O aumento de mais de 60% nos diagnósticos de diabetes em dez anos está diretamente relacionado ao crescimento da obesidade, que atinge 53% da população brasilei
É, os dois, com certeza, o diagnóstico tem sido mais feito com mais frequência, comisando de glicemia, mas realmente o número de pacientes diabéticos tem aumentado principalmente devido ao aumento da obesidade.
O diabetes é o aumento da glicose dos níveis de glicose no sangue e basicamente, os tipos mais comuns é o tipo 1 e o tipo 2, sendo que o tipo 1, em geral, o diagnóstico é feito em mais jovens, que não tem fatores de risco, porque principalmente, a causa do diabetes tipo 1 é principalmente genética.
O grande problema do diabetes é que o sintoma é tardio. Para você esperar ter sintomas, para fazer o diagnóstico, você já está com a descompensação da doença. Então, o ideal é que o diagnóstico seja feito num screening, num rastreamento, enquanto a pessoa está assintomática, porque se for esperar ter sintomas, em geral, o diabetes já está um pouco avançado.
Em geral, acima de 45 anos, as pessoas têm que fazer um exame de glicemia para checar. No entanto, se tiver algum fator de risco para diabetes, esse rastreamento tem que ser feito antes. Fator de risco é história de diabetes, histórico familiar de glicemia, excesso de peso, sedentarismo, tudo isso faz com que esse rastreamento tenha que ser feito antes.
O diagnóstico pode ser feito com exames laboratoriais comuns, uma glicemia, que é um exame de manhã, hemoglobina glicada, que também é feita através do sangue. Muito simples de ser feito, muito acessível.
14 de novembro é o Dia Mundial do Diabeto, e segundo dados do Ministério da Saúde, o diagnóstico da enfermidade aumentou mais de 60% em 10 anos. Bom, para falar sobre o assunto, eu recebo hoje a endocrinologia, está a Lorena Amato da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo. Lá, doutora, obrigado pela presença também. Bom, o que acontece? As pessoas estão se cuidando mais, procurando fazer esse diagnóstico, ou realmente estão aumentando os casos de diabetes? É, os dois, com certeza, o diagnóstico tem sido mais feito com mais frequência, comisando de glicemia, mas realmente o número de pacientes diabéticos tem aumentado principalmente devido ao aumento da obesidade. Dados de 2015, trazem que 53% da população brasileira é obesa e está acima do peso e 20% dessa população é obesa. Então, isso é um fator de risco para o diabetes, então, com certeza contribui para o aumento do número diagnóstico. Quer dizer, os hábitos errados, uma alimentação adequada, falta de exercícios físicos, aparecem aí como o grande problema, claro, da obesidade e, consequentemente, do diabetes. É uma tendência mundial, não só no Brasil, isso tem sido com certeza. O mundo inteiro tem aumentado o número de casos de diabetes e principalmente devido a esse aumento dos fatores de risco, obesidade, sedentarismo e que aumenta o diagnóstico. Doutora, só para a gente relembrar, então, o que é o diabetes? Quais são os tipos dessa enfermidade? O diabetes é o aumento da glicose dos níveis de glicose no sangue e basicamente, os tipos mais comuns é o tipo 1 e o tipo 2, sendo que o tipo 1, em geral, o diagnóstico é feito em mais jovens, que não tem fatores de risco, porque principalmente, a causa do diabetes tipo 1 é principalmente genética. Já o tipo 2 são pessoas, em geral, um pouco mais velhas acima do peso e que tem esses fatores de risco ambientais mais fortes. Então, tem um fator genético, mas o ambiente é um pouco mais importante para o diabetes tipo 2. Então, basicamente, a maior parte dos diagnósticos são esses dois tipos de diabetes. Agora, é uma doença que apresenta sintomas, como que é feito o diagnóstico? O grande problema do diabetes é que o sintoma é tardio. Para você esperar ter sintomas, para fazer o diagnóstico, você já está com a descompensação da doença. Então, o ideal é que o diagnóstico seja feito num screening, num rastreamento, enquanto a pessoa está assintomática, porque se for esperar ter sintomas, em geral, o diabetes já está um pouco avançado. Então, o ideal é fazer screening mesmo, fazer um rastreamento assintomático. E há uma fase da vida em que a gente quer fazer esse exame, na infância, na adolescência? Em geral, acima de 45 anos, as pessoas têm que fazer um exame de glicemia para checar. No entanto, se tiver algum fator de risco para diabetes, esse rastreamento tem que ser feito antes. Fator de risco é história de diabetes, histórico familiar de glicemia, excesso de peso, sedentarismo, tudo isso faz com que esse rastreamento tenha que ser feito antes. Então, se você tem fator de risco, já tem que fazer um screening para ver se você não tem diabetes, porque na maioria, ele passa um bom tempo sem manifestar sintomas. Então, o importante é fazer esse diagnóstico pré-coce, antes dos sintomas aparecerem. E onde se faz esse diagnóstico, doutor? O diagnóstico pode ser feito com exames laboratoriais comuns, uma glicemia, que é um exame de manhã, hemoglobina glicada, que também é feita através do sangue. Muito simples de ser feito, muito acessível. Então, é assim que você, em geral, faz o diagnóstico de diabetes no momento de sintomato. E a partir desse diagnóstico do diabetes, qual é o tratamento medicamentos, outra coisa? O diabetes, ele é reversível? Não, o diabetes não tem cura, é uma doença crônica, você pode controlá-la e tratá-la, você pode ficar bem controlado, mas curar não, então não é reversível. E o tratamento pode ser feito com medicamentos ou, em alguns casos, é necessária insulina. No entanto, é importante enfatizar que na maior parte dos diabéticos, que é o tipo 2, a mudança de estilo de vida, ou seja, perda de peso, alimentação saudável, atividade física, é o foco do tratamento. Então, assim, tem medicamento, mas a mudança de estilo de vida tem que ser o foco, para que o tratamento seja eficaz. Qual que é a importância, então, do dia mundial do diabetes, aí, celebrado no dia 14 de novembro? E qual que é o tema da campanha desse ano? Fala um pouquinho para a gente. Então, o dia mundial do diabetes, é importante, principalmente para fazer esse diagnóstico pré-coce, para que as pessoas não se percam aí e só façam diagnóstico com sintomas, complicações da doença. Então, principalmente para conscientizar as pessoas, tanto na prevenção, quanto para o diagnóstico pré-coce. Então, por isso que é importante essa mobilização, que a sociedade brasileira de endocrinologia vem promovendo também, mas é o dia mundial. Então, as atividades estão por todo o país para conscientizar a população. Como que a doutora valia as políticas públicas existentes hoje, aí, para essa questão de prevenção? São adequados? O que precisa melhorar? A minha opinião, estão bem acessíveis. O exame de glicemia capilar e hemoglobina glicada é bem acessível. Você consegue, pelo sistema público de saúde, assim, os tratamentos também. Você consegue liberação de diversos tipos de insulina. Qual as limitações? É claro, mas com dificuldades, eventualmente, de conseguir alguns medicamentos, mas tem bastante medicamento disponível e insulinas disponíveis e, também, para o exame de rastreio, também, tem bastante disponibilidade. Esse medicamento é disponível de graça? Tem insulinas e medicamentos vioriais disponíveis, não todos, mas o suficiente para fazer um tratamento adequado. E o que foi programado aqui em São Paulo para essa data mundial do diabetes? A gente sabe que tem uma programação, não só no dia de hoje, durante todo mês de novembro, no novembro azul, né? O que a gente pode conferir aqui nessa data? Então, assim, tem vários eventos no site da Sociedade Brasileira de Diabetes, que é acesso ao público, no dia de endocrinologia. Você pode ver alguns pontos que vão ter para fazer exame dessa glicemia capilar, alguns pontos que vão estar fazendo exame de vista para ver se tem retinopatia. Os pacientes diabéticos podem ter retinopatia, que é uma das principais complicações do diabetes. Então, tem vários pontos na cidade que vão estar fazendo essa conscientização e esses exames, não só do diabetes, mas das complicações do diabetes. Você pode descobrir onde estão esses pontos através do site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. A gente tem o site, está na nossa tela aí, o site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, é isso? Não, esse site é o meu site e nesse site você pode, também, eu vou colocar para mobilizar as pessoas a descobrir os locais onde vão ter os eventos. Mas no site da Sociedade já tem, já está lá. Dá certo, Dra. Lorena Amato, queria agradecer demais a participação aqui na Sociedade Brasileira de Diabetes. Tudo bem.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.