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Cirurgia PLÁSTICA nas Mamas: AmatoCast Ep 20

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Cirurgia PLÁSTICA nas Mamas: AmatoCast Ep 20

O episódio aborda as diferentes técnicas de cirurgia plástica mamária, enfatizando que a decisão sobre o procedimento deve ser uma escolha conjunta entre médico

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Perguntas respondidas neste vídeo

Hoje nós estamos aqui com o cirurgião plástico doutor Fernando Amato mais uma vez que vai falar agora com a gente sobre diferentes tipos de cirurgias mamárias, né doutor?

Inclusive nosso último episódio aqui do ano, mais uma vez bem-vindo. Obrigado pelo convite, acho que esse tema é bem legal, principalmente para o final do ano, inclusive eu convido a todos assistirem até o final porque tem um presente para o final do ano, no episódio que eu vou falar para o final do ano sobre cirurgia mamária.

Então quando se trata de cirurgia mamária, a decisão sobre o diferente tipo de implante que vai ser colocado na mulher, essa decisão pode ser feita pela própria pessoa, porque a gente sabe que muita gente quando decide fazer uma cirurgia vai na internet, ouve de uma amiga, né, colocou tal técnica, quero pôr essa também, quero ter um resultado parecido, ou essa decisão seria exclusivamente do médico, isso pode ser feito em conjunto com a paciente, como que é definido isso?

Bom Letícia, o mais importante para a paciente, né, a decisão, numa cirurgia mamária, o mais importante é a decisão do paciente, mas ela não pode definir a técnica que é boa para ela, porque a amiga fez.

Inclusive, a gente sabe que é um tema muito importante e em destaque justamente pela quantidade também de cirurgias mamárias que são feitas não só no Brasil, como no mundo, né?

Eu trouxe um dado aqui também, que de acordo com informações do último relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o aumento da mama está no primeiro lugar entre o ranking de cirurgias mais realizadas no mundo.

Mas tem diferentes técnicas que eu também já, pra ficar um pouco mais claro aqui, são quatro as principais, é isso?

Que é a cirurgia de aumento, que é chamada, né, de mamoplastia de aumento, da diminuição, mamoplastia redutora, pra levantar a mastopexia e da reconstrução do seio. Então, pra gente iniciar, queria que você definisse quais são as diferenças entre essas técnicas.

Na verdade, existem inúmeros tipos de técnicas e a gente tem que enxergar o paciente e individualizá-lo, né?

A gente tem que ver o paciente, o que ele quer e o que ele pode ter de cirurgia. Então, sim, existem as técnicas para a reconstrução de mama e aí a gente vai entrar em inúmeras técnicas pra conseguir atingir o objetivo.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação para falar aqui comigo sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio nós estivemos aqui com o professor de yoga Marcos Rojo que falou sobre os benefícios da prática e antes com a cardiologista doutora Marisa Amato que falou sobre técnicas para viajar com saúde, inclusive um tema muito importante agora para o mundo que as pessoas costumam viajar mais.

Hoje nós estamos aqui com o cirurgião plástico doutor Fernando Amato mais uma vez que vai falar agora com a gente sobre diferentes tipos de cirurgias mamárias, né doutor? Inclusive nosso último episódio aqui do ano, mais uma vez bem-vindo. Obrigado pelo convite, acho que esse tema é bem legal, principalmente para o final do ano, inclusive eu convido a todos assistirem até o final porque tem um presente para o final do ano, no episódio que eu vou falar para o final do ano sobre cirurgia mamária. Então é uma informação bem legal que eu gostaria de compartilhar com vocês, mas eu vou falar só no final.

Tem que ficar até o fim então para conferir. Bom doutor, já vou direto para a nossa sempre pergunta direta, né, que é sempre o questionamento, melhor dizendo, das pessoas, a principal dúvida. Então quando se trata de cirurgia mamária, a decisão sobre o diferente tipo de implante que vai ser colocado na mulher, essa decisão pode ser feita pela própria pessoa, porque a gente sabe que muita gente quando decide fazer uma cirurgia vai na internet, ouve de uma amiga, né, colocou tal técnica, quero pôr essa também, quero ter um resultado parecido, ou essa decisão seria exclusivamente do médico, isso pode ser feito em conjunto com a paciente, como que é definido isso? Bom Letícia, o mais importante para a paciente, né, a decisão, numa cirurgia mamária, o mais importante é a decisão do paciente, mas ela não pode definir a técnica que é boa para ela, porque a amiga fez.

Na verdade, ela tem que expor o que ela deseja de resultado, então o desejo dela de resultado vai direcionar o cirurgião a definir qual técnica que ele pode utilizar para obter aquele resultado, ou se o que ela deseja não é atingível, se não é possível atingir, o médico precisa explicar que não é o motivo e o que pode ser feito de acordo com o desejo da paciente. Então, numa cirurgia mamária, é muito importante ter esse relacionamento entre médico e paciente, ser uma conversa aberta, né, a paciente expor os desejos dela, os medos, e o médico expor o que ele pode fazer, quais são as técnicas que ele pode utilizar, e que resultado cada técnica pode trazer para tentar obter aquele resultado. Então, é assim que eu vejo as cirurgias.

Então, a escolha do implante é importante, porque o implante mamário, a prótese de silicone, ela vai trazer resultados mais artificiais, porém o implante consegue auxiliar em fazer um formato melhor para a mama, consegue um aumento maior do volume da mama e uma consistência. Então, a consistência do implante de silicone, ela é mais consistente, é um pouco mais duro. Então, a escolha do implante, com certeza, né, o paciente, ele vai ter que escolher, né, o médico tem que falar o que pode entregar com ou sem implante e o paciente pode e deve escolher.

Tá certo. Inclusive, a gente sabe que é um tema muito importante e em destaque justamente pela quantidade também de cirurgias mamárias que são feitas não só no Brasil, como no mundo, né? Eu trouxe um dado aqui também, que de acordo com informações do último relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o aumento da mama está no primeiro lugar entre o ranking de cirurgias mais realizadas no mundo. No Brasil, é a segunda cirurgia mais realizada, porque antes vem a lipoaspiração.

Mas tem diferentes técnicas que eu também já, pra ficar um pouco mais claro aqui, são quatro as principais, é isso? Que é a cirurgia de aumento, que é chamada, né, de mamoplastia de aumento, da diminuição, mamoplastia redutora, pra levantar a mastopexia e da reconstrução do seio. Então, pra gente iniciar, queria que você definisse quais são as diferenças entre essas técnicas. Bom, na verdade, não são quatro tipos de técnicas.

Na verdade, existem inúmeros tipos de técnicas e a gente tem que enxergar o paciente e individualizá-lo, né? A gente tem que ver o paciente, o que ele quer e o que ele pode ter de cirurgia. Então, sim, existem as técnicas para a reconstrução de mama e aí a gente vai entrar em inúmeras técnicas pra conseguir atingir o objetivo. Então, numa reconstrução de mama, a gente pode usar implante, sim, né, uma prótese de silicone.

Podemos usar um expansor mamário. E o que é o expansor mamário? Eu trouxe até um expansor aqui, que é uma prótese de silicone, porém ela vem vazia e a gente consegue... ele tem um ímã e uma válvula. Então, durante a cirurgia é colocada essa prótese vazia no paciente e a gente consegue, ambulatorialmente no consultório, identificar onde está o ímã pra poder injetar soro.

Então, a gente consegue expandir a pele. Então, isso é um expansor mamário. Ele ajuda muito quando a paciente faz uma mastectomia, que tira muito tecido e a gente precisa ganhar tecido pra depois trocar por um implante, por uma prótese.

Então, é uma técnica que a gente... um material que a gente usa por um período pra depois trocar por um implante. Na reconstrução de mama, a gente também pode usar retalhos, né. Retalhos são tecidos ao redor que a gente leva pra dar volume ou mesmo uma cobertura melhor pra um implante.

Existe o retalho que a gente usa das costas, que é o grande dorsal, é o músculo grande dorsal, o latíssimo do dorso. Ele é um músculo que a gente consegue cobrir melhor a prótese e proteger pra prótese não ficar palpável, principalmente pra ela não ficar palpável. E também diminuir complicações.

Às vezes, a prótese tem pouco tecido, tem pouca pele e gordura. A prótese pode ficar muito palpável. Então, é uma técnica para a cobertura do implante.

Também existe o uso do tecido da parede abdominal. Então, é como se fosse uma abdominoplastia. E a gente leva o tecido da abdominoplastia, mas junto com o músculo, para a mama.

Mas aí a gente já consegue até um volume que não precisaria de um implante mamário. Também na reconstrução de mama, a gente pode levar tecido de outros lugares e fazer uma anastomose, que é grudar um vaso com o outro. Isso chama-se microcirurgia.

Então, a gente faz um autotransplante de uma área do corpo, que pode ser do abdômen, pode ser da coxa, pode ser do glúteo. Então, para conseguir reconstruir um volume na mama. Além disso, na reconstrução de mama, a gente também usa o enxerto de gordura.

E o enxerto de gordura, a gente faz uma lipoaspiração e coloca gordura. O enxerto trata essa gordura para ter um melhor rendimento e coloca na mama. O enxerto de gordura também é utilizado na cirurgia estética.

É uma maneira de a gente conseguir melhorar o contorno, às vezes, de um implante que está mais visível. Deixar a mama mais natural. Agora, para ganhar volume apenas, fazer uma mamoplastia de aumento, somente com gordura, é possível.

Porém, os resultados não vão ser comparáveis a um implante. Às vezes, é um ganho pequeno que você vai ter de volume. É uma consistência de gordura, não de um implante.

Então, é uma consistência mais mole. Mas pode ser feito. Tem gente que faz.

Às vezes, faz uma, duas, três sessões de enxerto de gordura e consegue um volume bem legal da mama. Mas é um volume mais natural, com uma consistência mais mole. Então, tem que ver se é isso que a paciente quer.

Agora, nas cirurgias estéticas, eu falaria em dois nomes. Mamoplastia e mastopexia. A mamoplastia, o que significa a palavra plástica da mama? Mamoplastia.

E a gente fala mamoplastia de aumento, quando a gente vai fazer alguma técnica para aumentar o volume, que basicamente é com prótese de silicone. Quase não se faz com gordura, mas se faz, é possível. E falamos da mastopexia.

O que é mastopexia? É fixação da mama. Então, é reposicionamento da mama. Então, quando tem flacidez de pele, a gente fala em mastopexia e com reposicionamento da areola.

O bico, às vezes, está mais baixo e a gente reposiciona o bico e tira o excesso de pele. Então, é uma mastopexia. E a gente fala mastopexia com implante e sem implante.

Porque é muito comum as mastopexias utilizarem implantes para melhorar o contorno da mama. Então, basicamente, não são quatro tipos, são inúmeros tipos e várias combinações diferentes. Inclusive, para mastopexia, mamoplastia, existem... Por exemplo, para prótese de mama simples, existem técnicas diferentes.

Por exemplo, colocar o implante na frente ou atrás do músculo. O colocar atrás do músculo tem graduações de cobertura do músculo sobre o implante. Tem técnicas de fixação do implante.

Por exemplo, o sutiã interno. Ficou na moda esse nome, sutiã interno. Porque a pessoa pensa, se tem um sutiã interno, eu não vou precisar usar sutiã? Então, o que é o sutiã interno? São técnicas, táticas que a gente usa na cirurgia para deixar o implante estável.

Ou seja, ele não cair, ele não escorregar. E, basicamente, a gente faz uma fixação reforçada no sulco, onde foi colocado o implante. Então, existem várias técnicas que a gente pode estar conversando sobre isso.

Esse tanto do sutiã interno, que é um termo, acredito que não seja muito conhecido, porque eu também não tinha escutado falar. Como, por exemplo, a questão da gordura, uma opção de substituir a prótese. Isso já entra naquelas tecnologias, que a gente até trouxe um episódio aqui para falar sobre novas tecnologias para cirurgias.

Que, por exemplo, a gente sabe também, inclusive já foi um tema que a gente já tratado durante a reportagem, que quando a pessoa tem algum problema na prótese ou até aquele período que, às vezes, precisa fazer a substituição, é uma dúvida que, às vezes, faz as pessoas desistirem até da cirurgia, de ter que fazer essa reposição depois de um tempo, se tiver algum problema. Na questão, por exemplo, da gordura, isso daria uma garantia para a paciente que ela não vai precisar fazer uma cirurgia reparadora, por exemplo? Bom, várias perguntas. Em relação ao sutiã interno, sim, poderia entrar na questão de tecnologias, porque existem descrições de refazer esse suco, fazer esse sutiã interno com um fio especial, que ele é farpado.

Então, ele consegue fazer mais rápido e melhor essa reconstrução do suco, que seria o sutiã interno. Também existem técnicas utilizando telas, telas absorvíveis e não absorvíveis para reforçar essa região inferior da mama. A gente não tem tela, tantas opções de telas no Brasil, mas nos Estados Unidos eles têm e eles usam bastante telas para esse reforço do suco mamário.

Então, entraria, como sim, como tecnologia. Já a... A questão da gordura, né? De substituir uma... É, a gordura tem... Também poderia entrar como técnicas, como tecnologias, porque existe até um laser para coleta de gordura, né? Ele solta gordura sem destruir e vem uma gordura um pouco melhor para fazer enxerto de gordura. Existem várias tecnologias para centrifugação da gordura, para filtragem da gordura.

Então, isso tem crescido bastante, principalmente porque tem uma medicina regenerativa, ou seja, não é só cirurgia plástica que usa gordura. Então, tem cirurgia ortopédica que tem usado em articulação, tem cirurgião vascular que usa para ferida. Então, a gordura em si, ela é muito rica em células-tronco.

Células mesenquimais, que são células que podem ser... Ter uma função interessante, regenerativa para feridas ou mesmo para lesões articulares. Então, a gordura... Fora as cânulas de coleta. Então, é uma tecnologia que está em constante desenvolvimento, né? Que é a coleta e tratamento da gordura.

Tá certo. E essa questão da... Como que é feito a colocação, se é que a gente pode dizer assim, da gordura, não é feito numa prótese como essas, né? É literalmente a... Uma injeção... O que define se uma gordura vai ficar ou não, né? Porque tem muita gente... Ah, eu coloquei gordura, mas não pegou. Não é bem assim, né? Não é que a gordura não pega.

Tem muitas coisas. É tanto desde a coleta, como foi coletada essa gordura. Às vezes pode ser uma... Pode ter usado um laser diferente que destrói a gordura.

Se você coletar aquela gordura, se você injetar, é uma gordura que já morreu na coleta. Então, por exemplo, dependendo da intensidade do laser, do comprimento de onda, ele não tem função de preservar. Ele tem função de destruir, fazer a... A lipólise mesmo, a destruição da gordura.

Ou mesmo a cânula utilizada. Pode ser que ela destrua a gordura. Ou usar um ultrassom cirúrgico, tipo o laser, numa potência maior.

Pode destruir a gordura. Então, a coleta é importante. O tratamento é importante, porque a gordura pode vir com muitas impurezas e não ser adequada para injetar.

Então, às vezes você precisa fazer uma filtragem ou tem gente que coa a gordura. Tem várias maneiras de manipular essa gordura. Eu, pessoalmente, prefiro coletar a gordura, deixar ela decantando e descartar o que foi decantado.

O que ficou... O sobrenadante, o que está abaixo. Então, a gente acaba... Eu prefiro descartar e essa gordura não... Eu não deixo essa gordura ter contato com oxigênio. Ou seja, ela fica só na seringa.

Ou seja, ela fica num sistema fechado pra depois injetar. E o detalhe de como você vai colocar essa gordura é que ela é uma célula viva e pra ela continuar viva ela vai precisar de oxigênio. Pra precisar de oxigênio, ela precisa ter contato com outras células que tenham oxigênio, que tenham uma circulação.

Então, colocar um bolo de gordura em um local, como muitas vezes é feito no bumbum, o centro desse bolo não vai ter contato nenhum com o tecido vivo. Então, ele provavelmente vai morrer. Então, se a gente coloca em várias camadas diferentes, tendo tecido vivo ao redor, é mais fácil da gordura pegar.

Então, o segredo está... Pensa num vaso. Se a gente pegar um grão de feijão e colocar num vaso ali, plantar e regar todo dia, vai crescer um feijão. A chance de crescer é muito grande.

Agora, se a gente pegar uma mão de feijão e colocar ali, sei lá, colocar cinquenta grãos de feijão, talvez cresça um, talvez cresça dois, talvez não cresça nenhum, porque não tem nem terra suficiente pra nutrir esses feijões. Então, o conceito de como colocar a gordura está no conceito de plantação mesmo. Você tem que distribuir o máximo possível em várias camadas diferentes.

Então, quando a gente faz isso com a gordura, a gente usa, eu pelo menos uso seringas pequenas, cânulas finas, e vou colocando em várias camadas diferentes. Então, é um processo até demorado, porque se você for fazer de uma vez só, vai colocar um bolo de gordura e esse bolo de gordura não vai ter uma nutrição adequada. Então, o pegar da gordura geralmente está associado a como é tratado, como é coletado, como é tratado, como é colocado essa gordura no paciente.

Em relação às indicações dessas diferentes técnicas que a gente citou brevemente sobre a questão do implante, que a gente já comentou que normalmente esse tipo de cirurgia é realizado pra quem deseja ou aumentar o tamanho da mama, ou corrigir alguma assimetria, pelo que eu entendi de forma geral. Tem algumas outras? Sim, tem vários. Então, acho que as indicações reparadoras entraria assim o câncer de mama como um dos principais causadores de assimetria mamária.

O câncer de mama ele afeta muitas mulheres e cada vez mais ele está sendo diagnosticado precocemente. Isso é bom. Então, as cirurgias vão sendo de acordo com cada o estágio da doença, mas também depende do volume que a mama, a paciente tem.

Então, às vezes a paciente tem uma mama pequena e mesmo com um nódulo pequeno, acaba que a cirurgia é uma mastectomia mesmo. Mas as assimetrias podem ser de causas naturais mesmo, estar de acordo com o desenvolvimento da paciente ou ela pode ter uma alteração do tórax, uma deformidade torácica, da caixa torácica, uma costela diferente. Existe uma outra condição que é mama tuberosa, que é quando a mama tem uma areola muito larga e a mama se desenvolve a glândula mamária se desenvolve de uma forma cilíndrica.

Então, ela é muito grande na areola e ela continua numa proporção, só que na base da mama é pequeno. Então, ela não ocupa toda a região que deveria ocupar a mama. Então, isso chama-se mama tuberosa.

E é muito comum a mama tuberosa ter assimetrias de mama. Além disso, tem as pacientes que têm mamas grandes. Um dos principais motivos da mulher operar a mama é o volume da mama.

É uma mama muito grande que pode gerar algum desconforto, uma postura ruim e ela ter dificuldade com a postura dela. Inclusive, já achamos que a próxima live vai ser com o neurocirurgião Marcelo Amato, que é meu irmão e ele vai falar sobre prevenção de coluna. Então, um tema que é importante é uma das causas é a hipertrofia mamária, a gigantomastia a mulher que tem a mama muito grande e é uma das indicações de você fazer a cirurgia nessa paciente de forma reparadora.

Ou seja, para aliviar aquele peso na frente para ela melhorar a postura. Então, existem inúmeros motivos para uma paciente fazer uma cirurgia de mama. E até mesmo o desejo estético.

Às vezes a paciente não desenvolveu a mama e aquilo faz diferença para ela. Em questão da prótese, justamente levando em consideração essas indicações a gente tem diferentes tipos inclusive a gente também já tinha conversado um pouco durante a nossa reportagem que a gente fez para a TV sobre isso. Até é um convite para o pessoal colocar no YouTube a sua reportagem para o pessoal ver esse assunto que a gente conversou sobre implante e esplante também que a gente deve falar ainda hoje.

Bom, então, aqui por exemplo não sei se está a nossa equipe de produção aí, está dando para ver aqui? Está dando, né? Para a gente citar esses diferentes tipos. A gente falou um pouco das indicações. Então, como que essas escolhas são feitas? Depende de material, depende de formato.

Como que isso é avaliado de forma geral pelo médico? Bom, a escolha do implante ela tem que ser feita de acordo com o que a paciente está desejando. É claro que pode ter uma preferência do médico mas eu gosto de eu gosto de trabalhar com todos os implantes. Eu realmente sou um amante das cirurgias mamárias e eu acho que cada implante na prótese quando você vai colocar o implante cada implante tem uma vantagem.

Então eles são concorrentes são por conta de implante, mas eu acho que eles têm diferença entre cada um deles. Então a gente, eles são no Brasil, eles são todos de silicone nos Estados Unidos eles usam uma capa de silicone com preenchimento de solução salina então até o silicone já é liberado lá, mas por muito tempo eles usaram só esses preenchidos com solução salina. No Brasil a gente usa o de solução salina que é o expansor mamário.

Mas aqui a gente tem vários, né? Texturas, eu gosto de falar das texturas. Esse é o implante com formato anatômico com uma textura de poliuretano. O que é o poliuretano? Ele fica fora do implante e ele ajuda a aderir aos tecidos.

Qual a vantagem desse quando é de poliuretano? O fato de ele ficar aderido, por exemplo, numa prótese anatômica ela não vai, dificilmente ela vai rodar, muito difícil porque adere muito aos tecidos. Uma desvantagem é que adere muito aos tecidos, então se ficar aderido de forma errada vai precisar fazer uma nova cirurgia e fazer uma nova cirurgia com tecido muito aderido sangra Então tem suas desvantagens. Até mesmo pra formar ele forma uma cápsula, é esperado uma cápsula bem intensa e ela acaba tendo uma relação muito grande com o tecido ao seu redor.

Essa é uma prótese de poliuretano com formato anatômico. Essa daqui, né? Estavam perguntando quem coloca uma prótese desse tamanho. Ela tem 640.

É uma prótese anatômica de uma marca que já não fabrica mais parou de fabricar próteses de microtextura essa é microtexturizada e quem que usa isso? São pacientes que tiveram uma mastectomia e que tem uma mama contralateral muito grande então é uma maneira de você conseguir um volume grande pra um paciente que tem uma mama mais volumosa. Então essa é uma escolha difícil, não é comum tanto é que me deram de amostra porque ninguém usa, né? Mas existe sim casos com mamas com volumes muito maiores. Também tem essa daqui é uma macrotextura também é texturizada mas ela é de silicone é um jateamento de silicone que também adere melhor aos tecidos.

Essa outra aqui é de nanotextura inclusive ela tem um chip sabe o que serve esse chip? Eu brinco com as pacientes que é um aplicativo no celular que o marido pode localizar a esposa. Mas não é verdade na verdade ele dá informação do lot do implante e volume. Ou seja, não sei qual que é o volume tem um aparelho que você passa e ele dá essas informações do lot e do volume.

Não são todos Não, é só uma marca que tem isso daqui. Mas é interessante, né? Na verdade esse chip pode cada vez pode ter uma evolução desses chips quem sabe pra localizar a esposa ou talvez dar informações pra pra do paciente temperatura algo a mais do que o paciente tenha isso é possível evoluir pra isso. Tem algo no sentido de algum chip alguma tecnologia que possa identificar algum problema com a prótese? Sem ter que fazer uma cirurgia? Isso já tá além do que tá além da minha compreensão aí ó então assim, eu vou fazer até um desafio pra você Letícia eu tenho dois implantes qual que é qual que tem o maior volume? Eu acredito que esse parece ser esse esse aqui é mais preenchido e esse aqui é menos preenchido sim, esse aqui tem 350 e esse tem 285 mas olha que interessante eles tem bases iguais então, a base do implante quando a pessoa, ah, eu quero colocar alto super alto, nem sabe o que tá escolhendo na verdade a gente tá escolhendo a projeção, quando a gente fala uma prótese alta ou super alta ou moderada e a base tem que ser de acordo com o que cabe na paciente então se a gente colocar por exemplo você que é mais magrinha, for fazer uma cirurgia com uma prótese, colocar isso aqui, não cabe em você vai dar a volta no seu tórax você não vai conseguir movimentar o braço, então as vezes as pacientes querem volumes que não cabem nela você tem que adequar a base ao seu tórax e se você quer um volume maior, tem que utilizar a projeção então muitas vezes quando eu vou escolher um implante eu escolho a base cabe em você, então vamos ver o que a gente vai querer de volume, aí a gente começa a trabalhar a projeção era exatamente isso do volume também que tem uma dúvida bem importante porque as vezes eu acredito que é bem comum, já vi pessoas próximas também que quando na hora da decisão de colocar o implante, já que vai fazer a primeira cirurgia quer colocar um volume muito alto justamente pra falar, ah, eu quero que pareça que eu fiz a cirurgia que eu coloquei a prótese essa decisão de volume, já aconteceu por exemplo de vir uma pessoa querendo colocar um volume muito alto e não ter como ou não ficar esteticamente bonito se é que a gente pode dizer assim e é mesmo assim, como que o médico procede nessa situação? Então, eu não trabalho com a decisão do paciente a decisão do paciente é mais importante a decisão do paciente mas eu tenho que educar esse paciente então tem que ser uma decisão consciente do que ele tá querendo lembra que eu te falei no começo sobre o expansor mamário que a gente estica, estica, estica e pra depois trocar pro implante da mesma forma que a gente coloca um implante de 200 as vezes é o que cabe na paciente é 200 depois de 2, 3 meses ela até poderia trocar esse implante e colocar um volume maior porque esticou os tecidos mas no dia da cirurgia não cabia e o que a gente usa? eu até trouxe pra cá isso é um molde de silicone pra ser usado durante a cirurgia ele é esterilizado existem moldes que são esterilizados e de uso único existem moldes que são esterilizados até 10 vezes porque ele perde um pouco da resistência nesse processo de esterilização e a gente usa esse molde pra testar cabe, não cabe as vezes você quer colocar um volume maior e não entra o tecido não expande então não adianta a gente forçar se a gente forçar pode abrir ponto o risco de ter estria aumenta grandes volumes podem trazer grandes complicações então isso precisa ser trabalhado com o paciente o paciente precisa fazer uma decisão consciente do que quer então não basta só o que ela deseja, basta também o que pode ser feito de acordo com a dimensão do tórax dela e a elasticidade da pele então isso precisa ser explicado pra paciente eu costumo, eu tenho uma câmera 3D que é essa daqui e eu tiro foto eu vou no software mostro a diferença dos volumes que ela tá querendo colocar então as vezes o que ela quer de resultado ela vai conseguir com volume até menor e ela nem tá sabendo disso ela quer só o volume que a vizinha a irmã, a tia, a prima sugeriu ou a influenciadora XYZ que pior a influenciadora, ela vem com as fotos da influenciadora de biquini não vem com com a foto sem nada então isso interfere, as vezes ela nem sabe o que ela tá querendo porque não tá sabendo interpretar, então o volume do implante, ele tem que ser de acordo com a paciente quer ver ó, vou fazer um outro exercício com você até só deixa eu checar aqui ó qual é o implante maior? esse ó parece ser esse porque tá mais alto tá os dois são iguais os dois são 325, porque que eu gosto de fazer esse exercício? olha só, a base desse é maior só que ele tem uma projeção menor a base desse é menor com uma projeção maior os dois tem 325 então as vezes as pessoas tão escolhendo o implante e querem o implante 325 super super alto e tem um tórax largo não é indicação pra ela e isso tem que ser conversado isso tem que ser educado no paciente e a câmera 3D eu gosto muito, mas ela não vai prometer resultado, ela serve pra educar o paciente pra mostrar o que que, tentar ajudar alinhar a expectativa do paciente com o que o médico tá pensando tá querendo entregar, é claro que tem variações, por exemplo, dinâmicas que uma câmera 3D não vai ser capaz de simular quando o paciente deita, quando o paciente tá sentado, quando o paciente tá de pé, quando tá com biquíni são muitas variáveis, mas ele vai dar uma noção de volume como que funciona essa câmera? são quatro fotos que a gente tira, ele tem um software que reconstrói e a gente consegue colocar as próteses esse é o que tira a foto? e a gente consegue colocar várias implantes, e não tem só esse viu tem outros no mercado, esse eu tenho faz uns 5 anos acho, 6 anos, mas já tem outros, tem um que usa o iPad que tinha na mesma época, tem um outro com uma câmera semelhante esse usa um Manicom, o outro usa uma Canon como base tem outros de iPad, então que eles vão reconstruindo a imagem, e tem vantagens pro cirurgião, né? Eu pelo menos eu consigo ver as medidas por mais que eu vá lá e mece o paciente, às vezes eu quero confirmar minhas medidas eu posso ver se a câmera deu essa mesma medida se o volume que a câmera deu, ele dá o volume, então às vezes eu falo, nossa as mamas estão iguais ou diferentes, estou na dúvida ver como que o software interpretou isso, pode ajudar no planejamento cirúrgico Ah, legal.

Essa questão também de indicação pra tipo de incisão e posição também da prótese, né? Por cima, por baixo do músculo, isso também depende do formato, da condição da própria paciente, como que é feita essa escolha? Com certeza, então vamos lá A prótese na frente do músculo, ela vai ter um comportamento a princípio semelhante a glândula, a mama então ela provavelmente vai ter uma queda da mama com tempo e vai acompanhar essa queda Quando a gente coloca um implante atrás do músculo, o que a gente tá aumentando é o músculo e o músculo tá aumentando a mama então ele vai ter um comportamento muito maior de estabilidade então às vezes o implante não mexe ele fica parado, que pode ser desejável ou indesejável então depende também do que a gente tá buscando de resultado, um resultado mais artificial, aquela mama lá em cima, dura, que não se mexe, tem que ser atrás do músculo, não conseguimos um resultado assim colocando na frente do músculo mas tem pacientes que não querem isso tem pacientes que querem, olha, eu quero colocar um implante mas eu não quero que ninguém saiba que eu coloquei um implante eu não quero aquele negócio marcado então uma conduta pra essa paciente é colocar um implante na frente do músculo então isso tem que ser muito trabalhado com a paciente tem pacientes que eu olho e eu consigo sugerir três cirurgias diferentes no mínimo mas que eu dependo que ela me fale o que ela quer então tem aquela paciente eu quero mais marcado aqui em cima então eu vou colocar uma prótese atrás do músculo quando a gente coloca atrás do músculo a gente não usa essas de poliuretano ou de macro textura porque senão ele fica muito fixo e também é difícil de tirar, então já muda até o implante, então às vezes pode ser um implante de micro textura ou de nano textura o... então a paciente quer lá em cima bem marcado e o volume pode até ser menor, se a gente conseguir subir bem o implante, ele não precisa ser uma prótese artificial grande, pode ser até menor mas ele consegue marcar mas precisa ser uma mastopexia porque a posição do bico às vezes ela já está se você projetar um pouco para cima o bico vai olhar para baixo, algo que é muito legal com essa simulação 3D, inclusive eu tenho vídeos aqui no Youtube mostrando da simulação 3D e volta e meia eu faço alguma live mostrando o que muda a posição do implante a relação com o bico, então voltando se a paciente quer lá em cima e o bico está reto, às vezes o bico vai ficar olhando para baixo então precisa fazer uma mastopexia, precisa reposicionar esse bico e o bico, ele tem que ficar no ápice do cone mamário, que ou seja é bem no meio da prótese então se a prótese vai subir aqui, ele tem que ficar aqui aqui é muito alto, mas ele tem que ficar aqui, se o bico está um pouquinho para baixo ele vai ficar olhando mais para baixo ainda da mesma forma que eu também gosto de mostrar isso na câmera 3D é a lateralização, tem paciente que quer que marque muito aqui no meio só que o bico já é lateralizado se você colocar a prótese aqui no meio o bico vai ficar olhando lá para o lado então isso é algo que a gente tem que ensinar o paciente os limites da cirurgia, o que a gente pode fazer ou não essa mesma paciente que quer alto, se ela não quiser alto, às vezes ela tem um bico que está quase olhando um pouquinho, uma pseudopitose ou seja, o bico não está abaixo do suco mamário mas ele está longo da distância daqui da fúrcula para o bico já é longo, a gente pode às vezes usar uma prótese anatômica que ela consegue recrutar o tecido aqui embaixo e reposicionar e fica de uma forma mais natural e nessa mesma paciente, se ela quiser um volume muito grande às vezes com uma prótese redonda com volume muito grande, o bico também fica em uma posição legal então depende muito da posição do bico também a cirurgia não é só a prótese, né? Então a gente precisa entender o que a paciente quer resultado de formato e aí a gente vai falar de acordo com a flacidez de pele e onde está o bico qual que vai ser a cirurgia mais indicada então por isso que precisa ter muita conversa, não é conversa de 15 minutos, não passa no médico eu recomendo que passe umas duas, três vezes no médico gaste uma hora com ele muitos médicos não querem isso, que é uma cirurgia rápida às vezes a gente gasta mais com o paciente no consultório do que a cirurgia. Prótese de mama é uma cirurgia rápida mas o planejamento tem que ser demorado e a paciente precisa participar então às vezes eu gasto muito mais tempo com o paciente antes da cirurgia do que durante a cirurgia. A questão de incisão para a gente falar rapidamente tem muitos poréns para escolher a gente vê muitas opções aqui mas não envolve só isso tem vários fatores que envolvem a decisão final.

A questão da incisão é mais para cicatrização do que é esperado de cicatrização ou não se é colocado por dentro do músculo por baixo do músculo é um tipo de incisão por cima é outro, o que difere? Então a incisão a gente basicamente para colocar um implante tem três incisões principais pode ser no sulco mamário no sulco da mama ao redor da areola e na axila eu gosto muito do sulco mamário porque ao redor da areola a gente muitas vezes precisa romper tecido glandular para acessar o espaço que a gente vai colocar o implante é mais difícil para colocar um implante atrás do músculo se você quiser colocar atrás do músculo. E a areola ela é colonizada por bactérias, bactérias que fazem parte da gente então por mais que a gente faça uma boa higiene uma sepsia na cirurgia às vezes isso pode ir junto com o implante e favorecer uma complicação futura com uma contratura capsular então preferencialmente eu uso o sulco mamário. A axila pode ser uma alternativa mas também é uma área colonizada então a gente acaba evitando e às vezes colocar pela axila depois quando vai trocar fica mais difícil de corrigir algumas deformidades que o implante pode causar pela axila.

Então o sulco mamário é o meu preferencial e de muitas cirurgiões existem outras alternativas então já veio gente colocando pelo abdômen vai fazer um abdômen plastia e o mesmo corte lá que vem lá de baixo ele consegue colocar a prótese na mama. É possível? É. Não é absurdo, mas aí tem outras complicações por conta disso, como a migração do implante para uma região abdominal então existem riscos de acordo com as técnicas e acho que o sulco mamário acaba sendo preferencial. Agora quando tem mastopexia existem pode ser feito ao redor da aréola, o reposicionamento da aréola.

Quando tem uma flacidez vertical pode ser feito só ao redor da aréola e vertical é uma opção. O mais comum é o T invertido eu vou tentar mostrar aqui então aqui seria o T invertido que ele vem aqui no sulco, vertical e ao redor da aréola esse seria o T invertido o T invertido é o mais comum e você consegue corrigir um cone mamário quando você tem um cone você corrigindo o vertical ao redor da aréola e embaixo você consegue rodar melhor esse cone então por isso que é o preferencial para as mastopexias mas agora está muito na moda a mastopexia em L mastopexia em J L porque acaba sendo L de um lado aqui mas você vai ter um J aqui então ao redor da aréola uma vertical e uma lateral o que acontece? Você consegue rodar a mama de uma forma oblíqua e a vantagem você poupa um corte medial ou seja, facilita para algumas vestimentas que você mostra o decote sem aparecer as cicatrizes a questão dessa cicatriz é que para você atingir ela você vai poupar uma região que às vezes você precisa de um segundo tempo cirúrgico apesar de ter várias descrições dessa técnica e volta e meia tem se fala muito em short scar que é cicatrizes reduzidas para essas mamoplastias e várias técnicas e hoje em dia tem uma mastopexia em multiplanos em L na verdade essa de multiplanos é bem interessante porque acaba fazendo toda a reconstrução interna em T, então você resseca tecido como se fosse tirando em T, só que você preserva uma pequena camada de pele e redistribui essa pequena camada de pele ao redor. É uma vantagem que você acaba poupando uma cicatriz visível, mas acaba fazendo a mesma destruição cirúrgica interna mas é uma opção, teoricamente quem descreveu esse multiplanos aplica para todas as cirurgias.

Eu preferencialmente deixo para pitosas mais leves, moderadas e sempre trabalhando muito bem esse paciente com a possibilidade de ter que fazer algum retoque cirúrgico. Então eu acho que quando o paciente começa a querer indicar uma cicatriz reduzida, a gente precisa compartilhar que começa a ter um risco maior de uma reoperação para reajustar essa cicatriz. Então eu tenho minha escolha, tenho minha preferência, compartilho com o paciente e se ele começa, pode ser menos, então a gente consegue encontrar alguma alternativa desde que o paciente esteja ciente de uma possível necessidade de reabordagem.

Mas a questão de fazer uma mastopexia não dá para ser uma escolha do paciente, quero colocar só um implante e não quero fazer mastopexia, vai ficar horrível a mama. Então eu me recuso a fazer, tenho inclusive uma paciente que já veio umas duas, três vezes comigo com a mama lá embaixo querendo fazer cicatriz pela areola. Eu falo, olha, se o caso não dá.

Ah, mas você fez da minha amiga. Mas eu falei, se o caso não dá. Aí ela voltou de novo.

Então às vezes volta o paciente ver se eu mudei de ideia, eu não mudei de ideia, a indicação continua a mesma, mas o paciente tenta às vezes talvez ela tenha encontrado alguém que fez a cirurgia do jeito que ela queria, isso é comum o paciente às vezes ele não encontra ele vai num médico, o médico não quer fazer o que ela quer, em vez dela aceitar o que o médico indica, ela vai em outro médico, até um aceitar o que ela quer e fica um resultado ruim. E às vezes aí elas voltam pra fazer a reparação depois. É, tem muita definição que foi o que a gente falou pra ser uma decisão sem uma responsabilidade do resultado.

Em questão do esplante mamário, então quem fez a cirurgia precisa fazer essa retirada, rapidamente também. O que é o esplante mamário, como que ele é definido, qual a indicação pra ele e como funciona essa cirurgia, normalmente é quando tem algum problema relacionado à qualidade de vida dessa paciente por conta do implante ou apenas também pela escolha de não ter mais, como que funciona isso? O esplante, né, eu não gosto muito do termo esplante, né, porque seria esplantar, né, retirar um implante, algo que foi implantável, mas ficou, se fala muito hoje em dia o esplante pra retirar um implante mamário e a paciente ficar sem. É possível em pacientes que tem um implante pequeno e tem uma boa qualidade de pele fazer só o esplante e a mama perder o volume que tinha, ficar mais ou menos como que era antes, só que com a cicatriz da cirurgia.

Eu tenho casos assim, que se beneficiaram só de retirar o implante, mas a grande maioria tem que fazer o reposicionamento dos tecidos, né, então sobra muita pele e a gente tenta reaproveitar tanto pele, gordura e glândula que ainda tem colocando tudo pra dentro. Então isso tem várias técnicas pra você aproveitar isso, técnicas que a gente chama de, tem gente que fala de pedículo, retalho, que seja. Na verdade a gente aproveita o tecido de uma forma que ele continue vivo lá dentro e tenha um formato a mama.

Não precisa ficar com uma mama feia porque fez um esplante. É possível ter um resultado muito legal, muito bonito com um esplante, né, fazendo uma reconstrução adequada. Inclusive a gente pode utilizar o enxerto de gordura pra melhorar esse contorno.

Não vai dar um volume, uma consistência, mas vai melhorar o contorno. E eu fiz muitos esplantes com enxerto de gordura no mesmo tempo da reconstrução. Hoje em dia às vezes eu prefiro fazer num segundo tempo, porque eu tenho pacientes muito magras.

Então eu prefiro fazer o esplante, fazer a reconstrução e depois de seis meses avaliar como ficou essa mama pra ver se a gente consegue alguma gordura dessas pacientes e distribuir de forma a corrigir às vezes até assimetrias, que as mamas às vezes ficam diferentes. Então o esplante, a cirurgia basicamente é isso. A indicação vai ser tanto do desejo da paciente, ou seja, as pacientes minhas não são as mesmas de 20 anos atrás, 10 anos atrás.

Elas mudam. A paciente de 20 anos, ela não tem a mama e ela quer um ganho de autoestima, qualidade de vida. Muda, melhora muito a qualidade de vida da paciente de 20 anos.

Agora a de 35, que já teve filho, mudou completamente. É outro perfil e às vezes a mesma paciente, ela muda com o tempo. Então tem paciente que você fala assim, olha, hoje eu não me vejo com implante, eu vou ter que mexer na mama, porque mudou por conta da gestação, da mamamentação, mas não tenho nada, não tenho queixa nenhuma, mas já foi como eu vou mexer, eu prefiro ficar sem e não ter que fazer cirurgias futuras.

Então esse é o perfil das minhas pacientes que procuram o esplante. Pacientes que não são as mesmas de 10 anos atrás e querem uma vida mais natural. Mas o implante, ele tem complicações, ele tem por exemplo a contratura capsular, que é quando formam a cápsula ao redor do implante, que é esperado a cápsula, mas essa cápsula pode ficar endurecida, deformar a mama e causar dor.

Nesses casos, as pacientes elas têm uma necessidade de tirar o implante. Então nesses casos, as pacientes têm indicação. A paciente pode ter uma condição que é um seroma.

O seroma é quando forma um líquido inflamatório entre a cápsula e o implante. E esse líquido inflamatório deforma a mama, causa dor e às vezes a gente faz uma punção, a gente usa um ultrassom, punciona esse líquido e volta esse líquido. Então não tem o que fazer, tem que tirar aquela cápsula e implante doente.

Então por conta de um seroma tardio, de repetição, a gente tira o implante e faz um esplante. Tem uma condição mais rara ainda, que é um linfoma relacionado à prótese, à cápsula que se forma ao redor da prótese de silicone. Ou seja, essa cápsula é tão intensa que ela gera um câncer chamado linfoma anaplásico de células gigantes.

E aí a ressecção tem que ser uma ressecção até ampla, com uma margem de segurança em bloco para você poder tratar o linfoma. Existem na internet, se a gente for procurar doença do silicone, aí tem uma lista enorme de sinais e sintomas, e muitas vezes eles vão estar relacionados ao seroma, a contratura capsular. Existe uma situação em que o implante, mesmo íntegro, você tira ele, você olha, você não vê nenhuma rachadura, mas ele libera por permeabilidade microscópica pequenas quantidades de silicone.

E esse silicone é absorvido pelo corpo e distribuído no corpo. Então esse material estranho estimula a imunidade e tem uma condição chamada síndrome ásia. Na verdade é síndrome autoimune inflamatória induzida por adjuvantes, em que o adjuvante é o silicone.

E ele estimula a imunidade dessa pessoa, aumenta a inflamação e essa pessoa pode ter sinais e sintomas diversos semelhantes a doenças reumatológicas. Olhos secos, boca seca, dor no corpo, cansaço crônico, perda de cabelo. E uma série de sinais e sintomas que às vezes estão relacionados às vezes até à menopausa.

São sintomas semelhantes à menopausa, são sintomas semelhantes às doenças da tiroide, que é super comum na faixa etária. Muitas mulheres têm uma autoimunidade também por conta da tiroide. Então é difícil você relacionar os sinais e sintomas e você não pode garantir que tirar o implante vai resolver os sintomas da paciente.

Mas eu tenho pacientes que vêm relatando alguns sintomas e depois relatam melhor. Então eu tenho isso, pacientes com suspeita de síndrome ásia. Mas não é só o silicone causador da síndrome ásia.

Síndrome de Schoentfelt, que é o nome. Síndrome de Schoentfelt. O Schoentfelt descreveu com vacinas.

Então vacinas que despertavam que eram os gatilhos para causar esses sinais e sintomas. Então tem outros materiais que podem causar isso. Mas como a gente está falando da mama, a prótese de mama pode ser uma das causas.

Inclusive isso é um assunto que preocupa muito. Inclusive também como eu citei anteriormente, foi o tema da nossa reportagem sobre essas complicações que levam as pacientes a procurarem o esplante. Isso seria uma condição da própria pessoa que desenvolveu uma reação, sei lá o que a gente pode dizer assim, desse silicone? Ou seria a técnica que foi utilizada que pode levar a uma probabilidade mais alta disso acontecer? Um erro na hora da cirurgia? O que faz isso acontecer? São condições raras, para deixar claro.

Então, a contratura capsular não é tão raro. Na verdade, a cápsula vai se formar e essa contratura, aliás eu tenho também uns vídeos legais mostrando uma cápsula com contratura em que eu tiro o implante, então deve ter em algum vídeo aqui, alguns shorts meu ou no Instagram. Mas essa contratura capsular ela tem trabalhos que mostram que é 10% em 10 anos.

Pode ter, então é um número bom. Tem empresas que falam, aí a empresa fala, não, meu é 4%, então tem uma distribuição variada, mas eu falo para o paciente, olha, pode ter 10% do caso em 10 anos e é um dos principais motivos de troca do implante. Eu prefiro falar dessa forma.

Mas a contratura capsular pode estar relacionada à textura do implante, então implantes mais texturizados poderiam causar mais contratura. Até mesmo o liso, tem implantes lisos, no Brasil a gente não usa tanto, está usando por conta da pandemia, acabou usando, mas esses lisos também antigamente as tecnologias tinham mais contratura. A posição do implante na frente do músculo, atrás do músculo, também tem trabalhos que mostram que atrás do músculo tem menos, mas também não são trabalhos assim, é complicado porque você muda a marca, muda a tecnologia, vai mudar também o risco de contratura.

Mas tem alguns fatores que estão relacionados à infecção. Então o uso de antibióticos, medidas de asepsia, por exemplo, troca de luva na hora de colocar o implante, usar o funil. Funil, eu queria colocar um vídeo aqui, eu não consegui, mas eu tenho o vídeo do funil no canal do YouTube, que ele é um funil mesmo, que a gente coloca o implante pra gente não encostar no implante e na hora que a gente e o implante na hora que ele é colocado dentro ele também não tem contato com pele nem nada.

Então essas medidas de evitar infecção, lavagem da onde a gente está colocando o implante antes, solução de antibiótico nessa lavagem, então são várias medidas que a gente faz para evitar a contratura capsular, pra não ter uma colonização. Não é nem infecção, infecção é um risco, mas a colonização desse local onde a prótese vai ficar colonização porque vai ter pequenas bactérias que não são capazes de gerar uma infecção, mas que podem influenciar e aumentar esse estímulo pra formação da cápsula. Então a gente tem medidas, agora falar que é erro técnico, não, mas tem medidas que a gente faz para evitar essa contratura capsular a longo prazo.

E tem sim pessoas que podem ter uma imunidade maior. Então às vezes quem tem doenças auto-imunes, a gente tem que rever se vale a pena colocar um material externo que pode estimular a imunidade. Já está mais do que claro, então a necessidade de uma boa escolha do cirurgião plástico do profissional que vai fazer esse acompanhamento pra não ter nenhum problema durante o processo.

Tem que ser, pra escolher o profissional, tem que ser uma escolha consciente, né? Não é ah, eu quero. Eu quero, mas eu sei das responsabilidades. Então as minhas pacientes elas precisam ter responsabilidade, maturidade pra escolher se querem ou não o implante, qual cirurgia vão ou não fazer, porque pode influenciar.

Uma mastopexia pode influenciar na amamentação, né? Então a gente tá falando do órgão, de um órgão feminino que tem função de amamentação, e em nenhum momento, desde o começo da live a gente falou da amamentação que é a função do órgão, né? Então nada do que a gente tá fazendo é pra amamentação. A gente tá fazendo para o conforto da paciente, aumento de autoestima e qualidade de vida, que mudam, porque pacientes podem ter mamas grandes, podem ser incômodas, pode ter assadura embaixo da mama e fazer a cirurgia na mama pode trazer uma qualidade de vida pra essas pacientes, aumento da autoestima, então a reconstrução de mama, a mamoplastia, a cirurgia plástica da mama, ela tem uma função além da função do órgão que seria a amamentação. Inclusive agora pra gente já encaminhando pro encerramento que a nossa equipe já falou que o tempo tá curto, tá se esgotando.

Doutor, você tem um projeto social, é isso? Isso, então o que que é? É isso que eu ia falar no começo da live, é isso que eu queria trazer aqui, eu acho que todo mundo tem que ter uma ação social, acho que todo mundo tem que fazer algo pra sociedade. Então eu tenho um projeto social que ele chama Mama Minha, Projeto Mama Minha. Então ele tem dois braços, um pra atender pacientes do SUS.

Então o que que é isso? Eu tenho um cadastro, o paciente se cadastra num formulário, tem alguns fatores de exclusão, então o paciente ele precisa se encaixar no perfil que eu tô procurando, então pacientes que estejam com a saúde em dia, não sejam obesas, não fumem e que morem em São Paulo, que fazer cirurgia mamária num paciente de outro estado, às vezes eu posso prejudicar a paciente porque eu não consigo dar uma assistência nessa paciente. Então são pacientes que tem que conseguir fazer um segmento. E aí algumas pacientes que tenham grandes assimetrias mamárias, ou seja, mamas bem diferentes e geralmente são pacientes pós tratamento do câncer com mastectomias ou mesmo recepções segmentares que causaram uma assimetria na mama.

Essas pacientes, eu tenho esse formulário, a paciente se cadastra lá, manda fotos e a gente faz uma avaliação e a gente escolhe as pacientes que se encaixam, a gente avalia as pacientes pra ver se tem indicação e a paciente não tem custo nenhum. Isso eu já faço faz uns três anos que eu já tenho tento fazer essa ação. Eu tenho outros projetos pra aumentar esse meu projeto social, mas por enquanto eu não tenho ninguém me financiando.

Então, basicamente eu tenho limitação do volume, mas eu acho que, e eu tento sempre atender esses pacientes no outubro rosa, tentar conscientizar do câncer de mama e dessa forma eu consigo fazer alguma coisa pra sociedade. É um trabalho limitado porque limita da minha verba pessoal e do meu trabalho, mas eu acredito que o mais caro que eu possa doar é o meu próprio trabalho. Então, e tem empresas, por exemplo, de implantes de silicone que doam, então eu consigo esse tipo de parceria.

Agora, o hospital e o restante da equipe acaba que eu assumo esses custos. Também a outra vertente desse meu projeto é que tem pacientes que acabam se inscrevendo no projeto social e não se encaixam, né? Então, por exemplo, pacientes que tem, por exemplo, uma mama muito grande, um paciente que quer fazer um esplante e não se enquadram nesse perfil de pacientes. Então, eu faço, eu tenho um outro formulário pra viabilização de cirurgia.

O que seria viabilização? Para as pacientes que tem convênio médico, se é uma cirurgia reparadora, eu consigo tentar utilizar o convênio, solicitando pro convênio, desde que seja um convênio que atenda algum dos hospitais que esteja na minha área de atendimento, né? Que eu consiga fazer esse atendimento. Também não adianta ser um convênio de saúde que tenha opções em hospitais que eu não atendo, né? Então, eu tenho essa limitação. Mas, pelo menos, eu consigo que essas pacientes não ocupem a vaga dos pacientes do SUS.

E as pacientes que não tem convênio médico, mas que se enquadram nessa demanda de cirurgia redutora de mama, porque a mama é muito grande, ou uma simetria menor, mas que também tem mama grande, ou mesmo o esplante, eu faço uma viabilização de parcelando a cirurgia, tentando ver alguma maneira que a paciente consiga realizar a cirurgia de uma forma que viabilize, simplifique, né? Tem tantas operadoras que fazem cirurgia em parcelamento. Então, é esse tipo de cirurgia que eu acho que vou estar ajudando alguém e eu conseguiria parcelar. Um detalhe é que nessas cirurgias de viabilização, a intenção é não usar implante.

Na verdade, é não usar, porque muitas vezes o paciente que coloca um implante, uma prótese de silicone, ela tem que saber que ela vai ter que trocar esse implante ao longo da vida. Então, se ela não tem condições de colocar hoje, ela não tem que colocar hoje, porque depois de 10 anos ela vai ter que precisar trocar de novo. Então, essa conscientização é um luxo.

Ter uma prótese de silicone, um implante, a pessoa precisa saber que enquanto tiver uma prótese de silicone, ela tem uma cirurgia já marcada para daqui 10, 15 anos, mas tem. Então, é um detalhe de como eu tento abordar esses pacientes hoje em dia. Então, quem quiser saber mais sobre esse projeto, eu vou deixar o link dos dois formulários aqui na descrição.

Se não tiver, vocês podem cobrar, porque às vezes não deu tempo de fazer a atualização, mas eu também vou deixar um link da minha página falando mais dos critérios de inclusão, de exclusão. Se conhecer alguém que possa se interessar, compartilhe o vídeo, curta, comente. Na verdade, quanto mais pessoas assistirem esse vídeo, melhor.

Melhor a visualização. É importante. Se você estiver assistindo o vídeo, curta o vídeo.

Precisa curtir o vídeo, porque se você assistir e não curtir, o YouTube vai achar que você não está gostando. Então, vai ser ruim para o vídeo. Então, você precisa curtir.

E compartilhe com quem possa se interessar. Tá bom? Então, eu acho que era basicamente isso. Basicamente tudo isso.

E ainda tem mais dúvidas. Tem coisas que eu não falei sobre mama. Tem muita coisa que eu não falei.

Eu vou tentar fazer alguns videozinhos curtos. Até eu sugeri uma parte 2 aqui do nosso assunto, porque tem muita coisa. Se alguém tiver alguma sugestão.

Ah, doutor, você não falou disso. Faltou falar isso. Você coloca no vídeo aí embaixo e a gente vai tentar abordar isso no futuro.

Ou mesmo eu faço vídeos curtos depois, uns shorts explicando. Eu adoro fazer isso. Eu acho que cirurgia de mama, o que me faz gostar da cirurgia de mama é explicar.

Então, muitas vezes isso que eu fiz nessa live é o tempo da consulta. Eu faço tudo isso na consulta. Então, eu acho que esse é o diferencial importante.

Conscientizar o paciente para a tomada da escolha. Melhor escolha em conjunto com o médico. Com certeza.

Vou até dar essa sugestão da parte 2. Quem mandar as perguntas, a gente inclui no roteiro. Perfeito. Aí a gente pode fazer um episódio só com as dúvidas aí do pessoal.

Combinado. Então, comentem as dúvidas e os temas que vocês estão querendo saber. Combinado.

Então é isso, pessoal. Um feliz ano novo. Que 2024 seja muito mais iluminado que 2023 foi para a gente.

Muito obrigada mais uma vez pela sua participação. Sempre muito esclarecedora aqui a nossa conversa, doutor. Obrigado.

Obrigada pelo carinho da sua audiência e participação aqui conosco. Então, como a gente falou, não deixe de comentar as suas dúvidas. A gente já vai preparar aqui o material para o próximo ano.

Feliz Natal. Feliz ano novo para você. E conto com a sua participação, claro, em 2024.

Até mais. Tchau.

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