame isquêmico, quanto derrame hemorrágico, pode causar também a hemorragia subdural, que é quando sangra fora do cérebro, entre a caixa crâniana, esse acúmulo de sangue é extremamente grave e aumenta a mortalidade por AVC, por derrame. Mas agora vou falar do ponto de vista vascular. Então, a alta dose de álcool vai causar o aumento da aterosclerose, aumentando a aterosclerose, a gente tem o aumento da doença arterial obstrutiva periférica, que são aquelas placas que não deixam o sangue com oxigênio chegar na periferia, levando a isquemia, necrose, muitas vezes amputação.
Então, pode acontecer esse aumento de deposição de placas, pode causar a hipertensão arterial, essa hipertensão também, secundariamente, indiretamente, também vai aumentar essa aterosclerose. O álcool também muda o perfil lipídico, piora o colesterol, piora a triglicérides, piora a forma como o nosso corpo lida com esses lipídios, pode piorar também a diabetes mellitus e aumenta, piora todos os marcadores inflamatórios, ou seja, vai causar inflamação no corpo. O álcool, a gente tem que lembrar que muitas vezes o álcool não é consumido sozinho, ele vem junto com outras coisas.
Então, o álcool pode estar junto com o tabagismo, que também é um dano para o sistema vascular, e pode estar relacionado a outras drogas, como, por exemplo, a cocaína. E o álcool tem um efeito sinérgico, ou seja, eles aumentam, não vão só se somar, eles vão se multiplicar quando são usados em conjunto. Agora, alguns trabalhos mostraram que o consumo moderado do álcool pode diminuir alguns marcadores inflamatórios, diminui a agregação plaquetária, ou seja, as plaquetas não ficam tão propensas a formar trombo, a se juntar e grudar para fechar algum pequeno dano, e isso acaba diminuindo a chance de uma trombose.
Teve trabalho que mostrou até que o consumo moderado do álcool aumenta o HDL, que é o colesterol bom, em 12%, levando a menos eventos vasculares e morte por risco cardiovascular. Parece que tem um efeito em U, o que é esse efeito em U? Quer dizer que a baixa dose não vai ter efeito nenhum, a dose moderada diminui o risco cardiovascular, e depois a dose alta aumenta drasticamente o risco cardiovascular. Só que aí vem a grande questão, será que é exatamente o álcool que está levando a esses efeitos? Porque quem tem um consumo moderado de álcool podem ser pessoas que têm um nível de interação social maior, têm um desprendimento, que têm um nível de estresse menor, e pode ser que sejam esses efeitos que estão impactando no risco cardiovascular e não diretamente o álcool.
Então aquilo que parecia muito claro lá atrás com o paradoxo francês começou a ficar muito complicado, ninguém sabe se é exatamente o álcool ou se são os fatores ambientais de quem tem o uso do álcool. Por exemplo, ficou relacionado que o vinho tem um impacto maior, só que quem toma o vinho normalmente tem um hábito alimentar melhor, será que é o vinho que fez esse benefício ou será que é o hábito alimentar melhor que trouxe a diminuição do risco cardiovascular? Porque teve outros trabalhos que mostraram que, mesmo em níveis moderados, já tem um aumento da espessura médio-intimal da carótida, ou seja, começou um espessamento dessa parede da carótida, não fizeram com tempo suficiente para ver placa, porque demoraria muito tempo, mas começou essa primeira lesão. Então será que é realmente o uso moderado do álcool ou será que é alguma outra coisa que está associada? Porque o vinho tem muitos polifenóis, entre eles o principal é o resveratrol no seu conteúdo, então os polifenóis, os resveratrols, eles já se mostraram benéficos para a saúde cardiovascular.
Então será que a pessoa está tomando o vinho em uma quantidade moderada e esse vinho está diminuindo o risco cardiovascular? É por causa do álcool ou é por causa do que tem junto, que é o resveratrol? Difícil separar isso. Já tiveram trabalhos que tentaram fazer suco de uva versus o álcool sem o resveratrol, mas eles não conseguiram mostrar nenhuma diferença e precisa de um número enorme para conseguir evidenciar isso. Já teve até trabalho que mostrou que o vinho diminui o risco de trombose, o risco dessa agregação plaquetária formar um trombo, enquanto que os destilados, esse risco de trombose aumentou.
Então quer dizer, o vinho diminui o risco de trombose e o destilado aumentou. Os dois têm álcool, o que tem de diferente no vinho? Tem os polifenóis. Então o que a gente pode levar de conclusão de tudo que eu falei hoje aqui sobre o álcool e a circulação vascular? Que por enquanto, hoje, o que a gente pode fazer é tomar uma taça de vinho junto com a nossa refeição e falar que a evidência científica atual é que essa taça de vinho está fazendo bem para a circulação.
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