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MasterClass Lipedema 30/11/2021: Pernas grossas e inchaço nas pernas

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MasterClass Lipedema 30/11/2021: Pernas grossas e inchaço nas pernas

A MasterClass sobre lipedema, conduzida por especialistas, esclarece que esta condição não é uma novidade, sendo descrita desde 1940. Caracteriza-se pelo acúmul

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

O Coutinho vai entrar também?

Só está nos bastidores. É, ele está nos bastidores. Vamos ver aqui.

Vocês estão me ouvindo?

Estamos ouvindo sim, Zuck.

Você está ouvindo a gente?

Vamos falar sobre lipedema. Vamos apresentar o lipedema. Vamos tirar algumas dúvidas.

Quer que eu te apresente ou você se apresenta?

Eu me apresento. Muito prazer. Boa noite pra todo mundo.

É bom saber que o lipedema não é uma sentença, né?

É algo que dá pra sobreviver.

Transcrição completa do vídeo

Agora foi. Ah, agora entendi como é que funciona esse programa. Deixa eu chamar o Zuck aqui de volta.

Estamos online. Agora foi? Agora foi. 7h59, mais um minutinho para começar.

Masterclass de Lipedema. Faltando aqui o Zuck. O Coutinho vai entrar também? Só está nos bastidores.

É, ele está nos bastidores. Vamos ver aqui. Vamos ver se eu consigo colocar no Instagram também.

Se tiver link, manda para a gente que eu também compartilho. Ó, um monte de gente dando boa noite aí. Mônica, Maria Eugênia, Sandra, Ana Andrade, Lena, Cores e Encantos, Ana Paula.

Está todo mundo entrando aí nessa live que vai ser esclarecedora. Olha lá, o Zuck está aqui. Vamos adicionar o Zuck.

Pronto. Estamos nós três aqui. 8h em ponto.

Zuck, você tem só que centralizar um pouquinho a sua câmera, senão a gente vê só a sua orelha. Boa noite, Larissa. Boa noite, Mag.

Pessoal, é uma honra estar aqui com os dois Daniéis. Então, estou cercado de Daniéis aqui. A gente vai falar sobre lipedema.

Vocês estão me ouvindo? Estamos ouvindo sim, Zuck. Você está ouvindo a gente? Vamos falar sobre lipedema. Vamos apresentar o lipedema.

Vamos tirar algumas dúvidas. Vamos falar sobre a relação do lipedema, fisioterapia, cirurgia vascular. A gente trabalha com lipedema já.

Vamos lá, Benite. Quer que eu te apresente ou você se apresenta? Eu me apresento. Muito prazer.

Boa noite pra todo mundo. Meu nome é Daniel Benite. Eu sou cirurgião vascular, formado pela USP.

E já vai fazer sete anos que eu e o doutor Alexandre Matos a gente tem se dedicado ao estudo, ao tratamento e o descobrimento do lipedema. Acho que a cada semana que passa a gente tem uma ideia nova, a gente tem um pensamento diferente, mas o nosso foco é sempre informar o máximo possível pra que as pessoas compreendam o lipedema e não tenham medo de ter o lipedema e também compreendam o tratamento. É bom saber que o lipedema não é uma sentença, né? É algo que dá pra sobreviver.

Eu acho que foi até na evolução humana, selecionou as mulheres com lipedema porque também tem suas vantagens, né? Então, eu estava apresentando aqui o Benite. Zuki, você não quer se apresentar? Sim, boa noite. Boa noite, pessoal.

Então, eu sou fisioterapeuta, né? Sou fisioterapeuta de formação, trabalho com a parte toda de drenagem, a parte de estética e hoje tenho bastante paciente, tenho um trabalho legal aí com a parte de lipedema também, o tratamento conservador. A gente está tendo alguns resultados interessantes aqui pra esse tipo de tratamento aí com o pessoal. Então, vamos lá, vamos bater esse papo aqui pra gente poder conversar com o pessoal e aí a gente poder esclarecer algumas dúvidas aí deles.

Bom, eu comecei a falar, também nem me apresentei, né? Meu nome é Alexandre Amato, também sou cirurgião vascular, trabalho com lipedema já, acho que uns oito, nove anos, sei lá, já perdi a conta e vamos conversar. Eu acho que tem que ser um bate-papo que a gente responde algumas perguntas principais, né? Acho que a primeira delas é o que é o lipedema, né? Pra gente se localizar aqui. Benite, você não quer começar falando a sua opinião sobre o que é o lipedema? O que acontece, né? Tem gente que acha que o lipedema é uma modinha, que é uma coisa nova, mas não tem nada disso.

A primeira descrição do lipedema é de 1940 e foi feita na clínica Maio e há 81 anos eles já descreviam muito bem o lipedema. Quando a gente vai atrás da literatura, a gente ainda leva mais susto. Tem um estudo francês de 1902 que considera já o lipedema como edema histérico.

Logicamente é um termo que ninguém vai querer usar, então a gente não valoriza, mas em 1902, se a gente for considerar mesmo, é a primeira definição já do lipedema, mas a gente acaba não usando isso como parâmetro pelo próprio nome. Em 1940 eles já viam que tinha um grupo de mulheres que era diferente, que acumulava mais gordura na perna, que tinha dor, inchaço, hematoma sem trauma, fibrose, que é a celulite, e essa gordura era resistente à dieta e à atividade física. Essas, sem dúvida, são as principais queixas das pacientes com o lipedema e elas já eram muito bem descritas há 81 anos.

Então não é nenhum bicho de sete cabeças, não é nada novo, mas compreender o que acontece é fundamental. Aí já tem a foto, acho que tem uma foto ainda mais para cima. Esse é o primeiro artigo.

Enquanto você estava falando aqui, eu estava baixando aqui para o pessoal para mostrar o primeiro artigo de lipedema publicado na... De 1940. Com o termo já lipedema, né? Com o termo já lipedema. E dá para ver que não é um lipedema avançado.

É engraçado que as pessoas, quando pensam em lipedema, pensam sempre num estágio 4, avançadíssimo, né? E, na verdade, ninguém dorme e acorda num estágio super avançado. E visto que a primeira publicação foi de um caso não tão avançado. Está aqui... Olha... Só avisando vocês, 130 pessoas aqui... É, avisando para a gente não chegar as perguntas, então, conforme for tempo também, avisa para a gente poder ajudar.

Para vocês não chegar... Para a gente não aparecer. Não, não aparece. Ah, então deixa comigo aqui que... Eu acho que aparece... Ô, Benito, eu acho que aparece nos comentários do pessoal aqui.

Se você olhar, tem o chat privado e tem os comentários. As pessoas podem deixar os comentários ali. A gente consegue ver.

Mas aí o Amato pode ir passando para a gente. É, eu queria mostrar isso aqui, que eu acho que responde também o que é o lipedema. Então, a primeira coisa que sempre pediam para mim... Ah, eu quero ver foto de lipedema.

Quero ver foto de antes e depois. E a gente tem uma dificuldade muito grande que no Brasil a gente não pode mostrar foto de paciente, nem de antes e depois. Não pode, né? Então, eu tenho muito orgulho aqui de dizer que a gente publicou esse artigo, especificamente sobre o tratamento não cirúrgico do lipedema, o relato de cinco casos, em que a gente tem várias fotos para mostrar para vocês de lipedema.

E essas fotos a gente pode mostrar porque está publicado em artigo científico. É de disponibilidade ampla aí para todo mundo. Se alguém quiser baixar esse artigo, eu vou publicar aqui no bate-papo.

Tem um link. Essas são as quatro classificações, né? Então, no estágio 4, já tem o lipedema associado. No estágio 1, 2 e 3, não tem o lipedema.

Mas a gente vê que é uma doença progressiva. Então, essa paciente aqui no estágio inicial, o antes e depois do tratamento, onde a gente vê a celulite, que é também uma pergunta frequente, a gente pode falar sobre a celulite. Essas bolinhas que aparecem, também tem tudo a ver com o lipedema.

Essa deposição de gordura em coxas, essa coxa que se junta com essas retrações de pele. Aqui também, o lipedema. E o estágio mais avançado, já com várias complicações.

Então, eu vou tirar isso aqui da tela e a gente pode voltar. Deixa eu ver como é. É isso aqui. Prontinho.

Estamos de volta. Aproveita que é uma pergunta interessante até. Tem uma pergunta ali no bate-papo.

Já existe SID para essa prolipedema? Como é que faz essa questão? Então, o SID, o código, o número já existe. O SID11 já tem o código para o lipedema. A questão é que o Brasil utiliza o SID10.

E até recentemente, os Estados Unidos utilizavam o SID9. Então, eu não vejo uma progressão rápida para a mudança do SID que a gente vai utilizar. O que eu vejo é uma adaptação do SID que a gente tem.

Existe o SID para a adiposidade localizada. Existe o SID para várias das situações clínicas que o lipedema se apresenta. No SID10, não tenha palavrinhas, é lipedema.

Mas tem vários outros SIDs que a gente pode utilizar. O que você acha disso, Benito? Eu sei que você pensa um pouquinho diferente. Não, o SID11 entrou em novembro de 2018.

Só que, falando pela Organização Mundial de Saúde, o SID11 entra em vigor de forma oficial o ano que vem em janeiro. Quando a gente foi para a Alemanha, quando a gente foi aprender, o Peralá, eu e o Amato, eles já tinham de forma oficial na Alemanha o SID de lipedema. E já está em vigor.

Isso depende de um país para o outro. A gente já começou o trabalho para o ano que vem ir atrás disso. É um caminho longo.

Quando a gente fala de governo, Agência Nacional de Saúde, infelizmente não adianta você ter uma assinatura. Isso, às vezes, mais atrapalha do que ajuda, porque você fecha a porta. Quando você vai conversar com eles, você tem que explicar o que está acontecendo, mostrar um embasamento científico, justificar o lipedema.

Eu acho que o que a gente vai mais frisar é a alteração de motilidade, vai ser a parte ortopédica. Lógico que tudo é importante, mas para um gestor de saúde, ele vai focar em áreas diferentes do que a paciente se queixa. A queixa ortopédica é muito grande, principalmente porque a doença vai evoluindo.

E eu acho que esse é o ponto principal que a gente vai focar. Não vai ser um trabalho fácil, não vai ser rápido. A gente pensa em um projeto de dois anos ainda para poder colocar de uma forma oficial.

E isso pelo menos mais rápido. Porque não é fácil, né, Amato? Você que foi conversar também com o Secretário de Saúde, você pode contar um pouco do que teve na reunião. Tem, eu tenho novidade para contar, que eu não tive a oportunidade de falar para ninguém, nem em live.

Ninguém sabe o que está acontecendo. Eu fui na Secretaria de Saúde do Estado para falar sobre o lipedema, apresentar o lipedema como um problema e as soluções que existem para a saúde pública. E eu apresentei essa questão do SID como um problema.

E eu queria deixar muito claro aqui para todo mundo que a Secretaria de Estado não vê o SID como um problema. Essa é a coisa mais fácil de resolver. Porque eles simplesmente fazem um documento falando a partir de agora utiliza-se tal SID para determinada doença e ponto.

Acabou, não tem o que discutir. A grande questão é outra. Então eu vejo que as pessoas ficam preocupadas com o SID.

A grande questão é com o VODA-NS, com os procedimentos que são realmente obrigatórios, de cobertura obrigatória. E uma das estratégias para entrar com o lipedema com tratamento público seria entrar na categoria doenças raras. Mas o lipedema é uma doença extremamente frequente.

Como é que entraria em doenças raras? Os estágios mais avançados são mais raros. Então existe toda uma... E se você entra com uma doença rara, você passa a ter um suporte do governo. Então essa é uma estratégia que está sendo estudada para a gente conseguir atendimento para todo mundo no Brasil.

Então é a primeira vez que eu estou falando disso aqui publicamente. Zuki, você vê alguma dificuldade em liberação de tratamento fisioterápico pelos convênios? Eu vejo bastante pela falta, realmente, que quando o paciente vai procurar por convênio, a falta do CID, o convênio não libera. Por isso até que eu queria fazer essa pergunta.

Por causa disso. Quando você não tem o CID, o convênio não faz exame. A gente não consegue ter um exame para o paciente, qualquer tipo de exame.

Você vai lá no médico e pede para o médico um exame para a gente tentar detectar isso com mais clareza, para ver se é. Eu tenho ainda. Pelo menos eu estou aqui no interior hoje. E aqui a gente tem um atraso ainda na questão de alguns colegas ainda não reconhecerem o lipedema.

Eles tratam tudo como linfedema. É muito engraçado isso. Quando eu falo, vamos tentar, vamos investigar, vamos ver o lipedema.

Não, mas não tem o CID, não tem como pedir nenhum tipo de exame e, consequentemente, a fisioterapia não tem cobertura por plano para a gente fazer. Eu vou compartilhar uma coisa que eu acho que vai ter utilidade para todo mundo. Em primeiro lugar, o site da Associação Brasileira de Lipedema, que não tem fins lucrativos, dá para ver aí, .org.br, tem esse artigo sobre o reconhecimento do lipedema como doença, e aqui tem os CIDs de uso recomendado.

Então, no CID-10, tem o E-65, que é a diposidade localizada. Mas existem outros que a gente pode utilizar. Tem CID até de dor na perna.

O CID sintomático. Então, a gente pode utilizar. Zuki, se a falta é de um CID, de um número, eu sei que no Brasil todo mundo é cara crachá, né? Se não tiver um numerozinho, não passa.

Então, não seja por falta de numerozinho. Então, está aqui. Mas, até, doutor, o que me espanta é que esses dias uma paciente apareceu aqui e eu falei, vamos, a gente precisa ver, porque isso aqui é lipedema.

O colega falou para ele, muda de fisioterapeuta porque ele não sabe o que ele está falando. Essa doença nem existe. Eu falei, como assim? Eu tive que ouvir isso e a pessoa nunca mais voltou na minha clínica, por incrível que pareça.

É inacreditável, né? A doença não existe, mas eu vou mostrar uma curiosidade para todo mundo. A minha coleção de artigos científicos sobre o lipedema, que não é completa. Tem muito artigo, mas não é completa.

Está aqui. Lipedema, a gente tem aqui, no momento, todos esses artigos. A última vez que eu contei aqui, acho que 294 artigos.

Então, não existe a doença, né? Infelizmente, a gente se depara com isso. É, eu não sei. Apareceu uma paciente para mim, e assim, agora apareceu uma paciente para mim com uma insuficiência, com uma varíze intraabdominal e tal.

Eu fui detectar, tinha uma linfocintilografia e eu percebi pelo diagnóstico, pela clínica, era o meitânico. Falei, ó, volta lá no seu médico que você está com o meitânico e a gente precisa investigar. O médico falou pra ela, mas como que uma doença neurológica te causa um problema vascular? Ela estava confundindo.

Então, assim, ainda existe um pouco, uma desinformação um tanto quanto preocupante com relação a isso. E aí eu acho a falta do SID talvez seja essa questão ainda, né? Por isso que até veio a pergunta que eu fiquei curioso, porque talvez eles talvez tenham essa questão do SID. E, infelizmente, eu não tenho, não sou médico e não estou criticando os médicos aqui, mas alguma coisa ainda precisa, né? A gente tem uma dificuldade enorme.

Eu vejo, tenho certeza que o Benito também. Paciente que vai nos nossos colegas e muitas vezes falam, ah, essa doença não existe. Tem uma paciente, por exemplo, que foi operada, ficou bem, me agradeceu absurdamente depois, Benito estava lá, aí depois ela foi buscar, foi no médico do convênio pra conseguir o laudo que era necessário pra ter o reembolso.

E o colega falou assim, ah, você foi no amato, ele inventou uma doença pra sair tirando gordura das pessoas. E quem me conhece sabe que eu vejo a cirurgia como a cereja no bolo. Nunca o primeiro tratamento, se não houver necessidade.

Né? Benito, fala a sua opinião sobre isso. Eu vou pegar uma coisa aqui muito legal pra mostrar pro pessoal e eu tô ouvindo tudo. É, eu acho que o mais importante pras pessoas entenderem do lipedema é que a gente tá tendo um momento que tá tendo uma divulgação maior e é fácil pra pessoa que tem lipedema entender que ela tem.

A gente ainda tem uma barreira muito grande dos profissionais de saúde às vezes até alguém da própria família em relação ao diagnóstico que fala, não, isso é da sua cabeça tão inventando uma coisa nova quanto mais embasado a gente tá, tanto que esse é o motivo de escrever artigo científico, escrever capítulo de livro, porque isso são coisas trabalhosas e que o retorno financeiro é zero. Pro contrário, a gente investe muito do tempo e não tem retorno. Só que divulgando a informação vai, vai e a gente divulgando essa informação de qualidade, que é o que a gente tá querendo fazer aqui, a gente também traz conforto.

Porque o que acontece? Tá tendo uma divulgação maior e a gente já tá vendo também um número crescente de pessoas que estão se aproveitando disso. Ou a gente que quer operar todo mundo, ou a gente que quer botar um produto em todo mundo ou a gente que fala que tem que comprar o produto com selinho pra todo mundo. E tem hora que não adianta ter o conhecimento e não ter sabedoria ou ter uma forma linear de usar esse conhecimento.

E isso é fundamental. Hoje eu recebi um artigo pra fazer revisão que eu fiquei triste. Porque é de lesão causada pela cirurgia do lipedema.

Já tem uma série de casos é um trabalho americano, não tem nenhum caso aqui do Brasil de várias lesões de pacientes que foram submetidos ali pro do lipedema. A gente tem como base de tratamento nunca iniciar com cirurgia. Por quê? Porque a paciente tá toda inflamada.

Você nunca vai tratar uma inflamação com outra inflamação. Tudo que um dos gatilhos do lipedema é uma cirurgia. O Amato fez o levantamento que tava pra ser publicado.

Mais de 60% das pacientes com lipedema já operaram várias vezes. E é um absurdo isso, porque vai no médico vai no médico vascular tem dor na perna, ele vai olhar uma, duas vezes, ele vai encaixar naquilo que ele conhece. E aí vai operar.

E 60% das vezes ela piora. E uma defesa do médico é jogar a culpa pro paciente. Isso é uma coisa comum.

Fala, você fez alguma coisa errada você não usou a meia direito o que aconteceu? E aí a gente vê esse sentimento de culpa na mulher com lipedema só crescendo. E eu tenho visto isso muito no pós-operatório. Porque fica com medo achando que é um tumor e tem que operar rápido.

E é fácil convencer uma paciente com lipedema a operar. Porque o psicológico tá muito abatido. E aí ela opera e dá seis meses depois ela já tá no mesmo peso da cirurgia, só que ela tá se sentindo pior.

E ela não consegue entender o porquê. Porque ela nunca entendeu o que acontece. Você falou aí uma paciente que não dorme.

Depois que ela operou ela não consegue mais dormir. E assim, aumentou o nível de estresse, ansiedade e inflamação, né? Deixa eu mostrar uma coisa muito legal pra vocês. Esse aqui é a Bíblia de Vascular.

Doenças vasculares periféricas. Esse livro aqui ele é utilizado na prova de título de cirurgia vascular. Mas é um livro, tá? Tem dois volumes.

Dois volumes. E o que eu queria mostrar pra vocês é que no livro do título de vascular tem o lipedema. Então, pros médicos que falam ah, doença não existe primeiro ele tem que tirar esse capítulo da prova de título da cirurgia vascular.

Agora, eu tenho certeza que vocês concordam comigo que o lipedema é muito mais complexo do que dois parágrafos que é o que tem nesse livro, né? É isso que me deixa triste. Que nesses dois livros aqui, a gente tem dois parágrafos falando de lipedema. Isso é de chorar.

Ô Benito, você falou que aqui no Brasil não tem casos de complicações pós-operatórios. Não, tem bastante. É que eu só falei que é na publicação do caso do cirurgia nos Estados Unidos.

É que conforme tá tendo esse aumento da divulgação a gente tem visto isso muito pessoas se intitulando especialistas no lipedema. E infelizmente tá tendo complicação. O problema é que tratar a complicação de uma doença complexa vai ser sempre mais difícil do que tratar a doença.

Porque aí você começa a tratar duas coisas. Ontem eu recebi uma mensagem de uma paciente falando de uma estátua que tinha sido encontrada de 9 mil antes de Cristo e mostrava uma deusa da fertilidade que é uma mulher com lipedema clássico. E quando alguém me manda uma coisa minha vida vira um inferno porque eu vou atrás de tudo.

E aí eu achei várias peças arqueológicas na Rússia, Áustria, Alemanha França, Suíça todas com uma referência da divindade da fertilidade e todas tem a forma de uma mulher com lipedema. Eu tô falando de coisas de 35 mil anos antes de Cristo. Aí você fala, será? Eu já não tenho dúvida que o lipedema é bom.

O lipedema protege. Ele protege de todas as causas de morte, inclusive câncer. Isso é provado, tem estudos falando disso.

Só que você tem que saber o que você tem pra você conviver com o que você tem. Até o Homem-Aranha sabia disso, que toda coisa boa vai ter uma responsabilidade. Então a gente tem que entender o que acontece no corpo porque não é uma sentença o que acontece com a mulher com lipedema.

Acontece isso de inflamação com todo mundo. Uma vai inflamar mais pra dar câncer, uma vai inflamar mais pra infartar, o outro pra ter gordura no fígado, o outro pra ter gordura visceral, o outro pra ter diabetes. Entender que o lipedema não é um enfardo, é uma adaptação, deixa a pessoa muito boa.

Hoje o que eu vejo o pior quadro do lipedema é a evolução da doença na perna, entortando o joelho, e como a mulher não morre porque protege de todo o resto ela sofre por muito tempo. Só que na hora que você trata que isso tem aumentado bastante, eu mostro pra matas fotos, é uma coisa impressionante tratar a mulher nova ela não tem tempo de inflamar. E aí você já orienta ela, o que eu faço com as minhas filhas você não deixa evoluir, porque toda inflamação evolui.

Só que se você já pega de pequeno, hoje eu tenho ficado triste às vezes no consultório que chega a mãe com a filha que ela tá com medo da filha de 8, 10 anos ter lipedema. 100% das vezes essa criança entra com o celular. 100% das vezes.

80% das vezes a criança tá obesa. Aí eu falo, será que o problema é o lipedema? Ou é a forma que você está estimulando a sua filha a crescer? Eu acho um absurdo a criança ficar com o celular. É um absurdo.

Ela tá deixando de fazer outra coisa, ela não tá aprendendo a ter autocontrole. E as crianças não estão mais fazendo atividade física. Há um estudo na Inglaterra em 2018 que despencou a atividade física dos jovens e proporcionalmente explodiu a depressão e ansiedade.

Eles tiveram um aumento de 30% de ansiedade e depressão nos jovens. Imagina como tá isso agora com a pandemia. O problema não é a gordura.

É tudo o que tá acontecendo. Os hábitos de vida do mundo inteiro estão piorando com as pessoas mais sedentárias e comendo mais. Nos últimos 40 anos não tem nenhum país do mundo que não engordou.

E as mulheres com lipedema entram na internet os sites vão mostrar na maioria das vezes pacientes americanos. E elas ficam horrorizadas falando eu vou ficar sem gente. Não vai.

É claro que quando a pessoa já tá com obesidade junto, já tem uma idade mais avançada ou entrou na menopausa o tratamento vai ser mais complexo. Ah, eu vou ter que tratar pra sempre. Qualquer pessoa que quer se cuidar e quer ter um estilo de vida saudável é contínuo.

Eu falo que ser saudável é um sacerdócio. É fácil você piorar e desandar. Mas quando você entende o que acontece você equilibra os pilares da sua vida, você fica bem.

E isso não é pro lipedema. É pra tudo. Mas no lipedema não é fácil ver isso daí.

Porque ela também começa a responder. E hoje a maior parte das minhas pacientes de consultório que tem lipedema estão no peso normal. Só que elas têm uma dor muito forte, muito importante.

E tem a frustração de muitas vezes tá fazendo atividade física e não ter resultado. Mas nenhum corpo com músculo nenhum corpo inflamado vai querer ganhar músculo. Então eu preciso entender o que acontece porque não adianta tirar gordura porque você não vai resolver o problema.

Não é a gordura que inflama. É o corpo. A gordura só respondendo a inflamação do corpo.

Eu vejo como se ela absorvesse, como um escudo. É o que esse artigo que eu coloquei na tela aí mostra. Que é o efeito protetor da gordura da perna para riscos cardiovasculares.

Então todo mundo inflama. As mulheres que têm lipedema, elas são protegidas pelo lipedema. O lipedema é a consequência da inflamação.

Quem não tem lipedema vai ter inflamação e vai desencadear outros problemas, outras questões de saúde. Desde a longuíssimo prazo Alzheimer, câncer, infarto, aterosclerose, todas essas doenças diabéticas, todas essas doenças inflamatórias crônicas, esclerose múltipla. Tem muita coisa que é desencadeada pela inflamação.

Eu acho que realmente o centro de tudo é a inflamação. A gordura ela é a consequência. É a consequência.

Falando disso e rebatendo para o Zuc, essa inflamação ela retarda o sistema linfático. Então no quarto estágio da doença a gente tem o linfedema associado, mas não quer dizer que no estágio 1, 2 e 3 o linfático não sofra. Sofre, já tem uma lentificação do sistema linfático.

Aí eu rebato a pergunta para o Zuc é a seguinte, a drenagem linfática você acha que ela vai diminuir a inflamação? Ela melhora a dor? Como que ela funciona? Existe uma já tem provado isso a gordura quando as células de gordura elas trabalham elas liberam leptina, que é o hormônio da saciedade. A leptina ela causa lesão na parede vascular do linfático e nos linfonosos. Então é como se a gordura quando a célula de gordura libera leptina, ela causa como se fosse um linfedema secundário.

Como se fosse um linfedema secundário. E é por isso que no quarto estágio a gente acaba tendo linfedema. Porque o estímulo na gordura é tão grande ao ponto de ter liberado a leptina, causar uma lesão vascular no aparelho infonodal e consequentemente um atraso no sistema linfático.

Quando a gente fala da drenagem para o sistema linfático, para a lipedema, a gente consegue diminuir demais a inflamação. E esse é um dos pontos que a gente trabalha muito aqui na clínica. Hoje o tratamento a gente lógico, a gente só faz o conservador e a gente tem muito resultado com os tratamentos, mas a gente tem que associar a drenagem linfática no tratamento.

Que é exatamente essa ideia. É tirar essa inflamação. A gente conseguir liberar essa inflamação, conseguir diminuir a inflamação com a drenagem, para a gente poder diminuir também os efeitos causados pelo lipedema.

Claro que não é só a drenagem. A drenagem a gente vai tirar a inflamação, mas a gente sabe que tem todo um trabalho por trás. Hoje, aqui na clínica, nenhum paciente meu começa um tratamento de lipedema sem passar com o nutricionista para poder fazer uma dieta anti-inflamatória.

Eu tiro, corto açúcar, leite, a nutricionista já sabe. Chegou lá, eu falo dieta anti-inflamatória, leite e açúcar, ela já corta da dieta do paciente com lipedema e a gente está tendo muito resultado interessante com relação ao tratamento conservador aqui. É claro que, como vocês comentam, vai chegar um estágio que o meu tratamento aqui, ele para, ele não tem como evoluir mais e aí eu preciso de um recurso um pouco mais avançado que eu não tenho.

Mas a drenagem é de extrema importância para a gente conseguir desinflamar esse organismo. Isso daí é primordial para nós aqui. Legal.

Eu vejo tudo como coadjuvante, se a gente tem um ganho de 10% de um lado, 10% de outro, 10% em mais alguma coisa, no final a gente chega próximo dos 100%. Se não chegar nos 100%, que é o objetivo. Mas eu vejo uma coisa bem interessante também, queria saber a opinião de vocês, que é estabelecer objetivos.

Eu ouvi uma historinha interessante, eu estava ouvindo um podcast que na verdade era um resumo de um livro, mas uma historinha interessante. O cara chega no médico, no oftalmologista e fala, eu não estou enxergando. Aí o oftalmologista vira e fala, olha, pega esse meu óculos aqui e usa você.

Aí o cara coloca, mas eu não estou enxergando nada. Ele devolve, não, não, usa mais. Usa esse óculos que vai fazer bem para você, fez tanto bem para mim, eu tenho outro, não preciso mais desse, mas eu coloco e não enxergo.

Aí o médico, não, mas vai ficar com você, porque isso é o melhor para você. Ele não teve o trabalho de entender o que o paciente estava querendo buscar. Você acha que o paciente vai ficar feliz, vai voltar? Não tem como, a gente tem que estabelecer metas, a gente tem que ver qual que é o objetivo.

Eu coloco hierarquicamente o primeiro, a mobilidade, que é importantíssimo, e que eu vejo a fisioterapia pode ajudar bastante na mobilidade. Em segundo lugar, eu coloco os sintomas. Ninguém vive com dor, ninguém vive com aqueles roxos, ninguém vive com aquela sensação de fadiga crônica, com aquela tensão, com aquele peso.

Ontem mesmo, três pacientes falaram, é engraçado, três no mesmo dia, falando uma bola de prisioneiro carregando presa na perna. Então, melhorar sintomas. Em terceiro lugar, melhorar a estética.

Só que eu acho que, como a pessoa acabou de descobrir o problema, está tudo misturado no mesmo bolo. A estética está junto com a mobilidade, que está junto com a inflamação, com o inchaço, com tudo. Então, esse autoconhecimento, para entender e colocar prioridade e ordem, eu acho que ajuda bastante.

Vocês veem de alguma forma diferente isso? Eu considero o conhecimento da doença libertador. Eu me esforço muito na consulta, para que a pessoa saia se sentindo melhor. Para entender que tudo o que ela sente, até a fadiga, o pé frio, tudo o que acontece com ela, tem um motivo.

Porque a maioria das vezes, a pessoa já passou em 8, 9, 10, 11 médicos com a mesma queixa. Tomou um monte de remédio, fez um monte de coisa, fez tudo exatamente como pediram. O resultado foi nulo.

E isso frustra demais qualquer pessoa. Porque na hora que a expectativa é diferente do resultado, isso frustra qualquer pessoa. Então, compreender que nunca foi culpa da mulher com lipedema, tudo o que aconteceu com ela, eu acho que é muito bom.

E eu vejo a gente, não só nós três, né? Todo mundo que está assistindo aqui com a gente, acompanhando as nossas redes sociais, ou que acompanha com a gente no consultório, a gente tem a missão de divulgar informação. Informação de qualidade, né? A informação que assusta, mesmo a gente está vendo agora com o Covid, né? Cada hora uma cepa nova, meu Deus, aí depois vê que não é bem assim, vamos fazer isso, fazer aquilo. Essa desinformação, a quantidade exagerada de informação sem embasamento é muito nociva.

Eu gosto de um trabalho de cabelo, se você tritura a cebola e passa no couro o cabelo, aumenta o cabelo. E logicamente, eu nunca vou prescrever isso pra ninguém. Eu falo que uma coisa é você ter conhecimento, e a outra coisa é você ter sabedoria pra usar esse conhecimento.

E hoje isso não está acontecendo de uma forma fluida. Está tendo muita informação, muita desinformação, atrito, não, tem que operar, não tem que operar. Eu acho que a pessoa precisa entender o que ela quer.

Se ela quer dar um pouco da saúde dela em troca da estética. Vale a pena? É isso? Não sei. Eu acho que o meu foco sempre é primeiro informar e depois desinflamar.

E aí eu deixo a paciente decidir o que ela vai querer. Hoje eu tenho cada vez mais operado menos. Porque elas estão compreendendo.

E eu acho que isso é libertador, é o que eu mais quero. Às vezes você fala, poxa, isso aqui não me incomoda mais. Eu falo pro Amato, eu falo abertamente.

As mulheres com lipedema são as mulheres, no geral, que tem os maridos mais apaixonados. Dentre os quais eu me incluo. Tem alguma coisa aí a mais que há 35 mil anos eles já criaram uma entidade divina que simplesmente a gente não sabe.

Mas eu não tenho dúvida que tem. Toda semana eu tenho duas, três pacientes que estão grávidas. Por quê? Desinflamou.

É assustador. Desinflamou e engravidou. A gente começa a tratar a inflamação a causa disso aí eu tenho várias também.

E que achavam que desinflamava. Não, foi engravidada. O lipedema o lipedema liberta do câncer, é controle de natalidade.

Ele aumenta a natalidade. O lipedema é uma consequência. Ele é um controle.

Se tiver o lipedema... É engraçado isso. É uma coisa interessante isso. Felizmente, na minha clínica, hoje, eu tenho muita procura pela estética.

E a partir do momento que eu tenho a procura pela estética cabe a mim, profissional, chegar na paciente e dizer calma, isso aqui não é só estético. Isso aqui você tem outros problemas associados. Como eu tenho um relato de uma paciente que estava aqui até agora que ela simplesmente virou pra mim e fez assim eu parei de... Fazia dois anos que eu não usava shorts.

Eu passei a usar shorts. E aí eu peguei e falei assim pra ela você parou de usar shorts, mas os seus hábitos como ficaram? Não tomo mais refrigerante. O dia do lixo hoje é um dia só na semana.

Houve uma conscientização muito maior do que a questão estética. E isso pra ela é uma coisa que pra mim trouxe muito mais saúde pra ela. Que é essa questão.

Então, por mais que cheguem por conta da estética, cabe a nós profissionais conscientizarmos ela de que calma, libidema não é só um problema estético. Está muito mais relacionado com saúde do que com problema estético. Conscientizou isso eu acho que aí a coisa flui de um jeito muito mais vamos mudar a sua alimentação vamos ver o que está acontecendo vamos entender que não é apenas estético.

Então isso a gente tem aqui. Gente, não sei se vocês conseguem ver o comentário aí, na minha tela aparece aqui tem muita gente comentando demais. 213 pessoas ao vivo aqui assistindo continuamente com a gente.

Já foram 39 minutos. Eu queria convidar todo mundo pra participar do nosso canal do Lipedema no Telegram. É esse site que está aqui na tela.

Eu coloquei também no chat. Quem está no Youtube vai ver no chat. Quem está no Facebook possivelmente também.

Desculpa qualquer falha técnica. Primeira vez que estou usando esse software aqui, mas acho que está indo bem. No Telegram eu não tinha falado com ninguém, mas eu vou fazer isso.

Se a gente bater vamos ver. A gente está com 215 aqui. Vamos lá, eu vou sortear alguns livros da dieta anti-inflamatória lá no grupo do Telegram.

Então acho que compartilhem com as suas amigas, chamem o pessoal pra entrar aqui. Se chegar a 250 aqui eu sorteio vários livros lá no Telegram. Mas tem que estar lá no Telegram.

Aqui eu não sei fazer isso. E o que mais? Vamos ver algumas perguntas aqui pra gente entrar em algum assunto? Só puxar da estética. Diga.

Acho que a estética é importante a gente aborda isso daí também. Eu penso como a última etapa do tratamento, mas eu sempre deixo muito claro para os pacientes que a estética é muito relativa. Fizemos estudos na Nova Zelândia com adolescentes e mais da metade dos adolescentes, homem e mulher, tem desmorfismo corporal.

Por quê? Hoje, principalmente com as mídias sociais, eles vendem corpos que não existem. Então acho que o que eu penso como um corpo bonito é aquele que você se sente bem. Então tem que tomar muito cuidado porque a gente tem visto na cirurgia plástica, hoje com preenchedores, pessoas que estão se deformando e nunca vão se encontrar.

E eu falo abertamente as mulheres com lipedema podem não ser arrasadas no quarteirão, mas a maioria delas tem um cara, um companheiro, uma companheira próximo que carrega um caminhão por elas. E isso é uma coisa muito rara de se ver. Lógico que não é exclusivo, mas é muito mais comum.

Então tem que tomar cuidado com o que você quer, porque às vezes você vai sacrificar muita coisa para conseguir o que você deseja. E quando você chega lá, você vai falar não era isso. Tem uma pergunta interessante? Pode falar, pode falar, Marco.

Uma coisa que eu queria falar da estética é que eu vejo e vocês veem também com certeza e muitas das pessoas que estão assistindo aqui também vão se identificar principalmente nas fases mais iniciais do lipedema, um estágio 1, um estágio 1,5, às vezes um 2. São pessoas que reclamam da estética e o companheiro vira e fala mas eu não vejo isso que você está vendo. Isso que te incomoda. O mundo inteiro não vê o que ela vê.

E para mim isso é a inflamação. A inflamação é uma coisa que chama a nossa atenção, é uma coisa que drena as nossas forças. Então todo mundo já teve aquela foi fazer a unha e ficou com algo inflamado aqui do lado.

Aí você fica o dia inteiro pensando naquilo. Caramba, como isso me incomoda não sei o que. Você não entende como é que o mundo ao seu redor não está prestando atenção naquilo que te incomoda.

Por quê? Porque isso é inflamação. A inflamação foi feita exatamente para chamar a nossa atenção para um problema. Agora imagina no lipedema que você está com a perna toda inflamada.

Você fica com a tensão toda voltada para a perna o dia inteiro. Como é que o mundo inteiro não está vendo sua perna? Nas fases iniciais não está. Então o que eu vejo é que diminui a inflamação, diminui a queixa estética que muitas vezes provinha disso aí.

Eu vejo dessa forma. Mas Zuc, você ia falar uma pergunta. Manda brasa aí.

Não, é uma pergunta que surgiu ali que eu acho interessante e eu também tenho essa dúvida. Perguntaram por que uma perna com lipedema, mesmo a pessoa treinando ela não ganha massa muscular? Se tem alguma... Isso é muito legal. Primeiro, o Benito já falou.

Ele já falou antes que estando inflamado não tem como ganhar músculo e perder gordura. O nosso metabolismo não funciona direito quando a gente está inflamado. É isso que eu vejo.

É isso que eu acho que o Benito estava falando. A gente pode falar de formas diferentes, mas não está pensando tão diferente assim. Agora, o exercício em exagero, ele gera inflamação.

Veja, o exercício é um equilíbrio de substâncias pró-inflamatórias e anti-inflamatórias. Se você exagera demais no exercício, você vai estar produzindo mais substâncias inflamatórias do que anti-inflamatórias. E esse equilíbrio é difícil, não é fácil.

Existem alguns exercícios que eles entram já dentro desse moderado. O moderado é onde vai ter uma resposta à ansiedade melhor e, consequentemente, também à inflamação. Agora, se for exagerar, qualquer exercício em exagero ou qualquer exercício com impacto, com trauma, tem chance de piorar.

Então, ah, eu quero perder perna. E vai lá e coloca um spinning no máximo, fica uma hora e meia no spinning, não perde. Está inflamando.

As pessoas têm uma ideia errada que o atleta é saudável. Todo atleta de alto nível é um velho precoce. Todos eles vão ter lesão em algum lugar do corpo.

Todo excesso de atividade física faz mal. E um corpo para nutrir, para ter músculo, ele precisa estar bem. Claro que tem formas artificiais, mas que vão cortar a sua vida.

Mas para o seu corpo ter músculo, primeiro ele precisa entender que você tem energia para nutrir esse músculo, que esse músculo é importante para você e que você tem nutriente para nutrir esse músculo. Se você não tem essas três coisas, você não vai criar músculo no corpo. Um corpo inflamado, ele vai metabolizar o músculo muito mais fácil que a gordura.

O caminho da gordura é mais longo. Você chega lá, a gordura está toda inflamada, não está biodisponível, você vai perder músculo. O que a gente tem também como conduta é nunca tirar atividade física da pessoa.

Ah, não posso fazer crossfit, não posso isso. Eu deixo fazer tudo. Mas esportes de impacto e com muito esforço não são recomendados para quem tem problema, porque vai machucar.

O próprio crossfit é... Eu tenho muitos casos de trombose, eu tenho uma visão muito ruim do crossfit, por complicações. Eu acho que pode fazer, é uma coisa que libera e endofina a pessoa. Mas atividade física, o ideal é que a gente esteja desinflamado, porque também diminui o risco de ter lesão.

E depois que desinflama, ganha músculo, tá, gente? Ganha, ganha. Fácil, não é difícil. Desinflamou, as coisas começam a funcionar, começa a perder peso, começa a ganhar músculo.

Gente, olha que legal que eu consegui fazer aqui, de colocar a pergunta na tela. Vou colocar algumas aqui para a gente responder. vou pegar alguma aqui.

Vamos lá. Cores encantos, tá aprendendo, tá feliz. Excelente conteúdo.

Da Dricka. Esse aqui, vamos falar do estresse. Benite, isso aqui é um assunto muito legal.

O estresse e o lipedema. O estresse, ele gera inflamação, a própria inflamação gera o estresse. Eu atendi uma paciente esse ano que estava no meio da faixa de Gaza, no meio daquela zona toda, e o lipedema estourou.

Aí tem aquele negócio, a gente não consegue mudar o mundo fora, a gente pode tentar mudar o mundo dentro. Às vezes a gente usa medicação para facilitar. Tenho certeza que vocês devem ter alguma história de estresse aí para contar.

Eu acho que as pessoas têm uma ideia muito simplista, isso não só falando do lipedema, em relação à gordura. As pessoas entendem que gordura é igual caloria, mas as três coisas que mais engordam qualquer pessoa são estresse, privação de sono e hormônio. Tanto os hormônios femininos quanto o cortisol.

E esses três juntos são zero calorias. E logicamente um vai piorando o outro. Então, essa ideia de que gordura é igual caloria é muito simplista.

E cada vez mais, conforme a gente vai envelhecendo, vai tendo filho, boleto, cada vez a vida fica mais complexa. E essa terapia mente-corpo não para de crescer. Porque hoje ninguém vai chegar aos 40 anos se ela não fizer alguma coisa relacionada à saúde mental.

Não tem como. O que é o manejo do estresse? A atividade física é muito bem-vinda, mas vai ter que ter alguma coisa a mais. Ela precisa fazer alguma coisa para poder manter a sanidade mental.

E isso é fundamental no tratamento do lipedema, porque o estresse ajuda muito de qualquer corpo. Eu comecei a falar de spinning, o pessoal também começou a comentar sobre o spinning. Gente, o problema não é o spinning em si, é a intensidade.

Eu não quero ser mal interpretado aqui. Eu acho que eu vou dar mais. Como saber se está inflamado? Bom, a gente publicou até um trabalho sobre isso, um questionário de avaliação sintomática que ajuda bastante nesse diagnóstico.

Está facinho aqui, eu consigo mostrar para vocês esse questionário na adaptação avaliação sintomática. Está aqui. Esse trabalhinho foi publicado no Jornal Vascular Brasileiro.

Tem várias perguntas aqui que respondendo vão dar a intensidade dos seus sintomas. O que mais? Eu acho que uma dica muito importante é entender que gordura não dói, a não ser que você tenha lipedema. É isso aí.

É isso aí. É para o pessoal que fala que a gente está tratando obesidade. Às vezes a gente está tratando junto obesidade, mas obesidade sozinha não dói.

Eu fui gordinho, gente. Eu podia apertar quanto quisesse aqui que não ia doer. Era carinho.

Não tem problema, não. Olha, essa pergunta é legal aqui. E aí? Queria saber de vocês.

O colágeno da mulher com lipedema é diferente. Ele lembra muito o colágeno de uma síndrome vascular que se chama síndrome de Alendanos. Então ele é mais frouxo.

Junto com isso, a própria inflamação crônica consome muito colágeno. Só que um fato interessante é o rosto. Como não tem toda a inflamação do corpital na perna, uma outra coisa comum que não é descrita são os rostos mais joviais, porque é difícil a mulher com lipedema envelhecer.

É super comum falar nossa, não acredito que você tem essa idade. Nossa, não é possível. E aí na hora que ela olha para a perna, ela fala que tem a pele velha e eu não tenho o rosto proporcional à minha idade cronológica.

Isso é uma coisa muito comum. Mas o colágeno realmente é diferente. A inflamação, ela causa a inflamação, ela acaba causando uma degradação de colágeno.

O açúcar em si, ele acaba causando uma degradação de colágeno absurda. Eu brinco que o açúcar junto com o colágeno vira um caramelo. Aí ele quebra, ele parte ao meio.

Eu uso o mesmo termo. É um caramelo. A gente fala que é a glicação, uma pele glicada, ela fica flácida, não tem como.

Envelhece mesmo. Essa aqui. Que interessante.

Minha irmã fez cirurgia bariátrica e emagreceu, mas a perna comprometida não mudou. Continua inflamada, por quê? Posso falar? Você pode responder, por favor. Ela restringe a alimentação.

Força uma dieta hipocalórica. Se você mantiver todos os seus gatilhos inflamatórios, você vai continuar inflamando. Às vezes, quando faz bariátrica, você acaba restringindo também, porque não come mais tanto, acaba tirando aquele alimento que te inflamava.

Agora, se continuar comendo, vai continuar inflamando e não vai perder perna, mesmo. E, às vezes, o gatilho inflamatório não é alimentar. Tem outros gatilhos inflamatórios, desde medicamento, estresse, trauma, até insuficiência venosa como fator inflamatório também.

Tem muita coisa que pode inflamar. Vamos lá. Vamos ver se tem mais alguma aqui.

Ana Paula querendo muito o livro. É só entrar lá no grupo, chamar suas amigas aqui para a nossa live. Vamos achar aqui.

Opa! Essa é interessante aqui. O lipedema se deixar, pode virar elefantiase? Fica para você essa, Benito. Eu vou procurando deixar a pergunta legal.

Zuco, vai lá. É, então, é exatamente isso. A elefantiase é uma evolução do lipedema.

Então, o pessoal acha que a elefantiase é uma doença separada. Ela é como se ela fosse um grau extremamente avançado do lipedema, porém ela não necessariamente determina se é elefantiase pelo tamanho do membro, e sim pela dificuldade pelo tempo do fluxo linfático numa linfocintilografia. Então, quando a gente tem uma lesão de sistema linfático, automaticamente nós temos um retardo no fluxo linfático, e se esse retardo for, no exame de uma linfocintilografia, se esse retardo for maior do que 60 minutos, a gente considera uma elefantiase, mesmo não sendo uma perna grande, uma perna inchada.

Então, nesse caso, dependendo do grau de lesão que a lectina causar no sistema linfático por conta da gordura, pode sim se transformar em uma elefantiase. E são doenças separadas, não é uma evolução do lipedema. É uma elefantiase causada pelo lipedema.

Vamos colocar assim. Então, pode sim. Pode sim.

Eu vejo hoje a gente em uma obrigação moral de não deixar isso acontecer com mais ninguém, porque é o que o Mato falou no início. Nenhum lipedema começa no estágio 4. É tudo uma coisa evolutiva. Então, as próprias filhas das mulheres com lipedema, uma dica que eu dou, nunca ignore os roxinhos na perna, as dores à noite, que vocês acham que é de crescimento, e a flacidez.

Elas já são mais macias, porque o colágeno é diferente. Se você já enxerga isso, não dê anticoncepcional pra ela. Por quê? Porque você vai dar um gatilho a mais pra ela inflamar.

E muitas vezes, você melhorando já a alimentação da criança, ela já melhora, já sai os roxinhos na semana seguinte. A criança responde muito bem, e a criança é muito sensível à alimentação. E hoje, a alimentação das crianças está muito ruim.

Muito. A gente tá com uma obesidade infantil que nunca chegou perto desses números que a gente tem hoje. Então, a gente precisa entender que é um global.

Não é só a gordura e a conscientização do que acontece, é fundamental. Porque bloqueando a informação no início, gente, nenhum tratamento médico no mundo permite alguém ser tão saudável quanto o lipedema. Então, você tira a informação, a pessoa não vai deixar inflamar, é o carro que você faz revisão todo ano.

Você acender a luzinha, você já sabe que tem coisa errada. Você não vai lá e tira a luzinha do painel. Você falou, opa, tem alguma coisa errada aqui.

E você resolve. Exato. Eu acredito que num futuro próximo, a gente não vai ver mais cirurgia.

Por quê? Porque não vai inflamar. Futuro próximo é quando a gente aposentar. Quando a gente fala em medicina, 30, 50 anos não é nada.

Hepatite, HIV, ninguém sabia o que era na década de 80, mas não significa que não existia. E nessa já foram 40 anos. E continuamos sem vacina do HIV, mas 30, 40 anos na medicina não é nada.

Pessoal, bastante pergunta, hein? Bastante pergunta. A gente está completando uma hora aqui. Vamos responder mais uma, duas, mas eu vou deixar um convite para todo mundo aqui também.

Eu vou deixar o Benito e o Zuck responder mais uma ou duas aqui, enquanto eu preparo aqui um convite para todo mundo. Porque não vai dar para a gente responder. Tem muita pergunta.

A gente não vai conseguir mesmo. A gente vai fazer um workshop mais exclusivo em que a gente vai ter menos gente e a gente vai conseguir responder para todo mundo. Então, deixa eu pegar mais uma aqui, para vocês dois, enquanto eu preparo aqui o finalzinho.

Então, falem um pouco sobre a falta de força nas pernas. O que acontece, Simone, como a inflamação do corpo está indo direcionada para a perna, não sobe energia para a musculatura, não sobe energia para nada. Está sendo tudo consumido e, além disso, tem a sobrecarga da própria inflamação com inchaço.

Então, foi o que o Zuck falou. Às vezes são dois quilos que você tira numa drenagem linfática, num procedimento de meia hora, a pessoa já sai se sentindo melhor. Só que o tratamento do lipedema nunca é pontual.

Ele vai ser sempre um tratamento contínuo. O que todo mundo tem que entender é que todo mundo inflama. E, depois dos 30, o nosso maquinário celular piora.

Então, cada hora, a gente acaba tendo que se cuidar mais para ficar igual, menos pior. Isso faz parte do envelhecimento. Uma coisa que me chamou muito a atenção é que está tendo mais de 2 mil trials no mundo.

Eu vou compartilhando com a Mata esses trials conforme eu vou sabendo o que está acontecendo, porque está todo mundo desesperado para bloquear a inflamação. Mas, semana passada, dois trials foram cancelados. O trials é estudo de medicamento.

Mas, dois estudos foram cancelados porque os pacientes morreram. Porque, na hora que você bloqueia a inflamação, você vai deixar a pessoa igual uma pessoa imunossuprimida, igual um transplantado, igual alguém com AIDS, com HIV. Então, não é uma coisa fácil você bloquear a inflamação.

A gente precisa dessa inflamação, só que é aquela coisa do yin e do yang. A gente tem que controlar as energias. Logicamente, não é fácil isso daí, mas é fundamental para também viver com qualidade de vida e envelhecer bem.

O que você acha, Azuki? A questão da inflamação também, você acaba restringindo o metabolismo, automaticamente esses músculos não vão ter força. Eles não vão conseguir produzir força. É uma coisa que a inflamação gerada ali, a gente tem que ter equilíbrio.

Não posso tirar ela totalmente, mas eu também não posso deixar ela ali porque acaba gerando um teste de metabolismo. Esse metabolismo, o músculo vai acabar entrando em catabolismo, que a gente fala, vai começar a ter um consumo de músculo para tentar suprir a energia, porque se ela não está metabolizando direito, você vai perder músculo. É uma coisa que entra na questão do exercício.

A gente tem que ter esse equilíbrio. Eu não posso jogar muito exercício, porque se eu jogo muito exercício, eu vou inflamar mais. Eu não vou ter nutriente para aquele músculo poder crescer.

Ele fez um catabolismo, ele precisa crescer e ele não tem nutriente para crescer, porque ele não está metabolizando, está inflamado. Ou seja, eu vou acabar tendo um déficit mesmo de força. Então, isso daí é por isso que tem que ter esse controle durante a prática do exercício também.

Então, a questão de massa e de força, que perde a força, é exatamente isso. Escolhi a dedo mais uma dúvida aqui. Olha que legal.

A plataforma vibratória ajuda na dor do lipedema? Eu gostei da plataforma vibratória, comecei a gostar mais no começo da pandemia. As minhas pacientes que tinham uma plataforma vibratória e estavam usando direitinho, ficaram melhor no começo da pandemia do que as que não tinham. Isso eu percebi.

Mas o que vocês enxergam da plataforma vibratória? Eu acho que cabe até a gente falar aqui que pode se machucar com a plataforma vibratória. Então, não é 100% perfeito. Eu acho que é um exercício que não deixa de ser um exercício físico, com uma baixa intensidade, automaticamente, possibilidade menor de inflamação, porém, não deixa de ser um exercício.

Então, de repente, o paciente pode até ter uma melhora exatamente por conta disso. Eu não tenho experiência com a plataforma vibratória com os pacientes. Confesso que não tenho.

Estão falando que melhora, pode ser que melhore, que ajude. Então, pode ser isso. Eu não tenho.

A minha experiência com a plataforma vibratória com pacientes com lipedema é zero, assim. Nunca tive nenhum caso desse tipo. Eu sou fã da plataforma vibratória.

Eu tenho duas em casa. Melhora bastante a inflamação do lipedema. A primeira vez que eu subi numa plataforma vibratória, eu fui querendo rir do que eu mesmo estava fazendo.

Só que era a plataforma vibratória mesmo. Logicamente, como qualquer pessoa que nunca subiu, fui lá e coloquei 60 hertz. Foi difícil descer.

Porque é impressionante como a plataforma faz o seu corpo funcionar. Quanto mais direções ela tem, melhor e mais eficiente é o exercício. Logicamente, não é para subir e ficar parado ou ficar sentado.

Você pode fazer isso. Isso também ajuda a aliviar a dor. Mas o ideal é fazer o exercício em cima, mas sempre numa intensidade baixa.

O maior problema que a gente tem aqui no Brasil hoje é que quando você for procurar vibratória, não tem uma legislação que fala que o oscilatório é diferente da vibratória. Então o pessoal acaba comprando as mais baratas, que são as oscilatórias, que sobem e descem. Elas têm o benefício de ajudar o linfático e também ajudar um pouco na massa muscular, mas de longe as melhores são a vibratória.

E ainda é meu sonho de consumo, acho que do Amato também, de a gente conseguir alguém para trazer um modelo que a gente está há mais de um ano lutando, porque é para ser acessível. É um custo-benefício. É um excelente custo-benefício, porque tem plataformas boas no mercado, mas com custos impraticáveis para a maioria das pessoas.

Tudo acima de 15, 40 mil reais para uma academia é uma coisa, para a pessoa ter um apartamento é outra. Mas a gente ainda não desistiu disso não. Mas o importante é o que? Quanto maior o número de gestão da plataforma melhor vai ser para o corpo e sempre numa frequência baixa.

Não vai passar de 20 Hz em quem tem LPD, porque é laser. Bom, é isso aí. Então lembrando, pessoal, quem estiver lá no grupo, a gente vai sortear alguns livros da dieta anti-inflamatória estratégica, então todo mundo que não estiver entra lá, o link é esse.

Eu vou colocar aqui nos comentários mais uma vez, vamos ver se eu acho aqui o link para compartilhar mais uma vez para vocês pelo chat. Foi uma live extremamente interessante. Eu adorei conversar com vocês sobre LPD.

Eu queria convidar todo mundo para uma conversa mais exclusiva. A gente tentou, mas vocês viram uma hora que não dá para responder todas as perguntas. A gente vai fazer uma live mais exclusiva, onde o link para acessar, eu fiz esse link curto aqui para vocês, é um workshop exclusivo de lipedema.

Vai fazer amanhã às 8 horas da noite. Vamos tirar mais dúvidas de todas que participarem. Quem não estiver no grupo do Telegram, entra aqui também.

A gente vai mandar as informações lá pelo Telegram. Vamos finalizar com uma mensagem. Acho que cada um deixa uma mensagem final.

Zuki, o que você gostaria de falar sobre o lipedema para arrematar ou fechar a live com chave de ouro? Eu acho que o principal de tudo que eu vejo hoje como um profissional não médico, mas na área da saúde, é a questão da conscientização. É entender que o lipedema tem tratamento, não necessariamente cirúrgico, como vocês comentam e a gente tem a... Eu acho que é uma questão de um tratamento conservador e a cereja do bolo ser a cirurgia. Mas hoje a gente consegue ter tratamento conservador, então é mais uma questão de conscientizar mesmo, de entender e de procurar um profissional realmente qualificado para isso.

O que o Benito falou, cuidado com os gatilhos que vocês estão tendo na questão do lipedema. Cuidado com os gatilhos, principalmente a mãe, cuidado com o gatilho que vai dar para a filha para não ter o lipedema, acho que isso é o mais importante. Então é uma questão mesmo de conscientização, de conhecer mesmo, a fundo, o que é o lipedema.

Saber que ele existe, mas saber que ele tem tratamento, que ele não é um limitante. Então acho que é isso que eu queria passar. Benito, a sua mensagem... Eu acho que para a gente, acabou virando uma missão de vida e um projeto o lipedema.

O meu sonho de consumo é poder atender e tratar todo mundo, logicamente isso é impossível. Não tem como, temporalmente falando, a gente conseguir tratar todo mundo, mas hoje a mídia social, e a gente vai começar a usar isso, dá capacidade de a gente chegar a um número inimaginável, acho que há 10 anos, de pessoas divulgando uma informação de qualidade. E eu acho que é isso que a gente está se propondo, dar informação de qualidade, tentar seguir uma linha de raciocínio, para quê? Para a pessoa cada vez ficar mais independente.

Quando a gente consegue seguir uma linha de raciocínio, entender o que acontece, a gente consegue tratar muita gente. E isso é muito bom. Lógico que um tratamento 100% individualizado, a chance de sucesso é maior.

Mas tendo várias cabeças pensantes e de formas diferentes, mas complementares, acho que a gente está tendo um poder monstruoso de impactar de forma positiva a vida de muita gente, é isso que a gente quer. Eu acredito em tudo isso que vocês falaram, eu acredito. Eu coloquei o Lipedema como missão de vida também.

Aliás, minha missão de vida era fazer a diferença. Em algum momento eu percebi que no Lipedema eu podia fazer a diferença. Porque tinha pouca gente falando, mexendo, entendendo, estudando.

Vou fazer o que todo mundo está fazendo? Já tem gente resolvendo esses problemas. Vou fazer o que ninguém está fazendo. E aí é isso, impactar mais gente positivamente.

E agora eu vejo também direcionar isso. Porque quem está entrando agora nesse assunto, às vezes não percebe a grandiosidade do conteúdo e vai direto para a solução fácil. E a solução fácil raramente é a melhor solução.

Em alguns casos é, mas é raro. Normalmente a gente tem que tratar estilo de vida, alimentação, tem muita coisa para ser mexida antes de ter um resultado bom. Então, eu queria agradecer a presença de todo mundo, queria agradecer aos Daniéis, queria agradecer a todo mundo que participou aqui com a gente, que comentou.

Peço desculpas a gente não ter conseguido levantar todos os assuntos aqui nos comentários. Realmente não deu, mas a gente está esperando vocês na Masterclass amanhã, quarta-feira, oito horas da noite, para tirar as dúvidas específicas de quem realmente quiser estar mais próximo da gente. Obrigado pessoal, até a próxima.

Boa noite para todo mundo. Boa noite, até amanhã. Até amanhã.

Tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau, tchau.

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