A infertilidade é um problema significativo, agravado pela tendência atual de postergar a maternidade, principalmente após os 32-33 anos, devido a prioridades p
Também conosco, cirurgião vascular, doutor Álvaro.
Sim, com certeza. A infertilidade é um problema atualmente. Os casais desejam ter filhos mais tarde, principalmente a mulher que entrando no mercado de trabalho, ela quer se especializar mais, as opções de trabalho pra ela são melhores.
Sim. A programação de ter filhos.
Ela quer se manter no mercado de trabalho, ganhar seu espaço, ter seu dinheiro pra fazer suas coisas, viajar, conhecer o mundo, se especializar, fazer mestrado, doutorado.
Então, com 35 anos, a fertilidade da mulher já começa a decair. Então, a idade da mulher é um fator muito definitivo na saúde feminina, na saúde reprodutiva. Então, não é que não vai engravidar depois dos 35, mas é que as chances diminuem.
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Prazer, muito obrigada pelo convite. Eu preciso que você fique bem pertinho do microfone, ok? A tua especialidade é fertilidade e reprodução assistida, correto? Também conosco, cirurgião vascular, doutor Álvaro. Doutora Juliana, a infertilidade continua a ser um problema que as pessoas ainda absorvem com muita intensidade? Sim, com certeza.
A infertilidade é um problema atualmente. Os casais desejam ter filhos mais tarde, principalmente a mulher que entrando no mercado de trabalho, ela quer se especializar mais, as opções de trabalho pra ela são melhores. Então, essa maternidade vai ficando mais pra frente.
Então, hoje, os casais, eles tendem a querer engravidar depois dos 32, 33 anos. E aí, alguns problemas já começam a surgir. Vai adiando o projeto dos filhos, não é? Sim.
A programação de ter filhos. O mercado de trabalho, a mulher não quer engravidar com 25, 27 anos como era antigamente, né? Ela quer se manter no mercado de trabalho, ganhar seu espaço, ter seu dinheiro pra fazer suas coisas, viajar, conhecer o mundo, se especializar, fazer mestrado, doutorado. Existe uma idade limite? Então, com 35 anos, a fertilidade da mulher já começa a decair.
Então, a idade da mulher é um fator muito definitivo na saúde feminina, na saúde reprodutiva. Então, não é que não vai engravidar depois dos 35, mas é que as chances diminuem. E as técnicas diferentes? Controle de ovulação, inseminação? Então, essas técnicas, existem algumas técnicas de reprodução assistida.
Tudo tem que ser individualizado pra cada caso. Existe a indução da ovulação. A indução da ovulação é pra um casal que não tem nenhum problema aparente, mas tem essa dificuldade pra engravidar.
Então, você induz a ovulação com medicações, faz um controle ultrassonográfico e a partir do momento que ela tá ovulando, orienta a ter relações em casa. Essa é a indução da ovulação. A inseminação artificial, ela já é quando você induza a ovulação dessa paciente e você pega o sêmen do marido e coloca lá dentro do útero da mulher quando ela está ovulando.
Então, você quebra a parte do colo do útero e você já coloca lá o sêmen lá dentro, pra aumentar um pouquinho a chance. E a fertilização in vitro é quando, é o bebê de proveta, o famoso bebê de proveta, é quando você induz a ovulação. Essa paciente, ela não tem a passagem dos óvulos para o útero, porque ela pode ter uma obstrução tubar, ela pode ter uma endometriose, alguma coisa que dificulte.
E a gente retira esses óvulos do ovário dela, fertiliza com o sêmen do marido em laboratório e a gente coloca o embrião já pronto dentro do útero dessa paciente pra aumentar a chance de gravidez desse casal. Injeção intracitoplasmática. A injeção intracitoplasmática é uma técnica dentro da fertilização in vitro.
Quando o marido, quando o homem tem algum problema no espermatozoide dele, a gente pega esse sêmen, escolhe os melhores espermatozoides e coloca esse espermatozoide dentro do óvulo da mulher. Então, injeta lá dentro do óvulo. A senhora disse que cada caso é um caso.
Sim. Não são soluções comuns pra mesma situação. Sim.
Porque a situação é a mesma, né? É, a situação é a mesma. Mas chega paciente no consultório que fala assim, olha, eu vim aqui pra fazer uma inseminação artificial. Só que pensando em ser uma fertilização in vitro.
Então, tem muita dúvida nos tipos de tratamentos de reprodução e o que é mais indicado pra cada caso. Eu queria fazer um adendo. É que agora, na verdade, a última vez que eu vim aqui, a gente até conversou sobre esse assunto.
Que a gente tá tendo bastante êxito no Tribunal de Justiça pro plano de saúde custear a fertilização in vitro. É, porque é um problema de saúde, né? Exatamente. Tem um caso específico até que era assim, o plano cobriu todo o tratamento de endometriose dela.
Fez toda a parte do tratamento em si. E o médico disse, não é questão que a gravidez vai curar a endometriose dela. Mas vai estancar por um momento e depois da gravidez, óbvio que volta, mas volta até de um nível menor.
Então, ele linkou essa parte, né? Então, você vai dar continuidade nesse tratamento. Além disso, a lei dos planos de saúde diz o direito da mulher constituir família. Então, nem quando não existe essa parte de endometriose, algum problema de saúde.
Existe só o fato da mulher ter o direito de constituir família. E muitos planos de saúde excluem inseminação artificial e não excluem fertilização in vitro. E já o Superior Tribunal de Justiça já deu uma notícia da diferença entre a inseminação e a fertilização.
Junto com uma clínica especializada. Então, os planos de saúde, eles não atualizam. Apesar de atualizarem a mensalidade anualmente, eles não atualizam o contrato.
Eles não atualizam o contrato. Então, como eles não excluem, o Tribunal de Justiça está dando ganho de causa para essas mulheres. Mas, doutora Gabriela, dizer todos têm direito a constituir família é um universo muito amplo.
Da margem... A questão é que eu digo assim, a pessoa que não consegue naturalmente... Quando a doutora Juliana fala em fazer uma fertilização, usar esse termo, e aí todo mundo tem direito a constituir família, é muito vago. É vago, mas por isso que a gente destaca essas hipóteses de quando não consegue naturalmente. Pois não.
Mas todo mundo tem direito, quem quer, independente... Não, não, eu só quero entender essa parte do... Como é que pode? Muita coisa genérica. Todo mundo tem direito à educação, à saúde, a constituir família. É que as leis são tão genéricas que são feitas para não resolver os problemas.
Exato. Então, quando a doutora Juliana está detalhando métodos que existem, aí todo mundo tem direito. É muito vago e não há uma solução.
Não apresenta uma solução. Então, preciso da doutora Gabriela para me ajudar realmente. É por isso que a gente utiliza desse artigo de lei quando se destaca essa parte assim.
Ela não consegue de forma natural e ela não tem condições financeiras. E o plano de saúde não exclui esse tratamento. Então, por que não? Tem muitos planos que excluem.
Muitos, muitos mesmo. Mas tem alguns que não falam nada. Então, e como a infertilidade não deixa de ser uma doença, um problema, o plano de saúde está ali para... mensalmente a pessoa contribui para quando ela precisar ter esse retorno.
Infertilidade não pode ser encarada como uma doença. Sim. É? Sim.
É uma doença. É uma doença, porque ela tem algum problema, essa paciente, ou marido, ou casal. Esse termo que a Gabriela se referiu a problema e não doença.
Isso. Então, alguma doença, alguma endometriose. Aí já é bem específico.
Já é bem específico. O homem pode ter uma zoospermia por alguma doença que ele teve na infância. E aí é um caso de saúde mesmo, não é? Uma incapacitação.
Uma incapacitação. Todas as incapacitações a medicina considera como uma limitação. Isso.
E se ele é limitado, ele merece ser ajudado. Se o sujeito mexe menos a mão, ele vai ter vários tratamentos, vai fazer uma cirurgia para que melhore o movimento. Ninguém morre porque o polegar não mexe totalmente.
Sim. Mas você vai ajudar tudo o que puder, porque ele mexe o máximo possível. Se a mulher não é engravida, ela tem uma limitação, acho que ela merece.
Sim, lógico. E não é só a mulher. Merece ser ajudada, né? Precisa.
O problema não é dela, é do marido. Pois é, ou ela, ou o marido. Ou é um casal.
Eu também gostaria de comentar aqui no caso das parcerias discordantes, né? Quando você tem uma mulher que é soropositiva, né? Portadora do vírus HIV. O homem não, e eles se casam, enfim, formam uma parceria, eles têm direito a ter filhos. E aí, nesse caso, o SUS garante também a reprodução assistida, para que essa criança não nasça com o vírus HIV.
A gente tem vários casos de sucesso, né? Eu conheço, tenho amigos que se casaram, tiveram filhos, né? E garantido pelo SUS, né? Porque aí a questão é outra, né? É impedir a transmissão do vírus HIV, né? E é a qualidade de vida, e é o direito à saúde, e é constituir família, né? E isso é muito legal, né? E aproveita. É porque eu me enquadro na história que ela iniciou falando de as mulheres hoje em dia estão querendo postergar a gravidez e tudo mais. Eu, se eu pudesse esperar até os 40, eu esperaria.
Mas, assim, existem exames, tipo, que você pode descobrir, por exemplo, se você tem endometriose, se você tem trompas obstruídas, se o homem tem algum problema. Porque o que eu fico na dúvida é, às vezes, assim, eu como eu tenho bastante cliente nessa situação, às vezes eu falo, de repente eu estou postergando e eu tenho algum problema. E aí eu até conversei com a médica, mas, assim, e ela disse que eu tinha que procurar um médico especialista nisso, pra eu descobrir se eu tenho endometriose ou alguma outra coisa desse tipo.
Existe? Existe um screening que a gente faz, vários exames hormonais, de imagem, pra saber como tá a saúde em relação à fertilidade da mulher e do homem também. Espermograma pro homem. E aí, se não quiser ter filho com 30, 33, 35, tá postergando, pela vida, né, pela vida moderna de hoje em dia, tem a possibilidade de criopreservar óvulo, né.
Álvaro Pereira, antes que eu pergunte a você sobre esses kits, Marta. Doutora Juliana, quem tem mais problemas de infertilidade, homem ou a mulher, pergunta Jair da Vila Sônia. Por incrível que pareça, 40% das causas é do homem e 40% é da mulher.
Não, tá errado. Aí tem as causas inaparentes. Homem não admite isso.
É, eu sei, é difícil. Quando vai casar, é complicado. Que pro homem, né, não que é o problema dele, mas também tem.
Então, a mulher procura a doutora Juliana, e aí a doutora Juliana faz o diagnóstico que o problema não está com a mulher, está com o homem. Eu já peço o exame do homem também. E se tem alguma coisa mais grave que eu não consiga resolver, vai para o urologista.
Não vou contar detalhes para a senhora, mas no Brasil, né, homem admite que o problema é dele? É difícil. Alguns sim, mas... Não precisa falar mais nada. É difícil, é ótimo, né, hein, Marta? É difícil? Não, com certeza.
A gente trabalha com a saúde do homem, e esse é um dos grandes problemas. A gente brinca que o homem, ele vai para o pronto-socorro, ele não vai para a atenção básica. E isso se dá também nas questões ligadas à fertilidade, obviamente.
Tem uma, tem um, eu faço sempre, eu destaco sempre, as mulheres, quando os colegas que vêm aqui, os colegas de vocês que vêm, tem um marco, a primeira menstruação, mas já leva a criança para fazer a sua primeira consulta e tal. O homem, aí... Ele vai para o pediatra e depois para o geriátra. É exatamente isso.
Não é, mais ou menos. Mais ou menos. É conservativo.
O diretor tirava a gente do ar. Doutora Juliana, Elis pergunta se existe algum exame que possa medir a fertilidade feminina. Sim, existe.
Existem exames hormonais, existe exames de imagem, existe sim. Ok. Doutora Gabriela... Matemática, enfim.
Doutora Juliana, uma última pergunta de Adriana. Para que serve congelamento de óvulo? Para deixar a gravidez para mais tarde? Sim, o congelamento de óvulo, a gente congela os óvulos dessa paciente para quando ela quiser, em gravidade, descongelar e fazer uma fertilização in vitro. Então, se a paciente tem 35, 38 anos e quiser engravidar lá para os 42 ou mais, ela tem aqueles óvulos congelados na idade de 35, 38 anos.
Então, ela pode postergar para mais tarde. E a Sara pergunta se o tratamento para infertilidade é garantido. Não.
Não é garantido. Doutora Álvaro, uma última pergunta realmente. Minha mãe tem 81 anos, possui úlcera na perna.
Diagnóstico de vasculite. O LED é eficaz? Excelente. Ok.
Doutor Álvaro Pereira, agradeço a sua gentileza, mais uma vez, em ter participado do nosso Gente que Fala. Muito obrigado. Para mim, é um grande prazer vir aqui.
Marta McBritton. Aprendeu o novo endereço que retorna outras vezes. Muito bom tê-la aqui.
Eu que agradeço também. Da mesma forma, Juliana Mato, primeira vez que retorna. Gabriela.
Muito obrigada. Foi um prazer esse nosso bate-papo do dia. Gabriela Guerra, que já esteve outras vezes.
Retorne outras, outras, outras vezes. Voltarei. Gente que Fala tem a direção-geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Raela Brandão Pedro Esquiavou, na pauta José Carlos Sicarelli, produção cultural Ricardo Godoy.
Na rádio, Trianon, BNBN, Cléo Rodrigues, Neildo Neres, Ricardo Valim. Na direção da TV, Alberto Luquetti. Na técnica, James Eduardo, Marcelo Fontã, Sérgio Ribeira, Iago Matsumoto.
Estaremos de volta amanhã, meio-dia, gratos. Até lá.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.