O episódio discute o papel real da fisioterapia no tratamento do lipedema e por que “fazer drenagem” não é suficiente. A fisioterapeuta Mariana Milazoto, do Ins
Eu acho que é, principalmente quando a gente fala em controle de sintomas, então assim, quando eu deixo a estética um pouco de lado, porque eu falo para todas as pacientes que tem a política, é uma consequência, então é secundário ao tratamento, mas as pacientes que tem realmente aquela dor ao toque leve, aquela sensação de peso, de cansaço, de enchaço das pernas no final do dia, roxos frequentes devido a essa questão de microangiopatia mesmo, a fisioterapia ela é uma grande aliada no controle de sintomas, então quando a gente vai ler até os artigos científicos, eu falo muito mais do que os artigos da prática clínica, é muito nítido como é rápida a melhora de sensação de dor e peso nas pernas, é claro que a fisioterapia trabalha junto com uma equipe multidisciplinar, então eu falo isso para todo mundo, em todas as aulas, em todas as entrevistas, porque não é a fisioterapia sozinha, assim como não é o médico sozinho, é a nutricionista, é o psicólogo, é o educador físico, é a própria paciente que está aí no centro com as suas demandas, mas sim a fisioterapia traz essencialmente um grande alívio de sintomas e como consequência, depois disso a gente consegue melhorar o aspecto estético das pernas junto com todo o trabalho que essa paciente precisa fazer de mudança de ato, de estilo de vida, o trabalho com nutricionista, o trabalho com o educador físico, então acho que hoje sim a gente pode considerar uma das profissões pilares no tratamento da paciente com lipedema, e essa parte de, como podia um pouco, nas pacientes, a qualidade de vida com a parte estética, a gente que é mulher, a gente sabe que é muito importante para as mulheres também essa parte estética, é um desafio, você sente que convencer as pacientes do bem-estar precisa ser priorizado nesse momento, o que você vê assim no...
Então, eu não posso inflamar um tecido que já está inflamado, essa inflamação, ela precisa ser controlada. Quando eu aplico um procedimento estético, eu preciso garantir que essa paciente está com a inflamação controlada, para eu conseguir avançar para um próximo passo.
Dá. E a gente também, quando a gente fala de fisioterapia, para quem não é do mundo da medicina, vocês que convivem, né, todos os dias nesse assunto, já vem automático na cabeça tudo que engloba. Mas para quem é de fora, eu acho que liga a fisioterapia direto a drenagem.
É sempre assim. E na verdade, é muito além disso e eu acho que esse é o primeiro momento que você precisa explicar.
É a partir daí você consegue dizer para ela quanto custa a sessão de alguma coisa que ela quer. E principalmente dizer para ela que a drenagem, a gente sabe que é um dos pilares do tratamento. Então assim, hoje, nem eu nem a minha equipe, a gente não faz nenhuma sessão que não coloque a mão na paciente.
Parte 1 Olá, meu nome é Letícia, minha moto está no ar mais um Amato cash pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, falamos sobre mitos e verdades relacionadas ao Crossfit, um tema muito polêmico, foi muito legal essa conversa, antes também falamos sobre o uso terapêutico de produtos derivados do cannabis, também um papo muito interessante, para quem não conseguiu acompanhar a gente já vai deixar o link aqui para vocês e hoje novamente a gente recebe uma convidada especial, a Mariana Milasoto que é fisioterapeuta, já faz um tempo que a gente estava querendo trazê-la aqui de volta para conversar mais um pouquinho sobre esse tema que vocês viram já aí no título que a gente fala bastante também aqui no Amato cash que é Lipedema, só que agora, claro, relacionado à especialidade da Mari. Antes de vocês vindas traê-la, eu vou apresentar um pouquinho do currículo da nossa convidada de hoje para vocês poderem conhecê-la melhor, vamos lá. A Mariana Milasoto é formada pela Universidade Cidade de São Paulo, é mestre em ciências médicas pela USP, especialista em aparelho locomotor pela UNIFESP e pós-graduada em endermato funcional pela Universidade Ayanguera. É formada pelo método do meu europeu para atendimento de Lipedema, desenvolver um método desvendando Lipedema e fisioterapeuta do Instituto Amato desde 2013. Bem-vindas novamente Mari. Muito obrigada Letícia, obrigada pelo convite mais uma vez em poder participar e dar tanta informação aí para todo esse público que acompanha a gente no Amato cash. Já relembro que a gente teve um episódio aqui para quem é acido, acompanha certinho. O primeiro episódio foi também relacionado a Lipedema, fisioterapia e Lipedema, mas acho que hoje o papo vai ser um pouquinho mais pessoal, a gente estava falando aqui nos bastidores, fazer uns relatos mesmo de bastidores, o que você consegue perceber na evolução das pacientes, acho que a gente pode ir por esse lado. E também falar bastante da importância da mudança do hábito de vida, do estilo de vida e da paciente se enxergar como protagonista no processo todo dela de reabilitação. E justamente falando dessa parte do protagonismo da paciente, que as pessoas já devem estar curiosas também para saber o que eu já deixei aqui, que a gente vai falar sobre um desafio no Lipedema. Isso mesmo. Então pode dar um expo. Sem dar muito spoiler, sem dar muita informação, só para todo mundo entender mais ou menos como que vai funcionar. É, a gente está pensando em desenvolver, na verdade é um projeto que já está quase pronto, de um desafio que a gente vai lançar para as pacientes com Lipedema, um desafio para mexer corpo, para trabalhar a mente, para pensar em autocuidado, vai ser bem legal. Bem interessante. E no outro episódio, eu lembro que você tinha citado que você, apesar de ter essa formação de fisioterapeuta, que é o nome que mais ali, que as pessoas acabam tendo mais conhecimento, você hoje, à sua proximidade mesmo, é com o Lipedema, pacientes de Lipedema. É isso mesmo. Na verdade, como eu acho que contei para você no episódio anterior, eu tive realmente esse contato depois que o doutor Alexandre voltou da Alemanha, me chamou na sala dele e falou, ó, eu preciso de uma fisioterapeuta do meu lado para cuidar dessas pacientes, vai ser um grande desafio, a gente vai aprender junto. E aí eu falei, é, não conheço nada sobre isso, ele não, mas a gente vai junto e aí a gente foi trocando artigos, ele foi me ensinando muita coisa. E eu fui atendendo aí as primeiras pacientes e isso já faz oito anos, então hoje eu acho que até com o desenvolvimento do método, desvendo no Lipedema e a quantidade de pacientes que já passaram por aqui, tanto no tratamento conservador quanto no pós-operatório, eu me considero aí uma pessoa referência mesmo na área da fisioterapia nesse assunto. Com certeza. E eu já tinha deixado uma pergunta aqui que já dá uma uma explicação sobre isso que você disse, de como que você começou a tratar pacientes com o Lipedema, essa relação mesmo do Dr. Alexandre Amato para quem, a maioria todo mundo que está aqui, já escutou pelo menos, já viu algum episódio, a gente sempre deixa também uma playlist para o pessoal acompanhar todos os episódios que envolvem Lipedema, então o pessoal já costuma saber. Mas que junta exatamente essas especialidades, você acha que hoje a fisioterapia tem, de fato, um processo para o papel da paciente, no protagonismo da melhora do desenvolvimento da situação, mas você acha que hoje a fisioterapia é o essencial para essa paciente ter uma melhora de fato? Eu acho que é, principalmente quando a gente fala em controle de sintomas, então assim, quando eu deixo a estética um pouco de lado, porque eu falo para todas as pacientes que tem a política, é uma consequência, então é secundário ao tratamento, mas as pacientes que tem realmente aquela dor ao toque leve, aquela sensação de peso, de cansaço, de enchaço das pernas no final do dia, roxos frequentes devido a essa questão de microangiopatia mesmo, a fisioterapia ela é uma grande aliada no controle de sintomas, então quando a gente vai ler até os artigos científicos, eu falo muito mais do que os artigos da prática clínica, é muito nítido como é rápida a melhora de sensação de dor e peso nas pernas, é claro que a fisioterapia trabalha junto com uma equipe multidisciplinar, então eu falo isso para todo mundo, em todas as aulas, em todas as entrevistas, porque não é a fisioterapia sozinha, assim como não é o médico sozinho, é a nutricionista, é o psicólogo, é o educador físico, é a própria paciente que está aí no centro com as suas demandas, mas sim a fisioterapia traz essencialmente um grande alívio de sintomas e como consequência, depois disso a gente consegue melhorar o aspecto estético das pernas junto com todo o trabalho que essa paciente precisa fazer de mudança de ato, de estilo de vida, o trabalho com nutricionista, o trabalho com o educador físico, então acho que hoje sim a gente pode considerar uma das profissões pilares no tratamento da paciente com lipedema, e essa parte de, como podia um pouco, nas pacientes, a qualidade de vida com a parte estética, a gente que é mulher, a gente sabe que é muito importante para as mulheres também essa parte estética, é um desafio, você sente que convencer as pacientes do bem-estar precisa ser priorizado nesse momento, o que você vê assim no... É um desafio para algumas pacientes que eu tenho a sensação que vem com muita informação errada, porque a gente sabe que hoje tem muita informação rolando na internet, Google, Instagram, enfim, qualquer que seja, e aí surgem protocolos milagrosos, faça tantas sessões do equipamento X e você nunca mais vai ter a celulite do lipedema. Então assim, são muitas coisas que surgem e quando é essa paciente que vem com essa informação, é a paciente que é mais desafiadora para convencer de que a estética é secundária, mas a maioria das pacientes que eu recebo são pacientes que já viram o doutor Alexandre, do doutor Daniel, do doutor Keller, são pacientes que têm muita consciência de que vamos cuidar dos sintomas, vamos cuidar dos hábitos e que a estética é uma consequência. Então são dois tipos de pacientes que eu recebo, as pacientes que já vêm de consultas prévias com eles, são pacientes que já sabem muito unitidamente que a estética vai ser consequência e que realmente são pacientes que têm muito sintoma e que não estão tão preocupadas com as pernas esteticamente quanto com o sintoma. E as outras que vêm desse mundo de milagres que são vendidos na internet e daí sim, é, a gente precisa ajudá-la a entender que tem outras coisas que vão vir antes da melhora estética. É, porque acaba sendo uma preocupação. Mas é, mas é, mas é, e é assim, todas entendem que é uma consequência e que no fim das contas tudo se resolve, a gente consegue chegar lá, a gente só precisa cuidar de etapas antes, porque no início, todos os tratamentos estéticos que a gente pensa, como fisioterapeuta, a gente tem muitas artimanhas, a gente tem muitos equipamentos que a gente pode usar, mas todos eles, quando a gente pensa em estético, ou a grande maioria deles, falem em inflamar o tecido para gerar algum efeito. Então, ou vai inflamar o tecido para dar uma retração de pele, no caso da paciente que é flasda, ou vai inflamar o tecido para diminuir o tamanho da célula de gordura ou causar apoptose, quebra da gordura, né? Então, eu não posso inflamar um tecido que já está inflamado, essa inflamação, ela precisa ser controlada. Quando eu aplico um procedimento estético, eu preciso garantir que essa paciente está com a inflamação controlada, para eu conseguir avançar para um próximo passo. E aí, vai na contramão também, não adianta ter a beleza e sentidor, né? Sentir o desconforto, porque eu tenho certeza que também incomodaria tanto quanto até mais do que uma marca que às vezes, de fato, incomoda, mas que contém como você falou, dá para ter essa melhora junto, né? Dá. E a gente também, quando a gente fala de fisioterapia, para quem não é do mundo da medicina, vocês que convivem, né, todos os dias nesse assunto, já vem automático na cabeça tudo que engloba. Mas para quem é de fora, eu acho que liga a fisioterapia direto a drenagem. Você escuta muito isso também, acho que é só a drenagem manual ali. E para o lipedema é muito além. Então assim, a coisa mais comum que eu recebo é paciente pedindo informação de quanto custa a sessão de drenagem ou quanto custa a sessão de massagem. Então assim, a pergunta é bom dia, quanto custa a sessão? É sempre assim. E na verdade, é muito além disso e eu acho que esse é o primeiro momento que você precisa explicar. Oi, tudo bem? A Sora tem uma indicação de fisioterapia. Quem é um médico que te acompanha, qual o diagnóstico que a Sora tem? É a partir daí você consegue dizer para ela quanto custa a sessão de alguma coisa que ela quer. E principalmente dizer para ela que a drenagem, a gente sabe que é um dos pilares do tratamento. Então assim, hoje, nem eu nem a minha equipe, a gente não faz nenhuma sessão que não coloque a mão na paciente. Então a gente sempre vai tocar na paciente, porque a gente precisa sentir aquela pele, sentir aquela textura. Então a drenagem faz parte da sessão, mas ela não é só isso. Então são muitas outras coisas que a gente envolve dentro de uma hora de sessão. Então é a compressão através de enfachamento com diversas faixas possíveis que a gente pode utilizar para trazer conforto, para diminuir fibrose. É a utilização da bota pneumática que também ajuda muito a diminuir grandes edemas. É a utilização de alguns equipamentos como ondas de choque, como a tecar terapia, é utilização de plataforma vibratória. Então uma sessão pode ter muitas coisas conforme a avaliação e o planejamento. Mas sim, a drenagem linfática faz parte da sessão. Mas quando eu vou valorizar o meu trabalho, eu não falo o preço da drenagem linfática. É o valor da sessão de fisioterapia, que vai ser programada e planejada individualmente para aquela paciente. É igual quando o paciente também quer saber, tem muito isso hoje, de, ah, qual o preço de uma cirurgia tal? E aí vai procurar às vezes no Instagram ali do México, vai na mesma linha, né? E aí quer saber como se fosse um catálogo mesmo, só que não existe isso, né? Cada pessoa é um catálogo. É muito individualizado, né? É, acho que essa analogia da cirurgia é muito legal, porque assim, você não sabe o tamanho da perna da pessoa, por exemplo, pensando numa cirurgia de lipedema. Ou, é, vai ser só coxa, ah, vai ser só colo, ah não, vai ser só aquela gordurinha do joelho, ah, vou mexer na perna toda. Quer dizer, tem uma série de coisas, não dá para o médico, apesar do médico ter uma tabela, a gente também tem, né? Mas a gente tem um planejamento, a gente tem uma programação, então é muito além de só drenar a perna da paciente. É, isso é legal, para as pessoas já esclarecerem isso, né? Porque igual você falou, realmente, eu imagino que a dúvida seja ali primordial o valor, né? Todo mundo quer saber já de cara todo mundo. Ou quantas sessões também para se planejar, quanto vai precisar. Isso é uma próxima dúvida interessante, que acho que a gente não tinha falado. Já no começo você consegue saber quantas sessões o aquele paciente vai precisar, ou você precisa ver como vai evoluir. A gente costuma conversar com as pacientes, primeiro, sobre o compromisso delas com o tratamento. Então é muito diferente uma paciente que chega para mim extremamente engajada e realmente falando, vou mudar o estilo de vida, já passei com um nutricionista, já sei qual é a minha alimentação. Essa paciente, ela vai evoluir muito rápido na minha mão e, no geral, ela vai precisar de muito menos sessões do que aquela paciente que ainda está começando no processo de entender a doença, de entender que ela é protagonista no tratamento. Então assim, não dá para dizer, sem avaliar a paciente, por exemplo, numa mensagem de WhatsApp, quantas sessões vão ser necessárias. Mas, no geral, com a expertise, como dia a dia, a gente sabe logo na primeira avaliação, a conversar com a paciente já planejar, vamos pensar em fazer 8 semanas, vamos pensar em fazer 10 semanas, a senhora vai precisar duas vezes por semana, a senhora não, a senhora vai fazer uma vez por semana, entendeu? Mas você precisa conhecer e avaliar a paciente, não é um assunto que você manda no WhatsApp sem conhecer, sem avaliar. E isso já responde também uma pergunta que a gente já estava comentando nos bastidores, para que fique mais claro. Independente do trabalho do médico, da fisioterapia, com você, o que depende mesmo da evolução, o que vai determinar, acho que essa é a frase, vai determinar a evolução é o que acontece fora daqui, na casa da pessoa. E a minha pergunta era isso. Se o que a pessoa faz ali, se ela vai alterar o resultado que o médico fez ou que o seu trabalho na fisioterapia, se realmente tem esse papel de controle ali, de direcionamento. Então assim, a gente fala muito quando a gente fala de lipedema, em identificar os gatilhos inflamatórios. Então a partir do momento que essa paciente identifica o que inflama suas pernas, os seus braços, enfim, o que inflama o seu lipedema, fica muito mais fácil se ela sair da linha, ela entender que, puxa, isso aqui o glúten, por exemplo, que é muito comum que todo mundo fala. Comer ontem, puxa, vou ter mais dor na perna amanhã ou depois da manhã, com certeza, independente de eu ir na maria ou não. Então sim, é possível a paciente identificar e ela mesma conseguir entender o que ela está fazendo de errado na rotina para piorar sintomas, por exemplo. Mas, a princípio, ela precisa mais do que isso entender, como eu sei no começo, que ela é protagonista no tratamento. Então ela tem que entender que ela precisa mudar estilo de vida, que ela precisa mudar hábito de vida, que ela precisa mudar alimentação, a maneira dela de pensar, talvez o sono, talvez o controle do estresse, enfim, são estratégias muitas que precisam mudar para essa paciente ter sucesso. E se ela tiver uma recaída, quando ela conhece seu corpo, quando ela sabe qual é o seu gatilho, ela contorna muito rápido também. Então às vezes é uma paciente que está vindo muito bem com você e numa semana específica ela chega muito inflamada, você toca, você vê que a perna está mais vermelha, que aquele sinal que fica, você encosta o dedo fica branco, fica mais branco. Aí você fala, nossa, mas o que aconteceu, Letícia? O que você fez? Ah, Maria, essa semana eu tive três aniversários e aí eu come pizza, acabou, ela já sabe. Isso que é importante também, que já demonstra essa necessidade do olhar mais calmo e atento ali da fisioterapia com paciente ou médico com paciente, porque às vezes as pessoas sentem, todo mundo comenta que a gente já teve um episódio sobre isso, de sentir falta desse tratamento mais, não sei, ser humanizada a palavra, mas sabe de você ter um olhar realmente pessoal com aquela pessoa? É isso. E não só assim como se fosse uma linha de produção ali, que vai entrar um, sai outro, você nem lembra como estava a pessoa antes ou às vezes se você começa a conversar, dá abertura para a pessoa contar alguma coisa, você já consegue ter um, às vezes entrar num assunto um pouquinho mais pessoal ali e convencer a pessoa de que vale a pena, realmente. É, eu acho que criar o vínculo é muito importante, né? E a gente como fisioterapeuta, você sabe quando você faz a fisioterapia, muitas das vezes você encontra muitas vezes o fisioterapeuta ao longo do processo. E no geral, mais do que qualquer outra profissão, mais do que o nutricionista, mais do que o médico, a gente está vendo muito mais a paciente, né? Então o vínc é muito mais estreito, às vezes vira até uma sessão de terapia, né? Mas o conhecer individualmente cada paciente, inclusive a história dessa paciente que está por trás da vida dela, não só aquela perna, né? Porque não é só uma perna. Faz toda a diferença para o atendimento realizado e para a fisioterapeuta que quer se diferenciar, né? Do que você simplesmente vender um protocolo, colocar a paciente em um monte de equipamentos e só entrar, ligar e desligar, ligar e desligar o equipamento, entendeu? É, eu ia usar como exemplo, né? Porque acho que a gente não contou ainda aqui, não contei nenhum outro episódio. Eu estou fazendo, né? Fiz a cirurgia com Dr. Fernando, agora com você, já deu um mês? Já, né? Já passou. Nossa, fase dois, verdade, duas vezes. E o contato que a gente tem, claro, o contato com o médico, né? Tem esse acompanhamento que fazes até as sessões juntos ali, né? Todo mundo para decidir o que vai ser feito e tudo. Mas o meu contato com você acaba sendo muito mais frequente, de fato, por conta da necessidade ali para o resultado, né? E você, quando percebe que tem algo errado, você tem a obrigação de falar com o médico, como funciona isso? Acaba ficando meio ali, tem. Em cima do mundo. E na verdade, eu acho que esse também é um grande diferencial que é você estar inserida numa equipe que te respeita, né? Porque a sua opinião precisa ser ouvida e mais do que a sua opinião, as suas impressões, né? Então, assim, a fisioterapeuta que trabalha sozinha, ela não tem tanto sucesso com a paciente ou com os resultados tão rápidos do que é que está numa equipe que te ouve, que te respeita, porque qualquer coisa de diferente, principalmente quando a gente fala de pós-operatório, né? O pós-operatório da plástica ou pós-operatório do lipidema, a gente está acompanhando ali diariamente e a gente sabe as complicações que podem acontecer e muitas das vezes eu tenho indícios de que elas vão acontecer antes delas realmente acontecerem. Então, eu pego precocemente muita coisa e quando eu tenho acesso muito fácil ao médico, quando eu tenho um médico que me ouve, que me respeita, é muito mais fácil da gente lidar com complicações antes que ela se compliquem de verdade, né? Então, isso para mim, assim, é uma grande vantagem para as meninas que trabalham comigo também. Então, a gente tem, eu acho que é uma equipe que está à frente até por conta disso, sabe? Porque o controle em relação, principalmente a pós-operatório, ele é muito grande, né? É, eu tô, como eu falei, vindo de perto. E para você, como que é essa parte até um pouquinho mais pessoal, né? Do vínculo ali que fica depois, você já fez a paciente que viraram amigos, eu sei que tem que ter uma certa separação de certa forma igual o médico, né? Que também não pode ali ultrapassar tanto. Mas às vezes a pessoa até recebe alto de alguma situação e você, pô, sinto até essa idade. A gente acabou virando amiga, né? Nas sessões. Mas é comum acontecer. É muito, é, na verdade, assim, é o que você falou. Durante o atendimento independente se for amigas, se for parentes, se for qualquer coisa, é profissional, né? Você está ali para fazer o seu trabalho. Mas sim, eu já criei vínculo com algumas pacientes de frequentar aniversários, é normal, né? Porque é muito tempo junto, é muita coisa que a pessoa conta da vida dela. E às vezes a pessoa vem mais vezes, mais tempo. E você já olha para a cara dela e fala, hum, o que aconteceu hoje? Sabe? E a própria pessoa também te conhece e às vezes fala, hum, Juliana, você não está legal hoje, sabe? Assim, então, assim, não são todas, mas existe esse match com algumas e acontece de virar amizade mesmo. E muitas amizades vão para frente. Às vezes a paciente tem alta e fica amiga, né? Então acho que isso é super comum e eu acho muito legal. Eu acho, é, fico feliz, assim, né? De muitas pacientes terem virado amiga. É legal até no sentido que a pessoa não vê como algo ruim ali, né? Como vai para o lugar, como, oh, nossa, que droga, que eu não tenho que ir, que saco. E aí já vai com aquela coisa mais leve, né? É, eu acho que criar vínculo é o segredo, sabe? Não precisa ser um vínculo íntimo se você for uma pessoa mais reservada, né? Mas eu acho que ter uma certa proximidade em relação a acolher, a empatia, sabe? Isso faz diferença para a profissional que você vai se tornar também. E você sente que esse toque da fisioterapia até consegue ter um impacto mais, mais a parte emocional mesmo, né? Porque, claro, os médicos, principalmente os daqui, né? Eles têm já muito isso de ter, não é porque a gente está falando que como se fosse uma publicidade propaganda, nada, não. Mas realmente já tem essa proximidade a mais, né? Essa preocupação de saber se a mulher tem, de fato, saber se está acontecendo algo na vida como você citou. Mas você consegue, imagino que até tenha relatos, assim, de trazer essa parte recuperada, o emocional mesmo daquela mulher, né? De ver uma evolução dela se sentir melhor, né? Tanto dos alivios do sintomas como também uma parte estética. Se se sentir mais mulher, né? Isso é super, super comum. Acho que maiores relatos, assim, não relacionados à parte física é justamente esse encontrar esse equilíbrio emocional e encontrar o dentro de si e ter se tornado uma pessoa diferente, né? Então, esse equilíbrio entre corpo e mente, ele é muito importante para o sucesso do tratamento. A paciente não precisa mais entender isso. E eu acho sim que a fisioterapia é um grande aliado até nesse sentido, assim, de ajudar a paciente a encontrar esse equilíbrio. Até porque muitas vezes a gente ouve muitas histórias e aí você acaba contando para uma paciente óbvio que sem identificar outra, mas o relato de outra e assim, ó, você não está sozinho, isso acontece com todo mundo, isso acontece, então, assim, deixa ela mais próxima do problema, mas ajuda também ela a resolver muitas das questões, né? Então, eu acho que é muito legal, assim, é muito, muito mais do que só o toque físico, né? Sim. E trazer essa responsabilidade e consciência, né? Que eu acho que acaba sendo a base independente desses que a gente está falando de ser multidisciplinar ali, mas da pessoa com ela, né? De ter essa consciência do que realmente, porque você não está enganando o médico, né? Você não está enganando na fisioterapeuta, porque às vezes tem muita essa cabeça, eu já tive essa cabeça até de, por exemplo, ah, eu passava no nutricionista, imagino que muita gente vai se identificar. E aí você fala, ah, eu vou comer escondido, não vou contar para nutricionista e vou torcer para nele, não perceber ali na hora da consulta, né? Na balança, se for. Mas aí, na verdade, você está se enganando, né? E acho que no lipedema isso também acaba, se a pessoa não mudar realmente a prática ali, né? O dia a dia, mesmo ela com ela própria. É isso. Não adianta tentar enganar você na fisioterapia, tentar enganar o Dr. Alexandre, seja quem for que está engolvido nisso. É, é, por isso que o doutor Alexandre fala muito da beleza do lipedema também, porque é um encontro de você com você mesma, né? É você encarar aquilo de uma maneira diferente, é você enxergar o seu corpo e a sua função de uma maneira diferente e se mostrar para o mundo de de maneira diferente. Então aquela mulher que de repente morria de vergonha disso ou da quilos ou do marido ou das pernas ou de usar um bikini, de repente hoje ela está encarando a situação de uma outra maneira, né? Então eu acho que é muito o encontrar dentro de você, sabe? Sim. Agora, desafio no lipedema, o que você pode já adiantar para a gente? O que você pode falar? Como é que vai funcionar? E adianto também a pergunta, né? Como a gente disse, é de pessoa para pessoa, né? É ali um desafio para o que serve para aquela pessoa e não um desafio... Geral. Geral. Então o que que a gente está pensando do desafio, né? A gente fala muito em precisa mudar hábito de vida, precisa mudar estilo de vida, né? Mas como que a gente vai ajudar essa mulher a fazer isso? Então, assim, a maioria dos estudos fala que para o seu corpo entender que você mudou e que você está se exercitando e que para você começar a gostar daquilo, a gente demora entre 60 e 200 dias, né? Mas enfim, vamos falar aí de uma média de 60 dias. Então a gente também já tem que tomar um pouco de cuidado com os desafios dos 21 dias, que está meio na moda, mas assim, o corpo demora um pouco mais de tempo para se acostumar nessa mudança do hábito. E aí a gente vai lançar um desafio de mais ou menos 60 dias de movimento, então assim, é colocar o corpo em movimento, então uma série de coisas que a gente pode listar para essa mulher começar a se movimentar, mas também um cuidado com a mente, então a gente vai trazer aí algumas opções de meditação, de respiração profunda, de olhar para o seu interior, então seria mais um gerenciamento de estresse controlidamente e técnicas de autocuidado. Então, como que você pode cuidar do seu próprio corpo, seja através de escovação a seco, seja através de autodrenagem, seja através de exercícios muito básicos e específicos para algumas musculaturas da perna, então esse desafio vai ser uma tria de movimento, mente e autocuidado de mais ou menos 60 dias, então a gente vai trazer um aplicativo, essas mulheres vão se cadastrar e aí a gente vai fazendo meio que uma competição interna, é claro que não precisa por o próprio nome se não quiser, mas seria um desafio, você já foi na academia, algumas academias que têm um aplicativo lá da academia e tem os rankings, é mais ou menos isso, é um desafio de você com você mesma para você tentar durante os 60 dias ininterruptos fazer algo por você, sabe? Então é mais ou menos isso assim, para reservar alguns minutos do dia para cuidar de você, cuidar do seu corpo, cuidar da sua mente, enfim, a gente cuida às vezes, principalmente a mulher, a mulher que é mãe ou que é filha, que tem pais que precisam ou aqui se dedica muito ao trabalho, a gente sempre está cuidando de alguém e de alguma coisa e muitas esquecem do próprio cuidado, então vai ser um desafio bem legal, assim o Dr. Alexandre também vai se envolver junto com a gente para fazer essa mulher ter a consciência de que ela precisa olhar para si. Sim, e igual você falou, não dá para definir o prazo que aquilo vai de fato entrar na rotina, se serão os 60 dias, mas já ajuda, já é um caminho, para a pessoa enxergar que olha, consegui, às vezes teve altos e baixos ali em tantos momentos da vida que não conseguia seguir certinho, aí já anima também e continua depois. E é uma coisa que assim, os estudos revelam que quando você muda o hábito por esse determinado tempo, o seu corpo começa a ter aquela necessidade, né, então você começa a fazer de uma maneira muito mais prazerosa e acaba entrando na rotina assim como tomar banho, assim como se alimentar, entendeu, porque não vão ser coisas muito específicas que vão exigir que você coloca uma roupa que você saia e vá para a academia, entendeu? A gente vai trazer pequenas mudanças de rotina. Sim, e a pessoa começa a ver resultado também, anima, né? É isso. Tanto no bem-estar ali, né? Eu acho que mais do que resultado físico, porque o objetivo não vai ser só pensar no bem-estar, é na qualidade de vida, é na disposição, sabe? E uma frase que eu escutei eu lembro quem falou, mas foi em algum momento aqui dos episódios que a gente estava fazendo e aquilo ficou na minha cabeça de um jeito que até hoje fez virar a chave, que pode ser que seja útil para alguém, você pode comentar também. Se a gente for colocar como um detalhe, né, na rotina, um exercício, ou seja, o que for, igual você falou, não necessariamente a ir para a academia, mas ter esse cuidado, se a gente for pensar de que é um luxo do dia, a gente não vai fazer nunca, porque todos os tem algum problema, uma boa prioridade, surge algum imprevisto, surge alguma correria ou transo todo dia, só que se a gente pensar como algo essencial, como é dormir, tomar banho, escovar dente, ninguém fica um dia sem dormir, um dia sem escoaldente, não deveria ficar, né? Sem comer, sem tomar água, se a pessoa tem essa cabeça de faz parte ali do que eu vou fazer, o que eu preciso ser, independente, se faça a chuva, faça sol, se, né? É isso. E aí você já consegue mudar a cabeça, acho que foi uma coisa que me ajudou ter esse pensamento, então talvez ajude também quem está acompanhando. É isso, é isso, é bem isso, assim, tem gente que às vezes acorda 20 minutos antes para meditar, ou acorda 20 minutos antes para orar, ou há uma hora de acordar muito corrido, mas então antes de dormir, sei lá, entendeu? É ajudar a criar estratégias para olhar mais para si, em relação a cuidado mesmo, cuidar do corpidamento, sabe? Legal. E como surgiu essa ideia de fazer o desafio você com o natural de chave? Foi, foi muito engraçado, porque a gente estava, a gente foi convidado para participar de um programa de TV e nós fomos juntos no carro, era um lugar um pouco longe, e a gente foi conversando e ele me contou que ele estava participando de um desafio de médicos vasculares, então é algo um pouco parecido, mas é um grupo só de médicos vasculares, e aí eles iam ranqueando o que cada um fazia no dia, e aí eu falei, nossa, vamos pensar nas pacientes com LPD, eu falei, nossa, vamos, dele me deu o nome do aplicativo, a gente começou a pesquisar, eu pesquisei, baixei o aplicativo, então assim, eu estou terminando de desenvolver, provavelmente lá pelo dia 14 ou 15 de outubro a gente já consegue ter isso mais estruturado, então... Às vezes até e ao hora a gente já colocou o link aqui, exatamente, mas assim com certeza vai para a rede social e as pacientes vão ficar sabendo, é para ser uma coisa divertida, sabe, para as pacientes, enfim, qualquer pessoa que quiser participar, mas o foco vai ser mais para o LPE, mas porque a gente vai trazer mais direcionado para isso. Também eu já não posso deixar de te perguntar sobre essa parte de acesso, né, algo que a gente não citou no outro, que me veio na cabeça agora, o aplicativo é uma forma de até fazer essa, dar um efeito de animar mesmo as pessoas ali, né, para seguir, para, enfim, se sentir melhor. Muitas pessoas acabam não tendo acesso, né, às melhores fisioterapias ou sei lá, os melhores equipamentos. Queria te perguntar se você acha que depende de fato um pouco disso de ter acesso a essas coisas, né, aos aparelhos que vão ajudar nisso ou se a pessoa consegue de alguma forma o sucesso do tratamento? É, do tratamento de LPE, mas que você até citou agora, por exemplo, fazer isso para 20 minutos do dia para fazer algo em casa já é uma forma de você seguir melhorando, mas assim, tem como a pessoa fazer ali, quem não tem mesmo a possibilidade de estar em um dos melhores médicos ou das melhores fisioterapias? É, eu acho que assim, existe a possibilidade se essa pessoa encarar a necessidade de que ela precisa mudar o hábito, então precisa mudar a maneira como ela se alimenta, então, açúcar embutido, álcool, leite e glúten, por exemplo, né, então são cinco principais vilões, que de repente a pessoa pode começar tirando dois ou três, definitivamente, e aí você não tem como ir para a academia fazer um crossfit, fazer um pilato, porque custa dinheiro, ela consegue caminhar e aí você vai começar a fazer alguns trajetos que você fazia de ônibus ou de carro andando ou no prédio onde você mora, em vez de sempre pegar o elevador, você vai subir o DCX, lances de escada, são coisas que não vão custar dinheiro, né, e aí a gente pensa, ah, eu tenho um pouco mais de acesso, de repente no meu prédio tem uma piscina, mas eu nunca desci porque eu não sei nada, ah, mas a piscina dá pé para mim, ah, vamos caminhar dentro da água, só andar dentro da água, ou, ah, eu vou começar a usar uma luque, uma calça de compressão, porque eu sei que a compressão vai me ajudar a diminuir edema, vai me ajudar a diminuir, então, ah, não posso investir na fisioterapia, mas eu vou investir na compressão e assim você vai ajustando, é possível, sim, quem tem tanto acesso aos melhores, também ter um tratamento digno. Hoje, como que funciona essa parte de fisioterapia, por exemplo, no sistema único de saúde? Existe algo nesse sentido ainda? Ainda para o lipedema é um grande desafio, né, muitas discussões, o lipedema foi incluído no CID, que é a classificação internacional de doenças relativamente recentemente, então, o CID tem muitas discussões em relação à cobertura de convênios, as pacientes que têm convênio também não conseguem cobertura e cobertura do SUS, né, mas eu tenho a sensação de que existe um movimento de que isso logo vai mudar. Se eu te perguntar, como você enxerga, assim, né, muito tempo, é muita gente grande que está se envolvendo em mudança de políticas e eu acho que em breve pode mudar, sim, assim como quem tem câncer, ter acesso ao tratamento, né, então eu acredito muito nisso. Aí eu comentei no último episódio sobre lipedema, que foi com o doutor Alexandre Amato, que a gente avalia que as pessoas falam muito mais de lipedema hoje, eu pelo menos tive uma sensação que foi um absurdo nas redes sociais, na minha faxina eu não tinha escutado de lipedema antes de, acho que faz uns dois ou três anos que eu já vi muito assim, tem trends que envolvem, ah, ver se a pessoa tem ou não, sinais de lipedema, enfim, só que tem muita coisa ruim também, né, na internet nem tudo como você falou, às vezes as pessoas acabam, inclusive antes da gente ir pros mitos e verdades, já é um mito ou verdade, né, tem algo que as pessoas chegam pra você e falando assim, não, eu já vi que isso faz bem que a maior mentira que você já viu, por exemplo, até de exercício a gente já tinha falado, tem alguns desses tipos de exercícios que podem piorar, né, não são todos que ajudam, mas tem algo nesse sentido que todo mundo acredita que ajuda, ou que é uma verdade a salva? Ah, sempre tem um tazinho milagroso, né, ou creminho que viu na internet, que acaba com lipedema em oito dias, sabe essas coisas, existe, tem muita paciente, eu recebo muito das pacientes, assim, print do produto, e aí você conhece, se é verdade que ele está fazendo isso, está falando, aí eu só olho, eu não conheço, sabe, é porque o céu é limite, nesse universo, as calças que prometem mundos e fundos em relação à cellulite, por exemplo, né, então assim, existem muitos mitos, de muitas, os comprimidos, as cápsulas de, não vou falar o mais, as coisas, mas as cápsulas de alguma coisa que, né, milagrosas, pode ser milagrosa, que milagre não tem nada, trava línguas, é isso, então agora vou trazer aqui um pouquinho dos mitos e verdades que acho que no último episódio a gente já fez, né, perguntas que as pessoas fizeram na internet sobre esse tema, então no Trendy Topics, aí você fala a sua opinião, a sua verdade me tira, também pode justificar o porquê, deixa eu subir o primeiro aqui, bom, ah, isso daqui que a gente falou, a fisioterapia serve apenas para drenagem linfática no lipedema, acho que eu vou mudar, então a pergunta para adaptar, tá, é drenagem linfática mesmo, que é utilizada no lipedema, ou tem outro tipo de drenagem, tá, se a gente for falar em verdade, é drenagem linfática, então a gente tá falando de uma massagem suave, uma massagem que precisa ter uma pressão específica, que essa pressão não é alta, justamente para eu não colabar os vasos linfáticos e permitir que esse fluxo linfático aconteça e diminua realmente o edema, que é o excesso de líquido e proteínas entre as células, então se você falar em massagem, sim, é verdade, é drenagem linfática, a massagem ideal, é, muita gente já vai com esse medo, né, de sentidor ali no momento da nossa, que eu ouço de história de paciente que, ai, mas eu fui numa sessão de drenagem e eu saí roxa, eu falei então, mas isso não foi drenagem, né, que se você saiu roxa porque doeu, é porque teve lesão capilar, então a pressão foi em excesso, não era drenagem linfática, qualquer outra coisa, massagem modeladora, bambu, enfim, liberação miofacial, mas não drenagem linfática. Agora quando a pessoa fez uma cirurgia, como foi meu caso, por exemplo, aí é normal por conta do procedimento aquela, assim, não tem como falar que não vai exterar a adrenagem, né, a adrenagem de pós-operatório ela pode ser um pouco mais dolorida, porque você tem um processo inflamatório importante no lugar onde foi feita a cirurgia, mas não é uma massagem que, porque eu fiz, você vai ficar mais roxa, pelo contrário, eu tô eliminando o excesso de EDM e hematoma e não te deixando mais roxa, isso só tá com um tecido mais sensível. Entendi, ou com mais dor, né, e isso. Tá, a paciente com lipedema não deve fazer exercícios físicos, eu já vou complementar a pergunta com a fisioterapia, né, o Nindo com a fisioterapia, ou antes ou depois com a fisioterapia ali intercalando, pode fazer ou não? Ela não deve fazer a pergunta, não, ela deve fazer, né, então o exercício físico é essencial, a gente precisa preparar articulação, a gente precisa ganhar força da musculatura e a partir do momento que essa paciente começa a desenflamar, essa gordura começa a ficar mais mole e a flacidez começa a incomodar um pouco mais e aí ela começa a conseguir também um pouco mais de massa muscular, então é um momento de intensificar o fortalecimento até para preencher os espaços, perda gordura, ganha músculo, né, legal. Agora lipidema e limpedema são tratados da mesma forma na fisioterapia, tem um vídeo que você fez nas redes sociais, esse gisto que eu fiz, o que que é lipidema? O lipidema e limpedema são coisas diferentes, né, então o limpedema é justamente uma doença de sistema linfático ou uma lesão, ou por uma lesão, por um trauma, existe um comprometimento anatômico do sistema linfático que no lipidema a gente tem um comprometimento funcional, não necessariamente uma lesão, então assim como doenças diferentes, o tratamento também é diferente, tá. Adrenagem linfática manual pode ser feita todos os dias? Lé, a drenagem linfática manual ela pode, então não é necessário quando eu não estou falando de pós-operatório, tá, quando eu estou falando de um tratamento conservador, porque a gente sabe que os efeitos da drenagem no organismo eles podem durar até 72 horas, então na teoria eu faço um dia e eu posso pular dois para fazer de novo, né, as pacientes às vezes tem paciente que vem uma vez por semana e tem uma série de outras que elas podem fazer em casa para cuidar do sistema linfático, então quando eu estou falando de tratamento conservador totalmente diferente do pós-operatório, não precisa fazer drenagem linfática todos os dias, isso é um mito quem fala que precisa adrenar todo dia. Entendi, se a pessoa quiser tem algo que pode dar um efeito contrário, por exemplo fazer demais pode também levar um... não, mas o sistema ele não vai conseguir responder na mesma intensidade e velocidade que você for fazendo, vai ser descartável, não vai nem ajudar, você precisa dar o tempo para o seu corpo fazer, ter a resposta, né, ao estímulo, tá, o fisioterapeuta pode identificar os sinais precoços de lipedema? Sim, eu falo para todo mundo que a fisioterapia não é a profissão que diagnostica, né, então eu normalmente vou ter o rebu do médico que foi quem diagnosticou, mas um fisioterapeuta bem treinado, experte que entende do assunto, ele consegue sim identificar sinais precoços do lipedema e muitas vezes direcionar, é muito comum eu receber uma paciente com queixa ortopédica, com queixa de coluna e ela tem sinais clássicos de lipedema e aí eu vou conversando com ela sobre isso, apesar de eu estar fazendo outra queixa e aí essa paciente pode ser direcionada, por exemplo, para um tratamento, pode ser direcionada para um médico, então eu consigo identificar precocemente sim, tá. O fisioterapeuta deve adaptar o plano de tratamento conforme o ciclo hormonal da paciente. Então, todo mundo fala que o hormônio é um grande vilão do lipedema, mas na verdade, alguns gatilhos ou algumas fases da vida da mulher podem ter sido gatilho para o lipedema, é claro que a gente sabe que no período pré menstrual a mulher vai estar um pouco mais inchada, ela vai estar com um pouco mais de dor, então pensando nessa fase hormonal, sim, eu posso adaptar o meu tratamento, mas pensando nessa mulher ela está na menopausa, vai ser de uma maneira, a essa mulher está grávida, vai ser de outra maneira, a essa menina acabou de ficar menstruada também, então eu posso sim direcionar o meu tratamento pensando na fase hormonal que essa mulher se encontra, mas não é a fase hormonal que vai determinar o meu tratamento, entendi. Agora, a última pergunta, o desafio do lipedema será um processo de autoconhecimento, sem dúvida, e aí eu queria aproveitar, porque além do desafio do lipedema, que ele vai chamar de bem com o meu lipedema, a gente criou um evento que chama de bem com o meu lipedema, o spoiler mais um, ele vai acontecer aqui em São Paulo, vai acontecer no dia 6 de dezembro, é num espaço super legal aqui em Pinheiros, que oferece alimentação gluten-free, vegana, totalmente para essas pacientes, e vai ser um dia justamente de autoconhecimento, vivências, muita informação, então a gente trouxe pessoas muito legais. Então esse evento de bem com o meu lipedema, que acontece dia 6 de dezembro, ele está vinculado de alguma maneira ao desafio de bem com o meu lipedema, e aí é o grande propósito de justamente ser muito mais do que só a fisioterapia, de realmente transformar a vida, de realmente ser o propósito aí para muitas mulheres. Esse foi um mega spoiler, é para o pessoal deixar na agenda, já anotado na agenda, para separar o dia e já baixar para fazer o desafio. E o evento que é do dia 6 é www.debencomoelipidema.com.br, combinadíssimo, e também que vou deixar também das suas redes sociais, vou pedir para você deixar aqui o que você prefere, que o pessoal te procure, às vezes você abre, Caxinha te pergunta de vez em quando, enfim, para alguém que queira te procurar, pode passar. Arroba Mariana Milazoto com 2s e 2t, M-I-L-A-Z-Z-O-T-T-O, e o YouTube também, mesma coisa. De qualquer forma a gente vai deixar os links aqui para quem quiser acessar o nosso episódio anterior, muito obrigada Marica e o Fabio, mais uma vez eu falo, o tempo sempre passa muito rápido, quando a gente está conversando eu vou deixar o espaço também para quem ficou com alguma dúvida, que era que a gente te traga aqui de novo para falar sobre esse tema, algum outro que envolve a fisioterapia, são sempre bem-vindas as sugestões, podem deixar aqui no comentário que a gente está sempre acompanhando. Mais uma vez, muito obrigada Mare, até a próxima. Vou aproveitar e agradecer o nosso patrocinador aqui do AmatoCache, quem já acompanha bastante tempo sabe, quem está chegando agora, a gente tem um patrocínio aqui, um oratório origem especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do origem é qualidade de vida e prevenção. Muito obrigada e até a próxima, não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para que a gente continue trazendo os nossos especialistas em saúde, em qualidade de vida, seja o que for. Obrigada e até...
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