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Quais os 5 últimos avanços na Neurocirurgia?

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Quais os 5 últimos avanços na Neurocirurgia?

A neurocirurgia está sempre na vanguarda das novas tecnologias devido à delicadeza do sistema nervoso. Os cinco avanços destacados são: a neuroendoscopia, utili

Perguntas respondidas neste vídeo

O que seria, então, essa ferramenta cirúrgica?

O aspirador ultrassônico permite que nós possamos, por exemplo, eliminar tumores cerebrais, reduzindo o sangramento existente na remoção de um tumor. Ele destrói o tecido, permitindo que os pequenos vasos fiquem preservados.

O que é a Neuronavegação?

Quando nós saímos de um lugar A para um lugar B, muitas vezes nós utilizamos as ferramentas de busca do nosso celular, o Google Maps, o Waze, enfim, as ferramentas que nós utilizamos para nos direcionar.

Como isso é feito?

Da seguinte maneira. Por exemplo, nós temos uma lesão para operar dentro do crânio. É realizada uma ressonância ou uma tomografia.

Você sabia disso?

A ultrassonografia é uma ferramenta que permite em tempo real a identificação de lesões e no interior do nosso crânio nós também podemos utilizar, depois da realização do acesso cirúrgico, através de transdutores específicos para o sistema nervoso central, nós podemos identificar e, juntamente com a neuronavegação, otimizar uma ressecção, por exemplo, de um tumor cerebral.

Transcrição completa do vídeo

Olá, hoje nós vamos falar de 5 avanços da Neurocirurgia. A Neurocirurgia é uma especialidade que sempre esteve à frente na aquisição de novas tecnologias. Pela delicadeza do cérebro, de todo o sistema nervoso, a delicadeza que nós temos que cuidar dessas estruturas.

É muito comum que esses avanços apareçam primeiro na Neurocirurgia. O primeiro deles é a Neuroendoscopia. O endoscópio, ele é utilizado em diversas especialidades, ele também é utilizado na Neurocirurgia, tanto para cirurgias cerebrais, para cirurgias de base de crânio e para cirurgias de coluna.

Vocês têm diversos vídeos que nós realizamos aqui sobre a endoscopia de coluna, mas também a endoscopia cerebral para o tratamento de hidrocefalia, para o tratamento de tumores, é realizada já há bastante tempo. Nos últimos 20, 25 anos, vários instrumentais cirúrgicos foram aperfeiçoados de modo a garantir uma maior segurança durante uma Neurocirurgia. Vou citar aqui alguns exemplos.

Um deles, bastante clássico, é a utilização do aspirador ultrassônico. O que seria, então, essa ferramenta cirúrgica? O aspirador ultrassônico permite que nós possamos, por exemplo, eliminar tumores cerebrais, reduzindo o sangramento existente na remoção de um tumor. Ele destrói o tecido, permitindo que os pequenos vasos fiquem preservados.

Assim, nós avançamos na remoção de um tumor cerebral, reduzindo o risco de sangramento. Uma outra ferramenta extremamente útil na Neurocirurgia foi a Neuronavegação. O que é a Neuronavegação? Quando nós saímos de um lugar A para um lugar B, muitas vezes nós utilizamos as ferramentas de busca do nosso celular, o Google Maps, o Waze, enfim, as ferramentas que nós utilizamos para nos direcionar.

Nós colocamos lá o endereço e aquela ferramenta permite, ou nos dá uma trajetória a melhor possível para chegar àquele lugar. A Neuronavegação é o nosso GPS, é o GPS do cérebro. Como isso é feito? Da seguinte maneira.

Por exemplo, nós temos uma lesão para operar dentro do crânio. É realizada uma ressonância ou uma tomografia. É importante que estes exames sejam realizados em um local em que as imagens sejam bastante de ótima resolução em grande quantidade de cortes, tanto na tomografia quanto na ressonância.

Por quê? Porque essas imagens serão transferidas para um computador e neste programa é feita uma reconstrução imagem a imagem, obtendo assim um modelo tridimensional. A partir desse modelo tridimensional, que é individualizado para aquela pessoa, para aquele exame, nós temos então, durante a cirurgia, nós fixamos no paciente um referencial. Esse referencial é lido através de uma tecnologia, que são os raios infravermelhos, onde são refletidos em pequenas esferas esses raios que nós não conseguimos visualizar.

Isso permite que a distância e todo o planejamento, os planos em três dimensões, sejam então fundidos com a imagem em tempo real da ressonância ou da tomografia. E assim o neurocirurgião pode, para cada ponto que ele identificar no crânio, nós sabemos exatamente a localização exata no exame radiológico. Isso é extremamente importante, por exemplo, na localização e no planejamento de um acesso cirúrgico, minimizando assim o tempo e otimizando a nossa abordagem cirúrgica.

E durante todo o procedimento, como por exemplo a remoção de um tumor cerebral, nós podemos identificar estruturas importantes presentes dentro do crânio que nos levam a uma maior segurança durante a cirurgia. Então a neuronavegação é outra ferramenta extremamente útil na neurocirurgia. Nós também podemos utilizar a ultrassonografia.

Você sabia disso? A ultrassonografia é uma ferramenta que permite em tempo real a identificação de lesões e no interior do nosso crânio nós também podemos utilizar, depois da realização do acesso cirúrgico, através de transdutores específicos para o sistema nervoso central, nós podemos identificar e, juntamente com a neuronavegação, otimizar uma ressecção, por exemplo, de um tumor cerebral. Existem outras ferramentas que permitem, por exemplo, a monitorização neurofisiológica. Quando nós vamos operar, por exemplo, lesões raquimedulares, ou sejam, lesões que acometem a medula espinhal ou as raízes, nós podemos, através do preparo do paciente, colocar transdutores juntamente com um médico neurofisiologista e nós podemos monitorar qualquer alteração motora que o paciente apresente durante, por exemplo, um acesso cirúrgico, a colocação de um instrumental na coluna, a colocação de parafusos, a remoção de um tumor.

Então, a monitorização neurofisiológica é extremamente útil. Nós utilizamos a monitorização também para lesões dentro do crânio. Por exemplo, quando nós operamos um tumor chamado neurônomo do acústico.

Esse tumor, nós sabemos que ele tem uma capacidade, ele comprime um dos nevos que faz a inervação da face, o nevo facial. E a monitorização, ela nos ajuda quando nós estamos próximos ao nevo ou quando existe alguma manipulação que chega muito próximo a este nevo, há um alarme e o neurofisiologista vai nos guiando de modo a que a gente possa desviar daquele nevo ou até mesmo, através da monitorização neurofisiológica, identificar a região que aquele nevo está e assim melhorar a nossa segurança durante a cirurgia. A tecnologia veio para ficar e ela tem avançado cada vez mais.

Hoje, nós também utilizamos modelos através da simulação virtual, modelos reconstruídos através de impressoras 3D, que permitem, por exemplo, cirurgias crânio-faciais com bastante segurança e bastante otimização de cada passo cirúrgico. Então, os modelos 3D ou a possibilidade que nós temos hoje de estudar cada caso através de simulação virtual foram ferramentas também extremamente úteis e que vem ajudando cada vez mais a neurocirurgia. Fiquem conosco, deixem os seus comentários, as suas sugestões, nós iremos respondê-las.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.