O corrimento vaginal é uma secreção que pode ser fisiológica ou patológica. O corrimento normal é claro, gelatinoso e aumenta no período ovulatório, facilitando
Muito comum ela ocorrer com alteração do pH vaginal. A nossa vagina, ela tem o pH ideal e quando a gente tem uma alteração desse pH, a candida pode proliferar. Por exemplo, quando a gente usa o sabonete normal nessa região vaginal, onde tem um ressecamento dessa mucosa vaginal, então pode ocorrer essa candidíase.
A gente pode ter os corrimentos causados por bactérias, as mais comuns são a Gardnerella, Vaginalis e o Trichomonas, são duas bactérias que dão corrimentos diferentes e que devem ser tratados. A Gardnerella, ela dá um corrimento amarelado em grande quantidade e ela tem um cheiro característico, esse cheiro é de peixe podre e mesmo que você lave essa região, faça uma higiene adequada, esse cheiro não passa e o corrimento também não vai passar.
Porque eles podem acender pelo colo do útero, ou seja, eles podem subir pelo colo do útero e dar uma infecção no útero, nas trompas, o que a gente chama de doença inflamatória pélvica, que muitas vezes pode estar associado, se não tratado corretamente, com até infertilidade.
Olá! Hoje nós vamos conversar sobre o que é o corrimento. Muitas mulheres têm dúvida qual é a secreção vaginal que tem que se preocupar em procurar um ginecologista e qual é a secreção vaginal que não tem necessidade de um tratamento. Pois bem, o corrimento é uma secreção vaginal.
Ele pode ser de vários tipos e é isso que vai diferenciar em um corrimento normal do nosso corpo, ou seja, fisiológico, ou um corrimento patológico, que é associado com algum tipo de infecção e deve ser tratado. Vamos começar pelo corrimento fisiológico. Toda mulher, ela tem uma lubrificação vaginal e a mucosa, ela tem a sua umidade natural.
Quando a gente está perto do nosso período ovulatório, os nossos hormônios, eles têm uma alteração normal do próprio ciclo menstrual e, com isso, a gente produz mais muco, ou seja, mais secreção vaginal. E é uma secreção incolor, mas com aspecto de gelatina, então é um muco mesmo, e ele está associado com uma melhor permeabilidade do espermatozoide para chegar lá dentro do útero. Então, esse corrimento é um corrimento normal que ocorre todo mês durante o ciclo normal de toda mulher.
Mas existem corrimentos que eles podem estar associados com algumas infecções, tanto por fungo quanto por bactéria. Um corrimento muito comum é a cândida, é a candidíase. A candidíase nada mais é do que a proliferação de um fungo que existe na nossa vagina, que faz parte da nossa flora vaginal, que por algum motivo de desequilíbrio, ela aumenta a sua população e dá a famosa candidíase.
A candidíase, ela é caracterizada por um corrimento esbranquiçado, que forma grumos, parece leite coalhado, e uma característica muito importante é que coça muito. Quando a gente tem uma candidíase inicial, a gente tem esse corrimento, pode ter uma leve coceirinha por dentro, mas quando ela lastra muito, pode ter até um inchaço vaginal, onde é difícil até colocar a sua própria calcinha, vestir a sua própria roupa, você vai sentir a região da vulva e da vagina mais inchada, mais avermelhada e a calcinha sempre com esse corrimento característico. E por que então essa candidíase pode ocorrer? Muito comum ela ocorrer com alteração do pH vaginal.
A nossa vagina, ela tem o pH ideal e quando a gente tem uma alteração desse pH, a candida pode proliferar. Por exemplo, quando a gente usa o sabonete normal nessa região vaginal, onde tem um ressecamento dessa mucosa vaginal, então pode ocorrer essa candidíase. Também pode ocorrer em mulheres que consomem muito carboidrato, então quando você come muito carboidrato, pão, macarrão, todo tipo de farinha branca, essa farinha, ela vai ser metabolizada pelo seu organismo e vai se transformar em glicose.
E essa glicose aumentada, ela faz com que a população de candida aumente muito e também dá todos esses sintomas de corrimento, de coceira, por isso que em mulheres diabéticas, a candidíase, ela é um corrimento que existe com muita frequência e pode ser de repetição durante vários meses ao ano, com tratamento duas, três vezes ao ano. Quando a gente está com a imunidade baixa, também vai aumentar essa candida da população vaginal e vai causar essa candidíase. Fora candidíase, que outro tipo de corrimento que a gente pode ter? A gente pode ter os corrimentos causados por bactérias, as mais comuns são a Gardnerella, Vaginalis e o Trichomonas, são duas bactérias que dão corrimentos diferentes e que devem ser tratados.
A Gardnerella, ela dá um corrimento amarelado em grande quantidade e ela tem um cheiro característico, esse cheiro é de peixe podre e mesmo que você lave essa região, faça uma higiene adequada, esse cheiro não passa e o corrimento também não vai passar. Então, nesses casos, o ideal é procurar o seu ginecologista, fazer uma avaliação, o médico vai te examinar, vai fazer um exame ginecológico e vai prescrever antibiótico. Já a Trichomonas, a Trichomonas, ela também é uma bactéria que ela vai causar um corrimento mais acinzentado, é um corrimento que às vezes parece um azul mais clarinho, às vezes um cinza mais escuro, não está associado com nenhum tipo de cheiro característico, mas deve ser tratada também com antibióticos.
Então, o ideal quando você sentir esse tipo de corrimento é procurar o ginecologista. E por que esses corrimentos, eles são importantes serem tratados? Porque eles podem acender pelo colo do útero, ou seja, eles podem subir pelo colo do útero e dar uma infecção no útero, nas trompas, o que a gente chama de doença inflamatória pélvica, que muitas vezes pode estar associado, se não tratado corretamente, com até infertilidade. Importante ressaltar aqui também que uma má higienização na hora de ir ao banheiro, tanto para as fezes quanto para a urina, elas podem infectar essa parte da vagina, por isso que é tão importante o uso adequado do papel higiênico, porque o papel higiênico pode infectar essa região vaginal e causar uma infecção bacteriana, e com isso também causar corrimento.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.