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Como Evitar a Trombose Mesmo Trabalhando Sentado o Dia Inteiro | AmatoCast Ep. 85

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Como Evitar a Trombose Mesmo Trabalhando Sentado o Dia Inteiro | AmatoCast Ep. 85

O episódio do AmatoCast aborda **trombose venosa profunda (TVP)** com foco em como prevenir o problema mesmo passando o dia sentado. A conversa com o cirurgião

Perguntas respondidas neste vídeo

Legal, doutora então já vou saber um pouquinho sobre a sua trajetória na medicina, eu acabei já adiantando aqui no seu currículo que já o senhor é especialista em angiologia clínica e cirurgia vascular há 40 anos, mas medicina sempre foi o seu plano A ali de faculdade, como que foi essa escolha, o senhor já sabia que seria médico?

Sim, desde criança, né, aos 7 anos quando entrei na escola primária, meu pai sempre me estimulou para que eu procurasse estudar bastante, me qualificar, que eu haveria de fazer um vestibular e esse vestibular seria um difícil se eu não me preparasse bem, a dificuldade ia ser maior.

Sim, e a doutora nunca teve uma outra especialidade que brilhou seus olhos, assim, tinha um pano bem nesse sentido cirurgia vascular?

Não tinha jeito, tinha jeito, tinha que ser, porque naquela época, na década de 70, 70 e o 8, 79 nós tínhamos no Brasil no máximo 400 especialistas, hoje só aqueles que estudaram comigo já são 1.810, de um torno aí de uns 3.500 a 4.000 cirurgiões vasculares contidos especialistas pela sociedade.

Foi muito legal para mim, porque se ajudando a um colega, se está ajudando várias famílias, cada um representa ter uma família, tem um consultório e beneficiando também o paciente, né?

Eu acho que você trabalhar para qualificar um profissional é uma coisa muito rica, que enriquece e você se motiva e sempre foi esse meu objetivo de ajudar bastante os colegas.

É cirurgiões vasculares do Brasil, né?

Deja de curso no Brasil inteiro, já tem aluno do Brasil inteiro. Isso que eu vou falar hoje, além da clínica particular, o senhor também acaba ficando mais focado nessa parte do curso, do ensinamento mesmo.

E como funciona o curso?

O curso tem curso mensal, que a gente se reúne uma vez por mês, um sábado e um domingo, aula de 8h da manhã, 10h da noite, tanto no sábado quanto domingo, bastante puxado.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia, minha moto está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós conversamos sobre pressão alta em idosos com a doutora Marisa Amato e também com o doutor Marcos Murilo, foi um papo muito interessante, para quem não acompanhou já vou deixar a dica, a gente vai deixar o link aqui para vocês também poderem acessar o episódio e antes nós conversamos com a doutora Juliana Amato, médica vascular, sobre a ligação entre lipedema e anticoncepcional. Hoje novamente nós estamos aqui com o convidado especial, o doutor Carlos Rosa, cirurgia vascular, como vocês estão vendo aí, já estão acompanhando no episódio o tema de hoje que é trombosa e venosa profunda, antes de dar as boas-vindás aqui para o nosso especialista eu vou apresentá-lo a vocês. O doutor Carlos Rosa é especialista em angiologia clínica e saúde vascular há 40 anos, além disso é professor do curso Carlos Rosa, preparatório para a prova de especialista com 1.810 aprovados em 30 anos, bem vindo doutor. É com grande satisfação que eu atendo o convite do professor Amato para estar aqui e vamos levar um papo bem descontraído para que você, participante do podcast, possa tirar suas dúvidas. Legal, doutora então já vou saber um pouquinho sobre a sua trajetória na medicina, eu acabei já adiantando aqui no seu currículo que já o senhor é especialista em angiologia clínica e cirurgia vascular há 40 anos, mas medicina sempre foi o seu plano A ali de faculdade, como que foi essa escolha, o senhor já sabia que seria médico? Sim, desde criança, né, aos 7 anos quando entrei na escola primária, meu pai sempre me estimulou para que eu procurasse estudar bastante, me qualificar, que eu haveria de fazer um vestibular e esse vestibular seria um difícil se eu não me preparasse bem, a dificuldade ia ser maior. E eu consegui, nos meus estudos, entrar na faculdade aos 16 anos e com 22 eu já estava formado, então eu tenho 43 anos de formado, me formei em 82 e sempre me dediquei aos estudos dos vasos. Então na faculdade, na época da dissecção anatômica, eu sempre me interessei para estudar o sistema arterial, o sistema venoso, naquela época a gente tinha dissecção em cadáveres, e foi onde eu me deslumbrei para estudar esses assuntos. Eu tive um colega que desde o primeiro ano de faculdade eu acompanhei, era um cirurgião vascular, então praticamente desde o primeiro semestre da faculdade eu já atendi os pacientes vasculares através, acompanhando esse meu colega. Então a gente ia no ambulatório, ia no centro cirúrgico, ia nas cirurgias de urgência e me motivou e naquela época a gente poderia fazer a residência direto em cirurgia vascular, então o meu internato praticamente foi em cirurgia vascular, o R1 e o R2 foi em cirurgia vascular e eu consegui minha carreira. Sempre me dedicando ao consultório, praticamente eu nunca tive um emprego público e essa medicação à clínica privada foi sempre o meu objetivo e até hoje eu tenho meu consultório e isso é importante para você dedicar esse grupo de pacientes. Sim, e a doutora nunca teve uma outra especialidade que brilhou seus olhos, assim, tinha um pano bem nesse sentido cirurgia vascular? Não tinha jeito, tinha jeito, tinha que ser, porque naquela época, na década de 70, 70 e o 8, 79 nós tínhamos no Brasil no máximo 400 especialistas, hoje só aqueles que estudaram comigo já são 1.810, de um torno aí de uns 3.500 a 4.000 cirurgiões vasculares contidos especialistas pela sociedade. Pessoalista pela sociedade brasileira de angiologia cirurgia vascular, agora eu faço parte, doutor Alexandre Amato também, então para mim é uma grande satisfação ter potencializado e a titulação desses colegas, né? Foi muito legal para mim, porque se ajudando a um colega, se está ajudando várias famílias, cada um representa ter uma família, tem um consultório e beneficiando também o paciente, né? Eu acho que você trabalhar para qualificar um profissional é uma coisa muito rica, que enriquece e você se motiva e sempre foi esse meu objetivo de ajudar bastante os colegas. É cirurgiões vasculares do Brasil, né? Deja de curso no Brasil inteiro, já tem aluno do Brasil inteiro. Isso que eu vou falar hoje, além da clínica particular, o senhor também acaba ficando mais focado nessa parte do curso, do ensinamento mesmo. E como funciona o curso? O curso tem curso mensal, que a gente se reúne uma vez por mês, um sábado e um domingo, aula de 8h da manhã, 10h da noite, tanto no sábado quanto domingo, bastante puxado. E tem um curso semanal, que é aqui em São Paulo, e das 18h até as 23h, uma vez por semana, e a gente começa o curso e prepara o pessoal até a prova teórica, que é em teste, né? Depois a gente dá continuidade, um estudo praticamente diário, que são os casos clínicos, as técnicas operatórias que a gente orienta o pessoal a estudar. Legal. E o senhor, já a gente já conversou aqui no batidor, que já chegou a operar com o doutor Alexandre, que já é muito conhecido aqui do Amato Quest, né? É o nosso anfitrião, ele que organiza grande parte da agenda, chama os convidados. Doutor Alexandre Amato já operou com o senhor? Já, nós operamos juntos, excelente profissional. O que eu falo, o Amato tem DNA de cirurgião, né? Então o avô dele, professor Irani, não vai, grande cirurgião vascular, o qual eu tive o prazer de conhecer uma pessoa fantástica, muito além do tempo dele, né? Uma pessoa que estava bem adiante da medicina da época, né? Então o Salvador Amato, que é o pai do Alexandre, que também é cirurgião, os irmãos cirurgiões, né? Então eu acho que isso é uma família direcionada, mas nunca esquecendo da clínica, né? Então a clínica vascular, a clínica da medicina é uma coisa tão importante quanto o cirurgião, né? Sim. Então antes da gente ir direto para o nosso episódio, para começar de fato a falar sobre o tema que eu já presentei aqui, que as pessoas já querem acompanhar, né? Então aqui no título, com o nosso assunto de hoje, doutor, eu vou só agradecer rapidamente para quem já acompanhou o Amato Cast há bastante tempo, já sabe? Para quem está chegando agora, quero agradecer um patrocínio aqui do nosso Amato Keshe, que é do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O Foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Obrigada, pessoal, do Origem, comecei há pouco tempo inclusive com eles, tem bastante ligação com essa parte vascular também, tem vários exames que podem ajudar em diversos diagnósticos. Doutor, agora começar bem do básico sobre o nosso título, o tema do episódio de hoje, o que seria a trombose venosa profunda e qual é a diferença de outros tipos de trombose que a gente pode escutar falar? Porque às vezes todo mundo acredita os leigos da medicina, como eu, a gente escuta muito falar de trombose, mas eu imagino que quase ninguém sabe a diferença entre esses os principais tipos. A trombose venosa profunda representa uma oclusão, uma coagulação, dentro de uma veia presente no sistema venoso profundo. Então nos membros inferiores nós temos as veias profundas da perna, as veias profundas da coxa e está relacionado a uma clínica com dor e edema. O outro tipo de trombose que às vezes o pessoal faz um diagnóstico diferencial é da trombose arterial. Essa trombose arterial tem fatores de riscos, tem referente à idade e está relacionada a risco de perder o membro, enquanto que na trombose venosa você pode ter um quadro agudo, com um quadro clínico que a pior evolução dessa trombose venosa é a embolia pulmonar e na fase crônica você tem relativo à trombose venosa profunda, as sequelas que caracterizam a insuficiência venosa crônica com dor, edema, mancha hipercrômica, fibrose da pele e a fase final dessa sequela da trombose venosa é a formação de uma úsia de membros inferiores. As varizes podem ser decorrentes de uma trombose venosa profunda, são as varizes chamadas secundárias, diferentes das varizes primárias que estão mais relacionadas a uma herança genética, a uma alteração do tecido conjuntivo e assim por diante. Então para que fique bem claro qual é a pior consequência, não sei se a gente pode dizer consequência a palavra, pior quadro da trombose venosa profunda seria uma varizes por exemplo? Não, a mais grave consequência da trombose venosa profunda é a embolia pulmonar. Ah, da venosa profunda mesmo, não da arterial, da venosa profunda. Da venosa profunda isso e da trombose arterial ela pode evoluir com a esquemia do membro que pode chegar uma gangrena, essa gangrena cede um dedo, cita perna e até evoluir para a coxa, se não diagnosticada, precocemente não tratada adequadamente. Voltando ao tema de hoje é trombose venosa profunda, relacionado ao entupimento das veias nesse sistema. 90% das trombose venosa profunda se apresentam nos membros inferiores, que começam ao nível da panturrilha, mas pode ocorrer trombose venosa central da veia cava inferior, que está localizada no abdômen, trombose da veia cava superior, que está localizada no tórax e existe também as trombose venosa de membros superiores. Então é algo que pode ocorrer em qualquer parte do organismo, trombose de veia do rim, trombose venosa renal, trombose venosa das veias do intestino, trombose venosa mesentérica, tudo isso está presente no quadro de trombose venosa. Mas especificamente hoje, praticamente, nós vamos comentar e discutir sobre a trombose venosa dos membros inferiores. O que as pessoas mais conhecem, eu falo por conta própria, por experiência própria, que acaba sendo das pernas. Quando a gente escuta falar de trombose, a gente já pensa em perna. Pelo menos quem não é da área da medicina já pensa direto em perna quando fala de trombose. E, doutor, o que leva, o que é a causa da trombose? Por que isso acontece? Então, existe vários fatores de risco. A Fisiopatologia Básica é um tripé, ou seja, em 1856 foi descrita a Tríade de Virchow, que pode estar relacionado à estase. Vamos dar um exemplo de estase imobilização, a pessoa que fica acamada. Pode estar relacionado a alterações intrínsecas da coagulação e pode estar relacionado a fatores de lesão do endotélio. O endotélio é a camada interna da veia. Esse endotélio, quando apresenta uma disfunção ou uma alteração, pode levar à ativação do sistema da coagulação e a trombose. Então, você tem lesão endotelial, a estase e estado hipercoagulabilidade, que são conhecidos como as trombofilias. Então, desde a época de Virchow, em 1850, você já se falava nesse estado de hipercoagulabilidade, que hoje já se está bem caracterizado laboratoriamente quando investigar e o que investigar. É importante. E, doutor, pode dar em qualquer idade, em qualquer condição, assim, de qualquer... ou ter alguma facetária ou sexo feminino masculino que costuma ser mais frequente? As causas determinantes, os fatores de risco determinantes podem acometer tanto o criança como o adulto jovem quanto pessoas mais idosas. Então, vamos citar aqui para a jovem que tem uma predisposição, o uso de anticoncepcional é um fator de risco. Mas qual anticoncepcional? Não são todos. Então, o anticonpepcional que apresenta estrogênio, ele é um fator de risco. Aqueles que não apresenta o estrogênio, não são fatores de risco. Você tem uma cirurgia pós-operatório, uma cirurgia que tem uma ocorrência de trombose venosa, é fratura do colo do fêmur. E isso ocorre mais em idosos, tá? É um paciente com osteoporose que apresenta uma fraqueza óssea, fratura, cai e acha que a fratura ocorreu, fica na queda, não. Ele fraturou o osso pela osteoporose e aí caiu, né? E tem as cirurgias. Uma cirurgia plástica é um fator de risco, cirurgia ginecológica é um fator de risco. Dentre as cirurgias do abdômen, aqui apresenta o maior risco para a trombose venosa, são as cirurgias por neoplasia. Um tumor de colo, um tumor hepático, um tumor de estômago precisa ser operado e nessa cirurgia ele pode, no pós-operatório, desenvolver uma trombose venosa profunda. E tem alguma forma que é mais letal ou até facetária, por exemplo, acaba sendo mais perigoso em idosos, mais perigoso em crianças? Existe isso ou para qualquer sexo ou idade da forma que se manifestar que vai determinar se é mais letal ou não? Então, vai depender da extensão da trombose. Então, se você tem uma trombose venosa distal envolvendo as veias da perna, dificilmente esse paciente vai ter uma complicação de uma embolia pulmonar letal. Nas trombose venosas próximas que envolvem da veia poplite até a veia ilíaca, numa fase aguda, se não diagnosticada e não tratada, esse coágulo é bem extenso e essa extensão se migrar para o sistema arterial do pulmão, para a artéria pulmonar, aí sim pode dar uma instabilidade dinâmica, pode dar uma alteração respiratória e pode dar uma alteração cardíaca com a falência do coração agudamente. Então, o que define a gravidade de uma trombose é sua extensão. Então, essa divisão entre trombose venosa distal envolvendo a musculatura, os vasos, as veias da perna, é diferente da evolução de uma trombose venosa que a gente chama de proximal. E da perna acaba sendo tão perigosa quanto? Da perna, sim, às vezes passa desapercebido. Então, se for um coágulo pequeno, até cinco centímetros de extensão, esse coágulo, o próprio organismo faz a lise desse coágulo e opõem-se, manifestação clínica vai ter. Então, é muito importante o paciente ter a noção, a gente recebe muitos pacientes que já tem a trombose venosa, ou seja, já tem alguma informação sobre o que é a trombose venosa e do risco, ele procura o angiologista na consulta, o angiologista vai avaliar a manifestação clínica queixa e o que ele encontra no exame físico e vai solicitar um exame, um exame de ecografia vascular, que pode ser feito no próprio consultório, ou no laboratório. E se for uma necessidade de uma avaliação de urgência, os pronto-socorros aqui de São Paulo todos apresentam ecografia de urgência para realizar um teste para o diagnóstico de trombose venosa e aí ele já começa o tratamento, de uma maneira bem precoce. Existe algum sinal de alerta, doutor e senhora, até citou algumas situações ali, que às vezes as pessoas ficam mais atentas, como, por exemplo, a questão grande concepcional, o passo pela cirurgia plástica, mas na rotina ali, algo que possa indicar que, de fato, se trata de uma trombose dessa forma, ou é só realmente quando já está num estágio considerado mais grave, mais letal. Então, a trombose venosa é bem difícil o diagnóstico clínico. Então, daqueles pacientes que a gente pensa que é só 50% realmente é trombose venosa. Daqueles pacientes que a gente não suspeita nada, 50% pode ter. Então, o diagnóstico é por suspeita avaliando os fatores de risco. Então, um paciente, pela queixa clínica do paciente, ele vai ter dor e edema. Então, a incidência é muito grande essa manifestação clínica. 90% dos pacientes podem ter esse quadro de dor e edema. Aí, o médico vai avaliar no exame físico se tem um empastamento da pantorrilha, se esse edema é só de um lado, se tem uma diferença na circunferência da perna maior que 3 centímetros, sem relação a pernas, sem sintomas. Então, tudo isso a gente vai fazendo um quadro e vai pontuando esse score para diagnóstico clínico da trombose. Mediante isso, nós vamos partir para o método de imagem. Nesse método de imagem, a gente vai fechar o diagnóstico. E, doutora, a senhora, a gente já está falando de algumas situações que podem acontecer ali a trombose, que já são situações de alerta para as pessoas, para os pacientes, mas a gente também escuta muito falar de viagem longa, que pode precisar andar, se não tem risco de trombose. Isso é um ío, que é uma verdade, de fato, existe essa preocupação. Como longa a gente está falando que pode levar a uma trombose? Isso vai depender dos fatores de risco que esse paciente apresenta. Se ele não tem nenhum fator de risco, vai fazer uma viagem longa, dificilmente ele vai ter um quadro de trombose. A questão está relacionada, basicamente, à estase. A pessoa ficar imobilizada, ficar ali naquela cadeira, que você não consegue nesticar as pernas por longo período. Então, isso é um fator de risco. Como pode ser no automóvel, como pode ser num barco. Existe esse risco, porém, o percentual de pacientes que vão fazer uma viagem e que temem uma trombose venosa não é tão grande. Agora, aquele paciente que já apresentou uma trombose venosa, que já tem um histórico de ser uma pessoa que não tem atividade física constante. Paciente com essência cardíaca, um paciente já em uso de uma série de medicamentos anticoncepcional, uma pessoa muito idosa, aumenta a probabilidade. Mas não é algo que eu não me preocuparia muito em viajar. Quem vai viajar está feliz, né? Quem vai viajar quer aproveitar. Mas se preparar com uma viagem, é muito importante. Você vai viajar, você vai chegar no outro país ou na outra cidade, vai se andar, vai passear. Fazer atividade física constante é algo que ajuda em muito, né? E, com um longo tempo ali que essa pessoa já tem esse histórico, precisa começar a ter uma alerta. Porque o senhor se falou até de viagem de carro, não só de avião. Então começou a doer, por exemplo, já é um sinal que precisa ou antes de doer. Não dá para prever isso, infelizmente não dá. Então, assim, geral a pessoa vai chegar no local, 6 horas, 12 horas, tem viagem até de 24 horas, né? E vai sentir a manifestação clínica, que é uma dor que pode ter um edema também. Procura um profissional, vai ser avaliado, feito uma ecografia. Mas isso que já pode ter acontecido à trombosa. Sim. Como forma de prevenção, algumas horinhas ali sentado, dá uma volta. Hidratar bem, porque aí tomando bastante líquido, vai ao banheiro várias vezes, já está se mobilizando. O uso de uma meia preventiva, a meia elástica, de média compressão ajuda também. Mas um grande fator é o movimento com a panturrilha durante a viagem. No momento que você está acordado, você faz 15 movimentos, descansa um pouquinho, faz mais 15 movimentos de pisar no acelerador, tirar o pé do acelerador, né? Movimento do pé para cima, pé para baixo. E com isso você está movimentando, está ativando o retorno venoso. Se ativando a musculatura da perna, é como se ativasse o coração venoso periférico. É a contração da musculatura que faz com que o sangue retorne da perna até a coxa. E depois da coxa para cima são os movimentos respiratórios que fazem o retorno venoso. Sim. E quando a pessoa já tem alguém na família, por exemplo, que já teve, eu já escutei muito falar, até como forma de, na ficha de cirurgias, que as pessoas perguntem histórico na família de trombose, então às vezes a pessoa não teve nenhum histórico ali na vida pessoal dela, mas se tem alguém na família, isso já é considerado um fator de risco. Para ser pesquisado. Então vai depender de como essa pessoa teve a trombose venosa. Então se for uma pessoa acima de 70 anos que teve uma trombose venosa, provavelmente uma causa genética. Mas pode ser genético. Pode ser genético. E essa trombose venosa que tem uma causa hereditária, uma causa genética, ela ocorre em geral antes dos 50 anos. Então se você tem alguém da família que foi pesquisado e identificado uma causa genética, a família inteira deve, por medida preventiva, realizar alguns exames para ver se há um fator genético que tem em um elemento da família pode ter no outro. Tá. A idade avançada também, que o senhor citou agora que a partir... A partir dos 40 anos você aumenta o seu risco. Sim. Porque você já tem a bomba da panturrilha já vai diminuindo. Então aqueles que não se preparam com uma atividade física constante diária, exercício de caminhada, exercício de musculação, uma bicicleta, um elíptico, você vai perdendo músculo. Perdendo músculo, você perde essa força, aumenta o risco de trombose venosa. E são faixas etárias diferentes. Então de 40 a 60 anos é um risco, de 60 a 70 o risco aumenta. Isso que eu falei, o risco aumenta por conta da falta de mobilidade. Da falta de mobilidade e da propriedade. A medida que você tem uma idade mais avançada, você vai perdendo algumas características do sangue de promover a lise de um coágulo, porque todo mundo faz trombo. Estou fazendo um trombo agora e o meu mecanismo diante com agulação natural está dissolvendo esse trombo. São coisas pequenas que se tiver algum outro fator em desequilíbrio pode levar a trombose. Tá. E o doutor é um desafio imagino, né? Até no próprio consultório, parentes que se preocupam com isso, a idade daquela pessoa já está muito avançada, como que vai unir essa necessidade de até da mobilidade, ali como forma de prevenção, com às vezes alguma dificuldade mesmo que a pessoa tem de fazer exercício físico. Doutor, como superar esse desafio? Então, é muito difícil mudar o estilo de vida da pessoa. Eu, hoje, o que eu mais receito no consultório é indicação de práticas de atividade física. Eu faço 20 treinos por semana. Nossa! É impressionante. Eu faço 11 tipos de atividade física diferentes, natação, hidroginástica, pilates, musculação, corrida, eu faço CrossFit, eu vou no box de CrossFit 7 vezes por semana. Lá a gente faz o treino geral, eu faço mobilidade, eu faço exercício de córrex, exercício abdominais, faço levantamento de peso olímpico, ginástica olímpica e também o jiu-jitsu. Nossa! Essa foi a última modalidade que eu introduzi no dia a dia, já estou há uns 6 meses fazendo jiu-jitsu. E isso é importante. Agora, o que eu quero com o meu paciente acima de 50 anos? Se ele praticar uma hora de musculação, pelo menos uns 4 a 6 vezes por semana, eu já estou satisfeito. O que ele pode introduzir? Ele pode introduzir uma caminhada, um pilates, uma hidroginástica, ele tem que fazer o que ele gosta. Mas tem que ter exercício com resistência, você tem que ativar o músculo. E essa ativação do músculo pode ser o músculo da perna. A gente não foge muito aqui do tema que é trombose venosa. Então, a prevenção no mínimo para trombose venosa é a demulação. Sim. Então você está sentado a cada hora, você senta, levanta da cadeira, faz o exercício de agachamento, senta ele na cadeira e levanta 10 vezes por hora. Você já está ativando todo o sistema muscular e todo o retorno venoso. Isso é importante. Você não precisa dizer que não tem tempo para ir na academia, né? Sim. Pode fazer no seu trabalho, na sua casa. A melhor forma de prevenção, então, é o exercício físico. Dependente da idade, doutor. Dependência é uma pessoa mais nova, uma pessoa mais velha, a melhor forma de prevenção. A idade física é prevenção para uma série de doenças crônicas. A hipertensão, o diabetes, a obesidade, o sedentarismo. Sim. Então, se você conseguir aliar tudo isso dentro de um estilo de vida, né? Mudar o estilo de vida, isso engloba também a alimentação, engloba o sono, né? O sono é uma coisa... É. Dormir aí de seis, sete... entre sete e nove horas por dia vai ter venedo da necessidade da pessoa e de como a pessoa se encontra nesse ritmo de sono, né? Sim. E, doutor, um jovem saudável que faz atividade física, bebe água, enfim, faz tudo ali que teoricamente deveria fazer. Ainda assim, esse jovem pode ter trombose venosa profunda? Sim. Existe, aí entra no como parâmetro, como causa dessa trombose pode ser fatores genéticos. Tá. Tá certo. Pode ser o pós-operatório de uma cirurgia, qualquer cirurgia que dure mais que 30 minutos, quanto maior o tempo de duração da cirurgia, aumenta o risco da trombose, né? E o uso de anticoncepcional, alguns medicamentos que favorecem a trombose por ativar o sistema de coagulação, tudo isso pode ocorrer. Qualquer pessoa pode ter trombose. Quanto mais saudável, mais ativa, o risco é menor. Tudo tem que avaliar risco-benefício. E os fatores disso, se fosse somando, aí piora mais ainda, né? É. Uma sedentária, obesa, tudo isso vai aumentando os fatores de risco e, com isso, maior chance para desenvolver trombose venosa. E eu só percebi que, depois da Covid-19, depois da pandemia, os casos aumentaram, porque as pessoas ficaram, aderiram mais esse home-office de ficar ali trabalhando de casa, mesmo na mesma posição, ou às vezes até deixou, né, de ir trabalhar na rua, já aproveitavam fazer o que esse senhor fez. E com isso, fez aumentar os casos de diagnósticos da doença ou o senhor não percebeu isso? Tem tudo histórico aí de Covid, né? A doença Covid, trombose venosa, foi muito falado. A fisiopatologia, a inflamação que ocorria decorrente da Covid, foi um fator importante para trombose venosa. Agora, você pode ficar sem movimentar tanto em casa como no serviço, né? Então, as pessoas em casa também estão sempre se movimentando, se locomovendo, isso é importante. Diferente se você ficar em casa, mas ficar sentado de 7 da manhã às 11 da noite trabalhando, aumenta o seu risco. Se você fizer um agachamento a cada hora, no movimento e ao banheiro, você já diminui seu risco. Então, isso é importante. Não dá para prever quem vai ter trombose ou se o home office tem maior risco de trombose venosa em relação a quem vai trabalhar. Não dá para ter essa relação... É individualizado. É individualizado. Sempre os fatores de risco são individualizados para cada pessoa ou uma pessoa, né? E o senhor falou que às vezes acaba sendo silencioso, né? A pessoa chega até, nem sempre vai ter os sinais ali, os sintomas. Quando que esse paciente deve procurar um pronto socorro ou atendimento de urgência, doutor? Então, a situação é... O paciente com dor e edema é o que mais chama atenção. Eu acordei com minha perna, é demasiada, a perna está mais dura, um empastamento da pantorrilha e vai procurar o pronto-socorro ou especialista. Porque o paciente já tem essa informação, tá? E em relação à clínica, às vezes a primeira manifestação da trombose venosa profunda é a embolia pulmonar, que é um quadro grave. Porque ele não teve aquela manifestação local. Então, você pode ter uma trombose parcialmente de um segmento da veia e ter uma veia que faça o retorno venoso, que compensa aquele ponto de oclusão, ele não vai ter manifestação clínica. Mas aquele quadro que está ali, ele pode seguir locar, indo parar no pulmão e aí a pessoa, conforme a extensão desse quadro, tamanho desse quadro, ele vai ter manifestação clínica ou não. Muitos pacientes têm trombose, têm embolia e não têm manifestação clínica nenhuma. Então, isso é o grande desafio, né, tanto do paciente quanto do médico também procurar e afastar o diagnóstico ou confirmar o diagnóstico. Então, hoje o paciente procura, cabe ao profissional avaliar a manifestação clínica. Hoje, o exame de ecografia vascular é um exame muito acessível, é em dolor, isso facilita o diagnóstico. E você acha muito laboratório, bons laboratórios, pronto socorro, os hospitais, todos apresentam esse aparelho com o profissional qualificado para afastar o confirmado doença. Imagina o doutor aqui falando desses sinais, né, tem paciente que pode acabar confundindo com problema muscular, né, por exemplo, alguma dor muscular, algo causado pontualmente ali. Tem alguma forma de diferenciar, confirmar que não se trata de algo grave ou isso depende de um diagnóstico médico mesmo? Sim, depende do diagnóstico médico e da confirmação desse diagnóstico. Por exemplo, existe um quadro que é a ruptura muscular da pantorrilha. Então, tem uma ruptura com um movimento brusco e o quadro clínico é semelhante com trombose venosa. Só que o que ocorreu foi a ruptura da musculatura com formação de hematoma. O que vai fechar o diagnóstico? É ecografia. Nessa ecografia você vai identificar o hematoma e vai identificar as fibras musculares que romperam. Se for trombose você vai encontrar ali o ponto de oclusão com o método de imagem. O Doppler colorido é muito importante para a perna e o ultrassom, modo B, que é o preto e o branco, para a coxa já é o suficiente. Tá. E, doutor Caso, seja confirmado esse diagnóstico. Qual é o risco mais grave? O que, de fato, é preocupante a partir do que o médico tem essa confirmação? Olha, o quadro mais grave da trombose venosa é embolia pulmonar. Mas, hoje, uma vez firmado o diagnóstico, o tratamento. Então, hoje está muito simplificado, o tratamento da trombose venosa profunda é anticoagulante. E hoje você tem os anticoagulantes orais, chamado anticoagulante oral direto, em que muitas vezes você não precisa internar esse paciente. Então, você medica e acompanha adequadamente esse paciente. Sim. No início do tratamento, ele vem uma vez cada cinco dias, depois a gente vai aumentando essa avaliação cada dez dias, cada vinte, depois ele vem mês a mês para acompanhar o tratamento do anticoagulante. Acho que a pergunta correta, doutor, a minha seria o que a embolia pulmonar causa, assim, na parte prática da vida desse paciente, porque a gente às vezes escuta a explicação teórica do que é, mas quando a pessoa tem, de fato, uma trombose dessa forma que leva, que causa, que foi diagnosticada ali, a embolia, na prática, o que isso vai mudar na vida da pessoa? O que isso significa ali no corpo desse paciente? Sim. Tem a fase aguda da embolia pulmonar, tem a fase crônica. Então, na fase aguda, ele pode ter uma possibilidade de ter uma embolia pulmonar fatal. Ele pode ter alterações respiratórias, como espinéia, e pode ter um quadro grave, que é a insuficiência cardíaca, e essa insuficiência cardíaca aguda pode levar a uma falência do coração, e aí a pessoa pode ir a óbito, mas são trombose venosas extensas com embolia pulmonar na extensa. Ao mesmo tempo, tem como conviver com a trombose, existe um tratamento ali mesmo que a pessoa seja diagnosticada na forma mais leve e que a vida daquela pessoa pode ser normal, doutor, ou tem sequelas que vão acompanhar a vida desse paciente? Tem pacientes que você trata na fase aguda e ele evolui favoravelmente. Se aquele paciente não tratou adequadamente, ou teve uma nova trombose em cima desse quadro inicial, ele pode ter uma sequela, que é a insuficiência venosa crônica, que combina com alterações na pele e no subcutâneo, ou seja, você vai ter edema, você vai ter mancha escura na perna, você vai ter uma celulite, uma fibrose da pele, e pode ter varizes relacionadas a trombose venosa profunda, que são varizes mais graves, e você pode ter a fase final da insuficiência venosa a úcera. E uma pessoa que já teve uma vez, então ela pode acabar, é mais fácil dessa pessoa ter de novo, doutor? Sim, quem teve uma trombose venosa isso é um fator de risco importante para uma nova. Então quando essa pessoa necessita de um procedimento cirúrgico, tem a profilaxia, que é medicamentosa, que é uso de meia, que é uma profilagem mecânica no hospital, com bombas de compressão pneumática, tudo isso envolve a prevenção de uma nova trombose. A deambulação precoce no pós-operatório, isso é importante. E a avaliação do profissional, você fez uma cirurgia, você vai voltar depois de três dias, depois de cinco dias, depois de dez dias, o profissional tem que estar atento, porque o paciente já está atento, a gente já sabe que vai ter um procedimento que ele pode ter uma trombose, porque ele está sempre atento em relação à sua perna, se tem um enxerto, se não tem, ele já é orientado no pré-operatório sobre esse risco e com isso ele vai estar proativo para procurar um profissional e para fazer a prevenção. Sim, e existe caso que é cirúrgico de tratamento. Da trombose venosa profunda? Isso. Sim, tem casos que a trombose é tão extensa, ou seja, ocupa todo o sistema profundo, o sistema superficial, que o sangue, ele bate como se fosse um fundo cego, não existe uma nutrição, sangue arterial, vai até o pé, mas não volta. Então os tecidos entram em sofrimento e você pode ter o que a gente chama de gangrena venosa. Então é necessário, nesse caso, intervir, realizar uma trombectomia, essa trombectomia pode ser cirúrgica e se tiver possibilidade, um tratamento que a gente chama de terapêutica fibrinolítica, no qual se introduz um cateter na veia profunda e libera as substâncias que vão fazer a dissolução do coágulo, associado ainda tem mecanismos de aspiração desse coágulo. Então existe essa necessidade nessa situação principalmente em que o membro está correndo o risco de ter sofrimento com gangrena. E depois, enquanto esse paciente, depois desse caso que a gente está falando é cirúrgico, no caso de um anticoagulante, por exemplo, levar uma vida normal, o doutor, enquanto está nessa fase de tratamento? O paciente, na fase aguda, ele inicia um tratamento. Hoje não se pede repouso para quem tem uma trombose venosa, se pede movimento, se pede voltar a vida normal ao trabalho, atividade física com moderação, de caminhada. E ele tratando adequadamente por um período em que for necessário, ou seja, tem que se avaliar o risco e benefício da anticoagulação. Por exemplo, um paciente que tem uma trombose venosa e tem um câncer. Ele tem que ser tratado com anticoagulante por todo o período em que a doença estiver presente. O câncer não foi embora e ele não vai deixar de tomar um anticoagulante. Você tem uma trombose venosa na gestação, que pode ocorrer. Ele vai tomar um anticoagulante durante toda a gestação e no pós-parto, no período pós-parto, ele vai tomar ainda por mais, pelo menos, mais seis semanas, que é o período mais intenso para desenvolver um fator de risco importante, um período pós-parto. Então, depende da em qual momento... Em qual momento o paciente se apresenta e qual é o risco dele. Então, cada um tem que ser avaliado no seu risco para definir qual é o tempo da anticoagulação, qual é o melhor anticoagulante. Tem que ser avaliado o risco do paciente. O paciente frágil, em cima de 80 anos, talvez a gente trate mais em uma fase aguda. Não prolongue tanto a anticoagulação, porque ele tem risco de queda. Isso pode ser um fator que agrava o tratamento. Doutora, existem exames que mostram se a pessoa tem uma predisposição para a trombose. Qual que é a sua avaliação para esses exames? Eles são, de fato, eficazes. Eles podem mostrar que a pessoa tem mais predisposição a ter, como o senhor falou, da genética, mas não é uma confirmação, no caso de uma cirurgia, por exemplo. Isso acaba sendo útil na vida daquela pessoa. O mais importante no diagnóstico da trombose venosa é o tratamento. Enquanto ele tiver tratamento, ninguém vai se preocupar em investigar, porque o objetivo é tratar. Para pesquisar a causa genética e hereditária, só se tiver uma trombose ou alguém na família que tenha tido uma trombose. Mas como forma de prevenção, por exemplo? Não é viável você fazer, não tem necessidade, é desproporcional você fazer exame genética para todo mundo. Entendi. Então, numa época, a gente pediu exame genética para todo mundo. E hoje está bem estabelecido que o mais importante é tratar. Entendi. Se tiver... Você vai tratar como se tivesse como possibilidade de ter ou não ter. Eu tenho que tratar a anticoagulação por um período pré-estabelecido. Ah, tá. Para aquele cirurgia, por exemplo. Você entendeu? Eu acho que isso é o mais importante. A história clínica, a amnésia... A história familiar, tudo isso, o profissional tem que ter um balanço para definir o que que é melhor para aquele paciente. Não existe um exame que possa fazer com que a pessoa decida, por exemplo, em excluir um anticonceptional por conta do risco, ou deixar de fazer uma cirurgia por conta do risco. Então, isso seria histórico na família mesmo. Nada ali ontem. História familiar, histórico da pessoa. Tá. Então, cirurgia hoje só se indica se ela tiver benefício. Então, igual ao paciente, teve um trombose hoje, tratou três meses, e vai fazer uma cirurgia plástica logo, imediato depois que terminou o tratamento, não é o ideal. Então, aí o cirurgião plástico, ele vai definir, avaliar risco, benefício, vai ter tempo para investigar essa paciente. E com isso, escolher o melhor momento para o tratamento, né? Tá. Tá certo. Doutor, então, eu vou aproveitar esses minutos agora para enumar tuos e verdades que eu já tinha explicado aqui para o senhor antes da gente começar nos bastidores. Mas para quem está acompanhando, quem está chegando agora no AmatoCast, doutor, para que fique bem claro, a gente traz essas dúvidas das pessoas que mais pesquisam sobre esse assunto na internet. Então, aqueles conhecidos as Trend Topics no Google, ali quando a pessoa pesquisa trombose e aparece aquela lista, embate então o que que as pessoas mais querem saber sobre esse assunto a gente já não tiver respondido aqui durante o nosso episódio. Então, a primeira pergunta é, trombose só acontece em quem fica muito tempo deitado ou imobilizado? Não. Pode acontecer. Pode acontecer em qualquer pessoa. Agora, quanto tempo de acamado que você passa a se preocupar com a trombose? Pelo menos três dias. Aquela pessoa que está num leito hospitalar ou está em repouso em casa e não levanta para praticamente nada. Tá. Agora, você está acamado, mas está andando no corredor do hospital, está levantando para tomar banho sozinho, para se alimentar, se está se mobilizando, são pessoas diferentes. Então, pode ocorrer tanto em quem está acamado como quem também não está. Tá. Sentar com as pernas cruzadas, pode causar trombose? Eu estou com a perna cruzada agora. Pois é. Ninguém fica com a perna cruzada por longo tempo. É. Pode trocando. Vai trocando, vai se mobilizando. Existe a possibilidade de você comprimir a veia, principalmente atrás do joelho, mas ninguém fica nesse período muito tanto tempo. Então, acho que isso aí é mito também. Tá. Tá. Trombose, pode começar com dor semelhante a uma câmbra? Câmbra. Trombona em falar essa palavra. Câmbra. É uma contração muscular e é bem ne específico. Então, muitas vezes a pessoa fala que é câmbra, mas na verdade é uma outra dor. Não é tão específico uma câmbra do dia a dia, né? Eu tenho câmbra quando eu fico mais que 17 horas em pé. Nossa, tem sido o dia que dura tudo isso? Não, no escurso, né? Ah, tá. Eu falei, nossa, às 7 horas... 7 horas da manhã vai até 10 da noite. Ah, tá. Pode ser que eu tenha câmbra, mas ultimamente não, né? Ultimamente eu não tenho câmbra, graças a Deus. A dor não vai se confundir, né? Não, é diferente. Câmbra é uma coisa, trombose venosa é outra. Tá. A trombose pode ocorrer no braço. Trombose venosa profunda. Sim. Essa trombose pode estar relacionado a um medicamento. Só vai com uma cirurgia, tomam um suro, um medicamento, um anestésico. Isso pode desenvolver uma trombose inicialmente superficial, que é de uma veia superficial. Ficam um carocinho duro, tá? E tem as trombose venosas por compressão. Então, você pode ter uma compressão entre aquela víscera e a primeira costela, e ali faz uma lesão na parede da veia e ela vinha a incluir. Existe algum praticante de esporte, um esporte americano, também pode desenvolver trombose por compressão da veia. E, em criança, tá muito relacionado a cateter, uso de cateter, e em adulto, trombose venosa de membros severo pode estar relacionado com um tumor. Então, um tumor na parte superior do pulmão pode ser uma causa de trombose venosa de membros superior. Quem já teve trombose, não pode mais viajar de avião? É mito. Então, assim, se você teve uma trombose, vai viajar, vai depender do período que você vai ter de mobilidade. Mais pelo medo do paciente, a gente medica também. Então, existe hoje os anticoagulantes orais, que você faz prevenção, começa três dias antes, toma mais três dias depois que você chega da viagem. Isso na ida e na volta também. Viajamos mais longas. Comer chocolate aumenta o risco de trombose? Não vejo essa relação, né? Senão, meu Deus do céu. A questão do chocolate, que o chocolate que se apresenta hoje, não é mais chocolate, né? Tem muito açúcar, tem muita gordura trans, né? Então, isso não é saudável. Só isso. Coágulo da trombose. Pode se soltar e ir para o cérebro? Pode. Existe um quadro que a gente chama de embolia paradoxal. A pessoa que tem um defeito nas câmaras cardíacas, então o coágulo vem da veia, passa do átrio direito para o átrio esquerdo e vai para qualquer lugar. Pode ser para cérebro, pode ser para a memória inferior, pode ser para uma artéria do intestino. Então, existe esse quadro chamado embolia paradoxal. É um trombo que começa na veia e termina na artéria. Ou seja, de todas as embolias arteriais, que é um outro quadro, 1% está relacionado com trombose venosa profunda. É bem mais raro. Muito raro. Tomar banho quente demais. Pode favorecer trombose? Eu vejo que é mítido. Ninguém fica 2 horas tomando banho quente, ainda mais que a energia está bem cara. Hoje o banho é rápido. As mulheres até um pouco mais. As mulheres não gostam de tomar banho muito quente, porque a gente traga pele. Também um cabelo. É verdade. Então a hidratação, pós banho quente, ajuda a pele. Trombose pode ocorrer após exercício intenso? Pode. Existe alguns quadros em que o maratonista existe um edema tão grande na musculatura, somente da perna, que até o músculo pode necrosar. Necrosando o músculo, tem a sedema, tem essa compressão, evolui com trombose. Existe um quadro de entrelaçamento dos vasos poplítios, que pode também comprimir a veia e se apresentar com trombose venosa. São raros, mas existe. Na musculação, quando faz aquela força muito grande, que fica doendo depois do músculo? Não, não esquece isso. Tem que fazer musculação. Todo dia eu faço musculação. Porque às vezes não coloca aquele tezinho a mais ali, e já sente aquela dida para a parede. A musculação você tem que sentir queimar. Se você não sentir queimar, não está fazendo musculação. Não está fazendo certo, né? Usar meia de compressão, previne a trombose até dormindo? Então, a meia de prevenção, que é a meia branca, usada no pós-operatório, ela pode ser usada dormindo. Então, ela previne. Ah, mas especificamente o paciente cirúrgico. Meia elástica comum deve ser evitado ou não é recomendado uns a noite. Eu não recomendo meia elástica para os pacientes dormirem com ela. Tem algumas situações, que alguns profissionais, de uma maneira de observação, eles indicam, mas é bem restrito esse uso. A cirurgia que a pessoa não vai conseguir ficar tirando e colocando toda hora? Não, não é isso. A meia preventiva é uma meia usada já durante a cirurgia e no pós-operatório. Então, ela já tem uma indicação, ou seja, quem faz bariátrica, cirurgia bariátrica, que é o obeso, o que que hoje o pessoal faz? Põe para andar num outro dia. E já usa meia, já sai do centro cirúrgico, a meia elástica. Que é uma medida física, uma medida física para tratamento da prevenção da trombose venosa. Agora, o último, doutor, estresse e aumento o risco de trombose? Não vejo muito essa relação. O estresse pode causar tudo. Pode causar um AVC, pode causar um infarto. Mas trombose venosa, eu não vejo muito essa relação de estresse e trombose. Tá certo, então. Tudo muito bem explicado, doutor. Agradeço demais a sua participação. Vou pedir, vou deixar o espaço aberto aqui para quem ficou com alguma dúvida. Mandar os nossos comentários para que a gente possa trazer também assuntos relacionados à sua especialidade, a cirurgia vascular, ou não só sobre esse tema especificamente, se quiser trazer um outro tema para comentar aqui no nosso vídeo, para que a gente possa trazê-lo novamente para conversar com a gente. Muito obrigada, doutor. Eu agradeço. E agradeceu ao professor Alexandre Amato, que é mais pela nossa amizade do que por outra coisa que ele convidou para participar desse famoso podcast. Ficou muito legal mesmo. Doutor, vou aproveitar, pedir para o senhor passar alguma, se alguém tiver alguma dúvida especificamente, procurar em uma consulta, como que pode te encontrar, ter algum site, o que que o senhor costuma usar para que as pessoas possam te usar com o meio de comunicação com o senhor? Então, eu tenho WhatsApp, não sei se isso ajuda. Pode ser, se preferir, pode passar. É 11, 9, 9, 6, 25, 38, 18. Tá bom, podem mandar direto lá no seu WhatsApp. Pode mandar as perguntas, que a gente responde. A gente vai deixar escrito aqui, então, para facilitar, para quem acompanhou até o final. Mais uma vez, obrigada, doutor. Até a próxima. E eu agradeço você também, que chegou até o final pela sua participação conosco. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante, para que a gente continue trazendo os nossos especialistas em saúde. Até a próxima.

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