💬 Canal WhatsApp

MENOPAUSA Sem Segredos: Sintomas, Tratamentos e Dicas Essenciais | Ep. 49

Mais sobre este vídeo

MENOPAUSA Sem Segredos: Sintomas, Tratamentos e Dicas Essenciais | Ep. 49

A menopausa é definida como o marco da última menstruação, confirmada após doze meses consecutivos de amenorreia, ocorrendo geralmente entre os 48 e 55 anos. O

Perguntas respondidas neste vídeo

As pessoas costumam dizer que estão passando pela menopausa, mas na verdade a menopausa é quando de fato se encerra o ciclo menstrual, é isso?

Sim, a menopausa na verdade é um marco na vida da mulher. A gente caracteriza a menopausa quando a mulher deixa de menstruar por 12 meses, ou seja, deixa de menstruar por um ano. Então a menopausa em si é a última menstruação, mas é um processo, porque antes da menopausa, até ela chegar nesses 12 meses, ela já passou pelo climatério, pelas irregularidades menstruais.

Sim, na verdade a menopausa ela pode acontecer entre os 48 aos 55 anos, mas existem as menopausas que acontecem antes, né?

Então existe a menopausa precoce, antes dos 45, existe uma entidade que a gente chama de falência ovariana precoce, que é quando a mulher ela entra na menopausa, nessa falência ovariana, com menos de 40 anos.

Porque daí a gente tem uma ideia de quantos anos na genética dela pode ser que ela entre na menopausa, por exemplo, a minha mãe entrou na menopausa com 35 anos, aí eu já fiquei preocupada, falei caramba, será que eu vou entrar na menopausa com 35 anos?

Eu fiquei muito em cima disso, fazendo exames, e na verdade não aconteceu comigo, mas assim, estilo de vida saudável, comendo super bem, fazendo atividade física, então depende muito de mulher para mulher.

E doutora, esse período pré-menopausa então é caracterizado para quando começa esse processo da falência ali?

Sim, vamos falar um pouquinho do que é o climatério, acho que é interessante a gente falar o que é o climatério.

É um nome também que não é muito conhecido né?

Que é a perimenopausa. O climatério e perimenopausa são a mesma coisa com nomes diferentes, é a fase que antecede a menopausa, ela pode durar em torno de cinco anos e começa com irregularidade menstrual.

Transcrição completa do vídeo

O meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos aqui com o doutor Fernando Amato, cirurgião plástico, e conversamos sobre um tema bastante interessante, o projeto Mamaminha, que auxilia pacientes com deformidades mamárias. Antes nós recebemos uma convidada especial, doutora Caroline Seito, que também é cirurgia plástica, mas daquela vez para falar sobre todo o processo, a cirurgia pós-bariátrica, o processo do exobeso.

Hoje a gente recebe também uma convidada especial, e eu digo isso porque faz tempo que ela não participa aqui do AmatoCast, mas já esteve aqui outras vezes, a doutora Juliana Mato, que é médica ginecologista, para falar também sobre um tema muito interessante que causa dúvidas em muitas pessoas, que é a menopausa e o impacto de todo esse processo na saúde da mulher. A doutora Juliana Mato tem título de especialista pela Febrasgo e pela Associação Médica Brasileira, pós-graduada em infertilidade e reprodução humana pela USP, a Universidade de São Paulo, e residência médica em ginecologia e obstetrícia pela Unisa. Mais uma vez, bem-vinda, doutora.

Obrigada, vamos conversar um pouquinho sobre menopausa e desmistificar alguns mitos. Exatamente, e hoje a gente tem uma novidade aqui também no AmatoCast, que é um patrocínio para o nosso canal do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção.

Doutora, como sempre a gente faz, a gente dá um spoiler do que a gente vai poder falar aqui hoje no nosso canal, no nosso episódio do AmatoCast, que como eu já adiantei, é um assunto que causa muitas dúvidas, tanto para as mulheres mais novas, que não estão passando ainda por esse processo, como para as mulheres que já estão no período ali da menopausa. Sim, hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre todo o processo da menopausa, o que esperar da menopausa, sintomas, tratamentos e até vou dar umas dicas. Legal, bom, então eu já vou para a primeira pergunta, para a gente classificar o que é menopausa.

Porque, doutora, pela minha pesquisa aqui que eu fiz antes do nosso episódio, todo mundo costuma, as mulheres, na verdade a maioria costuma, imagino que quem está acompanhando também, caracterizar a menopausa como um processo. As pessoas costumam dizer que estão passando pela menopausa, mas na verdade a menopausa é quando de fato se encerra o ciclo menstrual, é isso? Sim, a menopausa na verdade é um marco na vida da mulher. A gente caracteriza a menopausa quando a mulher deixa de menstruar por 12 meses, ou seja, deixa de menstruar por um ano.

Então a menopausa em si é a última menstruação, mas é um processo, porque antes da menopausa, até ela chegar nesses 12 meses, ela já passou pelo climatério, pelas irregularidades menstruais. Então realmente a menopausa é um marco. E doutora, o que chama atenção também é a diferença nas idades que isso acontece, porque eu já vi, imagino que quem está acompanhando também, mulheres que falaram que entraram na menopausa precocemente, a gente vai falar também sobre isso, a menopausa precoce, mas algumas mulheres que falam que acabou demorando muito para isso acontecer, então a idade vai de cada pessoa, e é a questão genética que influencia nisso? Sim, na verdade a menopausa ela pode acontecer entre os 48 aos 55 anos, mas existem as menopausas que acontecem antes, né? Então existe a menopausa precoce, antes dos 45, existe uma entidade que a gente chama de falência ovariana precoce, que é quando a mulher ela entra na menopausa, nessa falência ovariana, com menos de 40 anos.

Então são entidades bem diferentes, e isso depende muito de mulher para mulher, tem muito a ver com a genética sim, e tem muito a ver com o estilo de vida. Então o que que eu costumo perguntar para as mulheres quando chegam no consultório, com quantos anos a sua mãe entrou na menopausa? Porque daí a gente tem uma ideia de quantos anos na genética dela pode ser que ela entre na menopausa, por exemplo, a minha mãe entrou na menopausa com 35 anos, aí eu já fiquei preocupada, falei caramba, será que eu vou entrar na menopausa com 35 anos? Eu fiquei muito em cima disso, fazendo exames, e na verdade não aconteceu comigo, mas assim, estilo de vida saudável, comendo super bem, fazendo atividade física, então depende muito de mulher para mulher. Mas a gente tem que pensar e lembrar também que existe a menopausa que a mulher entra quando ela tem um tratamento de câncer, ela tá fazendo uma quimioterapia.

A quimioterapia por si só pode causar uma falência ovariana, o ovário ele para de funcionar, e essa mulher pode entrar na menopausa antes. Então nessas mulheres com câncer de mama que estão fazendo quimioterapia, ou outros tipos de câncer que precisam da quimioterapia, a gente até indica, procura seu médico, conversa com ele, se você tem desejo de ter filhos, vai congelar os seus óvulos, porque pode ser que o ovário não funcione depois mesmo. E doutora, esse período pré-menopausa então é caracterizado para quando começa esse processo da falência ali? Sim, vamos falar um pouquinho do que é o climatério, acho que é interessante a gente falar o que é o climatério.

É um nome também que não é muito conhecido né? Que é a perimenopausa. O climatério e perimenopausa são a mesma coisa com nomes diferentes, é a fase que antecede a menopausa, ela pode durar em torno de cinco anos e começa com irregularidade menstrual. E por que que ela ocorre? Ela ocorre porque os ovários tem um número pré-definido de óvulos que a gente nasce com eles e a gente vai, a cada mês a gente vai depletando aqueles óvulos, quando a gente entra na primeira menstruação que é a menorca, começa a ter os ciclos menstruais, a gente vai ovulando todo mês e gastando esses óvulos.

Então chega uma determinada idade na vida da mulher que ela já não tem mais tantos óvulos para ovular e aí ela começa a entrar nessa fase de climatério que cursa com irregularidade menstrual, pode ter aqueles sintomas clássicos da menopausa que a gente vai conversar ainda. Exatamente, os sintomas é o que mais assusta né? As pessoas quando falam desse período, eu imagino que desde criança também as mulheres que estão acompanhando, que escutaram das mães, das avós, que tinham medo desse período né doutora? Sim. Da menopausa e isso pode acontecer de uma maneira mais tranquila, vai de pessoa para pessoa ou existe esse preparo que as pessoas podem passar por esse, por essa fase de uma forma mais realmente ali calma né, tranquila? Depende muito de mulher para mulher, tem mulher que começa a ter irregularidade menstrual e que para ela, ela não sente nada, ela não tem aqueles calores, ela não tem irritabilidade, para ela como se estivesse tudo bem, a minha menstruação tá falhando, não tô sentindo nada, então tá tudo bem, mas tem mulher que quando começa no climatério já começa com aqueles suores, aqueles fogachos, aquela irritabilidade, secura vaginal né, são vários sintomas e então depende muito de mulher para mulher.

E doutora, tem como isso é na consulta mesmo, é mais uma questão clínica né, que o médico consegue confirmar se a mulher tá passando já por esse período ou tem algum tipo de diagnóstico diferente que a mulher se quer ter essa certeza, até se prepara, se tá pensando em uma gravidez, em algo assim, consegue ter a confirmação desse período? É, na verdade a gente acompanha em todas as consultas ginecológicas ao longo da vida, a gente acompanha a mulher em todos os quesitos né, e o hormonal é um deles. Então quando chega nessa fase dos 45 anos, a gente fica de olho nos sintomas, óbvio né, a paciente relata, a mulher vem relatando se tá com irregularidade menstrual, se não está, e a gente acompanha com exames hormonais, então eu sempre peço, a maioria dos ginecologistas já acompanha também, pedindo um FSH, um LH, que são os hormônios que estão, como que eu vou dizer, são os hormônios que regem mesmo o ciclo menstrual, pra ver se eles estão em ordem ou não, se estão funcionando bem ou não. Legal, e eu acho que agora também o que as pessoas mais querem saber, eu imagino, é de sintoma né, porque sintoma pra tudo que a gente fala aqui, sintoma é o que mais pega, o que as pessoas querem saber se elas estão se enquadrando já nessa situação que a gente tá dizendo.

Então, você chegou a citar alguns, os mais comuns ali, em questão do calor, em questão da secura vaginal, né, mas eu imagino também que esses sintomas sejam comuns assim, de uma forma geral, ainda mais assim, a pessoa tá assistindo agora, se tá assistindo nessa semana, tá sentindo calor, né, um calor já mais forte do que o comum. Então eu imagino que seja uma junção de vários fatores, né doutora, pra levar esse diagnóstico, o alerta. Sim, vamos conversar de sintomas então.

Um dos primeiros sintomas da menopausa é irregularidade menstrual. Começou com irregularidade, tem um mês que menstrua, pula outro mês, fica dois meses sem menstruar, depois a menstruação volta, ou também pode ser um padrão diferente, os ciclos começam a encurtar, ou seja, a duração do ciclo, ele começa a largar, em vez de durar aí 4, 5 dias, dura uns 10, 15 dias e fica os primeiros dias um fluxo mais intenso e depois fica aquela borrinha de café, ou o tempo entre as menstruações começa a diminuir, em vez de 25 a 30 dias, começa a vir de 20 em 20 dias, né, então muda bastante esse padrão de ciclo menstrual. Outro sintoma muito comum é irritabilidade.

Pensa, a gente viveu a nossa vida inteira com flutuação hormonal, então quando a gente tá próximo de menstruar, não tem ATPM, a gente não fica mais irritado, quando acaba a menstruação, os hormônios começam a ficar mais equilibrados, a gente não fica bem. A mesma coisa acontece com a menopausa, essa desregulação nos hormônios faz a mulher ficar mais irritada, aumenta as chances de depressão também, melancolia também tá associado. Além disso, outro sintoma muito comum são esses calores, mas é um calor bem diferente, como você falou, esse calor do dia quente não é o mesmo calor da menopausa, porque o calor da menopausa é um calor que sobe pelo peito, vem aqui no pescoço, a cabeça fica quente e o couro cabeludo sua, então é bem característico e esses calores, eles costumam ser mais noturnos, então a mulher tá lá deitada, às vezes até acorda com esses calores, mas tem mulher que não tem isso, então depende muito de cada um.

Além disso, atrofia vulvo-vaginal, com a diminuição do estrogênio, a região íntima começa a ficar mais flácida, a pele fica mais fina, porque o colágeno já também não tem essa produção tão boa, porque o estrogênio tá baixando, e ela fica mais seca, e com isso, com a secura vaginal, a mulher tem mais chance de desenvolver infecções urinárias recorrentes, dor na relação sexual, e como a parede da vagina fica mais fininha e ali em cima da vagina a gente tem a bexiga, essa bexiga pode começar a ceder e começar a ter incontinência urinária. E doutora, eu imagino que também pra essa junção de sintomas, né, pra quem não tá passando ainda pelo período, ou quem já tá e já tem vários, já fez um checklist aí de todos que a gente tá citando, fica preocupado com o período, né, que isso vai acontecer. Pode acontecer de mulheres passarem por mais tempo por todo esse processo? Porque ali é caracterizado por aqueles 12 meses que você citou, mas pode acontecer disso se estender e a mulher acabar sofrendo com esses sintomas por muito mais tempo? Tende a melhorar, porque como é uma fase de desequilíbrio hormonal, a mulher ela vai sentir muito no início da menopausa esses sintomas, né, principalmente os sintomas vasomotores, de calor, irritabilidade.

Depois, como tudo na vida, a gente vai se acostumando com esses hormônios. Então, vai depender muito de mulher pra mulher, mas não vai acontecer isso pro resto da vida dela, né. O que a gente vê na menopausa de sintoma que realmente fica é afinamento de cabelo, o cabelo, a gente perde mais cabelo nessa fase, a unha fica mais fraca, a pele fica mais ressecada, as rugas vão aparecendo mais, isso fica, porque isso faz parte do envelhecimento.

Mas esses sintomas vasomotores, eles desaparecem dependendo de cada mulher, aí tem uma duração específica pra cada uma delas. E tem casos que acaba demorando, se estendendo bem mais, então, do que esse período aí? Tem, tem. A gente também vai falar mais pra frente de algumas situações que podem aliviar, né? Sim, com certeza.

Então, nem tudo está perdido. Pra quem tá preocupado, né, é que as mulheres têm muito medo dessa fase, né, e como toda mudança dá um pouquinho de medo, de receio, né, mas existe vida após a menopausa. Essa frase dá um corte, inclusive, né? Existe vida após a menopausa.

Agora, doutora, em relação a trazer um pouquinho dessa menopausa precoce, né, que acontece ali de uma forma muito, quando a mulher é muito mais nova do que ela pretendia ou que ela imaginava que ia passar por esse período, a idade acaba influenciando também nesses sintomas? Uma mulher mais nova vai ter menos sintomas do que aquela mulher que teve mais tarde? Não, não. Na verdade, como é um desequilíbrio hormonal, né, o corpo não produz mais adequadamente o estrogênio e a progesterona, os sintomas são os mesmos. Ela vai apresentar os mesmos sintomas.

O que a gente fica mais atento quando a menopausa, ela é precoce, é que essa mulher, quando fica na menopausa com 35, 38, 40, ela tem muito tempo pela frente, né? A expectativa da mulher hoje em dia, 78, 80 anos, né? Então, ela fica mais exposta a ter as complicações de uma menopausa, né, que ela perde a proteção cardíaca, tem mais chance de ter AVC, de ter infarto, perda de massa óssea mais acelerada. Então, a gente tem que ter um cuidado maior com essa paciente mais nova, porque ela vai, vão acontecer essas coisas mais cedo com ela e ela tem uma expectativa de vida alta. Importante também a gente destacar, então, que esse processo precisa de acompanhamento médico, né? Precisa.

Não só pras mulheres que têm isso de forma precoce, mas é bom que todas as mulheres que estejam passando por esse período, já um destaque aqui, que procurem um médico especialista nisso, um ginecologista. Precisa. Uma coisa que eu vejo muito é que a mulher entrou na menopausa, ela vem no ginecologista, ela pega a receitinha da reposição hormonal e aí ela acha que tá tudo bem, né? Que ela tá fazendo a reposição e que nada vai acontecer.

E, na verdade, ela precisa fazer os exames anualmente pra ver se ela não tá perdendo massa óssea. A reposição hormonal protege, mas não quer dizer que ela não vai ter essa perda de massa óssea. A velocidade vai ser menor, mas ela precisa ter esse acompanhamento.

Fora isso, riscos maiores de câncer de mama, não relacionado à reposição hormonal, mas à idade mesmo. Então, precisa vir todo ano, fazer todos os exames, mamografia, preventivo em defeito, ultrassom de abdômen total, toda a rotina ginecológica. A ideia, então, é que caso não surja um problema específico, continue sendo uma vez por ano.

Exato, porque às vezes a gente tem que mudar. Vê alguma alteração no exame, tem alguma coisa nova, tem que mudar essa reposição hormonal. Às vezes essa paciente tem algum problema que a gente desconhece, e que ela fez um diagnóstico, por exemplo, uma doença hepática.

Aí ela já não tem mais indicação de uma reposição hormonal. A gente tem que suspender essa reposição hormonal e ver métodos alternativos pra que ela não fique exposta às complicações mais pra frente da menopausa. Doutora, e quando acontece disso ser muito precoce, o que a gente tá falando em questão da idade, é possível reverter se a mulher pretende ter filhos, por exemplo? Não, na falência ovariana precoce, não.

Porque o que é a falência ovariana precoce? É o que a gente conversou. A mulher tem aquele número pré-definido de óvulos. Se ela teve a menopausa precoce, é porque ela já não tem uma quantidade de óvulos necessária pra engravidar.

Então, essa mulher que entrou na menopausa cedo, ela vai precisar de fazer uma fertilização in vitro com óvulos doados. Tá, não é possível de uma forma artificial fazer com que ela passe a ter um número suficiente. Com óvulo dela, não.

Isso sempre é um caso de fertilização. Exato. Uma coisa que a gente não conversou, que eu esqueci de falar, é que assim, além daquelas causas de menopausa, que a gente conversou com a quimioterapia medicamentosa, existe a cirúrgica também.

Então, mulheres que por alguma razão tiveram que fazer uma cirurgia abdominal e perderam o seu ovário, teve que tirar o cisto de um ovário, por exemplo, teve que tirar o ovário inteiro, ou pacientes que sofreram um acidente, tiveram uma hemorragia grande, tiveram lesão de ovário, retiraram esse ovário, elas entram na menopausa mais cedo, porque não tem ovário para a produção do estrogênio. E nesse caso é a mesma coisa, irreversível essa situação. Irreversível essa situação.

Tá. E em relação também, que eu lembrei aqui que a gente estava conversando disso, de citar, né, quando é uma situação específica, quando, por exemplo, eu já vi muitas pessoas falando que quando passa por uma situação de estresse muito grande, aconteceu algo ali muito grave na vida da pessoa, que ela teve alterações mais significativas do que algo pontual, né, algo de um mês ali, ou de uma semana, alguns dias. Isso pode acontecer ali por alguns meses, a menstruação apresentar uma irregularidade e acabar confundindo a pessoa.

Exato, pode acontecer. Estresse muito grande, né. Méstica, o corpo, ele é um conjunto, né, entre o corpo propriamente dito, físico, e o mental.

Então, se o mental não tá bom, se a cabeça não tá boa, reflete no nosso corpo. Então, tem sim, estresse muito grande, para de menstruar, cai cabelo, né, pode existir. Já entra naquela listinha que a gente estava falando dos possíveis sintomas.

Isso é muito difícil, né, porque pra quem é médico, é o que a gente sempre tenta falar aqui no Amatocast, né, pra quem é médico, parece que as explicações, é tudo muito nítido, né, é claro, assim, que o sintoma nem sempre é uma determinação do que de fato a pessoa tem. Mas eu tenho certeza que quem tá acompanhando, ou pela própria pessoa, ou também de pessoas próximas, quando você começa a ter algum sintoma diferente, vai procurar no Google, né, que é até a brincadeira lá, né, o pai de todo mundo, o médico de todo mundo, e aí a pessoa coloca três sintomas ali e já aparece um milhão de possibilidades que a pessoa pode ter, né. Inclusive aparece coisas desde as coisas mais graves até as mais simples.

Eu acho que isso também mudou muito, né, doutora, que as pessoas acham que vem uma matéria na internet ou realmente procuram um sintoma e aparece ali o que tem e que já tem essa confirmação. Então, esse é um alerta muito importante na questão de a pessoa acha que tá passando pela menopausa, mas às vezes não é, ou às vezes consegue aliviar, que é o que a gente tá falando, né, consegue de alguma forma. Sim, não, é muito importante, né, a internet tem de tudo, né, você acha receitinha pra tudo, pra todas as doenças, diagnóstico pra tudo e tem que tomar muito cuidado com o que você lê, com o que você vai procurar na internet, porque a gente tá aí na era da inteligência artificial.

Até se você colocar todos os seus sintomas no chat de GPT e colocar aí os seus exames, ele vai dar um monte de diagnóstico que você pode ter e não é bem por aí. Exatamente, chega a ser assustador às vezes, né. Quantas vezes a gente já pensou que ia morrer vendo o diagnóstico que o pai Google deu, né, e no final foi completamente diferente.

Por isso que é importante sempre ir ao médico, né, sempre ir ao ginecologista, todo ano fazer os exames de rotina pra ir acompanhando realmente o que tá acontecendo, pra passar por essa fase da menopausa de uma maneira mais tranquila. Com certeza. Eu, inclusive, a gente já vai tirar muitas dúvidas ainda relacionadas a esse assunto da menopausa, dúvidas que a gente recebeu também, doutora, das telespectadoras que acompanham o Amatocast, que mandam as dúvidas nas redes sociais, já destaco aqui, inclusive, que vocês podem comentar aqui no vídeo se ficou alguma dúvida no final desse assunto pra doutora Juliana nas redes sociais dela, que a gente também vai passar, mas eu faço uma observação que agora a gente tem uma novidade muito legal aqui no Amatocast, que é um patrocínio pro nosso podcast, né, que como eu disse no início, a gente fala sobre tudo que envolve qualidade de vida.

Então, desde os especialistas que estão sempre aqui, que vocês já devem ter percebido que costumam acompanhar o sobrenome Amato, alguns são irmãos, outros são casados, como é o caso da doutora Juliana que é casada, uma curiosidade já, a gente já adianta com o doutor Alexandre, que também sempre participa aqui, o cirurgião vascular, mas a novidade desse podcast que eu preciso destacar de novo é o nosso patrocínio agora do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. A gente vai rodar rapidamente como funciona toda a questão do laboratório e também a gente vai trazer nos próximos episódios alguns detalhes de como funciona o procedimento, que parte dele também vai poder ser realizado aqui na clínica da Amato.

Então, já rodo aí pra vocês verem. E é muito importante destacar que a saúde intestinal é de extrema importância pra saúde da mulher, porque o intestino hoje, ele é dito como o segundo cérebro. Se o intestino não tá funcionando bem, não vai dar certo algumas coisas na saúde.

Exato, e é interessante que eu tava falando com o doutor Alexandre também, que consegue fazer um scanner ali da vida da pessoa, né? Consegue. Esse tipo de diagnóstico. Então, a gente vai trazer detalhes nos próximos, aos poucos aqui a gente vai contando como funciona tudo isso.

Não, é muito interessante. E vai pra esse lado também da ginecologia, né doutora? Sim, exatamente. Envolve toda uma questão de detalhes que a pessoa não sabe ali, que às vezes parece óbvio, mas não é, né? É, a gente consegue ver a flora intestinal e comparar com a flora vaginal.

O intestino e vagina estão muito próximos. Então, é muito interessante essa área. Bem legal.

Agora, doutora, voltando pra menopausa, eu precisava destacar sobre algumas complicações, né? O que pode acabar causando uma situação mais grave pra mulher? O que deve ser um alerta, de fato, pra quem tá acompanhando o nosso episódio desse assunto? Sim, no caso da menopausa, o que que a gente tem? Como a mulher, ela deixa de produzir o estrogênio e a progesterona, o estrogênio, ele é um hormônio muito importante pra mulher. Ele tá associado com saúde cardíaca, ele é um protetor cardiovascular e protetor dos ossos. Se não tem o estrogênio, essa mulher vai ter mais riscos de ter doenças cardiovasculares.

As principais, infarto, AVC, mas também pode estar associado ao desenvolvimento de algumas doenças autoimunas. Então, é muito importante que a mulher, ela acompanhe essa menopausa, porque ela pode não passar por tudo isso. Além disso, a saúde óssea é muito importante.

Quando a gente tem uma queda do estrogênio, o osso, ele vai ficando mais poroso, ele vai perdendo essa massa óssea aos pouquinhos. Então, eu vejo muito mulher que chega aqui sem reposição hormonal, e já tá com 50, 51 anos com osteoporose. Então, é muito importante acompanhar, porque osteoporose é uma realidade na mulher menopausada.

Eu acho que isso é o que assusta mais, né? Porque é uma mudança que a pessoa não sabe o que pode causar, né? O que tem pela frente. E a gente vai falar também mais especificamente dessas outras complicações, nas dúvidas que as pessoas trouxeram. Sim, justamente porque acho que é o que causa mais receio, né? Pra quando fala desse processo.

Porque quando é algo natural, sabe? Que vai ser um período e vai passar, tudo bem. Mas eu acredito que seja, tenha um receio muito maior, e algo permanente ali pra vida da pessoa, né? Sim. Doutora, agora em questão de o alívio nesses sintomas.

A gente tava falando no início que nem tudo está perdido, e que as pessoas podem buscar algumas soluções pra pelo menos passar por tudo isso de uma forma mais tranquila. Tudo isso é por meio de reposição hormonal? Como que funciona? Sim, é muito indicado a reposição hormonal em todas as mulheres que entram na menopausa. Por quê? A reposição hormonal nada mais é do que você fazer a reposição do estrogênio que tá faltando, né? Agora, existem mulheres que não tem indicação de fazer a reposição hormonal.

E é importante destacar aqui, que muita mulher chega no consultório falando Ai, doutora, eu morro de medo de fazer reposição hormonal, porque eu sei que, ai, pode dar câncer, ai, porque a minha amiga fez e não foi legal, ela não ficou bem, ela ficou muito nauseada, ela teve muito efeito colateral, engorda, né? E o importante é dizer que a reposição hormonal, ela não deixa você ficar com osteoporose, com doença cardiovascular, então por que não fazer? É muito importante, entrou na menopausa, hoje em dia a gente até quando tá nessa fase dupla matéria, a gente já começa com a reposição hormonal. E é muito importante, porque dá uma qualidade de vida diferente pra essa mulher. Agora, como eu falei, algumas não podem usar.

E quais são as contra-indicações de uma reposição hormonal? Não, não tem nenhum problema, não tem nenhuma contra-indicação com outras medicações, tá? Porque nesse período eu imagino também que seja mais comum as mulheres, por isso dá dúvida, inclusive deve estar aqui ainda, uma que a gente trouxe, que vai passar depois, eu vou colocar aqui no telão, dessa questão das mulheres que passam por esse período, acabam tomando algum tipo de remédio controlado pra aliviar esses sintomas emocionais. Sim, sim. Então por isso tem a preocupação da junção, né? Mas não tem problema.

Então, doutora, agora eu vou trazer alguns mitos e verdades, ainda não são as dúvidas das pessoas do canal, mas eu também peguei alguns trendy topics das redes sociais, do que as pessoas mais comentam sobre essa questão da menopausa, justamente nosso título que é o impacto na saúde da mulher. E aí a gente pode comentar por que sim, por que não. A mulher sente mais calor? Isso a gente já falou que de fato sim, mas é aquele calor diferente, né? É, é aquele calor diferente, é verdade, não é mito, mas é aquele calor de fogacho, que vem, que sobe pela cabeça, que o cabelo molha, realmente elas têm mais calor.

E nos dias mais quentes eu acho que piora mais ainda. Então, porque eu até falei, né? Pra quem tá acompanhando nessa semana, às vezes vai ver depois de um ano o episódio, né? Fica ali e vai acompanhar depois, ou acaba assistindo no frio, mas nesse calor é aquela confusão de sintomas, né, doutora? Exato. Pra todo mundo.

Pressão sobe, pressão desce, todo mundo acha que tem também relação com o que a gente tava falando antes do episódio, né? Tem relação com a temperatura, enfim. Tem um episódio sobre isso, inclusive. Exato.

Agora o próximo, alterações de humor. Ah, tem muito. Todo desequilíbrio hormonal dá uma alteração de humor.

Todo. Lembra lá quando menstruava normalmente, a TPM, a irritabilidade, a gente não ficava mais triste, né? Então. É, é o mesmo processo.

Na menopausa também. Dá pra comparar, né? Vai melhorando com o tempo, né? A gente vai ficando mais velha, a gente consegue, assim, administrar, às vezes precisa de medicação, às vezes não. Mas quando entra na menopausa realmente, aí o estrogênio tá muito baixo, o hormonal sobe e o emocional vem à tona mesmo.

Sim, é o que a gente mais escuta, né? Do período da menopausa. Falar, ah, ela tá passando pela menopausa. Exatamente.

Como se fosse uma... Ah, não se importa tanto, né? Com alterações de humor. Exatamente. É o que a gente mais escuta.

O pavio fica mais curtinho, né? Mas é uma passagem. Tudo volta ao normal, tudo fica estável. Ainda bem.

Eu já tô com medo desde agora. O único tratamento possível é a reposição hormonal? Não, não é a reposição hormonal. A mais eficaz realmente pra prevenção de doenças cardiovasculares e osteoporose é a reposição.

Mas pra pacientes que não podem fazer a reposição, a gente tem o tratamento dos sintomas. Por exemplo, pras alterações de humor, né? Pra depressão, pra ansiedade, a gente pode dar um ansiolítico, tem os ansiolíticos, tem os fitoterápicos que melhoram os sintomas vasomotores, dos calores. Pra atrofia vulvo-vaginal, pro ressecamento, queda de bexiga, a gente tem o laser.

Então existe outros tipos de tratamento sim. É legal que a gente trouxe também outro episódio, que foi aquele da outra vez que a gente gravou, justamente dessas técnicas, né? Exato. Que são super inovadoras, interessantes, que muita gente não conhece.

Eu, inclusive, não conhecia dessa questão do laser, né? Que pode ajudar nessa insegura. Na atrofia vulvo-vaginal, excelente. Excelente.

Ele melhora o trofismo da vagina. A vagina fica mais, ela fica frouxinha e o tecido dela fica muito leve. E a musculatura também vai perdendo massa muscular nessa região.

E o laser, ele trabalha todo esse remodelamento muscular e de colágeno. Então é perfeito pra atrofia. Eu falei dessa cura, e agora da atrofia acabou sendo uma palavra diferente, mas acaba auxiliando nessa cura também.

Sim, exato. Legal. Bom, agora uma próxima dúvida, se a menopausa reduz a libido? Reduz.

Reduza a libido. Por quê? Porque o estrogênio é o hormônio que ajuda na libido. Se a gente tem uma queda de libido, ou seja, uma queda de estrogênio, a gente tem uma queda de libido, tá? Mas assim, tem mulheres que tem mais e mulheres que tem menos.

E tá muito associado também com a secura vaginal. Porque se a mulher, ela tá com ressecamento vaginal e ela tem relação e não é prazeroso pra ela, a libido dela vai lá embaixo, né? Aí ela não vai ter vontade, vai diminuir a libido de qualquer jeito. Sim.

O próximo é se a menopausa só chega depois dos 50 anos, esse a gente já tem falado aqui. Não, né? Não, pode chegar antes, né? Como a gente falou aí da falência ovariana precoce, antes dos 40 anos. Ou até dos 35.

Dos 35 anos. Daí eu fiquei assustada. Eu não sabia.

É mais raro, mas existe sim. Até na faixa dos 20 aos 30 pode acontecer? Dos 25 aos 30 pode acontecer. É raro, mas pode acontecer.

Entendi. Eu vou adaptar aqui essa próxima pergunta, porque a gente também já respondeu pra não ficar muito repetitivo, mas dá pra gente adaptar. A mulher fica mais suscetível a algumas doenças? Isso a gente disse que sim.

Até a gente citou todos. Mas no sentido de imunidade, isso muda? De imunidade, não. Não tem muito a ver com imunidade.

Mas ela fica suscetível a essas outras doenças, né? Que a gente já conversou. Ah, e uma coisa que a gente falou um pouquinho, mas que também acontece muito, é incontinência urinária, né? Incontinência urinária pela atrofia vulvo-vaginal, essa parede da bexiga, como a gente já conversou, ela afrouxa, e a mulher começa com incontinência urinária aos grandes esforços, ou seja, se ela faz uma academia, levanta muito peso, solta um pouquinho de xixi, mas isso é progressivo, então tem que tratar. Por quê? Porque senão ela espirra dali a pouco e já tá perdendo xixi.

Nossa, e isso também chama atenção, porque parece que é uma coisa que acontece mais na idade, que vai ficando bem mais avançada, mas pode acontecer nova. Pode acontecer nova. Agora, problemas como insônia, depressão e ansiedade são comuns nessa fase.

A depressão a gente citou que sim, agora insônia e ansiedade também pode ter relação? Sim, pode ter relação. E a insônia tem a ver também com o estrogênio que abaixa, né? Então que a gente não produz mais, e tem a ver com o envelhecimento mesmo, né? A gente produz menos melatonina, a mulher quando vai ficando mais velha precisa de menos tempo de sono, mas essa insônia da menopausa, às vezes a mulher consegue iniciar o sono, só que no meio da noite ela acorda e ela não consegue dormir mais. É isso que é o pior, né? Porque acaba sendo aquela... Exato.

Mas a reposição hormonal, ela ajuda nisso. A progesterona da reposição hormonal, que é o segundo hormônio da reposição, além do estrogênio, ela ajuda nessa fase de sono, por isso que ela é tomada à noite. E é interessante porque a progesterona é o hormônio do início de gravidez.

Quando a mulher tá grávida nos primeiros meses, a progesterona tá lá no alto. E o que que a mulher tem quando ela tá nos primeiros meses de gravidez? Muito sono. Então é por causa da progesterona.

Então a reposição hormonal, como tem a progesterona, já ajuda a melhorar o sono também. Não tá aqui nas dúvidas que o pessoal mandou. Eu não sei se tá nas dúvidas das perguntas que mandaram pro canal especificamente.

Mas eu acho que vai ser uma dúvida da maioria das pessoas se alguém tá pensando em fazer reposição hormonal e tá aqui acompanhando a gente. Esse tratamento é caro, doutora? O governo costuma cobrir? Como funciona isso da reposição hormonal? A reposição hormonal não é cara. Não? Não.

A compra se faz em farmácia mesmo. As medicações, lógico que existem medicações que custam 30 reais e medicações que custam 300 reais. Então a gente adapta a indicação de cada mulher.

E o convênio, em alguns casos, é obrigado a cobrir isso ou não? Quando existe a osteoporose, aí alguns convênios cobrem uma medicação específica da menopausa para a osteoporose. No sentido do tratamento que eu digo clínico, né? Porque o tratamento medicamentoso, óbvio que o convênio não vai cobrir. Sim, o clínico.

Para amenizar os sintomas é preciso se alimentar bem e praticar exercícios físicos? Sim, verdade. Estilo de vida tem muito a ver com o quão bem você vai passar na menopausa. Se você faz uma atividade física, você tem a liberação de endorfinas, de adrenalina, isso dá uma sensação de bem-estar.

Se você tem uma alimentação boa, se você tem uma alimentação rica em frutas, verduras, não come besteira, não come industrializados, a saúde é outra. Legal. Inclusive, todo episódio, quando a gente vai falar de benefício ou alguma forma de prevenção, aparece da alimentação e do exercício.

Estilo de vida, alimentação e exercício físico. Parece que é aquela frase, a frase clichê, né? É. É o que funciona. É a chave para tudo.

Sim. Vou ganhar muito peso? A preocupação da maioria das mulheres. As mulheres na menopausa, elas têm uma alteração da deposição de gordura corporal.

Então, elas começam a gordura se depositar mais na região abdominal. Mas não quer dizer que ela vai ganhar ó, vou ganhar 10 quilos, 15 quilos. Não.

Não é isso. Ela tem essa diferença e essa mudança no armazenamento de gordura. Mas lógico, o metabolismo ele fica mais lento.

Se não fizer uma atividade física, se não comer bem, ela vai engordar. Mas não por causa da reposição hormonal, mas por causa da fase que ela está passando. Mas não é para chegar e falar assim, ah, então eu vou ganhar peso, então é normal.

Da menopausa eu não vou fazer nada. Não. Tem mulheres que passam pela menopausa super bem, com corpo sarado, com alta taxa de massa muscular, consegue ganhar massa muscular.

Então, tem que lutar contra isso. Isso já responde a próxima pergunta que usaram um termo ruim, mas eu vou mudar. Se a pessoa vai ter um envelhecimento muito rápido.

O envelhecimento vem do envelhecimento da idade mesmo. Não quer dizer que ela vai envelhecer mais rápido. Agora, se ela não fizer uma reposição hormonal, se ela não se cuidar de outras maneiras, pode ser que ela fique mais enrugada mais cedo.

Terei osteoporose. Primeiro também vou pedir para definir o que é osteoporose, porque eu acredito que algumas pessoas não sabem. Osteoporose é quando a gente começa a ter perda de massa óssea.

Isso acontece com a idade. Então, o osso vai ficando mais poroso e suscetível a quebras. Que era o que a gente justamente estava falando.

Para ter esse acompanhamento, se a pessoa está tendo a perda dessa massa que é osteoporose. Exatamente. Não quer dizer que vai ter a osteoporose, mas que ela é mais suscetível a ter a osteoporose.

Certo. Por isso que o exercício físico é muito importante. Fortalecimento muscular para ganhar massa muscular, dar maior sustentação para os ossos é muito importante.

Agora essa pergunta, eu estava tentando mudar aqui o termo que usaram, mas eu não vou poder deixar de usar, porque realmente é a palavra que a gente mais escuta. Eu ficarei louca? Não. Só pelo período que não entendeu ainda o que está acontecendo.

Mas não vai ficar louca. Como a gente conversou, é um período que passa por essa alteração hormonal. Toda alteração hormonal ela tem um impacto grande na nossa saúde emocional, mas tudo vai se estabilizar.

Tudo vai dar certo no final, né? Tudo vai dar certo. Existe vida após a menopausa. Aí ó, a frase que do corte, né? Exato.

Eu vou aproveitar e tentar passar aqui aqui embaixo. Para o nosso próximo slide, que já começam as perguntas das pessoas. Cadê? Aqui, apareceu.

Nossa logomarca. Algumas dúvidas, eu vou falar de onde que as pessoas estão mandando. Doutora Juliana.

O calorão da menopausa parece ser pior nos dias de verão aqui em Minas. Isso tem a ver com o clima ou é tudo coisa da cabeça da gente? Maria do Carmo de Belo Horizonte. É, no verão os calores vão ficar piores mesmo.

Mas tem muito a ver com a menopausa. Com certeza. Nossa senhora, para quem está passando pela menopausa agora, nesse... 36 graus, ninguém merece.

A gente está falando muito da temperatura porque está realmente muito quente. Para quem não está vendo nessa época, né? Que a gente citou. Oi doutora, aqui no Nordeste o povo costuma dizer que depois da menopausa é que a mulher esfria.

Isso é verdade? A libido realmente diminui tanto assim? José Pereira de Recife. O que a gente falou. É, o que a gente falou.

Que dá uma diminuidinha sim, por causa do estrogênio. Mas existem formas de melhorar essa libido. Como a reposição hormonal.

Existe luz do... É algo drástico essa mudança? Não, não é algo drástico. É algo que vai acontecendo aos pouquinhos. Mas aí depende muito como a pessoa encara isso também.

Porque como já tem aquelas alterações que a gente falou de... Fica mais triste, depressão. Às vezes a pessoa leva aquilo como a pior coisa da vida dela. E aí acaba sendo o que mais incomoda.

A importância, né? Que cada um dá para cada um dos sintomas. Doutora, aqui no Sul, com o frio que a gente enfrenta, a menopausa tem algum impacto diferente no corpo. O que a senhora recomenda para lidar com essas mudanças? Dona Iracema, de Porto Alegre.

Ah, eu queria entrar na menopausa no Sul, viu? Não vai ter diferença. Os fogachos serão os mesmos. Não tem diferença.

Morar num lugar muito quente, lógico, num lugar muito quente ela vai se sentir mais incomodada. Mas num lugar muito frio ela vai ter os fogachos, os sintomas vasomotores da mesma maneira. E para a saúde, de fato, nesse impacto que a gente está falando, não muda nada? Não, não muda.

Doutora Juliana, é verdade que a reposição hormonal faz a mulher engordar? Aqui na Bahia todo mundo comenta isso e eu estou com medo de tentar. Cecília Andrade, de Salvador. A gente falou da menopausa se engorda ou não, mas a reposição pode ter alguma alteração? Então, a reposição, o que ela pode ocasionar é aumento de retenção de líquido.

Isso, às vezes, dependendo da mulher, pode dar uma alteraçãozinha na balança de um, dois quilos, mas não mais do que isso. Que é aquela preocupação que, queira ou não queira, sempre aparece, né? E também é legal para a reposição hormonal que tem várias técnicas para que isso seja também aliviado, né? Com certeza. Alguns tratamentos ali, clínicos.

A menopausa pode piorar a questão das varizes, doutora? Aqui no Ceará, com esse calorão, já sinto as pernas pesadas e estou preocupada com essa fase. Francisca Lima, de Fortaleza. Aproveita e chama para o episódio do seu marido.

É verdade. Mas sim, porque quando a gente entra na menopausa, a gente fica mais propícia a desenvolver as doenças cardiovasculares. E, dentre elas, varizes de membros inferiores.

E aparece mais também? Aparece mais. Se a pessoa já tem alívio a mais disso. Se a paciente, se a mulher, ela já tem uma pré-disposição a ter varizes, piora nessa fase.

Mas é tratável? Sim, é tratável. Pode sumir naturalmente ou não? Não, varizes não somem. Porque é uma incompetência das válvulas do vaso.

Aparecer eu preciso tratar. E aí, aproveitando que a gente tinha citado olhei para a câmera errada, mas aproveitando que a gente tinha citado, a gente tem um episódio aqui com o doutor Alexandre, marido da doutora Juliana, que é cirurgião vascular e ele fala sobre todos esses tratamentos. A gente pode deixar o link aqui também para quem ficou curioso.

Ele fala como funciona a cirurgia, tratamentos clínicos, enfim, tem tudo bem explicado. Doutora Juliana, o estresse da cidade grande pode agravar os sintomas da menopausa? Aqui em São Paulo a correria é grande, quem não, né? E sinto que isso afeta meu bem-estar. Tereza Gomes, de São Paulo.

Sim, pode agravar. O estresse pode agravar tudo, né? Qualquer sintoma de qualquer doença. E da menopausa também, mais irritabilidade.

Exato. Pode ser de uma forma menos grave ou mais grave. Difícil hoje alguém que não tenha o... Depende muito da pessoa, né? Se a pessoa é mais tranquila ou se a pessoa é mais estressada.

Principalmente, eu nem terminei de ler aqui que era em São Paulo, que ela falou aqui em São Paulo, eu já sabia que era São Paulo, porque já virou essa pergunta. São Paulo, Rio de Janeiro, né? Exato. Trânsito, estresse, correria.

Exatamente. Aqui no Norte a gente sempre ouve falar de ervas amazônicas pra tudo. Tem alguma que realmente ajude com os sintomas da menopausa? Antônia Silva, de Belém.

Chá de amora. Chá de amora ajuda bastante nos sintomas de fogacho. É bem interessante porque ela é rica em flavonoides.

Então, é muito usado. Até tem uma crença aí. Chá de folha de amora ajuda? Ajuda.

E a gente fez um episódio falando de chás porque isso é interessante, né? Tem muita gente que tem preconceito com chás, né doutora? Tem. Ao mesmo tempo que tem gente que é muito adepto. Eu tava até brincando nesse episódio do chás que a minha avó, imagino que tem muitas avós ou pessoas que tem avós que vão saber disso, que quer dar chá pra qualquer coisa.

Tá com gripe, tá com sei lá, tá com a doença mais grave que tem e ela fala, não, tem um chazinho que eu sei que eu sei do chá. Eu sou dessas. Toma um chazinho, toma um remédio também mas toma um chazinho que alguma coisa melhora.

Foi o episódio inclusive com o doutor Alexandre também e ele falou, mal não vai fazer, então pode tomar, né? Se é muito difícil algo que vai prejudicar ali, né? Com certeza. Mas não é pra deixar um... Não, não é pra deixar medicação. É só pra ajudar a aliviar os sintomas.

Como que age nesse caso? Ele é rico em flavonoides e ele é rico numa substância que é estrogênio-like parece com a molécula do estrogênio. Então nosso corpo entende que, ah poderia ser similar a reposição. Exatamente.

Soja também, a mesma o mesmo o mesmo mecanismo da soja. E a quantidade isso o médico precisa avaliar ou a pessoa pode, quem tá acompanhando pode escolher sozinha? Pode, pode. A mora pode tomar pode plantar em casa, colher uma vez por dia, todos os dias, pode? Pode.

Tá. O pessoal vai gostar disso daí. É. Doutora, eu moro em uma região quente o ano todo.

O calor da menopausa se torna mais insuportável em lugares como o Pantanal? Ana Lúcia de Cuiabá, pelo jeito essa dúvida é realmente frequente. Exatamente, sim. Em lugares quentes, você vai sentir mais calor, né? Não tem como fugir.

Não tem como fugir. Ainda mais o Pantanal que é quente e úmido. E uma coisa também que eu escuto bastante é da diferença que a pessoa sente de temperatura.

Pessoas da minha família que já passaram, que estão passando pelo processo uma hora tá calor, uma hora tá sentindo muito calor, outra hora tá sentindo muito frio e aquele tira-põe a coberta ali na hora de dormir, uma hora desliga o ar-condicionado, outra hora liga o ar-condicionado. Isso mesmo. Tem isso mesmo.

Às vezes tá um calor, às vezes tá um frio, a pessoa tá dormindo com o cobertor e ela tira da cama inteira e o marido reclama, não, não tira não, mas eu tô com calor. Aquela briga, né? Metade metade, metade. Próximo aqui.

Oi doutora, o humor muda muito durante a menopausa? Aqui no Rio o pessoal já brinca que eu tô naqueles dias o tempo todo. Marilda Santos, Rio de Janeiro. Sim, com certeza, já conversamos sobre isso e o humor é afetado, mas é uma fase vai estabilizar.

E a reposição ou até mesmo o chá consegue também auxiliar nessa questão? A reposição sim, o chá não. O chá é mais para sintomas de calor mesmo. Mas a reposição dá pra ou melhora muito.

Menopausa pode piorar o cansaço? Aqui em Goiás eu trabalho na roça e ultimamente só o trabalho pesado me deixa muito cansada. Sebastiana Rocha, de Goiânia. Sim, a gente fica mais cansada, a gente fica mais desanimada, com certeza.

A menopausa ainda sem uma reposição hormonal tem um impacto grande na qualidade de vida. Exato. Tem um impacto muito grande na qualidade de vida da mulher, ela se sente muito cansada.

Isso até na menstruação normal, quando aquilo que a gente fala, dá pra comparar muitas coisas com a menopausa e o processo da menstruação. Desde novinha, quando a mulher começa a menstruar, já tem essa sensação de estar mais irritada, de estar mais cansada, de precisar dormir mais tempo, de querer deitar mais tempo. Sim.

Muitas perguntas. Olha, acabou. Só porque era realmente a última, vou deixar aqui nessa última.

Na verdade eu vou voltar pro nosso pra chamada aqui do nosso episódio. Nossa, será que eu consigo voltar tudo? Ah, consegui. Então, doutora, tem algumas aqui que eu achei que o pessoal ia falar, vou aproveitar os últimos 3 minutinhos só pra terminar o que a gente tinha aqui nesses outros que as pessoas não trouxeram.

O risco do câncer de mama, que a gente falou, tem um episódio específico também sobre isso, mas que de fato existe essa preocupação em relação a não só o processo da menopausa, como da reposição de fato, né? Sim, sim. Câncer de mama, contra indicação, é só se a paciente mesmo, a mulher, ela tiver tido câncer de mama. Aí ela não pode fazer a reposição hormonal.

Mas não quer dizer que a reposição hormonal vai levar a ela ter câncer de mama. Porque o câncer de mama, a gente tem muitos subtipos, muitos, e um deles é o hormônio dependente. Mas existem vários outros que não tem nada a ver com hormônio.

Então, você se privar de uma reposição hormonal que vai trazer tantos benefícios por medo de ter um câncer de mama, não vale a pena. E os estudos mostram que assim, não é pra ter medo. Se ela mesmo não teve câncer de mama, pode usar a reposição hormonal tranquilamente.

Tá? E acompanhar com o médico todo ano, porque a gente é suscetível a várias doenças. E tendo um acompanhamento direitinho, fazendo os exames regularmente, tranquilo. Falhas no cabelo? Falha no cabelo vai, falha, falha, não acontece.

O que acontece é que diminui a densidade do cabelo. O cabelo vai afinando mais. Então, aquele cabelo, quando a gente era jovem, lindo, maravilhoso, ele vai murchando mesmo, não tem jeito.

Não tem como, mais uma que não tem como... Mas não vai ficar careca. Como escapar? Não. Mas também, mesmo que não estivesse passando pelo processo, é uma coisa até da, quando a pessoa não está ainda na menopausa, já acontece, né? De, com o tempo, dar essa mudança no cabelo.

É natural. Até quem é muito nova, eu também dos, em 5 anos, mesmo ainda estando na faixa dos 20, já dá pra notar uma diferença. Claro que tem toda essa questão de... Vai mudando, né? Do hábito que a gente estava dizendo também, né? Eu uso muito a fonte de calor, então, enfim, com todo esse contexto, né? Não adianta também culpar a menopausa de tudo.

É química, fonte de calor, a gente tem que levar em conta várias outras coisas que as mulheres fazem no cabelo também, né? Exatamente. É, porque acho que também um recado que a gente pode deixar é justamente isso, que às vezes as pessoas querem atribuir qualquer tipo de sintoma, qualquer tipo de... Às vezes não é nem um sintoma, né? A queda do cabelo que a gente sente, mas assim, algo pontual ali que a pessoa percebe, algum tipo de doença, algum tipo de situação, como a menopausa, que a gente está falando. E também tem várias coisas que precisam ser avaliadas e voltam para aquela questão da necessidade do acompanhamento médico.

Exato. Tem muito, porque se for culpar só a menopausa pela queda do cabelo, muita mulher vai estar na menopausa precoce, né? Exatamente, vai dar aquela preocupação até antes da idade que a gente citou. Eu vou pedir para quem também está acompanhando, então, que mande as suas dúvidas, sugestões aqui para a doutora Juliana sobre esse assunto da menopausa.

Se ficou alguma dúvida, eu acredito que tenha sido super esclarecedor, de ponta a ponta, né? Desde a hora que começa esse processo até a hora que as pessoas podem buscar um alívio em todos esses sintomas. Mas se ficou alguma dúvida, sugestão, vocês podem comentar aqui no nosso vídeo. Também peço que compartilhem, para que a gente tenha cada vez mais engajamento aqui no nosso conteúdo.

E também para que siga a doutora Juliana nas redes sociais, pode mandar as dúvidas no perfil da nossa médica ginecologista. Doutora, pode passar, por favor, as suas redes sociais no Instagram? Ah, o Instagram é o doutora Juliana Mato e siga aqui a gente no canal do YouTube. Ótimo.

Obrigada pela sua participação aqui com a gente, é sempre muito interessante, o papo é sempre muito esclarecedor. E no nosso próximo episódio, eu dou um spoiler que também tem a sua participação. Vai ser um papo muito legal.

Agradeço também o nosso patrocínio, relembrando que é novo aqui no canal, peço para que vocês acompanhem as novidades em relação ao laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Conto com a sua participação no nosso próximo episódio.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.