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Larissa Topper: Autoestima, Psicologia e a Coragem de Mostrar as Pernas | Ep. 76

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Larissa Topper: Autoestima, Psicologia e a Coragem de Mostrar as Pernas | Ep. 76

O episódio traz uma conversa entre Letícia Miyamoto (Instituto Amato) e Larissa Topper, terapeuta e referência em autoestima e relacionamentos, sobre a ligação

Perguntas respondidas neste vídeo

Então, eu acho que a gente pode começar falando como que foi essa experiência para você, de começar a entrar na internet, você sempre quis trabalhar com rede social, como que foi isso?

Eu não me considero como uma especialista em redes sociais, ou a pessoa que trabalha com as redes sociais. Para mim, eu sou uma terapeuta, especialista em relacionamento, que usou a plataforma Instagram para espalhar a mensagem.

E essa questão do lipedema, para você, foi uma forma de começar a falar nas redes sociais também sobre isso, porque você queria passar como foi a sua experiência, foi por isso que você começou a ligar os dois pontos, a psicologia com o lipedema?

Na verdade, a questão do lipedema, ela apareceu no meu Instagram, não tem, tem alguns meses que eu coloquei isso presente, porque eu sempre tive muito vergonha, muita vergonha das minhas pernas, muito vergonha de colocar um bikini, muita vergonha de colocar um short, então sempre foi um tópico sensível, inclusive eu tentava esconder o máximo possível das pessoas que via o meu Instagram, porque eu achava que era feio, que era nojento, e feioso, minhas pernas eram, tinha algo de errado com minhas pernas.

Então, foi mais por ajudar ao próximo entender que existia um dito motivo por eu passar por aquilo, do que sobre qualquer outra coisa, sabe?

Sim. E aí, hoje acabou virando uma referência, porque apesar do lipedema estar cada vez mais falado, a gente diz muito isso aqui no AmatoCast, que eu, inclusive, na minha facetária, foi algo que foi um boom nas redes sociais, no Instagram, no TikTok, eu vejo direto isso e era uma palavra que eu nem conhecia antes, antes de começar a gravar aqui, exatamente.

Você já suspeitava que poderia ser um diagnóstico, como que foi para você ter a confirmação?

Não, eu não achava que era um diagnóstico, eu achava que era muita celulite. Então, a minha genética era de muita celulite, porque minha avó tem um edema extremamente agravado, ninguém sabia o que era, mas ela tem uma perna muito grande, muita celulite, muito buraco, é extremo, é severo.

Por que elas conseguem aparecer no sol do meio-dia e não ficar tão nítido, tão evidente?

Então, eu me incomodava demais e sempre foi uma questão, eu lembro de ter 14 anos, tenho meu primeiro namorado, e estar lá na piscina, e de correr assim, na lateral da sombra, para entrar na piscina. Então, sempre tive essa questão de olhar e falar, não, é legal.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCash pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, no último, inclusive uma convidada que veio direto de Portugal para falar sobre o tratamento do lipidema, especialista nesse assunto lá em Portugal e antes também recebemos um convidado para falar sobre indústria e saúde. Hoje, novamente, aqui com uma convidada especial, dessa vez, a Larissa Topper, que é bastante ativa nas redes sociais, já vou falar um pouquinho aqui do currículo dela para vocês a conhecerem melhor e também hoje é um assunto mais ligado ao lipidema, mas ela vai estar presente aqui no nosso próximo episódio do AmatoCash para falar sobre outro assunto ligado a isso, mas não vou dar tantos spoilers agora para vocês. Então, o assunto de hoje é tudo que envolve a saúde mental feminina e o lipidema. Então, eu vou apresentar já a nossa convidada especial de hoje. Larissa Topper é especialista em autoestima, relacionamentos e prosperidade feminina, criadora do método vida de rainha que já transformou a vida de milhares de mulheres e do Versális Mentoria, que forma terapeutas de relacionamentos. Uma abordagem única ela ensina que tudo está dentro e nada está fora, ajudando mulheres a se tornar em sua melhor versão, a se sentirem seguras e femininas nos relacionamentos e a prosperarem sem perder em sua essência. Bem-vindo, Larissa. Obrigada, é um prazer estar aqui com você, Letícia. Eu acho que foi um pavo muito legal, a gente já estava conversando aqui antes sobre como que a gente pode transformar a sua experiência, inclusive desse assunto, no que a gente pretende passar de mensagem sobre essa questão do lipidema. Já também adianto para você, imagino que também o doutor Alexandre Amato já tem comentado, a gente grava muito sobre lipedema aqui, tanto que até se tem, que a gente recebeu uma convidada no último episódio que também falou sobre a experiência dela, uma referência lá em Portugal, e você também é um mundo completamente diferente, porque você é muito ativa nas redes sociais, inclusive vários públicos, várias faixas etárias, inclusive das minhas pessoas próximas que seguem, que te seguem no Instagram, em todas as páginas. Então, eu acho que a gente pode começar falando como que foi essa experiência para você, de começar a entrar na internet, você sempre quis trabalhar com rede social, como que foi isso? Eu não me considero como uma especialista em redes sociais, ou a pessoa que trabalha com as redes sociais. Para mim, eu sou uma terapeuta, especialista em relacionamento, que usou a plataforma Instagram para espalhar a mensagem. Então, fizemos isso lindamente ao longo dos seis anos, eu sou batendo um milhão de seguidores no Instagram, no TikTok já tem um milhão, e eu acho isso muito legal, porque significa que a mensagem, ela está sendo ouvida, ela tem um propósito lindo, as mulheres se curam demais através do que eu tenho para ensinar. Então, para mim, é algo muito especial fazer esse trabalho, é mais sobre o propósito, a mensagem do que, de fato, sobre a rede social, entendeu? E essa questão do lipedema, para você, foi uma forma de começar a falar nas redes sociais também sobre isso, porque você queria passar como foi a sua experiência, foi por isso que você começou a ligar os dois pontos, a psicologia com o lipedema? Na verdade, a questão do lipedema, ela apareceu no meu Instagram, não tem, tem alguns meses que eu coloquei isso presente, porque eu sempre tive muito vergonha, muita vergonha das minhas pernas, muito vergonha de colocar um bikini, muita vergonha de colocar um short, então sempre foi um tópico sensível, inclusive eu tentava esconder o máximo possível das pessoas que via o meu Instagram, porque eu achava que era feio, que era nojento, e feioso, minhas pernas eram, tinha algo de errado com minhas pernas. E desde que esse assunto do lipedema começou a aparecer mais presente nas redes sociais, mesmo até no TikTok, muitos vídeos sobre isso, que eu conheci o Dr. Amato, e eu comecei a tratar. E aí, quando, tudo na minha vida, eu sempre tenho a filosofia de que acontece por um dito motivo, uma dita causa, e que Deus sempre tem o melhor para mim, não importa a circunstância. Então, quando apareceu a questão do lipedema, eu entendi que era uma doença, entendi que eu tinha que olhar para isso, para a minha alimentação, eu decidi mostrar para as pessoas que elas também poderiam, que o caminho ele era possível, que você poderia melhorar, que você poderia ter umas tênicas bonitas, que você poderia sentir bem com você novamente. Aliado ao que eu já ensino sobre autoestima, eu trouxe esse ponto para inspirá-los, porque eu tenho certeza, assim como muitas falam, que tem milhares de mulheres que me seguem, que têm lipedema. Então, elas me vendo falar sobre isso, elas pensam caramba. Então, a Aliado passa por isso também, então, ela também tem essa vergonha das pés, então, ela também teve esse problema, e elas, vendo a minha jornada de alimentação, de exercício físico, elas se inspiraram muito, se inspiram, porque eu estou no processo. Então, foi mais por ajudar ao próximo entender que existia um dito motivo por eu passar por aquilo, do que sobre qualquer outra coisa, sabe? Sim. E aí, hoje acabou virando uma referência, porque apesar do lipedema estar cada vez mais falado, a gente diz muito isso aqui no AmatoCast, que eu, inclusive, na minha facetária, foi algo que foi um boom nas redes sociais, no Instagram, no TikTok, eu vejo direto isso e era uma palavra que eu nem conhecia antes, antes de começar a gravar aqui, exatamente. E hoje, as pessoas acabam virando uma referência quando quer estar melhor, mentalmente, a gente sabe que é muito importante para o processo também, do tratamento, que já te procurarem para saber como que foi o seu caminho e servir de inspiração. Sim, às vezes eu espero fazer. Legal. Então, antes da gente ir direto para as perguntas, saber um pouquinho mais da sua experiência com o lipedema, eu só vou dar um destaque para quem já é antigo aqui e já conhece, já sabe sobre isso, mas para quem está chegando agora, o AmatoCast tem um patrocínio, que é do laboratório Origem, que era agradecer o pessoal do laboratório. O laboratório Origem é especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco de Origem é qualidade de vida e prevenção. Então, agora eu quero saber um pouquinho, o Larry, como o pessoal te chama nas redes sociais, sobre o diagnóstico em si. Você já suspeitava que poderia ter lipedema, você teve uma fase ali que escondia, que não queria mostrar para as pessoas, sentava escondendo as fotos, a gente sabe que mulher tem isso, de tirar 100 fotos para esconder às vezes o que incomoda. Você já suspeitava que poderia ser um diagnóstico, como que foi para você ter a confirmação? Não, eu não achava que era um diagnóstico, eu achava que era muita celulite. Então, a minha genética era de muita celulite, porque minha avó tem um edema extremamente agravado, ninguém sabia o que era, mas ela tem uma perna muito grande, muita celulite, muito buraco, é extremo, é severo. Então, eu levo a minha avó e falava, tá explicada, puxei a minha avó, puxei a minha mãe, essa é a minha genética da nossa família, mas eu sempre olhava o corpo das outras mulheres e falava, mas por que elas têm tão menos? Por que elas conseguem aparecer no sol do meio-dia e não ficar tão nítido, tão evidente? Então, eu me incomodava demais e sempre foi uma questão, eu lembro de ter 14 anos, tenho meu primeiro namorado, e estar lá na piscina, e de correr assim, na lateral da sombra, para entrar na piscina. Então, sempre tive essa questão de olhar e falar, não, é legal. E sempre pensar, tem algo diferente, parece que é mais que as outras. Parece que é mais que as outras mulheres. E aí, quando eu vi essa questão do lipedema, que apareceu forte nas redes sociais, eu comecei a me identificar e falar, caramba, é isso. É isso que eu sinto, é isso que eu tenho também de sentimento. Minhas pernas pesam, eu tenho muito roxo, ela tem muito edema, muita inflamação, é muito diferente. Dizem, um corpo da cintura para cima e um corpo da cintura para baixo. Era exatamente, a definição perfeita para mim, era essa. Porque eu super magra em cima e tinha um monte de gordura nas pernas. Então, eu falei, é isso, é essa a questão. E um dia, a minha irmã me mandou um vídeo da Yasmim Bruneck, muitas das imagens que eu conheço, o doutor por causa dela, porque ela fez um vídeo que viralizou da mudança, e eu falei, caramba. E é muito interessante, porque eu olhei para, e foi um vídeo que mudou a minha vida, porque eu olhei para aquele vídeo e falei, se ela conseguiu, eu também consigo. Porque ela mudou drasticamente. Então, eu também consigo, e eu usei o corpo dela como inspiração, e para mim era aquilo, a inspiração. Se ela conseguiu, eu também consigo. E aí, eu fiquei muito chata, com as secretárias do Doutor Amato, pedindo, por favor, me dá um horário. Porque é uma lista de espera gigante. Eu, por favor, por favor, eu só quero um horário, eu só quero um horário, o que? Claro que eu achei no saco delas. E elas conseguiram tecipar para mim em alguns meses, porque são muitos que eu consegui. E aí, quando eu cheguei, eu falei, caramba, me ajuda, porque o que que eu preciso mudar? E a forma que ele fala do Lipedema, para mim, eu não vi ninguém falar ainda. Ele fala com delicadeza, ele vê a beleza no Lipedema, que é o nome do livro dele. E o nome do livro dele mexeu comigo, porque me trouxe um olhar de amor e sensibilidade ao meu corpo. Porque, às vezes, a gente pode pensar, olhar para o Lipedema e falar, nossa, essa doença, essa coisa horrível que aconteceu comigo, essa coisa péssima. Mas ele me trouxe, seu Lipedema estava te salvando. Ele estava te ajudando, porque você estava comendo tanta coisa ruim para você, que o seu corpo estava usando o Lipedema para proteger. Então, a inflamação do corpo está nas pernas, e em vez de ir para outras doenças inflamatórias. Se o corpo está lidando nas pernas, que é a forma da sua genética de lidar. Então, quando me falou isso, que o Lipedema estava te salvando, estava te ajudando, eu falei, caramba, é isso, sabe? É um olhar de mais amor próprio, é um olhar de mais carinho, que eu comecei a ter comigo uma vez. E essa jornada, ela me trouxe muita cura, porque eu comecei a me alimentar bem. Eu comecei a ir mais na academia, eu comecei a fazer tudo o que eu podia, porque eu sou meio assim, sou meio extremista. Se é para fazer algo, eu faço muito bem feita. Então, são seis meses de um processo em pecado. Tudo o que ele falou, o que era para fazer, eu fiz. E a diferença é bizarro, surreal. Surreal, o que aconteceu com as minhas pernas. Hoje, eu coloco um shorts, eu me sinto linda. Hoje, eu coloco um bikini e falo, caramba, estou com um corpo legal. Sabe, não é? Ah, vou me esconder. Ah, o sol não me atrapalha mais, isso foi em pouco tempo, em seis meses de dedicação, muito forte, eu consegui esse resultado. Então, acredito que toda mulher que decide se amar, ela consegue. Só que esse é o ponto, que tem a ver com meu trabalho. Se eu não tivesse uma mentalidade de cura, uma mentalidade de amor próprio, eu não teria conseguido ter me sabotado mais uma vez das diversas que eu já tinha vivido antes. Então, quando você se cura, você abre espaço para que tudo na sua vida floresça, inclusive a parte física do mundo. É, porque realmente, isso que você falou acaba virando um ciclo, é isso que você citou de extremismo, para mim também. Imagino para quem está assistindo, também está se identificando, pelo menos a maioria, não sei se 100%, mas isso que quando você foca em alguma coisa, você não sossegue, enquanto não tiver o resultado. Mas também se você vê que não está se esforçando o suficiente, vira uma bola de neve, porque é igual aquele negócio da academia, você faltou um dia, aí você fala, já faltou um dia mesmo, e aí eu não vou mais o resto da semana. Então, mas isso é totalmente sinônimo de falta de amor próprio. A pessoa que ela está presa, eu costumo dizer, na criança ferida, que a parte dela que acredita que não é boa o bastante, que é criar uma imagem mental dela e fala, já que eu não dei conta, eu já não dou conta mesmo, então eu não vou mais, porque eu tenho uma tendência a estar nesse corpo de dor, eu tenho uma tendência a me ver negativamente, eu tenho uma tendência a alimentar minha autossabotagem. Então, eu busco motivos para fazer isso. Por isso que eu falei da cura, porque quando a cura acontece, ela vai ajudando tudo. Quando eu não vou na academia um dia, eu não vou pensar, nossa, eu não fui, eu vou pensar, tudo bem, faz parte, eu não teria ido um dia. Eu tenho um olhar, que eu também costumo dizer, de uma mãe para mim mesma. Então, eu me trato com, eu me dou nutrição emocional. Se eu tivesse um filho e esse filho falasse, ai mãe, eu não fui na academia, sou péssimo, eu não acredito, mas não vou mais. Eu iria falar o que para ele. Então, é isso que a gente tem que experienciar e ser exarciado de fazer com a gente mesmo, entende? É uma certeza. E a questão do diagnóstico, foi um alívio para você, você buscava uma forma, de ter uma resposta, um médico, virando e falando assim, olha isso que você tem, esse é o caminho que você precisa fazer para melhorar. Você se via meio perdida, sem saber por onde seguir? Totalmente, 100%, se não fosse ele, ele mudou a minha vida, mudou a minha história totalmente. Doutor, ele é fantástico, isso é real, eu indico ele para todo mundo, os olhos fechados, ele é o melhor médico que eu já vi na minha vida, de ele pedema. E detalhe que esse episódio não é um episódio, como se fosse uma parceria paga, não tem nada a ver apesar de ser o Amatouqueste, a gente não combinou de falar bem do Doutor Alexandre. Mas eu falaria bem para ele, por diversos lugares, gerações e pessoas, porque ele mudou a minha vida, ele é humano, ele é maravilhoso, ele entendeu o meu problema, ele diagnosticou, ele trouxe ajuda, ele trouxe o caminho. Então, obviamente, dizer para você que foi um alívio, não sei se essa palavra é certa, eu diria que foi a resposta que eu buscava. Foi uma resposta. Então, isso é isso, porque eu lembro de estar indo para a academia e eu fechei os olhos e dizer, Deus, por favor, Deus, cura minhas pernas, cura minhas pernas, cura minhas pernas, eu estou pronta para curar minhas pernas. E aí ele me apresentou, tudo isso aconteceu. Então, eu estava pronta para me curar. E aí, quando eu vi que isso era uma doença, foi um, tá, então eu vou ter conviver com os pés da vida. Não é uma coisa simples do tipo, ah, ajustei, tudo certo, não, então eu vou ter que ir para sempre, cuidar da minha alimentação, para sempre. Então, é uma coisa que até estou me descobrindo ainda, do tipo, como é que é essa jornada, essa vida, sabendo que eu tenho isso e cuidando disso. Ainda estou no processo, mas com certeza, ter ajuda como a do doutor Amato muda tudo. E como que era na prática profissional, para você separar essas duas coisas? Você conseguia, tem você, toda essa mensagem que você quer passar para as outras pessoas, antes de ter um diagnóstico, antes de começar, de fato, esse tratamento mais prático ali da doença? Eu acho que eu sempre sentia que tinha uma parte minha que estava faltando, tipo assim, ah, eu era muito bem sucedida na minha carreira, muito bem sucedida na minha família, como mãe, uma autoestima muito boa, só que ao mesmo tempo essa autoestima muito boa, quando me olhava no espelho, eu não gostava, não me reconheci, eu falava, cara, mas a Larissa, ela não é isso. Ela não é esse corpo, esse corpo aqui tem algo de errado, eu sentia que tinha algo de errado, e tinha, o meu corpo estava inflamado, literalmente eu estava até inflamada como um todo, e tinha algo de errado. Então, quando eu olhava para o meu corpo, eu falava que tinha algo de errado, e aí eu sentia que faltava essa peça, como se falta isso para eu sentir que caramba, eu estou bem, estou feliz, estou me amando, estou linda, sabe? Então, foi importante esse tratamento para que eu estivesse me sentindo a minha melhor versão de fato. E você tinha algum caminho, assim, para lidar emocionalmente com isso, para quem está passando por esse processo, não às vezes só do lipedema, é claro que eu acho que quem está aqui, vem pesquisar esse episódio, esse podcast, pode ser que tenha alguém na família, pode ser que a pessoa tenha o lipedema, ou às vezes é outro diagnóstico, que as pessoas te acompanham também, e querem saber como lidar com isso, e quem às vezes está passando por algum problema, é o que a gente diz, claro, por trás, você que é especialista nesse assunto, sabe que tem algo que explica o comportamento daquela mulher, daquela pessoa de estar passando por algum problema, e acabar virando essa bola de neve que as pessoas falam, né? Mas como que foi para você, uma estratégia de contornar tudo isso, de passar por essa situação, conseguir chegar hoje nisso que você falou, que olha no espelho e você acha linda? Porque às vezes a pessoa se vê, a pessoa pergunta, né? A pessoa tem a vontade, e fica no escuro, não sabe qual caminho seguir. Você sente perdida, né? Como que pode ser um caminho para melhorar isso? Primeiro caminho é o Amato, ou se não amar, precisa ter a parte médica. Precisa ter a parte médica. Então assim, é bem... bem ajudada, bem provida de médicos, tem o caminho emocional, e aí, o bem é um caminho, porque uma coisa é, eu sei o que tenho que fazer, outra coisa eu faço é, eu tenho que mudar, tenho que parar de comer meu pão, tenho que parar de comer meu leite, o meu cafezinho é minha mãe mesmo, ela tem a lipidema. E ela falou pela mãe, eu tenho a lipidema, será? Aí ela fica assim, tentando fingir que não vê, e aí ela fala, mas eu preciso tanto, minha filha parar de tomar o meu cafezinho com leite, eu preciso tanto parar de comer o pão, eu sinto que realmente me faz mal. Existe dois caminhos, o caminho da inconsciência, e o caminho da consciência, o caminho da consciência não é fácil, é que nem estava vendo hoje uma pregação do pastor André Fernandes, e ele estava falando sobre Deus, coloca a luz na sua vida sobre as coisas, só que a luz é silenciosa, ela não vai gritar pra você no sentido de que é. Se eu ligo o interruptor, você vai ver a mesa, você vai ver a TV, você vai ver alguma coisa no chão, você vai olhar, só que nenhuma dessas coisas vai gritar, eu vou falar, olha eu aqui mesa, olha eu aqui TV, olha eu aqui desvia de mim, mas a clareza, a luz te dá discernimento, e você escolhe o que fazer, não é? A mesma coisa, quando você tem diagnóstico, você tem duas opções, ou você finge que você não vê o problema, e fica, o que a maioria das pessoas faz, que é uma fidelidade invisível, uma fidelidade e uma fidelidade invisível, e você vai ver que a gente vai se espalhando, de algo a explicar sobre isso, que são as pessoas que elas estão juntas aos seus familiares, na dificuldade, na doença, na infelicidade. E aí tem o outro caminho, que é o caminho do pagar o preço pra ter a vida que eu quero viver. E pagar o preço, ele é físico, de colocar o medo embaixo do Brasil, colocar insegurança debaixo do Brasil, de lidar e abraçar essa criança que se sente mal, que se sente fixe, que tem que passar pelo processo de se olhar no espelho e não gostar do que vê, até começar a gostar do que vê, que muitas vezes foi o que eu passei, eu olhava no espelho, no começo do tratamento, e falava, calma, vai chegar lá, calma, vai chegar lá, e foram muitos dias, foram, sei lá, quantos dias, então assim, dezenas de dias, olhando, vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo, e aí tem o preço financeiro, é disposto a pagar pela mudança, então percebe que você tem uma jornada a percorrer, que a pessoa tem uma jornada a percorrer, e às vezes as pessoas querem ficar na reclamação, porque quando eu estou na, olha, isso é bem legal, quando eu estou na reclamação, eu tenho motivos pra odiar o meu corpo, eu tenho motivos pra me odiar, e muitas vezes mulheres vítimas de abuso, rins dos homens, vítimas de homens que machucaram ela de alguma forma, elas se odeiam, ou elas viram a mãe sofrendo, elas têm muita raiva, e aí tem uma fidelidade, que foi o que eu falei, a dor, seu sair da dor, eu vou ser feliz, eu ser feliz, sendo que todas as mulheres da minha família não deram conta de ser feliz, ou se a minha mãe teve esse destino, ou se eu mesmo fui abusada, no caso eu fui abusada, até falei pro doutor sobre isso, que foi muito interessante até o diagnóstico, porque pra mim, a lipidema veio pra me proteger de uma maneira geral, porque na psicostomática a gente acredita que a doença, ela vem como uma amostra como alerta do que está mal em você, e ter uma, uma acomodou muito grande gordura no quadril, é como se eu quisesse me proteger, me esconder, tem, então tem essa questão emocional, que a lipidema está associado, tem gente que acredita, tem gente que não, eu acredito muito. E aí, então, quando eu decidi curar a lipedema e me ver bonita, é uma escolha difícil, sabia? Porque, ah, então eu vou deixar de odiar meu corpo, então vou odiar de sentir nojo de mim, porque a pessoa que é abusada, ela sente nojo dela mesma, ela sente raiva dela mesma, ela sente culpa, ela não quer se ver, ela tem muitas questões emocionais atrapalhadas, então tá bom, então eu vou me amar, então eu vou ser atraente, então eu vou chamar atenção dos homens, não quero. Então você percebe que é muito mais profunda, é você decidir olhar pra isso e falar, não, eu estou disposta a ser luz. E nem todo mundo tá disposta a ser luz, porque o preço disso é desagradar familiares, é desagradar mãe, porque aí eu tô me amando, vou me cuidando, minha mãe não tá, desenho, que tava hoje em incessão, com uma cliente, e ela dizia assim, quando eu tô mais linda, é um dia minha mãe mais me critica. Ela fala que, ah, mas eu não gostei dessa blusa que você colocou, mas eu não gostei do seu empregado, que você tá escrevendo cachado, seu efeito, prefiro liso, ah, mas você não gostei do seu empregado, então é onde a mãe mais põe o foco nela, porque a mãe tá doente, tá mal? E aí quando essa filha tá bem, tá bonita, ela chama atenção da mãe negativamente, então eu não quero. Então muitas vezes, quando uma pessoa fica bem na família, os outros começam a reclamar, então eu lembro quando eu comecei a fazer dinheiro, que começou a achar, ah, tá se achando, ai, fútil, ah, uma patricinha que é ser patricinha, que é serrica, porque a gente tá todo mundo aqui pobre, então você precisa bancar ser diferente, entender que eles estão vivendo, que eles dão conta de viver, e esse processo falando, é simples, mas na prática, precisa de ajuda terapêutica, por isso que eu defendo tanto a terapia, porque pra mim cura, transforma, liberta. Com certeza. Não, é só de falar sobre isso, já dá uma luz, assim, eu que tô fazendo a pergunta, mas se alguém que não é especialista na área nem médica, nem na área de terapia, na área da psicologia, então é muito interessante escutar isso, eu imagino que uma outra dúvida, que é a minha dúvida, pode ser a dúvida de tantas gente, tantas pessoas, né? É quando você fala, por exemplo, de tantas, de várias pilares, que a pessoa vai ter que bancar emocionalmente, a bancar financeiramente, vai bancar de várias formas, isso tudo tem que caminhar junto, ou você acredita que cada coisa tem que acontecer de uma forma independente, ali, passo por passo, porque às vezes isso é até pra explicar melhor qual que é a dúvida. Às vezes o Dr. Alexandre vira pra alguém e fala, você precisa parar de comer pão, tomar café, igual você fila da sua mãe. E aí são muitas coisas que estão na sua rotina e que de repente vai ter que mudar tudo, vai ter que começar a fazer exercício que não fazia, vai ter que tirar um monte de alimentação que não gosta de tirar, né? Que não tá acostumado a viver sem. E você acha que tudo isso precisa acontecer muito? Porque eu acho que isso é muito mais difícil, isso que eu quero dizer. Isso é muito mais difícil das pessoas mudarem de uma forma drástica de tantas formas, ou ela tem que ser passo por passo. Primeiro vou começar o exercício, depois vou mudar a alimentação, depois eu vou pensar nessa questão familiar, vou pensar na questão emocional. Pra você, como que funciona melhor? Legal. Então assim, eu, Larissa, não sou muita referência nesse aspecto, porque como eu falei, anos me curando. Agora, como é que uma pessoa normal poderia fazer? Que não passou por um processo terapêutico como eu já passei. Ela tem que arranjar um terapeuta pra chamar de seu, e ela tem que achar ajuda profissional, médica, beleza? Quando ela tá moída das duas coisas, ela consegue caminhar aos poucos no seu ritmo, no seu passo. Então, se eu tô num processo terapêutico como por exemplo com as minhas versáteis, que é a minha mentoria de formação de terapeutas de relacionamentos, nós temos dez sessões de método, dez sessões de esabafos, ou vinte sessões no primeiro etapa do processo. E nessas sessões nós vamos caminhando entre a relação com a mãe, relação com o pai, relação com a ancestralidade, as vozes da cabeça, como será uma mulher mais segura, como será uma mulher mais feminina, como me comunicar melhor com as pessoas no meu redor, colocar os meus limites, como me comunicar melhor com o meu marido, com o meu namorado, como ser uma mulher mais próxima. Então, a gente vai levando essa mulher. Por isso que é muito legal você ter um acompanhamento de alguém que entende do que tá falando enquanto você faz o acompanhamento médico, porque ela vai te dando toda essa base de apoio emocional e vai te auxiliando a ir um pouco ao seu tempo. Então, às vezes no meu caso, eu fiz muitas coisas no mesmo tempo, porém eu também fiz algumas outras de cada vez, como? Na alimentação. Na atividade difícil que eu fiz tudo de junto, natação, academia, drenagem, tudo foi. Agora, na alimentação, que é o meu gargalo, meu calcanha de equipe, sempre foi. É onde eu, porque talvez alguém que esteja ouvindo isso, identifique. Uma pessoa com uma infância muito difícil ela vê o açúcar, ela vê o doce, ela vê a comida como o prazer da vida. Então, numa vida difícil a comida vira o seu aliado, o seu amigo. E foi o que aconteceu comigo. Então, a minha comida, só de pensar em ficar sem o meu doce era tipo assim, como assim? Como assim? A vida não vai ter graça, eu tinha certeza disso. Falar com o meu marido até mor, mas a alimentação é de que a vida não vai ter graça, porque continua vivendo. Então, foi o que a criança sentiu. Para dar conta desse ambiente, para dar conta dessa vida difícil, dessa família, eu vou usar da comida como estratégia. Então, como eu comecei nesse aspecto? Eu tirei primeiro os alimentos inflamatórios, mais duas vezes na semana, eu comeu o que eu queria. Então, tipo, eu ficava cinco dias na semana e sabia que no final de semana, eu iria comer as alimentações que eu queria. Aí, depois, o armato falou, Larissa, eu acho que as suas refeições of estão te prejudicando. Eu falei, tá bom. Então, eu vou tirar minhas refeições of. Aí, eu comecei, eu continuei comendo algumas coisas que eram confortáveis para mim, do sentido do pão sem glúten, sim. Só que ainda eu comi o pão, que é bastante carboidrato, que é bastante calórico, ainda eu comi o meu chocolate sem lactose, mas o chocolate é ainda calórico, ainda é bastante coisa, eu comi o cuscuz, enfim, comia várias coisas. Aí, ele falou, vamos fazer o seu teste de intolerância alimentar, ver se você, e vários exames para ver se você tem intolerância ao glúten, e a lactose mesmo, e quais alimentos, eu falei, vamos. Aí, a gente fez, eu vi que eu tinha intolerância à clara do ovo, à veia, milho, leite, coca-cola. Aí, ele falou, vamos tirar esses alimentos? Tá bom, vamos tirar, mas eu já estava num processo, percebe? Eu comecei, e conforme você vai andando, o que que o corpo faz? Ele cria o cérebro, cria novas sinapses neurais. Então, você, que só tinha um caminho, que era todo este como, me sinto mal como, tem alguma coisa legal, eu como, tem alguma coisa mal, eu como, tudo eu como. É a desculpa do beba, do né? É a sinapse, e o corpo que é o que? A cérebro quer economizar energia, então eu vou fazer rapidamente aquilo que eu estou acostumado. Quando você vai criar um novo hábito, é ruim, é chato, você precisa de 90 dias para estabelecer um hábito, mas, quando você estabelece, pronto, a sinapse foi feita, você faz de boa. Então, por isso que, conforme eu fui tirando e foi melhorando, eu fui criando mais estrutura emocional, para fazer o resto. E aí, eu comecei a tirar, então, o glúten, a lactose, aí os alimentos que o doutor falou, e aí, por último, eu tirei o açúcar, mas, porque eu queria ver como é que eu ficava sem, e foi a cereja do bolo, ficar sem açúcar. É isso que é o, nossa, a gente estava comentando disso, recentemente, inclusive aqui, com o doutor Alexandre, com os outros médicos também da clínica, e o açúcar, muita gente fala assim, nossa, eu não consigo, eu fico tremendo, esse açúcar, dá aquele negócio, depois do almoço, eu preciso, do chocolate, eu preciso de algo ali que dá esse conforto que você falou. Às vezes, também a rotina, já a pessoa já acha que aquilo já não tem mais como mudar. Eu já vi muita gente também falando que inclusive que veio aqui, falando assim, ah, não, porque o chocolate seu tiro, é isso que você falou, a vida não faz sentido, assim, não tem nossa, eu não consigo fazer dieta, porque não é nenhuma questão de dieta, né, o estilo de vida, acho que isso... É emocional. E a virada também é você ter como estilo de vida, e não como se fosse algo que aquilo vai ficar te massacrando, né, que aquilo vai ser uma coisa ruim, né, que você... Mas você não entende isso, apesar de você não entendendo, então foi exatamente o que eu vivi, eu falava, não, eu não entendo isso, como isso, só que você vai caminhando e vai criando estrutura emocional, caminhando e vai criando estrutura emocional, caminhando, até que quando eu tirei o açúcar e eu tinha certeza que eu não ia dar conta de ficar sem minha façoca depois ao moço, eu fiquei de boa, porque tranquila, porque eu já tinha estrutura, eu já tinha aprendido, eu já tinha vi outra coisa também, as bactérias do meu intestino, ela já tinha mudado, então elas não eram mais loucas por carboidrato refinado, você entendeu? Então, o... porque, o que que acontece? O estômago, ele manda o sinal, o intestino, ele manda o sinal, tem algo de errado acontecendo, as bactérias não têm o alimento delas para funcionar, que é o açúcar, que é o carboidrato refinado, que é tudo o que você geralmente come. Quando você vai mudando a sua flora intestinal, o que que acontece? Você cria novas bactérias, que são elementos de coisa saudáveis, que precisam de coisas saudáveis, então elas é uma coisa que vai indo junto, entende? Então, quando eu tirei o açúcar, eu já estava com uma flora intestinal melhor, eu já estava com outras bactérias boas, que não precisavam mais de tanto açúcar, então eu não sou fritando, porque as pessoas ficam com dor de cabeça, mal morado, quer matar um, porque as bactérias querem matar um, elas querem comer, entende? Por isso que é um processo. E é uma... para tirar essa dúvida, né? É um processo que vai ser difícil. Isso é uma coisa que as pessoas não adianta a forma que vai fazer, vai ser difícil. Só que, quando você é uma adulta funcional, quando você é uma criança brincando de ser adulto, quando eu sou um adulto funcional, eu dou conta do recado. Quando eu sou uma criança brincando de ser adulto, eu não dou conta de desconforto. Eu não dou conta de desconforto, porque o desconforto, ele significa voltar para a infância no que eu não gostava. Então, tudo o que eu criei na minha vida de conforto, ficar vendo TikTok, ficar vendo série, ficar... brigando com as pessoas ao meu redor, me faz sair de dentro, para ir para fora, porque dentro é muito barulho. Ah, eu tenho muita sedade, tenho depressão, tenho muita... eu tenho muita coisa. Então, eu crio um monte de distrações para não olhar para dentro. Porque eu sou muito criança, não lidei bem com as questões que aconteceram na minha infância. Eu não cresci. E aí, quando você aprende a crescer e a terapia faz isso com você, você consegue, você dá conta, você tem mais estrutura emocional. Então, incomoda, mas passa. Eu fico prazeroso. Eu amo a minha vida agora. Eu juro para você. Eu amo a minha vida. Eu amo comer direitinho, eu como prato de legume feliz da vida. E eu juro para você que eu ouvi as blogueiras falando isso. Sabe aquelas blogueiras fitness? Aí, te dava um ano? Eu ficava sem a pela amor de Deus, quem gosta do salado que é, sabe? Eu dava vontade de mandar lá merda. Mas, hoje... Com certeza que ela sai e termina de gravar o vídeo e pega o prato. Como batata frita. Mas, é louco, porque eu acredito muito na questão das bactérias indígenas. Elas gostam daquilo. Então, eu gosto daquilo. Eu amo a minha prato de legume agora. Eu amo a prato de saudável. E, óbvio que eu amo doce e amo coisas, mas ficou muito fácil. Daí ficou prazeroso. Porque eu criei a nova identidade em mim. Entendeu? Com certeza. E essa parte do apoio emocional, né? Você acha que a pessoa com especialistas que você falou que isso não tem como deixar de lado, né? Tanto a parte médica, quando envolve diagnóstico como a parte psicológica da terapia. Mas, quando a pessoa não tem esse suporte em casa você já falou que isso é muito mais difícil, né? Claro. Você não tem, às vezes, problemas familiares. Eu acho que as pessoas sentem na pele pra quem tá acompanhando. Mas, é possível passar por isso a pessoa se fortalecendo emocionalmente sem ter qualquer base familiar, né? Totalmente. Totalmente. Até porque a sua família quando você cresce, ela deixa de ser o seu núcleo familiar. É a sua família de origem. Seu núcle é o seu marido. É o seu filho. É a família que você cria quando você cresce. A família de origem, papai, mamãe, titi, irmão, eles amam eles. Mas, o quanto é benéfico, saudável pra mim conviver. Entende? Então, a gente precisa, como adulto, colocar os limites que a criança não deu conta de por. Então, por exemplo, tem uma mãe que ela é agressiva, um narcisista, o bravo, estressada, um bebítica. Quais são os limites pra conviver com essa mãe? Tem paciente, tem cliente que eu recomendo não conviver com mãe. Porque a mãe ela machuca. A mãe não tá bem. A mãe tá doente. Então, para que a paciente fique bem, a cliente tenha uma vida feliz, ela precisa deixar a doença com a mãe. Dizer, mãe, eu te amo. Mas isso é muito pra mim. Entende? E, às vezes, a mãe dá conta de respeitar e voltar. E, às vezes, a mãe não dá conta e você precisa deixar com a mãe o que é da mãe. Tem mãe que fala que vai se suicidar pro filho o tempo todo. Eu vou morrer, se você não fizer isso, eu vou morrer, eu vou matar. Então, eu tenho muita mãe disfuncional. É em prol de você viver bem. Sua adulta precisa colocar limites porque esse comportamento é abusivo. E a criança, ela teve que engolir o abuso. A adulta não precisa mais. Então, como adulto, se você aprender isso nas pessoas, vai ficar muito mais fácil. Agora, se na sua casa seu marido, seus filhos não te apoiam você vai precisar fazer isso por você. Porque ninguém vai te tirar do buraco. Ninguém vai te salvar. Ninguém. Você vai precisar salvar. Mas com a ajuda da terapia, eu te carrego a força. Fica tudo mais fácil porque você vai lá na terapia e não se acredita. Fala o tal. Calma. Deixa eu te ajudar. Deixa eu por ordem na casa. Deixa eu... O terapia, na questão da luz, ele liga o interruptor e ele mostra. Olha o que está acontecendo aqui. Isso aqui que está acontecendo. Você pode fazer isso, você pode fazer aquilo, entende? Então, por isso que a ajuda psicológica é tão importante. Com certeza. E a sua abordagem terapêutica costuma ser diferente no sentido de quando envolve um diagnóstico, uma doença como lipedema, que você acabou ficando a... Uma certa forma de referência, né? Para as mulheres que passam por esse tipo de problema. E é diferente para quem passa... tem algo diagnosticado, ali, uma doença de fato e para quem está passando... Quer fazer uma mudança no estilo de vida, por exemplo? Não. Porque, no fim, a base dos nossos problemas como seres humanos e como mulheres é a nossa autoestima, é a nossa relação com o papai e com mamãe. E aí, o papà e mamãe estão conectados a um sistema familiar que te influencia e você não percebe. Então, a minha abordagem é sistêmica. Então, tudo o que você vive está conectado com seus ancestrais, seus familiares e com a corda que envolve todos vocês aos destinos, o laço. E existe um indivíduo. Então, existe o sistema como ele te influencia seu sistema familiar. Existe um indivíduo que viveu na família. Que é você, sua mãe e seu pai. Então, todas as pessoas precisam olhar para esse núcleo individual e o núcleo sistêmico. Então, eu não seguiria outro caminho, eu faria a mesma coisa. É algo que a gente está falando de depressão, nem ansiedade, nem outras patologias da mente. Então, a gente tem essa estratégica de LEPD onde a pessoa precisa curar o emocional para conseguir fazer o tratamento. É diferente. Então, nesse aspecto, eu seguiria da mesma forma. Cura papai, cura mamãe, cura o sistema. Você vai ver sua vida mudar. É muito legal e tenho certeza. Já me deu vontade de falar com você que vai acabar a gravação. Para a gente já saber um pouquinho mais sobre isso. E, normalmente, as mulheres que passam esse tipo de sofrimento buscam pessoas passando também pelo mesmo problema. Em questão de grupo de apoio de mulheres que sabem que entenderam. Até porque, quando você vê que outras, exemplo, quando aparece para mim no TikTok, uma mulher mostrando as pernas e falou, não, gente, é isso aqui o LEPD. É muito ruim. Eu olho para ela e pensei, é ruim mesmo. É bom ter alguém que passa por o mesmo que você e fala, é ruim. E você pensa, é ruim mesmo e estamos juntos. Porque, às vezes, você está sozinho nisso. Você fala para ninguém que você tem. Você guarda, você esconde. Ninguém sabe, eu só não quero mostrar as pernas. Então, ninguém sabe. E acaba virando uma bola de neve no sentido de que você se toa agora um pouco de ansiedade e depressão. Você não consegue ver um caminho e uma luz no fim do túnel para sair daquela... Ou com LEPD, ou sem LEPD, para quem está nesse sofrimento. Às vezes, tem que mudar o estilo de vida e não consegue. E acaba gerando justamente essa questão de ser um... um medicamento controlado. Enfim, que aí já vira algo muito maior na vida daquela pessoa. Uma dependência, às vezes, de um remédio. Sim. As pessoas, elas não percebem que, às vezes, doenças da mente estão conectadas ao que você come. Então, o próprio doutor falou para mim, se eu não tratasse o LEPD, eu tinha uma tendência a ficar depressiva. Observando ali os meus exames de falta de tal vitaminas, ele só sabe. Eu tinha uma tendência a ficar depressiva. Ele falou, não aconteceu agora, mas poderia acontecer por conta da inflamação. Então, tem pessoas que vivem problemas da mente e não sabem porque estão se alimentando mal, estão se inflamando. Então, também tem muito assim, de que se eu comer... Mulheres com LEPD, mas não adianta comer direito. Eu posso fazer dieta, posso fazer termo, não adianta. Não é verdade. Você só não sabe que você não pode comer. Porque tem coisas... Obvio que o doutor vai falar melhor que eu, mas, assim, tem coisas que você não pode comer. Tipo, eu não imaginava que eu não poderia comer milho, pipoca, mim planta o rabo de pipoca. Então, não tem a ver com a dieta. Tem a ver com o alimento que você está comendo e que você não faz ideia que está te inflamando. Por isso que a consciência traz a cura, uma frase que eu falo muito. E, quando você tem consciência, você pode tirar aquilo que te faz mal. Mas esse não tirou o alimento que precisava tirar, sabe? Sim. E aí está também a conclusão, a mensagem mesmo de caminhar junto, de fazer... Você começou o episódio falando disso, que não adianta... Tem que procurar, a gente deu um exemplo do doutor Alexandre na questão do diagnóstico do LEPD, mas eu acho que com certeza essa mensagem, esse episódio acabou virando de uma forma geral. Porque não adianta você ter muito forte essa questão às vezes. Eu estou decidida a mudar também, não tem essa consciência, a palavra que você usou, do que realmente precisa tirar. Então está indo para o caminho errado, está se esforçando muito, mas está se esforçando para o lado errado. Então, justamente aí que precisa caminhar junto. Aqui nos últimos minutinhos desse nosso episódio, já tem um próximo que eu falei no início, que a gente vai aproveitar para gravar. Eu sei que seu tempo está apertado, mas já tem algumas dúvidas, que está sendo um papo muito legal, muito pesquisado no Trend Topics, no Google, que as pessoas pesquisam sobre determinado assunto. Eu vou tirar alguns que a gente já acabou citando para poder ir um pouquinho mais rápido que eu sei que o tempo está apertado, mas são perguntas interessantes que as pessoas vão, quem tem LEPD, mas quer tirar alguma dúvida sobre doença, pesquisar lá no Google, então ele separa o que está sendo mais buscado. Sentir tristeza ou frustração após o diagnóstico e sinal de fracuesa? É, então. Claro que não, Mito. As pessoas têm essa ideia de que se eu me sentir mal por algo que aconteceu com mim, a verdade é que as pessoas têm muito isso. Está certo ou está errado? Eu estou vivendo a minha vida, é certo ou errado? Como se você pudesse me dizer como eu estou vivendo a minha vida, é certo ou errado? Porque os pais, provavelmente os pais dessa pessoa, como terapia já vou longe, os pais dessa pessoa eram muito críticos, porque para ela perguntar é certo eu me sentir da forma que eu me sinto, você percebe? É um aval, né? Como ela está se negando, dizendo é certo eu me sentir mal? É certo eu me sentir frustrada? Como se ela não pudesse sentir? Então você me ajuda? Então é certo? Então é uma pessoa insegura? Uma pessoa madura, adulta, ela é capaz de acoender tudo o que ela sente, independente do porquê. Você percebe? Sim. Porque os meus sentimentos são válidos e pontos. Sim, com certeza. Então o próximo. Então o próximo. Totalmente. Até porque compulsão alimentar ela é fruta na visão sistêmica que a gente acredita que tem muito a ver com a mãe. Porque o alimento veio pela mãe. A mãe é o leite materno na vida. Todo o meu alimento, toda a minha vida quando eu nasci veio da mãe. Se esse fluxo entre eu e a minha mãe não pôde fluir livremente, porque a minha mãe não pôde me alimentar, porque minha mãe abandonou, eu vou acabar descontando a comida futuramente, geralmente. Então você vê muitas pessoas com muita crise de combustão alimentar que têm problemas com a mãe. Ela come para comer a vida, digamos assim, para sentir bem, para nutrir um buraco que ela tem vazio existencial. Que toda pessoa que não tem um vínculo com a mãe como poderia não se sente plenamente em vida e sente mal, sente insegura. Então ela vai comer, vai comer, vai comer por isso que no processo terapêutico bem feito, você vai olhar para relação com a mãe. Você vai correr essa relação com a mãe, você vai colher isso, tudo o que ia acontecer. E aí você não precisa mais comer para ser feliz. A comida não vira mais um gatilho emocional. Entende? Nossa, e se envolve tanta coisa, que já começa, já ficaria três horas falando com vocês disso. O lipidema pode afetar a vida sexual e os relacionamentos. Você sabe que isso, né? Eu mesmo não queria fazer com a luz acesa, não. De jeito, nenhuma era luz apagada no ângulo certo, da forma certa. Porque ficava demonstrando que era muita invalmação. Eu tinha muita invalmação. Então, dependendo da luz, era horrível. E aí hoje, não tenho isso, pode ser apagada, pode ser acesa, ou seja, você é em qualquer lugar. E está autoestima quando a mulher cura e trata, não cura porque não tem cura. O lipidema, mas quando ela trata o lipidema inclusive eu posso mandar fotos pra vocês, o doutor tem, né? Mas melhorou muito mais. Depois eu mando novas pra ele. Porque eu acho que a gente se viu. E a mulher, ela fica melhora muito, então você se sente melhor na hora do seu parceiro. Tudo melhora, né? Sim, e aí o relacionamento também melhora com a pessoa estar se sentindo, né? Felicidade, ele está bem no relacionamento. Então é justamente todo uma cadeia. Agora eu quero terminar com esse, a psicologia ajuda a mulher a se reconhecer além do corpo e do diagnóstico. Se reconhecer além do corpo, como assim? A psicação ajuda a mulher a se reconhecer além do corpo e do diagnóstico, como pessoa, né? Imagino que é a dúvida, né? Como que a psicologia pode trazer quando a pessoa está num diagnóstico, que aquilo não é a única coisa que está acontecendo, o que está por trás, igual você falou, que envolve toda a questão do relacionamento, né? É que eu acredito que tudo é minha filosofia de vida, minha forma de ver a vida. Tudo tem uma razão e um motivo. Então se isso está acontecendo comigo, o que eu posso tirar de melhores? Tanto que eu trouxe para a minha rede social para as minhas alunas seguidoras porque eu quero tirar o melhor disso. Então como que eu posso inspirar a minha comunidade, as minhas amigas, as pessoas ao meu redor? Como que eu posso usar dessa situação da melhor forma possível? Então isso não me define exatamente, mas faz parte de mim. Então eu paro de brigar com o diagnóstico que eu entendo que Deus me deu essa doença por algum motivo. Se você acredita em Deus e acredita que tudo o que Ele faz é certo e perfeito e agradável, tem um motivo. Então se tem um motivo, eu aceito e tiro o melhor dessa circunstância. Eu acredito que a saúde mental, a psicologia, todas as abordagens, elas podem ajudar você a olhar para você como protagonista em vez de vítima. Sim, com certeza. Lari, muito obrigada pelo papo, foi muito legal. Eu tenho certeza que também acrescentou muito na vida de quem está acompanhando, que chegou até aqui. O final eu vou pedir para você passar as suas redes sociais como você prefere ser encontrada, para quem ficou com alguma dúvida ou que alguma indicação de como seguir nesse caminho da terapia e alguma indicação. Eu vi que você posta bastante coisa sobre até caminhos que as pessoas podem pelas redes sociais mesmo ter uma luz e o sistema. Então, qual onde que as pessoas podem te achar para se ficou alguma dúvida? Vou pedir para comentar aqui também, mas para mandar direto para você. Você pode me achar pelo meu Instagram, arrobalarista topper, no Instagram posto muito conteúdo, mas no YouTube eu dou uma profundada. Então lá também tem meu podcast, Mulheres Curadas Curam, vídeos mais profundas e nas minhas redes sociais tem os links que você pode entrar em acesso para você ter atendimento terapêutico, se você tem interesse e você quer se curar, então tem tudo lá nas minhas redes sociais. Tá bom, tá ótimo então. Muito obrigada pela sua participação. Lari Topper, especialista em saúde mental feminina, tudo isso que a gente está falando que envolve Lipe D, mas a gente vai conversar um pouquinho mais sobre esse universo feminino no próximo episódio que eu prometi para vocês que vai ter, então já estou dando um spoiler. Então no próximo episódio Lari volta aqui para conversar com a gente. Como eu falei, não deixe de comentar, se ficou alguma dúvida sobre esse assunto para a gente Então, vários especialistas sobre esse tema que a gente falou do Lipe D, da saúde mental feminina, mas também para Lari voltar aqui novamente com a gente para que ela possa tirar mais dúvidas de vocês e podem caminhar também nas redes sociais que a gente está deixando aqui no comentário do vídeo e também na legenda aqui para vocês. Tá bom, muito obrigada. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar e também se inscrever no canal, que é muito importante para que a gente continue trazendo especialistas em tudo que envolve.

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