Trombofilia é a propensão aumentada a desenvolver trombose, podendo ser uma condição genética ou adquirida. Frequentemente, ela só é descoberta após a ocorrênci
Isso é um problema, isso entra em um outro aspecto da medicina que é o sobre-diagnóstico, é você ficar sabendo demais da sua saúde e acabar às vezes fazendo um tratamento que não seria necessário no seu caso.
Se você tem uma trombofilia, não é todo mundo que tem uma trombofilia que vai ter uma trombose e que vai precisar tratar. Tem muita gente, 5% da população tem, por exemplo, a trombofilia, o fator 5 de Leiden, heterozigoto.
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Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre trombofilias, aquelas doenças do sangue que acabam levando a trombose. Antes eu queria pedir um favor para você, para manter o nosso canal funcionando, clica ali embaixo para se inscrever, clica no sininho para a gente continuar fazendo esses vídeos e ajudar todo mundo. Mas vamos falar então de trombofilia. Trombofilia é a propensão que as pessoas têm a desenvolver uma trombose. Essas trombofilias podem ser doenças do sangue, adquiridas ou genéticas congênitas, que você nasceu com elas. Adquiridas é que você realmente adquiriu durante a vida, não tinha antes, teve alguma coisa que acabou desencadeando essa trombofilia. Então a trombofilia em si é simplesmente o risco aumentado de desenvolver uma trombose, não necessariamente ocorreu a trombose ainda. O que acontece é que muitas vezes a trombofilia é só descoberta depois que aconteceu a trombose. Então o paciente tem uma trombose, vai no cirurgião vascular, faz o tratamento da trombose e aí na investigação da causa dessa trombose acaba chegando numa trombofilia, que pode ser uma doença do sangue, genética ou não. Então quando o caminho é feito dessa maneira, então teve a trombose, depois investiga e acaba chegando a trombofilia, é feito o tratamento adequado para a trombose já no início, a trombofilia não precisa ser identificada imediatamente, porque a própria anticoagulação, o tratamento da trombose já vai estar evitando uma nova trombose, então já está por consequência tratando a trombofilia. Mas aí vem a questão de vai ser necessário o tratamento depois do tratamento da trombose, vai ser necessário o tratamento da trombofilia e vai depender da trombofilia, existem várias trombofilias, trombofilias mais leves, trombofilias mais graves, as trombofilias mais leves normalmente não precisam de um tratamento posterior, apenas evitar os fatores de risco, saber o que tem que ser feito para evitar um procedimento médico ou mesmo numa viagem de avião, o uso da meia elástica e laço-compressão para evitar uma trombose. Agora nas trombofilias mais graves pode ser necessário o tratamento prolongado para evitar essa trombose. Normalmente uma trombose que tem uma trombofilia associada, ela vai ser tratada por um determinado período, se for um evento trombótico, agora se for mais de um evento trombótico, esse período vai aumentar. A grande questão é quando a gente inverte a ordem, vamos fazer o diagnóstico da trombofilia antes de ter uma trombose? Isso é um problema, isso entra em um outro aspecto da medicina que é o sobre-diagnóstico, é você ficar sabendo demais da sua saúde e acabar às vezes fazendo um tratamento que não seria necessário no seu caso. Então, o que eu estou querendo dizer com isso? Se você tem uma trombofilia, não é todo mundo que tem uma trombofilia que vai ter uma trombose e que vai precisar tratar. Tem muita gente, 5% da população tem, por exemplo, a trombofilia, o fator 5 de Leiden, heterozigoto. Então, não quer dizer que toda essa população vai ter trombose. Então, se a gente sai tratando com o anticoagulante todos esses pacientes, uma porcentagem muito grande pode ter complicação do tratamento da anticoagulação. Anticoagulação pode causar sangramento. Então, não faz sentido a gente tratar alguém que não necessariamente vai ter uma trombose. Então, para quem teve a trombose, saber se tem ou não uma trombofilia é bastante importante. Agora, para quem não teve nada, não teve nenhum evento, muitas vezes saber se tem ou não uma trombofilia pode ser mais uma pulga atrás da orelha, uma preocupação a mais e que pode não desenvolver nada durante a vida, pode ter uma vida completamente normal, mas vai estar sempre preocupado se souber e não vai poder fazer nada, porque não vai tomar remédio, muitas delas não têm as congênitas genéticas, principalmente o tratamento seria uma anticoagulação, mas a gente ficou com o agulal, alguém que nunca teve uma trombose ou que tem uma trombofilia leve. Então, a gente tem que dosar muito bem a informação que a gente quer ter sobre o nosso corpo e, principalmente, o que vai fazer com essa informação. Então, muitas vezes, só saber, ok, mas saber e ser muito invasivo no tratamento pode acabar trazendo consequências graves também. Então, converse bastante com o seu cirurgião vascular, o cirurgião vascular costuma tratar o paciente que já veio porque teve a trombose, aquele que tem só a trombofilia e não teve a trombose ainda pode até ir no cirurgião vascular que sabe tratar e é a rotina, mas o hematologista, que é o médico do sangue, também pode ajudar bastante o paciente que não teve a trombose ainda. Então, a trombofilia é isso, é a propensão maior a ter eventos trombóticos, hábitos de vida saudáveis, exercício físico se movimentar bastante, hidratar-se bem, usar elasto com pressão, tudo isso já ajuda, evita uma trombose para a maior parte das pessoas, muitas vezes sem a necessidade de uma medicação, mas cada caso é um caso precisa ser avaliado pelo médico responsável. Gostou do nosso vídeo? Compartilhe, inscreva-se e até o próximo! Legendas pela comunidade de Amara.org
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.