💬 Canal WhatsApp

Coceira nas Pernas Após Correr? Descubra o Porquê e Soluções!

Mais sobre este vídeo

Coceira nas Pernas Após Correr? Descubra o Porquê e Soluções!

A coceira intensa nas pernas após corrida ou exercício é um fenômeno comum, frequentemente atribuído a múltiplas teorias combinadas. As principais explicações i

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Parece a circulação, né?

Hoje vamos explorar como que isso acontece.

E o que você pode fazer para nunca mais sentir isso?

Sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e ajudo pessoas com problemas circulatórios a entenderem o seu problema e melhorarem a qualidade de vida.

Será que isso é a alergia a exercício físico?

Não pensa duas vezes e já se inscreve aqui no canal. Imagine voltar de uma corrida ou de qualquer outro exercício intenso, o coração ainda está acelerado e de repente começa aquela coceira absurda nas pernas.

Mas por que isso vai acontecer logo após um exercício tão revigorante?

Esse é um breve relato de um fenômeno curioso que é a coceira pós-exercício ou pós-corrida.

E mais importante ainda, o que você pode fazer para evitar ou aliviar essa coisa desconfortante?

Acompanhe comigo que a gente vai desvendar esse mistério, que a gente vai entender o que está por trás do mecanismo por trás dessa coceira pós-exercício. E eu vou te ensinar como transformar essa situação incômoda numa situação prazerosa e produtiva.

Transcrição completa do vídeo

Você já sentiu uma coceira intensa nas pernas quando foi correr? Intensa ponto de você querer parar? Parece a circulação, né? Hoje vamos explorar como que isso acontece. E o que você pode fazer para nunca mais sentir isso? Sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e ajudo pessoas com problemas circulatórios a entenderem o seu problema e melhorarem a qualidade de vida. Será que isso é a alergia a exercício físico? Não pensa duas vezes e já se inscreve aqui no canal. Imagine voltar de uma corrida ou de qualquer outro exercício intenso, o coração ainda está acelerado e de repente começa aquela coceira absurda nas pernas. Sim, isso é muito mais frequente do que parece e muitos corredores acabam desistindo quando isso ocorre. Mas por que isso vai acontecer logo após um exercício tão revigorante? Esse é um breve relato de um fenômeno curioso que é a coceira pós-exercício ou pós-corrida. O que está acontecendo com o nosso corpo nesse momento para atrapalhar tanto? E mais importante ainda, o que você pode fazer para evitar ou aliviar essa coisa desconfortante? Acompanhe comigo que a gente vai desvendar esse mistério, que a gente vai entender o que está por trás do mecanismo por trás dessa coceira pós-exercício. E eu vou te ensinar como transformar essa situação incômoda numa situação prazerosa e produtiva. Então vamos desvendar o corpo após a corrida. Então de onde vem essa coceira do corredor? Não tem uma explicação científica bem provada, mas existem várias teorias que eu vou contar aqui pra você e vou falar qual que eu acredito mais. Muito embora possa ser, obviamente, uma associação de todas elas acontecendo ao mesmo tempo. A primeira teoria é a vasão de latação. Então no exercício físico ocorre o aumento do diâmetro dos vasos que vai aumentar a circulação local, aumentar o aporte de oxigênio e de sangue para aquela musculatura que vai ser utilizada no exercício. Principalmente naquelas pessoas que não estão acostumadas com aquele exercício, esse vaso de latar não estava tão acostumado assim, pode trazer alguma sensação. E se essa teoria for correta, há uma certa adaptação do corpo à medida que se faz mais vezes esse exercício. De forma que os vasos vão ficar melhores em vaso de latar, vão ser mais eficientes, e também tem uma certa desensibilização a todos esses sintomas. Então a vaso de latar está ligada com o aumento da circulação sanguínea naquele local. O que é muito bom para várias doenças vasculares, a gente quer que a circulação alcance o local. Agora algumas pessoas interpretam isso de uma forma contrária. Está tendo aquela coceira, um formigamento, um mal-estar, e acha que está tendo uma má circulação, uma diminuição dessa circulação, mas é exatamente o oposto. Uma outra teoria é a liberação da histamina. A histamina é uma substância que pode causar vasoconstricção, então ela pode estar correlacionada com a teoria que eu falei anteriormente, mas ela está muito ligada também com a resposta a alergias. Então a histamina ela é liberada na região, e aí ela vai causar uma inflamação local, causando a vasoconstricção chegada de mais sangue naquele local para combater uma possível infecção ou alguma invasão do corpo. Então a histamina é liberada pelos mastócitos do nosso sistema imune, exatamente para causar a inflamação. Só que aí a histamina pode trazer também essa sensação de coceira, porque a inflamação vai trazer coceira e a histamina causa isso também. Agora a histamina pode levar à formação da urticaria colinérgica, que é realmente uma coceira bem importante com pápulas no local, que a pele fica vermelha, e aí é um excesso de histamina desencadeada pelo exercício físico. A histamina também está ligada ao aumento da temperatura local e à liberação de outras substâncias durante a atividade física. Uma outra teoria é a vibração, que a gente pode ver tanto na plataforma vibratória, mas na corrida também vai acontecer essa vibração e pode desencadear essa coceira. Aí eu já posso falar que a própria vibração pode liberar a histamina, que é o que a gente vê em quem usa a plataforma vibratória de forma errada, mas a vibração também pode estimular as terminações nervosas de forma a causar a coceira. Então no caso da vibração, será que é uma questão anatômica mecânica de vibrar o nervo, ou será que é uma questão química em que essa vibração faz os mastócitos liberarem a histamina e isso desencadeia o processo que eu expliquei anteriormente. Pode ser também a alergia, a dermatite de contato, é o uso de roupas, tecidos ou materiais que possam desencadear algum tipo de alergia, algum tipo de resposta. Como por exemplo, você sempre usava determinada roupa e usando a mesma roupa começou a ter algum processo de coceira, mas a gente tem que lembrar que pode ter mudado o detergente, começou a lavar a roupa com outra coisa, começou a usar um outro desodorante. Tem algumas pessoas que relatam também a alergia ao suor. Você tem alergia a alguma coisa? Comenta lá embaixo que eu quero saber. A dermatite de contato pode ser provocada por diversos químicos e materiais. A betalanina também é um suplemento muito utilizado pelos esportistas e que em excesso também pode causar essa coceira, um formigamento, principalmente nas pessoas que têm uma sensibilidade maior a esse suplemento. Obviamente, as cirurgiões vasculares não possam esquecer das varízes e da insuficiência venosa. Então, se a gente tem as veias dilatadas, tortuosas, onde as válvulas não estão funcionando, a gente vai ter uma hipertensão venosa, o sangue lá dentro, vai ter a tendência de extravazar. Ao extravazar, ele vai deixar um conteúdo proteico ao redor. E esse conteúdo proteico, que não era para estar ali, vai desencadear um processo inflamatório e esse processo inflamatório cossa. Só que principalmente no caso da doença venosa, das varízes, o exercício físico vai melhorar a musculatura da panturrilha, vai melhorar o bombeamento e o retorno venoso. Então, apesar de trazer essa sensação de coceira, está melhorando a evolução da doença. E o lipidema, onde a gente tem uma baita de uma inflamação naquela gordura em membros inferiores, e essa inflamação associada a um exercício pode desencadear a liberação da estamina e causar também essa coceira. E aí, é muito importante eu lembrar que, principalmente nas pessoas que têm lipidema, o exercício não pode causar essa coceira, porque se causou, inflamou. E aí, a gente vai desencadear a inflamação, aquele ciclo ruim de sintomas do lipidema. Então, a diminuição da intensidade ou a mudança do exercício pode resolver esse problema. Então, a liberação de estamina pode causar até anafilaxia. Existem casos relatados até de morte em exercício físico, em corrida. Obviamente, são pessoas que são mais suscetíveis. Um caso é da corredora britânica Claire Squires. Ela faleceu durante a maratona de Londres de 2012. Ela tinha 30 anos, estava fazendo a maratona, tinha utilizado um suplemento muito rico em estimulante. E pouco antes de chegar na linha de final, ela teve uma reação anafilática e acabou vindo à óbita. Uma história muito triste, mas que denota a importância do cuidado com o que você usa de químicos, de substâncias, associado à resposta de cada um ao exercício físico. Mas é importante você saber que casos assim que vão à óbita são extremamente raros. São raros, mas você tem que saber quais são as doenças ou situações mais sérias em que podem causar a coceira. Então, se você tem alergias, se você tem língua que fica inchada, ou ainda se você tem dificuldade para respirar, pode ser que você tenha uma sensibilidade maior à estamina ou um risco maior de ter uma reação anafilática. O próprio exercício físico, se for dosado da maneira correta e acompanhado, ele vai ter um efeito anti-inflamatório. E ele tem sido associado a muitos benefícios da saúde. Então, a gente não pode sair tirando o exercício das pessoas com medo de um evento raro. E mais, eu tenho que lembrar, se você está nesse vídeo aqui porque você está no momento com uma dificuldade de respirar, desliga o vídeo e já liga no 01.90. A urticária colinérgica, que já mencionei lá em cima, é uma reação alérgica menor. Não é um choque anafilático, mas é uma reação alérgica menor. Então, se você tem frequentemente essas urticárias colinérgicas, é bom fazer um acompanhamento médico. E agora, o que você pode fazer para evitar ou aliviar isso? Normalmente, o corpo acaba se acostumando ao exercício físico, você diminui um pouquinho a intensidade, depois vai aumentando gradualmente. Uma outra dica é fazer um aquecimento para a corrida. Então, antes de sair correndo, fazer um alongamento, um aquecimento para preparar o corpo para a atividade física. Outra coisa muito importante é tomar bastante água e hidrate-se bem. Ninguém sabe como que isso, efetivamente, vai funcionar. Mas se a gente está com água na quantidade adequada, a volemia, que é a quantidade de sangue que a gente tem, também vai estar adequada. E aí, pode ter uma diminuição do risco de liberação da estamina. Eu, pessoalmente, acredito que a desidratação é um fator de risco inflamatório. Então, estar hidratado é fundamental. Minimize a irritação da pele. Hidratando a pele com cremes adequados, vista roupas macias e confortáveis. Existe aquela segunda pele para o treino também. E tenta mudar o seu detergente que está lavando a roupa. Uma coisa prática fácil, rápida de fazer, é atuar na intensidade do exercício. Então, se você está correndo e começou com a coceira, você diminui a intensidade, espero o corpo se adaptar antes de retomar o incremento na intensidade. Sua prioridade não é ganhar do vizinho, sua prioridade não é bater recorde. A questão é você vencer você mesmo. Você tem que ir melhorando dia a dia. E é um pouquinho, não precisa ser muito. Caminhe até a coceira diminuir e aí depois você pode decidir se pode voltar a correr. Agora, vamos lá, uma coisa que pode ajudar bastante e bem agudamente são as compressas geladas. Colocar a gelo, compressa gelada, principalmente naquela musculatura que está vazo de latadas, cheio de circulação sanguínea. Isso pode aliviar. É um dos melhores analgésicos térmicos que existem. Uma coisa que pode dar certo é o uso de anti-stamínico, mas isso tem que ser indicado pelo médico. É importante que você passe em avaliação. E aquela segunda pele que eu mencionei, ela pode ser usada por baixo da roupa, ela favorece a transpiração, melhora a eficácia do controle da temperatura do corpo e pode acabar até ajudando um pouquinho na melhora da performance. A boa notícia é, na maior parte das vezes, essa coceira não é uma coisa grave. Mas é óbvio que você pode seguir direto para os exercícios que são direcionados para a melhora da circulação. Eu vou colocar o vídeo aqui logo em seguida para você assistir. Mas antes disso, inscreva-se no canal, compartilha esse vídeo e clica no joinha lá embaixo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.