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Tratamento EFICAZ de Varizes e MELHOR época: AmatoCast Ep 42

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Tratamento EFICAZ de Varizes e MELHOR época: AmatoCast Ep 42

O episódio aborda o tratamento de varizes e a melhor época para realizá-lo. O Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, define varizes como veias dilatadas e tor

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Perguntas respondidas neste vídeo

O que a gente pode já adiantar para as pessoas?

Acho que essa pergunta é muito pertinente, porque começa a chegar no inverno, todo mundo está preocupado se tem que tratar agora, se tem que tratar depois, e aí depois passa o tempo e aí acha que perdeu a chance de tratar.

Antes de tudo, acho que a gente precisa, não tem como fugir do panorama, o que são varizes?

Maravilha, varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nu, ou seja, se você tem que enxergar, essa veia tem que estar grandona e que tem que estar tortuosa, fazendo um serpenteamento. Isso aí são veias varicosas.

Ou pode acontecer também nos braços, por exemplo, nas regiões superiores aqui?

Pode ter veia dilatada e tortuosa superficial nos braços, mas aí a gente não chama de varizes e tem uma razão pra isso. Nas pernas, o sistema venoso superficial é muito menos importante do que o sistema venoso profundo.

O que é de fato considerado grave para varizes?

Tá, vamos lá. Idade, sexo e gravidade. Idade.

Então, mulher tem mais do que homem?

Eu acredito que a mulher se preocupa mais do que o homem, e aí ela vai buscar ajuda mais cedo. Então, quando chega o homem no consultório, ele tá sendo quase que arrastado pela mulher, você vai no médico, e a gente vai examinar, as varizes estão super avançadas.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Lembrando que no último episódio nós estivemos aqui com o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, conversamos sobre o mês de conscientização justamente da saúde vascular.

Antes estivemos aqui com o Dr. Fernando Amato, que é cirurgião plástico, e nós desvendamos alguns procedimentos estéticos, alguns que viralizaram já há anos e outros que ficaram famosos na mídia recentemente. Hoje nós recebemos aqui novamente o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, mas dessa vez para falar sobre o tratamento de varizes, se tem alguma época do ano que o tratamento costuma ser mais recomendado e como que funciona, principalmente agora, na estação que nós estamos, que é o inverno. O professor Dr. Alexandre Amato é médico e cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato.

O especialista é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo. Atualmente faz pesquisa científica em lipedema e é presidente da Associação Brasileira de Lipedema. Além disso, é autor de diversos livros sobre saúde.

Mais uma vez, bem-vindo aqui no Amatocast, doutor. Obrigado, eu fico muito feliz de estar aqui para falar sobre esse assunto muito legal. Então agora um spoiler do que a gente vai falar sobre as varizes.

A gente já tinha feito um episódio falando sobre o que é, como que funciona o tratamento de varizes, mas hoje tem um diferencial que é de fato do tratamento. A principal dúvida, existe de fato uma estação que o tratamento de varizes é mais recomendado? O que a gente pode já adiantar para as pessoas? Acho que essa pergunta é muito pertinente, porque começa a chegar no inverno, todo mundo está preocupado se tem que tratar agora, se tem que tratar depois, e aí depois passa o tempo e aí acha que perdeu a chance de tratar. Então a gente vai resolver isso, se dá para tratar o ano todo, se não dá e quais são os melhores tratamentos para cada momento.

Legal, inclusive a época do inverno, que é a estação que a gente está agora, já para quem está assistindo agora, porque às vezes o episódio também acaba viralizando de novo mais para frente. Então as pessoas começaram a, esse assunto estava em alta, eu vi até no Trend Topics do Twitter, muita gente comentando sobre isso, então legal a gente esclarecer. Antes de tudo, acho que a gente precisa, não tem como fugir do panorama, o que são varizes? Maravilha, varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nu, ou seja, se você tem que enxergar, essa veia tem que estar grandona e que tem que estar tortuosa, fazendo um serpenteamento.

Isso aí são veias varicosas. Tem os vazinhos, que são as telianjectasias, são veias, as aranhas vasculares, são bem mais fininhas, mas ambas são varizes. E tem a insuficiência venosa crônica, que vem o inchaço, vem alteração de pele subcutânea, com manchas, tudo isso decorrente das varizes e da insuficiência venosa.

Então, mas varizes, veias varicosas, são aquelas veionas, grandonas, tortuosas, que todo mundo faz diagnóstico, inclusive aquela amiga invejosa que fica olhando pra sua perna. Então, pra ser considerada de fato varizes, é algo que a gente bate o olho e a gente consegue já perceber. Normalmente na região inferior aqui, doutor? Ou pode acontecer também nos braços, por exemplo, nas regiões superiores aqui? Pode ter veia dilatada e tortuosa superficial nos braços, mas aí a gente não chama de varizes e tem uma razão pra isso.

Nas pernas, o sistema venoso superficial é muito menos importante do que o sistema venoso profundo. Nos braços é o contrário, o sistema venoso superficial é muito importante. E se alguém começar a chamar de varizes essas veias tortuosas no braço, vai ter algum louco aí que vai começar a tirar e vai dar um monte de problema.

Então, essa é uma das razões pra gente não chamar essas veias tortuosas no braço de varizes. Pode ter circulação colateral, pode ter outras causas aí por fístula artervenosa, são coisas mais complicadas. Mas varizes é nas pernas, existem alguns outros tipos de varizes que também podem acometer o corpo.

Então, tem as varizes pélvicas, ocorre principalmente em mulheres, em volta do útero, pós-parto. Essas veias dilatadas podem causar uma dor, peso no abdômen. E também tem as varizes esofágicas.

Esse já não é o vascular que trata, é o gastro. Ocorre por causa de uma fibrose no fígado que acaba dificultando a circulação e aí as veias dentro do esôfago começam a se dilatar, podem romper e causar sangramentos enormes. Tem mais uma que eu queria mencionar, não chama varizes, mas o princípio é mais ou menos o mesmo, que são as hemorroidas.

Tem a vasodilatação das veias ao redor do ânus, naquela parte da circulação, pode acabar tendo sangramento também. Também não é o cirurgião vascular que cuida. Doutor, uma dúvida que é muito discutida, que eu até peguei no Trending Topics também, é em questão da incidência.

Você tem mais incidência entre sexos, por exemplo, mulher tem mais que homem, homem tem mais que mulher. E de idade, se é considerado uma, precisa de um tratamento de uma forma mais incisiva para aquelas mulheres que já são mais velhas ou não? Começou a ver já desde nova, já precisa ter um tratamento para não chegar numa forma grave? O que é de fato considerado grave para varizes? Tá, vamos lá. Idade, sexo e gravidade.

Idade. Varizes começa a partir dos 20 anos, normalmente, e a tendência é piorar ao longo dos anos, principalmente se tiver a genética para isso. Se não tiver a genética, a doença pode ficar estacionada, tem uma ou outra veinha e fica por isso mesmo.

Agora, sexo. Então, mulher tem mais do que homem? Eu acredito que a mulher se preocupa mais do que o homem, e aí ela vai buscar ajuda mais cedo. Então, quando chega o homem no consultório, ele tá sendo quase que arrastado pela mulher, você vai no médico, e a gente vai examinar, as varizes estão super avançadas.

Por quê? Porque ele é peludo, ele não vê as varizes, ele não se incomoda, e aquele peso que ele sente no final do dia, ele acaba colocando a culpa no trabalho. Fala, poxa, eu trabalhei o dia inteiro, isso aqui que eu tô sentindo é o normal, isso mostra que eu tô fazendo, atuando todos os dias. E não é, ele acabou se acostumando.

Então, os homens, eles têm varizes, assim como as mulheres, só que eles acabam se preocupando mais tarde. E as mulheres, preocupadas com a estética, acabam chegando no vascular com o primeiro vazinho, com o segundo vazinho, e aí a gente começa tratando antes e acaba não desenvolvendo a doença mais avançada. Agora, sobre a gravidade de varizes, ninguém vai morrer por causa de varizes e ninguém vai perder a perna por causa de varizes.

Agora, o que pode acontecer de pior é a abertura de grandes feridas, úlceras venosas, que não cicatrizam facilmente. Isso é bem chato, difícil, incômodo e precisa de muitos cuidados. E a causa, doutor, está relacionada a algo genético ou realmente seria de falta de exercício físico, por exemplo, que a pessoa tem? Porque muita gente associa, porque a gente vê nas pessoas mais idosas as varizes, chama mais atenção, pelo menos.

Então, as pessoas costumam associar essa questão a a pessoa está mais idosa, não é mais tão ativa, não faz tanto exercício físico, por isso costuma aparecer. Isso está, de fato, relacionado? É um problema essencialmente genético, só que é uma doença muito frequente na população. E por que eu falei essas duas coisas juntas? Genético e é muito frequente na população.

O que tem a ver uma coisa com a outra? Qualquer doença que seja muito frequente na população não pode ser um gene único que está envolvido. São vários genes. A gente conhece alguns que acabam aumentando a prevalência, aumentando a probabilidade de desenvolver varizes.

Então, a gente tem que lidar com a genética e aí com os fatores desencadeadores, que pode ser o ganho de peso, a obesidade, o sedentarismo. Tudo isso vai aumentar a probabilidade de ter e se você tiver a genética, vai ser muito maior. Legal.

E em questão de sintomas, até você falou que costuma ser sempre visível, né? Que é sempre visível as varizes. Então, a pessoa pode chegar a ter dor, pode chegar a ter algo que realmente seja um incômodo maior ali na vida da pessoa? Ah, sim. O problema da dor nas varizes é o seguinte, e isso é fácil de explicar.

Na classificação de varizes, a gente classifica de 1 a 6. Então, 1 são os pequenos vazinhos, as telenjectasias, 2 são as veias varicosas, 3 é quando tem inchaço, 4 é quando tem as manchas, 5 é quando teve uma úlcera e cicatrizou, e 6 é quando tem uma úlcera. Mas perceba que eu falei toda a classificação e em nenhum momento eu mencionei dor. Por que isso é importante? Porque eu posso ter uma pessoa na classificação 1, inicial das varizes, que tem bastante dor, e eu posso ter uma pessoa que está na classificação 6, que tem a úlcera aberta e não tem nada de dor.

Então, a gente não pode usar a dor como evento para classificar a gravidade da doença. E hoje em dia, eu tenho uma visão bem diferente disso aí, que eu acredito que tem muita gente com lipedema associado e que muitas vezes a dor está vindo do lipedema e não das varizes. Então, a gente tem que fazer o nexo causal, a gente tem que ver qual é a doença que está causando a dor que o paciente sente, senão você vai acabar tratando uma coisa e vai continuar sentindo a dor.

Varizes, então, precisa ser tratado, doutor? Ou a pessoa assim, ah, ela foi diagnosticada com varizes, é visível, como a gente já citou, e ela fala, não, eu estou vivendo bem com isso, para mim é uma questão estética, não preciso fazer um tratamento. Ou em questão de saúde realmente da pessoa, ela precisa tratar varizes? Então, vamos usar o termo que você falou, tratar, tratar precisa. Todas vão precisar tratar.

A questão é que o tratamento pode ser só observação nos casos iniciais, a gente pode ir acompanhando e vendo se a doença está lá estacionada. Tratar não necessariamente significa fazer uma cirurgia ou fazer um procedimento ou tomar algum remédio. Tratar pode, então, no caso inicial, vamos fazer uma consulta a cada dois anos e ver se está desenvolvendo isso aí ou não.

Agora, precisa operar todos os casos? Longe disso. A gente começa a ser mais incisivo, mais chato com a necessidade do tratamento invasivo a partir do estágio 2. Então, começou a inchar, é mais importante fazer esse tratamento. Antes disso, a gente pode considerar como uma questão mais estética e ir acompanhando.

Então, no estágio 1 e 2, a gente pode, com calma, sem pressa nenhuma, fazendo tratamento conservador, exercício físico, uso de meia elástica e ir acompanhando. Isso não deu certo. Então, o próximo passo para a pessoa seria um tratamento clínico, que a gente chama.

Como que funciona esse tratamento clínico? Porque a gente sabe que também tem o tratamento cirúrgico, né, para avarizes. Então, nessa questão de acompanhamento ali das meias não deu certo, a pessoa já quer passar para esse próximo passo, né, de um tratamento com laser. Como que funciona? É bem interessante, porque em alguns países isso é bem estipulado, né.

Então, nos Estados Unidos, é necessário pelo menos um ano de tratamento com meia elástica para partir para o próximo passo. Aqui no Brasil, nem tanto. Eu acredito que tem muito por causa da... até da temperatura do nosso país, né.

O podcast hoje é sobre o clima, no final. Como é um país muito quente, usar meia elástica não é tão fácil assim no calor. Então, algumas pessoas acabam desistindo.

Então, às vezes vai direto para o tratamento mais invasivo. Então, antes de fazer a cirurgia, tem muita coisa que pode ser feita. Então, tem o tratamento com laser, o tratamento com laser externo, superficial, o Criolaser.

Tem também a espuma, tem a aplicação. Todas essas escleroterapias vão fazer o fechamento dessa veia sem a cirurgia. Até a gente chegar nos tratamentos cirúrgicos, em que a gente vai ou retirar essa veia de alguma forma, ou queimá-la de alguma forma, que ela se feche e acabe sendo absorvida pelo corpo com o tempo.

Doutor, esses tratamentos não cirúrgicos são muito oferecidos em clínicas de estética por pessoas que não são médicos. É muito comum ver, né? Até em propaganda, assim, naquele vidro ali na frente, quando passa em shopping, ou passa até naquelas galerias, né, que tem bastante clínica de estética, tem sempre oferecendo ali tratamento de estria, tratamento de varizes. Acho que está na lista dos mais oferecidos, inclusive.

Esse tratamento pode ser considerado algo que... Uma vez teve um episódio, para quem gosta desse tipo de assunto, com o doutor Fernando, que a gente falou sobre a necessidade, não é nenhum preconceito com as pessoas que não são médicas, mas a necessidade dos médicos estarem preparados para esses procedimentos, porque, por exemplo, teve uma intercorrência, só o médico vai poder salvar a vida daquela pessoa, vai poder saber o que fazer nessa situação. Para varizes também entra nisso? Demais. Eu recebo muita complicação de varizes tratadas por não médicos, mas mesmo quando não chega até a complicação, vamos supor que a pessoa fez tudo direitinho e não teve complicação, pode estar jogando dinheiro fora, e eu vou explicar o porquê.

Às vezes, as veias que estão aparecendo, elas estão lá porque tem uma doença maior por trás, que é a insuficiência venosa crônica, uma insuficiência de safena, um refluxo de uma veia axial maior. E aí, ficar fazendo o tratamento estético com escleroterapia com não médicos seria como enxugar gelo. Você vai lá, faz, e aí a veia vai voltar.

Vai lá, faz de novo, e aí a veia vai voltar. Esse é o barato que sai caro, porque não vai resolver o problema. Tem que tratar a doença subjacente.

E quem faz o diagnóstico da doença subjacente é o cirurgião vascular. Então, eu estou falando de uma situação em que nem aconteceu complicação nenhuma e que está jogando dinheiro fora. Agora, das complicações, elas são gravíssimas.

Então, o que é usado para fazer escleroterapia pode causar úlcera. E são úlceras, apesar de serem injetadas na veia, elas são úlceras arteriais. Elas doem muito, elas são profundas, elas são feias, não dá para tratar e ficar bonito depois.

Então, o mau uso dessas tecnologias acaba desencadeando lesões gravíssimas. Eu recebo várias, infelizmente eu não posso mostrar aqui, e que são de chorar, de sentar e chorar junto com o paciente. Porque ela leva, às vezes, meses para conseguir recuperar e não fica bonito.

Então, eu sugiro sempre fazer o tratamento com um profissional qualificado e que não é qualquer médico também. É o médico cirurgião vascular. Esse é um problema da circulação e que, às vezes, é o pico do iceberg que tem uma coisa enorme lá embaixo que está escondido e que precisa ser diagnosticado.

Isso era uma questão que eu ia chegar, né? Se varízes pode ser considerado grave no nível da pessoa até virar óbito, né? Perder a vida. Mas a varízes em si não levaria ninguém a óbito. Mas o problema é o que poderia estar escondendo atrás dessa questão estética ou visível ali.

Não é nem estética, né? Visível na perna da pessoa ou na região ali. Exatamente. As varízes podem estar lá por causa de um refluxo de safena, de uma insuficiência de safena grande que aumenta a probabilidade de trombose que pode levar ao tromboembolismo pulmonar que é gravíssimo.

Isso é uma possibilidade. Doutora, agora quando chega nessa parte de tratamento, né? Que a gente falou de alguns tratamentos clínicos. Agora citamos aí os não médicos, né? Que oferecem esses tratamentos.

Agora quando chega pro médico, no seu caso, cirurgião vascular é o mais habilitado pra tratar desse tipo de problema, entre aspas. Quando a pessoa primeiro tenta fazer o tratamento clínico pra depois passar pra cirurgia, de fato. Então, já entrando no nosso tema do episódio.

Existe uma época do ano mais favorável pra isso? Vamos lá. A gente tem que se perguntar por que as pessoas se preocupam com a época do ano, né? O inverno é o melhor momento pra fazer o tratamento? O que tem no inverno? A gente tem o frio, né? E o frio traz algumas consequências pro nosso corpo e pro ambiente. Então, no inverno seria mais confortável usar uma meia elástica, né? Usar uma coisa quente.

Seria mais fácil no inverno. Mas não só isso. No inverno tem uma vasoconstrição.

Os nossos vasos acabam ficando mais fininhos e menores. Então isso não é tão bom assim pra gente acertar as veias. E é um momento em que quase ninguém está mostrando as pernas.

Então, se fizer algum procedimento, vai ficar escondidinho ali na roupa. Essas são as razões principais. Então eu vou ter que desmistificar elas aqui.

Então o uso da meia elástica, ele é fundamental e no inverno ele é mais fácil? A meia elástica nem sempre é necessária. Boa parte dos tratamentos pode ser feito sem a necessidade da meia elástica. Então isso cai por terra.

A gente poderia fazer no verão então. Existem meias elásticas com tecido bem fininho e que não esquenta tanto assim. Hoje em dia a tecnologia das meias está muito avançada.

Dá pra usar no verão se for necessário. Agora com relação a vasoconstrição do inverno. Normalmente a temperatura ambiente em que o médico está fazendo o procedimento é controlada.

Então ele vai colocar na temperatura adequada tanto pra máquina que ele está utilizando e pra técnica que ele está fazendo. Isso é importante e é uma questão que o médico tem que se preocupar, você não. Agora com relação a esconder a perna.

Então fez a cirurgia ou fez um procedimento e pode ficar pequenas marcas e aí no inverno pode usar uma roupa comprida e acabar escondendo. No verão pode não querer mostrar. Acho que essa é a grande diferença.

Mas o resultado vai ser essencialmente o mesmo, não vai mudar nada. A veia vai ser tratada e bem tratada. Tanto no inverno quanto no verão.

Tanto no frio quanto no calor. A vantagem vai ser poder ou não mostrar a perna. Mas tem uma pegadinha aí.

Pra você ficar com a perna bonita no verão você tem que começar a se preocupar um pouco antes. Não vai começar a chegar no verão e falar agora eu vou fazer porque eu quero mostrar a perna logo em seguida. Vai ter que dar um tempo pra você poder tomar sol e conseguir mostrar a perna sem manchar.

Então se você consegue fazer um pouquinho antes, melhor. Mas tem algumas técnicas onde isso é irrelevante. Então se a gente faz o tratamento com laser superficial o sol não vai aparecer, não vai atrapalhar e não fica lesão na perna.

Então no final pode ser feito em qualquer momento. A questão é qual técnica que vai ser utilizada. E como que funciona a cirurgia de fato, doutor? Tem corte, não tem corte? Como que é? São pequenos furinhos que a gente faz hoje em dia.

Uma curiosidade é que a técnica foi um brasileiro que descreveu. A técnica usada no mundo, tá? São pequenos furinhos em que a gente retira a veia através desses furinhos. Hoje em dia dá pra fazer com laser também.

O tamanho do furo é exatamente o mesmo. Às vezes você está usando um tiro de canhão para matar uma formiguinha. A técnica tradicional é capaz de retirar essas veias.

Ah, mas eu quero fazer com laser. Ok, o laser às vezes você vai queimar uma área maior do que a necessária. Depende.

Então veias maiores o laser pode ser muito mais eficaz. Agora a gente está falando dos vasinhos superficiais. O laser é muito bom, muito bom mesmo.

E recuperação, como que funciona assim em volta das atividades, né? Pra quem fez o tratamento cirúrgico ou não cirúrgico? Então, falando do laser superficial, a paciente vem, faz o tratamento, levanta, vai embora pra casa, vida completamente normal. Pode ir pra academia se quiser. Normalmente não aparece nenhuma maca, nenhuma mancha.

Às vezes pode aparecer alguma pequena crosta, mas isso é eventual. Pra cirurgia, você faz a cirurgia de manhã, lá pelas 7 horas da manhã. Meio dia já está indo embora pra casa.

Tudo feito com anestesia local e sedação. E a recuperação é super rápida. Precisa usar a meia elástica? A meia elástica é mais um conforto nesse pós-operatório do que necessariamente uma obrigação.

Não vai mudar o resultado, a evolução do tratamento. Então, é super simples. E a questão do sol, é o recomendado não se expurar ao sol, tanto pro tratamento cirúrgico como pro não cirúrgico? O sol é o seguinte, se a gente vai fazer o tratamento do laser superficial, se você tomar muito sol e queimar a pele, ficar com a pele mais escura, o laser talvez não consiga passar e queimar a veia adequadamente.

Então, me atrapalha mais um sol antes do que um sol depois. Por quê? O sol depois é fácil de lidar. É só usar protetor solar.

Colocou o protetor solar, já está protegido e não vai manchar. Mas eu preciso lembrar uma coisa, não é só o protetor solar no local que foi feita a cirurgia, é o protetor solar no corpo inteiro. Porque você vai acabar estimulando algumas citoquinas e alguns hormônios que vão acabar aumentando a pigmentação no restante do corpo.

Ah, isso é importante. Porque é muito comum, a pessoa quer proteger uma parte do corpo e coloca ou o protetor solar naquele círculo ou uma toalhinha ali em cima e deixa o resto do corpo aberto. Tem que proteger o corpo inteiro, é importante, ninguém pensa nisso.

E esse tratamento também, o cirúrgico ou não cirúrgico, tudo isso envolve essa questão da época do ano que a gente está falando, se tem realmente ligação ou não, seria para o conforto da paciente ou do paciente. Isso envolve para todas as outras cirurgias vasculares também, essa questão da época do ano, se tem alguma situação que é melhor ou pior para isso? Sabe, tem uma sazonalidade das doenças. As doenças arteriais, elas acabam piorando no frio.

Então, como tem a vasoconstrição que eu falei, os vasos diminuem de diâmetro, acaba aumentando os sintomas das doenças arteriais no frio e aí acabam buscando mais o médico e acaba tendo mais procedimento. Entra aí também outras doenças relacionadas a isso, até infarto é mais relacionado ao frio. Não quer dizer que não vai acontecer no calor, pode acontecer também, mas aumenta a frequência.

Então, a varízez pode aparecer com mais frequência no calor também, mas... Desculpa, eu falei de um assunto e não falei das varízes. As varízes, os sintomas aumentam no calor. O calor aumenta a retenção de líquido, aumenta a sensação de inchaço, aumenta o incômodo com tudo isso.

Então, sim, vai ter mais sintoma das varízes no calor. E aí o tratamento é indiferente, se é mais para o conforto ali que a gente citou da paciente. Exato.

Então, no calor ela vai estar pensando, caramba, eu tenho que tratar essas varízes que estão me incomodando. Aí no inverno ela para de se incomodar e esquece. Aí ela perde a chance de tratar porque passa o inverno, ela só vai reclamar no verão seguinte.

Então, por isso que não faz sentido. O tratamento das varízes pode ser feito em qualquer momento, não precisa se preocupar com a época do ano. Que a pessoa consegue também se planejar para poder fazer.

Exato. A recuperação é rápida, que até você citou, mas sempre tem um planejamento da pessoa para o tratamento. Eu acho que o mais importante é o planejamento pessoal.

Organizar a vida, deixar tudo em dia. Em dia no sentido de ninguém dependendo que você faça alguma coisa, organiza tudo lá para ter uns dias de folga e conseguir cuidar de si mesmo. Exatamente.

Doutor, a gente já citou que varízes podem aparecer por conta de algum problema vascular que a pessoa está sendo escondida ali, daquele paciente. Como então uma forma de evitar varízes, além daquelas medidas que a gente já citou, até para quem quiser acompanhar mais sobre saúde vascular de forma geral, a gente fez um episódio que eu citei no início. Foi o episódio anterior, que foi justamente com o doutor Alexandre, que a gente citou das principais doenças, principais formas de prevenção, mas em questão de varízes.

Tem algo que as pessoas até mais novas podem, já tomando um cuidado, para evitar que chegue no nível de fazer uma cirurgia, por exemplo? A gente vive falando de hidratação, exercício, e eu prometo que não vai ser isso que eu vou falar. Embora isso ajude também. É o uso da meia elástica.

Então a meia elástica, ela vai melhorar a circulação venosa. Meia elástica de média e alta compressão tem que ser um cirurgião vascular para indicar. Porque ela tem contraindicação, sim.

Ela pode acabar causando dano para quem não precisa ou para quem tem algumas outras comorbidades. Agora, a meia elástica de leve compressão já é mais fácil. Então, se você tem história familiar, se você já tem varízes, pelo menos uma meia elástica de leve compressão de uma marca boa e dedicada ao tratamento das varízes, pode ajudar.

Isso para dormir, doutor? Ou durante o dia também? Excelente pergunta. Não que as outras perguntas não sejam também, mas é interessante para responder porque puxo outro assunto. O que a meia faz? A meia, ela comprime as veias superficiais e ajuda a direcionar o sangue para cima.

Quando a gente está deitado, a gente não precisa disso porque a força da gravidade já está ajudando. O problema é quando a gente está de pé. Foi lá atrás, quando a gente virou quadrúpede, virou bípede, que esse problema apareceu.

A coluna de água muito grande quando a gente está de pé é fazendo pressão lá embaixo. E aí a veia acaba dilatando. A gente coloca a meia elástica e compensa isso.

Quando a gente está deitado não tem esse problema não. Então não há necessidade da meia elástica na cama. Normalmente as pessoas acham ao contrário, né? Que é para dormir que precisa usar.

Exato. Eu já vi algumas pessoas também falando do benefício de dormir com as pernas mais elevadas do que o resto do corpo, do que a cabeça. Isso ajuda nesse sentido? É o mesmo princípio.

Quando a gente está na horizontal e não tem a força da gravidade nem ajudando, nem piorando. Quando eu coloco a perna para cima, aí eu ponho a força da gravidade para atuar a favor da circulação venosa. Até falam que dá para você descansar mais rápido se você coloca... A sensação realmente, eu já testei em casa, a sensação realmente é de descanso maior.

Dá um alívio. Dá um alívio mais rápido, parece, né? Daquele cansaço nos pés. Exato.

Antes da gente... A gente tem algumas perguntas também que eu separei aqui das pessoas que mandaram sobre esse assunto, mas antes acho que dá para a gente só passar nos mitos e verdades que estavam sendo mais discutidos, os assuntos mais relevantes nesse Trend Topics, porque pode acabar respondendo a pergunta de alguém também que já mandou para a gente. Doutor, é verdade que o outono e o inverno são as melhores épocas para tratar as varizes e os vazinhos? A gente respondeu do inverno, agora do outono mais especificamente, mas de estações de forma geral que também já está respondido, né? Eu não vejo nenhuma grande vantagem em outono e... Assim, a tecnologia no tratamento das varizes está tão avançada que a gente se adapta à temperatura ambiente. Então não tem que se preocupar com isso.

Está no inverno, quer tratar varizes? Pode ir no vascular que ele vai ter algo bom para oferecer. Está no verão, quer tratar varizes? Também vai ter alguma tecnologia boa para oferecer. Não precisa se preocupar com o melhor momento.

O melhor momento é aquele que encaixa bem para você. É aquele momento em que você está tranquilo, que não tem um monte de coisa acontecendo na sua vida. Porque também tem as pessoas que resolvem fazer algum tratamento de saúde, mas para esconder outros problemas da vida, né? Quero mais outra sarna para me coçar, para não pensar naquilo.

Esse é o pior momento, né? Tem que ser um momento de calmaria da sua vida. Acho que é legal até... Uma boa definição é que alguma situação pode ter um benefício a mais para aquela pessoa num determinado momento, mas não que vai ser um impedimento, né? Exato. Tem uma situação que vai ter um impedimento para aquela cirurgia.

Exato. Próximo. É verdade que a exposição ao sol, depois de ter realizado uma cirurgia de varizes e ter cicatrizes recentes, pode deixar essas pequenas cicatrizes escurecidas? Ah, sim.

Isso é muito verdade. Mas aí não é só varizes, né? Qualquer cicatriz, qualquer cirurgia, se você tomar sol e não é só no local que foi feito a cirurgia, é no corpo todo, há uma tendência de hiperpigmentação e ficar marcado aquilo lá. Não quer dizer que vai ficar a vida toda, mas vai levar muito tempo para sair.

Então é melhor evitar o sol ou usar protetor solar fator 40 para cima. E essa questão até que a gente está citando da exposição ao sol, né? De deixar marcas permanentes, isso pode ser para quando a cicatriz já chega no nível de até formar quiloide. Isso tem como reverter quando chega assim de ficar aquela marca que parece que não vai sair nunca mais algum tipo de tratamento para amenizar pelo menos ou tirar 100%? Existem vários tratamentos para essa hiperpigmentação.

Assim, qualquer coisa em medicina que tem vários tratamentos é porque nenhum é 100%. Então a gente tem que ver qual vai ser para cada caso. Então existe laser, existe peeling, existe alguns tratamentos via oral, existe algumas pomadas e cada caso é um caso, não tem jeito.

Infelizmente não tem uma pílula que resolve tudo. Agora em questão da cicatrização em si, é verdade que o frio facilita a cicatrização após a cirurgia de varizes? O frio não vai influenciar de forma nenhuma a velocidade da cicatrização. O que vai influenciar é a nutrição do paciente se está fazendo os cuidados pós-operatórios adequadamente.

Então a temperatura não vai mudar em nada, pode ficar tranquilo com relação a isso. Então nem nessa parte depois, continua o destaque para que não precisa fazer nenhum planejamento pensando na estação e sim na vida do momento. É verdade que após a aplicação, escleroterapia ou laser para vazinhos não devemos expor as pernas ao sol? Ok, então vamos lá.

O laser para vazinhos, o sol não vai fazer tanta diferença não. Até imagina o seguinte, o laser nada mais é do que uma luz muito forte concentrada num local. É como se fosse a luz do sol num lugarzinho ali, super concentrado.

Então não vai fazer diferença mais sol depois. É o que eu disse, o sol antes atrapalha mais do que o sol depois. Agora a escleroterapia não.

Tem vários tipos de escleroterapia, com glicose, com espuma, com polidocanol, etamolim. Tem várias substâncias, cada uma vai ser influenciada mais ou menos com o sol, mas aí a minha sugestão é não ficar exposto ao sol após uma escleroterapia líquida. Agora para reforçar em questão do pré-operatório ou pré-procedimento não cirúrgico, é verdade que a pessoa que está bronzeada deve evitar fazer tratamento para vazinhos com laser? Ah sim, com certeza, porque tecnicamente até dá para fazer se a gente diminuir bastante a potência do laser, porque o laser tem um fotóforo, que é um alvo, e ele vai aumentar a temperatura desse alvo.

Normalmente esse alvo está lá na água que está dentro do vazinho ou na hemoglobina, no ferro que está no vazinho. Agora, se eu coloco uma camada de um pigmento na frente, esse laser pode acabar esquentando esse pigmento antes de esquentar o vaso, e aí ele pode causar queimaduras. Para evitar queimaduras, o que a gente faz é diminuir a potência do laser.

Só que ao fazer isso, ele fica menos eficaz. Então, na verdade, não é que não dá para fazer depois de tomar sol ou estar bronzeada, é que não vai ser tão eficaz, você vai estar jogando dinheiro fora. É melhor esperar um pouquinho, diminuir um pouquinho o bronzeado, e aí fazer com o laser de uma forma, com um resultado bem melhor.

Questões que só realmente um especialista, que a gente até citou dos não médicos, que realmente avalia, porque quando a gente, citando essas clínicas que só pensam no dinheiro em si, não olham essa questão, se a pessoa realmente vai... Nunca vão falar não. Não tem como falar não. E assim, para bom martelo, todo parafuso é prego.

Se eu sei fazer isso e tenho esse protocolo, eu vou enfiar a goela abaixo de todo mundo esse protocolo. Para quem serve e para quem não serve. Entra até naquele caso do pilim de fenol, que foi um extremo, claro, aquilo realmente causou a morte de uma pessoa.

Foi um caso que eu também acompanhei no meu trabalho. Na entrevista que ela deu para a Polícia Civil, o que chama mais atenção? Era uma esteticista, não vou nem citar o nome, para quem acompanhou sabe quem é, mas ela dizia que na literatura, até o Dr. Fernando falou que literatura, qual foi a literatura? Ela não tinha lido sobre nenhuma morte relacionada a pilim de fenol. E aí o Dr. Fernando acabou citando que para ela não tinha na literatura, porque ela não leu realmente sobre isso.

Porque qualquer procedimento assim, ainda mais o pilim de fenol, que a gente viu como é o antes e depois, o pós-tratamento da pessoa, realmente dá para ver a gravidade daquele tratamento. Então, como que a pessoa pode citar que não existe a possibilidade de acontecer nenhuma intercorrência ali, né? Quando ele começou a passar mal também na câmera de segurança, ela ofereceu um copo d'água para ele. Solução perfeita, né? Resolve tudo.

Vai ressuscitar a pessoa. É literatura. Gente, a literatura médica não é a apostila do curso, não é nem o que foi lido nos livros da faculdade.

Literatura médica são os artigos científicos atuais. Se eu falar para vocês que hoje em dia eu não faço nada do que eu aprendi na faculdade, mas eu não parei no tempo, é porque a medicina evoluiu tanto que o que eu faço hoje em dia não era nem pensado na época que eu fiz faculdade. Isso está em constante evolução.

Então, não dá para alguém fazer um curso, aprender um protocolo, mexer numa máquina e achar que resolveu o problema, porque isso está mudando e evoluindo todos os dias. Então, essa é uma das razões para vocês procurarem sempre um médico, assim, sinceramente, um médico atualizado. É um recado importante, porque, é claro, a gente não é um preconceito, até reiterando isso, nenhum esteticista, nenhum biomédico pode fazer nenhum tratamento estético, porque muitos são capazes de fazer tratamentos estéticos que realmente são eficazes, né? Que junto também com algum especialista pode ajudar.

Tecnicamente é fácil. Eu entendo, gente. Vocês podem olhar e falar assim, ah, é só pegar a seringa e injetar ali e ter mira que dá certo.

Pode parecer fácil, mas não é só isso. Tem muita coisa acontecendo por trás disso e muita informação para chegar naquele procedimento que parece fácil. Tem aquela história da pessoa que foi contratada, tinha uma máquina grande na empresa e que parou de funcionar.

Eles chamam o técnico, o técnico examina tudo e fala, ok, 4 mil dólares para resolver isso. Aí o dono da fábrica, desesperado, paga os 4 mil dólares. Aí ele vai lá e vira um parafuso e a máquina volta a funcionar.

Aí o cara, desesperado, fala, mas como que você me cobra 4 mil dólares para virar esse parafuso? Eu não cobrei 4 mil dólares para virar o parafuso. Eu cobrei 4 mil dólares para saber qual parafuso virar, em qual momento e de que forma. Isso são anos, décadas de informação para chegar até lá.

Eu sei, pode parecer muito simples o apertar de um parafuso, mas se ele for feito de forma errada, desanda tudo. Quebra a máquina inteira. Exato.

Para quem pegou a frase... Para bom entendedor, meia palavra basta. Exatamente. Bom, então, para quem também já está pegando agora no meio do caminho o nosso cenário novo, que a gente até esqueceu de citar agora na abertura desse, mas a gente tem um telão agora para quem gosta de mandar dúvidas nos próximos episódios, mandem as sugestões, que a gente sempre vai colocar aqui no telão agora para responder com os especialistas.

Primeira pergunta, doutor. Doutor Alexandre, aqui no Recife o calor é de rachar quase o ano todo. Tratar varizes no inverno ajuda mesmo na recuperação ou é? Gostei do é. Maria de Lourdes, Recife.

Pois é, né? Se fosse importante, o pessoal de Recife não ia fazer tratamento de varizes. Dá para tratar varizes em qualquer momento, em qualquer estado do Brasil, não tem problema nenhum. O estado, da região.

Oi, doutor. Aqui no sul o fio já está pegando. Eu queria saber se o tratamento de varizes no inverno reduz o risco de manchas na pele depois da sessão.

Cláudia Regina, Porto Alegre. Lá é frio mesmo. Ok.

O frio não vai influenciar nisso, né? Mas o sol pode influenciar, como eu já disse. Então, pode fazer o tratamento no inverno ou no verão, que não vai ter problema nenhum. E se for expor as pernas, faça proteção com protetor solar.

O que pode acontecer é piorar por conta do sol, né? Exato. Doutor, tratamento de varizes, faltou essa ali, tem idade certa para começar? Minha mãe está querendo fazer, mas ela já tem 70 anos, tem problema? Janete Silva Belen. Puxa vida.

Eu vi um vídeo no Instagram ontem, uma senhorinha de 91 anos com uma disposição absurda. Falar que tem 70 anos, para mim não significa nada. Ela pode estar super bem, super ativa, querendo melhorar, buscando saúde.

Vamos tratar. Eu já tratei muita gente com muito mais idade do que 70 anos de varizes e foi benéfico para a pessoa. A questão é, ela não vai ter aproveitado as décadas anteriores sem as varizes, mas que aproveite as próximas.

Para os próximos verões, né? Exato. Mostrar a perna. Exato.

E ao contrário, doutor, as pessoas mais novas, tem alguma recomendação para, por exemplo, não fazer cirurgia enquanto a pessoa ainda é muito nova? Esperar para ver se aquela situação vai realmente incomodar, se vai piorar? Olha, o caso da paciente mais jovem que eu operei, ela tinha 14 anos. Hoje eu me arrependo de ter operado, porque eu operei, ela tinha varizes, fazia sentido, era uma agenesia, as veias dela, ela nasceu sem as válvulas venosas, é uma coisa mais incomum. Eu fiz a cirurgia e para mim fazia sentido.

Mas depois da cirurgia, eu entendi o que estava acontecendo, porque aí a mãe começou a pedir repetidamente e continuamente atestado para que ela ficasse cuidando da filha. E nem precisava de tanto tempo de cuidado. Então eu acho que foi uma forçada de barra para tentar resolver um outro problema familiar e eu me arrependo disso.

Eu acho que podia ter esperado um pouquinho mais, mas, porém, mal eu não fiz. Eu resolvi um problema que existia, talvez pelas razões erradas, não sei. A minha sugestão é, faça a avaliação do nexo causal.

Isso é o ponto mais importante. Se você está acordando com a dor, essa dor não é das varizes. Se você não está melhorando da dor ao levantar as pernas, provavelmente não é das varizes.

E aí não vai trazer benefício nenhum você fazer a cirurgia. Acho que essa é a minha orientação mais importante. No caso da pessoa, então, ter todos os sinais que realmente se trata de varizes e a idade, de fato, depende disso.

Se você tem 20 ou 70 anos. Com 20 anos também, já no caso de ter feito todos os tratamentos clínicos e não ter dado resultado, ou a cirurgia também poderia ser indicada? Eu acho que dos 20 aos 70 anos muda a razão para tratar. Aos 20 anos pode estar querendo ficar com a perna bonita.

Aos 70 também pode estar, mas às vezes aos 70 pode ser por causa da dor, ou pode ser por causa do inchaço, ou pode ser por causa da úlcera. Tem outras razões mais frequentes. Mas todo mundo pode tratar independente da idade.

Bom dia, doutora Mato. Tratando varizes no inverno, a gente pode voltar mais rápido para as atividades normais? Quero planejar isso direitinho. Gisele Fernandes, de São Paulo.

Olha, a primeira de São Paulo. Tinha que ser, né? Querendo trabalhar rápido. Tem que fazer mil coisas ao mesmo tempo.

Essa correria aqui de São Paulo. Eu tenho dois tipos de paciente. Eu tenho paciente que quer voltar a trabalhar rápido e tenho paciente que não quer voltar a trabalhar nunca.

Quer pedir o atestado para o resto do ano. Pois é, eu não tenho meio termo. Mas assim, mais rápido do que o quê? Porque a gente opera na sexta-feira, na segunda-feira já está liberada para trabalhar.

Precisa mais do que isso. Então, vamos ver. Cada caso é um caso.

Se for menos invasivo o tratamento ou menor a quantidade de varizes, às vezes dá para fazer no final de semana ou num feriado prolongado. E está resolvido. Às vezes até está fazendo a cirurgia, já fica com o computador aqui, né? Aliás, como que é anestesia? Anestesia local? Anestesia local e sedação.

O paciente, a gente coloca para dormir com a sedação. Ainda está sentindo mexer, dor, né? Então, aí a gente faz anestesia local em cada ponto em que vai ser tratado e a veia é retirada. Então, o paciente acorda sem sentir dor nenhuma, porque a anestesia local dura mais tempo.

E isso, para mim, foi uma evolução muito grande. Quando eu parei de fazer a haque anestesia ou a peridural, que levava muito tempo para o paciente acordar e voltar a mexer as pernas, né? Então, a anestesia local e sedação acordou, já está mexendo a perna, vai comer alguma coisa e pode ir para casa. Acordou já com o computador aqui, né? Para essa daí que quer voltar.

Pois é. Para Gisele que quer voltar a trabalhar no mesmo dia. O problema não é o trabalho em si. O problema é você ficar tanto tempo focado no trabalho e não estar preocupado no cuidado próprio.

Então, às vezes as pessoas acham o problema é voltar ao trabalho. Não, não, não. O problema é que quem está trabalhando e está preocupado com isso é aquela pessoa que vai ficar tão mergulhado nisso e quando começar a sentir dor, vai ignorar.

E aí essa dor vai aumentando até uma hora que fica tão impossível que aí só deitar e colocar a perna para cima não é mais o suficiente. Aí vai precisar de medicamento. Então, eu preciso que tenha um tempinho para se dedicar a si mesmo para ter um bom resultado pós-operatório.

E entra naquela questão também de que cada caso é um caso, né? Porque depende também com o que a pessoa trabalha, né? Se ela fica mais tranquila em casa, no computador. Eu que saio correndo atrás de bandido para gravar. Talvez precise de uma semaninha completa.

Então, tem que ver com o que a Gisele trabalha. Varízes e vazinhos são a mesma coisa? Sempre tive essa dúvida e aproveitei a live para perguntar. Rita de Cassia, Rio de Janeiro.

Varízes são as veias maiores, tá? Dilatadas e tortuosas. E os vazinhos são as telianjectasias ou aranhas vasculares. Elas são menorzinhas, até 2 milímetros de diâmetro.

A gente chama de vazinho. E as varízes maior do que isso. Tem as reticulares aí no meio.

Mas todas elas é a mesma doença. Doença varicosa, insuficiência venosa. E a gente pode chamar, assim, o geralzão, o nome guarda-chuva, né? De varízes.

Não necessariamente todos os vazinhos vão virar varízes. E nem todas as varízes podem... Ter sido originadas de vazinhos, exato. Os vazinhos, eles não vão progredir para varízes.

Só que quem tem vazinho tem aquilo que eu falei. Que pode ser uma insuficiência venosa. E que pode acabar causando a formação das reticulares.

E das veias varicosas. Então tem aquela... A origem é a mesma. Entendi.

Então a pessoa que tem o vazinho, por mais que seja menor. Deve ficar mais atenta para as varízes. Exato.

Que é o que o profissional não médico. O profissional não dedicado. Não tá nem aí.

Tá lá enxugando o gelo. Certo. Próximo.

Doutora, eu sou muito ativa e faço zumba 3 vezes por semana. Muito legal o zumba. Quanto tempo depois do tratamento eu posso voltar a dançar? Patrícia Almeida, Salvador.

Uma semana é o suficiente. Uma semana cuidando do corpo. Aí volta a dançar com o uso da meia elástica.

Não na mesma intensidade. Um pouquinho menos. Aí depois na próxima semana já tá na intensidade normal anterior.

Isso tudo eu tô falando com as técnicas mais modernas. Tratamento com laser, com rádio frequência. Não tô falando da cirurgia tradicional, de stripping, que é o arrancamento da veia.

Que eu, pelo menos, já não faço há mais de 15 anos. Doutor, esse tratamento de varízes é coberto pelos convênios? Pode ser feito pelo SUS também? Como que funciona isso? Ok. Tratamento de varízes tem no SUS.

Muitas pessoas viram pra mim no canal, aqui, mandam mensagem falando que não conseguem tratamento no SUS. Eu não sei dizer exatamente os critérios do SUS, mas com certeza eles vão buscar os casos mais graves, mais avançados, mais complicados. Obviamente não vai ter tratamento estético no SUS.

Tratamento estético aí vai ser no particular. Convênio, tem que tratar? Bom, varízes está no rol da ANS de doenças que precisam de tratamento. Então, a maior parte das vezes, sim, o convênio vai cobrir.

Agora, às vezes, eles não cobrem alguns tipos de tratamento. Então, laser e rádio frequência tem uma diretriz separada em que, às vezes, os convênios se apoiam nisso pra falar que não precisam cobrir o tratamento com laser. Entretanto, como nem todas as varízes são retiradas com o laser, eles têm que cobrir o tratamento de quase tudo.

A retirada das veias, do tratamento das outras varízes, e, às vezes, tem o diferencial do laser que eles não cobrem. Alguns convênios, sim. Outros convênios, não.

Os convênios internacionais, a grande maioria já cobre, porque já está mais do que definido que o resultado é melhor com o tratamento com laser. Entretanto, aqui no Brasil, o tratamento do stripping, que é a técnica tradicional, ainda é a técnica padrão que os convênios cobrem. Doutor, o senhor pode explicar como que é esse tratamento a laser que a gente ouve falar? Funciona mesmo? Lorena Carvalho Goiano.

O tratamento a laser. Então, a gente separa o laser. O laser é feito por fora da pele e o laser é feito por dentro da veia.

O laser fora da pele é o tratamento das veias superficiais, dos vazinhos. O tratamento de laser dentro da veia é da insuficiência venosa e das veias varicosas. Os dois são lasers, mas são lasers diferentes.

O laser, como é que ele faz? Ele vai esquentar o sangue dentro da veia e esse calor vai acabar queimando o endotélio e a parede dessa veia que vai acabar se fechando e aí não passa mais sangue no interior dessa veia. É interessante porque algumas pessoas falam, vamos passar o laser para desobstruir a veia. É exatamente o contrário.

É passar o laser para obstruir. Olha, isso é interessante. Explicar a técnica, porque às vezes a técnica parece algo tão distante que as pessoas não conseguem entender.

E esse é o objetivo também do podcast. Não só explicar a questão do que a pessoa vai poder fazer ela própria, mas também como que funciona na prática para a pessoa entender do começo ao fim, de ponta a ponta. Sim, por isso que a gente responde a pergunta do pessoal.

Funciona mesmo? Sim, funciona. Funciona mesmo. É muito bom.

Varízes é coisa de família. Se meus pais tiveram, é mais certo que eu vou ter também, Ela iniciou a usar Curitiba. Sim, e se ambos tiverem, a chance é maior ainda.

Então, se você tem só o pai ou só a mãe, tem uma chance. Agora, se tem os dois, provavelmente é quase certeza de que você vai ter. É genético, a gente carrega isso aí.

Tinha um professor de cirurgia vascular antigo, pra burro, que falava o seguinte. Varízes é a escolha errada dos pais. Você escolheu os pais errado, como se pudesse escolher.

Era uma brincadeira que ele fazia. E tem alguma relação, por exemplo, doutora? Eu sou mulher, o meu pai tinha, mas a minha mãe não. Então, eu provavelmente não vou ter, porque era o gene masculino ali que tinha? Então, como são vários genes atuando, até tem uma certa hereditariedade ligada ao sexo.

Mas ela é muito pequena e é quase desprezível. Então, no caso, a possibilidade seria a mesma? Da minha mãe ou do meu pai ter tido? Proporcionalmente. A última pergunta, eu dei uma olhada aqui, a gente já acabou respondendo, mas vale a pena a gente encerrar com essa, até pra pedir pras pessoas comentarem mais dúvidas.

Doutor, tem algum cuidado especial que a gente deve ter depois do tratamento de varízes durante o inverno em Tereza Braga, Fortaleza? Difícil ter inverno lá em Fortaleza, né? Exatamente. Seguir as orientações do médico. Como existem várias técnicas diferentes, cada um vai ter uma orientação diferente.

Então, não tente fazer o que a sua vizinha fez ou que alguma influenciadora no Instagram fez, porque pode ter sido diferente o tratamento e aí pode dar tudo errado. Siga o que seu médico orientou, que aí ele tá te dando as orientações direcionadas pra você. Doutor, muito obrigada pela sua participação.

O papo, como sempre, muito esclarecedor. E até a próxima, porque os assuntos aqui sempre vai emendando um no outro, né? A gente aproveita e já pede pro pessoal comentar sugestões, dúvidas. Vamos ver o que o pessoal quer conversar.

Mandem lá embaixo, que a gente tá sempre lendo os comentários. Exatamente. Bom, se ficou alguma dúvida relacionada a esse assunto, ou alguma de outro tema que até a gente chegou a citar, ou não, mas que vocês querem ouvir aqui a explicação do doutor Alexandre Yamato, pode comentar nos comentários aqui mesmo do vídeo, que a gente sempre tá de olho.

Compartilhe também esses vídeos com as pessoas próximas, que ajuda muito na nossa divulgação. Não esqueça de curtir e seguir a nossa página, né doutor? Obrigada mais uma vez e até a próxima. Obrigado, até a próxima.

Até a próxima. Pra você e conto sempre com a sua participação aqui no nosso AmatoCast. Tchau!

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